segunda-feira, 19 de novembro de 2018

CORAÇÃO DE HERÓI (SERVIR E PROTEGER)



Filipe Levi 19/11/18
CORAÇÃO DE HERÓI (SERVIR E PROTEGER)


INTRODUÇÃO:

“A única coisa necessária para que o mal triunfe é os homens de bem não fazerem absolutamente nada”. (Edmund Burke)

Os fariseus eram escarnecedores (esses religiosos zombavam e ridiculizavam as coisas de Deus). Jesus era conhecido como "O AMIGO DAS PROSTITUTAS - O AMIGO DOS PECADORES", porque esses "grandes pecadores" tinham muito mais respeito por Jesus e por Deus do que os fariseus. Cristo está mais próximo da prostituta que sabe que é pecadora do que do religioso que pensa que é "santo". O próprio Jesus disse que os publicanos e as prostitutas são mais dignos do Céu do que os fariseus (religiosos hipócritas e falsos moralistas). Jesus sempre andou, comeu e bebeu com os pecadores com a intenção de salvá-los. Os "pecadores" estavam mais dispostos a ouvir as palavras de Jesus do que os fariseus, porque esses religiosos eram "santos" demais para poderem dar ouvidos a Jesus.

A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS HERÓIS:

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Todos nós devemos decidir o que queremos proteger. Todos querem proteger algo, alguém ou alguma coisa. Queremos sempre proteger algo ou alguém que seja importante para nós. A verdadeira força não está no ódio que sentimos pelos nossos inimigos, mas, sim, no poder do amor que é liberado quando protegemos a quem amamos. Não é o ódio que libera a nossa verdadeira força, mas, sim, o poder do amor. A principal característica de um herói é o amor.

Quando todos se omitem diante do mal. Quando todos se conformam com as coisas erradas. Quando todos folgam com a injustiça. Quando todos te perseguem, porque você ousa questionar o que está errado. Os heróis são aqueles que fazem o que ninguém mais quer fazer. Se não tem quem faça, se não tem ninguém para fazer, o herói tem que tomar a iniciativa e fazer. Muitas vezes, os heróis são desprezados, rejeitados, abandonados e excluídos. Mesmo, você sabendo que levará a pior e que se dará mal por fazer o bem, mas mesmo, assim, você ousa fazer o que é correto, você é corajoso de verdade. Quando você ousar desafiar os malfeitores. Quando não temer o perigo e nem a morte. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você estiver disposto a morrer lutando pelo que você acredita. Quando você amar tanto os seus amigos que você estaria disposto a morrer no lugar deles para salvá-los. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você estiver na lista dos mais procurados do Diabo. Sinta-se honrado, pois é isso que te faz ser um herói.

O PROPÓSITO DOS HERÓIS:

"Se Deus impor as mãos sobre você todo o mundo saberá. E você não será conhecido aqui, você será conhecido no Inferno." (Leonard Ravenhill)

Existem pessoas que são pontos de luz no escuro. Pessoas boas que fazem a diferença nesse mundo decaído e pervertido. Homens e mulheres que ousam questionar as coisas erradas e fazer a diferença. Pessoas que se importam mais com os outros do que consigo mesmas. O herói, apesar de toda a escuridão que tem dentro de si, ainda a chama da esperança queima em seu coração. A sua luz interior ilumina o seu caminho para combater o mal e fazer justiça aos oprimidos. Os heróis são homens que vivem e morrem em nome da honra. O cavaleiro prova o seu valor por meio dos seus atos. O verdadeiro herói é aquele que usa os seus punhos e as suas armas somente para lutar em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

Há um herói dentro de cada um de nós. Que nos incentiva a sermos íntegros, que nos enobrece. Muitas vezes, para fazer o bem, precisamos desistir do que mais queremos. Desistir até mesmo dos nossos sonhos. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Se importar mais com os outros do que consigo mesmo. São homens assim que fazem a diferença. São homens assim que mudam o mundo. Homens que também tem as suas fraquezas, mas eles as superam, por algo maior do que eles próprios. A coragem não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo. Homens que resistem à dor e vencem o medo. Homens cheios de coragem e de ousadia que ousam fazer o que ninguém mais quer fazer. Homens que estão dispostos a se sacrificar pelo semelhante. A inteligência deve ser usada para o bem da humanidade. Isso é um privilégio. Quando Deus nos escolhe para fazer a diferença e mudar a História, Ele não está tapando buraco (não se pode barganhar com um Deus que não precisa de você). Se Deus te escolher para fazer a diferença, Ele está te dando um privilégio. Isso é uma grande honra. Então, honre e valorize essa oportunidade que Deus lhe deu.

É muita ingenuidade acreditar que quando você invadir o território do seu inimigo, travando batalhas contra os seus soldados, resgatando os perdidos das trevas, libertando os acorrentados das correntes infernais, libertando os oprimidos da opressão, causando o caos e a desordem em seu reino, e ainda querer sair com os reféns resgatados e não querer ser notado. Quando você prega o Evangelho e busca fazer a vontade de Deus, isso chamará a atenção do Diabo e seus anjos (de todos os malfeitores em geral, tanto criminosos comuns quanto religiosos maus). Se você ousar se opor ao Diabo e seus seguidores, eles virão para cima de você. Se Deus impor as suas mãos sobre você, e as pessoas ao seu redor verem a Glória de Deus em sua vida, por meio de suas atitudes e gestos de justiça, de compaixão e de bondade, você não será conhecido somente aqui na Terra, mas também será conhecido no Inferno. Faço das palavras de Leonard Ravenhill minhas palavras também: “A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo”. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando.

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL (O MAIOR PECADO DA “IGREJA”):

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão; põem o amargo por doce, e o doce por amargo”! (Isaías 5:20)

Infelizmente, muitos cristãos consideram o que é mau, bom, e o que é bom, mau. Muitos crentes consideram o errado, certo, e o certo, errado.

A omissão diante do mal é pecado e sempre será pecado. Passar a mão na cabeça dos bandidos e dos terroristas não acabará com a maldade no mundo, pelo contrário, aumentará ainda mais a violência. Onde diz na Bíblia que eu devo encobrir os erros dos outros e ser conivente com o pecado?

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

Para mim, a omissão diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante o mal é tão culpado quanto aquele que o pratica. Os cristãos costumam se omitir diante das coisas erradas alegando um falso amor e uma falsa paz, mas Deus nunca aprovou a omissão perante as coisas erradas. A vontade de Deus é que nós, cristãos, defendamos os fracos e oprimidos. O Altíssimo quer que nós lutemos em favor dos indefesos. É nossa obrigação proteger os inocentes.

"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O Livro de Provérbios critica muito a injustiça e a omissão diante do mal, portanto, o conformismo perante as coisas erradas não é bíblico. Deus, o Altíssimo, deseja que nós pelejemos em favor dos fracos e necessitados, porque é da vontade d’Ele, que nós defendamos os indefesos e desamparados.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Deus estabeleceu o Estado (governo) para ser um servo de Deus (ministro de Deus). A função e o dever do governo é servir o povo, e não explorá-lo e oprimi-lo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores e louve os homens que praticam o bem.

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

Desejar ser herói (proteger os fracos e indefesos) não é coisa de “criança e de gente infantil”, mas é o que a Bíblia manda. As Escrituras ordenam que todos os servos de Deus sejam heróis (protetores e defensores). A vontade de Deus é que os fortes protejam e defendam os fracos.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.

O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo, que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.

Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Dietrich Bonhoeffer, Desmond Doss, Martin Luther King e Albert Einstein nunca pregaram a omissão diante do mal, pelo contrário, eles sempre pregaram contra isso. Esses homens nunca pregaram que ser da "paz" e "amar" é se omitir perante as coisas erradas. Eles nunca foram pacifistas, mas, sim, pacificadores. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser justo e ser idiota. Há diferença entre ser correto e ser retardado. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre amar e se omitir. Há diferença entre amor e omissão. Há diferença entre lutar pelo que é certo e acobertar os erros dos malfeitores. Há diferença entre ser “paz e amor” e ter compaixão pelos inocentes. Há diferença entre pregar a verdadeira paz e se omitir diante do mal por ser covarde mesmo.

AS TRADUÇÕES DE ROMANOS 13:1-7:

“Obedeçam às autoridades governamentais, porque Deus foi quem estabeleceu todas elas. Não há governo, em parte alguma, que Deus não tenha colocado no poder. Portanto, aqueles que se recusam a obedecer às autoridades estão se recusando a obedecer a Deus, e o castigo virá sobre eles. Pois os governantes devem ser temidos apenas por aqueles que praticam o mal. Assim, se você não quiser ter medo da autoridade, guarde as leis e pratique o bem e tudo irá bem. Pois a autoridade é enviada por Deus para o seu bem. Mas, se você estiver fazendo algo errado, é natural que deve ter medo, pois ela terá de castigá-lo. Ela é serva de Deus, agente da justiça para castigar quem pratica o mal. Assim, vocês precisam obedecer às autoridades por duas razões: para evitar o castigo e por uma questão de consciência. Paguem também seus impostos, por essas mesmas razões. Porque as autoridades do governo estão a serviço de Deus, dedicadas a continuar a fazer essa obra. Dêem a cada um o que lhe é devido; paguem seus impostos e tributos, obedeçam aos seus superiores, e honrem e respeitem a todos aqueles a quem isso for devido”. (Romanos 13:1-7)


“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)


“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo foi muito claro quando escreveu o capítulo 13 da Carta aos Romanos (uma grande pedra no sapato dos cristãos pacifistas e anarquistas). Paulo reconheceu que as autoridades governamentais são instituídas por Deus, isto é, Deus coloca no poder os governantes da Terra. Os magistrados, os soldados, os policiais e os políticos são estabelecidos por Deus para zelarem pelo bem-estar da sociedade. O Estado é servo de Deus, ministro de Deus, para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. As Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas podem negar isso até a morte, mas o capítulo 13 da Carta aos Romanos não sumirá da Bíblia por causa disso (para o azar deles). Paulo ensinou que os cristãos devem se submeter às autoridades em várias de suas Cartas (ele insistiu bastante nesse assunto). Paulo vivia usando o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. Claro, que se o governo for injusto e opressor (ditatorial e corrupto) ou exigir que os cristãos façam coisas contrárias ao que a Bíblia ensina, nós, cristãos, devemos obedecer mais a Deus do que aos homens.

AS TRADUÇÕES DE 1 PEDRO 2:13-17:

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

“Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

“Pelo amor que vocês têm ao Senhor, obedeçam a todas as leis do governo; sejam as do rei, como a autoridade maior, sejam as que são dos oficiais do rei, pois ele os enviou para castigar todos os que fazem o mal e honrar aqueles que fazem o bem. É da vontade de Deus que a vida correta de vocês faça com que se calem aqueles que insensatamente condenam o Evangelho sem saberem o que ele pode fazer por eles, pois nunca experimentaram o seu poder. Vocês estão livres da lei, porém, isso não quer dizer que estão livres para fazer o mal. Vivam como aqueles que são livres para fazer somente a vontade de Deus em todas as ocasiões. Mostrem respeito para com todos. Amem os irmãos em toda parte. Temam a Deus e respeitem o governo”. (1 Pedro 2:13-17)


O apóstolo Pedro também reconheceu a legitimidade dos reis e das autoridades enviadas por eles (soldados e magistrados) para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo e Pedro ensinaram, claramente, que a função do Estado é punir os maus e louvar os bons.

ORAR E INTERCEDER EM FAVOR DAS AUTORIDADES:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo também ensinou que o dever de todos os cristãos é interceder em favor dos homens investidos de autoridade, porque é da vontade de Deus que, inclusive, os governantes e os soldados se convertam e sejam salvos. Paulo, mais uma vez, reconhece a legitimidade das autoridades.

PRINCÍPIOS E VALORES BÍBLICOS NAS ARTES MARCIAIS:

As principais virtudes do Bushido (Código do Guerreiro) são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios morais e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

CÓDIGO SAMURAI (INTEGRIDADE E HONRA):

“O caminho do valente não segue os passos da estupidez. Quando um samurai diz que fará algo, é como se já o tivesse feito. Nada nesta terra o deterá na realização do que disse que fará”.

Nós, homens de Deus, somos servos da justiça. Os nossos atos devem ser de justiça. Nós lutamos em prol da justiça. Se for preciso, nos tornaremos na própria justiça. As nossas flechas só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para nós mesmos, mas justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. A nossa espada nunca deve ser usada por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a paz e a justiça. Os servos de Deus são homens de palavra. Homens de honra devem defender e proteger os fracos. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Os líderes devem servir aos outros e não ser servido por eles. Sejamos guerreiros honrados e íntegros. Sejamos homens de verdade. As nossas armas e os nossos punhos devem ser usados para proteger os indefesos e para a promoção da justiça. O dever do homem, do cavaleiro, do guerreiro, do soldado e do líder, é cuidar de seus protegidos. Sejamos homens valentes e corajosos. Sejamos homens íntegros e honrados. Sejamos homens de Deus. Sejamos heróis. Já tem homens demais fazendo o mal, então, ouse fazer o bem.

UMA NODACHI (O PODER DO IMPACTO PSICOLÓGICO):


“Uma Nodachi (野太刀) é uma espécie de Katana longa, e era utilizada por um dos mais famosos e habilidosos espadachins do Japão Feudal, Sasaki Kojirō (佐々木 小次郎). Kojirō aperfeiçoou suas habilidades no manuseio da nōdachi, e ganhou excelência em uma técnica própria chamada "Tsubame Gaeshi" (Rasante da Andorinha), capaz de cortar uma andorinha em pleno voo. Kojiro foi morto na ilha de Ganryūjima pelo lendário Miyamoto Musashi, que sabia que Kojirõ só poderia ser superado por um método que não se baseasse exclusivamente nas habilidades com a espada. Kojiro era muito orgulhoso, e Musashi se aproveitou desse orgulho utilizando de alguns truques psicológicos para desestabilizá-lo emocionalmente. Conta a história, baseada nas próprias narrativas de Musashi, que este, entendendo que superar o estilo de Sasaki Kojirō seria muito difícil e arriscado, propositalmente se atrasou mais de 2 horas da hora marcada para chegar no local do duelo enquanto esculpia em um remo do barco uma bokken (espada de madeira), um pouco maior que a nodachi de Kojirō. A ideia era enfurecer o adversário com o atraso e com a ofensa de batalhar contra uma espada de madeira, pois somente principiantes ou crianças lutavam com bokken. Musashi também planejou descer na praia exatamente na direção oposta à do sol, com a intenção de ofuscar a visão do oponente. Ao desembarcar na praia, estava usando vestes surradas e tinha os cabelos visivelmente desgrenhados, com a bokken recém-esculpida em uma mão e um cobertor na outra. Kojirō tomou isso como mais um insulto, pois no código samurai, apresentar-se desalinhado para um duelo significa completa desconsideração pelo adversário, ainda mais sem portar a espada, usando a bokken de madeira em vez da katana. Para a infelicidade de Kojirō, este caiu no jogo psicológico de Musashi, e, irritadíssimo com o menosprezo com que o adversário lhe demonstrava, correu exasperado em sua direção. A luta real durou apenas o lance do seu momento decisivo, embora Musashi tenha escrito que a luta começou no momento em que meditava e esculpia sua espada no barco. Apesar do jogo psicológico, Musashi considerou Kojirō como sendo o seu maior rival”. (autor desconhecido)

SOBRE O COMBATE (LUTAR EM PROL DA JUSTIÇA):

"O sentimento de luta não deve ser medido pela probabilidade de vitória, mas, sim, pelos valores em defesa dos quais a luta foi feita".

Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (Bíblia ou lâmina cortante) não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua espada (Machaira) por motivos e razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado”?
(Leonard Ravenhill)

O Pacifismo sempre foi muito pregado entre os cristãos desde a Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e nem o direito que todos os seres humanos têm de lutar por suas vidas. Os religiosos pacifistas costumam usar versículos bíblicos fora de contexto para sustentar o Pacifismo biblicamente, mas qualquer pessoa inteligente e sábia verá que a Bíblia nunca sustentou tal heresia.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

O interessante desse trecho bíblico é que ele foi escrito pelo mesmo autor da Carta aos Romanos, ou seja, o apóstolo Paulo. Em nenhum momento, na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo pregou o Pacifismo, até porque o contexto não fala de guerra física, mas, sim, de guerra espiritual. Na Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo ensinou que as autoridades governamentais foram estabelecidas por Deus e que os magistrados e militares são seus ministros para castigar os malfeitores. Então, seria contraditório o autor da Carta aos Romanos pregar o Pacifismo na Carta aos Efésios. O apóstolo Paulo quis dizer que a função dos cristãos civis é se preocupar com a guerra espiritual, mas os cristãos que são magistrados e militares devem cumprir com o seu dever, que é castigar os que praticam o mal; porque eles são investidos de autoridade por Deus para essa função. (Eu sei que quem escreveu a Carta aos Romanos foi Tércio a mando de Paulo). A luta da Igreja é espiritual e a luta do Estado é física. Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque o ensinamento “olho por olho e dente por dente” era sobre as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores (para que os criminosos não fossem punidos de forma exagerada) e não um incentivo a represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo (Alegorismo).

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

A ESPADA DO ESPÍRITO:

"Os guerreiros também são feridos e chegam até ser derrotados, mas jamais largam a espada".
(Sid Aguiar)


“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.


CONCLUSÃO:


"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco". (Bruce Lee)

O guerreiro que não respeita a sua espada não é digno de sua espada. O policial que não respeita o seu distintivo não é digno de seu distintivo. O oficial que não respeita a sua patente não é digno de sua patente. O marido que não respeita a sua esposa não é digno de sua esposa. Os pais que não respeitam os seus filhos não são dignos de seus filhos. O governante que não respeita o seu povo não é digno de seu povo. O pastor que não respeita as suas ovelhas não é digno de suas ovelhas. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

domingo, 18 de novembro de 2018

OS GUERREIROS DOS SONHOS (NA LISTA DOS MAIS PROCURADOS DO DIABO)



Filipe Levi
OS GUERREIROS DOS SONHOS (NA LISTA DOS MAIS PROCURADOS DO DIABO)


Deus, o Criador do Universo, criou os céus e a Terra. Yahweh, o Eterno, criou as galáxias, os astros e os planetas. Jeová, o Deus judaico-cristão, criou o homem a sua imagem e semelhança, e criou também a mulher para ser a sua auxiliadora e companheira (o principal ministério do homem sempre foi a sua mulher). Com a queda do homem, o pecado passou a escravizar a humanidade e a levar todas as pessoas à morte (morte eterna). Satanás, o Diabo, por meio do pecado, destruía o mundo e todos os habitantes da Terra. Deus, o Altíssimo, enviou o seu Único Filho, Jesus, para sofrer e morrer no lugar de seu povo. Através do sacrifício de Jesus na Cruz, quando seu sangue santo e puro foi derramado, por meio do poder de seu sangue e de seu sacrifício, o Cordeiro de Deus resgatou os escolhidos de Deus das trevas e da escuridão para a sua maravilhosa Graça e Luz.
Jesus era conhecido como o amigo dos pecadores (o amigo das prostitutas). O Jesus da Bíblia xingava, ofendia e insultava os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). Os religiosos hipócritas o odiavam. Os falsos moralistas o detestavam. O homem que comia e bebia com os pecadores. O homem que andava com prostitutas e ladrões. Esse era o Jesus da Bíblia, o Grande Libertador de Israel (AQUELE QUE VENCEU A MORTE). Jesus sofreu e morreu numa Cruz, mas no terceiro dia, Ele ressuscitou, vencendo a morte e o pecado. Cristo tem as chaves da morte e do Inferno. Satanás não tem nem a chave de sua própria casa. Qualquer pessoa que reconhecer Jesus Cristo como o seu Único e suficiente Salvador, será salva. Por meio da Graça de Deus, os homens podem alcançar a vida eterna.
Nos três primeiros séculos, os nazarenos que passaram a ser chamados de cristãos, foram implacavelmente perseguidos pelo Império Romano. Os seguidores de Jesus eram presos, espancados, violentados, crucificados, queimados vivos, jogados as feras nas arenas, e os que tinham cidadania romana, tinham o privilégio de serem decapitados (morte sem sofrimento).
Apesar de muitos cristãos primitivos satanizarem as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheceram que o Estado (governo), assim, como os seus agentes, soldados, magistrados e governantes eram estabelecidos por Deus para manter a lei e a ordem na sociedade (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Para Pedro e Paulo, os soldados, magistrados e governantes eram ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons.
João Batista, o precursor do Messias, quando batizou alguns soldados, ele não lhes recriminou por serem combatentes, pelo contrário, João Batista lhes incentivou a serem soldados, portanto, que eles fossem militares honestos, honrados e íntegros (Lucas 3:14).
O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras ou a pena capital. O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” sempre eram usados para se referir ao homicídio ilícito e não a matar para se defender ou para proteger alguém. A violência pode ter um bom uso, se essa violência for usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” só eram usados para condenar o assassinato e não a matar por uma causa justa.
Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou totalmente os juramentos, mas, sim, aquelas pessoas que não tem palavra e nem moral e que precisam fazer “juramentos” para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou os juramentos que são feitos em nome da verdade, da paz, da justiça e do amor (o casamento é um juramento de lealdade a sua esposa).
Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus.
Com o Edito de Milão, em 313, os cristãos conseguiram a sua tão almejada liberdade religiosa para poderem buscar o seu Deus em paz. No Concílio de Arles, em 314, o serviço militar foi reconhecido oficialmente pela Igreja Primitiva como legítimo e bíblico. Em 325, no Concílio de Nicéia, os Livros do Novo Testamento foram reunidos e considerados oficialmente pela Igreja como inspirados pelo Espírito Santo de Deus. Nessa mesma época, a Igreja Primitiva passou a ser conhecida como a Igreja Católica.
No começo de sua origem, a Igreja Católica obedecia aos ensinamentos das Escrituras, mas a idolatria, a corrupção, a ganância e a maldade corromperam a Igreja. Durante a Idade Média, o Clero passou a usar a Inquisição para eliminar todos os seus opositores. Mulheres inocentes foram acusadas de serem bruxas e morreram queimadas nas fogueiras da Inquisição. Gritos de horror e de desespero ecoavam sobre a Terra. Muitos cristãos verdadeiros e autênticos foram acusados de serem hereges e também foram exterminados das maneiras mais brutais possíveis. Com as vendas de indulgencias, de relíquias e de cargos eclesiásticos, a Igreja Católica e o Clero apenas aumentavam o seu poder cada vez mais.
Na Idade Moderna, o monge agostiniano, Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517, provocou a Reforma Protestante. Lutero era um homem muito a frente do seu tempo. Um gênio, um rebelde e um libertador. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas para combater o Clero e a Igreja Católica para, assim, restituir a identidade da Igreja de Cristo. Houve muitas batalhas, guerras e pelejas, foi um verdadeiro banho de sangue. Católicos e protestantes se mataram em muitos confrontos.
Satanás, o Diabo, sempre usou as construções ideológicas para enganar os cristãos. Construções ideológicas diabólicas como o Pacifismo e a satanização da sexualidade e do sexo. O serviço militar, a política, a defesa pessoal e a legítima defesa sempre estiveram na Bíblia (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). A sexualidade e o sexo (prazer sexual) sempre estiveram nas Escrituras (Cantares – Cântico dos Cânticos). Durante mais de dois mil anos, essas mentiras diabólicas oprimiram e subjugaram a Igreja.
Com o Movimento Puritano, começou um verdadeiro Avivamento na Igreja. Infelizmente, por causa de muitos “puritanos radicais, legalistas, fundamentalistas e fanáticos” esse Movimento passou a ser mal visto, e o termo “puritano” se tornou pejorativo.
No século XX, com as ditaduras socialistas, milhões de cristãos foram torturados, violentados e assassinados por causa de sua fé. Em países islâmicos, incontáveis cristãos também foram massacrados e exterminados por amarem a Deus acima de todas as coisas.
No século XXI, grupos terroristas de muçulmanos extremistas como a Al-Qaeda, Talibã, Boko Haram e Estado Islâmico, estupravam, torturavam e matavam os cristãos sem piedade.
Infelizmente, os bordões e chavões dominaram as igrejas evangélicas. A religiosidade vazia e hipócrita furtou os corações dos cristãos. A Teologia da Prosperidade, o Movimento Batalha Espiritual, a Maldição Hereditária, o G-12, o misticismo, as bizarrices pentecostais e neopentecostais (que faziam o Espírito Santo parecer um idiota), o legalismo, o fanatismo e o fundamentalismo religioso tomaram conta das igrejas evangélicas. Mas, ainda havia a esperança de que Deus salvaria e vingaria o seu povo (o seu verdadeiro povo, a sua verdadeira Igreja). Deus é o Defensor e Vingador de seu povo, e que na hora certa, Deus faria justiça aos oprimidos e castigaria todos os culpados.
No Brasil, a apostasia também tomava conta das igrejas evangélicas, mas aos poucos, os verdadeiros cristãos se posicionavam e o avivamento (de volta as Escrituras) começou a aflorar. Existiam jovens crentes em Jesus que eram profetas de Deus na sua geração. Rapazes que faziam a diferença, porque amavam a Deus e não se contaminavam com a corrupção desse mundo. Existia um grupo de jovens cristãos, praticantes de artes marciais e com treinamento militar que combatiam todos os homens maus que ameaçavam os indefesos e as pessoas que eles amavam. Leonardo, Carlos, William, Oseias e Augusto.
Leonardo era graduado em História e praticava defesa pessoal. Ele tinha treinamento na segurança privada e também militar, pois fez vários cursos de manuseio de armas de fogo. O Herói era um historiador e professor de História que acreditava piamente na inerrância das Escrituras, pois para ele, a Bíblia era realmente a Palavra de Deus. Para Leonardo, os 66 Livros da Bíblia foram realmente de fato inspirados pelo Espírito Santo de Deus. Leonardo aprendeu a falar com dois anos de idade, e desde essa época, ele tinha o costume de conversar com Deus. Com dez anos de idade, começou a ler as Escrituras Sagradas com afinco, e se apaixonou ardentemente pela Palavra de Deus. As suas maiores paixões eram a Bíblia, as artes marciais, as armas de fogo, animes e videogames. Com o seu interesse obsessivo pela Bíblia, Leonardo adquiriu uma boa base teológica, e não era tão facilmente enganado como a maioria dos cristãos era enganada pelos falsos profetas. Deus usou a sua paixão pelas artes marciais para que Leonardo adquirisse aversão ao Movimento Batalha Espiritual (o maldito movimento herético e diabólico liderado por “ex-satanistas” que mesmo após as suas supostas “conversões” continuavam ensinando os ensinamentos satânicos que eles aprenderam no Satanismo). Deus conversava com Leonardo por meio dos desenhos animados, séries e filmes. Deus usava esse método (Alegorismo) para se comunicar com o Herói. O Altíssimo entrava no mundo de Leonardo para conversar com ele. O Herói, apesar de sua irreverência (ele era irônico e sarcástico), ele no fundo do seu coração, tinha um profundo respeito e grande admiração pelo Deus de Israel. Leonardo se importava mais com os outros do que consigo mesmo. Ele era um homem que estava disposto a morrer pelos seus amigos. Leonardo vivia para a justiça, e não para si mesmo. O Herói queria ser a voz daqueles que não podiam falar. A sua maior ambição na vida era estar na lista dos mais procurados do Diabo.
Carlos era um dos melhores amigos de Leonardo e era um homem honrado e íntegro. Carlos era pugilista (um grande boxeador) que usava os seus punhos para lutar em nome da verdade e da justiça. Carlos era um cientista da computação, pois ele era um perito na área da informática. O pugilista era casado e era leal aos seus amigos e sua família. Um homem forte e destemido, cheio de valentia e coragem. Um homem honesto que fazia a diferença na sua geração.
William, o oficial Paixão, era tenente da Marinha do Brasil que durante uma grande parte de sua vida se desviou do Caminho da Verdade e guardava rancor de Deus. Com o passar dos anos, o Espírito Santo tocou no coração de William, e trocou o seu coração de pedra por um coração de carne. O oficial Paixão se reconciliou com Deus e voltou a lutar em prol da justiça. William, assim como Leonardo, era um Geek (fã de gibis, séries, animes e videogames).
Oseias, o delegado Ribeiro, era amigo de Leonardo desde a mocidade, pois eles estudaram juntos na escola. Oseias era delegado da PF (Polícia Federal) e trabalhava combatendo os maiores traficantes e contrabandistas do país. Oseias era praticante de Kung Fu e era um exímio atirador. O delegado Ribeiro era um policial honesto que apesar das tentações sempre recusou aceitar suborno e sempre permaneceu íntegro.
Augusto, o oficial Marques, era tenente do Exército Brasileiro que era um mestre na arte da guerra e da estratégia militar, que usava todo o seu conhecimento bélico adquirido lutando em várias batalhas, para lutar em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem ele jurou proteger. Augusto somente usava os seus punhos e suas armas para lutar por aqueles que não podiam lutar por si mesmos. O oficial Marques dedicava a sua vida em favor dos oprimidos.
Um demônio muito poderoso pretendia destruir Leonardo e seus amigos, e junto com os seus mais fortes e poderosos guerreiros, armou uma emboscada contra os heróis. Esse demônio era Baphomet (Azazel), o deus das bruxas, conhecido como o Bode de Mendes. Os seus capangas eram Screwface (Cara-Ferrada), Adrian, Cassius, Cipriano (Capa Preta) e Kenzo.
Screwface, o Cara-Ferrada, era um narcotraficante jamaicano, que era um grande espadachim e também um grande feiticeiro, perito em magia negra. Por meio das vendas de suas armas ilegais e entorpecentes ilícitos, ele dominava grande parte do país. Screwface era temido por seus inimigos e sua maior ambição era derrotar Leonardo e seus amigos, que constantemente atrapalhavam os seus negócios e destruíam os seus planos de expandir o seu império do crime.
Adrian era irmão de Cassius e um grande guerreiro que usava a sua grande força e habilidade em batalha para oprimir e subjugar os mais fracos. Adrian era um poderoso feiticeiro, ganancioso e cruel, que pelejava apenas porque gostava de ferir e de matar as pessoas, e não por causas nobres ou por motivos justos. O seu coração era perverso e sua alma totalmente corrompida.
Cassius era extremamente forte e de grande porte. Cruel e vil. Sádico e impiedoso, que guerreava somente para ver o sangue jorrar. Assassino frio e sem escrúpulos. Não sentia pena ou remorso quando destruía uma vida ou uma família. Cassius era extremamente corrupto e corrompido. Não tinha nenhum princípio ou código de honra. Ele era mau caráter mesmo.
Cipriano era um feiticeiro mestre na arte da magia negra e um grande guerreiro também, mas que não lutava pelos outros, mas somente por si próprio. Ele não sabia o que era altruísmo e nem amizade. Cipriano só pensava em roubar, matar e destruir. Esse feiticeiro tinha uma mente doentia e um coração ainda mais doentio, que só guardava ódio e desejo de destruir tudo o que encontrasse pelo caminho. Cipriano não sabia o que era lealdade e nem se importava com ninguém, a não ser consigo mesmo.
Kenzo era um mestre de artes marciais e também um mestre na arte da espada, que não seguia os princípios e valores do Bushido (Código do Guerreiro), pelo contrário, Kenzo era ganancioso e egoísta, uma vergonha para os seus ancestrais.
Os heróis cristãos eram verdadeiros combatentes, eles eram soldados de Cristo, que estavam dispostos a serem feridos ou até mesmo mortos para lutar pelo que é certo. Eles queriam fazer a coisa certa, pois esses grandes guerreiros preferiam ser punidos por fazer o bem do que por fazer o mal. Leonardo e seus amigos se importavam mais com os outros do que consigo mesmos. O motivo deles era justo, e eles estavam dispostos a morrer por isso. Esses soldados de Cristo foram até a fortaleza onde Azazel (Baphomet) e seus comparsas estavam aguardando a chegada dos heróis. Leonardo empunhava uma espingarda calibre 12 (Shotgun), e carregava em sua cintura uma pistola IMBEL calibre 380 e um revólver Taurus calibre 38. William, o oficial Paixão, empunhava um FAL (Fuzil Automático Leve) calibre 7.62 e carregava em sua cintura duas pistolas Colt calibre 45. Augusto, o oficial Marques, empunhava um fuzil IA-2 (calibre 556), e carregava em sua cintura duas pistolas Beretta calibre 9mm. Oseias, o delegado Ribeiro, empunhava um fuzil M-16, e carregava em sua cintura duas pistolas Glock calibre ponto 40. Carlos, o pugilista, empunhava um revólver Magnum calibre 357 e os seus punhos eram as suas melhores armas.
Quando os heróis invadiram a fortaleza foram recebidos a bala. Vários bandidos fortemente armados, com armas de grosso calibre, trocaram tiros com os invasores. Houve uma violenta troca de tiros. Dezenas de bandidos foram alvejados e mortos pelos soldados de Cristo. A maior parte desses marginais eram capangas de Screwface (Cara-Ferrada), e o restante satanistas que serviam a Azazel.
Os heróis se separaram e cada um foi por um corredor a procura dos líderes e de Baphomet, o deus das bruxas, para poderem detê-los, antes que esses maus elementos causassem ainda mais problemas para a sociedade e para a Igreja de Cristo. Screwface foi até onde Leonardo estava. Adrian e Cassius foram ao encontro de Oseias e William. Cipriano foi ao encalço de Carlos, e Kenzo correu em direção a Augusto.
Na sala onde o historiador cristão estava, tinham vários tipos de armas brancas penduradas na parede (lanças, espadas e machados de combate). O Herói pegou uma espada longa para si, para poder duelar com Screwface. O feiticeiro jamaicano era um mestre na arte do Vodu (magia negra), mas mesmo com todos os seus poderes concedidos pelo Inferno, o guerreiro cristão ainda permanecia de pé, pelejando bravamente contra o feiticeiro. Ambos cortavam um ao outro com suas espadas, afiadas e mortais. Leonardo conseguiu desarmar Screwface, mas como o Herói não era covarde, ele jogou a sua espada longe, pois queria enfrentar o seu adversário numa luta justa. O que Leonardo tinha de honrado, Screwface tinha de corrompido. O jovem lutador apanhou muito do feiticeiro, mas se sobressaiu na batalha, espancando o seu oponente com diversos tipos de socos no abdômen e no rosto, conseguindo derrotá-lo.
Adrian, mesmo usando todas as suas magias e táticas de batalha, não conseguia matar Oseias, que mesmo muito ferido, permanecia lutando e golpeando fortemente o feiticeiro. Adrian não entendia, como que um homem aparentemente comum, conseguia resistir aos seus poderosos golpes. Oseias, mesmo tendo apanhado muito, conseguiu golpear Adrian de tal forma, que o derrotou.
Cassius enchia William de porrada, mas mesmo assim, o militar ainda persistia resistindo aos golpes de Cassius e também golpeava com bastante eficiência o seu inimigo. O feiticeiro espancava William, mas o oficial Paixão, determinado em vencer a batalha, revidou em dobro todos os ataques que recebeu, vencendo Cassius.
Cipriano usou vários de seus encantos e magias para tentar destruir Carlos, mas o pugilista, mesmo todo arrebentado e ferido, persistia, socando o feiticeiro com ferocidade. Cipriano e o boxeador trocavam socos, esmurrando um ao outro com selvageria. Carlos, se aproveitando de um descuido de Cipriano, que acabou deixando a sua guarda baixa, lhe desferiu um potente soco na cara e o nocauteou.
Kenzo desembainhou uma Katana e tentava esquartejar Augusto, que armado com um machete, duelava com o espadachim. O militar se esquivava diversas vezes da lâmina mortal de seu inimigo, mas mesmo assim, acabou sendo ferido algumas vezes. Kenzo era um mestre na arte da guerra, mas Augusto também era um grande combatente que tinha muita experiência no campo de batalha. O oficial Marques, com muita dificuldade e seriamente ferido, conseguiu ganhar vantagem na batalha e derrotar Kenzo, o espadachim.
Os heróis se reuniram novamente e foram até a arena de combate, onde se encontrava Baphomet (Azazel). No centro da arena tinha o símbolo de um pentagrama invertido e várias velas acesas em volta, de repente, uma chama surgiu no local, e do meio do fogo, surgiu um homem com cabeça de bode e de olhos amarelos. Era Baphomet, o Bode de Mendes. Os soldados de Cristo o cercaram e avançaram para atacá-lo, mas o deus das bruxas usando a sua telecinese os arremessou longe. Azazel estendeu as suas mãos, lançando bolas de fogo e rajadas de gelo na direção dos heróis, que se esquivaram das magias e tentaram atacá-lo novamente. Leonardo desferiu um potente soco no estômago de Baphomet, que gargalhou sadicamente, e falou, dizendo:
__É só isso o que você pode fazer? Vejo que você é tão fraco e indefeso quanto um recém-nascido. Hahahahahahahahahaha. Você deve ser Leonardo, o historiador cristão, não é mesmo?
Baphomet estendeu uma de suas mãos e suspendeu Leonardo no ar, o deixando paralisado usando a sua telecinese.
__Sim, e você deve ser Baphomet, o deus das bruxas, não é?
__Isso mesmo.
__Pare com essa palhaçada e lute de forma justa comigo!
__Por que eu deveria lutar de maneira justa com você? Eu sou um demônio e não um cavaleiro. Honra e nobreza não servem para mim.
__O que quer de mim?
__Eu soube que você é um historiador. Então, você deve saber que Satanás sempre esteve no controle da História da humanidade.
Leonardo se concentrou e usando toda a sua força conseguiu se libertar da telecinese de Baphomet, e, falou, dizendo:
__Errado! Deus é o Senhor da História.
__O que é injusto hoje pode se tornar justo no futuro. Muitas coisas que eram injustas no passado se tornaram justas com o passar do tempo. O que Satanás faz hoje pode parecer injusto, mas no futuro as pessoas agradecerão a ele, e as coisas que ele faz parecerão justas para os humanos. Muitas vezes é necessário praticar atrocidades para se atingir um grande objetivo. O certo e o errado dependem de quem está avaliando. O que pode ser certo para você, pode ser errado para mim, e vice-versa. As coisas que Deus fazia no Antigo Testamento na época eram certas, mas na época da Graça são consideradas erradas. O Diabo não é o vilão da História, mas, sim, Deus. Grandes impérios conquistaram outros povos e dominaram o mundo, porque foram cruéis e dissimulados. A força dita as regras. Os fracos devem servir aos mais fortes sem questionar, porque o forte sobreviverá, e o fraco irá sofrer. Essa é a lei da vida. Essa é a lei da História.
__Idiota!
__O que você disse?
__O mal não é nada além do mal; e a justiça será para sempre justiça. Os mesmos impérios que você citou, caíram e não perduraram. O dever dos fortes é proteger os fracos, e não subjugá-los. Os fortes devem defender os fracos. O certo sempre será certo, e o errado sempre será errado. As Leis de Deus são imutáveis. Deus é imutável. Os seus atributos são imutáveis. Jesus Cristo veio cumprir a Lei, e não aboli-la. Deus estabelece os reis e remove os reis. O Altíssimo coloca no poder a quem Ele quer. Ele levanta os reinos e derruba os reinos como bem entende. Jeová tem o total controle sobre os exércitos da Terra, porque Ele é o Senhor dos Exércitos.
__Se você me derrotar, o seu Deus estará certo. Mas, se eu vencer, Satanás estará com a razão. Que vença o melhor!
__Eu vou contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que você e seus comparsas têm afrontado. Deus te entregará em minhas mãos. Deus salva, não com lança, nem com espada. Deus salva, não com arma, nem com luta, porque do Senhor é a guerra. Hoje, mesmo, te matarei e entregarei o seu corpo para as aves do céu e para as bestas do campo. Todos saberão que o Deus de Israel é Deus. Que Deus é o Senhor da História! A injustiça nunca será justiça.
Leonardo avançou com ímpeto e fúria para cima de Baphomet desferindo diversos tipos de socos em seu abdômen e em seu rosto. Azazel o agarrou na traqueia e o ergueu, o suspendo no ar novamente, e começou a espancá-lo violentamente, o ferindo gravemente.
Os amigos do Herói golpeavam o deus das bruxas com brutalidade e o demônio arremessou Leonardo contra a parede, e começou a pelejar com os demais. O Bode de Mendes os espancava, mas apesar dos heróis receberem os seus poderosos golpes, eles ainda continuavam de pé, lutando com determinação e ousadia.
Azazel estendeu as suas mãos, e vários fios mortais saíram das pontas de seus dedos que prenderam os jovens guerreiros, e começaram a dilacerá-los. O Herói se levantou meio cambaleante e atordoado por causa do impacto, se recompôs e partiu para cima de Baphomet.
__Mesmo, que morramos aqui lutando com você, você vem conosco. Nós podemos até sermos destruídos, mas nós levaremos você conosco também. Se morrermos, você também morre.
__De que adianta você vencer, se você também morrerá?
__Eu não tenho medo de morrer. Se for preciso, eu me explodo junto com você. Se ainda estou vivo é por causa da misericórdia de Deus. Se eu morrer, que seja por algo que vale a pena. Se for para perecer, que seja em uma batalha com propósito. Quero ter uma morte honrada.
Os soldados de Cristo, cheios de ousadia e de coragem, estavam determinados a vencer Baphomet, e continuaram lutando, desferindo diversos tipos de socos e de chutes no Bode de Mendes. O deus das bruxas apanhou tanto, e mesmo golpeando diversas vezes os heróis, os combatentes cristãos ainda continuavam de pé, pelejando sem demonstrar fraqueza diante do inimigo. Azazel, sabendo que não ganharia a batalha, e suspeitando de que se continuasse, acabaria sendo derrotado, decidiu recuar, para poder lutar num outro dia, e fugiu humilhado como um covarde.
Os heróis pensavam que haviam derrotado todos os vilões, mas Leonardo, devido a sua ótima percepção, desconfiava que ainda tinha sobrado mais um inimigo. O Herói saiu de dentro da fortaleza e seguindo a sua intuição e instinto foi guiado para outro local.
Leonardo chegou até um campo aberto e viu um homem formoso, alto e forte, revestido por uma armadura negra e trajando vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Era outro guerreiro também muito antigo. Era Satanás, o Diabo.
__Você deve ser Leonardo, o jovem historiador? Devo lhe dar os parabéns por ter chegado até aqui. Eu o subestimei. Pelo jeito, eu mesmo terei que fazer o serviço pessoalmente. Eu te garanto que você nunca enfrentou alguém como eu antes. Pode ter certeza disso.
__Eu já derrotei inimigos muito mais poderosos do que eu. Já lutei contra os piores bandidos e terroristas e os derrotei. Você não será problema para mim.
__Todos os malfeitores e monstros que você combateu foram enviados por mim. Todos eles estavam sob o meu comando, obedecendo as minhas ordens.
__Como assim?
__Você sabe quem eu sou. Você só não quer acreditar. Tem certeza de que não sabe quem eu sou mesmo, Leonardo?
__Quem é você, afinal? Quem é você de verdade?
__Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Hahahahahahahahahaha.
__Agora, já sei quem você é. Já desconfiava, mas, agora, eu tenho certeza.
Leonardo avançou com ímpeto e fúria tentando golpear Satanás, mas o Príncipe das Trevas se defendeu e se esquivou de todos os seus golpes e se movendo na velocidade da luz, o espancou ferozmente, o deixando muito ferido.
__A sua sorte de estar vivo até hoje, é que eu não tinha autorização para matá-lo. Dessa vez, você não escapará de minhas mãos. Não consegui matá-lo por meio da depressão e da angústia. Quando te empurrei do beliche foi apenas um aviso, mas você continuou se metendo no meu caminho, ameaçando os meus planos. Você já trouxe problemas demais para o meu reino. Dessa vez, você vai mesmo morrer. Já era para você ter morrido há muito tempo, mas mesmo você não acreditando em si mesmo, Deus sempre acreditou em você. Sinceramente, eu não sei o que o Altíssimo viu em você. Fracassados como você, devem morrer. Hahahahahahahahahaha.
__ Você já tentou me matar antes e não teve êxito em seu intento. Se eu morrer, antes, irei te dar muito trabalho e dor de cabeça. Eu escolho morrer lutando. Eu serei uma pedra no seu sapato. Se eu cair, eu caio atirando.
Leonardo, mesmo, muito ferido, conseguiu golpear algumas vezes com alguns tipos de socos o abdômen e o rosto de Satanás, mas acabou sendo atingido por algumas magias, e ficou desfalecido no meio do campo de batalha.
Os amigos de Leonardo chegaram e viram o seu companheiro ferido, estirado no chão. Os guerreiros de Yahweh avançaram e lutaram com bravura contra o Diabo. O Senhor das Sombras usou várias magias e feitiços para derrubá-los, mas eles caíam e se levantavam em seguida, para continuarem lutando. Os companheiros de Leonardo conseguiram golpear algumas vezes o Príncipe das Trevas, que mesmo usando uma parte de seu poder, não conseguia vencer os guerreiros de Adonai.
__O que torna os guerreiros de Deus tão poderosos, que eles não se rendem? Eu não entendo! Como vocês depois de receberem as minhas magias e os meus golpes continuam de pé, ainda lutando? Por quê? Eu não compreendo tamanha determinação! Eu sou temido desde a Antiguidade. Os camponeses e os aldeões se amedrontavam só em ouvir o meu nome. Mas, vocês não me temem!
Satanás, o Diabo, sabendo que não conseguiria matar os heróis, decidiu fugir para poder lutar outro dia. Assim, os servos de Deus venceram Lúcifer e Baphomet (Azazel), o deus das bruxas, o Bode de Mendes.
Screwface, Adrian, Cassius, Cipriano e Kenzo foram capturados e presos pelas autoridades, para serem julgados e condenados por todos os seus crimes. A organização criminosa liderada por Screwface foi desmantelada pelas autoridades, e todos os seus subordinados e subalternos foram encarcerados ou mortos. O império do crime de Cara-Ferrada foi derrubado, e a sociedade pôde viver mais segura e em paz. Os soldados de Cristo venceram, porque confiavam em Deus e acreditavam em seus ideais.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.