quarta-feira, 22 de abril de 2015

CALABOUÇOS E DRAGÕES


Num mundo de fantasia
Onde há fadas e dragões
Duendes e cavaleiros
Um lugar você pode ser o que quiser
Guerreiro, ladrão, clérigo, mago, anão e elfo.
Lembro-me quando jogava RPG
Antes de eu me contaminar com a hipocrisia da religião
Naquela época eu era feliz
Quando era um cavaleiro que combatia o mal
Eu enfrentava monstros e dragões
No RPG eu era páreo para os bandidos e para os demônios
Na realidade não é bem assim
Os clérigos desse mundo são verdadeiros santos
Os cavaleiros são verdadeiramente justos e honrados
Ao contrário dos religiosos hipócritas e falsos moralistas que conheci durante a minha infeliz existência
Combatia bravamente
Porque nesse mundo eu era realmente forte
Tinha armadura e espada
Tinha lança e escudo
Eu tinha até um cavalo
Na realidade eu não tenho nada disso
Nesse mundo mágico eu salvava as princesas e elas me amavam
No mundo real as princesas me rejeitam e me desprezam
Quem me dera voltar a aquele mundo de fantasia novamente
Voltar para um mundo onde o bem pode vencer o mal
Um mundo onde você pode fazer as suas próprias regras e viver em paz
Um mundo onde você é importante e deve lutar para manter a ordem cósmica
Eu comandava um exército
Eu liderava outros cavaleiros
Na luta entre o bem e o mal
Na realidade eu não sou nada
Eu não sou ninguém
Que diferença eu posso fazer?
Nesse mundo decaído pelo pecado e dominado pela corrupção humana
Nesse país de merda, que é o Brasil, onde o “jeitinho brasileiro” prevalece.
No mundo real vivo preso em um calabouço
O Dragão reina no reino dos homens
Os religiosos que deveriam fazer a diferença são muito piores do que os bandidos
Os bandidos, pelo menos, reconhecem que estão errados.
Os religiosos se julgam muito bons e melhores do que os outros, portanto, dificilmente reconhecem os seus erros.
Queria voltar a ser criança
Quando não conhecia a maldade do homem e nem o poder do Diabo.

O CAVALEIRO DA MORTE


Caveiras e ossos enfeitam o cenário
Vejo cadáveres por todos os lados
O rio de sangue me cerca
Estou me afogando nele
O Cavaleiro da Morte me espera
Ele me aguarda para decretar a sentença
A sentença de morte na minha vida
Luto o máximo que posso
Mas o Cavaleiro da Morte é mais ágil, mais inteligente e mais forte do que eu.
A sua espada afiada tenta me decapitar
Me cortar em pedaços
Ele quebrou a minha espada e traspassou o meu coração
Do meu coração jorra sangue
Esguicha sangue sem parar
Estou morrendo
A dor é aguda
Como a picada de um escorpião
O veneno se alastra pelo meu corpo
Entupindo minhas veias
Fazendo desfalecer o meu coração
A Espada da Morte me contaminou com a destruição
Não só meu corpo sangra, mas minha alma também.
Eu choro e ranjo os dentes de tanta dor
A minha língua está seca
O meu sangue não para de jorrar
A minha vida está se esvaindo
A cada gota de sangue que cai vai esvaindo a minha vida
As minhas lágrimas são como o oceano
Estou no mais profundo abismo
Quem poderá me resgatar da escuridão?
Quem poderá me livrar desse Reino de Trevas?
Não tenho pelo que lutar
Não tenho ânimo para reagir
O Cavaleiro da Morte me vencerá
Assim, como ele levou pessoas que eu amava, ele também me levará.
Quem me dera se Deus tiver piedade e salvar a minha alma!
Quem me dera ser golpeado de uma forma que me matem rapidamente!
Morrer sofrendo é muito ruim
Não fui feliz na vida e gostaria de ser feliz na morte
Quero morrer honradamente
Desejo ter uma morte honrada
Morrer por uma causa justa
Morrer por um ideal nobre
Ó, Deus, molhe a ponta de seu dedo e me refresque a língua, pois estou sedento.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

LUTANDO CONTRA O SUICÍDIO


“Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do Inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza”. (Salmo 116:3)
Eu tenho um sério problema patológico, pois descobri há pouco tempo que tive ancestrais depressivos com tendência suicida. Desde os meus doze anos sofro de depressão. Na verdade, foi quando eu conheci o Evangelho que me tornei depressivo. Queria nunca ter conhecido a Verdade. Gostaria de nunca ter me convertido, porque conhecer a Verdade somente me trouxe dor e sofrimento.
“Tristezas de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram. Tristezas do Inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam”. (Salmo 18:4-5)
Uma garota que acreditei que era minha amiga de verdade me chutou da vida dela como se eu não valesse nada, como se eu fosse um lixo. Ela nunca gostou de mim de verdade, pois no primeiro conflito que tivemos, ela me excluiu de sua vida por causa do namoradinho de merda dela. Foi melhor assim. Pelo menos, agora, eu sei que ela é tão mau caráter quanto o namorado dela.
Recentemente um dos meus melhores amigos foi assassinado por bandidos do PCC (Primeiro Comando da Capital). Esse meu grande amigo se chamava Maciel. A minha falsa amiga fingiu que era minha amiga durante sete meses. Outro amigo meu, o Rogério, que era policial, que também foi morto por bandidos, foi meu amigo durante três semanas. O Maciel foi meu amigo durante quinze anos. A minha amizade com o Maciel durou metade da minha vida.
Eu falava sempre da Bíblia e das coisas de Deus para o Maciel, vulgo “Miau”. Eu lhe contava os meus dramas de cristão. Eu tentei ajudá-lo. Eu tentei salvá-lo. Não consegui. Depois que nos afastamos um do outro, devido às circunstâncias da vida, o Maciel se tornou num bandido e passou a usar drogas. Não pude impedir que ele ingressasse no crime. Na verdade, eu nem sabia que ele havia se tornado num marginal. O Maciel se envolveu com a garota errada, e um bandido do PCC o jurou de morte. Ele matou esse bandido e feriu o seu comparsa. Mais tarde, outros bandidos do Primeiro Comando da Capital o capturaram, o torturaram e o executaram. Deram fim no corpo dele, para nunca mais ninguém encontrá-lo. Sofro muito com isso. Não odeio esses assassinos, porque o Maciel era tão marginal quanto eles. Foi apenas mais um acerto de contas entre bandidos. Mas, odeio Satanás, o Diabo, porque ele foi o responsável pela morte do meu amigo. E estou profundamente magoado com Deus, por Ele ter permitido e autorizado que isso acontecesse.
“Assim, o meu coração se azedou, e sinto picadas nos meus rins”. (Salmo 73:21)
            O meu ano de 2014 foi um ano perdido, devido essa garota que me chutou de sua vida como se eu não tivesse valor. Para ela, eu sempre fui dispensável e descartável. Nunca tive valor para ela. Não queria estar vivo em 2015. No começo desse ano o Maciel foi assassinado. O meu grande amigo Oséias, que também era muito amigo do Maciel, que me contou tudo. Satanás tentou me matar no passado e Deus me livrou. Mas, Deus não livrou o Maciel. Todos os dias eu luto contra o suicídio. Espero sinceramente que Deus tenha compaixão e me leve antes que eu mesmo termine o serviço que o Diabo começou. A cada dia que passa a minha dor aumenta, e o sofrimento se alastra em meu coração. A minha alma sangra. Em cada gota de sangue vai esvaindo a minha vida. Desejo abraçar o eterno sono da morte.

sábado, 18 de abril de 2015

MUNDO DOS GAMES


Lembro-me dos jogos que marcaram a minha infância
Os videogames alegraram muito a minha vida
Sinto muita falta daquele tempo
Quando eu não conhecia a maldade do ser humano
Quando eu não sabia o que era ser rejeitado e desprezado pelas pessoas
Eu me sentia um verdadeiro herói nos jogos de aventura que eu jogava
Não sabia o que era trabalho e responsabilidade
Não sabia o que era desonestidade
Não sabia o que era maldade
Eu era puro naquela época
O mundo dos games era a minha vida
Os videogames supriam todas as necessidades do meu coração
Eu não sofria por causa das garotas
Os meus amigos não morriam
Eu me sentia amado pelos meus amigos e por minha família
Quando não conhecia a Verdade do Evangelho eu era mais feliz
A ignorância é uma benção
Como gostaria de não ter mais conhecimento do bem e do mal!
Como eu gostaria de não saber o que é certo e errado!
Nos jogos de videogame os heróis sempre vencem os vilões
O bem sempre vence o mal
Os personagens morrem de mentirinha, não de verdade.
Quando eu salvava as princesas, elas não me rejeitavam e me desprezavam.
A realidade é muito dura e muito triste
Só há dor e sofrimento
A dureza e a frieza tomam conta dos corações das pessoas
A maldade do homem prevalece
Nos videogames eu posso vencer os bandidos e os demônios
Na realidade não
A impunidade reina no mundo e no meu país
No mundo dos videogames, a justiça reina.
Queria ter morrido quando era criança
Pelo menos, naquela época eu morreria sem conhecer a crueldade do ser humano.
As garotas não me machucariam
Os meus amigos não morreriam
As pessoas não me rejeitariam e nem me desprezariam
Eu morreria feliz
A vilania e a crueldade dos seres humanos me enojam
A maldade e a dureza do coração das pessoas me assustam
Fico enojado com a insensibilidade das pessoas
As pessoas não se importam mesmo quando ferem um coração
As pessoas morrem de verdade
Quem me dera voltar a ter a inocência
Não conhecer a hipocrisia dos religiosos e nem o poder do Diabo. Voltar a ser criança.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

REINO DE CONSCIÊNCIA


Um lugar onde você é o que é por dentro e não como nasceu
O servo se torna cavaleiro
E o nobre mendiga na sarjeta
O cavaleiro prova o seu valor por meio dos seus atos
Lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos
Ser a voz daqueles que não podem falar
Defender aqueles que não têm quem os defenda
Essa é a missão do verdadeiro cavaleiro
Viver e morrer com honra
Proteger os fracos
Ser honesto e nobre
Dizer sempre a verdade
Mesmo que isso o leve a morte
Defender a honra das donzelas
Proteger os peregrinos
Na Terra Santa
Onde os sarracenos e os cristãos se enfrentam
Para conquistar Jerusalém
Nobres e servos
Lutando por um mundo melhor
Um mundo mais pacífico e justo
Os grandes guerreiros
Lutando por um nobre ideal
Por uma causa justa
O motivo deles é justo
E eles estão dispostos a morrer por isso
Clemente de Alexandria e Agostinho de Hipona
Legitimaram a guerra justa
O Concílio de Arles apoiou o serviço militar
Os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheceram que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus.
João Batista apoiava os soldados no combate
Jesus Cristo se admirou com a fé de um militar
Portanto, os cristãos têm a consciência tranqüila para guerrear.
A omissão também é pecado
Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão
Nós, cristãos, devemos pelejar para promover a justiça.
O Estado, que é instituído por Deus, tem a obrigação de castigar os culpados e de louvar os homens bons.
Os cavaleiros devem lutar por uma sociedade mais justa
Onde os fracos e desamparados tenham alguém que lute por eles
Alguém que os defenda
Os magistrados devem julgar as causas dos oprimidos para que a justiça prevaleça
Os heróis existiam, existem e sempre existirão. O bem sempre vencerá no final.

PERDI UM GRANDE AMIGO


Eu perdi um grande amigo
Um amigo mais chegado do que irmão
Eu o amava
O amava como a minha própria alma
Eu sempre desabafava com ele
Ele sempre tinha paciência para me ouvir
Vivi momentos maravilhosos com ele
Momentos inesquecíveis
O seu nome era Maciel
Eu, o Maciel, e o nosso grande amigo, Oséias, éramos amigos inseparáveis.
Quando me mudei da Vila Rubi, comecei a perder o contato com o Maciel.
Quando morava perto de sua casa
Eu sempre lhe contava os meus dramas de cristão
Sempre lhe falava da Bíblia e das coisas de Deus
Esse meu amigo também gostava de animes, videogames, artes marciais e armas.
Infelizmente, com o nosso afastamento um do outro, o Maciel se envolveu com coisas erradas. Ele trilhou um caminho de morte.
O Maciel se tornou num bandido e passou a usar drogas e a matar as pessoas.
O menino bondoso e de bom coração se tornou numa pessoa ruim
Eu acho que Deus quis me poupar disso, quando me afastou do Maciel.
Sempre quando ia para aqueles lados eu passava na rua dele para procurá-lo, mas o Maciel nunca estava em casa.
O meu grande amigo se envolveu com a garota errada e pagou um preço terrível por isso. Um bandido do Primeiro Comando da Capital o jurou de morte.
O Maciel o matou e feriu seu comparsa, mas mais tarde outros bandidos do PCC o capturaram, o torturaram e o executaram.
Infelizmente, esse foi mais um acerto de contas entre bandidos, porque o meu querido e amado amigo, Maciel, era tão bandido quanto eles.
Sabe, eu sempre sonhei em ser um herói e combater o crime, mas nunca imaginei que eu poderia amar tanto um bandido. Eu amava o Maciel. O amava de verdade.
Se eu pudesse teria morrido no lugar dele, só para salvá-lo.
Eu sofreria e morreria no lugar do Maciel
Lamento muito a sua morte, mas ele colheu o que plantou.
Apesar de eu amá-lo tanto, não posso ignorar os crimes que ele cometeu.
Como eu queria que ele continuasse sendo o menino que apenas gostava de desenhos e de jogos de videogame. Um menino de coração bom que amava as pessoas.
Como eu te amava, meu querido amigo.
Eu adorava você, meu companheiro.
Eu teria morrido em seu lugar, meu irmão.
Eu lhe preguei o Evangelho
Não sei se você se lembrou das coisas de Deus e da Bíblia que eu te falava
Não sei se você teve tempo de se converter antes de morrer, meu irmão.
Eu nunca te esquecerei, Maciel. Você sempre estará no meu coração.
Eu te amava mais do que a minha própria vida. Descanse em paz, amigo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

GUERRA CONTRA O TERROR


A Terceira Grande Guerra está prestes a acontecer. Isso pode ocorrer com a crise na Ucrânia ou com o avanço do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria). A Al-Qaeda e o Boko Haram são grandes ameaças também para a humanidade. Os verdadeiros muçulmanos sempre pregaram a paz e a honra, pois os muçulmanos moderados que respeitam a vida humana também são ameaçados pelos extremistas islâmicos. O grande rei, Saladino, durante as Cruzadas, foi um guerreiro muito honrado e digno (até mais do que muitos cristãos). Antigamente, havia mais honra nas guerras. Hoje, os guerreiros geralmente combatem apenas por ganância e maldade. Claro, que existem homens bons nas Forças Armadas, que fazem a diferença na sociedade. Neste artigo, quero deixar bem claro que não sou contra a população muçulmana, mas, sim, contra os terroristas islâmicos que distorcem os ensinamentos de Maomé. O terror precisa ser combatido; e, neste texto, quero legitimar a guerra justa contra o terror.
Será que é lícito os cristãos combaterem nas guerras atuais? Será que o próprio Deus que ordenava os hebreus matarem nas guerras do Antigo Testamento apoiaria os cristãos matarem nas guerras do Novo Testamento? Mostrarei o que a Bíblia diz sobre isso.
Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)
            Segundo o profeta Daniel, Deus estabelece os reis e remove os reis, ou seja, o Todo-Poderoso estabelece os governantes da Terra, e conseqüentemente os seus soldados também. Para Daniel, Deus coloca os reis no poder e os remove quando quer.
 “Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)
Daniel afirmou que Deus, o Altíssimo, domina os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer, isto é, Deus estabelece os reis e os reinos da Terra. O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou isso.
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
            O apóstolo Paulo foi o maior teólogo que já existiu. Ele era conhecido como o “Apóstolo dos Gentios”, porque, ao contrário, dos outros apóstolos, ele se preocupava com a Salvação das pessoas que não pertenciam ao povo judeu, ou seja, Paulo acreditava que todos os homens de todas as etnias e nacionalidades podem ser salvos, se aceitarem Jesus Cristo em seus corações como o seu único e suficiente Salvador. Paulo destacou muito em suas Cartas a submissão às autoridades, e, assim, como Jesus, ele também ensinou que os cristãos devem pagar todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Esse apóstolo afirmou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, militares, policiais, e políticos) são ministros de Deus e os seus vingadores para castigarem os malfeitores. Além disso, Paulo, afirmou com convicção, que as autoridades não são apenas permitidas por Deus, mas, sim, estabelecidas por Ele. Portanto, não há nada de Demônio nas autoridades constituídas, porque Deus as instituiu para o bem-estar da população; e para manter a lei e a ordem na sociedade. Para Paulo, o governo é necessário para punir os criminosos (usando a violência mesmo) e exaltar os cidadãos de bem.
Paulo evangelizou até a Guarda Pretoriana que o vigiava em uma ocasião. O apóstolo aproveitou que os guardas pretorianos o vigiavam para lhes falar da Salvação de Cristo. Em sua Carta aos Filipenses, Paulo até menciona sobre os santos do palácio de César, que provavelmente eram esses guardas e outros funcionários do governo que se converteram através dele.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
Segundo o apóstolo Pedro, os cristãos também têm o dever moral e cívico de se sujeitarem às autoridades governamentais, e também reconheceu que a função dos agentes do Estado é punir os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Para Pedro, os enviados do rei (magistrados e soldados) têm a obrigação e o dever (autorizados por Deus) de castigar os bandidos usando a força se for necessário. Portanto, tanto Paulo quanto Pedro legitimavam a repressão contra o crime.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
João Batista, o precursor do Messias, e também o maior de todos os profetas, também legitimava e apoiava a profissão do militar, pois ele mesmo batizou alguns soldados, e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos hipócritas da época).
“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)
O centurião Cornélio era muito admirado e respeitado pelos judeus, pois ele era um homem justo e temente a Deus. Esse militar era honesto e piedoso. A Bíblia relata que Cornélio era um bom exemplo de ser humano e de cidadão romano. Esse guerreiro não deixou de ser bom e piedoso porque combatia, mas, sim, ele alcançou até elogios do próprio Deus e dos judeus. Em nenhum momento, Pedro o recriminou por ser militar, pelo contrário, o apóstolo o evangelizou, e ainda ordenou que Cornélio fosse batizado, ainda sendo um oficial romano. Tudo indica que Cornélio permaneceu em sua centúria, mesmo após a sua conversão.
“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
            O centurião de Cafarnaum era amigo do povo judeu, o povo de Deus; pois ele até edificou uma sinagoga para eles. Esse militar tinha tanta fé, mas tanta fé, que Jesus se admirou, porque nem os judeus tinham uma fé como aquela. A Palavra de Deus relata que o centurião de Cafarnaum era honesto e íntegro, pois ele era admirado por todos, e tinha muitos amigos que o amavam e o ajudavam. Tanto o centurião Cornélio como o centurião de Cafarnaum são relatados na Bíblia como exemplos de homens de bom caráter, portanto, eles são bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Tanto Jesus quanto Pedro não recriminaram esses centuriões pelo fato de eles serem militares.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
            Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.
            “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
Paulo também ensinou que os cristãos têm o dever e a obrigação de intercederem em favor das autoridades governamentais, porque também é da vontade de Deus que os governantes conheçam a Cristo. Com esses relatos bíblicos que usei, espero ter sido claro e objetivo. Quem não aceita a legitimidade do governo legalmente constituído é no mínimo muito ingênuo ou moralmente delinqüente mesmo.
Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)           
Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o pacifismo.
“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)
Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)
Os fariseus deturpavam as leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo à represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se as suas mãos e pés e os seus olhos te fizerem pecar, se deve amputar as mãos e os pés e arrancar os olhos fora, mas tudo isso é simbólico e não se deve fazer no sentido literal.
“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)
Cristo não fez apologia ao pacifismo, mas simplesmente falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse.
“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)
Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.
Quase todos os cristãos nunca compreenderam o sexto mandamento “não matarás”. A tradução correta do sexto mandamento é “não assassinarás”. Os religiosos alienados usam e abusam da tradução errada desse mandamento para ficarem atacando pedras nos guerreiros que matam para se defenderem ou para protegerem os indefesos. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado.
Muito se tem pregado no meio evangélico sobre a omissão diante do mal, como se fosse obrigação dos cristãos se omitirem perante as coisas erradas e serem apáticos diante da maldade. Neste texto, eu mostrarei o que a Bíblia ensina que nós, cristãos, devemos fazer quando nos deparamos perante o mal, e qual deve ser a nossa postura diante da maldade.
“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)
A Bíblia é bem clara quando diz que a nossa obrigação é defender aqueles que não podem se defender, ou seja, o nosso dever é lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Portanto, é a nossa obrigação lutar por eles.
“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)
Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.
“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)
Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.
“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)
Quem condena o inocente e absolve o culpado é abominável para Deus, porque Deus abomina a injustiça. Deus é tão santo e tão justo que Ele se enoja de gente mesquinha e medíocre que adora defender bandidos e condenar inocentes.
Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas confissões de fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.
No Concílio de Jerusalém, em 50, os judeus cristãos decidiram que todos os seguidores de Jesus não devem comer alimentos sacrificados aos ídolos, nem praticar relações sexuais ilícitas, não comer animais que morreram estrangulados e nem beber sangue. Na 1 Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que os cristãos podem comer alimentos sacrificados aos ídolos sim, portanto, que não escandalizem os irmãos “fracos” na fé. Se os cristãos orarem para Deus abençoar os alimentos sacrificados aos ídolos, não há problema nenhum em comê-los. O sexo deve ser praticado somente dentro do casamento mesmo. No caso da proibição de comer animais que morreram estrangulados isso era um ritual religioso do Judaísmo e não significa nada para os cristãos de hoje. O sangue foi proibido de ser ingerido, porque no contexto daquela época, os pagãos bebiam sangue para adorar os seus deuses. Entretanto, hoje, não há problema algum em comer frango ao molho pardo, chouriço ou até mesmo beber sangue de galinha para sobreviver na selva.
Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.
Muito se tem pregado que o Cristianismo Primitivo era contra o serviço militar, mas será que isso é verdade? Será mesmo que os cristãos primitivos condenavam o trabalho dos soldados? Pais da Igreja, como, por exemplo, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizavam o serviço militar, mas será que existiram Pais da Igreja que pensavam diferente deles? Será mesmo que os primeiros cristãos eram anarquistas e pacifistas? Já vimos que a Bíblia apóia o serviço militar. Então, existiram bispos que apoiavam?
Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é lícito pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
            Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.
            Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.
            Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a teologia da guerra justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.
            Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável à pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.
            Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.
            Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma teologia para discutir sobre esse assunto.
            Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte, além de apoiarem a legítima defesa e as revoluções contra governos opressores e injustos também. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.
            No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, e os cônsules, Mânio Acílio Glábrio e Tito Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar. Os oficiais romanos, Sebastião, Jorge, Expedito, Marino, Marcelo e Maurício foram bons exemplos de militares cristãos que combateram na época da Igreja Primitiva.
            Essa desculpa de que se o cristão matar os bandidos e os terroristas irá impedi-los de se converter não têm embasamento bíblico, pois tanto no Arminianismo Clássico quanto no Calvinismo, Deus já predestinou os salvos antes da fundação do mundo. 
Durante a História, existiram incontáveis guerreiros honrados que lutavam em prol da justiça, e que não deixaram de ser bons por causa disso. Incrédulos e cristãos que combatiam baseados em princípios e valores que fizeram a diferença no mundo. Os samurais (apesar da prática do ritual suicida quando eles eram derrotados) e os cavaleiros medievais eram guerreiros que tinham princípios morais e bons valores. Como eu gostaria de ter vivido nas épocas em que os samurais e os cavaleiros existiam. A Bíblia não condena os homens lutarem, portanto, que eles lutem por causas nobres e justas. Mesmo, que tenham cristãos no exército inimigo, se esses “cristãos” estiverem combatendo do lado errado, eles devem ser combatidos também. Na Segunda Guerra Mundial, tiveram muitos cristãos que apoiaram Adolf Hitler, isto é, que eram nazistas mesmo, e eles pediram para morrer, porque escolheram o lado errado da guerra. Na Guerra Civil Americana, muitos cristãos eram assassinos cruéis e apoiavam a escravidão, e esses mereceram morrer também. Em guerras justas, os cristãos devem optar pelo lado justo do conflito, e não pelo lado do opressor. Portanto, os cristãos que se alistam em exércitos mal-intencionados, estão arcando com as conseqüências desse ato, e vão colher exatamente o que plantarem. Quando os cristãos se omitem em situações de injustiça, eles escolhem o lado do opressor. Espero ter sido claro e objetivo neste meu artigo.