quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

CÓDIGO DE HONRA (SERVIR E PROTEGER)



Filipe Levi 12/02/19
CÓDIGO DE HONRA (SERVIR E PROTEGER)


INTRODUÇÃO:


“Com armas os homens conquistam terras. Nas terras conquistadas nasce a lei. A lei se defende com armas. Só existe paz em terras onde há lei. Onde houver terra, haverá homens e onde houver homens, se imporá leis e, para impor a lei, haverá armas. Portanto, nunca vá desarmado para uma terra onde não há lei”.

A sociedade e a Igreja Cristã têm sofrido com um problema chamado Anestesia Moral, que é a banalização da vida humana, ou seja, a omissão e o conformismo diante do mal. Quando os nazistas estupravam, torturavam, e assassinavam as suas vítimas, eles sofreram com a Anestesia Moral, porque eles eram indiferentes ao sofrimento de suas vítimas. Quando os bandidos violentam, torturam, e matam as suas vítimas, eles são indiferentes ao seu sofrimento.

Com a guerra veio à fome, a peste e a morte. O mal deve ser combatido. Alguém tem que se opor aos malfeitores. O fato de inocentes também morrerem nas guerras (algo inevitável) não deve ser usado como “desculpa” para justificar a omissão diante do mal. Você querendo lutar ou não, os malfeitores, os bandidos e os terroristas continuarão praticando as suas maldades. O seu discurso hipócrita e sua demagogia falsa moralista não serve para nada nesse caso.

Inúmeros cristãos pregam que Deus é pacifista, porque Jesus é “paz e amor” e por causa disso, os servos de Deus não podem se defender de agressões injustas e nem proteger os indefesos. Será mesmo que é isso o que as Escrituras ensinam? Não importa o que você acha ou deixa de achar. Não interessa o que você pensa ou deixa de pensar. Deus não está nem aí para o que você quer acreditar. A única coisa que interessa e importa é o que as Escrituras ensinam, e não o seu achismo. Primeiro, o que a Bíblia ensina, depois, talvez, quem sabe, a sua opinião pessoal.

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre reprovou e condenou a omissão diante do mal, ou seja, quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante da opressão, nós somos cúmplices do opressor. Portanto, devemos combater o mal e os malfeitores tanto com duras palavras quanto com armas bélicas e com os nossos punhos mesmo.

O CRISTÃO E O COMBATE (LUTAR EM PROL DA JUSTIÇA):

Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua espada (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

Criminosos são como ervas daninhas. Você arranca uma, e aparece logo outra no lugar. Por isso, que os homens bons devem sempre estar preparados para combatê-los. Sejam esses homens bons investidos de autoridade ou não. Não devemos nos igualar aos criminosos, pois não devemos pagar o mal com o mal. (nós somos diferentes deles). A nossa compaixão nos torna diferentes dos malfeitores. Devemos usar a força bruta e as armas sim, mas dentro da legalidade e em confrontos justos. Olho por olho e dente por dente nunca foi um incentivo ao ódio e a vingança, pelo contrário, é um ensinamento que ensina justamente que devemos combater os maus numa luta justa, baseada na honra e na justiça, e para que os criminosos sejam punidos de forma justa, e não de forma exagerada. Os heróis sempre existirão. Mesmo, que as pessoas céticas digam que não, sempre existirão homens valentes, cheios de coragem e ousadia, que ousarão se opor ao mal e aos malfeitores. Os heróis existem sim, podem acreditar.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou (Daniel 2:20-21) e (Daniel 5:20-21), ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho dos militares, pois ele mesmo batizou alguns soldados e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem combatentes honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra (Jesus tinha um profundo respeito por João Batista). João Batista não condenou o serviço militar, tampouco, Jesus e os apóstolos.

REFUTANDO OS ARGUMENTOS DOS CRISTÃOS PACIFISTAS:

“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado”?
(Leonard Ravenhill)

O Pacifismo sempre foi muito pregado entre os cristãos desde a Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e nem o direito que todos os seres humanos têm de lutar por suas vidas. Os religiosos pacifistas costumam usar versículos bíblicos fora de contexto (falta de hermenêutica e de exegese) para sustentar o Pacifismo biblicamente, mas qualquer pessoa inteligente e sábia verá que a Bíblia nunca sustentou tal heresia.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

É difícil para os crentes entenderem e compreenderem o verdadeiro contexto de Efésios 6. Esses cristãos desprezam Romanos 13 como se o autor de Efésios 6 não fosse o mesmo autor de Romanos 13. Paulo não era bipolar e nem incoerente. O apóstolo Paulo jamais iria pregar o serviço militar e a Guerra Justa em Romanos 13 e depois pregar o Pacifismo em Efésios 6. A luta da Igreja (instituição religiosa) é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado (Romanos 13) é a Guerra Física.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, o interessante que arrancar o "olho direito" e cortar a "mão direita" ninguém quer. É óbvio que tudo isso é alegórico (simbólico). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas guardá-la. O próprio Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Jesus sobre o mau uso da espada. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

VIDA DE HERÓI (A GUERRA SEMPRE COBRA O SEU PREÇO):

A guerra sempre cobra o seu preço. Geralmente, o homem que deseja fazer a diferença costuma sofrer muito. Muitas vezes, quem ousa tentar mudar o que está errado, é rejeitado e desprezado pelos homens. Grandes heróis do passado foram martirizados e perseguidos, porque ousaram fazer o bem. Ter bondade é ter coragem. Quando você tem compaixão pelos fracos. Quando você defende os indefesos e protege os inocentes. Isso demonstra que você é um herói de verdade. Mas, saiba, que se você for um herói, você será perseguido e odiado, e pode ser ferido e até morto por sua ousadia. A guerra sempre cobra o seu preço. Você está disposto a pagar esse preço?

VIDA DE SOLDADO (COMBATENDO O BOM COMBATE):

O que todo bom soldado quer? O bom soldado luta não porque ele odeia o que está enfrentando, mas, sim, porque ele ama o que está defendendo. O dever de um soldado é salvar vidas. O dever dos fortes é proteger os fracos. O dever do combatente é combater em prol da justiça. O que um bom soldado mais deseja? O que um grande guerreiro mais almeja? O que um herói mais procura? Proteger o que ama e ter uma morte honrada.

SERVIÇO MILITAR VERSUS PACIFISMO:

Eu sou contra o serviço militar obrigatório, porque só deve se alistar nas Forças Armadas quem tem vocação, desejo e interesse em ser militar (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Mas, com certeza, sou mais contra ainda o Pacifismo "obrigatório", porque se você não gosta de armas, não quer se defender e nem proteger os outros, o problema é seu. O legalista sempre quer impor o seu legalismo para os outros, uma falsa "santidade" que, muitas vezes, nem os próprios legalistas conseguem viver, mas adoram cobrar dos outros.

A JUSTIÇA E A VINGANÇA:

Há séculos, um samurai foi incumbido de vingar a morte de seu mestre, pelejou contra o assassino e o derrotou. Quando o samurai estava prestes a executá-lo, o assassino ficou desesperado e cuspiu em seu rosto. O Guerreiro Sagrado guardou a sua espada (Katana) e foi embora, pois era desonroso para um samurai matar por motivos pessoais. Há diferença entre vingança e justiça e muitos leigos acabam confundindo uma com a outra. A própria Bíblia é a favor da justiça, mas não da vingança. A justiça é necessária para a punição e castigo dos malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A vingança é apenas uma resposta emocional baseada no ódio e no rancor, mas a justiça é baseada na coragem e na honra.
OS COVARDES (BONZINHOS) SÃO SEMPRE OS PIORES:

“A consciência de uma alma justa se firma na busca constante em livrar da opressão as almas injustiçadas”.
(Anísio Ferreira Souza)

Os "bonzinhos" são sempre os piores, porque é por causa deles que os maus prevalecem. Há diferença entre amor e omissão. Perdoar não é se omitir. Se você adora usar "chavões e bordões" como "paz, amor e perdão" para justificar a sua covardia e omissão, você não é "paz e amor", você só é covarde mesmo.

AS PRINCIPAIS AMEAÇAS DO CRISTIANISMO (CONSTRUÇÕES IDEOLÓGICAS):

As quatro maiores ameaças do Cristianismo são: O Pacifismo, a Satanização da Sexualidade (Sexo), o Antissemitismo e o Entretenimento (Pão e Circo). O Pacifismo, a Satanização da Sexualidade e o Antissemitismo assombram a Igreja de Cristo desde a época do Cristianismo Primitivo. Nas últimas décadas, o Entretenimento tem "substituído" o Evangelho de Cristo, pois o povo só quer saber de "Pão e Circo" mesmo. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o serviço militar, a defesa pessoal e a Guerra Justa (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre defendeu o prazer sexual (Cantares - Cântico dos Cânticos). O Deus da Bíblia é o Deus de Israel, o Deus dos hebreus. Jesus é o Rei dos judeus. Essas construções ideológicas satânicas, demoníacas e diabólicas devem ser quebradas para o próprio bem da Igreja.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DE UM HERÓI (O AMOR):

"A compreensão espiritual das coisas de Deus não são produtos da humanidade decaída, mas sim de uma divina revelação. Verdades espirituais só podem ser compreendidas por aqueles cujas faculdades espirituais foram despertadas por Deus." (D.L. MOODY)

Vejo as pessoas mais odiarem o mal do que amarem o bem. Muitos odeiam mais o Diabo do que amam a Deus. Odeiam mais o pecado do que amam os pecadores. Odeiam mais os bandidos do que amam os inocentes. Não é o nosso ódio que libera o poder da Espada, mas, sim, o amor. Eu também preciso aprender isso. No começo, o meu ódio por Satanás era o que me incentivava a lutar pelo bem. Hoje, a minha compaixão pelas pessoas é o que mais me incentiva a lutar em prol dos outros. Há diferença entre amor e omissão. Perdoar não é se omitir. Tenham compaixão pelos oprimidos também. Eu sempre quis ser herói. Combater o mal e proteger os indefesos. Mas, descobri, que para ser um verdadeiro herói, eu devo amar mais o bem do que odiar o mal. Eu devo amar mais a Deus do que odiar o Diabo. Eu devo amar mais os pecadores do que odiar o pecado. Hoje, eu enxergo, claramente, o que eu preciso fazer para me tornar num herói. Eu descobri que a principal característica de um herói é o amor.

SEJA DIGNO DE SUA AUTORIDADE (RESPEITE O SEU PODER):

O guerreiro que não respeita a sua espada não é digno de sua espada. O policial que não respeita o seu distintivo não é digno de seu distintivo. O oficial que não respeita a sua patente não é digno de sua patente. O marido que não respeita a sua esposa não é digno de sua esposa. Os pais que não respeitam os seus filhos não são dignos de seus filhos. O governante que não respeita o seu povo não é digno de seu povo. O pastor que não respeita as suas ovelhas não é digno de suas ovelhas. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger.

SEJA UM HOMEM DE VERDADE (SEJA ÍNTEGRO):

Quem é forte se defende sozinho, mas o mais forte defende os outros. A obrigação do forte é proteger o fraco. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. Se quiser testar o caráter de alguém, dê a ele poder. Diante das provações o nosso caráter é forjado e revelado. Como uma manada de animais selvagens, o dever dos adultos (dos mais velhos e mais fortes) é sempre proteger os mais novos e mais fracos. O dever do líder é servir. O dever do governante é servir o seu povo. O verdadeiro sentido bíblico de liderança é servir. O dever do pastor é servir e proteger as suas ovelhas. O dever do marido é honrar e proteger a sua esposa. O dever dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos. O dever de um soldado é salvar vidas. O dever de um cavaleiro é proteger os fracos. O dever de um guerreiro é defender os indefesos. As mulheres são tesouros que nós, homens, devemos honrar e proteger, mesmo que isso comprometa a nossa integridade física ou corramos risco de vida. Isso é ser homem de verdade. Satanás, o Diabo, tenta desfigurar a imagem do homem nas famílias, pois com uma péssima referência masculina (paterna), as pessoas crescem traumatizadas e, muitas vezes, revoltadas com o próprio Deus. O Reino de Deus precisa de homens de verdade (homens corajosos e ousados) que tenham peito e coragem para proteger os fracos, combater o mal e fazer a diferença na sociedade.

SEJA ESTRATÉGICO (SEJA TÁTICO):

"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente." (2 Timóteo 2:4-5)

Quando se é um guerreiro (lutador e combatente) se deve pensar várias vezes antes de agir (pelo menos, em alguns casos específicos). Um grande guerreiro, um herói de verdade, não se importa em ser ferido ou morto, mas ele deve se importar com os civis (inocentes) que podem ser feridos ocasionalmente por um golpe ou bala perdida. Eu, jamais, poderei sacar uma arma e trocar tiros com bandidos ou terroristas em um lugar muito movimentado (cheio de pessoas), porque a probabilidade de algum inocente ser atingido sem querer é muito grande. Eu, jamais, posso beber bebida alcoólica (encher o caneco, encher a cara) e sair dirigindo por aí, porque o problema não é somente eu me ferrar, mas, sim, envolver pessoas inocentes no meio dessa merda que eu estou fazendo. Em uma ocasião, quando Ryu e Ken, estavam na Índia, quando esses grandes lutadores (duas feras) iam descer a porrada e o cassete em alguns bandidos, Dhalsim, o líder da aldeia chamou-lhes a atenção, para que pensassem antes de agir, pois aldeões inocentes poderiam sair feridos nesse combate. Sempre quando Goku vai enfrentar um inimigo muito poderoso, ele leva a batalha para algum lugar isolado, para que civis inocentes não sejam atingidos e acabem sendo feridos em suas batalhas. A polícia quando invade uma favela (comunidade periférica) deve pensar nisso, para não envolver os moradores inocentes (civis indefesos) em seus combates bélicos e conflitos armados contra os traficantes. A Bíblia, a Palavra de Deus, apoia o combate (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Tanto Jesus, quanto, João Batista, e os apóstolos, Pedro e Paulo, nunca, jamais, ensinaram que combater é moralmente errado. A violência pode ser muito útil, se essa violência for usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros). Não devemos jamais usar os “bordões e chavões”, como, por exemplo, “amor, paz e perdão” para justificar e legitimar a omissão diante do mal, porque as Escrituras nunca ensinaram que amar e perdoar é se omitir perante a maldade. Quando você se cala diante da injustiça e da opressão e se omite em nome “do amor e do perdão”, você não é da “paz”, você só é covarde mesmo. Sempre esteja disposto a lutar (usar a violência mesmo), mas sempre em prol dos outros, e não de si mesmo.

O MEDO É A MAIOR ARMA DO OPRESSOR (ELE LHES CONQUISTOU O ESPÍRITO):

O medo é a maior arma dos opressores. O ditador que oprime o seu povo. O marido que oprime a sua esposa. Os pais que oprimem os seus filhos. O pastor que oprime as suas ovelhas. O Diabo que oprime os seus seguidores. A maior arma da opressão é o medo. O opressor lhes conquistou o espírito. Tenha a coragem e a ousadia de enfrentá-los e desafiá-los. A coragem não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo. Seja corajoso! Tenha coragem! Enfrente o seu medo. Combata o mal.

O TIGRE E O DRAGÃO (DOMÍNIO PRÓPRIO):

“Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se”. (Provérbios 25:28)

O Tigre é um animal irracional, uma fera, que somente age por instinto. O Tigre não pensa nas consequências dos seus atos, e sai matando e destruindo tudo o que encontra pelo caminho. O Dragão (no contexto oriental, e não no contexto do Apocalipse, seus crentes burros) representa a Sabedoria, porque o Dragão é sábio e teme pelo poder de sua força, porque ele tem consciência de que o seu poder pode causar dano nos outros. Os nossos punhos e as nossas armas somente devem ser usados em Nome da Justiça. Não Justiça para nós mesmos, mas Justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. Não devemos usar os nossos punhos em causa própria e as nossas armas devem ser usadas em prol da Justiça.

SAMURAI (AQUELE QUE SERVE):


Samurai significa "Aquele Que Serve". O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Um samurai deve proteger as pessoas que estão sob a sua proteção. A sua espada e as suas flechas só devem ser usadas em prol da justiça, em prol dos outros. Seja como um samurai, lute em favor dos outros. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Fale por aqueles que não têm voz. Proteja os indefesos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja um defensor e protetor, seja um verdadeiro herói.

JESUS, O AMIGO DOS PECADORES (PUBLICANOS E PROSTITUTAS):

Os fariseus eram escarnecedores (esses religiosos zombavam e ridiculizavam as coisas de Deus). Jesus era conhecido como "O AMIGO DAS PROSTITUTAS - O AMIGO DOS PECADORES", porque esses "grandes pecadores" tinham muito mais respeito por Jesus e por Deus do que os fariseus. Cristo está mais próximo da prostituta que sabe que é pecadora do que do religioso que pensa que é "santo". O próprio Jesus disse que os publicanos e as prostitutas são mais dignos do Céu do que os fariseus (religiosos hipócritas e falsos moralistas). Jesus sempre andou, comeu e bebeu com os pecadores com a intenção de salvá-los. Os "pecadores" estavam mais dispostos a ouvir as palavras de Jesus do que os fariseus, porque esses religiosos eram "santos" demais para poderem dar ouvidos a Jesus.

O JESUS DISTORCIDO E IDEALIZADO PELOS CRISTÃOS DURANTE A HISTÓRIA DA IGREJA:

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

A GRANDE AMEAÇA (JESUS):

"Jesus não foi apenas um cara legal que fez o bem no mundo. Você não crucifica caras legais. Você crucifica ameaças". (Tim Keller)

No primeiro século, no tempo de Jesus, Israel era dominada religiosamente pelas quatro seitas principais do Judaísmo: Os fariseus, os saduceus, os herodianos e os essênios. Os fariseus e os saduceus mandavam no Sinédrio. No começo, os seguidores de Jesus eram conhecidos como “Nazarenos” e não pregavam contra o serviço militar e nem satanizavam a sexualidade. Jesus defendia muito as mulheres de sua época (por isso, Ele era conhecido como o AMIGO DAS PROSTITUTAS). Jesus comia e bebia com os pecadores. Cristo estava mais próximo dos publicanos e das prostitutas que sabiam que eram “pecadores” do que dos fariseus que pensavam que eram “santos”. Existem historiadores que defendem até a teoria de que Jesus era um líder dos Zelotes (um Revolucionário que pretendia reunir um exército de guerreiros para poder derrubar o Império Romano do poder). Tanto a Bíblia, a Palavra de Deus, quanto esses historiadores (que são ateus) são as maiores provas de que Jesus nunca foi “paz e amor”, ou seja, o Jesus histórico, o Jesus da Bíblia, nunca foi um “grande pacifista”. Cristo sempre se indignou com as coisas erradas e criticou as injustiças que o povo sofria. O Messias amava os “pecadores” e defendia os fracos e oprimidos. O Grande Libertador de Israel, Jesus Cristo (AQUELE QUE VENCEU A MORTE), não foi crucificado porque era um cara “bonzinho”, mas, sim, porque Jesus representava uma grande ameaça para os fariseus (religiosos da época) e para os próprios romanos (os conquistadores daquele tempo).

A RESISTÊNCIA AO TIRANO (A LUTA CONTRA A TIRANIA E A OPRESSÃO):

Nós, homens e mulheres de Deus, temos o dever moral de desobedecer às leis injustas. Tanto Clemente de Alexandria quanto Tomás de Aquino defendiam até a luta armada contra governantes opressores e tiranos (a Resistência ao Tirano), além de apoiarem a Guerra Justa, obviamente. A Bíblia realmente de fato ensina que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Mas, como os próprios apóstolos também ensinaram, nós, servos de Deus, devemos obedecer mais a Deus do que aos homens. A obrigação, função e dever das autoridades constituídas são servir ao seu povo, e não roubá-lo, oprimi-lo e explorá-lo. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. A vontade de Deus é que os governantes, magistrados, policiais e soldados protejam o povo (cidadãos de bem) e castiguem severamente (dentro da legalidade, dentro da lei) os criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros. A obrigação, função e dever dos agentes de repressão ao crime são serem justos e honestos (Lucas 3:14). Se o governo é injusto e opressor, nós, cristãos, devemos desobedecê-lo.

AS DUAS GUERRAS (A GUERRA DA IGREJA E A GUERRA DO ESTADO):

"Uma pessoa se torna muito forte quando seu objetivo é proteger algo ou alguém."

A Bíblia, a Palavra de Deus, relata que existem dois tipos de guerras, dois tipos de batalhas que os homens devem travar (principalmente, os cristãos, os servos de Deus). A guerra de Romanos 13 e a guerra de Efésios 6, ou seja, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. Nós, jovens cristãos, somos os Guerreiros dos Sonhos, os Guerreiros do Futuro; e, em Nome do Senhor dos Exércitos, devemos combater Satanás, o Diabo (o Mestre dos Pesadelos) para poder salvar e libertar as vidas e as almas que estão acorrentadas por meio da opressão do pecado. A nossa missão é pregar o Evangelho; orar e interceder por essas pessoas para poder libertá-las das garras de Satanás, o Diabo. Esse é o nosso chamado, esse é o nosso destino. 

A ORAÇÃO E A TEOLOGIA (A GUERRA DO CRISTÃO):

"A oração não é uma arma de guerra. A oração é a própria guerra".

A oração e o estudo bíblico (Teologia) são as coisas mais importantes para o cristão. A oração é o seu relacionamento com Deus, e a sua maior arma de guerra, ou melhor, dizendo, a oração é a sua própria guerra. Orar e interceder pelas pessoas. Lutar em prol dos outros. Buscar ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus. Essa é a importância da oração. O estudo das Escrituras é importantíssimo para o cristão, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, é a Espada que o cristão empunha e maneja para poder combater as forças satânicas deste mundo. O Diabo teme e se sente ameaçado com aquele crente que ora e estuda a Bíblia. Portanto, o cristão, o crente em Jesus, deve se dedicar a oração e ao estudo da Palavra.

A ESPADA DO ESPÍRITO:

“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.


O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA:

O verdadeiro campo de batalha de todo ser humano é a mente. Satanás atua principalmente usando sugestões diabólicas ocultamente as infiltrando nas mentes das pessoas. O verdadeiro contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja (isso não invalida a luta do Estado, que é ministro de Deus, ensinado em Romanos 13). O primeiro alvo do ataque de Satanás será sempre uma necessidade física sua. O Diabo é o Pai da Mentira, mas muitas vezes, ele distorce a verdade ou não a conta totalmente para poder enganar as pessoas (assim, como ele fez com Adão e Eva no Jardim do Éden). Lúcifer costuma usar muito as Escrituras (as distorcendo totalmente usando versículos bíblicos fora de seus verdadeiros contextos apenas para pregar o que lhe é conveniente, claro). Eu sou um "pouquinho" mais esperto do que a grande maioria dos evangélicos, mas ainda tenho a mera impressão de que o Diabo é muito mais esperto do que penso, acho e imagino que ele seja. Estudem a Bíblia, a Palavra de Deus! Procurem ter comunhão com Deus! Busquem a santidade (santidade bíblica, e não o maldito legalismo religioso hipócrita)! Busquem ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus! Assim, vocês sairão vitoriosos contra o Diabo e seus anjos.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

CONCLUSÃO:

Usar o “amor” e o “perdão” como desculpas para poder se omitir diante do mal é inaceitável. As pessoas são escravizadas pelo pecado e oprimidas pelo Diabo, e os cristãos fingem que isso não é problema deles. De fato, a sociedade e a Igreja de Cristo sofrem de Anestesia Moral. O Pacifismo, o conformismo, a omissão e a apatia diante do mal tem sido a verdadeira causa de todo esse caos e desordem no mundo. Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica. Muitos pensam que se cuidarmos dos nossos problemas e não nos envolvermos nos problemas dos outros é a melhor solução. Pelo contrário, a pior opção que podemos fazer é escolhermos não fazermos nada. Quando os bons se omitem, os maus vencem. Quando você se omite diante da opressão, você escolhe o lado do opressor. A omissão também é pecado.


AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

PEDRO E A ESPADA


Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas guardá-la. O próprio Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Jesus sobre o mau uso da espada. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus). (Filipe Levi)

SOBRE OFERECER A OUTRA FACE


Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, o interessante que arrancar o "olho direito" e cortar a "mão direita" ninguém quer. É óbvio que tudo isso é alegórico (simbólico). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. (Filipe Levi)

ROMANOS 13 E EFÉSIOS 6


É difícil para os crentes entenderem e compreenderem o verdadeiro contexto de Efésios 6. Esses cristãos desprezam Romanos 13 como se o autor de Efésios 6 não fosse o mesmo autor de Romanos 13. Paulo não era bipolar e nem incoerente. O apóstolo Paulo jamais iria pregar o serviço militar e a Guerra Justa em Romanos 13 e depois pregar o Pacifismo em Efésios 6. A luta da Igreja (instituição religiosa) é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado (Romanos 13) é a Guerra Física. (Filipe Levi)

O DEVER DO MARIDO (HONRAR E PROTEGER)


O marido sempre deve colocar a sua esposa em primeiro lugar. A esposa sempre vem antes do marido. O homem deve amar a sua única mulher amada como Cristo amou a Igreja, sofrendo e morrendo em seu lugar para salvá-la se for preciso. O marido deve amar a sua esposa mais do que a sua própria vida. Ela deve ser a sua única companheira e sua melhor amiga. O homem deve sempre honrar e respeitar a sua mulher. Ele deve tratá-la como sua princesa. Ele deve tratá-la como uma rainha. O marido deve sempre estar disposto a defender e proteger a sua mulher, mesmo, que ele comprometa a sua própria integridade física e ponha em risco a sua própria vida, estando disposto a se sacrificar por sua amada. Homem de verdade não bate em mulher. Homem de verdade não oprime a sua mulher, pelo contrário, ele a respeita e a defende de todo o mal. O cavaleiro deve proteger a sua princesa. O guerreiro deve defender a sua rainha. (Filipe Levi)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

A ARTE MARCIAL (A ARTE DA GUERRA)



Filipe Levi 07/02/19
 A ARTE MARCIAL (A ARTE DA GUERRA)


SOBRE O COMBATE:

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco" (Bruce Lee)

"Vocês não sabem que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado". (1 Coríntios 9:24-27)


O apóstolo Paulo nesse trecho da Bíblia se referiu à corrida esportiva e também ao Pancrácio (arte marcial grega). Assim, como Paulo sempre usou o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã, ele também se referiu ao esporte como bom exemplo a ser seguido pelos crentes em Jesus. O contexto desse capítulo não é a demonização do esporte, pelo contrário, é o lado positivo do esforço dos atletas em alcançar a sua meta nos campeonatos. Esse contexto ensina exatamente o que as artes marciais sempre ensinaram, que o verdadeiro guerreiro deve lutar contra si mesmo, ou seja, que o homem deve dominar a sua própria natureza (exatamente o que Paulo ensina nesse capítulo). O contexto desse capítulo é a luta contra o pecado, isto é, é a batalha que todo servo de Deus deve travar contra a sua própria natureza pecaminosa.

"Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras". (2 Timóteo 2:5)


Novamente, Paulo se referiu ao Pancrácio neste versículo, porque para ele, assim, como o serviço militar, o esporte também é um excelente exemplo para os cristãos seguirem na sua vida cristã.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo reconheceu o uso legítimo da força aplicada pelas autoridades constituídas contra os criminosos, portanto, os militares e policiais, têm a autorização e a aprovação de Deus para usarem a violência contra os bandidos, porque essa é a vontade de Deus. Paulo indicou o uso legítimo de armas letais contra os marginais quando necessário. Portanto, até o “Apóstolo dos Gentios” apoiava o combate.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro também reconheceu que a função dos militares e policiais é usar a violência (dentro da lei) para castigar os malfeitores. Tanto Paulo quanto Pedro reconheciam o uso legítimo da força bruta e até de armas letais para se punir os criminosos. Se a Bíblia autoriza até militares e policiais matarem na guerra se for necessário (segundo Paulo, os soldados e policiais são ministros de Deus), seria uma grande incoerência a Palavra de Deus condenar a prática de lutas esportivas.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Para João Batista nunca houve nenhum problema em homens de Deus serem soldados, portanto, que eles sejam militares honrados e íntegros, ou seja, que exerçam a sua função e dever com integridade e honestidade.

A Bíblia, a Palavra de Deus, também conta sobre guerreiros que lutavam em prol da justiça. Homens que guerreavam e nem por isso deixaram de ser bons.

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era um bom exemplo de militar, pois ele era honesto, justo, íntegro, sabia amar ao próximo, e ainda buscava a Deus. A Bíblia não compara o centurião Cornélio a uma prostituta (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas fazem), mas, sim, exalta as virtudes desse centurião como homem, militar e cidadão. Cornélio, segundo a Bíblia, é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)

O centurião de Cafarnaum também era um bom exemplo a ser seguido, pois o próprio Jesus o admirou como ser humano e militar. Cristo elogiou até a sua fé, e desprezou a religiosidade dos fariseus (as Testemunhas de Jeová e os evangélicos legalistas da época). Jesus Cristo andava com prostitutas e ladrões, e até elogiou um militar por sua fé e integridade, mas desprezou o legalismo e o fanatismo religioso dos fariseus. A Palavra de Deus afirma que os governantes, magistrados e soldados são servos de Deus, isto é, estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade.

O centurião Júlio mencionado no capítulo 27 do Livro de Atos, também era um oficial romano muito digno e honrado, que tratou o apóstolo Paulo com muita humanidade e dignidade. Todos os centuriões mencionados no Novo Testamento eram justos e honestos, isto é, bons exemplos a serem seguidos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente era na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo (olho por olho e dente por dente era um ensinamento para que os criminosos fossem punidos de forma justa e não de maneira exagerada). Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo.

Um Pai da Igreja chamado Tito Flávio Clemente, conhecido como Clemente de Alexandria, foi um grande teólogo e filósofo cristão do século II. Clemente defendia a prática de esportes (inclusive, do Pancrácio, a arte marcial grega). Clemente de Alexandria relata que a prática do Pancrácio era comum entre os cristãos primitivos do segundo século. No século II, surgiram os primeiros filósofos e historiadores cristãos. Desde o primeiro século, existiam soldados cristãos, mas eram bem poucos, devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses. Com certeza, no século I já existiam lutadores de Pancrácio cristãos (até porque todos os soldados aprendiam Pancrácio para poderem lutar nas guerras). No século II, o alistamento militar e a prática do Pancrácio se tornaram mais comuns entre os cristãos primitivos.

Existem cristãos que defendem o serviço militar e que condenam as artes marciais, mas isso é uma tremenda incoerência. Para eles, o cristão pode dar facada e dar tiro, só não pode dar porrada. Artes marciais significam literalmente "artes militares". O nome militar é derivado do nome marcial, ou seja, militar significa marcial. Wushu significa literalmente "Técnica Militar". Os cristãos se abstendo da idolatria e usando a luta para o bem, não implica em problema algum a prática de artes marciais.

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL:

“A única coisa necessária para que o mal triunfe é os homens de bem não fazerem absolutamente nada”. (Edmund Burke)

Com a guerra veio à fome, a peste e a morte. O mal deve ser combatido. Alguém tem que se opor aos malfeitores. O fato de inocentes também morrerem nas guerras (algo inevitável) não deve ser usado como “desculpa” para justificar a omissão diante do mal. Você querendo lutar ou não, os malfeitores, os bandidos e os terroristas continuarão praticando as suas maldades. O seu discurso hipócrita e sua demagogia falsa moralista não serve para nada nesse caso.

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre reprovou e condenou a omissão diante do mal, ou seja, quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante da opressão, nós somos cúmplices do opressor. Portanto, devemos combater o mal e os malfeitores tanto com duras palavras quanto com armas bélicas e com os nossos punhos mesmo.

OS TRÊS DESAFIOS QUE UM GRANDE GUERREIRO PRECISA ENFRENTAR (O SEU INIMIGO, O SEU MAIOR MEDO E A SI MESMO):

Um grande guerreiro deve sempre enfrentar três desafios: ele deve enfrentar o seu inimigo; ele deve enfrentar a si mesmo; e ele deve enfrentar o seu maior medo. Se quiser ser um herói, você deve vencer os seus medos, para poder conquistá-los e subjugá-los. A coragem não é a ausência do medo, mas é a resistência contra o medo e a habilidade de superá-lo. Vença o seu inimigo; vença o seu maior medo e vença a si mesmo.

AS TRÊS VIRTUDES (SERVIÇO, COMPAIXÃO E DISCIPLINA):

Existem três virtudes que os homens nunca devem esquecer: serviço, compaixão e disciplina. Os homens devem se dedicar ao serviço que eles foram designados para fazer. Nós devemos fazer o trabalho com perfeição, pois se for para fazer de qualquer jeito, nem comece. O homem esforçado e dedicado se dará bem em tudo o que fizer. Nós devemos ter compaixão pelos mais fracos e desamparados, pois o nosso dever é proteger os indefesos e lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Nós devemos ter disciplina, pois temos que sermos altamente disciplinados em tudo o que fizermos. O bom guerreiro deve ser disciplinado e dedicado em tudo o que fizer (principalmente, naquilo que ele ama fazer). O serviço, a compaixão e a disciplina são as virtudes de um homem de verdade, de um homem que tem hombridade e integridade e que dedica a sua vida lutando em nome da honra.

VIDA DE HERÓI (A GUERRA SEMPRE COBRA O SEU PREÇO):

A guerra sempre cobra o seu preço. Geralmente, o homem que deseja fazer a diferença costuma sofrer muito. Muitas vezes, quem ousa tentar mudar o que está errado, é rejeitado e desprezado pelos homens. Grandes heróis do passado foram martirizados e perseguidos, porque ousaram fazer o bem. Ter bondade é ter coragem. Quando você tem compaixão pelos fracos. Quando você defende os indefesos e protege os inocentes. Isso demonstra que você é um herói de verdade. Mas, saiba, que se você for um herói, você será perseguido e odiado, e pode ser ferido e até morto por sua ousadia. A guerra sempre cobra o seu preço. Você está disposto a pagar esse preço?

VIDA DE SOLDADO (COMBATENDO O BOM COMBATE):

O que todo bom soldado quer? O bom soldado luta não porque ele odeia o que está enfrentando, mas, sim, porque ele ama o que está defendendo. O dever de um soldado é salvar vidas. O dever dos fortes é proteger os fracos. O dever do combatente é combater em prol da justiça. O que um bom soldado mais deseja? O que um grande guerreiro mais almeja? O que um herói mais procura? Proteger o que ama e ter uma morte honrada.

SERVIÇO MILITAR VERSUS PACIFISMO:

Eu sou contra o serviço militar obrigatório, porque só deve se alistar nas Forças Armadas quem tem vocação, desejo e interesse em ser militar (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Mas, com certeza, sou mais contra ainda o Pacifismo "obrigatório", porque se você não gosta de armas, não quer se defender e nem proteger os outros, o problema é seu. O legalista sempre quer impor o seu legalismo para os outros, uma falsa "santidade" que, muitas vezes, nem os próprios legalistas conseguem viver, mas adoram cobrar dos outros.

A JUSTIÇA E A VINGANÇA:

Há séculos, um samurai foi incumbido de vingar a morte de seu mestre, pelejou contra o assassino e o derrotou. Quando o samurai estava prestes a executá-lo, o assassino ficou desesperado e cuspiu em seu rosto. O Guerreiro Sagrado guardou a sua espada (Katana) e foi embora, pois era desonroso para um samurai matar por motivos pessoais. Há diferença entre vingança e justiça e muitos leigos acabam confundindo uma com a outra. A própria Bíblia é a favor da justiça, mas não da vingança. A justiça é necessária para a punição e castigo dos malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A vingança é apenas uma resposta emocional baseada no ódio e no rancor, mas a justiça é baseada na coragem e na honra.
OS COVARDES (BONZINHOS) SÃO SEMPRE OS PIORES:

“A consciência de uma alma justa se firma na busca constante em livrar da opressão as almas injustiçadas”.
(Anísio Ferreira Souza)

Os "bonzinhos" são sempre os piores, porque é por causa deles que os maus prevalecem. Há diferença entre amor e omissão. Perdoar não é se omitir. Se você adora usar "chavões e bordões" como "paz, amor e perdão" para justificar a sua covardia e omissão, você não é "paz e amor", você só é covarde mesmo.

O MEDO É A MAIOR ARMA DO OPRESSOR (ELE LHES CONQUISTOU O ESPÍRITO):

O medo é a maior arma dos opressores. O ditador que oprime o seu povo. O marido que oprime a sua esposa. Os pais que oprimem os seus filhos. O pastor que oprime as suas ovelhas. O Diabo que oprime os seus seguidores. A maior arma da opressão é o medo. O opressor lhes conquistou o espírito. Tenha a coragem e a ousadia de enfrentá-los e desafiá-los. A coragem não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo. Seja corajoso! Tenha coragem! Enfrente o seu medo. Combata o mal.

O TIGRE E O DRAGÃO (DOMÍNIO PRÓPRIO):

“Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se”. (Provérbios 25:28)

O Tigre é um animal irracional, uma fera, que somente age por instinto. O Tigre não pensa nas consequências dos seus atos, e sai matando e destruindo tudo o que encontra pelo caminho. O Dragão (no contexto oriental, e não no contexto do Apocalipse, seus crentes burros) representa a Sabedoria, porque o Dragão é sábio e teme pelo poder de sua força, porque ele tem consciência de que o seu poder pode causar dano nos outros. Os nossos punhos e as nossas armas somente devem ser usados em Nome da Justiça. Não Justiça para nós mesmos, mas Justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. Não devemos usar os nossos punhos em causa própria e as nossas armas devem ser usadas em prol da Justiça.

SAMURAI (AQUELE QUE SERVE):

Samurai significa "Aquele Que Serve". O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Um samurai deve proteger as pessoas que estão sob a sua proteção. A sua espada e as suas flechas só devem ser usadas em prol da justiça, em prol dos outros. Seja como um samurai, lute em favor dos outros. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Fale por aqueles que não têm voz. Proteja os indefesos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja um defensor e protetor, seja um verdadeiro herói.

SOBRE A IDOLATRIA:

“Não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas cousas, com o uso, se destroem”. (Colossenses 2:21-22)

Alguns “ex-satanistas” costumam propagar mentiras sobre as lutas esportivas, pois eles mentem descaradamente deturpando o contexto de versículos bíblicos (que não tem nada a ver com o assunto), e também distorcem o contexto histórico das artes marciais. Os leigos, ou seja, as pessoas que não conhecem as lutas esportivas, acabam acreditando em suas mentiras baseadas apenas em seu preconceito religioso ridículo.

“Um assunto controvertido no Cristianismo de hoje é se um cristão deve ou não praticar artes marciais. Alguns dizem que por causa de sua origem não-cristã (misticismo oriental), nenhuma forma de arte marcial deveria ser praticada por cristãos. Entretanto, uma origem não-cristã, por si só, não pode ser um fundamento suficiente para se rejeitar as artes marciais, uma vez que este ponto de vista comete o erro que chamamos de "falácia genética". O que isto quer dizer? Uma falácia é um argumento enganoso e sem fundamento. O termo "genética" quer dizer neste caso "origem". Assim, uma falácia genética é um argumento infundado que pressupõe que uma vez que a procedência de uma crença ou prática esteja errada (por não ter uma raiz cristã), sem considerar as suas modificações, ela ainda estaria errada hoje”.

“De fato, se fôssemos coerentes ao aplicar esse tipo de lógica, nós deveríamos abandonar a astronomia, porque suas raízes encontram-se no método da astrologia. Entre os movimentos religiosos que usam e abusam da falácia genética se encontram as chamadas "Testemunhas de Jeová"; estas se recusam a comemorar aniversários natalícios, Natal e Ano-Novo, pelo simples fato de estas comemorações terem origem no paganismo. Em nenhum momento se leva em conta o desenvolvimento e a evolução de uma crença ou prática. Ao invés de cometer a falácia genética, seria melhor tentar verificar o quanto de influência as crenças originais podem ter sobre um objeto de discussão, antes de descartá-lo prematuramente”.


A primeira arte marcial a surgir foi à luta “Vajramushti”, que surgiu há mais de 5.000 anos atrás. Essa é uma arte marcial de origem indiana. Não sei muito sobre essa luta, mas sei que como todas as artes marciais, a sua origem é militar, isto é, ela foi criada para o combate, e não necessariamente para se cultuar os deuses. Se essa luta se originou na religião hindu ou qualquer outra religião pagã não importa, porque a origem não quer dizer nada. O que importa é o desenvolvimento dessa coisa durante o curso da História, pois muitas coisas (como as artes marciais) mudaram com o passar dos séculos, e sua influência idolátrica não é tão forte hoje como foi no passado. Portanto, há como separar a luta da idolatria. Inclusive, a aliança matrimonial também tem origem na religião hindu, mas nem por causa disso os religiosos que condenam as lutas esportivas deixam de usá-la.

O homem que criou o Kung Fu original foi Huang Di, o Imperador Amarelo, que além de ser militar, também era médico e um grande intelectual. Ao contrário do que muitos pensam, não foi Bodhidharma quem criou o Kung Fu, mas, sim, Huang Di. Tanto Huang Di quanto Bodhidharma eram homens bons que tinham caráter, ou seja, eles não eram maus por não terem conhecido a Deus. Ninguém lhes pregou o Evangelho da Salvação, portanto, não teria como esses grandes guerreiros se converterem mesmo. O Imperador Amarelo viveu há mais de 4.000 anos atrás, então, ele foi do Antigo Testamento (da Dinastia Qin). O 28º patriarca do Budismo foi do Novo Testamento, mas o Evangelho não havia chegado à China naquela época, portanto, não teria como ele se converter ao Cristianismo também. Mas, apesar desses precursores do Kung Fu não terem sido cristãos, eles ensinavam princípios e valores parecidos com os ensinamentos judaico-cristãos. Kwan Kun, o guerreiro lendário do Kung Fu, também era um bom exemplo a ser seguido, pois ele era muito íntegro, honesto, e honrado. Não devemos idolatrar esses homens, mas podemos seguir como bons exemplos os seus princípios de honra e de justiça.

A guerra é uma arte, e artes marciais significam “artes militares”, ou seja, a sua origem não é religiosa, mas, sim, militar. As artes marciais não são um culto ao deus romano Marte, até porque, essas lutas esportivas são orientais, e Marte, é um deus ocidental. Wushu significa “Técnica Militar”, isto é, a origem do Kung Fu é o serviço militar chinês e não o culto ao Buda, até porque, Siddhartha Gautama nasceu provavelmente 1.500 anos depois de surgir o Wushu, portanto, não teria como essa arte marcial ter origem budista. Lao-Tsé também nasceu depois do surgimento do Kung Fu, portanto, o Wushu também não tem origem taoísta. Bodhidharma não foi o criador do Kung Fu, porque o Wushu surgiu há vários séculos antes dele nascer. O 28º patriarca do Budismo recodificou essa arte milenar, mas não a criou. Ele é apenas o criador do Kung Fu Shaolin, mas não do Wushu primitivo.

O teatro surgiu como um culto a Dionísio, conhecido também como Baco, o deus do bacanal. Hoje, o teatro é um excelente instrumento de evangelismo e não tem mais nada a ver com sua origem idólatra e pervertida, portanto, não vejo problema algum em usar esse talento dado por Deus para abençoar as vidas das pessoas. Deus já falou comigo através de peças teatrais e fui muito abençoado por cristãos que usam essa arte cênica para pregarem o Evangelho resgatando inúmeras vidas do Reino das Trevas. Os filmes bíblicos são feitos graças aos atores que vieram do teatro.


A saudação “Kin Lai” tem origem pagã, mas o aperto de mão também se originou no paganismo. Então, será que teremos que parar de apertar as mãos dos outros? Claro, que não. Condenar as coisas por causa de sua origem é falácia genética, ou seja, algo sem fundamento algum. A saudação do Wushu é o mesmo que bater continência, isto é, é um gesto de respeito. 

Alguns religiosos hipócritas condenam muitos estilos de Kung Fu pelo simples fato dos lutadores imitarem os movimentos dos animais. Os lutadores que fazem isso não estão cultuando os animais, porque os mestres que criaram esses estilos não os criaram com a intenção de se cultuar os animais, mas, apenas, eles observavam os animais lutando pela sobrevivência e copiaram os seus movimentos. Outros fariseus condenam as artes marciais por causa das cores das faixas, mas foi Deus quem criou todas as cores e não o Diabo. Em cada cultura as cores têm os seus significados, mas nenhuma cor influencia as vidas dos cristãos.

Um argumento muito usado pelos religiosos fanáticos é que tudo o que o Diabo usa é dele. O interessante é que Satanás usou a Palavra de Deus para tentar Jesus no deserto. Os versículos bíblicos usados fora de contexto podem levar a perdição. Portanto, todas as coisas podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal.

Alguns “ex-satanistas” adoram demonizar as lutas esportivas alegando que são coisas do Diabo. O interessante desses “ex-satanistas” é que eles aparentemente permanecem satanistas, porque continuam ensinando os ensinamentos satânicos que aprenderam no Satanismo (doutrinas de demônios). A verdade bíblica é que Satanás não é dono de nada, porque nem a chave da própria casa ele tem. Jesus Cristo tem as chaves da morte e do Inferno.

Muitos "ex-bruxos" e "ex-satanistas" adoram se basear no famoso "discurso competente". O que é o discurso competente? É quando um especialista ou profissional (no caso dos "ex-adoradores do Diabo", que porque eles tinham "pacto" com o Capiroto eles podem sair satanizando tudo o que verem e encontrarem pelo caminho, que não tem problema, porque eles têm "toda a autoridade" para fazerem isso) se gaba de seu "status" e, por isso, ninguém que não tenha o seu "título" ou "patente" pode se quer ousar questioná-lo. Muitos "cientistas" e "doutores" das universidades e faculdades costumam apelar também para o "discurso competente" para poderem silenciar e calar os seus adversários. O interessante desses "ex-bruxos" e "ex-satanistas" é que eles nunca se baseiam nas Escrituras (Bíblia) para pregarem as suas besteiras e asneiras, mas sempre se baseiam em suas "supostas experiências pessoais" que tiveram com o Cramulhão, mas nunca com embasamento bíblico (os hereges do maldito e famigerado "Movimento Batalha Espiritual" são com certeza os piores em fazer isso). O que importa é o que as Escrituras ensinam, e não as "experiências bizarras e sobrenaturais" dos “ex-seguidores de Satã". Primeiro o que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina, talvez, quem sabe, depois, a sua opinião, o que você acha ou deixa de achar.

Um argumento muito usado pelos religiosos legalistas para satanizar as coisas "seculares" é porque Satanás usa muitas vezes esses instrumentos e ferramentas do "mundo" para destruir as vidas das pessoas (como se o "Capiroto" não usasse a Bíblia também para disseminar heresias nas igrejas evangélicas para destruir vidas). A "falácia" do maldito e famigerado "Movimento Batalha Espiritual" é que as artes marciais e a defesa pessoal em geral é tudo coisa do "Cramulhão", porque existem "bruxos", "satanistas" e "feiticeiros" que praticam essas lutas. Como se o fato de bandidos e terroristas portarem armas "endiabrasse" e proibisse os militares e policiais de portarem armas também (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Em vez, desses hereges otários estudarem a Bíblia (Teologia) ficam exaltando o poder do "Tinhoso" e dando armamento e munição para o Inferno. Estudar a Bíblia que é bom, nada, não é mesmo, ô bando de fariseus? Tudo pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal. Se um satanista pode usar as artes marciais para o mal, um cristão (crente em Jesus) pode usar as artes marciais para o bem. Se os bandidos e os terroristas podem usar as armas para o mal, os soldados e policiais (honestos) podem usar as armas para o bem.

PRINCÍPIOS E VALORES BÍBLICOS NAS ARTES MARCIAIS:

As principais virtudes do Bushido (Código do Guerreiro) são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios morais e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

CÓDIGO SAMURAI (INTEGRIDADE E HONRA):

“O caminho do valente não segue os passos da estupidez. Quando um samurai diz que fará algo, é como se já o tivesse feito. Nada nesta terra o deterá na realização do que disse que fará”.

Nós, homens de Deus, somos servos da justiça. Os nossos atos devem ser de justiça. Nós lutamos em prol da justiça. Se for preciso, nos tornaremos na própria justiça. As nossas flechas só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para nós mesmos, mas justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. A nossa espada nunca deve ser usada por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a paz e a justiça. Os servos de Deus são homens de palavra. Homens de honra devem defender e proteger os fracos. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Os líderes devem servir aos outros e não ser servido por eles. Sejamos guerreiros honrados e íntegros. Sejamos homens de verdade. As nossas armas e os nossos punhos devem ser usados para proteger os indefesos e para a promoção da justiça. O dever do homem, do cavaleiro, do guerreiro, do soldado e do líder, é cuidar de seus protegidos. Sejamos homens valentes e corajosos. Sejamos homens íntegros e honrados. Sejamos homens de Deus. Sejamos heróis. Já tem homens demais fazendo o mal, então, ouse fazer o bem.

UMA NODACHI (O PODER DO IMPACTO PSICOLÓGICO):

“Uma Nodachi (野太刀) é uma espécie de Katana longa, e era utilizada por um dos mais famosos e habilidosos espadachins do Japão Feudal, Sasaki Kojirō (佐々木 小次郎). Kojirō aperfeiçoou suas habilidades no manuseio da nōdachi, e ganhou excelência em uma técnica própria chamada "Tsubame Gaeshi" (Rasante da Andorinha), capaz de cortar uma andorinha em pleno voo. Kojiro foi morto na ilha de Ganryūjima pelo lendário Miyamoto Musashi, que sabia que Kojirõ só poderia ser superado por um método que não se baseasse exclusivamente nas habilidades com a espada. Kojiro era muito orgulhoso, e Musashi se aproveitou desse orgulho utilizando de alguns truques psicológicos para desestabilizá-lo emocionalmente. Conta a história, baseada nas próprias narrativas de Musashi, que este, entendendo que superar o estilo de Sasaki Kojirō seria muito difícil e arriscado, propositalmente se atrasou mais de 2 horas da hora marcada para chegar no local do duelo enquanto esculpia em um remo do barco uma bokken (espada de madeira), um pouco maior que a nodachi de Kojirō. A ideia era enfurecer o adversário com o atraso e com a ofensa de batalhar contra uma espada de madeira, pois somente principiantes ou crianças lutavam com bokken. Musashi também planejou descer na praia exatamente na direção oposta à do sol, com a intenção de ofuscar a visão do oponente. Ao desembarcar na praia, estava usando vestes surradas e tinha os cabelos visivelmente desgrenhados, com a bokken recém-esculpida em uma mão e um cobertor na outra. Kojirō tomou isso como mais um insulto, pois no código samurai, apresentar-se desalinhado para um duelo significa completa desconsideração pelo adversário, ainda mais sem portar a espada, usando a bokken de madeira em vez da katana. Para a infelicidade de Kojirō, este caiu no jogo psicológico de Musashi, e, irritadíssimo com o menosprezo com que o adversário lhe demonstrava, correu exasperado em sua direção. A luta real durou apenas o lance do seu momento decisivo, embora Musashi tenha escrito que a luta começou no momento em que meditava e esculpia sua espada no barco. Apesar do jogo psicológico, Musashi considerou Kojirō como sendo o seu maior rival”. (autor desconhecido)

CONCLUSÃO:

Como podemos ver na Bíblia, há casos em que a violência pode ser usada, se for para se defender ou para proteger alguém. Nós, cristãos, não devemos ter prazer na violência, ou seja, gostar de machucar os outros, mas muitas vezes, precisamos usar a força bruta para combater o mal por um bem maior. Eu, particularmente, sou totalmente contra UFC/MMA, porque para mim isso apenas denigre a imagem das artes marciais. As lutas esportivas devem ser usadas para a defesa pessoal, e até mesmo como esporte (como no caso dos torneios). Nessas lutas, geralmente, os lutadores usam protetores, que é justamente, porque o objetivo verdadeiro das artes marciais não é ferir o semelhante por prazer, mas, sim, aprimorar as técnicas de luta. O objetivo dos torneios é mostrar as técnicas e não ferir o oponente. Condenar as artes marciais por causa de sua origem é coisa de gente imbecil e idiota, pois teria que se condenar outras coisas de origem pagã também, e não só as lutas esportivas. Segundo João Batista (Lucas 3:14) e os apóstolos, Pedro e Paulo (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17), combater não é errado. Na Igreja Primitiva, existiam militares cristãos que combatiam e não se envolviam com a idolatria grego-romana, portanto, é possível lutar sem cultuar outros deuses. Hoje, existem academias cristãs onde os alunos não reverenciam quadros, estátuas e tatames (no caso específico do Kung Fu), ou seja, eles não se envolvem com práticas idolátricas. Todos os cristãos têm o direito de pensarem como quiser, mas eles não podem condenar o que não conhecem e nem julgar injustamente irmãos inocentes. Os cristãos podem lutar artes marciais sim, portanto, que se abstenham da idolatria, e não usem a luta para o mal.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.