quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

RAZÕES PARA ESTUDARMOS A HISTÓRIA DA IGREJA.


RAZÕES PARA ESTUDARMOS A HISTÓRIA DA IGREJA.
1. Porque a História da Igreja está em todo lugar. É impossível entender a História do mundo sem estudar a História da Igreja
2. Porque toda vez que surgir uma dúvida em sua cabeça, alguém mais inteligente do que você já respondeu essa pergunta de maneira muito melhor e mais clara.
3. Quanto mais fundo cavarmos, mais ouro encontraremos. Os Pais da Igreja, os mártires, os pré-reformadores, reformadores, puritanos são uma fonte de inspiração e modelo de vida cristã para nós. É importante observarmos seus passos. 
4. Porque ler a História da Igreja é um meio fascinante de ver a Providência Divina guiando seu Povo levantando homens santos em cada geração, quando as coisas pareciam não ter solução.
5. Ler a História da Igreja nos ensina a aprender com nossos irmãos em Cristo ao longo da História como viver a vida cristã enfrentando as adversidades nesta nossa peregrinação rumo à cidade Celestial
6. Ler a História da Igreja nos revela quem somos, de onde viemos
e qual é nossa presente situação. 
EX: De onde vieram todas as denominações? Qual é a grande diferença entre o Calvinismo e o Arminianismo?
7. Devemos ler a História da Igreja para entender qual é nossa missão aqui na terra. Como Agostinho disse em A Cidade de Deus: "Vivemos no mundo", mas somos "cidadãos de outro lugar, da Cidade de Deus"
8. Devemos ler a História da Igreja, porque o Cristianismo é uma religião histórica que tem atravessado séculos e mais séculos. Se não estudarmos a História da Igreja cometeremos os mesmos erros do passado. A História da Igreja é libertadora!

A SOBERANIA DE DEUS

Soberania de Deus no Sofrimento Humano
Muitas vezes passamos por situações complicadas em nossas vidas (problemas em relacionamentos, familiares, financeiros, mortes, etc) e chegamos a duvidar da bondade e soberania de Deus. Se Ele é tão bom e Senhor de todas as coisas, porque Ele permite essa situação? Ele não enxerga o meu sofrimento?
Geralmente achamos que somos cristãos, “pessoas boas” e então merecemos a bondade e as bênçãos de Deus. Às vezes chegamos até ao ponto de comparar nossas vidas com a dos ímpios. Para eles parece estar tudo tão bom e tranqüilo, enquanto para nós cristãos, tudo é tão sofrido.
No livro de Salmos, cap. 73:1-3, Asafe reconhece a bondade de Deus e mostra que chegou a invejar os arrogantes, porém, no verso 17, ele fala que viu qual será o fim deles. Jó, diante do seu sofrimento, começa a questionar a Deus e posteriormente, Deus o faz várias perguntas (cap. 38,39,40) o fazendo reconhecer que ele não é digno de questionar e nem digno de respostas ( Jó 40: 3-5). Logo depois, temos no capítulo 42:1-6, a confissão de Jó reconhecendo a soberania de Deus.
Temos que ter sempre em mente que às vezes Deus permite a provação na nossa vida, mas é Ele quem nos dá a força necessária para passarmos por ela. Ele nos sustenta durante aquele período e, depois que seu propósito for cumprido, Ele cessa a provação e nos recompensa pelos dias de sofrimento.
Durante uma aula que tive, o professor fez um paralelo que achei bem interessante: “Se você soubesse que Deus apostou todas as fichas em você – que você suportaria a aflição confiando que Ele está no controle e mesmo sem entender nada, continuaria confiando Nele – como você reagiria?”
Deus permitiu que Satanás tirasse tudo de Jó (só não a vida) porque Ele apostou em Jó e sabia que ele seria fiel a Deus. Como o foi, recebeu a recompensa. E Jó não foi fiel por conta própria, foi porque Deus o capacitou para isso. Assim como antigamente, Ele nos capacita hoje!
Precisamos crer que Deus não nos prova além das nossas forças (1 Co 10:13). Se Ele nos deu é porque sabe que somos capazes. É Ele mesmo quem nos sustenta. Ele sempre nos socorre na hora certa (Tg 1:2-4). Esse é o método que Deus usa para a nossa santificação.
E por fim, temos a promessa descrita em Tiago “Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12) e podemos ter a certeza que todas as coisas colaboram para o bem dos que amam a Deus ( Rm 8:28).
Que Deus nos abençoe!
Deborah Ferreira de Moura





DEUS ABOMINA A HIPOCRISIA


Religião não impressiona ao Deus celestial. Você pode confortar a sua alma tola, mas a hipocrisia O ofende. Ele odeia a frequência na igreja, a contribuição, palavras e serviços, se você tem pecado em sua vida (Pv 15:8; 28:9). Ele odeia isto! Ele afirma que isto fede! Ele não pode suportar isto! Se você tem intenções más nos seus serviços religiosos, Ele odeia ainda muito mais!
Os homens adoram a religião, porque querem honrar a Deus, justificar a si mesmos para Ele, a agradar a outros homens, e acalmar as suas almas. Os homens amam a religião porque ela é fácil. Frequentando a igreja, carregando a Bíblia, falando a fala, doando algum dinheiro, e praticando obras novas, é fácil. Eles até podem amar a Deus. Mas esquadrinhando o coração e a vida para desarraigar aquelas coisas agradáveis, mas que são contrárias à Palavra de Deus, é difícil. Por isto, muitos vivem como hipócritas. Mas Deus odeia a hipocrisia!
Outros homens amam a religião porque ela lhes é útil. Eles frequentam a igreja para obter glória pessoal, esfolar vítimas ou roubar das viúvas (ISm 2:12-17,22; Mt 6:1-6; 23:14). Eles até se oferecem para ocupar cargos na igreja. Todas as cidades têm algumas igrejas das ''queridas'' da sociedade ''rasgando seda'' uma das outras. Alguns desses são agnósticos e até mesmo ateus; eles não têm nenhuma vontade de Deus. Eles utilizam a religião para más ambições. E Deus as odeia mais do que aos próprios hipócritas!
Quanta hipocrisia você acha que pode praticar e não ter que responder a Ele? Pouca? Você está enganado! Todas as coisas são claras e reveladas aos olhos Daquele com Quem nós temos que prestar contas (Hb 4:12-14). Ele exige de você todo o seu coração e uma vida de santidade (Mt 6:24; 22:37). Qualquer coisa menor do que isto Ele as considera como sendo adultério espiritual e a julgará severamente (Tg 4:1-10; Ap 2:1-5).
A religião de Jesus Cristo exige um coração puro e uma vida santa (Jo 4:24; Rm 12:1-2; Tg 1:27). Jesus zombou da religiosidade externa sem que houvesse a santidade interna (Mt 5:17-20; 6:1-6; 23:23-28). A desobediência faz com que a adoração religiosa se torne em idolatria e feitiçaria IISm 15:22-23)!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

OS CRISTÃOS E O SERVIÇO MILITAR (MINISTROS DE DEUS)



Será mesmo verdade que todos os cristãos primitivos eram pacifistas e pregavam contra o serviço militar? Tenho a mera impressão de que Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), que Ireneu de Lyon, que Eusébio de Cesaréia, que Policarpo de Esmirna e que Clemente de Roma discordariam dessa afirmação, pois todos esses Pais da Igreja reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam a guerra justa abertamente. Paulo declarou abertamente que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (e não por Satanás) e que são ministros de Deus (e não do Diabo) para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7). Pedro reconhecia a legitimidade das autoridades legalmente constituídas também e considerava o uso da força por parte do Estado para castigar os malfeitores legítimo também (1 Pedro 2:13-17). João Batista quando batizou alguns soldados não lhes aconselhou a abandonar o serviço militar, pelo contrário, ele lhes aconselhou a serem bons soldados (Lucas 3:14). A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o serviço militar, tampouco, Jesus e os seus apóstolos.
No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). O apóstolo Paulo foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos.
Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, às práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem.
Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica. Satanás, o Diabo, desde o início sempre distorceu as Escrituras e as "filosofias humanas". Satanás é o Pai da Mentira, um mestre na arte da enganação. O Diabo não é esse bobo e sonso que os crentes pregam por aí. Podem acreditar que o "olho que tudo vê" não é cego. O Tinhoso não é ingênuo e nem burro (ao contrário do que os evangélicos pensam). Mentiras diabólicas e ensinamentos satânicos (como o Pacifismo, a antisexualização dos cristãos, o famoso bordão "Não julgueis" e a famosa "imunidade parlamentar" do "não toqueis no ungido do Senhor", essas são as maiores mentiras criadas por Satanás que imperam dentro da Igreja de Cristo). Infelizmente, a inteligência nunca foi o ponto forte dos "cristãos", mas, sim, o legalismo religioso e a ignorância teológica mesmo. Enquanto, o pecado idiotiza as pessoas, ou seja, emburrece o homem, o mundo e a Igreja, continuam fazendo do "jeito que o Diabo gosta".
Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa é apenas justiça. O sexto mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “não matarás”, se no sexto mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça.
Criminosos são como ervas daninhas. Você arranca uma, e aparece logo outra em outro lugar. Por isso, que os homens bons devem sempre estar preparados para combatê-los. Sejam esses homens bons pessoas investidas de autoridade ou não. Não devemos nos igualar aos criminosos, pois não devemos pagar o mal com o mal. (nós somos diferentes deles). A nossa compaixão nos torna diferentes dos malfeitores. Devemos usar a força bruta e as armas sim, mas dentro da legalidade e em confrontos justos. Olho por olho e dente por dente nunca foi um incentivo ao ódio e a vingança, pelo contrário, é um ensinamento que ensina justamente que devemos combater os maus numa luta justa, baseada na honra e na justiça, e para que os criminosos sejam punidos de forma justa, e não de forma exagerada. Os heróis sempre existirão. Mesmo, que as pessoas céticas digam que não, sempre existirão homens valentes, cheios de coragem e ousadia, que ousarão se opor ao mal.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou (Daniel 5:20-21), ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.
Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.
Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas confissões de fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.
Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13) 
Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o pacifismo. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. A Igreja (instituição religiosa) não deve se engajar em lutas armadas, mas o Estado (que é ministro de Deus) tem a obrigação de lutar nas guerras físicas. A guerra da Igreja é espiritual; e a guerra do Estado é física. Paulo não era bipolar e nem esquizofrênico, ou seja, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.
“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)
Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)
Os fariseus deturpavam as leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo.
“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)
Cristo não fez apologia ao pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).
“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)
Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.
O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores.
A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie", um "grande pacifista", ou o "Bob Marley", menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

FÊNIX, O CAVALEIRO DA ESPERANÇA


Ikki de Fênix é um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Ikki foi espancado quando era criança, órfão e foi rejeitado pelas pessoas. Na Ilha da Rainha da Morte, ele foi treinado por Guilthy (Satanás), que lhe ensinou apenas o ódio e desejo por vingança. Fênix perdeu a mulher que amava (morta pelo seu próprio mestre), e matou o assassino de sua amada com suas próprias mãos. Ikki passou a dominar a Ilha da Rainha da Morte, e ficou conhecido como o "Cavaleiro do Ódio". Ikki tentou matar os seus amigos de infância, mas foi derrotado, se arrependendo de todos os seus crimes. Ikki de Fênix, que era conhecido como o "Cavaleiro do Ódio", passou a ser conhecido como o "Cavaleiro da Esperança", e começou a lutar em nome da verdade e da justiça. Ikki quebrou o "ciclo da intolerância" e abandonou o seu passado sangrento para se tornar num verdadeiro herói. (Filipe Levi)

O SÍMBOLO DA CASA DE EL


O símbolo da Casa de El (Casa de Deus) significa "ESPERANÇA". Todos os povos aguardam por uma figura "messiânica". Todos os homens têm fome e sede por um Salvador. Por isso, se criam os "heróis", porque todos nós precisamos de bons exemplos para seguir. Os heróis nos enobrecem, nos mostram como podemos nos tornar nobres e íntegros. A Bíblia, a Palavra de Deus, e a História da Igreja estão repletas de bons exemplos de heróis, não porque esses homens em sua "natureza pecaminosa" fossem bons, mas porque a Graça de Deus os transformou em homens bons, os tornando em verdadeiros heróis. O personagem "Super-Homem" foi inspirado no Messias da Bíblia (Jesus Cristo). O mundo precisa de heróis, e, principalmente, do principal, o Messias, o Salvador anunciado pelos profetas do passado. Esse "jesuis" falso que pregam por aí é uma fraude, porque o Jesus da Bíblia se importava mesmo com os desamparados e oprimidos e condenava a hipocrisia e criticava a injustiça. O Jesus da Bíblia nunca se omitiu diante do mal, tampouco, ensinou à omissão, o conformismo e a covardia para os seus discípulos. Jesus é a Esperança de que precisamos. Cristo sofreu e morreu numa Cruz para que você e eu fôssemos salvos. Se você reconhecer o sacrifício de Jesus por você na Cruz, a Graça de Deus lhe concederá a vida eterna. Jesus Cristo é o Único Caminho para se chegar até Deus (não existe outro caminho). Jesus é a nossa Esperança. (Filipe Levi)

GUERRA ESPIRITUAL

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)