domingo, 19 de outubro de 2014

O MUNDO PRECISA DE UM HERÓI


O mundo clama por um herói
Por alguém que venha nos defender
Um homem que seja forte e corajoso
Um guerreiro que seja um Grande Libertador
Para nos libertar da opressão
Os malfeitores tomam conta do mundo
As autoridades instituídas pelo próprio Deus se corromperam
Poucos fazem a diferença
Há matança por todos os lados
Os inocentes são massacrados
Pais de família são assassinados
E suas mulheres são violadas            
A natureza é destruída
Pela ganância humana
Quando o último peixe for pescado e o último rio for poluído
E quando a última árvore for derrubada
Os homens descobrirão que não se pode comer e nem beber dinheiro
As epidemias tomam conta da Terra
O mundo está um caos
A desordem e a destruição prevalecem
Quem poderá nos salvar?
Quem livrará o fraco do opressor?
Quem vingará o oprimido?
Quem castigará os malfeitores?
Os homens esqueceram o que é honra
As mulheres não se dão ao respeito
A depravação e a promiscuidade assolam a humanidade
Os antigos profetas profetizaram sobre um Messias
O Grande Libertador que libertaria o seu povo da opressão
O Grande Rei que julgaria com justiça no esplendor de sua glória e majestade
O Salvador que resgataria o seu povo das trevas
Esse homem veio aqui na Terra
Deus se fez homem para habitar entre nós
Ele sofreu e morreu
Para que eu e você
Fôssemos salvos do poder do pecado
Para que a morte não mais nos assombrasse
Para que as trevas se dissipassem
O Messias venceu a morte
O pecado não tem mais poder sobre nós
Jesus Cristo sofreu para que fôssemos livres
O Messias morreu a nossa morte para vivermos a sua vida
O mundo precisa de um herói
Há uma esperança para a Terra
O Rei dos reis e o Senhor dos Senhores pode nos ajudar
O Messias pode nos libertar
Ele é o Único Caminho para se chegar até Deus e a única esperança da humanidade.        

SERVOS DE DEUS


“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
Infelizmente, muitos religiosos como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas somente enxergam o que lhes convêm na Bíblia, e apenas acreditam no que lhes interessa. Esses religiosos hipócritas e falsos moralistas pregam mentiras descaradamente, colocando palavras na boca dos Pais da Igreja, distorcendo contexto de versículos bíblicos, e usando trechos isolados de livros fora de seu contexto. Eles fazem tudo isso em nome de uma falsa paz e de um falso amor (amor só pelos bandidos, e nunca pelos inocentes). O apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos, mais especificamente no capítulo 13, deixou bem claro que as autoridades governamentais são instituídas por Deus, e que os agentes do Estado são servos de Deus, ministros de Deus, que têm a autorização de Deus para usarem a espada para punir os malfeitores. Para Paulo, a função dos militares, policiais e magistrados é usar a força (a violência mesmo) para castigar os homens que praticam o mal. Nós devemos pagar os tributos e impostos (principalmente, os cristãos) para o dinheiro ser usado para a manutenção das Forças Armadas e polícias federais, estaduais e municipais. Isso não é “achismo” teológico, mas é o que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina.
 “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
O apóstolo Paulo também foi muito claro e objetivo quando ensinou aos cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade. Para Paulo, é obrigação da Igreja de Cristo orar pelos governantes, magistrados e soldados, porque é da vontade de Deus que todos os homens sejam salvos e conheçam a Verdade (inclusive, as autoridades). Paulo também nos ensina que devemos estar prontos para ajudarmos as autoridades em tudo o que for necessário.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
Paulo vivia comparando o serviço militar com a vida cristã, porque ele considerava o serviço militar um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Se o serviço militar fosse algo tão diabólico assim (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas insistem que é), Paulo, jamais o usaria como bom exemplo a ser seguido.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro tinha a mesma opinião do apóstolo Paulo, ou seja, ele também reconhecia que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades enviadas pelo rei (soldados e magistrados) é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem (Paulo tinha exatamente a mesma opinião). Pedro ensinou os cristãos a se submeterem aos governantes, exatamente como Paulo também havia ensinado.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
João Batista, o precursor do Messias, e também o maior de todos os profetas, e também o homem mais justo que já existiu sobre a Terra, quando batizou alguns soldados, ele os incentivou a permanecerem em suas profissões, portanto, que esses soldados fossem honestos, justos e íntegros.
“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)
O centurião Cornélio era um bom exemplo de militar, pois ele era honesto, justo, íntegro, sabia amar ao próximo, e ainda buscava a Deus. A Bíblia não compara o centurião Cornélio a uma prostituta (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas fazem), mas, sim, exalta as virtudes desse centurião como homem, militar e cidadão. Cornélio, segundo a Bíblia, é um bom exemplo a ser seguido.
“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
O centurião de Cafarnaum também era um bom exemplo a ser seguido, pois o próprio Jesus o admirou como ser humano e militar. Cristo elogiou até a sua fé, e desprezou a religiosidade dos fariseus (as Testemunhas de Jeová e os evangélicos legalistas da época). Jesus Cristo andava com prostitutas e ladrões, e até elogiou um militar por sua fé e integridade, mas desprezou o legalismo e o fanatismo religioso dos fariseus. A Palavra de Deus afirma que os governantes, magistrados e soldados são servos de Deus, isto é, estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

OS CRISTÃOS PRIMITIVOS E AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS


Incontáveis religiosos mal-intencionados como as Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos têm divulgado mentiras sobre o Cristianismo Primitivo, usando frases de historiadores tendenciosos, trechos isolados de livros fora de seu contexto, e versículos bíblicos distorcidos. Infelizmente, esses hereges usam a mentira (como se a mentira fosse órfã e não tivesse pai) em nome de uma falsa paz e de um falso amor. Eu, como historiador e professor de História (ao contrário desses legalistas e fanáticos, eu sou um historiador de verdade), tenho um compromisso sério com a verdade da História, e, principalmente, com a verdade da Bíblia. Neste texto, pretendo mostrar as provas históricas e bíblicas que comprovam que os primeiros cristãos nunca tiveram nada contra o Estado, pelo contrário, os cristãos primitivos sempre reconheceram que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, e nunca deixaram de pagar os seus impostos (sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército) e costumavam orar em favor de seus governantes.

PROVAS BÍBLICAS:

“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)
            Há muita distorção por parte de muitos “cristãos” mal-intencionados que costumam propagar mentiras através da Internet. Esses religiosos hipócritas e mentirosos distorcem o contexto de versículos bíblicos (alguns demonizam a própria Bíblia), e deturpam a História para poderem demonizar o Estado. Esses fanáticos usam e abusam do fato da maioria dos cristãos primitivos ter se recusado a se alistar no Exército e ocupar cargos públicos para poderem demonizar o serviço militar e a política, alegando que as autoridades constituídas são do Demônio. Quem é esperto e usa, pelo menos, um pouquinho da inteligência que Deus lhe deu, verá nesse trecho bíblico do Livro de Daniel, que o profeta Daniel reconheceu que os governantes da Terra são estabelecidos por Deus, isto é, Deus estabelece os reis e depõe os reis como bem entende, porque Ele é Soberano. Com certeza, alguns religiosos alegarão que isso foi no Antigo Testamento, então, eu mostrarei o que o Novo Testamento diz a esse respeito.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
O apóstolo Paulo foi muito claro quando escreveu o capítulo 13 da Carta aos Romanos (uma grande pedra no sapato dos cristãos pacifistas e anarquistas).  Paulo reconheceu que as autoridades governamentais são instituídas por Deus, isto é, Deus coloca no poder os governantes da Terra. Os magistrados, os soldados, os policiais e os políticos são estabelecidos por Deus para zelarem pelo bem-estar da sociedade. O Estado é servo de Deus, ministro de Deus, para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. As Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas podem negar isso até a morte, mas o capítulo 13 da Carta aos Romanos não sumirá da Bíblia por causa disso (para o azar deles). Paulo ensinou que os cristãos devem se submeter às autoridades em várias de suas Cartas (ele insistiu bastante nesse assunto). Paulo vivia usando o serviço militar com bom exemplo para a vida cristã.
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
O apóstolo Paulo também ensinou que o dever de todos os cristãos é interceder em favor dos homens investidos de autoridade, porque é da vontade de Deus que, inclusive, os governantes e os soldados se convertam e sejam salvos. Paulo, mais uma vez, reconhece a legitimidade das autoridades.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
Paulo vivia comparando o serviço militar com a vida cristã. Se o serviço militar fosse algo tão diabólico assim, o apóstolo jamais o usaria como comparação e bom exemplo a ser seguido.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro também reconheceu a legitimidade dos reis e das autoridades enviadas por eles (soldados e magistrados) para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Tanto Paulo quanto Pedro afirmaram que a função do Estado é punir os maus e louvar os bons.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
João Batista, o precursor do Messias e o maior de todos os profetas, batizou alguns soldados e lhes incentivou a permanecerem como combatentes, portanto, que eles fossem honestos e íntegros.
“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)
                                                                                        O centurião Cornélio era considerado por Deus e pelos próprios judeus como um exemplo de ser humano bom e piedoso, pois esse militar era justo e temente a Deus. O apóstolo Pedro, em nenhum momento o recriminou pelo fato de ele ser militar, mas, sim, pelo fato de ele ser gentio. Mas, mesmo, Cornélio sendo um oficial do Exército Romano, Deus olhou para esse combatente, com amor e compaixão, e, principalmente, com admiração. O centurião Cornélio é um bom exemplo a ser seguido.
                                                                                        “Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
O centurião de Cafarnaum, assim, como o centurião Cornélio, era um bom exemplo de militar, que ganhou elogios do próprio Jesus Cristo, que viu uma tremenda fé nesse oficial romano, que nem os próprios judeus, que eram de Israel, o povo de Deus, tinham. Esse militar era honesto e íntegro. Portanto, a própria Palavra de Deus elogia o trabalho dos militares, quando estes, são bons e justos.

PROVAS HISTÓRICAS:

Ao contrário do que Edward Gibbon e outros historiadores ensinam, existiram cristãos primitivos que ocuparam cargos de autoridade no século I sim. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (Lucius Sergius Paullus) governou Chipre durante três anos, permanecendo em sua profissão, e depois se tornou curador de um banco em Roma. Mânio Acílio Glábrio (Manius Acilius Glabrio), que foi cônsul, em 91, e Tito Flávio Clemente (Titus Flavius Clemens), que foi cônsul, em 95, foram cônsules cristãos, que foram martirizados por se recusarem a negar a sua fé em Jesus Cristo.  O centurião Cornélio, um dos seis centuriões que serviam em Cesaréia, era considerado adepto do Judaísmo (religião lícita no Império Romano), portanto, ele não era obrigado a prestar culto ao imperador e nem a sacrificar aos deuses (práticas idolátricas obrigatórias entre os militares romanos). Não está escrito na Bíblia que o centurião Cornélio abandonou a sua centúria, e a Palavra de Deus relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano. O meu grande sonho é um dia conseguir uma prova histórica que comprove que Cornélio continuou sendo um centurião depois que se converteu, mas ainda não consegui tal prova. O carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque o próprio Livro de Atos relata isso com clareza.
Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja antes do advento de Constantino demonizavam o serviço militar e a política é mentira do Diabo, porque isso não é verdade. Os Pais da Igreja dos dois primeiros séculos, majoritariamente, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais, e contarei as opiniões dos principais Pais da Igreja que reconheciam a legitimidade do trabalho dos soldados e dos políticos.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
Justino Mártir era um homem honrado a quem eu devo desculpas, porque as fontes que eu tinha dele eram de testemunhas de Jeová e de evangélicos hipócritas e tendenciosos, que divulgam mentiras sobre Justino. Nas fontes que eu tinha, esses religiosos hipócritas e falsos moralistas afirmaram que Justino Mártir demonizava as autoridades, mas com o passar do tempo, descobri que isso não é verdade. Em sites sérios, descobri que Justino Mártir foi o primeiro filósofo cristão, e que o seu maior sonho era que o Estado Romano se convertesse, e abolisse a idolatria enraizada no Império. Justino ensinou os cristãos a pagarem os seus impostos e tributos, e a intercederem em favor dos governantes. Reconheço que errei, porque fui injusto com Justino Mártir, mas, agora, eu sei que esse grande filósofo pensava como eu, ou seja, ele reconhecia a legitimidade da política e do serviço militar.
Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente, assim, como o cônsul de 95) não só reconhecia a legitimidade das autoridades, como também apoiava abertamente o serviço militar, porque ele foi o precursor da teologia da guerra justa (até antes mesmo de Agostinho de Hipona). Clemente além de defender as guerras justas, ele também defendia as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente era mestre de Orígenes de Alexandria, mas ao contrário de Orígenes (que era pacifista), Clemente, como filósofo e teólogo, defendia a justiça. Ele também ensinou os cristãos a pagarem os seus tributos e impostos aos governantes, e incentivava os cristãos a se alistarem no Exército. Também defendia a prática do Pancrácio (arte marcial grega).
Ireneu de Lyon, assim como seu mestre Policarpo de Esmirna, reconhecia que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Teófilo de Antioquia e Melitão de Sardes também reconheciam que o Estado é instituído por Deus e necessário para manter a lei e a ordem no mundo. Eusébio de Cesaréia também apoiava o serviço militar abertamente, pois ele registrou os martírios de vários militares que eram cristãos em seu livro “História Eclesiástica”.  
Os Pais da Igreja, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizaram o serviço militar abertamente, mas esses mesmos Pais da Igreja foram os campeões em pregar heresias e eles não tinham nenhum embasamento bíblico sequer para proibir os cristãos de se alistarem no Exército. Tertuliano aderiu à seita do Montano, o Montanismo, que pregava inúmeras heresias. Hipólito, assim, como Tertuliano, era um encrenqueiro que arranjava briga e confusão com todo mundo. Orígenes acreditava em reencarnação e Universalismo (heresias totalmente contrárias aos ensinamentos da Bíblia). Cipriano afirmou que o Diabo é o Pai dos judeus, e também pregou heresias. Lactâncio também pregou muitas heresias, e ele foi um apologista muito incoerente, porque na época dele os soldados não eram mais obrigados a cultuarem o imperador e a sacrificarem aos deuses (os militares que se recusassem a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses eram punidos com a morte). Esses Pais da Igreja não são dignos de serem ouvidos, portanto, não devemos dar créditos ao que eles ensinaram. Não interessa o que os Pais da Igreja ensinaram ou deixaram de ensinar, se os seus ensinamentos são contrários a Bíblia.
            Agora, contarei alguns exemplos de cristãos primitivos que se alistaram no Exército e que fizeram a diferença através de suas profissões. Homens valorosos e corajosos que não se amedrontaram diante do terror da morte. Verdadeiros soldados de Cristo que morreram lutando pelo que acreditavam.
Marino era militar, nobre e rico, que quase se tornou centurião se não tivesse que escolher entre a Palavra de Deus e a espada. Um militar rival tentou lhe tomar a patente de centurião que era sua por direito. Marino teria que sacrificar aos deuses para ser promovido e teve que escolher se queria permanecer fiel ao seu Deus ou se envolver com a idolatria. Esse militar cristão preferiu morrer de que trair o seu Deus. Marino foi apenas um dentre muitos militares que morreram por amor a Cristo.
Durante a última perseguição aos cristãos no Império Romano, o imperador Diocleciano expulsou todos os cristãos do Exército e dos cargos públicos, e nessa época, oficiais das mais altas patentes foram mortos, porque confessaram ser cristãos. Verdadeiros cristãos serviam o Exército e foram fiéis a Deus até a morte.
Marcelo era um centurião de Tingis, hoje Marrocos, e ele foi morto, porque denunciou as cerimônias pagãs planejadas para a comemoração do aniversário do imperador. Marcelo foi martirizado por confessar ser cristão e se recusar a se envolver com a idolatria. Ele foi realmente um soldado de Cristo.
Sebastião era capitão da Guarda Pretoriana e ele sempre confortava os cristãos encarcerados e não se envolvia com a idolatria que imperava no serviço militar romano. Quando o imperador descobriu que Sebastião era cristão, ordenou que ele fosse executado a flechadas. Sebastião sobreviveu à execução e foi socorrido por uma cristã chamada Irene. Mais tarde, Sebastião, foi até a presença do imperador e o criticou severamente por perseguir os cristãos. Então, Diocleciano mandou os seus soldados espancarem Sebastião até a morte. Esse militar foi espancado até morrer por não ter
negado a Jesus.
Jorge era um tribuno muito importante no Império Romano e ele dava um tremendo testemunho. Geralmente, os militares romanos eram ladrões, assassinos, estupradores e idólatras; mas Jorge, assim, como outros militares cristãos, faziam a diferença no Exército. Esse tribuno cristão confessou que os deuses pagãos adorados nos templos romanos eram falsos deuses, e que o Deus judaico-cristão é o único digno de ser louvado. Por causa de sua ousadia, Jorge, foi torturado e depois decapitado.
Expedito  foi comandante de uma legião conhecida como "Fulminante" nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre no distrito de Melitene, na Capadócia, sede de uma das províncias romanas da Armênia, no final do século III. Expedito, antes de sua conversão era um devasso, mas quando se converteu, se tornou num cristão exemplar. Por causa de seu testemunho, Expedito, provocou a ira do imperador, que ordenou que ele fosse torturado e depois degolado. Expedito foi fiel a Cristo até o último suspiro de sua vida.
Outra mentira satânica que as Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos contam é que antes do ano 170 não existiam cristãos no Exército, mas existiram sim. Poucos cristãos eram soldados antes do ano 170, mas mesmo sendo poucos, eles existiram. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos. O principal obstáculo era a idolatria, que impedia os cristãos de se envolverem com o Estado. Depois do Édito de Milão, em 313, os cristãos conseguiram a sua tão desejada liberdade religiosa, e no Concílio de Arles, em 314, o serviço militar foi reconhecido pela Igreja Primitiva como sendo algo lícito e bíblico. Toda autoridade procede de Deus, inclusive, o Exército.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A BÍBLIA


O Livro Sagrado contém a vida
Palavras de vida eterna
Muitos morreram por amor a esse Livro
Vidas foram transformadas através desse Livro
Eu cresci com esse Livro
Conheço seu poder
E se o lê, você também conhece.
Esse Livro é a Bíblia
Jerônimo a traduziu para o latim
Lutero a traduziu para o alemão
John Wycliffe e William Tyndale a traduziram para o inglês
João Ferreira para o português
Assim, a Palavra de Deus veio até nós.
A Igreja Católica a usou para manipular
Muitos evangélicos a deturpam para pregar legalismo e heresias
Mas a Palavra de Deus continua imaculada mesmo assim
Satanás a usou no deserto
Para tentar Jesus
A Bíblia é uma poderosa arma
Tanto para o bem quanto para o mal
Ela pode ser usada tanto para salvar quanto para matar
Esse Livro é muito poderoso
O Livro Sagrado que pode salvar a Terra
Muitos tentaram destruí-lo
Mas Deus sempre o protegeu
Os comunistas não conseguiram dar fim nele
Nem os extremistas islâmicos e os satanistas
Porque esse Livro é a fonte do poder de Deus
Nele se encontra a vida eterna
A Bíblia fala de um Messias
Que veio aqui na Terra
Sofrer e morrer
Por mim e por você
Para que fôssemos salvos
Do poder do pecado
O mundo está um caos
A desordem e a anarquia prevalecem
Mas há uma esperança
O Livro Sagrado pode nos ajudar
O Messias pode nos salvar
No Concílio de Nicéia os livros foram reunidos
O Novo Testamento imaculado de Jesus Cristo
A Nova Aliança de Deus com os homens
O Messias mencionado na Bíblia é a Única Salvação
Só Ele pode nos salvar
E nos libertar do Reino das Trevas e do poder do pecado
Ele venceu a morte para nos resgatar.

domingo, 12 de outubro de 2014

SUBMISSÃO AO GOVERNO


Todos os cidadãos discordam de algumas políticas e práticas do governo, não importa em qual país moram. Em alguns países, o povo tem pouca voz nestas questões, enquanto outros permitem a participação limitada dos cidadãos nas decisões do governo. Reconhecendo divergências e até abusos de alguns governos, algumas pessoas incentivam a rebeldia dos cidadãos. Outros simplesmente apoiam a desobediência do povo às leis. O que a Bíblia ensina sobre a nossa atitude para com o governo? Há vários fatos e princípios revelados nas Escrituras que nos orientam.
1) Deus é soberano. É comum observar atitudes de governantes que se acham soberanos, agindo sem nenhuma preocupação com a vontade divina. Alguns até procuram ditar princípios morais baseados na sua perspectiva política e não na palavra de Deus. Esta atitude é antiga, e nunca foi bem-sucedida. Um antigo rei do Egito desafiou o Senhor e foi humilhado por sua atitude (veja Êxodo 5:2 e continue lendo até o capítulo 14). Séculos depois, Deus ensinou uma lição importante para o rei da Babilônia: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (Daniel 4:32).
2) Governos humanos são ministros de Deus para manter ordem e castigar malfeitores. Paulo escreveu: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Romanos 13:1-4).
3) Deus mandou que seus servos obedecessem à autoridade do governo. Pedro disse: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem (1 Pedro 2:13-14).
4) Há um limite à nossa obediência aos governantes humanos. Sabendo que Deus ordenou estas autoridades, entendemos também que ele limita sua autoridade. Se uma ordem do governo entrar em conflito direto com a palavra de Deus, devemos lembrar que o Senhor é o soberano. Os apóstolos enfrentaram uma situação na qual foi necessária desobedecer às autoridades: “Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
O seguidor de Jesus não precisa gostar das políticas do governo, e não precisa concordar com as opiniões das autoridades. Os trechos citados dos livros de Romanos 1 Pedro foram escritos durante o reinado de Nero, um dos piores e mais cruéis dos imperadores de Roma. Mesmo assim, os apóstolos ensinaram a obediência ao governo. Por este motivo, devemos pagar os impostos exigidos, respeitar as leis que governam os negócios, o trânsito, a construção, etc. Devemos ser modelos de cidadãos obedientes ao governo. Porém, se o governo mandar matar, mentir ou cometer qualquer ato imoral, devemos ter a coragem para desobedecer. E se o governo chegar ao ponto de negar o nosso direito de servir a Deus, de se reunir com outros que compartilham a mesma fé ou de pregar a palavra do Senhor, devemos falar o que Pedro falou: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”.
Nas situações normais, os cristãos devem ser alguns dos melhores cidadãos em qualquer pais, respeitando a lei e aqueles que exercem autoridade. Mas no caso de governos que procuram se exaltar acima do próprio Senhor, Deus continua soberano!
–por Dennis Allan


A RELAÇÃO DO CRISTÃO COM O GOVERNO


Os cristãos estão no mundo, mas não devem ser do mundo (João 15:17). Os cristãos vivem no mundo como peregrinos, considerando-se cidadãos do céu (Filipenses 3:20). Entretanto, os cristãos também têm responsabilidades como cidadãos dos países da terra. Como pode um cristão conciliar os conflitos entre duas cidadanias, a terrestre e a celestial? O que as escrituras ensinam sobre os governos nacionais e a responsabilidade de um cristão para com eles?

Princípios

A pergunta que pretendiam usar como armadilha deu a Jesus a oportunidade para Ele definir a relação básica de um cristão com o governo. Veja a pergunta: "É lícito pagar tributo a César, ou não?" (Mateus 22:17). Os inimigos de Jesus pensaram que tinham maquinado um dilema sem saída. Se Jesus dissesse para pagar os impostos, ele não só ficaria impopular (porque os judeus odiavam ter que pagar impostos aos dominadores romanos) mas também poderia ser retratado como sendo contra Deus, uma vez que Deus exige fidelidade exclusiva. Mas, se Jesus dissesse para não pagar, ele seria preso pelos romanos, por traição. A maneira como Jesus resolveu o dilema foi impressionante. "Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:18-21). Jesus pediu uma moeda e perguntou o nome e a cara de quem estavam nela. É claro, essas moedas eram propriedade de César: Elas tinham sua assinatura e sua imagem nelas. Os judeus estavam recebendo os benefícios da dominação romana e tinham obrigação de pagar pelo que eles estavam recebendo e devolver a propriedade de César quando exigida. Ao evitar a armadilha, Jesus lançou o princípio básico regulando a relação do cristão com o governo: o homem tem uma dupla natureza e uma dupla cidadania. O homem tem responsabilidade para com o governo, no campo civil e para com Deus, no campo espiritual. Normalmente, é possível dar tanto a Deus como ao governo o que lhes é devido. Em geral, quando alguém se torna um cristão, ele não se retira do mundo nem corta todas as relações terrestres, mas leva os princípios cristãos para cada relacionamento da vida (1 Coríntios 7:17-24).
Paulo ampliou estes pontos e deu uma explicação mais completa do papel do governo no plano de Deus. "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores: porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra" (Romanos 13:1-7). Paulo mostrou que as autoridades superiores são estabelecidas por Deus. Deus é o rei e o soberano sobre as nações (Salmo 47; Daniel 4; Jeremias 18:5-10). Deus estabeleceu autoridade em muitas áreas da sociedade. Na família, por exemplo, Deus estabeleceu o esposo e o pai como autoridades. Do mesmo modo, Deus constituiu o governo civil como a autoridade da nação. Deus instituiu o governo civil para servir como seu ministro para o bem: para louvar o que é direito e para vingar o mal. Princípios de justiça e direito são o alicerce do governo do universo, por Deus, e foram planejados por Deus para serem, do mesmo modo, o alicerce dos princípios do governo civil (Salmo 89:14-15; Jeremias 22:1-5; Provérbios 14:34).
O uso que Deus faz do governo para punir o mal é importante. No contexto (Romanos 12:17-21), Deus proibiu os indivíduos de vingar o mal pessoalmente. Deus é o vingador. Então, no capítulo 13, vemos que um dos meios que Deus usa para punir o mal é o governo civil. Este capítulo autoriza o governo a usar a espada, para executar a pena de morte (Romanos 13:4). Isto está de acordo com um princípio básico de justiça e direito revelado por Deus, muito no começo da história humana: "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem" (Gênesis 9:6). Hoje em dia, esta tarefa de executar a justiça por meios de castigar os malfeitores deve ser feita pelo governo (veja também 1 Pedro 2:13-17). O governo tem o direito dado por Deus para usar os princípios da justiça para punir os malfeitores.

Responsabilidades

O cristão tem certas responsabilidades em relação ao governo:
1. O cristão deve orar pelos funcionários do governo (1 Timóteo 2:1-2).
2. O cristão deve pagar os impostos (Mateus 22:21; Romanos 13:6-7). É errado o cristão deixar de pagar os impostos que ele legalmente deve. Deus espera que o cristão aja com honestidade e integridade em todas as áreas da vida.
3. O cristão deve obedecer o governo e suas leis (1 Pedro 2:13; Romanos 13:1-2, 5). De fato, Deus espera que o cristão respeite e se submeta à autoridade de todas as formas (Tito 3:1). Uma atitude revolucionária é condenada (Provérbios 24:21-22). Não há, na Bíblia, nenhuma passagem que especifique uma forma particular de governo (democracia, república, monarquia, etc.); o cristão deve submeter a qualquer tipo de governo que tem o poder. Em resumo, os cristãos obedecem à lei.
4. O cristão deve honrar o governo (Romanos 13:7; 1 Pedro 2:17). Tem que ser cuidadoso para não difamar os funcionários do governo (Judas 8-10).

Limite

Há um limite básico para a obediência do cristão ao governo: ele tem que obedecer a Deus antes que ao homem (Atos 5:29). O cristão não pode nunca permitir que qualquer autoridade, de qualquer tipo, suplante a autoridade de Cristo. A autoridade de Cristo está acima da autoridade do pai, do esposo, do presbítero da igreja, do chefe no trabalho ou do funcionário do governo. Nunca podemos desculpar a desobediência a Deus baseados em alguma lei ou decisão do governo. Temos que obedecer a Deus antes que ao homem!
Pense numa ilustração moderna. Algumas vezes, as pessoas se valem das leis liberais do governo, a respeito do divórcio, para desculpar sua ignorância do que Deus disse. Basicamente a Bíblia condena o divórcio (Mateus 19:6) e diz que as pessoas que estão casadas segunda vez, estão cometendo adultério (Mateus 5:32; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3). Uma exceção é dada: aqueles que se divorciam de seus cônjuges por infidelidade sexual podem tornar a se casar (Mateus 19:9). Freqüentemente, o governo permite o divórcio e novo casamento por outras razões. Não podemos nunca pensar que a permissão do governo, automaticamente, significa a aprovação de Deus. Historicamente, os governos têm aprovado tudo, desde a idolatria até o assassinato. Mas, com permissão do governo ou não, um cristão jamais tem o direito de desobedecer a Deus.
Deus autoriza a existência do governo civil e manda os cristãos obedecerem. Mas, como em qualquer relacionamento humano, as expressas ordenanças de Cristo têm mais autoridade do que as ordens de qualquer homem ou instituição.
- por Gary Fisher

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

PENA DE MORTE: O QUE A BÍBLIA DIZ?


Por Rev. Ewerton B. Tokashiki


A impunidade aumenta a criminalidade. Isto é um fato! Será que as nossas leis são suficientemente duras a ponto de corrigirem, ou inibirem a desordem social? Seria a pena de morte uma punição justa e até necessária em nosso contexto brasileiro? Este é um assunto polêmico que apresenta dificuldades, e algumas questões precisam ser levantadas e respondidas em nosso estudo sobre o assunto. Primeiro, a Bíblia proíbe, ordena ou autoriza a pena de morte? Segundo, a pena de morte seria justamente aplicável e promoveria a segurança em nosso contexto social? E terceiro, quem seria responsável pelo julgamento e aplicação da pena capital?

A proposta desta lição é de estudarmos o tema, assumindo que a Bíblia nem ordena, nem proíbe a pena capital, mas a permite como dispositivo punitivo caso o nosso país decida adotá-lo, e que ela amenizaria a criminalidade em nossa sociedade.

Esclarecendo o fundamento

A Bíblia, como nossa única regra de fé e prática proíbe, ordena ou autoriza a pena de morte? Mesmo numa leitura superficial do Antigo Testamento encontraremos a ordenança de matar pessoas seguindo alguns critérios da lei civil de Israel entregue por Deus a Moisés. Não há proibição contra a pena de morte na antiga Aliança. Encontramos no Antigo Testamento o 6º mandamento “não matarás”. Todavia, esta lei não significava a proibição de toda morte como sentença penal. Pode-se perceber que a palavra hebraica rasah traduzida por “matar”, não expressa a força e significado do verbo original, seria melhor vertê-la por “não assassinarás”. Assim, deve-se considerar que a proibição do 6º mandamento é contra o assassinato, ou a vingança pessoal, e não uma proibição da execução penal de um criminoso pelo governo instituído por Deus.

O Catecismo Maior de Westminster quanto à significação do 6º mandamento esclarece que a sua proibição envolve “Quais são os pecados proibidos no sexto mandamento? Resposta: Os pecados proibidos no sexto mandamento são: o tirar a nossa vida ou a de outrem, exceto no caso de justiça pública, guerra legítima, ou defesa necessária; a negligência ou retirada dos meios lícitos ou necessários para a preservação da vida; a ira pecaminosa, o ódio, a inveja, o desejo de vingança; todas as paixões excessivas e cuidados demasiados; o uso imoderado de comida, bebida, trabalho e recreios; as palavras provocadoras, a opressão, a contenda, os espancamentos, os ferimentos e tudo o que tende à destruição da vida de alguém. (At 16.28; Gn 9.6; Nm 35.31,33; Hb 11.32-34; Êx 22.2; Mt 25.42,43; Mt 5.22; 1 Jo 3.15; Pv 14.30; Rm 12.19; Tg 4.1; Mt 6.31,34; Lc 21.34; Êx 20.9.10; 1 Pe 4.3,4; Pv 15.1; Pv 12.18; Is 3.15; Nm 35.16; Pv 28.17).”[1] Assim, desde o suicídio, o assassinato, a guerra justa, a defesa pessoal, a negligência da segurança, sentimentos maus, palavras ferinas, a intemperança e a agressão física são todos aspectos implícitos ordenados ou proibidos no 6º mandamento.

Lemos algumas vezes no Antigo Testamento a ordenança de executar pessoas, famílias, ou os habitantes de Canaã (Êx 21:23-24; Js 7:1-26; Dt 21:18-21). A pena de morte foi socialmente sancionada por Deus nos casos de “assassinato premeditado (Êx 21:12-14); sequestro (Êx 21:16; Dt 24:7); adultério (Lv 20:10-21; Dt 22:22); incesto (Lv 20:11-12, 14); bestialidade (Êx 22:19; Lv 20:15-16); desobediência aos pais (Dt 17:12; 21:18-21); ferir ou amaldiçoar os pais (Êx 21:15; Lv 20:9; Pv 20:20; Mt 15:4; Mc 7:10); falsas profecias (Dt 13:1-10); blasfêmia (Lv 24:11-14; 16:23); profanação do sábado (Êx 35:2; Nm 15:32-36); e sacrifícios aos falsos deuses (Êx 22:20).”[2] A intenção da pena de morte no Antigo Testamento era de frear pecados sociais de um povo que viveu mais de 400 anos como escravo, influenciado pela cultura pecaminosa egípcia e sem uma referência clara da justiça divina. Deus ordenou a pena de morte na Lei, porque Ele é o soberano sobre tudo e sempre justo juiz em punir.

O processo e a aplicação da pena não era arbitrária, mas criteriosamente estabelecida por Deus. D.W. Van Ness escreve que “lendo o AT revela que se aplicavam proteções evidenciais e processuais para abordar casos que mereceriam a pena de morte. Estas medidas incluem a proporcionalidade (Êx 21:23-35); a certeza da culpa estabelecida por duas testemunhas (Dt 17:6; Nm 35:30); a intencionalidade (Nm 35:22-24); as provisões processuais incluíam as cidades refúgio que protegiam o acusado até o momento do seu julgamento (Nm 35); a responsabilidade individual (Dt 24:16); a justiça do procedimento legal, independentemente do status econômico do acusado dentro da comunidade (Êx 23:6-7); e, a limitação da hora de se aplicar a pena de morte (Ez 33:11).”[3] Aqui vemos Deus estabelecendo a ordem e a sua santidade e justiça no meio do seu povo. Ao matar ou causar dano grave o assassino perderia o direito à vida. Moisés declarou que “quem ferir o outro, de modo que este morra, também será morto” (Êx 21:12), e este é o mesmo princípio básico para a aplicação da pena de morte anteriormente ordenado por Deus à Noé após o dilúvio (Gn 9:6).

A lei civil e cerimonial entregue a Israel não é válida para hoje, embora o princípio moral, ou a lei moral tem a sua continuidade no Novo Testamento. Isso significa que não podemos interpretar as ordens de execução como estão no Antigo Testamento e aplicá-las literalmente hoje. As leis civis regularam Israel enquanto nação teocrática, e as leis cerimoniais tiveram validade até a morte de Cristo. Mas, a lei moral que são os Dez Mandamentos tem plena validade para hoje. Assim, os juristas brasileiros poderiam, como no passado o fizeram, se valer dos princípios absolutos da Escritura Sagrada para formular as doutrinas penais, decidindo por um sistema judiciário por princípios bíblicos e menos antropocêntrico. O princípio moral para se criar uma lei que exija a morte do criminoso é atual, e teria autorização tanto no Antigo Testamento, como no Novo Testamento.

No Novo Testamento a pena de morte continua como uma prática comum, no entanto, aplicada pelo império romano e não mais pelos juízes de Israel. O Sinédrio de Jerusalém participava do processo de condenação levantando as provas, fazendo a denúncia e entregando o criminoso às autoridades romanas para a sentença final e execução do criminoso. A partir daí dentro da hierarquia do governo romano, desde a administração municipal até o governador da província, se fosse um nativo julgado a sentença terminaria na opinião do governador. Se o réu fosse cidadão romano poderia recorrer à última instância apelando a César, ou seja, seria julgado pela república, ou pelo próprio imperador. Por exemplo, Jesus valida a pena de morte, com a sua própria morte (At 2:22-24; At 4:26-30), bem como Paulo, em Rm 13:1-5, fala do uso da espada pelo magistrado em punir com morte, e ele mesmo durante o seu julgamento se sujeita à pena capital, caso a merecesse (At 25:8-11). Sabemos pelos relatos históricos que o apóstolo foi executado sob a ordem do imperador Nero. Segundo a tradição todos os apóstolos, com exceção de João, foram executados. A pena de morte produziu os mártires da Igreja, e o seu sangue foi a semente missionária para a expansão do Cristianismo primitivo.

Não há na Escritura Sagrada qualquer proibição ou oposição à pena de morte. Entretanto, ela não exige o seu uso incondicional. A Bíblia autoriza a pena capital, caso algum país queira aprová-la, e sanciona a sua aplicação como legítima diante de Deus.

Conclusão

Concluímos que a Bíblia nem ordena, nem proíbe a pena capital, mas a permite como dispositivo punitivo caso o nosso país decida adotá-lo. Assim, podemos protestar a seu favor, caso entendamos que seja necessário a aplicação de penas mais rígidas, como a pena de morte em nossos tribunais.

A pena de morte promove a vida de quem quer viver. O “não matarás” é uma advertência para quem não quer se tornar um assassino. Isto significa que se o indivíduo matou, perdeu o direito de viver. A autoridade instituída por Deus tem o dever de proteger com a espada, e com este mesmo instrumento punir o criminoso impedindo-o de ser uma possível ameaça aos cidadãos de bem.

A pena capital não é algo realizado por vingança familiar, nem sem critérios objetivos da gravidade do crime em que se dará a condenação. A sentença será dada pelo Estado, um juiz especializado, leis específicas, e sobre um crime doloso e hediondo em que envolve assassinato ou a desonra com dano irreparável do indivíduo, como por exemplo, o estupro.

Talvez, alguém seja contra a pena de morte no Brasil argumentando que sempre é possível um inocente morrer injustamente. De fato, este é a melhor objeção à pena capital. Todavia, a resposta a este argumento é satisfatoriamente dada por Gordon H. Clark quando ele questiona “a pena de morte é inviável pela possibilidade de erro judiciário ou o erro do judiciário deve ser minimizado ao máximo? A continuidade de crimes deve ser garantida por lei?”[4] O sistema legal brasileiro deve ser aperfeiçoado e corrigido e não afrouxar as penas por ter falhas.

Três motivos deveriam nos levar a considerar como necessária a aplicabilidade da pena de morte em nosso sistema judiciário. Primeiro, a influência geral, ou seja, a teoria de que quando uma pessoa é castigada outros criminosos em potencial estariam menos dispostos a cometer os mesmos crimes. Segundo, a influência específica, que é a teoria de que o criminoso castigado não cometerá mais crimes estando morto. E terceiro, a retribuição legal, isto é, a teoria de que o crime exige um castigo com uma pena que lhe seja proporcional. A pena de morte supre perfeitamente a estas exigências. Quando o Estado não castiga o criminoso com uma punição equivalente ao seu crime, ele penaliza a vítima, protege o criminoso, e fomenta a insegurança na sociedade.

Perguntas para reflexão:

1. Se um ladrão entrasse em sua casa, estuprasse e matasse os seus familiares, seria uma pena suficientemente justa a sentença de alguns anos de prisão?
2. Aceitando que o Estado como autoridade é instituído por Deus (Rm 13:1-7) e que ele é portador de espada, isto é, instrumento de pena de morte “pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Rm 13:4b), ele não se torna injusto ao negar-se executar a pena capital sobre os que a merecem?
3. Se existisse a aplicação da pena de morte em nosso sistema penal seria possível que houvesse menos grupos de extermínios, execução por parte da polícia, vinganças entre famílias e outros efeitos colaterais causados pela omissão e impunidade?

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NOTAS:
[1] Catecismo Maior de Westminster pergunta/resposta 136.
[2] Hans Ulrich Reifler, A ética dos dez mandamentos (São Paulo, Edições Vida Nova, 1992), p. 116.
[3] D.W. Van Ness, “pena capital” in: David J. Atkinson, org., Diccionario de Ética Cristiana y Teologia Pastoral (Barcelona, CLIE, 2004), pp. 894-896.
[4] Gordon H. Clark, “pena de morte” in: Carl F.H. Henry, org., Dicionário de ética cristã (São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2007), p. 441.