sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O PROFETA


Fui consagrado a Deus quando nasci
A minha mãe me consagrou ao Altíssimo logo que vim a esse mundo
Um pastor muito querido também me consagrou
Há uma profecia a meu respeito
De que eu serei um grande homem de Deus
De que terei um ministério
E de que serei usado grandemente por Deus
Sempre me identifiquei com os profetas da Bíblia
Creio que serei profeta
Não no sentido ridículo pentecostal de dar falsas profetadas
Mas um profeta de verdade
Um mensageiro de Deus
Que se baseie apenas na Palavra
Para pregar o Evangelho as nações
Para os reis e poderosos
Para os simples e humildes
Serei um profeta para exortar o povo de Deus
Para alertar a Igreja de Cristo
Tentaram me matar quando eu era criança
Muitas vezes, durante a minha existência, atentaram contra a minha vida.
Até hoje, através da angústia e da depressão, tentam me eliminar.
Eu sou alvo de extermínio
A minha ligação com o Evangelho é muito forte
Trabalhei e estudei em lugares ligados ao Cristianismo
Sempre pedi para Deus me matar
Mas Deus deixou bem claro que só morrerei quando eu cumprir o meu propósito
Depois que a minha obra estiver completa
Depois que eu cumprir com o meu propósito
Quero descansar em paz
Pois estou muito cansado
Essas três décadas de existência me cansaram demais
Preciso dormir junto com os meus ancestrais
Enquanto continuo vivo
Farei de tudo para fazer a diferença
Ou melhor, dizendo, para ser a diferença.
Desejo impactar a sociedade
Quero mudar o mundo
Provavelmente, eu não fui criado para constituir uma família.
Mas, pelo menos, terei o sabor da vitória sobre o mal.
Pois acredito piamente de que terei uma morte honrada
As gerações futuras se lembrarão de mim
As minhas obras literárias são o meu legado
Serei lembrado como um homem que serviu a Deus
Sacrificando a própria vida em prol da justiça e dos amigos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A DEMONIZAÇÃO DA SEXUALIDADE


“As curvas dos seus quadris são como jóias, são trabalhos de um artista... Você é tão graciosa como uma palmeira; os seus seios são como cedros e tâmaras. Vou subir na palmeira e colher os seus frutos. Os seus seios são para mim cachos de uvas. A sua boca têm o perfume das maçãs, e os seus beijos são como vinho delicioso”. (Cantares 7:1-9)
O maior tabu de toda a História do Cristianismo que assola a Igreja de Cristo é a sexualidade, ou seja, o sexo. Quero já avisar que serei extremamente sincero e claro no que eu irei escrever. Se você é um daqueles religiosos tapados que adoram ver o Diabo em todo o lugar, nem se dê ao trabalho de ler este artigo. Tentarei ser justo e correto nos meus argumentos. Também tentarei não me expor demais neste texto, mas eu realmente preciso contar a minha experiência pessoal, porque, talvez, assim, eu possa ajudar a confortar alguém.
            Em artigos anteriores, eu cometi o mesmo erro que muita gente comete, ou seja, joguei toda a culpa na Igreja Católica. Realmente, o Catolicismo da Idade Média reprimiu demais a sexualidade dos cristãos, mas na verdade, esse erro herético, isto é, essa distorção das Escrituras, começou na época da Igreja Primitiva.
            Por causa da influência das filosofias gregas, como, por exemplo, o Estoicismo e o Platonismo, muitos Pais da Igreja (que eram filósofos) passaram a demonizar a sexualidade, pregando que o sexo deve ser praticado apenas para a procriação. Serei justo nos meus argumentos. O lado positivo da filosofia grega ter sido introduzida no Cristianismo Primitivo é que os primeiros cristãos passaram a enxergar o Estado (que é instituído por Deus) e a prática do esporte com bons olhos. Devido a uma má interpretação das Escrituras, os cristãos primitivos começaram a endiabrar o serviço militar, a política e a prática de esportes (coisas que a Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou, pelo contrário, o apóstolo Paulo sempre se referiu ao serviço militar e aos esportes como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos na sua vida cristã).
            Clemente de Alexandria é um dos Pais da Igreja que eu mais admiro, pois concordo com quase tudo o que ele ensinava. Tito Flávio Clemente foi um grande filósofo e também um grande teólogo do século II. Clemente de Alexandria defendia a prática de esportes entre os cristãos, pois ele considerava os esportes muito úteis para cuidar da saúde física, mental e espiritual dos cristãos. Clemente também era totalmente a favor do serviço militar e ensinava que todos os cristãos tinham o dever cívico de pagarem os seus tributos e impostos. Porém, ele demonizava a sexualidade devido à influência negativa da filosofia grega.
            Outros Pais da Igreja, como Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão, Jerônimo de Strídon e outros Doutores, também tinham uma imagem negativa da sexualidade devido à má influência da filosofia grega. Agostinho levava uma vida devassa e promiscua antes de se converter, e isso também explica a sua repulsa pela sexualidade. Ele abominava tudo o que lembrasse o seu passado pecaminoso e depravado. Os Doutores da Igreja além de teólogos costumavam também a estudar a filosofia. Veja bem, eu não estou dizendo que a filosofia grega não presta, não é isso. Mas, apenas me refiro ao lado negativo da filosofia que influenciou o Cristianismo em relação à sexualidade dos cristãos. Como já falei, a filosofia além de abrir os olhos dos cristãos sobre o Estado e o esporte, também ajudou nas apologias.
A Igreja Católica sempre demonizou o sexo, dizendo que sentir prazer sexual é coisa do Demônio. A repressão sexual é algo realmente extremamente diabólico, porque se existem padres pedófilos e pastores adúlteros, é porque há muita repressão na sexualidade dos cristãos. A Igreja Católica sempre pregou que o sexo é somente para a procriação, e que é um pecado hediondo sentir prazer no ato sexual. Muitas igrejas evangélicas pregam esse mesmo absurdo. Os cristãos precisam entender que o sexo é uma coisa de Deus, e não do Diabo. Realmente, a vontade de Deus é que os seus servos transem apenas depois do casamento, mas se por acaso os cristãos caírem em tentação, eles não perderão a Salvação, e nem serão desprezados por Deus por causa disso. Os cristãos precisam aprender a não confundir conversão com o medo de irem para o Inferno. Os evangélicos precisam entender de uma vez por todas que a Salvação é pela Graça, e não pelas obras. Com certeza, há as conseqüências do pecado, mas isso não significa que se o cristão cair em pecado ele será excluído da Graça de Deus. A propósito, a Bíblia fala bem do beijo, portanto, beijar não é pecado.
A Igreja Católica também demoniza a camisinha e as pílulas anticoncepcionais, afirmando também que o sexo é somente para a reprodução. Não há pecado algum os casais (pessoas realmente casadas) usarem camisinhas ou pílulas anticoncepcionais, porque o sexo pode ser apenas para o prazer. Os cristãos não são obrigados a terem filhos, porque os casais têm a benção de Deus para se satisfazerem somente sexualmente se quiserem.
Outro tabu é a masturbação, porque muitos cristãos usam versículos bíblicos fora de contexto para demonizarem a atração e o desejo sexual. Na minha humilde opinião, para mim a masturbação é apenas uma válvula de escape para evitar coisa pior. Não enxergo mais a masturbação como algo do Demônio, mas isso é apenas algo normal entre os jovens. O casal de noivos do Livro de Cantares tinham fantasias sexuais um com o outro (detalhe, antes, mesmo, de eles se casarem).
Inúmeros cristãos demonizam o sexo oral e o sexo anal inventando coisas que não têm na Bíblia. Eu desafio os cristãos que demonizam esses atos sexuais a me mostrarem na Palavra de Deus onde esses atos sexuais são coisas do Diabo. O que a Bíblia ensina é que o sexo deve ser feito depois do casamento entre um homem e uma mulher, mas a Palavra de Deus em nenhum lugar especifica como isso deve ser feito. Na Bíblia não existe um manual do que os homens e as mulheres podem fazer ou não depois do casamento. Acho muito feio os cristãos colocarem palavras na boca de Deus, coisas que Deus nunca disse. Eu, particularmente, não tenho interesse no sexo oral e no sexo anal, mas se eu estiver casado e a minha esposa desejar praticar esses atos sexuais, eu a satisfarei com o maior prazer. Só para esclarecer uma coisa aos fariseus legalistas, Sodomia é sexo anal entre dois homens, e não entre um homem e uma mulher. A Bíblia também em nem um versículo sequer proíbe o sexo oral.
“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no Inferno. E se a tua mão direita te faz tropeçar; corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros e não vá todo o teu corpo para o Inferno”. (Mateus 5:27-30)
            Em relação à mentira diabólica e satânica de que sentir tesão e atração física é pecado, não é sobre isso o que Jesus disse. Cristo não se referiu a sentir atração física e nem tesão. Sentir atração física e tesão é bem diferente de olhar impuramente.
Sobre cortar a mão direita e arrancar o olho direito, é exatamente como “se te baterem na face direita ter que oferecer a outra” é puro simbolismo. Cristo não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros.
“As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo Salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas a seus maridos. Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja, porque somos membros do seu corpo”. (Efésios 5:22-30)
            A Bíblia sempre mostra os dois lados da história, isto é, a Palavra de Deus mostra as obrigações dos filhos e das esposas, mas também mostra as obrigações dos pais e dos maridos. (É incrível como os cristãos machistas e opressores não enxergam isso na Bíblia)!
A Palavra de Deus ensina que o marido deve respeitar e honrar a sua esposa (e não descer o cassete nela), portanto, o marido não deve dar porrada na sua mulher, mas, sim, tratá-la com bastante amor e carinho. O marido deve ser fiel e amoroso com sua esposa, porque essa é a vontade de Deus. A esposa não é escrava do marido (nem escrava sexual e nem empregada), menos ainda, saco de pancada. A obrigação do homem é cuidar da sua mulher e protegê-la, porque ela precisa de seu respeito e de seu amor. A mulher precisa de carinho e de proteção.
“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a Terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. (Efésios 6:1-4)
A Bíblia também ensina que os pais devem cuidar dos seus filhos e protegê-los (não estuprá-los e espancá-los). Não é porque os filhos devem honrar pai e mãe, que os pais têm o direito de abusar sexualmente de seus filhos e de espancá-los. Como falei anteriormente, a Palavra de Deus sempre mostra os dois lados da história.
Na época da Reforma, com o Puritanismo, os protestantes continuaram com a tradição de demonizar a sexualidade, pois os puritanos cometeram o mesmo erro que os cristãos primitivos e cristãos medievais, demonizar algo que é de Deus.
Quero agora contar algo íntimo meu, mas não contarei nos mínimos detalhes, até porque eu não quero me expor demais, mas, talvez, eu possa ajudar alguém. Eu sou obcecado por mordidas, isto é, eu adoro morder, e, principalmente, eu adoro ser mordido pelas mulheres. Eu descobri que isso faz parte da minha sexualidade, e eu não preciso me reprimir, porque isso é normal. É obvio que eu não irei sair beijando, mordendo e transando com todo mundo. Em relação ao ato sexual mesmo, me esforçarei para me guardar até o casamento. Não devo satisfação nenhuma para os evangélicos, mas devo satisfação somente para Deus. Decidi escrever este artigo para mostrar que o sexo é uma benção, quando ele é feito dentro da vontade de Deus. O sexo é uma dádiva, não uma maldição. Sentir prazer não é pecado. O sexo é de Deus.

domingo, 2 de agosto de 2015

ROMANOS 13:1-7


“Obedeçam às autoridades governamentais, porque Deus foi quem estabeleceu todas elas. Não há governo, em parte alguma, que Deus não tenha colocado no poder. Portanto, aqueles que se recusam a obedecer às autoridades estão se recusando a obedecer a Deus, e o castigo virá sobre eles. Pois os governantes devem ser temidos apenas por aqueles que praticam o mal. Assim, se você não quiser ter medo da autoridade, guarde as leis e pratique o bem e tudo irá bem. Pois a autoridade é enviada por Deus para o seu bem. Mas, se você estiver fazendo algo errado, é natural que deve ter medo, pois ela terá de castigá-lo. Ela é serva de Deus, agente da justiça para castigar quem pratica o mal. Assim, vocês precisam obedecer às autoridades por duas razões: para evitar o castigo e por uma questão de consciência. Paguem também seus impostos, por essas mesmas razões. Porque as autoridades do governo estão a serviço de Deus, dedicadas a continuar a fazer essa obra. Dêem a cada um o que lhe é devido; paguem seus impostos e tributos, obedeçam aos seus superiores, e honrem e respeitem a todos aqueles a quem isso for devido”. (Romanos 13:1-7)

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)


1 PEDRO 2:13-17


“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
“Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei. (1 Pedro 2:13-17)
“Pelo amor que vocês têm ao Senhor, obedeçam a todas as leis do governo; sejam as do rei, como a autoridade maior, sejam as que são dos oficiais do rei, pois ele os enviou para castigar todos os que fazem o mal e honrar aqueles que fazem o bem. É da vontade de Deus que a vida correta de vocês faça com que se calem aqueles que insensatamente condenam o Evangelho sem saberem o que ele pode fazer por eles, pois nunca experimentaram o seu poder. Vocês estão livres da lei, porém, isso não quer dizer que estão livres para fazer o mal. Vivam como aqueles que são livres para fazer somente a vontade de Deus em todas as ocasiões. Mostrem respeito para com todos. Amem os irmãos em toda parte. Temam a Deus e respeitem o governo”. (1 Pedro 2:13-17)


terça-feira, 26 de maio de 2015

DEUS APÓIA AS GUERRAS ATUAIS?


O tema guerra sempre foi muito polêmico no Cristianismo, pois desde a Igreja Primitiva esse tema é discutido. Alguns Pais da Igreja demonizaram o serviço militar, mas outros Pais da Igreja defenderam a guerra justa abertamente. Devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses, a maior parte dos cristãos se recusaram a se alistar no Exército. Os cristãos primitivos começaram a se alistar em grande número no Exército a partir do ano 170, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos. O serviço militar era voluntário na época em que Roma estava em paz. Todos sabem que o Antigo Testamento ordenava até a pena de morte, e apoiava abertamente as guerras. Então, é lícito os cristãos hoje participarem de guerras, quando elas são travadas por razões justas? Neste artigo, pretendo mostrar as opiniões dos grandes teólogos da História do Cristianismo e o que a Bíblia diz a esse respeito.

A OPINIÃO DO PROFETA DANIEL:

            “Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)

O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.

“Mas, quando o coração de Nabucodonosor ficou cheio de orgulho, Deus o arrancou de seu trono e acabou com a glória que ele tinha. Foi expulso do meio dos homens e começou a pensar e agir como um animal; passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois. Seu corpo era diariamente coberto com o orvalho, até que entendeu que o Deus Altíssimo domina os reinos dos homens e ele mesmo escolhe quem quer para governá-los”. (Daniel 5:20-21)

O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.

A OPINIÃO DO APÓSTOLO PAULO:

“Obedeçam às autoridades governamentais, porque Deus foi quem estabeleceu todas elas. Não há governo, em parte alguma, que Deus não tenha colocado no poder. Portanto, aqueles que se recusam a obedecer às autoridades estão se recusando a obedecer a Deus, e o castigo virá sobre eles. Pois os governantes devem ser temidos apenas por aqueles que praticam o mal. Assim, se você não quiser ter medo da autoridade, guarde as leis e pratique o bem e tudo irá bem. Pois a autoridade é enviada por Deus para o seu bem. Mas, se você estiver fazendo algo errado, é natural que deve ter medo, pois ela terá de castigá-lo. Ela é serva de Deus, agente da justiça para castigar quem pratica o mal. Assim, vocês precisam obedecer às autoridades por duas razões: para evitar o castigo e por uma questão de consciência. Paguem também seus impostos, por essas mesmas razões. Porque as autoridades do governo estão a serviço de Deus, dedicadas a continuar a fazer essa obra. Dêem a cada um o que lhe é devido; paguem seus impostos e tributos, obedeçam aos seus superiores, e honrem e respeitem a todos aqueles a quem isso for devido”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo no capítulo 13 da Carta aos Romanos confirmou exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel afirmou no passado, ou seja, que Deus estabelece as autoridades governamentais. Segundo o apóstolo Paulo, o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores.

 Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

“Estas são as minhas instruções: Ore, faça súplicas, pedidos e dê graças por todos os homens. Ore dessa forma pelos reis e por todos os outros que exercem autoridade sobre nós ou que ocupam cargos de alta responsabilidade, a fim de que possamos viver em paz e tranqüilidade, passando o nosso tempo vivendo piedosa e dignamente. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador. Pois ele deseja que todos sejam salvos e compreendam esta verdade”: (1 Timóteo 2:1-4)

 O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.

“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)

            Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.

Paulo evangelizou até a Guarda Pretoriana que o vigiava em uma ocasião. O apóstolo aproveitou que os guardas pretorianos o vigiavam para lhes falar da Salvação de Cristo. Em sua Carta aos Filipenses, Paulo até menciona sobre os santos do palácio de César, que provavelmente eram esses guardas e outros funcionários do governo que se converteram através dele.

A OPINIÃO DO APÓSTOLO PEDRO:

“Pelo amor que vocês têm ao Senhor, obedeçam a todas as leis do governo; sejam as do rei, como a autoridade maior, sejam as que são dos oficiais do rei, pois ele os enviou para castigar todos os que fazem o mal e honrar aqueles que fazem o bem. É da vontade de Deus que a vida correta de vocês faça com que se calem aqueles que insensatamente condenam o Evangelho sem saberem o que ele pode fazer por eles, pois nunca experimentaram o seu poder. Vocês estão livres da lei, porém, isso não quer dizer que estão livres para fazer o mal. Vivam como aqueles que são livres para fazer somente a vontade de Deus em todas as ocasiões. Mostrem respeito para com todos. Amem os irmãos em toda parte. Temam a Deus e respeitem o governo”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

A OPINIÃO DE JOÃO BATISTA:

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.



BONS EXEMPLOS DE MILITARES BÍBLICOS:

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era um bom exemplo de militar, pois ele era honesto, justo, íntegro, sabia amar ao próximo, e ainda buscava a Deus. A Bíblia não compara o centurião Cornélio a uma prostituta (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas fazem), mas, sim, exalta as virtudes desse centurião como homem, militar e cidadão. Cornélio, segundo a Bíblia, é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)

O centurião de Cafarnaum também era um bom exemplo a ser seguido, pois o próprio Jesus o admirou como ser humano e militar. Cristo elogiou até a sua fé, e desprezou a religiosidade dos fariseus (as Testemunhas de Jeová e os evangélicos legalistas da época). Jesus Cristo andava com prostitutas e ladrões, e até elogiou um militar por sua fé e integridade, mas desprezou o legalismo e o fanatismo religioso dos fariseus. A Palavra de Deus afirma que os governantes, magistrados e soldados são servos de Deus, isto é, estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade.

REFUTANDO OS ARGUMENTOS BÍBLICOS DOS PACIFISTAS:

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)
           
Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o pacifismo.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo à represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se as suas mãos e pés e os seus olhos te fizerem pecar, se deve amputar as mãos e os pés e arrancar os olhos fora, mas tudo isso é simbólico e não se deve fazer no sentido literal.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao pacifismo, mas simplesmente falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse.

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

Quase todos os cristãos nunca compreenderam o sexto mandamento “não matarás”. A tradução correta do sexto mandamento é “não assassinarás”. Os religiosos alienados usam e abusam da tradução errada desse mandamento para ficarem atacando pedras nos guerreiros que matam para se defenderem ou para protegerem os indefesos. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado.

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL:

Muito se tem pregado no meio evangélico sobre a omissão diante do mal, como se fosse obrigação dos cristãos se omitirem perante as coisas erradas e serem apáticos diante da maldade. Neste texto, eu mostrarei o que a Bíblia ensina que nós, cristãos, devemos fazer quando nos deparamos perante o mal, e qual deve ser a nossa postura diante da maldade.

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

A Bíblia é bem clara quando diz que a nossa obrigação é defender aqueles que não podem se defender, ou seja, o nosso dever é lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Portanto, é a nossa obrigação lutar por eles.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.

“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)

Quem condena o inocente e absolve o culpado é abominável para Deus, porque Deus abomina a injustiça. Deus é tão santo e tão justo que Ele se enoja de gente mesquinha e medíocre que adora defender bandidos e condenar inocentes.

SOBRE O SERVIÇO MILITAR:

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas confissões de fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

No Concílio de Jerusalém, em 50, os judeus cristãos decidiram que todos os seguidores de Jesus não devem comer alimentos sacrificados aos ídolos, nem praticar relações sexuais ilícitas, não comer animais que morreram sufocados e nem beber sangue. Na 1 Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que os cristãos podem comer alimentos sacrificados aos ídolos sim, portanto, que não escandalizem os irmãos “fracos” na fé. Se os cristãos orarem para Deus abençoar os alimentos sacrificados aos ídolos, não há problema nenhum em comê-los. O sexo deve ser praticado somente dentro do casamento mesmo. No caso da proibição de comer animais que morreram sufocados isso era um ritual religioso do Judaísmo e não significa nada para os cristãos de hoje. O sangue foi proibido de ser ingerido, porque no contexto daquela época, os pagãos bebiam sangue para adorar os seus deuses. Entretanto, hoje, não há problema algum em comer frango ao molho pardo, chouriço ou até mesmo beber sangue de galinha para sobreviver na selva.

Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.


AS OPINIÕES DOS PAIS DA IGREJA E DOS REFORMADORES:

Muito se tem pregado que o Cristianismo Primitivo era contra o serviço militar, mas será que isso é verdade? Será mesmo que os cristãos primitivos condenavam o trabalho dos soldados? Pais da Igreja, como, por exemplo, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizavam o serviço militar, mas será que existiram Pais da Igreja que pensavam diferente deles? Será mesmo que os primeiros cristãos eram anarquistas e pacifistas? Já vimos que a Bíblia apóia o serviço militar. Então, existiram bispos que apoiavam?

Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.

Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.

Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é lícito pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.

            Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega, muito praticado pelos cristãos primitivos). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.

            Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.

            Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a teologia da guerra justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.

            Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável à pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.

            Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.

            Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma teologia para discutir sobre esse assunto.

            Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte, além de apoiarem a legítima defesa e as revoluções contra governos opressores e injustos também. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.

CRISTÃOS PRIMITIVOS QUE OCUPARAM CARGOS DE AUTORIDADE:

            No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, e os cônsules, Mânio Acílio Glábrio e Tito Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar. Os oficiais romanos, Sebastião, Jorge, Expedito, Marino, Marcelo e Maurício foram bons exemplos de militares cristãos que combateram na época da Igreja Primitiva.

CONCLUSÃO:

Durante a História, existiram incontáveis guerreiros honrados que lutavam em prol da justiça, e que não deixaram de ser bons por causa disso. Incrédulos e cristãos que combatiam baseados em princípios e valores que fizeram a diferença no mundo. Os samurais (apesar da prática do ritual suicida quando eles eram derrotados) e os cavaleiros medievais eram guerreiros que tinham princípios morais e bons valores. Como eu gostaria de ter vivido nas épocas em que os samurais e os cavaleiros existiam. A Bíblia não condena os homens lutarem, portanto, que eles lutem por causas nobres e justas. Mesmo, que tenham cristãos no exército inimigo, se esses “cristãos” estiverem combatendo do lado errado, eles devem ser combatidos também. Na Segunda Guerra Mundial, tiveram muitos cristãos que apoiaram Adolf Hitler, isto é, que eram nazistas mesmo, e eles pediram para morrer, porque escolheram o lado errado da guerra. Na Guerra Civil Americana, muitos cristãos eram assassinos cruéis e apoiavam a escravidão, e esses mereceram morrer também. Em guerras justas, os cristãos devem optar pelo lado justo do conflito, e não pelo lado do opressor. Portanto, os cristãos que se alistam em exércitos mal-intencionados, estão arcando com as conseqüências desse ato, e vão colher exatamente o que plantarem. Quando os cristãos se omitem em situações de injustiça, eles escolhem o lado do opressor. Essa desculpa de que se o cristão matar os bandidos e os terroristas irá impedi-los de se converter não têm embasamento bíblico, pois tanto no Arminianismo Clássico quanto no Calvinismo, Deus já predestinou os salvos antes da fundação do mundo.  Espero ter sido claro e objetivo neste meu artigo.


AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O MEU GRANDE AMOR


O meu coração está em chamas
O fogo da paixão arde em meu interior
Fico sem reação diante de sua presença
Você não apenas é formosa fisicamente, mas também é bela por dentro.
O seu caráter é grandioso, e a sua personalidade impactante.
A minha guerra termina em paz quando converso com você
A morte acaba e a vida começa quando estou contigo
Você é a rainha dos meus sonhos mais profundos, e desperta os meus desejos mais íntimos. Sinto impulsos intensos quando penso em ti.
Tu despertas os sentimentos mais bonitos e puros que podem surgir em meu coração
A minha alma anseia por ti
Sou tomado pela emoção quando me aproximo de minha amada
Minha querida amiga e companheira
Sempre penso em você
Durmo e acordo pensando em ti
O meu coração palpita quando penso em você
Todos os dias suspiro por ti.
Não consigo viver sem você
O seu perfume suave perfuma o ambiente onde estou
Quem me dera casar contigo e perpetuar a minha descendência com você
Desejo ser um homem de uma só mulher
Quero que essa mulher seja você
Almejo ter você como minha esposa e eterna companheira
Quero que tu sejas a mulher da minha vida
O maior desejo do meu coração é te cortejar e me unir a ti
Você é doce como o mel, e adoça a minha vida quando estou triste.
Quero viver ao teu lado até o fim dos meus dias
Por favor, case-se comigo!
Até para respirar dependo de ti
Você é a minha motivação para viver
A minha tristeza se torna em alegria quando estou com você
A minha dor se torna em prazer
Quando estou contigo, estou em paz.
Preciso de ti para continuar vivo
Por favor, não me despreze!
Prefiro a sua piedade do que o seu desprezo
Não quero mais viver sem você, porque sem você, a vida não vale à pena.
Você é a jóia mais preciosa que um homem pode ter
Você é o tesouro mais valioso que eu poderia ter
Se Deus me desse você como presente, eu nunca teria como retribuir tal dádiva.
Você é a mulher que eu mais desejo nesse mundo
Você é o oásis do meu deserto
O seu amor é o único alimento que pode me fartar e a única água que pode saciar a minha sede
Você é a razão de minha existência, pois você tem sido o meu alicerce para continuar vivo. Você alegra o meu negro coração quando estou encoberto de escuridão e trevas.
Não tenho mais como descrever, o que sinto por você.

domingo, 26 de abril de 2015

CORAÇÃO DE PEDRA


O meu coração é duro
Duro como a rocha
O meu coração está ferido e cheio de pus
Ele apodrece de tal maneira que já cheira até mal
Estou ferido
A minha alma está ferida
Queria conhecer o verdadeiro amor
Queria muito conhecer a mulher da minha vida
Como eu desejo voltar a acreditar que existe a mulher certa para mim!
Como gostaria de encontrar uma mulher linda e agradável tanto para os meus olhos como para o meu coração!
Amar me tornaria numa pessoa melhor
Ser amado me tornaria ainda mais
As mulheres somente me rejeitaram e me desprezaram
Apenas me feriram
Sem eu merecer
Sem eu dar motivo
Sem eu dar razão para tal sacrilégio
O meu estado é deplorável!
Vê a situação lamentável em que me encontro?
É lastimável!
Por favor, Deus, troque o meu coração de pedra por um coração de carne!
Separe uma companheira para mim!
Dê-me novamente uma razão para viver!
Devolva-me a esperança de continuar vivo!
Devolva a minha alegria de viver!
Não tenho me cuidado
Sou negligente com a minha saúde física, mental e espiritual.
Porque perdi a esperança de viver um grande amor
Perdi a chance de ser feliz com alguém
Mesmo, antes de eu ter tido essa chance.
Desejo muito amar
Quero muito ser amado
Por favor, Deus, me devolva essa esperança!
Faça-me acreditar novamente no amor!
Ajuda-me a voltar a confiar nas mulheres!
Por favor, me ajude a voltar a acreditar nas garotas!
Faça-me acreditar que ainda existem mulheres que valem à pena!
As meninas somente me decepcionaram
As garotas apenas me machucaram
As mulheres só me magoaram
Quero voltar a confiar nelas
Separe uma mulher para mim, uma que mereça ser amada e respeitada.
Ajuda-me a encontrar alguém que vale à pena e viver um grande amor.