sábado, 19 de março de 2016

A IGREJA CRISTÃ E O PRAZER SEXUAL


Desde o início da era cristã temos dificuldades quando o assunto é sexo. Queremos todo o seu prazer, mas não a sua culpa, toda a sua liberdade, mas não suas responsabilidades. Queremos o êxtase sexual e ainda assim sermos considerados filhos de Deus. Por que não? Não é possível? É incompatível uma vida santa e ao mesmo tempo repleta de prazer sexual? Ao observar a história da igreja percebemos que muita culpa foi jogada sobre os cristãos, quando o assunto era sexo.
Apesar de Deus ter criado seus filhos sexuados para que procriassem e também se apropriassem do prazer sexual, ao longo dos anos, esses filhos foram associando sexo a pecado, mesmo quando a relação sexual era realizada no casamento. É bem verdade que há muitos comportamentos sexuais pecaminosos, sob a perspectiva cristã, mas também é igualmente verdadeiro que, sob essa mesma perspectiva, também há santidade na vida sexual.
A igreja cristã tem problemas com a área sexual, mesmo quando o assunto é tratado na esfera conjugal, porque desde os pais da igreja (líderes cristãos dos primeiros séculos) o ensino eclesiástico associou a vida sexual ao pecado. Muitos pais da igreja, nos primeiros séculos (e mesmo mais tarde na época medieval) se equivocaram e imprimiram nos cristãos uma intensa culpa. Para eles, o sexo era uma força infernal que se opunha à busca pela santidade. Por isso, boa parte da liderança pastoral pregou abertamente uma conduta de vida contrária ao prazer sexual. Quanto menos sexo, mais santo se era. Logo, as pessoas mais virtuosas e santas eram as castas. Quem espontaneamente decidia não se casar era vista como uma santa alma cristã, alguém que se dedicou a buscar a Deus, e não os seus desejos próprios, alguém que abriu mão de suas paixões para viver para Deus. Por isso, os bons religiosos da época mantinham-se castos. Por isso, também, as prostitutas eram vistas como o último degrau de uma vida pecaminosa; ninguém estava mais abaixo delas na escala do afastamento de Deus.
Conquanto os pais da igreja buscassem consagração a todo custo, tiveram uma visão equivocada a respeito da santidade sexual. Aliás, a vida sexual na perspectiva patrística, em si mesma era um pecado diante de Deus. Para boa arte dos líderes cristãos dos primeiros séculos da era cristã, o sexo era entendido como uma afronta a Deus.
A atitude imperativa da igreja durante toda a idade média era de que o amor sexual era mau em si mesmo[2], e não diminuía a sua malignidade, mesmo quando usufruído pelos cônjuges no casamento[3]. Nos primeiros séculos da igreja cristã, a tendência anti-sexual e anticonjugal pregada por alguns líderes foi se tornando tão crescente que o imperador Domiciano Cesar decretou ser crime aqueles que defendessem a antisexualização da pessoa. Mais tarde, o imperador Adriano estendenderia essa proibição também aos que voluntariamente concordavam em ser castrados. Estes seriam punidos com a pena de morte, bem como os médicos que fizessem esse tipo de operação mutilatória.[4] Mesmo assim, Orígenes, (185 – 254 AD), alguns anos mais tarde, tomou o texto de Mateus 19.12 tão literalmente que se castrou antes de ser ordenado[5], acreditando que a extirpação de seu órgão genital eliminaria o desejo sexual e, consequentemente, as tentações que o afligiam nessa área.
Tertuliano (160-225 AD), considerado o pai da igreja latina, declarava sua repulsa ao sexo feminino ao afirmar que a mulher era a causa de toda a derrota humana e, como tal, deveria ser frontalmente combatida. Para ele, a mulher era a responsável pela queda em pecado.
Vós sois a porta do demônio; vós sois quem rompeu o lacre daquela árvore (proibida); vós sois a primeira desertora da lei divina; vós sois quem persuadiu aquele que o diabo não era bastante valente para atacar. Vós destruístes muito facilmente a imagem de Deus, o homem. Em virtude da vossa deserção – isto é a morte – até mesmo o Filho de Deus teve de morrer.[6]
Clemente de Alexandria (150-217 AD), por sua vez, chegou a afirmar: “Comete-se adultério com a própria esposa quando se mantém relações sexuais com ela como se fosse uma prostituta.” (Clementeapud Ranke-Heinemann, 1996, 62). Para Clemente, o ato sexual deveria ser realizado sem qualquer paixão, sem qualquer demonstração de desejo, sem qualquer calor sexual, pois a paixão sexual era pecaminosa e infernal. Assim, todo aquele que mantivesse relações sexuais, mesmo com a esposa, e no ato extravasasse seus desejos e paixões, cometia adultério, pois estaria se relacionando não com sua esposa, mas com outra - uma mulher quente sexualmente, enquanto a sua, ali no ato, também lutava consigo mesma para manter-se fria sexualmente.
Muitos anos mais tarde, Tomás de Aquino (1225-1274 AD), segundo os ensinos de Jerônimo (347-420 AD),[7] ainda pregava o não-prazer sexual. Para Tomás de Aquino, o homem que amava a esposa com muita paixão transgridia o bem do casamento e podia ser rotulado de adúltero, pois o fim do matrimônio, para ele, era a procriação e não o prazer.
Não é de admirar que a igreja da época era constituída de um mar de pessoas culpadas, mesmo estando casadas. Domingo após domingo os templos se enchiam de cristãos procurando expurgar seus “pecados sexuais", cometidos no casamento. Marido e mulher, obviamente, não conseguiam viver contra o curso natural da vida que Deus lhes dera. Por isso, mantinham suas relações sexuais com paixão e culpa, por desejarem sexo, mas viverem debaixo de um entendimento de que estavam transgredindo uma ordem divina, um mandamento celestial.
Para Agostinho (354-430 AD), bispo de Hipona, a origem de tudo estava no pecado original, que fora transmitido aos descendentes de Adão por meio do sexo. Para ele, o fruto proibido no Éden era a relação sexual. Diante de sua experiência boêmia de vida pré-conversão, Agostinho passou a ver a mulher de forma negativa, chegando a considera-la de pouca utilidade, a não ser para procriação.
(...) não vejo que espécie de auxílio a mulher deveria prestar ao homem, caso se exclua a finalidade da procriação. Se a mulher não foi dada ao homem para ajudá-lo a gerar filhos, para que mais serviria? Para cultivarem a terra juntos? Se fosse necessária ajuda para isso, um homem seria de melhor auxílio para outro homem. O mesmo se há de dizer para o conforto na solidão. Pois muito maior prazer há para a vida e para a conversa quando dois amigos vivem juntos do que quando homem e mulher coabitam.[8]
Para Agostinho, o ato sexual era um ato inocente quando realizado no casamento, mas a paixão que acompanhava o ato sexual, essa sim, era pecaminosa.[9] Nessa mesma época, Ambrósio, (340-397 AD) pregava: “As pessoas casadas devem corar de vergonha com o estado em que estão vivendo” [10].
Os comentários cristãos medievais sobre o começo do Livro de Gênesis são um bom referencial para se aquilatar o valor que se dava ao casamento e ao sexo.  Crisóstomo (344 – 407 AD) disse que antes da queda, Adão e Eva eram impossibilitados de terem relação sexual, pois a santidade em que viviam não lhes permitia tal procedimento.[11] Orígenes concordou com Crisóstomo e tinha inclinação à teoria de que, se o pecado não tivesse entrado no mundo, a raça humana teria se reproduzido de alguma maneira angélica e misteriosa, e não pela união sexual.[12]
Ora, essa mensagem pregada ao longo dos séculos criou toda uma cultura anti-sexo no ambiente cristão. Se o prazer sexual afasta o cristão de seu Deus, então esse cristão deve lutar com todas as suas forças para manter-se longe de uma vida sexual prazerosa. A igreja gradativamente foi criando uma cultura que associava a vida sexual ao pecado. Para tanto, além dos sermões anti-sexo, os líderes ainda eram orientados a fazer perguntas específicas nos confessionários, sobre a vida íntima do casal, buscando encontrar o “pecado” do prazer nas relações conjugais do confessante. Burchard (1006-1008 AD[13]), bispo de Worms, elaborou um manual, no qual os líderes das paróquias eram instruídos a perguntar aos homens detalhes de sua vida sexual.
Teve relações com sua esposa ou com outra mulher por trás, como os cachorros? Se teve, dez dias de penitência a pão e água. Teve relações com sua esposa durante o período de sua mestruação? Então, dez dias de penitência a pão e água. Se sua esposa foi à igreja depois de ter um bebê, mas antes de ser purificada, então, ela terá de fazer a penitência durante o tempo em que deveria ficar afastada da igreja. E se você teve relações com ela durante esse período, fará vinte dias de penitência a pão e água.[14]
Infelizmente, ao longo dos séculos, o sexo foi pouco a pouco sendo associado a pecado e se afastando do plano original do Criador, que era o de manter a sexualidade e a santidade no mesmo nível de espiritualidade. Nos anos que precederam a Reforma Protestante, um pregador de nome Yves de Chartres aconselhava os casais a não manterem relações sexuais às quintas-feiras, em memória à ascensão de Cristo; nem às sextas-feiras, em honra à sua crucificação; aos sábados, em honra à virgem Maria; aos domingos, em comemoração à ressurreição de Cristo, e às segundas-feiras, em respeito às almas falecidas, sobrando apenas aos casais a Terça e a Quarta-feira, na semana[15].
Essa herança teológica de combate ao prazer sexual, mesmo no casamento, venceu os anos e séculos e chegou até nós, nos dias modernos. Logo, não são poucos os cristãos que, professando a vida cristã, ainda hoje têm dificuldades em buscar ajuda médica e terapêutica para melhorarem seu desempenho sexual. Estes casais, consciente ou inconscientemente, têm um entendimento do prazer sexual como um problema a ser mantido sob controle, e não como uma bênção de Deus. Por isso, os cristãos se sentem desconfortáveis para tratar de sua sexualidade, para buscarem maior desempenho sexual, para se relacionarem tão somente pelo prazer sexual.
Mas... e a Bíblia? O que ela realmente diz a respeito da relação sexo e prazer? Basta uma leitura simples da Palavra de Deus e se perceberá que o Criador é a favor do prazer no sexo. É criação Dele, não apenas para procriação, mas também (e principalmente) para o prazer de seus filhos. O argumento lógico é que, diferente dos outros animais, nosso desejo sexual é constante, e não apenas nos períodos de gestação (no nosso caso, a cada nove meses). Deus nos fez assim, porque Ele quer que seus filhos desfrutem de intenso desejo sexual e se satisfaçam plenamente com seus cônjuges. Quando o assunto é casamento, o Espírito Santo nos diz nas Escrituras: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias" (Provérbios 5.18-19). Observe que o saciar dos seios é "em todo o tempo" e o embriagar-se com as carícias deve ser realizado "sempre", e não uma vez ou outra. Deus é a favor do prazer sexual.
Que você e o seu amor, firmados numa aliança de casamento, se deliciem com os prazeres sexuais que Deus colocou à sua disposição. Não perca tempo: compartilhe seus desejos sexuais com o seu amor, diga ao seu cônjuge suas fantasias mais secretas, sejam cúmplices do prazer. Relacionem-se sexualmente com exclusividade e intensidade. O Senhor, certamente, abençoará a alegria realizada em sua cama. Vivam sob o prazeroso plano original de seu Criador.
Por: Samuel Costa

Artigo apresentado no CONSEX 2014

(Congresso Nacional de Saúde Sexual), 
com pequenos ajustes, no final.

BIBLIOGRAFIA

     BAILEY, Derrick Sherwin. Sexual Relation in Christian ThoughtNew York: Harper and Brothers Ed., 1959.
       BOYARIN, Daniel, Israel Carnal – Lendo o sexo na cultura talmúdica, Imago Editora: Rio de Janeiro, 1994.
        BRIFFAULT, Robert. The Mothers. New York: Macmillan Ed., 1927.
  EISLER, Riane, O Prazer Sagrado – Sexo, Mito e Política do CorpoSão Paulo: Editora Paz e Terra, 1996.
        MESSENGER, E.C.  The Mystery of Sex and MarriageWestminster: Newman Ed., 1948.
       RANKE-HEINEMANN, Uta. Eunucos pelo reino de Deus: mulheres, sexualidade e a Igreja Católica. Rio de Janeiro: record: Rosa dos Tedmpos, 1996.
    RYKEN, Leland. Santos no Mundo: os puritanos como realmente eramSão José dos Campos: Editora Fiel, 1991.

      SCANZONI, Letha Dauson. SexualityPhiladelphia: Westminster Press, 1984.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A CORRENTE DO BEM


As pessoas boas sempre existiram
Elas existem e sempre existirão
Sempre haverá heróis para combater o mal
Homens que resistem à dor e vencem o medo
Homens destemidos que não temem a morte e nem ninguém
Também sempre existirão pessoas bondosas que sabem amar o semelhante
Pessoas que realmente aprenderam a amar o ser humano
Ambientalistas que protegem a natureza
E os animais que não podem se defender
Soldados e policiais que combatem os malfeitores
Fazendo a justiça prevalecer
Lutadores que lutam para proteger os fracos
Homens fortes que defendem os indefesos
Pessoas caridosas que dividem tudo o que têm com todos os que necessitam
Guerreiros corajosos que pelejam em favor dos fracos e oprimidos
Para a promoção da justiça
As suas flechas só são lançadas em nome da justiça
Não justiça para si mesmos
Mas justiça para aqueles a quem eles juraram proteger
Eles não usam as suas espadas por motivos pessoais
Mas apenas para promover a justiça
As suas armas somente são usadas em prol dos inocentes
Para combater as forças do mal
Os homens maus sempre querem escravizar a oprimir
Violentar e torturar
Roubar e matar
Mas os heróis sempre estarão aqui
Para combatê-los corajosamente
O bem que um ser humano faz a outro
Sempre retorna para si
Seja amando as pessoas ou protegendo o que se ama
Um bom guerreiro não é aquele que ama a guerra, mas, sim, aquele que ama a paz. Um bom soldado não luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, porque ama o que está defendendo.
Isso é ser herói
Ser bom quando todos querem ser maus
Ser honesto quando todos querem roubar
Lutar quando todos se acovardam
Enfrentar quando todos têm medo
Defender o fraco quando todos se omitem
Amparar os órfãos e as viúvas
Acolher bem o estrangeiro
Proteger as crianças e as mulheres
Respeitar os mais velhos quando eles se dão ao respeito e sempre praticar o bem.

GAROTOS PERDIDOS


Os jovens adoecem a cada dia
Através das drogas e do sexo ilícito
Muitos se perdem no crime
Outros na prostituição
As drogas os escravizam
O sexo passou a ser brincadeira e não mais coisa séria
O crime passou a ser a opção mais fácil
Do que trabalhar honestamente
Para esses jovens, o crime compensa.
Num país ridículo como o Brasil, é isso o que podemos esperar mesmo.
O triunfo do crime
O poderio do Império do Mal
Satanás foca toda a sua fúria nos jovens e nas crianças
Eles são os seus principais alvos
O Diabo também pretende destruir a instituição chamada família
Com mentiras esquerdistas e com falsidade intelectual
O ateísmo têm dominado as mentes de muitos jovens
Pais espancam e estupram os seus filhos
Os traumatizando para a vida toda
Maridos batem em suas esposas e as traem se orgulhando de seu adultério e covardia
As pessoas sem esperança são mais fáceis de serem controladas e dominadas
Todos os opressores covardes sabem disso
Os maiores tiranos da História sabiam disso
Satanás, o Diabo, sabe muito bem disso.
Quem lutará pelos fracos?
Quem protegerá os indefesos?
Quem fará fazê-los novamente acreditar?
O mundo está em pranto
Por causa do sangue das crianças e dos jovens derramado
Envelhecer é para poucos
Nem todos têm esse privilégio
Essa é a agonia do planeta
A grande tormenta que assola a Terra
Será que Deus se esqueceu do mundo?
Será que o Altíssimo não está mais sentado em seu alto e sublime trono?
Será que Adonai não é mais o Soberano Senhor?
Será que Yahweh não é mais Deus?
O Deus que castigou o Egito com mão forte
O Deus que por meio de suas pragas envergonhou várias divindades egípcias
O Deus que abriu o Mar Vermelho para salvar o seu povo e para derrotar o exército mais poderoso da Terra
Foi Ele quem envergonhou grandes reis e generais que ousaram desafiá-lo
Jeová ainda é Soberano, pois Ele pode realizar o maior milagre, que é transformar as vidas das pessoas e libertá-las da opressão do pecado.

DEUS DOS HEBREUS


Yahweh criou o Universo e as galáxias
Ele criou os planetas e as estrelas
Adonai criou a Terra e seus habitantes
Ele deu vida a todos os seres vivos da Terra
O Deus de Israel fez uma Aliança com um homem
Que foi chamado de amigo de Deus
O Todo-Poderoso lhe prometeu que seus descendentes seriam mais numerosos do que as estrelas do céu e do que os grãos de areia do mar
A sua Aliança com Abraão, Isaque e Jacó foi honrada.
Os hebreus passaram a ser o seu povo
Até um hebreu se tornou o governador-geral do Egito para livrar o seu povo e o mundo da fome
Mas os faraós seguintes fizeram questão de apagar esse registro da História
Mas mesmo, depois de séculos de escravidão opressiva sob o jugo dos egípcios, os hebreus levaram os ossos desse governador junto com eles para a Terra Prometida.
Antes, da libertação dos hebreus, Deus castigou o Egito com mão forte.
O próprio Deus endureceu o coração de Faraó, e por meio de seus prodígios e maravilhas, Ele envergonhou os deuses do Egito. Cada praga foi para humilhar uma divindade egípcia.
Através de seu servo Moisés, nem os poderosos feiticeiros, Janes e Jambres, conseguiram com seus feitiços deter os milagres e prodígios do Deus dos hebreus, o Deus de Israel, o Único Deus digno de ser louvado.
Janes e Jambres, e os deuses do Egito, sucumbiram diante do poderio reinante do Deus de Israel, o Todo-Poderoso Deus dos hebreus. O Deus invisível que não tem rosto, mas que é Verdadeiro e real.
Deus abriu o Mar Vermelho para o seu povo passar, e em seguida, afogou o exército de faraó, dizimando todos os seus soldados. Apenas faraó voltou envergonhado para o Egito, para ver o seu império declinar, sem exército e sem escravos.
Deus matou os primogênitos dos egípcios, inclusive, o herdeiro do trono. Deus foi desafiado pela nação mais poderosa do mundo, e lhe mostrou o seu grandioso poder. Deus estabelece os reis e remove os reis. O Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens, e Ele mesmo escolhe quem quer para governá-los. O Deus de Israel é o Verdadeiro Rei das Nações. Yahweh reina sobre o mundo, e não Satanás. O Diabo é apenas o Cão preso na coleira de Deus.
Durante quarenta anos, os hebreus vagaram sobre o deserto. Deus lhes deu vitórias sobre os amalequitas e outros povos bárbaros e sórdidos. Deus ordenou para que os hebreus exterminassem a todos os cananeus, porque eles eram incuravelmente malignos. Esse povo inimigo era formado por gigantes perversos que habitavam a terra que Deus havia prometido aos hebreus, os descendentes de Abraão, de Isaque e de Jacó. O Deus de Israel era com eles.
O Senhor dos Exércitos sempre ajudava os hebreus nas guerras, quando os hebreus o buscavam de todo o coração, e não se corrompiam adorando os falsos deuses. Adonai é o Único e Verdadeiro Deus, pois Ele é o Único que merece ser adorado. De eternidade a eternidade, o Deus de Israel é Deus. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

CORNÉLIO


Cavalheiro, preparou o caminho para você e para mim

Homem de inteira confiança, Cornélio era um oficial competente no exército romano estacionado em Cesaréia. Ele tinha responsabilidade, reconheci­mento e mais dinheiro do que a média das pessoas. É correto dizer que ele comandava respeito. Ele dispu­nha de considerável poder se resolvesse usá-lo.

Cornélio estava longe do lar, mas estava acostuma­do a essa vida. Visto como os exércitos romanos ocupavam diversas nações, os soldados mudavam-se com freqüência. Alguns oficiais eram cruéis e taca­nhos; outros eram bondosos e justos. Cornélio en­quadrava-se na segunda categoria.

Embora fosse generoso com o povo da região que ele ocupava, sua filantropia não pode confundir-se com fraqueza. O amor que ele dedicava ao imperador e ao império chegava ao ponto mais alto. Se fosse preciso desembainhar a espada, Cornélio não hesi­taria.

Ele parece ser um homem bem-acabado e seguro. Não há sede de vingança mesquinha. Não há necessi­dade de exercer violência simplesmente para flexio­nar os músculos.

Como centurião, Cornélio tinha 100 homens sob seu comando, e tinha considerável peso sobre o soldado de infantaria e sobre a população local. Seis desses grupos de 100 homens formavam uma coorte. A coorte que Cornélio comandava era conhecida como italiana. Quando se reuniam dez coortes, elas recebiam o nome de legião, com uma força de 6.000 homens.

Os centuriões são mencionados no Novo Testa­mento sem nenhuma observação que os desmereça. O primeiro centurião mencionado vivia em Cafarnaum. Era de espírito magnânimo. Homem atencio­so, ele amava a nação de Israel e fez grandes contribuições para a construção da sinagoga local.

Convém que não percamos o significado deste fato. Cafarnaum ficava na Galiléia. Nesta região havia grande número de rebeldes e fanáticos. Freqüentemente atacavam os soldados romanos e vi­viam de contínuo lutando por sua liberdade. Neste território tenso teria sido duplamente difícil relaxar ou ser bondoso. Não obstante, este soldado profissio­nal esforçava-se por merecer o respeito. Os judeus que o conheciam não lhe poupavam elogios. Reco­mendaram-no a Jesus com insistência.

Jesus respondeu ao apelo curando o servo do centurião que se achava às portas da morte. Este foi o primeiro gentio a entrar no ministério de Jesus Cristo (Lc 7:1-10).

Mais tarde foi um centurião que esteve junto à cruz e disse: "Verdadeiramente este era Filho de Deus" (Mt 27:54b).

Cornélio encaixava-se na mesma mistura que os outros nobres centuriões. Ele possuía devoção a Deus e não ocultava esse fato. Os que faziam parte de sua família comungavam de seu entusiasmo pelas coisas espirituais e eternas.

Embora ele tivesse uma parcela saudável de ener­gia humana, Cornélio percebeu que a vida é mais do que dinheiro, poder, servos e prestígio. Essas não eram qualidades que satisfizessem. Era necessário ter comunicação com o Pai Celestial para ser comple­to.

Normalmente, o centurião vivia sob considerável tensão. Ele era o sustentáculo do exército romano. Se ele não funcionasse direito, a coorte e a legião eram inúteis. Na maioria dos casos ele fazia carreira militar. Membro da classe comum, o centurião mé­dio havia-se distinguido e era notado por sua capaci­dade. Coragem era a mais proeminente qualidade. Se o país fosse atacado, esperava-se que o centurião defendesse seu terreno ou morresse lutando.

Os deveres específicos do centurião abrangiam três áreas. Ele era responsável pela disciplina de sua tropa. É por isso que o centurião tinha um ramo de videira como seu emblema. Quando necessário ele o usava em seus homens. Em circunstâncias normais, ele não somente batia em seus soldados mas podia executá-los.

A segunda responsabilidade era manter as tropas em forma. Elas tinham de fazer exercícios regular­mente. O centurião fazia inspeções regulares e tinha jurisdição final sobre os suprimentos.

Sua mais importante função era exercida na pró­pria batalha. Uma vez lá, ele era totalmente respon­sável pelo desempenho de seus homens.

Foi na vida de um centurião amistoso que Deus resolveu agir misteriosamente. Deus estava elimi­nando o abismo que havia entre judeus e gentios. Ele queria demonstrar seu amor a ambos igualmente.

Cornélio recebeu uma visão durante as primeiras horas da tarde. Um anjo de Deus assustou-o — soldado intimorato ou não. O centurião fixou os olhos no visitante. Sabia que não se tratava de um sonho. Ele estava bem acordado e gozava de boa saúde. Imediatamente Cornélio perguntou: "Que é Senhor?" (At 10:4b).

Dois ingredientes são óbvios no homem: Ele é aberto, e está disposto. O homem é um aventureiro criativo. Muitos de nós provavelmente ainda estaría­mos tomando aspirina e esperando que a visão desaparecesse. Cornélio, para sua total surpresa, espera que Deus faça coisas fora do comum. Desde o começo ele aceita este fato como uma mensagem da parte de Deus.

Por certo Deus pode conceder visões hoje. Muitos de nós nunca teremos uma visão, mas o princípio da comunicação tem de permanecer vital. Deus pode falar-nos, tanto individual como coletivamente. Ele o tem feito de forma regular através da história. Talvez ela venha como uma "orientação" silenciosa; para outrem pode ser uma voz. Outra vezes é uma circunstância. Certamente ela vem através das Escri­turas. Se crermos que Deus não comunicará, prova­velmente teremos todos os nossos portões fechados de qualquer maneira. Os cristãos que crêem que ela pode acontecer têm maior probabilidade de sentir uma orientação definida.

O anjo anunciou a intenção de Deus de recompen­sar o serviço consagrado. Visto como as orações de Cornélio e suas esmolas visavam à honra de Deus, elas tinham sido aceitas. Em resposta, Deus conferi­ria algo especial ao seu servo.

As esmolas parecem tocar um sino especial para Deus. Embora muitos de nós as tenhamos posto a cozinhar em fogo lento, a Bíblia trata-as com enorme calor. O Antigo Testamento traça diretrizes definidas para a ajuda aos pobres. A compaixão dos israelitas era bem conhecida e estava em nítido contraste com as nações circunvizinhas.

Uma pessoa necessitada podia entrar em qualquer campo e comer o que desejasse se estivesse com fome (Dt 23:24, 25). Era proibido aos agricultores ceifar tudo quanto os campos produzis­sem — os cantos dos campos não eram ceifados, para que os necessitados pudessem segar e recolher algu­ma coisa (Lv 23:22).Um israelita não podia cobrar juros sobre o dinheiro emprestado a uma pessoa pobre (Lv 25:35, 36).

Quando Jesus principiou seu ministério, ele conti­nuou a mesma atitude generosa. Disse aos fariseus que eles deviam esquecer-se da linguagem estrita da lei. Eles estariam em muito melhores condições se pudessem conservar o espírito da lei e ajudar os pobres (Lc 11:41).

Jesus tinha pouca paciência com os teólogos de gabinete. Que mérito havia em guardar todas as festividades se realmente não se importavam com os pobres?

Depois de proferir a parábola do rico insensato, Jesus disse aos discípulos que vendessem o que tinham e dessem esmolas (Lc 12:16 e ss.).

Cornélio viu o ato de dar como algo que estava no coração do Deus amoroso. Cornélio provou que ele tinha cuidado e Deus resolveu apor seu selo de aprovação nesse gesto.

Deus desejava explicar o evangelho de Jesus Cristo a um soldado gentio. Então, por que não o fazia ele mesmo? Por que o anjo do Senhor não anunciou as boas-novas a Cornélio? Em vez disso, o anjo explicou uma série de passos que Cornélio poderia dar para descobrir a verdade.

Parece haver dois motivos por que Deus não lhe disse diretamente. Um é que ele escolheu pessoas para levar a sua Palavra. Somos, basicamente, as mãos, os pés e a voz de Deus neste mundo (Mt 28:19). O segundo motivo para proceder dessa ma­neira é conservar seus seguidores em unidade (Jo 17). Definitivamente, Deus não queria uma igreja judaica e uma igreja gentia. Era importante que se tornassem uma desde o princípio.

As instruções dadas a Cornélio foram claras. Ele devia enviar mensageiros a Jope (hoje está anexada a Tel-Aviv). Lá eles encontrariam Simão Pedro. Simão estava hospedado na casa de Simão, o curtidor, localizada junto à praia. As instruções pareceram suficientes, de modo que o anjo se retirou.

O centurião estava acostumado a receber e a dar ordens. Sem dizer uma palavra, pôs o plano em ação. Cornélio convocou dois servos e um soldado. Os três fariam a viagem de um dia em direção do sul e encontrariam o dinâmico apóstolo.

O soldado que Cornélio escolheu para a viagem é descrito como um homem devoto ou piedoso. Existe algo de contagioso com respeito a este tipo de justiça. Ela não parece pretensiosa ou atravancada com pesos difíceis. A consagração deste trio parecia sincera e mais tarde teve de prová-lo que o era ainda mais.

Até aqui esta reunião histórica movia-se como um piquenique em dia de verão. Tudo estava no lugar certo. Agora Deus tinha de fazer seu trabalho pelos lados de Jope.

Para compreendermos o que estava para acontecer é preciso que avaliemos os antecedentes de Pedro. Sempre lhe fora ensinado que uma pessoa poderia chegar-se a Deus somente fazendo-se judia. Mas Cristo já tinha vindo, e Pedro estava encontrando dificuldade para separar as coisas. Tem um gentio de tornar-se judeu antes que possa tornar-se cristão? Até aqui somente os judeus gentios chegaram a ser batizados. O grupo de Cornélio estava a caminho para ajudar a clarear a mente de Pedro.

Pelo menos no momento a questão parecia clara para Pedro. Naturalmente, é preciso que o indivíduo se torne judeu antes que possa fazer-se cristão. No esforço de Deus para abrir a mente de Pedro ele usou a mesma forma de comunicação que havia usado com Cornélio. Enquanto orava no eirado da casa, Pedro entrou em transe e teve uma visão (At 10:10-15).

Na visão, descia do céu um lençol branco. Era seguro misteriosamente nos quatro cantos. Dentro do lençol havia uma grande variedade de animais qua­drúpedes, aves e répteis.

Disse uma voz: "Pedro, mata e come". Pedro fez objeção, porque alguns dos animais não eram lim­pos. Então a voz disse: "Ao que Deus purificou não consideres comum." Pela terceira vez a voz falou e então o lençol foi recolhido ao céu. Até que ponto uma visão pode ser desnorteante? Pedro cofiou a barba, cocou a cabeça. Felizmente não lhe foi dado muito tempo para ponderar. Enquanto lutava para entender a visão, chegaram à porta da casa do curtidor os três mensageiros vindos de Cesaréia. O Espírito de Deus falou diretamente a Pedro. Ele devia ir com o trio visitante e nada de fazer perguntas. Tudo sairia bem.

O valente apóstolo foi modelado no mesmo molde de Cornélio. Ele lançou-se diretamente ao portão e apresentou-se aos visitantes. Convidou-os a passar a noite com ele. No dia seguinte partiriam para onde quer que fosse. Deus não teve de dar a ordem a Pedro duas vezes.

Na manhã seguinte Pedro reuniu alguns de seus amigos cristãos e ambos os grupos partiram juntos de Jope. Viajaram um dia todo e chegaram a Cesaréia. Que aventura! Deus havia traçado um plano e eles estavam ansiosos por segui-lo.

Cornélio aguardava emocionado. Ele havia reuni­do os parentes e amigos íntimos. Podemos supor sem medo de errar que ele regularmente falava de Cristo com todos quantos conhecia. Ele pode ter tido em sua casa uma reunião de igreja sem igreja.

Teria sido fascinante saber o que eles estudavam. Será que liam o Antigo Testamento? Oravam em ignorância e pediam a direção de Deus? Estavam meramente trocando opiniões e andando sem rumo? Fosse qual fosse o processo, a sinceridade deles era indiscutível. E como buscavam a Deus honestamen­te, o Senhor resolveu honrar essa busca.

Quando Cornélio viu que Pedro se aproximava, correu para o apóstolo e caiu-lhe aos pés. É interes­sante notar como este oficial era humilde. Ele pare­cia ser uma definição viva da verdadeira mansidão. Cornélio tinha o poder de exigir e mandar. Também tinha a humildade para aceitar sugestões, servir e mostrar respeito a outros. Coragem e maleabilidade eram sua combinação áurea.

A mansidão tem recebido um mau nome, mas realmente ela é uma qualidade heróica. Jesus Cristo disse-nos que os mansos herdarão a terra (Mt 5:5). Francamente, isto é embaraçoso para muitos de nós. Retratamo-nos como confiantes e decididos. A palavra manso soa como retirar-se covardemente.

Jesus Cristo referiu-se a si mesmo como manso e humilde de coração (Mt 11:29). Não há necessi­dade de explicar em minúcias o que é a mansidão. É uma qualidade nobre que nos permite servir aos outros e aprender deles.

Às vezes os cristãos, em sua avidez por comunicar a fé, perdem a humildade. Sentimo-nos tão orgulho­sos por sermos filhos do Rei! Se não formos cuidado­sos, tornamo-nos arrogantes em lugar de úteis.

Cornélio tinha uma boa compreensão da Palavra e seu espírito. Ele não tinha de curvar-se ou mesmo cooperar — ele poderia ter exigido que as coisas fossem feitas do seu jeito, mas declinou de fazê-lo. Era isto que o fazia funcional nas mãos de Deus.

Pedro resistiu corretamente à adoração de Corné­lio. Ninguém, melhor do que o apóstolo, sabia que ele era como as demais pessoas. Isto, contudo, não o diminui diante da atitude do oficial. Ele era grato e não orgulhoso demais para admiti-lo.

Este encontro histórico precisa de uma pequena explicação. Ambos os homens não pareciam sentir-se muito à vontade. Pedro explicou como aconteceu de ele procurar um centurião gentio; para dizer a verdade, uma atitude muito irregular. Judeus e gentios normalmente não se misturavam bem. Cor­nélio esboçou seus antecedentes e descreveu a visão que teve três ou quatro dias antes.

Pedro tinha vindo para ensinar a Cornélio, mas ele tinha uma surpresa guardada. O oficial romano estava prestes a dar um passo gigante que mudaria a vida do apóstolo. Pedro resumiu a situação imediata­mente: "Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas" (At 10:34b).

Isto pode parecer-nos uma lição fácil, mas em realidade foi uma verdadeira revelação. Mais tarde, no concilio de Jerusalém Pedro defenderia a impar­cialidade de Deus (At 15), e mais tarde ainda ele teria de novo segundos pensamentos (Gl 2:11).

Cristo havia criado reputação de imparcialidade. Ele deu assistência a pessoas de todos os caminhos e nacionalidades. Isto havia se tornado parte de tal modo notável de seu estilo de vida que seus críticos zombavam dele. Quando os principais sacerdotes e escribas quiseram apanhar Jesus numa cilada, envia­ram espias com perguntas ardilosas. Quando quise­ram seduzi-lo, começaram com um elogio fingido: "Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente, e não te deixas levar de respeitos humanos, porém ensinas o caminho de Deus segundo a verdade" (Lc 20:21). Sabiam que ele não respeitava pessoas favorecidas. Contudo, pensaram claramente que ele deveria fazê-lo.

Pelo menos naquele momento a luz brilhou com todo esplendor sobre Pedro. Ele expôs o evangelho completo de Jesus Cristo ao gentio comandante romano. Pedro estava levando a cabo um serviço total para Deus que ele próprio não entendia inteira­mente.

Enquanto Pedro expunha o evangelho, o Espírito Santo caiu sobre Cornélio e sua família — indício claro de que eles criam sinceramente no que tinham ouvido. A evidência do Espírito era óbvia à medida que os gentios começaram a falar em línguas.

Há certa justificativa para chamar este aconteci­mento de Pentecoste gentio. O que aconteceu aqui é semelhante ao que está registrado no capítulo 2 de Atos. O motivo parece bem planejado. Os gentios tinham de entrar para a igreja em pé de igualdade com os judeus. Se houvesse qualquer sugestão de que os gentios eram cristãos de segunda categoria, o dano seria enorme. Igualdade de condições era o único nível aceitável. Deus estava abrindo cuidado­samente o caminho de sua igreja.

De imediato Pedro exigiu o batismo dos novos crentes. Exatamente como no Pentecoste, não houve período de espera entre a aceitação e o batismo. Embora hoje se ofereçam muitos argumentos a favor de um período de experiência anterior ao batismo, certamente tais argumentos não eram proeminentes no livro de Atos.

Cornélio e seus amigos convidaram Pedro e seu grupo a permanecer com eles. Durante alguns dias continuaram com a troca de experiências e ensino da doutrina cristã.

As notícias se espalhavam como manteiga quente no pão. Logo os ouvidos estavam tinindo na Judéia e nem todos os comentários eram favoráveis. Alguns cristãos ficaram chocados, digamo-lo francamente. Como podia Pedro ter-se encontrado com gentios e ainda dizer-lhes que eram cristãos? Que tipo de decadência havia invadido a igreja? Era uma profa­nação transparente. Os judeus agora tinham contato social e comunhão com os pagãos; eles haviam barateado o evangelho tornando-o acessível a todos. Alguns cristãos nunca se recuperaram desse mal.

Quando Pedro chegou a Jerusalém, explicou com todo o cuidado o que havia acontecido. Ele não queria mexerico para complicar os fatos. Lucas, autor do livro de Atos, que demonstrou o problema e seu progresso, a esta altura abandona o assunto (Atos 11:18). Mais tarde ele o discute de novo, retratando os profundos problemas resultantes da aceitação dos cristãos gentios, mas por ora o problema está solucionado.

Felizmente para todos, o primeiro gentio converti­do foi um homem da estatura de Cornélio. Provavel­mente não fazia a mínima diferença se ele fosse soldado ou centurião; contudo, era terrivelmente importante que ele fosse um cavalheiro. Uma perso­nalidade detestável como Simão o mago (At 8:9 e ss.) ou um casal de mentirosos como Ananias e Safira (At 5:1 e ss.) teriam comprovado ser desas­troso.

A despeito do que às vezes ouvimos, há pessoas que buscam a Deus. Seus motivos e vida podem não ser puros, mas seu desejo é real. Vemos em Cornélio este tipo de pessoa. Sua busca não era meramente intelectual. O centurião romano tinha um coração faminto de Deus.

Algo sobre o que pensar

1. Estava você buscando a Deus quando se tornou cristão? Deus o encontrou quando você estava desinteressado?
2. Nós, cristãos, temos uma atitude aberta para com a direção de Deus em nossa vida? Somos criativos e aventurosos como o foi Cornélio? Somos inflexí­veis e cuidadosos demais?
3. A esmola é proeminente entre seu grupo de amigos cristãos? Por que alguns são cheios de desconfiança na ajuda aos pobres? Qual a presente tendência entre os cristãos?
4. Deus fala às pessoas sem servir-se de outras pessoas? Acha que ele fala por meio da natureza?
5. Acharíamos difícil aceitar certos antecedentes étnicos e econômicos em nossos grupos cristãos? Explique.
6. Sua igreja batiza imediatamente ou adota um período de espera? Por quê?

Bibliografia W. L. Coleman


sábado, 17 de outubro de 2015

A CURA


O homem que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões
Ele comia e bebia com os pecadores
Este homem nasceu numa humilde manjedoura
Ele é o verdadeiro Rei dos judeus
O Rei legítimo de Israel
Ele combatia o legalismo religioso
Não suportava a hipocrisia e o falso moralismo
Os religiosos hipócritas o odiavam
Os falsos moralistas o detestavam
Ele é a ponte entre Deus e os homens
Ele é o Único Caminho para se chegar até Deus
Ele é a Única Salvação
Só Ele pode nos salvar
Da morte eterna
Do castigo eterno
Quem o aceitar como o seu único e suficiente Salvador em seu coração será salvo
A epidemia se alastra sobre a Terra
O vírus mortal dizima incontáveis vidas
Os homens podem conhecer a morte
Mas Ele conhece a vida
Ele é a própria Vida
Esse homem é Jesus
O Cristo anunciado pelos profetas no passado
O Messias que Israel sempre aguardou
O Rei dos reis
O Senhor dos senhores
O Único que pode nos salvar
O seu sangue é a cura
Para o vírus mortal
Chamado pecado
Que se alastra sobre a Terra
Desde a queda do homem
No Jardim do Éden
O seu sangue nos purifica de todo o pecado
Para nos libertar da opressão
Que é o jugo do pecado
A escravidão que os homens sem Deus são submetidos
Muitos homens de Deus também são escravizados
Mas eles têm a certeza de que um dia serão livres
De que Cristo irá libertá-los
De que Cristo irá nos libertar
Da escravidão do pecado
Desse vírus maldito que tenta nos eliminar
O sangue de Jesus pode nos curar e nos libertar.

PANDEMIA


“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado”. (1 Coríntios 9:24-27)
            O apóstolo Paulo nesse trecho da Bíblia se referiu à corrida esportiva e também ao Pancrácio (arte marcial grega). Assim, como Paulo sempre usou o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã, ele também se referiu ao esporte como bom exemplo a ser seguido pelos crentes em Jesus. O contexto desse capítulo não é a demonização do esporte, pelo contrário, é o lado positivo do esforço dos atletas em alcançar a sua meta nos campeonatos. Esse contexto ensina exatamente o que as artes marciais sempre ensinaram, que o verdadeiro guerreiro deve lutar contra si mesmo, ou seja, que o homem deve dominar a sua própria natureza (exatamente o que Paulo ensina nesse capítulo). O contexto desse capítulo é a luta contra o pecado, isto é, é a batalha que todo servo de Deus deve travar contra a sua própria natureza pecaminosa.
“Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei”. (1 Coríntios 15:55-56)
A epidemia viral se alastra sobre a Terra, dizimando incontáveis pessoas. O pecado começa doce, de salgado, então, se torna amargo. O pecado sempre engana com uma boa aparência, mas o seu final é de morte. Eu tenho sofrido muito com as tentações, porque onde eu olho somente vejo seios e bundas de mulheres. Sou bombardeado pela mídia. Eu evito assistir televisão, mas o pouco que assisto já sou tentado. Quando mexo na Internet sou bombardeado pela sensualidade (mesmo contra a minha vontade). Quando saio na rua vejo mulheres formosas vestidas de forma sensual. É muito difícil dizer não para o pecado. O desejo do meu coração é fazer a vontade de Deus, mas está muito difícil resistir às tentações.
“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 6:22-23)
Como o apóstolo Paulo ensinou na Bíblia, o salário do pecado é a morte. As pessoas que vivem na prática do pecado são mortas espiritualmente, ou seja, são como zumbis que vagam por aí sem almas infectando outras pessoas. O pecado mata as pessoas aos poucos até destruí-las totalmente. O pecado sempre começa como uma coisa aparentemente agradável e coerente, mas esse vírus maldito escraviza os homens os transformando em verdadeiras bestas selvagens. O pecado é bestial, e coitado do ser humano que se tornar escravo dele. O pecado afasta os homens de Deus, e condena os seres humanos a morte eterna, isto é, ao Inferno. Quero deixar bem claro que há diferença entre cair em pecado e viver em pecado. A Salvação é pela Graça, e não pelas obras. Portanto, os cristãos não perdem a Salvação se pecarem (refiro-me aos verdadeiros cristãos), até porque Jesus Cristo sofreu e morreu numa cruz justamente, porque todos nós somos pecadores. Se nós não pecássemos, não haveria necessidade de Jesus morrer na cruz, por isso, Cristo morreu e ressuscitou, para que o seu sangue nos purifique de todo o pecado.
“O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar, e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios”. (Oséias 4:2)
O pecado gera a maldade e a perversidade, pois os homens se tornam em monstros sanguinários que perdem muitas vezes o discernimento do que é certo ou errado, mas também muitos deles optam pelo que é errado conscientemente. Os crimes bárbaros e a crueldade são apenas conseqüências da depravação total, ou seja, quando os homens estão tão contaminados pelo pecado que eles não são mais capazes de praticar o bem. O pecado endurece o coração do homem, o tornando num verdadeiro demônio sem sentimentos. A vilania toma conta dos corações dos seres humanos que não conhecem a Deus, porque esse vírus maldito cega as pessoas de tal maneira que elas não conseguem mais enxergar. Pessoas boas se tornam em criaturas bestiais por causa do pecado; e elas perdem a capacidade de amar. O pecado é brutal; e não tem piedade de ninguém.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. (João 11:25)
Descobri que a cura para o pecado é Cristo. O sangue de Jesus é a cura. Por isso, Jesus Cristo se sacrificou por nós, para que possamos ser libertos da opressão do pecado e vivermos eternamente com Ele. A Salvação é de graça, e a cura para esse vírus chamado pecado também. Jesus Cristo pode nos libertar do pecado. Basta ter fé.
“Senhor, Deus da minha salvação, diante de ti tenho clamado de dia e de noite. Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos ao meu clamor. Porque a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima da sepultura. Já estou contado com os que descem à cova; estou como um homem sem forças, posto entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais; antes, os exclui a tua mão. Puseste-me no mais profundo do abismo, em trevas e nas profundezas”. (Salmo 88:1-6)
Estou sofrendo muito ultimamente. Na verdade, desde os meus doze anos venho pedindo para Deus me matar. A dor que sinto em meu coração é tão grande, que acho que não irei suportar. A angústia que me assola por dentro é implacável. Tenho estado até desanimado de orar e ler a Bíblia. Eu adoro orar, e amo a Palavra de Deus, mas estou imensamente triste e melancólico, e não sei até quando irei agüentar. Realmente, acredito que não nasci para ser feliz, pois nunca tive sorte na vida. A única coisa que posso dizer que é sorte é a amizade dos meus queridos e amados amigos. Se ainda não me suicidei, é porque os meus amigos sempre foram os alicerces de minha existência. Quase todos os meus amigos são cristãos e dão bom exemplo. Eles são íntegros e corretos. Por isso, eu os admiro.
 “Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo? Atenta em mim, ouve-me, ó Senhor, meu Deus; alumia os meus olhos para que eu não adormeça na morte; para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários se não alegrem, vindo eu a vacilar. Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação, meu coração se alegrará. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito bem”. (Salmo 13:1-6)
Por incrível que pareça, eu ainda acredito que Deus pode me ajudar (isso se Ele quiser é claro). Não sei se Deus quer ter misericórdia de mim, pois tenho dado muitas mancadas com Ele. Eu sempre piso na bola com Deus, e não sei se Ele quer me perdoar. Estou muito arrependido, e sinto muito remorso, mas não consigo me libertar dos pecados que me escravizam. Quem me dera se eu conseguisse viver plenamente a vontade de Deus. O meu sonho é um dia me encontrar realmente com Deus, e viver uma vida plenamente santa, livre da escravidão do pecado. Estou vivendo em uma época de escuridão e trevas.
Estou muito decepcionado com as redes sociais. O Orkut me decepcionou muito no passado, mas nada se compara as decepções que tive com o Facebook e o Twitter. Eu desadicionei algumas pessoas do meu perfil do Facebook (pessoas que apenas me traziam tristeza e não acrescentavam nada na minha vida). Parei de seguir pessoas também no Twitter, que também somente me causavam sofrimento. Agora, as pessoas interessantes que conversavam comigo no Facebook desapareceram, pois elas estão muito ocupadas estudando. Infelizmente, eu sou um desocupado, para não dizer coisa pior. Eu procuro emprego, mas não encontro nenhum emprego da minha categoria (digo, que não seja trabalho de burro de carga). Eu sou graduado em História, ou seja, eu tenho formação de historiador e de professor, e na boa, eu me recuso a ficar trabalhando de limpar privada ou algo parecido (não estudei para isso). Não quero ser professor, porque os professores são muito desvalorizados neste país (principalmente, neste Estado). Eu poderia trabalhar como historiador, mas não têm muito campo de pesquisa aqui no Brasil, ou seja, eu sou mais um historiador desempregado. Não sou ganancioso, pois não tenho amor ao dinheiro, mas gostaria muito de trabalhar em algo que me desse prazer (e, que, principalmente, eu não seja explorado, como aconteceu em empregos anteriores). O último lugar onde eu trabalhei (a Oxford) foi um bom lugar e o meu chefe era um homem muito bom e íntegro. O meu sonho mesmo era trabalhar em criar jogos de videogames, pois adoro videogame, mas ainda não tive oportunidade de trabalhar nessa área.
Eu tenho tido sérios problemas com a promiscuidade e a depravação sexual devido a minha ociosidade. Os crentes hipócritas somente sabem me acusar, mas eu bem sei que esses safados pecam escondidos fazendo coisas muito piores do que eu (eu, pelo menos, sou sincero com Deus, ao contrário, desses falsos moralistas). Desejo do fundo do meu coração fazer a vontade de Deus, mas está muito difícil. Eu sei que fui criado para um propósito. Que devo cumprir com o propósito de minha existência. Só irei partir quando a minha obra estiver completa. É tão difícil viver de acordo com os preceitos de Deus e lutar contra a minha própria natureza.
            Já estou cansado dos “chavões evangélicos” de sempre, tipo “Jesus está voltando”, ou “é o fim dos tempos”, ou “o mundo jaz no maligno”, ou “a tendência é piorar mesmo”, ou “não julgueis”, ou ”os filhos das trevas são mais prudentes que os filhos da luz”, ou “não toqueis no ungido do Senhor”. Na boa, já estou farto desses crentes sem assunto que não tem o que fazer. Sabe, vão ler a Bíblia (estudar Teologia de verdade), ao invés, de ficarem pregando besteiras e colocando palavras na boca de Deus que Deus nunca disse. É crente que faz greve de fome e diz que é jejum. É crente que determina as coisas para Deus como se Deus fosse empregadinho dele. É crente que pensa que Deus é banco e que só quer arrancar dinheiro d’Ele. É um bando de crentes interesseiros isso sim. Sinceramente, sempre quis diferente deles e espero ser um cristão muito melhor do que esses religiosos que levam a Deus na brincadeira.