sábado, 25 de maio de 2019

O SENHOR DA GUERRA (A ARTE DO COMBATE)



Filipe Levi 25/05/19
O SENHOR DA GUERRA (A ARTE DO COMBATE)

INTRODUÇÃO:

“Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. E, quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós. Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores, e os matarão. Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do homem”. (Mateus 10:16-23)

O mundo sempre teve guerras e perseguições, sejam políticas, religiosas ou ideológicas. Seria ótimo se todos quisessem a paz, mas, infelizmente, existem bandidos, terroristas e malfeitores sobre a Terra que não a querem. Os homens maus existem com você querendo ou não. Mesmo, que você não queira lutar, os bandidos, terroristas e malfeitores continuarão praticando as suas maldades. A sua obrigação e dever é defender o mais fraco e proteger as pessoas que você ama.

A OPINIÃO DO PROFETA DANIEL (ANTIGO TESTAMENTO):

“Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)

O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.

"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)

O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.

JESUS E AS AUTORIDADES DO SEU TEMPO:

“Jesus, aquele a quem em tudo devemos imitar, veio ao mundo em uma época difícil. O seu país estava sob o domínio do poderoso Império Romano e muitos dos direitos dos cidadãos do seu povo não eram respeitados. César era o soberano senhor de um vasto império e mantinha o poder com mão de ferro. Além disso, as autoridades religiosas do seu país haviam se corrompido a tal ponto que foi preciso Ele fazer uma "limpeza" no Templo expulsando os camelôs e os cambistas de lá.

Contudo, por pelo menos duas vezes, Jesus defrontou-se com momentos decisivos na área de submissão a autoridade. A primeira delas foi quando os cobradores do imposto do Templo confrontaram a Pedro perguntando se Jesus pagava ou não o imposto das duas dracmas (Mt 17:24-27). A segunda foi quando alguns espertalhões, que o queriam pegar em cilada, lhe perguntaram se era certo ou não pagar imposto a César (Mt 22:15-22; Mc 12:13-17; Lc 20:20-25).

Na primeira ocasião, Jesus disse a Pedro, que fosse ao mar e lançasse o anzol, pois no primeiro peixe que ele fisgasse teria uma moeda de valor suficiente para pagar o imposto de Jesus e o dele. Na segunda ocasião, a resposta d’Ele foi: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Ou seja, ao filho de Deus é certo pagar imposto ao Estado. Mas a autoridade do Estado não é ilimitada, acima dele está Deus. O Deus que a tudo vê e conhece o coração de todos os homens. Até mesmo o de César! A César o imposto; a Deus, e somente a Ele, a adoração.

Atentar para o verbo grego usado por Jesus, nos ajudará a entender a força e o sentido do Mandamento do Senhor. Ele usou o verbo apodote (de apodidomi - que significa: dar o que é devido; devolver; pagar de volta; entregar) em lugar de dounai (de didomi - que significa simplesmente dar). Os três evangelistas usaram a mesma palavra, significando assim que temos uma obrigação tributária para com o Estado.

Quando caiu nas mãos das autoridades judaicas que o entregaram para as autoridades romanas, Jesus, não questionou o seu poder, aliás, o seu abuso de poder. Por que Ele não fez isso? Creio que a sua resposta a Pilatos nos ajuda a entender a sua atitude aparentemente apática. Pilatos lhe disse que tinha autoridade para matá-lo ou para livrá-lo da morte. Então, Jesus lhe disse: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada" (Mt 22:37). Ou seja, Jesus sabia que acima de Pilatos, acima do Império Romano estava aquele que tem o controle total da situação, Deus. Pilatos estava no poder porque Deus, por mais contraditório que pareça, o havia colocado ali.

Assim, sendo, podemos notar que até mesmo aquele que tem todo o poder do Universo, o Senhor Jesus, quando se fez homem respeitou e obedeceu a lei dos homens.” (Jabesmar A. Guimarães)


OS AGENTES DO ESTADO (INSTRUMENTOS DA JUSTIÇA DE DEUS):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (colocadas por Deus no poder) para punir os maus e louvar os bons. A função e o dever das autoridades legalmente constituídas é reprimir o mal e louvar o bem. O Estado tem o poder da espada para punir criminosos e malfeitores dentro de sua jurisdição, e também para defender a sua nação de invasores externos (homens maus) que ameacem a segurança de seu país. Paulo pregou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus, ou seja, estão a serviço de Deus para castigar os malfeitores e para proteger os cidadãos de bem. Deus não apenas permitiu as autoridades governamentais, mas as instituiu (colocou no poder) para fazer justiça. As autoridades legalmente constituídas são instituídas por Deus para reprimir o mal, ou seja, os magistrados, soldados e policiais são instrumentos da justiça de Deus. O sentido bíblico de liderança é “servir e proteger”. O governante deve servir ao seu povo. Os soldados e magistrados devem proteger os cidadãos de bem e reprimir o crime. A palavra usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena capital (espada que era usada para combater nas guerras e para executar criminosos perigosos). Paulo não só legitimava o uso da força bruta (combate físico), mas também o uso de armas letais (matar os malfeitores). 

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro era a favor da lei e da ordem, assim, como o apóstolo Paulo, pois até ele reconhecia que era necessário que os agentes do Estado (ministros de Deus) usassem a força bruta (castigos físicos) para castigar os criminosos. Além de Paulo, Pedro também defendia o uso da força (combate bélico) por parte do Estado para se fazer justiça. Os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para o bem-estar da sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

O grande e poderoso profeta, João Batista, quando batizou alguns soldados, ele não lhes condenou por serem combatentes, pelo contrário, esse grande e extraordinário profeta lhes aconselhou a serem militares, portanto, que exercessem a sua função (o seu trabalho) com honestidade e integridade. João Batista foi o maior de todos os profetas e o homem mais justo que existiu sobre a Terra (além de Jesus, obviamente).

“Estas são as minhas instruções: Ore, faça súplicas, pedidos e dê graças por todos os homens. Ore dessa forma pelos reis e por todos os outros que exercem autoridade sobre nós ou que ocupam cargos de alta responsabilidade, a fim de que possamos viver em paz e tranqüilidade, passando o nosso tempo vivendo piedosa e dignamente. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador. Pois ele deseja que todos sejam salvos e compreendam esta verdade”: (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais comum). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado para poder pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (arma usada para matar mesmo). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens que não têm palavra (pessoas mentirosas), e que precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que eles estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramentos. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge.

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a matar quando realmente há necessidade. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

POLÍCIA (UMA INSTITUIÇÃO NECESSÁRIA):

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Há muita polêmica entre os evangélicos sobre a obrigação do Estado, pois muitos cristãos demonizam as autoridades constituídas. O apóstolo Paulo foi bem claro quando afirmou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, ou seja, os políticos, os magistrados, os militares, e os policiais, são agentes da justiça divina para castigar os que praticam o mal. Os políticos (do Legislativo) criam leis; os magistrados julgam; e os militares e policiais prendem ou matam quando realmente é necessário. A função do Estado é punir os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. Neste texto, pretendo principalmente defender a polícia, porque não somente os evangélicos, mas também inúmeros incrédulos questionam a necessidade de sua existência. Quero mostrar alguns argumentos que provam que a polícia é realmente necessária, pois a polícia sendo boa ou ruim, ela precisa existir.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Ele foi o homem mais justo que já existiu sobre a Terra. João Batista quando batizou alguns soldados, ele não recriminou os combatentes, pelo contrário, esse grande profeta lhes incentivou a continuarem sendo soldados, portanto, que eles exercessem a sua função com honestidade. João Batista ensinou como os militares e policiais devem agir. Os policiais (principalmente os que são cristãos) devem seguir os conselhos de João Batista para serem bons policiais.

Se a polícia não existisse, frequentar espaços públicos, como, por exemplo, praças e praias seria mais perigoso. O convívio social seria muito limitado. Quando houve greves policiais na Bahia, o movimento nos bares caiu muito. Até as cidades seriam menores e cercadas, como já foram no passado.

A insegurança faria surgir mercenários e milícias. Em 1997, a paralisação da polícia em Pernambuco, levou a criação de milícias de vigilantes ilegais. Dificilmente esses vigilantes ilegais respeitariam as leis e a regulamentação dos serviços de segurança.

A segurança ficaria nas mãos de empresas de segurança que competiriam entre si na disputa pelo poder. As maiores usariam agentes equipados com armas potentes e modernas. Essas empresas estariam entre as forças mais influentes da sociedade.

Na falta de equipes de perícia, não haveria nenhum banco de dados unificado. Assim, certamente a justiça seria mais lenta. Detetives particulares poderiam cumprir em parte esse papel, mas não seriam tão eficazes quanto os policiais peritos da área.

Sem a existência da polícia, os bandidos dominariam mais do que já dominam. O caos e a desordem tomariam conta da sociedade. Quase todos criticam a polícia, mas todos quando precisam a chamam. As pessoas falam muito mal da polícia, mas mesmo assim os policiais arriscam as suas vidas por uma mixaria de salário para poder protegê-las.

A MANIPULAÇÃO DA MÍDIA E DA IMPRENSA:

"Se você não for cuidadoso a imprensa fará você amar os opressores e odiar os oprimidos." (Malcon X)

A Mídia e a Imprensa, com seus "especialistas", contam mentiras e meias verdades, por meio do discurso competente, para manipular a população. A Mídia nos oferece porcarias e baixaria todos os dias, e a Imprensa manipula dados, omite fatos e distorce a verdade. Há muitas décadas, a Mídia e a Imprensa satanizam as armas de fogo. Ainda não descobri totalmente o porquê, mas com certeza, se esses "pacifistas bonzinhos" que usam o Verossímil (mentiras e meias verdades) como arma, se eles precisam mentir e esconder a verdade, as suas “intenções" não são tão nobres assim.

OS ERROS DA IGREJA PRIMITIVA NÃO DEVEM SER SEGUIDOS (DEVEMOS OBEDECER APENAS O QUE A BÍBLIA ENSINA):

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

Desde o primeiro século, alguns ensinamentos heréticos contaminaram a Igreja Cristã, como, por exemplo, o Antissemitismo, a Satanização da Sexualidade e o Pacifismo. Já que o Deus da Bíblia é o Deus de Israel e Jesus Cristo é o Rei dos judeus, o Antissemitismo é totalmente incompatível com o Cristianismo. Deus é o Criador do Sexo (prazer sexual) e o casamento é totalmente bíblico, portanto, a Satanização da Sexualidade é também incompatível com o Cristianismo. Sobre o Pacifismo, pretendo neste texto esclarecer mais a respeito. Eu, como historiador de formação e teólogo autodidata me sinto na obrigação e tenho o dever de defender a verdadeira paz e a correta justiça.

O CRISTÃO E O COMBATE (A LEGÍTIMA DEFESA E A GUERRA JUSTA):

Primeiramente, quero falar sobre o Mandamento “Não Matarás”, que é uma tradução errada da Bíblia em português, porque a sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Há diferença entre um assassinato criminoso e um homicídio lícito. O verbo hebraico “ratsach” usado no Sexto Mandamento no Antigo Testamento se refere ao homicídio ilícito. O verbo grego “foneuo” usado para esse mesmo Mandamento no Novo Testamento também é usado para se referir ao assassinato criminoso. Portanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, condena apenas o assassinato, e não a legítima defesa e a pena capital. Sobre a pena de morte, o apóstolo Paulo deixa transparecer em suas Cartas que ele era favorável a pena capital. Na Carta aos Romanos, no capítulo 13 (Romanos 13:1-7), Paulo conta sobre o Estado (que segundo ele é instituído por Deus); e no versículo 4, a palavra grega usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena de morte. Portanto, o apóstolo Paulo era um defensor da lei e da ordem. Para Paulo, a função do governo é punir os maus e louvar os bons, porque essa é a vontade de Deus.

Paulo evangelizou o procônsul Sérgio Paulo e o carcereiro de Filipos, que mesmo depois de se converterem, permaneceram em suas profissões testemunhando de Cristo para as pessoas. A História relata que Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos; e a Bíblia relata que o carcereiro de Filipos permaneceu na carceragem depois de sua conversão (portando a sua espada). Portanto, o apóstolo não tinha nada contra os cristãos exercerem cargos públicos, pois os cristãos podiam ganhar almas para Cristo por meio de suas profissões seculares.

O apóstolo Pedro também era a favor da existência do Estado para manter a segurança e a estabilidade do mundo. Na Primeira Epístola de Pedro, no capítulo 2 (1 Pedro 2:13-17), o apóstolo conta que a função das autoridades é castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. Quando Pedro evangelizou o centurião Cornélio, em nenhum momento ele recriminou o centurião pelo fato dele ser militar, e ordenou que Cornélio fosse batizado ainda sendo um oficial romano.

Basear-se no fato de quase todos os cristãos primitivos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos (existiam alguns cristãos, que eram militares e políticos, mas eram poucos) para demonizar o serviço militar e a política, é inaceitável. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos, porque os agentes do Estado que não cultuassem o imperador e nem sacrificassem aos deuses eram condenados à morte (alguns cristãos, nos dois primeiros séculos, foram martirizados por causa disso, como os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente). No século II, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército, mas foram nos séculos III e IV, que inúmeros cristãos, que eram militares e políticos, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus, como o seu único e suficiente Salvador. Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Jorge (tribuno militar), e Expedito (comandante de uma legião), foram torturados e executados por se recusarem a negar a sua fé em Cristo.

Os Pais da Igreja, Policarpo de Esmirna, Clemente de Roma (Clemente Romano), Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Ambrósio de Milão, Agostinho de Hipona, e Jerônimo de Strídon, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais (Romanos 13:1-7). Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio, também eram favoráveis à Guerra Justa. Nós, cristãos, devemos travar batalhas para proteger os inocentes e indefesos. Devemos evitar contendas, mas, muitas vezes, é necessário lutar. A omissão é hedionda, pois a omissão diante do mal também é pecado.


O MAIOR PROBLEMA DO CRISTIANISMO (IGREJA CRISTÃ):

“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. (Edmund Burke)

O maior problema do Cristianismo é o maldito Pacifismo (ensinamento herético). Desde os primeiros séculos, essa heresia diabólica contaminou a Igreja, fazendo os “cristãos” se omitirem diante do mal em nome de um falso amor e de uma paz falsificada. Eu sou contra até UFC-MMA e condeno a execução ilegal de malfeitores (assassinato criminoso). Eu sou contra e reprovo a violência gratuita, mas sou totalmente favorável que os inocentes tenham o direito de se defenderem (legítima defesa) e de que os indefesos sejam protegidos por alguém (Protetor).

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

SOBRE AS REVOLUÇÕES:

Sobre as revoluções, João Calvino e Ulrico Zuínglio (e, posteriormente, Martinho Lutero) as apoiavam, quando os governos eram repressores e anticristãos. João Calvino defendia que o povo pode se rebelar contra as autoridades constituídas, portanto, que outras autoridades (ele usou os magistrados populares como exemplo, ou seja, os defensores do povo) os apoiem. Calvino usou os éforos espartanos, os demarcas atenienses, e os tribunos romanos como exemplos de defensores dos direitos dos cidadãos de bem. Para Calvino, um magistrado popular ou um comandante militar liderando o povo legitimaria a revolução. Zuínglio era capelão do Exército, e também se rebelou contra as autoridades católicas, morrendo em combate. Lutero passou a apoiar a resistência armada contra o Estado, devido às perseguições religiosas que os protestantes sofriam. Esses homens estão entre os maiores teólogos da História do Cristianismo, e acredito que as suas opiniões são válidas.

Oliver Cromwell liderou os puritanos na Revolução Inglesa, conhecida também como Revolução Puritana, e os protestantes tiveram êxito nessa revolução, porque eles destituíram Carlos I do poder, e o mataram, vencendo a guerra civil.

No Antigo Testamento, Jeú, um capitão do exército de Israel, se rebelou contra Jorão, rei de Israel, e contra Acazias, rei de Judá. Jeú teve a ordem de Deus para destituir esses reis do poder e matá-los, porque Deus ordenou que ele fizesse isso. Tanto no caso de Jeú, como no caso de Oliver Cromwell, as revoluções tiveram sucesso, porque Deus as apoiou.

DIFERENÇA ENTRE PACIFICAÇÃO (PACIFICADOR) E PACIFISMO (PACIFISTA):

Há diferença entre Pacificação e Pacifismo. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre ser "paz e amor" e ter compaixão. Há diferença entre amor e omissão. Se omitir diante do mal é ser covarde e conivente com a maldade mesmo, e não ser "paz e amor". Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17) deixam bem claro isso na BÍBLIA (A PALAVRA DE DEUS). João Batista, o precursor do MESSIAS em (Lucas 3:14) deixa bem claro a opinião dele sobre o serviço militar também. Se você quer ser covarde e omisso, ou seja, pacifista, o problema é seu, mas, por favor, não invente coisas na Bíblia que a Bíblia nunca ensinou, e nem coloque palavras na boca de Deus, que Deus nunca disse.

OS PUNHOS E AS ARMAS EM PROL DA JUSTIÇA (LUTAR EM PROL DOS OUTROS):

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco". (Bruce Lee)

Os punhos e as armas do cristão só devem ser usados em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. Devemos lutar com o coração em paz, para poder combater o mal em nome da justiça. Proteja os fracos! Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Os meus punhos são para serem usados para me proteger e defender os outros. Isso é ser um verdadeiro guerreiro. É isso o que um herói faz. Lute em prol da justiça. Lute em prol dos outros.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O NOSSO PROPÓSITO (A NOSSA MISSÃO):

Os heróis lutam em prol dos outros. Os guerreiros honrados e íntegros usam os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça. Há diferença entre vingança e justiça. Nós queremos justiça, não, vingança. Criminosos são como ervas daninhas; quando se arranca uma, cresce, logo, outra no lugar. Seja íntegro. Lute em nome da honra. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Proteja os inocentes e os indefesos. Os verdadeiros heróis fazem o bem sem esperar nada em troca. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Fale por eles. Lute por aqueles que não podem lutar. Lute as batalhas deles. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Ajude-os. Se importe com aqueles que ninguém se importa. Tenha compaixão pelos fracos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja a esperança dos perdidos. Liberte os oprimidos da opressão. Faça a diferença. Seja um herói.

AS FILHAS DA ESPERANÇA (A INDIGNAÇÃO E A CORAGEM):

Segundo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), a esperança tem duas filhas, a indignação e a coragem. A esperança é esperar aquilo que não podemos ver, mas que acreditamos que está lá. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, e a coragem nos dá força e ousadia para mudá-las. Nunca se cale diante da injustiça! Jamais se omita diante da opressão. Sempre defenda a causa dos oprimidos. Não fique do lado do opressor. Faça a diferença! Proteja os fracos! Faça o bem sem esperar alguma recompensa em troca. Faça o certo, porque é o certo a se fazer. Faça a coisa certa. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Seja a esperança dos perdidos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja a mudança que deseja ver no mundo. Não se conforme com o que está errado. Concerte as coisas que estão erradas. Mude tudo aquilo que precisa ser mudado. Se não tem quem faça, faça você mesmo. Se todos são covardes, seja valente! Se todos se omitem, não se omita! Se todos são corruptos, seja honesto! Se todos são maus, seja bom! Se todos temem a morte, encare a morte! Se todos tem medo do Diabo, enfrente o Diabo! Faça o que ninguém mais quer fazer! Se ninguém quiser fazer o "trabalho sujo" faça você mesmo. Se omitir é a pior coisa que podemos fazer. Seja corajoso e indignado com as coisas erradas. Seja diferente, faça a diferença.

CONCLUSÃO:

“Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom, não caluniem ninguém, sejam pacíficos, amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens”. (Tito 3:1-2)

Muitos Pais da Igreja, como, por exemplo, Hipólito de Roma, Tertuliano de Cartago, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago, Lactâncio, e outros hereges desse meio, pregavam o Pacifismo (muitos deles pregavam o Antissemitismo também). Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e a política, pelo contrário, eles reconheciam que as autoridades governamentais são instituídas por Deus para o bem-estar do povo. Para os grandes teólogos da História do Cristianismo, até os governantes tiranos e maus são levantados por Deus, para serem usados para os seus propósitos grandiosos. Os temas, guerra e revolução, sempre foram polêmicos na História da Igreja Cristã. Até o ano 170 da Era Cristã, poucos cristãos se alistavam no Exército, devido às práticas idolátricas que os militares romanos eram obrigados a se comprometerem. Apesar da idolatria greco-romana enraizada no Estado, e do Exército perseguir os cristãos primitivos injustamente, os apóstolos e os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade do Império Romano. Claro, que eles não concordavam com a repressão governamental e com a Escravidão, mas, os apóstolos e os Pais Apostólicos eram conscientes e politizados, e sabiam melhor do que ninguém, que é necessário que haja um Estado para manter a lei e a ordem, castigando os malfeitores e protegendo os cidadãos de bem. Portanto, os apóstolos e os Pais Apostólicos do primeiro século, nunca condenaram o serviço militar e a política, apesar dos cristãos primitivos, em sua maioria, não ter se envolvido com o Estado.

Quando Constantino, o Grande, ascendeu ao poder e deu liberdade religiosa aos cristãos, em 313, com o Édito de Milão, e depois organizou, o Concílio de Arles, em 314, onde a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como lícito e bíblico, e o Concílio de Nicéia, em 325, onde surgiu a Bíblia, o Estado passou a ser aliado dos cristãos, e não mais o seu inimigo. Os Doutores da Igreja (os Pais da Igreja da época) incentivavam os cristãos a servirem o Exército e a se sujeitarem as autoridades constituídas, porque, agora, o governo era cristão, e não mais pagão. Como o Estado não perseguia mais os cristãos, então, não havia mais desculpas para não se envolver com o serviço militar e com a política.

Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão, Jerônimo de Strídon, e outros Pais da Igreja legitimavam a Guerra Justa. Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma (Clemente Romano), que eram Pais Apostólicos, reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias para se manter a lei e a ordem no mundo, porque as autoridades constituídas são necessárias na ordem estabelecida por Deus. Policarpo de Esmirna reconheceu que o Estado é legítimo antes de ser martirizado. Clemente de Roma ensinou aos cristãos primitivos que eles tinham o dever, cristão, moral, e cívico de intercederem em favor das instituições políticas (Clemente Romano também admirava a coragem e a disciplina dos militares). Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio apoiavam as revoluções armadas. Portanto, não temos desculpas para sermos apáticos e para nos omitirmos na grande batalha que está por vir. Sejamos corajosos e estejamos preparados, porque as guerras e as perseguições são inevitáveis. Pelejaremos em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que tem o total controle sobre os governos do mundo. O Altíssimo domina sobre os reinos dos homens, e coloca no poder a quem Ele quer. O Todo-Poderoso estabelece reis e remove reis (Daniel 2:20-21), ou seja, Ele levanta reinos e derruba reinos. Deus tem o total domínio sobre o mundo. Portanto, se houver uma Guerra Mundial, ou uma perseguição universal contra a Igreja, saibam que Deus ainda é Soberano, e nada foge de seu controle. Deus ainda mantêm as rédeas da História em suas poderosas mãos. Ninguém pode contra o nosso Deus. Deus é Soberano. Ele é Yahweh, o Eterno.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

OS PACIFICADORES (A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA E A PROTEÇÃO DOS INOCENTES)



Filipe Levi 24/05/19
OS PACIFICADORES (A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA E A PROTEÇÃO DOS INOCENTES)


INTRODUÇÃO:

“Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom, não caluniem ninguém, sejam pacíficos, amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens”. (Tito 3:1-2)

O que a Bíblia diz sobre a autodefesa? O que as Escrituras ensinam sobre o serviço militar, a política e a Guerra Justa? É lícito para um cristão se defender e proteger as pessoas que ama? A Bíblia autoriza o cristão se proteger e defender o mais fraco? Jesus era mesmo um grande pacifista? Deus é mesmo só “paz e amor” e não tem senso de justiça e também não se ira? Neste texto, como historiador e teólogo, esclarecerei sobre tudo isso.

A MANIPULAÇÃO DA MÍDIA E DA IMPRENSA:

"Se você não for cuidadoso a imprensa fará você amar os opressores e odiar os oprimidos." (Malcon X)

A Mídia e a Imprensa, com seus "especialistas", contam mentiras e meias verdades, por meio do discurso competente, para manipular a população. A Mídia nos oferece porcarias e baixaria todos os dias, e a Imprensa manipula dados, omite fatos e distorce a verdade. Há muitas décadas, a Mídia e a Imprensa satanizam as armas de fogo. Ainda não descobri totalmente o porquê, mas com certeza, se esses "pacifistas bonzinhos" que usam o Verossímil (mentiras e meias verdades) como arma, se eles precisam mentir e esconder a verdade, as suas “intenções" não são tão nobres assim.

OS ERROS DA IGREJA PRIMITIVA NÃO DEVEM SER SEGUIDOS (DEVEMOS OBEDECER APENAS O QUE A BÍBLIA ENSINA):

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

Desde o primeiro século, alguns ensinamentos heréticos contaminaram a Igreja Cristã, como, por exemplo, o Antissemitismo, a Satanização da Sexualidade e o Pacifismo. Já que o Deus da Bíblia é o Deus de Israel e Jesus Cristo é o Rei dos judeus, o Antissemitismo é totalmente incompatível com o Cristianismo. Deus é o Criador do Sexo (prazer sexual) e o casamento é totalmente bíblico, portanto, a Satanização da Sexualidade é também incompatível com o Cristianismo. Sobre o Pacifismo, pretendo neste texto esclarecer mais a respeito. Eu, como historiador de formação e teólogo autodidata me sinto na obrigação e tenho o dever de defender a verdadeira paz e a correta justiça.

O CRISTÃO E O COMBATE (A LEGÍTIMA DEFESA E A GUERRA JUSTA):

Primeiramente, quero falar sobre o Mandamento “Não Matarás”, que é uma tradução errada da Bíblia em português, porque a sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Há diferença entre um assassinato criminoso e um homicídio lícito. O verbo hebraico “ratsach” usado no Sexto Mandamento no Antigo Testamento se refere ao homicídio ilícito. O verbo grego “foneuo” usado para esse mesmo Mandamento no Novo Testamento também é usado para se referir ao assassinato criminoso. Portanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, condena apenas o assassinato, e não a legítima defesa e a pena capital. Sobre a pena de morte, o apóstolo Paulo deixa transparecer em suas Cartas que ele era favorável a pena capital. Na Carta aos Romanos, no capítulo 13 (Romanos 13:1-7), Paulo conta sobre o Estado (que segundo ele é instituído por Deus); e no versículo 4, a palavra grega usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena de morte. Portanto, o apóstolo Paulo era um defensor da lei e da ordem. Para Paulo, a função do governo é punir os maus e louvar os bons, porque essa é a vontade de Deus.

Paulo evangelizou o procônsul Sérgio Paulo e o carcereiro de Filipos, que mesmo depois de se converterem, permaneceram em suas profissões testemunhando de Cristo para as pessoas. A História relata que Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos; e a Bíblia relata que o carcereiro de Filipos permaneceu na carceragem depois de sua conversão (portando a sua espada). Portanto, o apóstolo não tinha nada contra os cristãos exercerem cargos públicos, pois os cristãos podiam ganhar almas para Cristo por meio de suas profissões seculares.

O apóstolo Pedro também era a favor da existência do Estado para manter a segurança e a estabilidade do mundo. Na Primeira Epístola de Pedro, no capítulo 2 (1 Pedro 2:13-17), o apóstolo conta que a função das autoridades é castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. Quando Pedro evangelizou o centurião Cornélio, em nenhum momento ele recriminou o centurião pelo fato dele ser militar, e ordenou que Cornélio fosse batizado ainda sendo um oficial romano.

Basear-se no fato de quase todos os cristãos primitivos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos (existiam alguns cristãos, que eram militares e políticos, mas eram poucos) para demonizar o serviço militar e a política, é inaceitável. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos, porque os agentes do Estado que não cultuassem o imperador e nem sacrificassem aos deuses eram condenados à morte (alguns cristãos, nos dois primeiros séculos, foram martirizados por causa disso, como os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente). No século II, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército, mas foram nos séculos III e IV, que inúmeros cristãos, que eram militares e políticos, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus, como o seu único e suficiente Salvador. Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Jorge (tribuno militar), e Expedito (comandante de uma legião), foram torturados e executados por se recusarem a negar a sua fé em Cristo.

Os Pais da Igreja, Policarpo de Esmirna, Clemente de Roma (Clemente Romano), Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Ambrósio de Milão, Agostinho de Hipona, e Jerônimo de Strídon, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais (Romanos 13:1-7). Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio, também eram favoráveis à Guerra Justa. Nós, cristãos, devemos travar batalhas para proteger os inocentes e indefesos. Devemos evitar contendas, mas, muitas vezes, é necessário lutar. A omissão é hedionda, pois a omissão diante do mal também é pecado.


O MAIOR PROBLEMA DO CRISTIANISMO (IGREJA CRISTÃ):

“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. (Edmund Burke)

O maior problema do Cristianismo é o maldito Pacifismo (ensinamento herético). Desde os primeiros séculos, essa heresia diabólica contaminou a Igreja, fazendo os “cristãos” se omitirem diante do mal em nome de um falso amor e de uma paz falsificada. Eu sou contra até UFC-MMA e condeno a execução ilegal de malfeitores (assassinato criminoso). Eu sou contra e reprovo a violência gratuita, mas sou totalmente favorável que os inocentes tenham o direito de se defenderem (legítima defesa) e de que os indefesos sejam protegidos por alguém (Protetor).

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

O QUE SÃO CONSTRUÇÕES IDEOLÓGICAS (DOUTRINAÇÃO POLÍTICA OU RELIGIOSA)?

As construções ideológicas em geral são mentiras muito bem elaboradas. Tipo, o famoso “telefone sem fio”. Quando uma mentira é dita mil vezes, essa mentira se torna numa “verdade”. Assim, se constrói uma construção ideológica. As construções ideológicas podem ser classificadas literalmente como “doutrinação” tanto política quanto religiosa. As construções ideológicas muitas vezes são “bordões”, “chavões”, “pensamentos políticos” ou “doutrinas religiosas”. Uma construção ideológica quando não é uma mentira descarada, pode também ser muitas vezes uma “meia verdade” ou uma “mentirinha disfarçada”. Os religiosos, intelectuais e políticos mal-intencionados costumam usar as construções ideológicas como armas para poder controlar e explorar algum povo desprovido de conhecimento e de senso crítico.

OS AGENTES DO ESTADO (INSTRUMENTOS DA JUSTIÇA DE DEUS):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (colocadas por Deus no poder) para punir os maus e louvar os bons. A função e o dever das autoridades legalmente constituídas é reprimir o mal e louvar o bem. O Estado tem o poder da espada para punir criminosos e malfeitores dentro de sua jurisdição, e também para defender a sua nação de invasores externos (homens maus) que ameacem a segurança de seu país. Paulo pregou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus, ou seja, estão a serviço de Deus para castigar os malfeitores e para proteger os cidadãos de bem. Deus não apenas permitiu as autoridades governamentais, mas as instituiu (colocou no poder) para fazer justiça. As autoridades legalmente constituídas são instituídas por Deus para reprimir o mal, ou seja, os magistrados, soldados e policiais são instrumentos da justiça de Deus. O sentido bíblico de liderança é “servir e proteger”. O governante deve servir ao seu povo. Os soldados e magistrados devem proteger os cidadãos de bem e reprimir o crime. A palavra usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena capital (espada que era usada para combater nas guerras e para executar criminosos perigosos). Paulo não só legitimava o uso da força bruta (combate físico), mas também o uso de armas letais (matar os malfeitores). 

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro era a favor da lei e da ordem, assim, como o apóstolo Paulo, pois até ele reconhecia que era necessário que os agentes do Estado (ministros de Deus) usassem a força bruta (castigos físicos) para castigar os criminosos. Além de Paulo, Pedro também defendia o uso da força (combate bélico) por parte do Estado para se fazer justiça. Os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para o bem-estar da sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

O grande e poderoso profeta, João Batista, quando batizou alguns soldados, ele não lhes condenou por serem combatentes, pelo contrário, esse grande e extraordinário profeta lhes aconselhou a serem militares, portanto, que exercessem a sua função (o seu trabalho) com honestidade e integridade. João Batista foi o maior de todos os profetas e o homem mais justo que existiu sobre a Terra (além de Jesus, obviamente).

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais comum). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado para poder pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (arma usada para matar mesmo). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens que não têm palavra (pessoas mentirosas), e que precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que eles estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramentos. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge.

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a matar quando realmente há necessidade. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

POLÍCIA (UMA INSTITUIÇÃO NECESSÁRIA):

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Há muita polêmica entre os evangélicos sobre a obrigação do Estado, pois muitos cristãos demonizam as autoridades constituídas. O apóstolo Paulo foi bem claro quando afirmou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, ou seja, os políticos, os magistrados, os militares, e os policiais, são agentes da justiça divina para castigar os que praticam o mal. Os políticos (do Legislativo) criam leis; os magistrados julgam; e os militares e policiais prendem ou matam quando realmente é necessário. A função do Estado é punir os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. Neste texto, pretendo principalmente defender a polícia, porque não somente os evangélicos, mas também inúmeros incrédulos questionam a necessidade de sua existência. Quero mostrar alguns argumentos que provam que a polícia é realmente necessária, pois a polícia sendo boa ou ruim, ela precisa existir.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Ele foi o homem mais justo que já existiu sobre a Terra. João Batista quando batizou alguns soldados, ele não recriminou os combatentes, pelo contrário, esse grande profeta lhes incentivou a continuarem sendo soldados, portanto, que eles exercessem a sua função com honestidade. João Batista ensinou como os militares e policiais devem agir. Os policiais (principalmente os que são cristãos) devem seguir os conselhos de João Batista para serem bons policiais.

Se a polícia não existisse, frequentar espaços públicos, como, por exemplo, praças e praias seria mais perigoso. O convívio social seria muito limitado. Quando houve greves policiais na Bahia, o movimento nos bares caiu muito. Até as cidades seriam menores e cercadas, como já foram no passado.

A insegurança faria surgir mercenários e milícias. Em 1997, a paralisação da polícia em Pernambuco, levou a criação de milícias de vigilantes ilegais. Dificilmente esses vigilantes ilegais respeitariam as leis e a regulamentação dos serviços de segurança.

A segurança ficaria nas mãos de empresas de segurança que competiriam entre si na disputa pelo poder. As maiores usariam agentes equipados com armas potentes e modernas. Essas empresas estariam entre as forças mais influentes da sociedade.

Na falta de equipes de perícia, não haveria nenhum banco de dados unificado. Assim, certamente a justiça seria mais lenta. Detetives particulares poderiam cumprir em parte esse papel, mas não seriam tão eficazes quanto os policiais peritos da área.

Sem a existência da polícia, os bandidos dominariam mais do que já dominam. O caos e a desordem tomariam conta da sociedade. Quase todos criticam a polícia, mas todos quando precisam a chamam. As pessoas falam muito mal da polícia, mas mesmo assim os policiais arriscam as suas vidas por uma mixaria de salário para poder protegê-las.

A GUERRA SANTA ENTRE O BEM E O MAL (A GUERRA FÍSICA E A GUERRA ESPIRITUAL):

"O sentimento de luta não deve ser medido pela probabilidade de vitória, mas, sim, pelos valores em defesa dos quais a luta foi feita".

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). Os ministros da Igreja devem se dedicar a Batalha Espiritual e os agentes do Estado devem se dedicar a Batalha Física. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, tanto como guerreiro espiritual quanto como soldado, magistrado ou policial. Todos nós, cristãos, somos soldados, com armas nas mãos ou não. A Bíblia, a Palavra de Deus, convoca todos os cristãos a serem heróis, seja como um guerreiro bélico ou como um guerreiro de oração. Cada um tem a sua batalha para travar, seja a física ou a espiritual.

A GUERRA DO CRISTÃO (A TEOLOGIA E A ORAÇÃO - INTERCESSÃO):

"Eu não acredito que haja qualquer coisa que o Diabo odeie mais do que homens e mulheres de oração". (Leonard Ravenhill)
A oração e o estudo bíblico (Teologia) são as coisas mais importantes para o cristão. A oração é o seu relacionamento com Deus, e a sua maior arma de guerra, ou melhor, dizendo, a oração é a sua própria guerra. Orar e interceder pelas pessoas. Lutar em prol dos outros. Buscar ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus. Essa é a importância da oração. O estudo das Escrituras é importantíssimo para o cristão, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, é a Espada que o cristão empunha e maneja para poder combater as forças satânicas deste mundo. O Diabo teme e se sente ameaçado com aquele crente que ora e estuda a Bíblia. Portanto, o cristão, o crente em Jesus, deve se dedicar a oração e ao estudo da Palavra.

"A única preocupação do Diabo é impedir os cristãos de alcançarem o território da oração. Satanás não teme estudos bíblicos separados da oração, labor cristão sem oração e vida religiosa distante da oração. Ele até ri da nossa labuta, zomba da nossa sabedoria, mas treme quando oramos." (Leonard Ravenhill)

A ESPADA DO ESPÍRITO:

"Os guerreiros também são feridos e chegam até ser derrotados, mas jamais largam a espada".
(Sid Aguiar)

“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.


O INIMIGO DAS NOSSAS ALMAS (O COMBATE CRISTÃO):

"A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo". (Leonard Ravenhill)

A nossa luta é principalmente contra os antigos espíritos do mal, mas isso não significa que temos que nos omitir diante da maldade. Tanto os demônios quanto os malfeitores são os nossos inimigos. Tanto os espíritos malignos quanto os bandidos devem ser combatidos. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7). Portanto, as autoridades são estabelecidas por Deus para castigar os malfeitores (os soldados e policiais são ministros de Deus). Guerra Espiritual não é sinônimo de Pacifismo, pelo contrário, é a Guerra Santa entre o bem e o mal. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. Paulo não era esquizofrênico e nem bipolar, portanto, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém, não encontra. Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim, também acontecerá a esta geração perversa”. (Mateus 12:43-45)

Os demônios (espíritos malignos) gostam de lugares áridos, sombrios, mórbidos, que fedem a podridão, fungos e decadência; com um histórico de dor, de sofrimento e de morte. Satanás joga sujo e não sente pena de ninguém. Ele não conhece o remorso e nem a piedade. Lúcifer é extremamente cruel e vil. Ele é sádico e impiedoso. O seu coração é cheio de vilania e maldade. Ele é pérfido e extremamente astuto. Portanto, não podemos vacilar, o Diabo não perdoa.

A TENTATIVA DE EXTERMÍNIO DAS GERAÇÕES FUTURAS (A ESTRATÉGIA DE SATANÁS):

"Que o seu nome seja conhecido no Céu e temido no Inferno". (Leonard Ravenhill)

Uma tática suja muito usada por ditadores, conquistadores e genocidas é matar as crianças e os jovens, para que não haja resistência no futuro. Assim, eliminando as gerações futuras, não haverá resistência. É exatamente isso o que Satanás, o Diabo (Mestre dos Pesadelos) faz. O maior alvo de Satanás são as crianças e os jovens, pois assim, ele impedirá que existam os Guerreiros dos Sonhos, os Guerreiros do Futuro. O Diabo (Guilty) costuma desviar a atenção, o foco das pessoas (todos os bandidos e terroristas espertos fazem isso) para que as pessoas não foquem no que realmente importa. Satanás, o Diabo, quer destruir as vidas dos jovens, os usando em seus planos maléficos, para depois descartá-los. A Igreja precisa de homens de verdade (só tem frouxo na Igreja), de Guerreiros dos Sonhos, Cavaleiros da Esperança, para fazerem a diferença, porque alguém tem que lutar por esses jovens. Alguém tem que proteger as crianças. Alguém tem que salvá-los e livrá-los das garras de Satanás. Alguém tem que ter a coragem e a ousadia de libertá-los das correntes infernais do Diabo.

O SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (SERVIR E PROTEGER):

"Uma pessoa se torna muito forte quando seu objetivo é proteger algo ou alguém."

O guerreiro que não respeita a sua espada não é digno de sua espada. O policial que não respeita o seu distintivo não é digno de seu distintivo. O oficial que não respeita a sua patente não é digno de sua patente. O marido que não respeita a sua esposa não é digno de sua esposa. Os pais que não respeitam os seus filhos não são dignos de seus filhos. O governante que não respeita o seu povo não é digno de seu povo. O pastor que não respeita as suas ovelhas não é digno de suas ovelhas. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger.

SEJA UM HOMEM DE VERDADE (SEJA ÍNTEGRO):

"Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que têm a coragem de não serem atuais".
— G. K. Chesterton.

Quem é forte se defende sozinho, mas o mais forte defende os outros. A obrigação do forte é proteger o fraco. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. Se quiser testar o caráter de alguém, dê a ele poder. Diante das provações o nosso caráter é forjado e revelado. Como uma manada de animais selvagens, o dever dos adultos (dos mais velhos e mais fortes) é sempre proteger os mais novos e mais fracos. O dever do líder é servir. O dever do governante é servir o seu povo. O verdadeiro sentido bíblico de liderança é servir. O dever do pastor é servir e proteger as suas ovelhas. O dever do marido é honrar e proteger a sua esposa. O dever dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos. O dever de um soldado é salvar vidas. O dever de um cavaleiro é proteger os fracos. O dever de um guerreiro é defender os indefesos. As mulheres são tesouros que nós, homens, devemos honrar e proteger, mesmo que isso comprometa a nossa integridade física ou corramos risco de vida. Isso é ser homem de verdade. Satanás, o Diabo, tenta desfigurar a imagem do homem nas famílias, pois com uma péssima referência masculina (paterna), as pessoas crescem traumatizadas e, muitas vezes, revoltadas com o próprio Deus. O Reino de Deus precisa de homens de verdade (homens corajosos e ousados) que tenham peito e coragem para proteger os fracos, combater o mal e fazer a diferença na sociedade.

SERVIÇO MILITAR VERSUS PACIFISMO:

"A coragem é contagiosa. Quando um homem valente permanece firme, os outros também endurecem.” (Billy Graham)

Eu sou contra o serviço militar obrigatório, porque só deve se alistar nas Forças Armadas quem tem vocação, desejo e interesse de ser militar (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Mas, com certeza, sou mais contra ainda o Pacifismo "obrigatório", porque se você não gosta de armas, não quer se defender e nem proteger os outros, o problema é seu. O legalista sempre quer impor o seu legalismo para os outros, uma falsa "santidade" que, muitas vezes, nem os próprios legalistas conseguem viver, mas adoram cobrar dos outros.

A JUSTIÇA E A VINGANÇA:

Há séculos, um samurai foi incumbido de vingar a morte de seu mestre, pelejou contra o assassino e o derrotou. Quando o samurai estava prestes a executá-lo, o assassino ficou desesperado e cuspiu em seu rosto. O Guerreiro Sagrado guardou a sua espada (Katana) e foi embora, pois era desonroso para um samurai matar por motivos pessoais. Há diferença entre vingança e justiça e muitos leigos acabam confundindo uma com a outra. A própria Bíblia é a favor da justiça, mas não da vingança. A justiça é necessária para a punição e castigo dos malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A vingança é apenas uma resposta emocional baseada no ódio e no rancor, mas a justiça é baseada na coragem e na honra.
DIFERENÇA ENTRE PACIFICAÇÃO (PACIFICADOR) E PACIFISMO (PACIFISTA):

Há diferença entre Pacificação e Pacifismo. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre ser "paz e amor" e ter compaixão. Há diferença entre amor e omissão. Se omitir diante do mal é ser covarde e conivente com a maldade mesmo, e não ser "paz e amor". Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17) deixam bem claro isso na BÍBLIA (A PALAVRA DE DEUS). João Batista, o precursor do MESSIAS em (Lucas 3:14) deixa bem claro a opinião dele sobre o serviço militar também. Se você quer ser covarde e omisso, ou seja, pacifista, o problema é seu, mas, por favor, não invente coisas na Bíblia que a Bíblia nunca ensinou, e nem coloque palavras na boca de Deus, que Deus nunca disse.


A “CARICATURA” DIABÓLICA DE JESUS:

Essa "caricatura" diabólica de Jesus construída há mais de dois mil anos. Essa "visão" distorcida que as pessoas têm de Jesus que não é o Jesus da Bíblia. Cristo nunca foi "Hippie" (paz e amor); nem um "grande pacifista" (apático e omisso) e nem o “Bob Marley” (o que importa é ser feliz e não o que a Bíblia ensina). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, ofendia e insultava os fariseus e os saduceus (religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia andava com os pecadores com a intenção de salvá-los, porque Ele era o “AMIGO DOS PECADORES”. O Jesus da Bíblia respeitava e valorizava as mulheres de seu tempo, por isso, Ele era conhecido como o “AMIGO DAS PROSTITUTAS”. O Jesus da Bíblia era incisivo, agressivo e justo. O Jesus da Bíblia desceu a chicotada nos cambistas lá do Templo de Jerusalém e saiu chutando as mesas. O Jesus da Bíblia reconheceu que o poder que Pôncio Pilatos tinha foi concedido por Deus, porque as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (Romanos 13:1-7). O Jesus da Bíblia admirou a fé e a integridade de um centurião, mas desprezou a religiosidade e o falso moralismo dos fariseus. O homem que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. O AMIGO DOS PUBLICANOS E DAS PROSTITUTAS. Esse é o Jesus da Bíblia.

OS PUNHOS E AS ARMAS EM PROL DA JUSTIÇA (LUTAR EM PROL DOS OUTROS):

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco". (Bruce Lee)

Os punhos e as armas do cristão só devem ser usados em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. Devemos lutar com o coração em paz, para poder combater o mal em nome da justiça. Proteja os fracos! Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Os meus punhos são para serem usados para me proteger e defender os outros. Isso é ser um verdadeiro guerreiro. É isso o que um herói faz. Lute em prol da justiça. Lute em prol dos outros.

A “VISÃO” DISTORCIDA QUE AS PESSOAS TÊM DE JESUS:

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O NOSSO PROPÓSITO (A NOSSA MISSÃO):

Os heróis lutam em prol dos outros. Os guerreiros honrados e íntegros usam os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça. Há diferença entre vingança e justiça. Nós queremos justiça, não, vingança. Criminosos são como ervas daninhas; quando se arranca uma, cresce, logo, outra no lugar. Seja íntegro. Lute em nome da honra. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Proteja os inocentes e os indefesos. Os verdadeiros heróis fazem o bem sem esperar nada em troca. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Fale por eles. Lute por aqueles que não podem lutar. Lute as batalhas deles. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Ajude-os. Se importe com aqueles que ninguém se importa. Tenha compaixão pelos fracos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja a esperança dos perdidos. Liberte os oprimidos da opressão. Faça a diferença. Seja um herói.

AS FILHAS DA ESPERANÇA (A INDIGNAÇÃO E A CORAGEM):

Segundo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), a esperança tem duas filhas, a indignação e a coragem. A esperança é esperar aquilo que não podemos ver, mas que acreditamos que está lá. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, e a coragem nos dá força e ousadia para mudá-las. Nunca se cale diante da injustiça! Jamais se omita diante da opressão. Sempre defenda a causa dos oprimidos. Não fique do lado do opressor. Faça a diferença! Proteja os fracos! Faça o bem sem esperar alguma recompensa em troca. Faça o certo, porque é o certo a se fazer. Faça a coisa certa. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Seja a esperança dos perdidos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja a mudança que deseja ver no mundo. Não se conforme com o que está errado. Concerte as coisas que estão erradas. Mude tudo aquilo que precisa ser mudado. Se não tem quem faça, faça você mesmo. Se todos são covardes, seja valente! Se todos se omitem, não se omita! Se todos são corruptos, seja honesto! Se todos são maus, seja bom! Se todos temem a morte, encare a morte! Se todos tem medo do Diabo, enfrente o Diabo! Faça o que ninguém mais quer fazer! Se ninguém quiser fazer o "trabalho sujo" faça você mesmo. Se omitir é a pior coisa que podemos fazer. Seja corajoso e indignado com as coisas erradas. Seja diferente, faça a diferença.

CONCLUSÃO:

“Com armas os homens conquistam terras. Nas terras conquistadas nasce a lei. A lei se defende com armas. Só existe paz em terras onde há lei. Onde houver terra, haverá homens e onde houver homens, se imporá leis e, para impor a lei, haverá armas. Portanto, nunca vá desarmado para uma terra onde não há lei”.
Deus sempre foi a favor da lei e da ordem. O próprio Deus estabeleceu as autoridades governamentais para serem seus instrumentos para fazer justiça aos mais fracos e desamparados. O Pacifismo não é bíblico, pois essa heresia diabólica e satânica nunca esteve na Bíblia. O Altíssimo condena e reprova a omissão diante do mal em nome “da paz e do amor”. O Jesus da Bíblia nunca foi omisso, apático e pacifista. Essa imagem distorcida de Jesus é uma construção ideológica satânica, diabólica e demoníaca, que não tem nada a ver com o Cristo revelado nas Escrituras. A vontade de Deus é que o governo civil, o Estado, sirva ao seu povo (servir e proteger) e proteja os cidadãos de bem dos bandidos, terroristas e malfeitores. Deus não é só “paz e amor”, mas também é IRA, SANTIDADE E JUSTIÇA.


AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.