quinta-feira, 28 de maio de 2020

OS MITOS SOBRE A IGREJA PRIMITIVA



Filipe Levi
OS MITOS SOBRE A IGREJA PRIMITIVA

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e, sim, por aquelas que permitem a maldade”. (Albert Einstein)

A omissão é uma coisa que sempre me incomodou e, infelizmente, inúmeros cristãos pregam a omissão como se ela fosse à verdade absoluta. As Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos usam versículos bíblicos fora de contexto e deturpam a História para poderem propagar a mentira, ou seja, eles mentem descaradamente dizendo que a omissão é uma ordenança divina. Geralmente, eu costumo usar termos pejorativos para me referir aos meus opositores, mas tentarei ser mais civilizado neste artigo. Há algum tempo, eu escrevi um artigo chamado “Cristianismo Primitivo” em que eu me desculpo com a Igreja Primitiva e desminto alguns mitos sobre ela. Muitos religiosos divulgam mentiras sobre a Igreja Primitiva através da Internet (uma ferramenta de origem militar) pregando que os cristãos primitivos eram anarquistas, pacifistas e antissociais. O interessante é que esses religiosos simplesmente ignoram descaradamente o fato de que a idolatria greco-romana dificultava os primeiros cristãos se alistarem no Exército e ocuparem cargos públicos. Fato inegável é que o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, os rituais idolátricos, e os juramentos pelos deuses, dificultavam os cristãos primitivos se envolverem com o Estado. Mas as Testemunhas de Jeová e os evangélicos “cheios de santidade” ignoram essas dificuldades que a Igreja Primitiva tinha que enfrentar e se baseiam em heresias pregadas por Pais da Igreja que demonizavam o serviço militar e a política sem nenhum embasamento bíblico e que ainda pregavam o Antissemitismo. Neste artigo, pretendo novamente desmentir os mitos pregados por esses religiosos, mas dessa vez, farei isso de uma maneira mais civilizada.

Na Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7), o apóstolo Paulo afirmou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, e que o Estado é ministro de Deus e vingador do povo para castigar os que praticam o mal. O apóstolo Pedro (1 Pedro 2:13-17) afirmou praticamente a mesma coisa que o apóstolo Paulo, isto é, que o dever do Estado é castigar os malfeitores e enaltecer os homens que praticam o bem. Os Pais Apostólicos, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma, reconheceram que as instituições políticas são necessárias na ordem estabelecida por Deus. Clemente de Alexandria defendia o serviço militar e a Guerra Justa. Jesus Cristo e Paulo ordenaram aos cristãos que pagassem os tributos e impostos ao Estado sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. A Palavra de Deus, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, sempre defendeu a necessidade da existência das autoridades para punir os malfeitores. Os cristãos que ignoram isso, não acreditam na Bíblia. Então, será mesmo que os cristãos primitivos eram anarquistas, pacifistas e antissociais?

No século I, quase todos os cristãos não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos, mas existiram alguns militares e políticos cristãos nessa época sim. Eram poucos, mas eles existiram. No século II, em 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa das invasões bárbaras. Existiram Pais da Igreja que se divertiam demonizando compulsivamente o serviço militar e a etnia judaica; mas, também existiram Pais da Igreja que faziam o contrário. Jesus Cristo, os apóstolos e os Pais Apostólicos nunca condenaram o serviço militar e a política, pelo contrário, eles reconheceram a sua legitimidade.

Existiram autoridades cristãs na Igreja Primitiva apesar das práticas idolátricas que predominavam no Império Romano. O centurião Cornélio se converteu e depois foi batizado ainda sendo um oficial romano. O carcereiro de Filipos se converteu e permaneceu em sua profissão (portando a sua espada). Há provas arqueológicas que comprovam que o procônsul Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos e depois se tornou curador de um banco em Roma. No século I, os cônsules, Acilius Glabrio (cônsul em 91) e Flávio Clemente (cônsul em 95), foram martirizados acusados de serem cristãos. Nos séculos III e IV, os oficiais romanos, Marino, Marcelo, Maurício, Sebastião, Jorge e Expedito, foram torturados e assassinados, porque se recusaram a negar a Jesus. Esses são exemplos verdadeiros de cristãos que foram homens investidos de autoridade.

As Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos erram em propagar as suas mentiras deturpando o contexto histórico em que os primeiros cristãos viviam (os famosos “historiadores de Internet”). Hoje, os cristãos podem se alistar no Exército e se envolver com a política sem problema nenhum.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

OS MENSAGEIROS DA ESPERANÇA



Filipe Levi
OS MENSAGEIROS DA ESPERANÇA


“Como, porém, invocarão aquele em que não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas”. (Romanos 10:14-15)

Os cristãos verdadeiros são mensageiros de Deus que estão aqui na Terra para anunciar o Evangelho aos perdidos. Os incrédulos precisam saber que Deus os ama tanto que enviou o seu único filho para morrer por eles. Jesus Cristo é o Messias anunciado pelos profetas do Antigo Testamento; Ele é o Rei legítimo de Israel e o Único Caminho para se chegar até Deus.

Eu assistia muito o anime “Saint Seiya”, conhecido também como “Os Cavaleiros do Zodíaco”, e o interessante desse desenho é que os protagonistas são conhecidos como “Os Cavaleiros da Esperança”. Quando vejo missionários e pregadores que dedicam as suas vidas em favor do Evangelho e que verdadeiramente se importam em ajudar os perdidos, eu os considero verdadeiros cavaleiros da esperança. Missionários como Hudson Taylor e William Carey, e pregadores como Charles Finney, Jonathan Edwards e Charles Spurgeon (o Príncipe dos Pregadores) eram mensageiros da esperança que levavam o Pão da Vida para os famintos e a Água Viva para os sedentos.

“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. (João 8:31-32)

Infelizmente, a maioria dos cristãos não conhece Jesus de verdade, pois eles têm uma imagem distorcida do Messias. Cristo andava com os pecadores, ou seja, Ele andava com prostitutas, homossexuais e ladrões. O interessante é que Jesus nunca olhou com preconceito e nojo para esses indivíduos, pelo contrário, Ele olhava para os pecadores com amor. Jesus Cristo é totalmente diferente do “messias” que os cristãos geralmente pregam, isto é, o Messias verdadeiro não é nem um pouco politicamente correto. Jesus descia a lenha nos religiosos hipócritas e não era nem um pouco preconceituoso, pois Ele tratava os ricos e pobres igualmente. Cristo ama tanto brancos quanto negros, ou seja, Ele não faz acepção de pessoas. O Antissemitismo era muito pregado pela Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo olhava para os judeus com amor e os seus apóstolos eram todos judeus. A verdade é que muitas coisas que os cristãos condenam, Jesus Cristo nunca condenou. Jesus olhava para ricos e pobres, civis e militares com igualdade e sem nenhum preconceito. Cristo amou o centurião de Cafarnaum e elogiou a sua fé. Um de seus melhores amigos, José de Arimatéia, era senador e muito rico, e nem por isso Jesus o desprezou. Os cristãos têm muito que aprender com Jesus Cristo.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”. (Marcos 16:15-18)

Os cristãos autênticos são verdadeiros mensageiros da esperança enviados por Deus para anunciar as Boas Novas ao mundo. Os autênticos seguidores de Jesus amam os pecadores e fazem de tudo para ajudá-los. De que adianta pregar o Evangelho para um morto de fome sem alimentá-lo antes? A Salvação é pela Graça e não pelas obras, mas os verdadeiros cristãos praticam boas obras, porque eles amam realmente os seus semelhantes. Os cristãos autênticos são o sal da Terra e a luz do mundo, isto é, eles eficazmente fazem à diferença na sociedade.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

ZONA DE GUERRA (SERVOS DA JUSTIÇA)



Filipe Levi
ZONA DE GUERRA (SERVOS DA JUSTIÇA)

Deus, o Criador, o Eterno, criou o Universo, as galáxias, os astros e os planetas. Yahweh, o Único Deus, criou a Terra e todos os seus habitantes. Deus também criou o homem a sua imagem e semelhança, mas por causa da desobediência do homem, o pecado afastou o homem de Deus. O pecado era como uma doença, um vírus mortal que se alastrava sobre o mundo, contaminando todos os seres humanos. Por causa do pecado, a morte, a agonia, a dor, o sofrimento, o tormento e a destruição assolavam o planeta. Essa epidemia viral se alastrava sobre a Terra, levando todos os homens a morte. Deus, por amor do seu povo (que Ele mesmo elegeu, escolheu e predestinou antes da fundação do mundo), enviou o seu Único Filho (Jesus) para sofrer e morrer no lugar do seu povo, para que o seu sangue inocente resgatasse os escolhidos de Deus das trevas e os livrasse da morte eterna, os trazendo para a sua maravilhosa luz.
Jesus Cristo, o Messias, andava com as pessoas que eram a escória da sociedade. O Messias Libertador se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Jesus comia e bebia com os pecadores. Cristo era conhecido como o “Amigo das prostitutas e dos pecadores”. Apesar de Jesus nunca ter se envolvido com os Zelotes (grupo armado de guerrilheiros radicais que pretendiam derrubar o Império Romano do poder), Cristo nunca foi “Hippie” (paz e amor) e nem um grande pacifista (essa era uma construção ideológica criada pelos cristãos que durante séculos assombrou a Igreja). Jesus elogiou a fé e a integridade de um centurião e reconheceu que o poder que Pôncio Pilatos tinha foi concedido por Deus. Cristo sempre ensinou a submissão aos governantes e a pagar os impostos. João Batista, o seu precursor, em uma ocasião, batizou alguns soldados que lhe perguntaram o que eles deveriam fazer para agradar a Deus, e em nenhum momento, João Batista lhes recriminou por serem militares, pelo contrário, ele lhes incentivou a permanecerem no serviço militar, portanto, que eles fossem soldados justos e honestos (Lucas 3:14).
Jesus Cristo, o Messias, foi traído por um dos seus apóstolos, que se enforcou mais tarde por causa do remorso de tê-lo traído. O Messias foi ferozmente espancado e torturado com torturas indescritíveis. Depois, Jesus foi obrigado a carregar a sua própria cruz onde Ele seria crucificado. Cristo foi pregado vivo numa cruz, onde Ele derramou o seu precioso e poderoso sangue, pelo qual purificaria todos os nossos pecados. Jesus Cristo, o Messias, morreu, mas no terceiro dia ressuscitou, vencendo a morte e o pecado, porque Ele é o Grande Libertador de Israel (Aquele Que Venceu a Morte). Cristo tem as chaves da morte e do Inferno. O Nome de Jesus é o Nome que está sobre todos os nomes. O Rei dos reis e o Senhor dos senhores. O Rei legítimo de Israel. O verdadeiro herdeiro do trono de Davi. O verdadeiro Rei dos judeus. Esse é Jesus, o Filho de Deus.
Os primeiros seguidores de Jesus eram conhecidos como os nazarenos, mas em Antioquia da Síria, em 37, eles passaram a serem conhecidos como “cristãos”. Os seus doze apóstolos eram os principais líderes da Igreja Cristã. Paulo e Pedro foram os mais importantes deles. Nas primeiras décadas, o Império Romano não importunou os cristãos, mas, sim, o Sinédrio (liderado pelos malditos fariseus, os religiosos hipócritas e falsos moralistas que Jesus tanto combatia). Em 64, com o incêndio que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, e com isso, começou uma grande perseguição contra a Igreja Cristã. Em 66, começou a Revolta Judaica, liderada principalmente pelos Zelotes. Em 68, com a morte de Nero, quando o imperador foi cercado pela própria Guarda Pretoriana, que pretendia torturá-lo e matá-lo, Nero, preferiu se suicidar a ser capturado e sofrer nas mãos dos guardas pretorianos. Neste mesmo ano, os soldados romanos massacraram vários grupos judaicos na Judéia, incluindo os essênios. Em 69, Vespasiano, que liderava o Exército Romano contra os judeus, teve que voltar para Roma para assumir o trono. O general Tito, o Abominável da Desolação, liderou os soldados romanos em seu lugar. Em 70, Tito destruiu o Templo de Jerusalém e derrotou grande parte da resistência, sufocando a rebelião, dizimando quase todos os Zelotes. Em 74, houve outro levante armado dos Zelotes (cerco de Massada), que foi sufocado brutalmente pelos romanos. Flávio Josefo, um historiador judeu, que participou da Revolta Judaica, relatou em seus escritos sobre esta grande guerra, sobre João Batista (que provavelmente era também um essênio), sobre Tiago, o Justo, irmão de Jesus, e também sobre o próprio Cristo.
No Concílio de Jerusalém, em 50, os cristãos judeus e gentios se reuniram para discutir sobre os costumes judaicos na Igreja. Foi decidido entre eles, que os cristãos não praticassem relações sexuais ilícitas, não bebessem sangue e nem comessem animais que morressem estrangulados ou sufocados, e nem comessem alimentos sacrificados aos ídolos. Paulo explica que se os cristãos orarem antes de comerem alimentos sacrificados aos ídolos, e, portanto, que não escandalizassem os irmãos fracos na fé, não seria pecado ingeri-los. Sobre beber sangue, isso era uma prática do contexto judaico, assim como não comer animais que morressem estrangulados ou sufocados, até porque, os pagãos tinham o costume de beber sangue como um ato de adoração para adorarem os seus deuses. Isso era do contexto histórico da época, e não implica em nada os cristãos de hoje, comerem toicinho, galinha ao molho pardo ou ingerir sangue de animais na selva para sobreviver. Sobre as práticas sexuais ilícitas, a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina mesmo que o sexo somente deve ser praticado entre um homem e uma mulher no contexto do casamento, fora disso, é pecado e desagrada a Deus. Paulo e Barnabé não seguiam os rituais mosaicos, já Tiago, o Justo, e Pedro sim.
Nos três primeiros séculos da Igreja Cristã, os cristãos foram perseguidos sem piedade. Os seguidores de Jesus eram presos, espancados, torturados, violentados e mortos das mais terríveis formas possíveis. A maior parte dos cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses pagãos. Muitos soldados romanos que se convertiam ao Cristianismo eram exonerados de seus cargos e executados como traidores, porque se recusavam a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses. Apesar de toda essa perseguição por parte do Estado, existiam cristãos entre a Guarda Pretoriana (Os Santos da Casa de César) e um centurião aposentado (que nunca renunciou à sua centúria) de Cesaréia conhecido como Cornélio, um militar justo e temente a Deus. Houve um procônsul cristão chamado Lúcio Sérgio Paulo que governou Chipre durante três anos e depois se tornou um curador em Roma; e o rei de Edessa da Síria chamado Abgaro, e também o rei Polímio da Armênia. Existiram dois cônsules cristãos, Mânio Acílio Glabrio (cônsul em 91) e Tito Flávio Clemente (cônsul em 95). Esses homens investidos de autoridade estavam entre os poucos cristãos primitivos do primeiro século que ocupavam cargos no governo. Apesar de terem existido muitos cristãos primitivos que satanizavam as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades legalmente constituídas eram legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17), reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons.
Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. A Guerra Física cabe ao Estado lutar; e a Guerra Espiritual cabe a Igreja combater. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo (Alegorismo) nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus para punir os malfeitores (dentro da legalidade, de acordo com as leis).
Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades legalmente constituídas têm o dever e a obrigação de castigar os malfeitores (bandidos e corruptos), se o próprio Jesus fosse um “grande pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha direita de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.
O Sexto Mandamento (Lo Tirsah em hebraico e Ou Foneuseis em grego) sempre se referiu somente ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras e a pena capital. O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” só eram usados para se referir ao homicídio ilícito, e nunca a matar quando realmente há necessidade, como, por exemplo, na legítima defesa, nas pelejas e na pena capital (pena de morte). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” são usados somente quando se trata de assassinato, ou seja, do homicídio criminoso. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. A violência pode ter um bom uso quando essa violência é usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros).
Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou os juramentos em si, mas, sim, aquelas pessoas mentirosas e sem palavra que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. Além do serviço militar, os médicos fazem juramentos, assim, como o casamento é um juramento de lealdade ao seu companheiro (esposa ou marido).
O apóstolo Paulo ensinou, claramente, que todos os cristãos têm o dever cívico de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos seus governantes (1 Timóteo 2:1-4). Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades legalmente constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado (Cristianismo Primitivo), portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo, ocupando cargos públicos ou militares.
Os Pais da Igreja, Ireneu de Lyon, Clemente de Alexandria e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa (muito antes de Agostinho de Hipona existir). Clemente de Alexandria além de defender o combate bélico, também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Clemente de Alexandria também defendia a Resistência ao Tirano, quando um governante era opressor.
Havia duas Escolas Teológicas famosas na época da Igreja Primitiva: a Escola de Antioquia (Síria) que pregava que tudo na Bíblia é literal; e a Escola de Alexandria (Egito) que pregava que tudo na Bíblia é alegórico.
Os próprios apóstolos nem imaginavam que os seus Livros e Cartas seriam reunidos e se tornariam no Novo Testamento da Bíblia. A Bíblia dos primeiros cristãos era somente o Antigo Testamento, mas os bispos da Igreja Primitiva em sua grande maioria acreditavam que os Escritos dos apóstolos foram inspirados pelo Espírito Santo de Deus.
Com o Édito de Milão, em 313, os cristãos finalmente conseguiram a sua tão almejada liberdade religiosa e com isso, cessou a perseguição. Em 314, no Concílio de Arles, a Igreja Primitiva reconheceu oficialmente que o serviço militar é bíblico e que é lícito os cristãos se alistarem no Exército (Lucas 3:14). Em 325, no Concílio de Nicéia, o imperador Flávio Valério Constantino, organizou essa reunião entre 318 bispos cristãos que vieram de várias regiões. Neste Concílio foi discutida a data da Páscoa e confirmada a Divindade de Jesus. A Divindade do Espírito Santo somente foi confirmada no Concílio de Constantinopla, em 381. Apenas, em 380, com o Édito de Tessalônica, é que o Cristianismo se tornou na religião oficial do Império Romano. No começo, o Catolicismo era verdadeiramente bíblico e cristão, mas com o passar do tempo, a corrupção, a idolatria e as heresias dominaram a Igreja Católica, a corrompendo de tal modo, que foi necessária uma Reforma, que só aconteceria no século XVI, provocada por um monge agostiniano chamado Martinho Lutero, um gênio, rebelde e libertador, que ousou questionar e se opor ao poder do Clero e da Igreja Católica. Um homem à frente do seu tempo.
Durante a Idade Média, antes da Reforma Protestante, inúmeras pessoas inocentes acusadas de serem bruxas ou hereges foram queimadas vivas nas fogueiras da Inquisição. Incontáveis pessoas inocentes foram torturadas, violentadas e mortas, acusadas por crimes que nunca cometeram. Com as vendas de relíquias, indulgências e cargos eclesiásticos, muitos homens de Deus (muitos eram do próprio Clero) passaram a discordar e a combater as heresias pregadas pela Igreja Católica e ousaram se opor ao seu domínio e opressão. Durante este tempo, também houve as Cruzadas, que os cavaleiros medievais (apesar de muitos deles serem guerreiros honrados) foram enganados pelo Clero, que distorceu a teologia da Guerra Justa ensinada por Agostinho de Hipona. Tomás de Aquino também apoiava a Guerra Justa, e também a legítima defesa e a Resistência ao Tirano (quando um governante era corrupto e ditador).
Durante a Idade Moderna, no século XVI, os Reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio, foram os principais provocadores da Reforma Protestante. Os luteranos na Alemanha, os huguenotes na França e os puritanos na Inglaterra (XVII) e muitos outros protestantes empunharam armas para combater os seus perseguidores e para restituir a identidade da Igreja de Cristo.
Com o Avivamento Puritano, que ocorreu depois da Reforma Protestante, a Igreja de Cristo se fortaleceu, mas depois veio à apostasia, e a Igreja passou a se esfriar novamente. Com o declínio do Cristianismo, as heresias passaram a dominar as igrejas evangélicas novamente, e Satanás, o Diabo, distorcendo as Escrituras (como ele sempre fez desde o início dos tempos), passou a ludibriar e a enganar os cristãos com mentiras e heresias destruidoras.
No século XX, aconteceram as Duas Grandes Guerras, onde vários genocídios foram praticados. Com o Nazismo e com o Fascismo, a intolerância ideológica tomou conta de vários corações pré-dispostos para o mal (assim, como o maldito Socialismo que pregava a igualdade social, mas na prática só igualava a miséria dos pobres e enriquecia os seus governantes que eram ditadores cruéis e corruptos). Na União Soviética, na China e na Coreia do Norte foram onde os religiosos (principalmente, cristãos) foram os mais perseguidos. Os cristãos sofreram torturas terríveis, violência sexual e assassinatos bárbaros. Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, a Itália e o Japão foram os responsáveis por vários crimes de guerra e atentados contra a humanidade. Adolf Hitler e seus comparsas (Eixo do Mal) praticaram atrocidades em nome do ódio e da intolerância, mas no final, foram derrotados pelos Aliados.
No século XXI, o Terrorismo se fortaleceu e passou a aterrorizar a Europa e os Estados Unidos da América. A China, a Rússia e a Coreia do Norte declararam guerra contra os Estados Unidos e seus aliados. Armas nucleares e bombas de hidrogênio foram usadas, sem contar com armas químicas e biológicas. Armas de destruição em massa foram usadas para dizimar diversos povos. O planeta ficou em chamas. Depois dessa Grande Guerra, houve muita fome na Terra e poucos conseguiram sobreviver.
Por causa da Primavera Árabe (que ocorreu antes da Terceira Guerra Mundial), surgiram muitos grupos terroristas extremistas. Já não bastavam a Al-Qaeda e o Talibã, também acabaram surgindo o Boko Haram e o Daesh, conhecido também como ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria). O Boko Haram e o EI (Estado Islâmico) torturavam e assassinavam os seus desafetos das maneiras mais brutais possíveis. Esses terroristas malditos capturavam mulheres inocentes e as escravizavam as tornando em suas escravas sexuais. Existiam muçulmanos moderados, que eram homens bons e guerreiros honrados, que não concordavam com os métodos sujos e brutais do Estado Islâmico, como os Peshmergas (Aqueles Que Enfrentam a Morte) e os Yazidis, que tinham a sua religião própria (existiam mulheres e até cristãos que se alistavam nos exércitos Peshmergas para poderem combater o Estado Islâmico). 
Em uma época de escuridão e trevas, o caos e a desordem assolavam o mundo. As nações guerreavam entre si, dizimando incontáveis vidas. A fome se espalhava pela Terra. Novas doenças mortais se desenvolviam ameaçando a existência da raça humana.
Os Estados Unidos e a Rússia, juntos com outras nações, pelejaram um contra o outro. Armas nucleares e químicas foram usadas, resultando na morte de bilhões de pessoas. Metade da humanidade foi dizimada por armas que os homens criaram para a sua própria proteção.
A Ciência era usada para o mal, pois criaturas bizarras criadas em laboratórios se revoltaram contra os homens. As máquinas também se rebelaram contra os seres humanos. Animais pré-históricos foram ressuscitados através da clonagem. Alguns mamutes congelados foram encontrados bem preservados no Alasca e na Sibéria. Outros mamíferos pré-históricos também foram trazidos de volta à vida. Ovos de dinossauros em perfeito estado de conservação foram encontrados. Dinossauros de várias espécies foram ressuscitados através da Ciência. O que era um grande sonho da humanidade (conhecer esses animais extintos) se tornou num grande pesadelo.
Com o avanço da Ciência, animais pré-históricos foram ressuscitados e deformidades e aberrações genéticas também foram criadas em laboratórios clandestinos. A Inteligência Artificial foi criada, e com ela máquinas de matar com autonomia própria passaram a caçar os seres humanos, porque enxergavam a raça humana como ameaça. Os cientistas quiseram criar o soldado perfeito, e acabaram criando mortos-vivos que ficaram fora de controle e que começaram a matar e a comer os vivos. Vampiros e zumbis se espalharam pelo mundo, conquistando e dominando muitas cidades.
Ditadura após ditadura; revoluções e mais revoluções; rebeliões e motins tomavam conta de muitas nações. Os reinos dos homens se destruíam entre si. Nação se levantava contra nação; e reino se levantava contra reino. Era só genocídio e carnificina. Os homens não se entendiam entre si. Na verdade, a humanidade nunca soube se entender.
Depois do cataclisma global, os homens se tornaram mais bárbaros do que já eram. Com o colapso mundial, os homens passaram a se matar e a se massacrar como nunca aconteceu antes. Eles se devoravam literalmente entre si. A fome e a miséria assolavam a Terra. A sociedade estava totalmente desestruturada.
Os homens se esqueceram de Deus e dos seus Santos Mandamentos. A corrupção, a maldade, o sadismo, a crueldade, a vilania, a prostituição, a perversão, a depravação, a ganância, a avareza, a idolatria, a feitiçaria, o assassinato criminoso, a covardia, a opressão, a violência sexual, a tortura, o egoísmo e o individualismo das pessoas. O pecado tomou conta de tudo. 
No Brasil, a apostasia também tomava conta das igrejas evangélicas, mas aos poucos, os verdadeiros cristãos se posicionavam e o avivamento (de volta as Escrituras) começou a aflorar. Existiam jovens crentes em Jesus que eram profetas de Deus na sua geração. Rapazes que faziam a diferença, porque amavam a Deus e não se contaminavam com a corrupção desse mundo. Existia um grupo de jovens cristãos, praticantes de artes marciais e com treinamento militar que combatiam todos os homens maus que ameaçavam os indefesos e as pessoas que eles amavam.
No século XXI, o Cristianismo era dividido em várias religiões, mas o Protestantismo era o que mais seguia as Escrituras Sagradas. O Satanismo constantemente atacava a Igreja de Cristo com a intenção de destruí-la, mas os cristãos verdadeiros permaneciam firmes no Evangelho.
As organizações secretas (satânicas), Illuminati e Irmandade, pretendiam instalar uma Nova Ordem Mundial onde o Cristianismo seria erradicado da Terra. A mídia era usada para pregar o desarmamento civil e o sincretismo religioso, pois essas organizações secretas não queriam que houvesse resistência armada contra o seu governo de tirania e de opressão e desejavam o fim da Igreja Cristã.
No Brasil, uma organização satânica mundial conhecida como a “Irmandade” tramava expandir o Satanismo e exterminar todos os cristãos do país. Um satanista chamado Lothos, que era sumo sacerdote de Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, almejava dar um golpe de Estado e tomar o poder, e pretendia eliminar os principais heróis que se opunham ao seu domínio maléfico.
Os Adoradores do Diabo além de lutar fisicamente, também invocavam exércitos espirituais, espíritos destrutivos, contra aqueles que os atrapalhavam. Por isso, além dos agentes do Estado (Romanos 13) se engajarem na luta contra o mal, a Igreja também devia lutar, mas no campo da oração (Efésios 6). A luta do Estado é a Guerra Física (luta militar); e a luta da Igreja é a Guerra Espiritual (luta espiritual). Cada ministro de Deus deve ocupar o seu posto na batalha contra o mal. Tanto os agentes do Estado quanto os guerreiros de oração são ministros de Deus na luta contra o mal.
Havia um jovem muito corajoso e devoto a Deus chamado Davi, que era historiador e professor de História. Esse garoto se importava realmente com os fracos e oprimidos e sempre sonhou em se tornar num herói. Davi praticava artes marciais (Muay Thai) e Boxe (Pugilismo), além de ter treinamento na Segurança Privada (Vigilante Patrimonial), pois assim ele aprendeu a manusear armas de fogo. Esse jovem sonhava em poder proteger os indefesos para assim fazer a justiça prevalecer. Davi nunca teve um pai de verdade e sofreu muito na sua infância, mas ele buscou o seu Deus de todo o seu coração e o Deus Vivo transformou a sua vida. Adonai sempre auxiliava Davi e na maioria das vezes realizava os seus sonhos. Yahweh, o Eterno, tornou Davi num grande guerreiro e o ajudou a superar todos os seus traumas. Davi tinha grandes amigos que sempre o ajudavam a combater os malfeitores que surgiam para ameaçar a sociedade, por meio das armas, das artes marciais e da oração.
Apolo era mestre de Capoeira e também missionário da JOCUM (Jovens Com Uma Missão). Esse capoeirista era negro e foi um babalorixá no passado, mas se converteu reconhecendo Jesus Cristo em seu coração como o seu único e suficiente Salvador. Apolo era muito amigo de Davi e juntos eles eram imbatíveis tanto na Guerra Física como na Guerra Espiritual. 
Jeú era um capitão do Exército Brasileiro altamente disciplinado e treinado, isto é, ele era um dos melhores oficiais do país. Jeú era um judeu com cidadania brasileira que sempre acompanhava Davi em suas aventuras. Jeú era lutador de Krav Magá.
Shiro era um guerreiro oriental mestre na Arte da Espada que foi budista no passado, mas ele decidiu deixar Buda de lado para poder seguir Jesus Cristo. Shiro era um mestre de artes marciais muito famoso e sempre participava de torneios e treinava constantemente sem cessar. Esse guerreiro oriental ensinou a Davi algumas de suas melhores técnicas e assim eles se tornaram grandes amigos.
Davi era jurado de morte por organizações criminosas e também por seitas satânicas, que colocaram a sua cabeça a prêmio. O Herói estava na lista dos mais procurados do Diabo. O seu nome era conhecido no Céu e temido no Inferno. Por meio das armas e das artes marciais, Davi, combatia o crime e os malfeitores, mas a sua verdadeira força estava nos seus joelhos, na oração.
O Herói constantemente lutava contra o seu lado obscuro (o Velho Adão, o Velho Homem). A fera que vivia dentro dele sempre tentava se libertar e sair, mas Davi, com a ajuda de Deus, sempre mantinha essa fera interior aprisionada.
Esses heróis eram amigos e constantemente atrapalhavam os planos maléficos de Lothos, o líder da Irmandade no Brasil. Esse satanista era caucasiano, tinha cabelo comprido loiro e olhos azuis, e era um dos feiticeiros mais poderosos do mundo que tinha poderes sobrenaturais concedidos pelo Inferno. Ele era protegido por quatro guerreiros especiais que já haviam matado centenas de pessoas.
Loki, o deus do fogo, era branco, tinha cabelo longo escuro e olhos castanhos; ele era mestre em três estilos de Kung Fu e tinha o poder de produzir e manipular o fogo, e com o auxílio de um espírito maligno podia se transformar num lobisomem. Loki trajava vestimentas pretas e usava uma capa vermelha, e sua personalidade era muito agressiva e ele adorava subjugar os mais fracos.
Morgan, o Guerreiro do Gelo, era caucasiano, tinha cabelo comprido negro e olhos verdes; ele era mestre de Ninjitsu e tinha o poder de congelar tudo o que desejasse apenas com o estender de suas mãos. Morgan trajava vestimentas azuis e uma capa preta. O seu coração era tão frio quanto o seu dom maldito e sua alma era corrompida pelo pecado.
Kwan Kun era chinês, tinha cabelo longo preto, olhos castanhos e usava barba grande, e era mestre de artes marciais e um perito na Arte da Espada. Ele trajava vestimentas coloridas e carregava em sua cintura uma Chien (espada chinesa imperial). Kwan Kun era extremamente forte e habilidoso em combate e tinha o poder de criar bolas de energia e lançá-las contra os seus adversários. 
Jack da Lanterna era um psicótico que pensava ser o personagem mítico do Halloween que foi expulso do Céu e do Inferno, porque tanto Deus quanto o Diabo não suportaram as suas travessuras, então, ele foi condenado a vagar eternamente pela Terra. Essa história é somente uma lenda celta, porém, esse lunático acreditava nisso e trajava vestimentas de cores, roxa, laranja e preta, e carregava uma foice em suas mãos que ele usava para decapitar as suas vítimas. Jack da Lanterna usava uma máscara de abóbora e era sádico e impiedoso, e tinha os poderes da telecinese e do teletransporte.
Lothos, junto com os sacerdotes do deus de Ecrom, criaram um monstro terrível com corpo de homem e cabeça de animal. Eles degolaram um homem branco e costuraram a cabeça de um bode preto ao seu corpo, e um espírito maligno se apoderou do cadáver, e o batizaram de Baphomet, o deus das bruxas, conhecido também como o Bode de Mendes. Essa besta assassina tinha duas grandes asas em suas costas e todos os poderes sobrenaturais dos filhos das trevas comandados por Lothos, e sobrevoava os principais pontos da Capital de São Paulo matando quase todos os que atravessavam o seu caminho deixando rastros de destruição e morte por onde passava.
Algumas mulheres lindas e formosas (desertoras que se converteram ao Cristianismo) foram capturadas pelos súditos de Lothos e levadas para o templo de Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, que ficava localizado em um lugar isolado da sociedade onde poucos conheciam, para serem sacrificadas a esse falso deus. 
Davi e seus companheiros se encontraram próximo ao local e decidiram invadir o templo satânico. Jeú era o único que portava arma de fogo, pois ele sabia que nesse lugar tinham inimigos perigosos e se preveniu. Os heróis invadiram cautelosamente o recinto e se dividiram para poderem procurar as moças. O templo era protegido por satanistas armados com pistolas Glock calibre 9mm, fuzis e submetralhadoras de diversos tipos de calibres.
O Herói entrou em uma sala que em seu centro tinha um pentagrama invertido rodeado por velas acesas e foi surpreendido por três satanistas empunhando pistolas. Um dos facínoras se aproximou de Davi e foi rapidamente desarmado e nocauteado com duas coronhadas na cara. Os comparsas trocaram tiros com o Herói e foram mortos. Um foi baleado na fronte e o outro ferido mortalmente no coração. Davi não gostava de matar os seus semelhantes, mas ele mesmo sabia que às vezes não há alternativa, e apenas matava por legítima defesa. O jovem lutador guardou a arma e seguiu adiante.
De repente, um homem surgiu caminhando lentamente até o Herói e disse:
__Você deve ser Davi, o historiador, não é mesmo?
__Sou eu mesmo. E quem é você?
__Eu sou Loki, o deus do fogo.
__Eu e meus amigos viemos aqui para salvar as garotas que vocês sequestraram.
__É mesmo? Então, terá que me derrotar.
__Isso não será problema.
__Eu sou um dos feiticeiros mais poderosos do Brasil, portanto, você não pode me vencer.
__Você vem contra mim com uma força descomunal e com poderes sobrenaturais concedidos pelo Inferno, mas eu venho contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos que você e seus comparsas do Inferno têm afrontado.
Apolo foi até uma sala infestada de estátuas de deuses pagãos e se deparou com Morgan, o Guerreiro do Gelo. O vilão se aproximou dele e lhe perguntou:
__Você é Apolo, aquele que era um babalorixá?
__Sou eu mesmo.
__Eu sou Morgan, o Guerreiro do Gelo.
__Eu vim impedir o sacrifício que vocês pretendem realizar nesse templo profano.
__Você é um traidor. Antigamente você servia aos orixás, mas agora serve a Jesus Cristo.
__Antes eu vivia na escuridão, mas hoje sou guiado pela luz do Salvador.
__Veremos quem é o verdadeiro deus, o Deus judaico-cristão ou Baal-Zebube, o Senhor das Moscas. Hahahahahahahahahaha. 
Shiro entrou numa sala que tinha vários tipos de espadas e lanças penduradas nas paredes e foi surpreendido por Kwan Kun.
__Você deve ser Shiro, o mestre na Arte da Espada?
__Sim, sou eu. E você é Kwan Kun, acertei?
__Isso mesmo.
__Onde estão as garotas?
__Terá que me vencer primeiro se quiser saber a localização delas.
__Então, eu te vencerei.
Jeú estava se aproximando da sala real, onde se encontrava Lothos, quando foi barrado por Jack da Lanterna.
__Se você quiser entrar nesse recinto terá que passar por cima de mim.
__A época do Halloween já passou, então, por que você continua usando essa fantasia ridícula, seu otário?
__Você é bem engraçadinho, seu palhaço, mas eu acabarei com a sua graça agora mesmo.
O militar sacou uma pistola Colt calibre 45 e efetuou um disparo na direção de seu oponente, mas o satanista escapou da bala usando o seu teletransporte surgindo atrás do capitão. Quando o herói se virou para contra-atacar foi desarmado e arremessado contra a parede pela telecinese do feiticeiro.
Loki assoprou as suas chamas infernais e Davi escapou da morte se jogando para o lado. O deus do fogo lançou várias bolas de fogo e o Herói se esquivou das magias.
__Você é bastante habilidoso, mas não poderá se esquivar para sempre.
Davi desferiu um soco uke em seu abdômen e três socos cruzados em seu rosto; o vilão se irou e o espancou brutalmente.
__Fiquei sabendo que você além de ser praticante de artes marciais também é historiador. Então, você sabe que o Diabo está no controle da História.
__Deus é o Senhor da História!
__A opressão sempre foi o alicerce das civilizações humanas. Quando os maus vencem, eles passam a ser os bons, e quando os bons perdem, eles passam a ser os maus. Por isso, os que ganham as guerras é que contam a História.
__Idiota! Deus sempre esteve no controle da situação e regeu a História da humanidade. Ele sempre ergueu heróis para castigar os maus e exaltar os bons. O bem sempre triunfará sobre o mal, porque o Messias quando morreu na cruz e ressuscitou vencendo a morte e o Inferno decretou a derrota definitiva de Satanás. Durante a História, grandes impérios considerados invencíveis nas suas épocas foram derrubados e todos os malfeitores colheram o que plantaram, pois Deus levanta reis e poderosos e os derruba quando quer, ou seja, Ele é soberano e tem o poder para fazer o que bem entende com os habitantes da Terra. Deus sempre vencerá o Diabo e isso é algo que ninguém pode mudar.
O Herói avançou com ímpeto e fúria no seu adversário e ambos trocaram socos e chutes espancando um ao outro com eficiência.
Morgan tentou congelar o capoeirista com o seu poder congelante, mas Apolo se esquivou das rajadas de gelo e desferiu um chute frontal em seu estômago, um chute faca em seu tórax e uma giratória em sua cara. O Guerreiro do Gelo se enfureceu e golpeou diversas vezes o missionário. Apolo estava decidido a ganhar essa batalha, porque ele sabia que se perdesse pessoas inocentes morreriam, e desferiu diversos tipos de chutes no abdômen e no rosto do feiticeiro o derrotando.
Kwan Kun empunhava a sua Chien e Shiro desembainhou a sua Katana (espada de samurai) e os dois duelaram ferindo um ao outro gravemente, mas o guerreiro cristão conseguiu desarmar o seu inimigo jogando a arma longe, e tentou traspassar a sua Katana no coração dele, mas o guerreiro das trevas se desviou do ataque e a espada ficou encravada num pilar. Kwan Kun juntou as suas mãos criando uma bola de energia e a lançou contra o seu adversário que se esquivou da magia que atingiu uma parede a despedaçando. Shiro avançou em seu oponente e ambos se surraram. O vilão juntou as suas mãos novamente criando outra bola de energia e a lançou contra o seu inimigo e o herói se esquivou da magia que atingiu um pilar que acabou caindo em cima de Kwan Kun e ele foi derrotado.
Jack da Lanterna paralisava Jeú e o arremessava em todos os cantos da sala usando a sua telecinese, mas Jeú com a sua força de vontade conseguiu resistir a esse poder maléfico e avançou desferindo um potente soco direto na cara do satanista o derrubando. Jack da Lanterna se levantou tentando retalhá-lo com a sua foice, mas o herói se esquivou várias vezes da lâmina mortal, lhe tomou a arma e a quebrou ao meio. O feiticeiro escapava dos ataques do militar usando o seu teletransporte, mas quando Jeú conseguiu pegá-lo o espancou e o venceu. 
Davi desferiu diversos tipos de socos no estômago e no rosto de Loki o deixando zonzo e, em seguida, lhe golpeou com um potente soco gancho no queixo e o derrubou.
__Você é muito forte mesmo! Mas, eu ainda não fui vencido.
O satanista se levantou e foi possuído por um espírito maligno e se transformou num lobisomem que rugiu terrivelmente fazendo o templo estremecer. O Herói saltou desferindo um chute lateral e uma giratória em sua cara, e correu até próximo de um precipício; ele sacou a sua arma e efetuou vários disparos na besta infernal, mas de nada adiantou. Quando o monstrengo avançou com a intenção de estraçalhá-lo, Davi deu uma cambalhota entre as pernas da criatura demoníaca e o vilão caiu no abismo. 
Os heróis invadiram o recinto onde as mulheres raptadas seriam sacrificadas e os satanistas fortemente armados os cercaram. Quando os guerreiros cristãos iam ser fuzilados, a polícia invadiu o local e houve troca de tiros; vários satanistas morreram e quase todos os criminosos sobreviventes foram presos e as garotas resgatadas. Lothos conseguiu escapar fugindo por uma passagem secreta.
Baphomet voltou a atacar a população e os heróis se armaram e foram ao seu encalço. O deus das bruxas se encontrava no Bairro Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, e ele resistia aos disparos efetuados pelos guerreiros cristãos. Os heróis tentaram bater nele, mas foram espancados. O Exército também tentava deter o Bode de Mendes, mas o monstro macabro parecia invencível. Jeú pegou um lança-granadas M-79 e efetuou diversos disparos em Baphomet o despedaçando. Os soldados recolheram os pedaços do deus das bruxas e agradeceram os guerreiros cristãos pela ajuda. Assim, foi à derrota do Bode de Mendes.
Os heróis pensavam que haviam derrotado todos os vilões, mas Davi, devido a sua ótima percepção, desconfiava que ainda tinha sobrado mais um inimigo. O Herói seguindo a sua intuição e instinto foi guiado para outro local, a Represa Guarapiranga.
Davi chegou até um campo aberto e viu um homem formoso, alto e forte, revestido por uma armadura negra e trajando vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Era outro guerreiro também muito antigo. Era Lothos, o Terrível.
Davi e Lothos pelejaram de forma brutal. Ambos se espancaram e ficaram gravemente feridos. O Herói e o “Cafetão” se surravam até ambos ficarem esgotados. Nem os fortes punhos e as poderosas magias de Lothos conseguiam fazer Davi desistir da luta. Lothos era muito mais forte e ágil de que Davi, mas o guerreiro cristão não estava sozinho nessa batalha. Os companheiros de Davi chegaram para auxiliar o seu amigo. Quando os heróis juntaram as suas forças e habilidades, Lothos começou a perder.
Lothos, o Terrível, sabendo que não conseguiria matar os heróis, decidiu fugir para poder lutar outro dia. Assim, os servos de Deus venceram Lothos (o Terrível) e Baphomet (Azazel), o deus das bruxas, o Bode de Mendes.
Davi e seus companheiros de batalha libertaram todos os escravos e “prostitutas” do domínio maligno de Lothos. Todas as “desertoras” que se converteram a Cristo e os demais prisioneiros foram libertados e agora estavam livres para servir a Deus.
O Herói orou durante anos pela Salvação de algumas dessas “prostitutas” para que Deus as salvasse e as resgatasse das garras de Lothos. Davi sempre foi um homem de oração e intercedia dia e noite pelo livramento e libertação delas. O jovem guerreiro orava constantemente por sua Salvação.
Davi e seus amigos cumpriram a sua missão e ficaram contentes pelo mal ter sido derrotado novamente. A Irmandade foi vencida, mas ainda pretendia dominar o país. Entretanto, os heróis sempre os impediriam fazendo a justiça prevalecer. A verdadeira batalha ainda estava por vir. Tudo isso era apenas o começo das dores, mas ainda não era o fim. Ainda demoraria para Jesus retornar e buscar a sua Santa Igreja, pois ainda havia profecias a serem cumpridas. Era apenas o começo do fim.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.


quarta-feira, 20 de maio de 2020

SERVIR E PROTEGER (LIBERTANDO OS OPRIMIDOS DA OPRESSÃO)



Filipe Levi 20/05/20
SERVIR E PROTEGER (LIBERTANDO OS OPRIMIDOS DA OPRESSÃO)


INTRODUÇÃO:


“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. (Edmund Burke)

Tem pessoas que afirmam que eu não posso escrever sobre combate e lutas por não ser militar. Interessante, que Vegécio (A Arte Militar), Agostinho de Hipona (Guerra Justa), Clemente de Alexandria (Guerra Justa e Resistência ao Tirano) e Tomás de Aquino (Guerra Justa, Legítima Defesa e Resistência ao Tirano) escreveram livros sobre a temática guerra e combate sem nunca terem combatido num campo de batalha. Apesar de não ter treinamento militar, eu tenho treinamento na Segurança Privada (Vigilante Patrimonial), pois sei manusear algumas armas de fogo (o revólver calibre 38, a pistola calibre 380 e a espingarda calibre 12). Também já pratiquei Boxe (Pugilismo) e artes marciais. Tenho Graduação em História e estudo muito sobre guerras e batalhas. Também sou um estudioso da Bíblia, portanto, posso escrever sobre guerras e batalhas, pelo menos, no contexto teológico. Nunca fui soldado e nem policial, mas, mesmo, assim, posso escrever sobre combate.

O CENTURIÃO CORNÉLIO (O OFICIAL ROMANO QUE SE ENCONTROU COM DEUS):

Cornélio era um centurião justo e temente a Deus da coorte italiana que morava e trabalhava em Cesaréia. Em Cesaréia havia seis centuriões e Cornélio era um deles. Esse centurião comandava cerca de cem soldados nas batalhas e era considerado um prosélito do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano), por isso, Cornélio, provavelmente não era obrigado a prestar culto ao Imperador e a sacrificar aos deuses (práticas idolátricas obrigatórias entre os soldados romanos). Cornélio jejuava e orava o dia inteiro (isso indica que possivelmente ele fosse um centurião aposentado).

Esse oficial romano era um homem bom e piedoso, mas ainda não conhecia Jesus, mas apenas o Deus de Israel pregado pelos judeus. Por meio de uma visão, Cornélio, foi ordenado a enviar homens a Jope para chamar Simão Pedro para vir a sua casa lhe pregar o Evangelho. Dois servos e um soldado piedoso e justo foram se encontrar com Pedro, que também teve uma visão de Deus a respeito disso. Pedro estava sendo preparado para aceitar os gentios na Igreja, pois ele acreditava que somente os judeus podiam ser salvos pela Graça. Reparem que em nenhum momento Pedro e seus amigos cristãos questionaram o fato de Cornélio ser militar, mas, sim, o fato dele ser gentio. Cornélio era um homem humilde e generoso, pois ele tratava os judeus com respeito e sempre dava esmolas aos pobres. A Bíblia somente relata qualidades em Cornélio, apesar de ainda ele não ter conhecido Jesus até o momento em que Pedro o evangeliza, aí sim, o centurião, sua família e seus amigos mais íntimos são batizados pelo Espírito Santo e começaram a falar em línguas estranhas. Pedro ordenou que Cornélio e os demais fossem batizados imediatamente (Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano). O centurião ainda pediu para que Pedro ficasse mais alguns dias em sua casa (duvido que Cornélio tenha ido no quartel pedir baixa durante esse período).

O que aprendi com Cornélio é que Deus reconhece quando uma pessoa o busca com sinceridade de coração, mesmo, que essa pessoa ainda não seja cristã. Deus teve compaixão de Cornélio e admirou a sua fé e sede e fome pelas coisas de Deus. Deus amou grandemente Cornélio, por isso, enviou Pedro para lhe pregar as Boas Novas da Salvação, para que Cornélio e sua casa fossem salvos. Esse centurião era um homem justo, honesto, humilde e piedoso; ou seja, um bom exemplo a ser seguido por todos os homens investidos de autoridade. Deus sempre observa as pessoas que o buscam com humildade e sinceridade.

CRISTIANISMO PRIMITIVO:

Resolvi escrever este artigo, porque acredito que devo desculpas aos cristãos primitivos; pois eu julguei injustamente a Igreja Primitiva em vários artigos. Claro, que existiram Pais da Igreja que pregavam heresias (Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio), mas nem todos os cristãos primitivos eram antimilitaristas e antissemitas como eu afirmei em outros artigos (Clemente de Alexandria, por exemplo, defendia o serviço militar e a Guerra Justa muito antes de Agostinho de Hipona). O próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e a política. Os Pais Apostólicos, Inácio de Antioquia, Clemente de Roma e Policarpo de Esmirna, conheceram os apóstolos pessoalmente e não pregaram heresias e também reconheciam que as autoridades governamentais eram legítimas. Fato inegável, é que a maioria dos primeiros cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos. Mas, será que eles realmente eram anarquistas e pacifistas (como um bando de religiosos idiotas afirma na Internet)? Ou será que os cristãos primitivos queriam simplesmente evitar prestar culto ao imperador e sacrificar aos deuses? Neste artigo, eu mostrarei a resposta.

Na verdade, os primeiros cristãos (os primeiros mesmo) eram judeus (guardavam até o Sábado), mas com o passar do tempo, inúmeros gentios se converteram e começaram a pregar o antissemitismo (o primeiro gentio a se converter foi o centurião Cornélio, um militar). No começo, o Cristianismo era visto pelo Império Romano como uma ramificação do Judaísmo (uma seita judaica), por isso, era considerado uma religião lícita. Os judeus eram isentos do serviço militar e não eram obrigados a cultuar o imperador e nem sacrificar aos deuses pagãos. Todos os militares e políticos romanos eram obrigados a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses e se eles se recusassem a fazer isso eram condenados a morte pelo Estado por alta traição. Mitra, o Sol Invencível, era o deus patrono do Exército Romano, e o serviço militar era cheio de práticas idolátricas. Infelizmente, existem religiosos imbecis (que dominam a Internet) que omitem esses fatos descaradamente, simplesmente, porque eles foram cegados pela sua ignorância religiosa. Eu acabei odiando os cristãos primitivos injustamente por causa de Testemunhas de Jeová e evangélicos idiotas que não sabem fazer outra coisa da vida a não ser usar uma imagem distorcida da Igreja Primitiva para propagar o fanatismo religioso na Internet. Religiosos desocupados, como, por exemplo, o Blogildo, o Thompson Rogério, o “irmão” Alex e outros hereges ficam deturpando a História e a Bíblia (usando “meias verdades”, que é pior do que a mentira, por ser verossímil) para sustentar o seu Pacifismo doentio. Por isso, eu acabei caindo no erro de julgar os cristãos primitivos de forma injusta (nessa época, eu ainda não era Graduado em História e tinha pouco conhecimento).

No século I, quase todos os cristãos não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos também por causa da “parusia” (acreditavam na volta iminente de Jesus), entretanto, existiram militares e políticos cristãos nessa época sim; eram poucos, mas eles existiram. No século II (inclusive, antes do ano 170), os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército por causa das invasões bárbaras (principalmente, dos bárbaros germânicos). Havia Pais da Igreja que tinham tara (fetiche mesmo) por demonizar compulsivamente o serviço militar, o casamento e a etnia judaica (principalmente, os gnósticos e montanistas), mas também houve Pais da Igreja que defendiam os militares e judeus cristãos.

Existiram autoridades cristãs na Igreja Primitiva apesar das práticas idolátricas que predominavam no Império Romano. O centurião Cornélio foi evangelizado pelo apóstolo Pedro e depois batizado ainda sendo um oficial romano (Pedro permaneceu mais alguns dias na casa de Cornélio após sua conversão). O carcereiro de Filipos se converteu e permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), pois ele soltou Paulo e Silas no dia seguinte. Os guardas pretorianos que vigiavam o apóstolo Paulo são chamados de “santos e irmãos” por Paulo de Tarso. Esses soldados cristãos da Guarda Pretoriana são conhecidos como os “Santos da Casa de César”. Há provas arqueológicas que comprovam que o procônsul Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos e depois se tornou um curador em Roma. No final do século I, os cônsules, Acilius Glabrio (cônsul em 91) e Flávio Clemente (cônsul em 95), foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus. Nos séculos III e IV, os oficiais romanos, Marcelo, Marino, Maurício, Sebastião, Jorge e Expedito, foram torturados e assassinados, porque se recusaram a negar a Cristo.

Antes do imperador Constantino chegar ao poder, era complicado para os cristãos se envolverem com o serviço militar e a política, portanto, tinha justificativa os cristãos evitarem se envolver com o Estado. Jesus Cristo e Paulo ordenaram aos cristãos que pagassem os seus tributos e impostos sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo afirmaram que a função das autoridades legalmente constituídas é castigar os malfeitores e enaltecer os homens que praticam o bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Paulo afirmou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (e não por Satanás) e são ministros de Deus (e não do Diabo) para castigar os bandidos, ou seja, Deus estabelece os reis e governantes da Terra (Daniel 2:20-21) e (Daniel 5:20-21).

As Testemunhas de Jeová e os crentes fanáticos afirmam que os primeiros cristãos não comemoravam aniversários, a Páscoa e o Natal, mas isso também é mentira. Existiram cristãos primitivos que comemoravam aniversários sim (principalmente, os primeiros cristãos que eram judeus, pois eles comemoravam todas as festividades judaicas). Tinham os que condenavam, mas tinham os que não viam mal algum nisso. A Páscoa era comemorada desde o primeiro século por todos os cristãos. O Natal era comemorado por muitos cristãos a partir do século II, mas em datas diferentes. Espero ter desmentido os ensinamentos heréticos e diabólicos que certos religiosos imbecis (Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos) pregam por aí (os famosos “historiadores de Internet”).

A ORIGEM DAS ESCRITURAS:

Neste texto, eu pretendo mostrar a importância da Palavra de Deus para a história humana e para a história da minha vida. Eu sou apaixonado pela Bíblia desde que eu era adolescente (o período em que eu fui mais cristão em toda a minha existência). Deus, o Altíssimo, falou comigo diversas vezes por meio de sua Palavra. Eu encontrei muitas respostas na Bíblia, mas ainda tenho outras perguntas que não foram respondidas. Começarei contando desde o início quando a Bíblia que conhecemos hoje surgiu.

A “história” de que, em 325, no Concílio de Nicéia, cerca de 318 bispos (segundo muitos historiadores foram de 250 a 300 bispos) que vieram de várias regiões se juntaram para reunirem os Livros da Bíblia não é aceita por muitos historiadores devido a carência de provas históricas concretas que comprovem esse fato. Sobre no Concílio de Nicéia, os Livros do Novo Testamento terem sido reunidos como canônicos não passa de uma “lenda” (apesar de que no segundo século vários Pais da Igreja já aceitavam os 27 Livros do Novo Testamento como canônicos). A Bíblia da Igreja Primitiva era o Antigo Testamento (os Livros do Antigo Testamento haviam sido reunidos pelos judeus há muito tempo). Parte do Antigo Testamento era em aramaico e outra parte em hebraico. A Septuaginta (a versão grega do Antigo Testamento) circulava entre os cristãos primitivos também. O Novo Testamento era em grego. Jerônimo de Strídon traduziu a Bíblia inteira para o latim (Vulgata), facilitando o acesso do povo de sua época a Palavra de Deus.

O grande reformador, Martinho Lutero, traduziu a Bíblia para o alemão. William Tyndale e John Wycliffe traduziram a Bíblia para o inglês. João Ferreira de Almeida traduziu a Bíblia para o português. Essas são as versões mais conhecidas.

Entre os séculos IX e X, os judeus “massoretas” dividiram o Antigo Testamento em versículos. Os massoretas eram estudiosos das Escrituras Sagradas que se dedicaram a dividir a sua Bíblia em versículos. Os massoretas tinham hábitos ascéticos e monásticos; e eles foram importantíssimos para facilitar a compreensão das Sagradas Escrituras.

Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês, que morava em Gênova, na Itália, chamado Robert d’Etiénne, concluiu a divisão do Novo Testamento em versículos no ano de 1551.

Quem dividiu a Bíblia em capítulos foi o teólogo inglês, Stephen Langhton, bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França, entre 1234 e 1242. Stephen Langhton contribuiu muito para o Cristianismo fazendo isso.

A primeira Bíblia a ser publicada incluindo integralmente todos os capítulos e versículos divididos foi a Bíblia de Genebra, na Suíça. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra chegaram à conclusão de que a divisão da Bíblia em capítulos e versículos facilitava muito as pessoas na memorização, localização, e comparação de assuntos bíblicos. A Bíblia em português é dividida em 31.105 versículos e 1.189 capítulos.

Durante séculos, a Igreja Católica usou a Palavra de Deus para explorar e oprimir o povo. As pessoas leigas não tinham acesso as Escrituras Sagradas, porque a maioria não sabia latim. A Bíblia é uma arma extremamente poderosa apontada para os corações dos fracos e desesperados, quando usada pelas pessoas erradas para o mal. Satanás, o Diabo, usou a Palavra de Deus para tentar Jesus no deserto, e ainda a usa para disseminar inúmeras heresias, usando versículos bíblicos fora de contexto e textos isolados. A Bíblia pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. A Palavra de Deus é muito poderosa, e deve ser usada para promover a justiça. Deus se comunica com as pessoas por meio da Bíblia, pois a Palavra de Deus pode mudar vidas e transformar o mundo. Graças a Deus que existe a Bíblia, a Palavra de Deus.

AS PRINCIPAIS VIRTUDES DO BUSHIDO (O CÓDIGO DOS SAMURAIS):

As principais virtudes do Bushido (Código do Guerreiro) são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios morais e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

LIBERTANDO OS OPRIMIDOS DA OPRESSÃO (CONTRA A OMISSÃO DIANTE DO MAL):

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão; põem o amargo por doce, e o doce por amargo”! (Isaías 5:20)

Muitos cristãos consideram o que é mau, bom, e o que é bom, mau. Muitos crentes consideram o errado, certo, e o certo, errado. Quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante do mal, nós somos cúmplices. Quando você se omite diante da opressão, você escolhe o lado do opressor.

A omissão diante do mal é pecado e sempre será pecado. Passar a mão na cabeça dos bandidos, dos terroristas e dos malfeitores não acabará com a maldade no mundo, pelo contrário, aumentará ainda mais a violência e a injustiça. Onde diz na Bíblia que eu devo encobrir os erros dos outros e ser conivente com o pecado?

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

A omissão diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão culpado quanto aquele que a pratica. Os cristãos costumam se omitir diante das coisas erradas alegando um falso amor e uma paz falsificada (Pacifismo), mas Deus nunca aprovou a omissão perante as coisas erradas. A vontade de Deus é que nós, cristãos, defendamos os fracos e oprimidos. O Altíssimo quer que nós lutemos em favor dos indefesos. É nossa obrigação proteger os inocentes.

"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O Livro de Provérbios critica muito a injustiça e a omissão diante do mal, portanto, o conformismo perante as coisas erradas não é bíblico. Deus, o Altíssimo, deseja que nós pelejemos em favor dos fracos e necessitados, porque é da vontade d’Ele, que nós defendamos os indefesos e desamparados. A missão dos cristãos (homens de Deus) é libertar os oprimidos da opressão.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Os homens valentes devem lutar pela verdade e pela justiça. Os homens corajosos devem lutar pelos direitos dos outros. Nós, homens de Deus, temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Deus, o Justo Juiz, estabeleceu o Estado (governo) para ser um servo de Deus (ministro de Deus). A função e o dever dos governantes é servir ao povo, e não explorá-lo e oprimi-lo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores e louve os homens que praticam o bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

Desejar ser herói e justo (proteger os fracos e indefesos) não é coisa de “criança e de gente infantil”, mas é o que a Bíblia ordena fazer. As Escrituras ordenam que todos os servos de Deus sejam heróis (protetores e defensores). A vontade de Deus é que os fortes protejam e defendam os fracos e indefesos. A vontade de Deus sempre foi à libertação dos oprimidos da opressão.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão culpado quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado. O Pacifismo é um ensinamento diabólico que a Bíblia nunca ensinou, pelo contrário, as Escrituras sempre ensinaram que devemos proteger o fraco e combater a injustiça e a opressão.

O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo, que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo afirmou na Carta aos Romanos, que a obrigação do Estado, isto é, das autoridades governamentais, é castigar os malfeitores e honrar os cidadãos de bem. Nós, servos de Deus, devemos pagar os nossos impostos e interceder em favor dos homens investidos de autoridade, para que os maus sejam punidos exemplarmente e os bons sejam exaltados. Os agentes do Estado (soldados, policiais e magistrados) são ministros de Deus para o bem-estar da sociedade.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro ensinou praticamente a mesma coisa que o apóstolo Paulo, ou seja, de que é o dever do governo zelar pela segurança dos cidadãos de bem e punir os criminosos. É a função do Estado fazer justiça (punir os maus e louvar os bons), mas nós, cidadãos comuns, também podemos fazer a nossa parte para ajudar a sociedade.

Se nós, cristãos, podemos ajudar as pessoas, devemos ajudá-las, porque essa é a vontade de Deus. Se nós temos a capacidade e o poder de ajudar os fracos e necessitados, temos a obrigação de ajudá-los. Se nós nos recusarmos a fazer o bem em favor dos oprimidos, estamos pecando contra Deus, e Ele cobrará isso de nós. A omissão (Pacifismo) é pecado!

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

Criminosos são como ervas daninhas. Você arranca uma, e aparece logo outra no lugar. Por isso, que os homens bons devem sempre estar preparados para combatê-los. Sejam esses homens bons investidos de autoridade (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) ou não. Não devemos nos igualar aos criminosos, pois não devemos pagar o mal com o mal (nós somos diferentes deles). Não podemos evitar o mal praticando o mal. A nossa compaixão nos torna diferentes dos malfeitores. Devemos usar a força bruta e as armas sim, mas dentro da legalidade e em confrontos justos. Olho por olho e dente por dente nunca foi um incentivo ao ódio e a vingança, pelo contrário, é um ensinamento que ensina justamente que devemos combater os maus numa luta justa, baseada na honra e na justiça, e para que os criminosos sejam punidos de maneira justa, e não de forma exagerada. Os heróis sempre existirão. Mesmo, que as pessoas céticas digam que não, sempre existirão homens valentes, corajosos e ousados, cheios de coragem, de valentia e de ousadia, que ousarão se opor ao mal e aos malfeitores. Os heróis existem sim, podem acreditar.

O GRANDE SALVADOR (JESUS):

Tenha certeza do que acontecerá com você depois de sua morte. Existem o Céu e o Inferno. Jesus Cristo é o Único Caminho para se chegar até Deus. O Inferno é o final de uma vida sem Deus. O ímpio pode ir até para a cova feliz, mas um minuto no Inferno o fará esquecer de toda a alegria momentânea que ele viveu. Se você reconhecer o sacrifício de Jesus por você na Cruz, de que Cristo morreu em seu lugar para te salvar, a vida eterna te espera. Entregue-se a Jesus, que Ele te salvará das chamas do Inferno, e você poderá viver a sua vida eterna ao lado de Deus.

O CRISTO DA BÍBLIA:

“Jesus não foi apenas um cara legal que fez o bem no mundo. Você não crucifica caras legais. Você crucifica ameaças”. (Tim Keller)

Jesus sempre foi o "amigo dos pecadores", porque os pecadores estavam mais dispostos a escutá-lo. Justamente, com os religiosos de sua época (fariseus e saduceus), Jesus não tinha uma boa relação. Jesus era conhecido também como o "amigo das prostitutas", porque ele sempre honrava e respeitava as mulheres do seu tempo. Jesus era incisivo e agressivo com as palavras, quando se referia aos religiosos hipócritas, e até em uma ocasião usou a força bruta para expulsar muitos cambistas safados e oportunistas do Templo de Jerusalém. Jesus sempre combateu o legalismo e o fundamentalismo religioso. Esse "jesuis" que se parece mais com um "Hippie" (paz e amor) do que com o Messias de Israel, não é o Cristo revelado nas Escrituras.

O JESUS BÍBLICO:

É preciso haver um equilíbrio entre o Jesus "Hippie" (paz e amor) e o Jesus "Zelote" (guerreiro nacionalista). Claro, que Cristo nunca foi nenhum dos dois. Jesus nunca foi só "paz e amor" (Ele era extremamente agressivo e incisivo com os fariseus), também nunca foi líder guerrilheiro (pelo contrário, Cristo sempre ensinou a pagar os impostos e obedecer às autoridades). Existe um mito (mentira mesmo) de que "todos" os cristãos primitivos eram hostis às autoridades governamentais e que "todos" os Pais da Igreja satanizavam o Estado. Clemente de Roma, Policarpo de Esmirna, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia eram também cristãos primitivos e não eram pacifistas e nem satanizaram o governo. Essa "historinha" de que os primeiros cristãos pregavam contra o Estado Romano só tem na cabeça de historiadores tendenciosos ou na cabeça de certos evangélicos e das Testemunhas de Jeová mesmo. Não é o que no vejo na Bíblia. Pelo contrário, Paulo e Pedro reconheciam a legitimidade das autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Pedro evangelizou o centurião Cornélio. Paulo evangelizou o procônsul Sérgio Paulo, o carcereiro de Filipos e também soldados da Guarda Pretoriana (os Santos da Casa de César). Não tem sequer um registro nas Escrituras que indique que Jesus e os apóstolos pregaram contra as autoridades. Entre ser um "historiador ateu magoadinho com Deus" e acreditar na Bíblia, sinceramente, eu prefiro acreditar na Bíblia.

O JESUS HISTÓRICO (O GRANDE LIBERTADOR):

"O que você acha ou pensa não importa. O que realmente importa é o que a Bíblia ensina". (Paul Washer)

Antes de ser um historiador, eu sou um cristão. Antes de defender o que eu gosto ou desejo, o meu compromisso é com a Verdade. Se eu ensinar algo contrário a Bíblia, desconsidere o que falei e fique com a Bíblia. Eu, particularmente, adoraria acreditar que Jesus era um líder zelote que pretendia derrubar o Império Romano do poder e libertar Israel do seu domínio. Uma coisa é certa, Jesus nunca foi "Hippie" (paz e amor), pois as Escrituras relatam que Cristo era extremamente agressivo e incisivo com os fariseus (religiosos hipócritas de sua época) e que até agrediu fisicamente com um chicote os cambistas pilantras e safados do Templo de Jerusalém. Mas, defender a ideia de que Jesus era um líder guerrilheiro que pretendia destruir Roma, já é viajar demais (apesar de eu, por gostar de combate, me simpatizar com essa ideia e visão sobre Jesus). Como já falei, o meu compromisso é com a Verdade e não com o que eu desejo. Eu adoraria que Jesus tivesse sido um Grande Libertador liderando os zelotes em uma guerra contra o Exército Romano, mas esse não é o Jesus da Bíblia (tampouco foi um grande pacifista que pregava a omissão e a apatia diante do mal). Jesus era agressivo com os fariseus sim, e foi até violento no Templo de Jerusalém, e até mesmo ordenou aos seus discípulos que comprassem espadas, mas sempre ensinou a submissão aos governantes e a pagar os impostos, ou seja, Ele nunca apoiou os zelotes em uma luta armada contra os romanos.

O JESUS DA BÍBLIA (O VERDADEIRO MESSIAS):

Durante séculos, a Igreja Cristã construiu uma imagem distorcida de Jesus, que se parece mais com um "Hippie" (paz e amor) do que com o Messias de Israel relatado na Bíblia. As Escrituras sempre mostraram que Jesus era agressivo e incisivo com os religiosos hipócritas de sua época (fariseus e saduceus); que foi violento e agrediu fisicamente os cambistas safados lá no Templo de Jerusalém, e que até ordenou aos seus discípulos que comprassem espadas. Realmente, Jesus nunca foi um líder guerrilheiro que liderava os zelotes numa guerra para derrubar o Império Romano do poder, mas isso não significa que Ele tenha sido um grande pacifista. Essa "historinha" (construção ideológica) de que Jesus era um grande pacifista que pregava a omissão e a apatia diante do mal não é verdadeira. Esse não é o Jesus da Bíblia. Cristo nunca pregou esse tipo de asneira, tampouco incentivou isso. Jesus sempre ensinou a obedecer aos governantes e a pagar os impostos. Os seus apóstolos, Pedro e Paulo, ensinaram que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Os seus discípulos (mais próximos) jamais pregariam ou ensinariam algo contrário do que o próprio Cristo pregava e ensinava. Assim, como Jesus nunca foi um líder zelote, tampouco foi um grande pacifista.

OS ERROS DA IGREJA PRIMITIVA:

Os cristãos de hoje costumam louvar os erros da Igreja Primitiva como se fossem acertos. Como, por exemplo, louvor pelo martírio (suicídio gospel), satanização do serviço militar e da sexualidade, discursos de ódio contra as mulheres e contra os judeus. O nosso parâmetro tem que ser o que a Bíblia ensina, e não o que os Pais da Igreja ensinaram ou deixaram de ensinar quando seus ensinamentos eram contrários ao que as Escrituras ensinam. A nossa regra de fé e prática tem que ser a Bíblia e não as "cagadas" que os cristãos primitivos fizeram. Temos que nos espelhar em seus bons exemplos e não maus exemplos.

O CRISTIANISMO PRIMITIVO E O SERVIÇO MILITAR:

Os "historiadores de internet" (geralmente, Testemunhas de Jeová e evangélicos que não terminaram nem o Ensino Fundamental) costumam propagar mentiras sobre o Cristianismo Primitivo (muitas vezes, eles usam verdades acrescentando alguns erros, que é pior do que a mentira, por ser verossímil). Existiram Pais da Igreja que defendiam o serviço militar e a Guerra Justa (como Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia). Até o próprio Orígenes de Alexandria reconhecia que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e também defendia o serviço militar (portanto, que o soldado não derramasse sangue). Antes do ano 170 existiam cristãos no Exército e na política sim, mas eram poucos em número, mas eles existiram. A Guerra Justa não foi invenção da cabeça de Agostinho de Hipona, porque outros Pais da Igreja já a defendiam antes dele. Existem até historiadores sérios que defendem que Jesus era um líder zelote (e não um Hippie) que pretendia derrubar o Império Romano do poder. Nas Escrituras está registrado (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14) a opinião de Deus sobre o serviço militar e a política.

O CRISTIANISMO E O COMBATE:

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ambrósio de Milão, Jerônimo de Strídon, Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam o serviço militar e a Guerra Justa. Tomás de Aquino e Clemente de Alexandria defendiam também a legítima defesa e até a Resistência ao Tirano. Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão e Jerônimo de Strídon defendiam até a pena de morte (pena capital). As Escrituras ensinam em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem. No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu oficialmente que o serviço militar é lícito e bíblico (Lucas 3:14). A moral do Novo Testamento é a mesma moral do Antigo Testamento. O Deus do Antigo Testamento é o mesmo Deus do Novo Testamento. A Bíblia nunca ensinou o Pacifismo, portanto, essa ideologia maldita é antibíblica e não é cristã. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e nunca a legítima defesa, a Guerra Justa e a pena capital (pena de morte). Isso está claro no contexto desse Mandamento na Lei de Moisés. Nós, cristãos, devemos usar as armas e os punhos somente em serviço da justiça e nunca por motivos pessoais. Nós, cristãos, apenas devemos combater com o objetivo de promover a justiça e jamais em benefício próprio. A Bíblia nunca ensinou que combater é moralmente errado. Esse ensinamento nunca esteve na Bíblia.

OS SANTOS DA CASA DE CÉSAR:

“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a Guarda Pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a Palavra de Deus”. (Filipenses 1:12-14)

Paulo se refere a esses guardas pretorianos que ele mesmo evangelizou como "santos e irmãos" e isso indica que os Santos da Casa de César (Filipenses 4:22) eram mesmo esses soldados da Guarda Pretoriana. Por meio de Paulo, o Cristianismo chegou até o Palácio do Imperador. Além dos guardas pretorianos, outros funcionários do governo romano também podem ter conhecido a Cristo, por causa das algemas de Paulo. A prisão do apóstolo teve um propósito, que era levar o Evangelho até a Guarda Pretoriana e a outros funcionários do Império. Deus pode tornar o mal em benção. Muitas vezes, uma situação aparentemente ruim pode ser usada por Deus para abençoar a vida de alguém ou até salvar a alma e a vida de uma pessoa ou mais. O Deus da Bíblia é um Deus de milagres; e até por meio de uma prisão, Ele pode manifestar a sua glória. Os Santos da Casa de César são um bom exemplo disso, de que até na cadeia, em uma prisão, Deus pode agir e realizar um milagre.

OS HISTORIADORES DE INTERNET (PROPAGADORES DA MENTIRA):

Infelizmente, a Internet deu voz para quem não deveria. É incrível como existem "especialistas e doutores em tudo" (pessoas que, muitas vezes, nem terminaram o Ensino Fundamental). Os "historiadores de Internet", com certeza, são os piores. Seja muito criterioso quando for pesquisar sobre a História da Igreja (principalmente, se for sobre o Cristianismo Primitivo). Existem muitos evangélicos e Testemunhas de Jeová que são tendenciosos e mal-intencionados que propagam mentiras na Internet sobre a História do Cristianismo. Além de mentir descaradamente, muitas vezes, eles usam "verdades" acrescentando alguns erros, que é pior do que a mentira, por ser verossímil. Acredite na Bíblia e em sites sérios de Teologia e sobre a História da Igreja. Infelizmente, existem "cristãos" que mentem e que são desonestos mesmo, como muitos evangélicos e as Testemunhas de Jeová.

OS PROFETAS DESBOCADOS:

Em Isaías 57 (e em outros capítulos do mesmo livro) o profeta chama os falsos profetas e apóstatas da fé de bastardos e de filhos de uma prostituta (de filhos da puta mesmo). Jesus chamava os fariseus de hipócritas, de raça de víboras, de falsos, de lobos devoradores, de cães e de porcos (ofensas graves no contexto do Judaísmo). Os apóstolos e os profetas sempre foram incisivos e agressivos em suas pregações. Isso porque o "deus" dos evangélicos é só "paz e amor".

A MAGIA BRANCA GOSPEL (O MOVIMENTO BATALHA ESPIRITUAL):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

O maior e mais diabólico movimento herético da Igreja Evangélica é o famoso e famigerado "Movimento Batalha Espiritual". Esse movimento prega que combate Satanás, mas na verdade fazem do jeito que o Diabo gosta. Pregam que para se combater Satanás é preciso usar mandingas, simpatias, macumba gospel, feitiçaria evangélica e heresias para se combater o Demônio, ou seja, não passa de uma "MAGIA BRANCA GOSPEL" adaptada para os evangélicos. As únicas armas espirituais para se combater o Diabo são a fé, a oração, o Nome de Jesus e a Palavra d'Ele. Mandingas, simpatias, feitiçaria e ocultismo não representam nenhuma ameaça para Satanás e seus anjos. O Diabo costuma usar, muitas vezes, "verdades" acrescentando alguns erros, que é pior do que a mentira, por ser verossímil. O Movimento Batalha Espiritual prega que combate Satanás, mas na verdade está a serviço dele, distorcendo as Escrituras e difamando o Nome de Deus.

ARREPENDAM-SE E SE CONVERTAM:

"Muitos dirão a mim naquele dia: Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não realizamos muitos milagres? Então, lhes declararei: Nunca os conheci. Afastai-vos da minha presença, vós que praticais o mal". (Mateus 7:22-23)

Interessante, esse trecho da Bíblia, porque essas pessoas que Jesus dirá que não conhece não são gays, prostitutas ou bandidos comuns, mas são "cristãos" que praticam o mal. Jesus sempre criticou severamente os religiosos hipócritas, porque os fariseus eram assim, e muitos "cristãos" hoje são assim também. Não adianta ir à Igreja só para "bater cartão"; ou ficar com encenação e teatrinho ridículo, porque vocês vão para o Inferno do mesmo jeito, se não se arrependerem dos seus pecados e se converterem de seus maus caminhos. Arrependam-se dos seus pecados e se convertam a Deus. Não adianta se você foi criado na Igreja ou tem 50 anos de Igreja, porque se você não nascer de novo, o seu destino depois da morte é o Inferno. Por isso, faça a diferença e seja a diferença. Seja um homem ou mulher de Deus. Nasça de novo, para viver a vida eterna ao lado de Deus.

CONTRA AS DOUTRINAS DOS FARISEUS:

“Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. (Mateus 15:7-9)

Jesus não suportava a hipocrisia dos fariseus, por isso, os criticava tão severamente (com insultos, ofensas e xingamentos). O Messias sempre combatia as doutrinas pregadas pelos fariseus que eram religiosos hipócritas que davam mais valor as doutrinas que são preceitos dos homens do que aos Mandamentos de Deus. Muitas "igrejinhas" pentecostais e neopentecostais pregam doutrinas que são preceitos dos homens para oprimir e escravizar sob jugo pesado e diabólico os seus membros. Ensinamentos satânicos que são doutrinas de homens e até, muitas vezes, doutrinas de demônios, coisas que o próprio Cristo condenou e que a Bíblia nunca ensinou. Jesus sempre combateu o legalismo e o fundamentalismo religioso, por isso, que os fariseus do Sinédrio o odiavam tanto.

LEGALISMO E FUNDAMENTALISMO (HIPOCRISIA RELIGIOSA):

“Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los”. (Mateus 23:4)

Os religiosos legalistas e fundamentalistas sempre querem colocar jugos e fardos pesados (falsa santidade) sobre os outros, mas eles mesmos, que são hipócritas, são incapazes de viverem o padrão de falsa santidade que eles mesmos pregam, mas que o próprio Deus nunca cobrou de ninguém. Como, por exemplo, o Pacifismo, a repressão sexual, abstinência de alimentos, proibição de datas comemorativas, doutrinas sobre vestimentas e aparência e outras bizarrices. O próprio Jesus sempre condenou esse fanatismo religioso, que os fariseus do seu tempo, e que muitos evangélicos de hoje costumam pregar, coisas, que a Bíblia nunca ensinou.

CONTRA O JARGÃO “NÃO JULGUEIS”:

“Não julgueis segundo a aparência, e, sim, pela reta justiça”. (João 7:24)

O jargão "Não julgueis" é o texto mais abusado da Bíblia para poder pregar a omissão e a apatia diante do mal. Esse chavão é usado, simplesmente, porque as pessoas não sabem interpretar um texto. Não é difícil de perceber que Jesus, no contexto desse versículo, Ele está se referindo ao julgamento hipócrita e sem moral, e não ao julgamento baseado segundo a reta justiça. O mais interessante nos evangélicos que usam e abusam desse jargão é que eles estufam o peito igual a um baiacu e arrotam dizendo "Não julgueis", mas, justamente, esses religiosos hipócritas são os que mais julgam os outros (muitas vezes, de maneira injusta e desonesta). Jesus nunca pregou a omissão diante das coisas erradas, tampouco pregou a apatia perante o mal.

O ÓDIO DOS CRENTES:

Têm crentes que me odeiam, porque eu defendo que cristão deve amar os "pecadores" e que os falsos profetas devem ser combatidos. Têm crentes que me odeiam, porque eu prego que o forte deve proteger o mais fraco e que os homens devem respeitar e honrar as mulheres. Têm crentes que acham um pecado hediondo eu falar "palavrão" (leiam o livro de Isaías, seus hipócritas) quando fico irritado com os absurdos que os crentes falam, mas pregar racismo (ódio contra negros e nordestinos), xenofobia (ódio contra chineses e árabes), machismo (ódio contra as mulheres), homofobia (ódio contra gays) aí pode usar o Nome de Deus para fazer isso que não tem problema. Eu sou rejeitado e desprezado, porque tento fazer, o que, vocês, evangélicos, não fazem, que é pregar o que a Bíblia realmente ensina.

PREPARANDO O CAMINHO PARA OS HERÓIS:

Mitsumasa Kido preparou os Cavaleiros de Bronze desde pequenos para poderem combater o mal. Secretamente, Mitsumasa Kido, pediu para um amigo seu, que era cientista, para que ele criasse também, os Cavaleiros de Aço. Tudo isso, Mitsumasa Kido, fez e não viveu para ver, porque ele morreu antes de ver os garotos se tornarem cavaleiros. Esse homem preparou o caminho para os jovens cavaleiros, verdadeiros heróis, combaterem o mal, mas faleceu antes de ver os seus frutos. A minha esperança é que, assim, como, Mitsumasa Kido, os meus frutos um dia venham, mesmo, que eu não esteja vivo para vê-los. Continuarei pregando o Evangelho e orando pelas pessoas, mesmo, que eu jamais veja os meus frutos. Continuarei escrevendo e intercedendo pelos outros, na esperança de que algum dia, eu possa fazer a diferença. Não sei se um dia conseguirei desconstruir as mentiras de Satanás que assombram a Igreja há tantos séculos. Não sei se algum dia alguém irá se converter por meio de minhas pregações e orações. Não sei se conseguirei libertar os oprimidos da opressão. Mas, quero acreditar, que nada disso será em vão. Quero ter fé de que algum dia a minha existência tenha valido à pena. Espero fazer a diferença de alguma forma, pois quero acreditar que o meu nascimento não foi em vão.

OS EVENTOS TRAUMÁTICOS (O TREINAMENTO DOS HERÓIS):

Geralmente, os heróis e os justiceiros sofreram algum trauma, ou seja, passaram por algum evento traumático que os levaram a combater o mal. Repare nos heróis das historinhas em quadrinhos e dos animes (é sempre a mesma história). Nós podemos escolher o que fazer com os nossos traumas. Não tem como mudar o nosso passado, mas o passado não precisa ser uma âncora em nossas vidas. Muitas vezes, os traumas e as dificuldades que passamos são para forjar o nosso caráter. Deus tem o poder para tornar o mal em benção. Temos vários personagens bíblicos e históricos que passaram por muitas dificuldades, mas tudo o que eles passaram foi para prepará-los para algo extraordinário. Todos os heróis passam por dificuldades para que seus princípios e ideais sejam testados. Muitas vezes, Deus nos coloca no deserto para provar e testar o nosso coração. Nas extremas dificuldades é que o nosso caráter é verdadeiramente testado. Geralmente, os heróis são órfãos, rejeitados, desprezados, oprimidos e humilhados, mas tudo isso o que eles passam, é uma preparação (um treinamento) para que nós sejamos preparados para cumprirmos o nosso propósito. Tudo tem um motivo. Tudo tem um propósito. Tudo tem um por que. Em um Universo governado por Deus, não existem coincidências. Se nascemos e existimos, há algum propósito para isso.

TODOS OS HOMENS TEM UM PROPÓSITO (A SOBERANIA DE DEUS):

“Deus fixou a hora da nossa entrada no descanso, e ela não pode ser adiada pela habilidade do médico, nem apressada pela malícia do inimigo”. (Charles Spurgeon)

Todos nós fomos criados para um propósito. Todos nós temos uma missão. Tudo tem um motivo. Tudo tem um propósito. Tudo tem um por que. Nada é por acaso. Todos os heróis passam por eventos traumáticos. Se nos tornamos heróis ou vilões, isso depende da Soberania de Deus e também de nossas escolhas (Deus é Soberano, mas nós somos responsáveis por nossas obras). Muitas vezes, Deus nos coloca no deserto, para provar e forjar o nosso caráter e conhecer o que está no nosso coração. As provações são necessárias. As cicatrizes são como medalhas para nos lembrarmos que conseguimos sobreviver aquilo que tentou nos matar. Seja forte e corajoso! Não desista! O seu nascimento tem um propósito. A sua existência não é em vão. Tudo tem um por que. Nós seremos imortais até cumprirmos com o nosso propósito, até completarmos a nossa obra. Cabe a você descobrir qual é o seu propósito. Cabe a você descobrir qual é a sua missão. Tudo tem a sua hora. Tudo tem o seu tempo. Nós devemos cumprir a nossa missão. Nós devemos cumprir com o nosso propósito. Assim, poderemos entrar no descanso eterno. Até lá, nós seremos imortais.

A ESPERANÇA (O COMBUSTÍVEL DA VIDA):

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Lamentações 3:21) O que nos mantêm vivos? O que nos faz seguir adiante diante das dificuldades da vida? Por que sonhamos? Tudo tem um propósito. Tudo tem um por que. "Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários". (C.S Lewis). "Sempre que Deus quer fazer um homem grande, Ele o quebra em pedaços primeiro". (C. H. Spurgeon). A esperança é esperar aquilo que não podemos ver. Isso é ter esperança, isso é ter fé. Eu não sou um erro. Há um propósito para o meu nascimento. Há um propósito para a minha existência. Há alguma razão para eu ainda estar vivo. Os nossos sonhos (quando estão de acordo com a vontade de Deus e com os ensinamentos das Escrituras) e a esperança nos fazem continuar. Os nossos sonhos nos mantêm vivos. Esperar o que não podemos ver, e mesmo assim crendo que um dia alcançaremos, isso é ter fé, isso é a esperança. Deus traz à existência aquilo que não existe. Onde há morte, Deus traz a vida. Em um mundo governado por Deus, não existem coincidências. Tudo tem um propósito.

OS AGENTES DO ESTADO (MINISTROS DE DEUS):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), na Bíblia, o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais (Estado - Governo) são estabelecidas por Deus e não apenas permitidas por Ele. Segundo, Paulo, foi Deus quem estabeleceu as autoridades e não Satanás. Segundo, as Escrituras, os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus e não do Diabo. A Bíblia nunca pregou contra o serviço militar, tampouco ensinou o Pacifismo. O dever das autoridades legalmente constituídas é punir os maus e louvar os bons. Deus, o Altíssimo, estabeleceu os soldados e policiais para combater o mal e promover a justiça. Assim, como o Estado deve reprimir o mal e louvar o bem em sua jurisdição, as Forças Armadas tem o dever de proteger a sua nação de invasores maus também que tentem cruzar as suas fronteiras e conquistar o seu país. Deus é amor, mas também é justiça. Deus instituiu as autoridades governamentais para manter a lei e a ordem no mundo, punindo os maus e louvando os bons. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital (pena de morte), pois essa espada era usada para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros, e para se combater os inimigos nas guerras.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

No Novo Testamento, na Bíblia, nunca foi ensinado que os bandidos e malfeitores devem fazer o que quiserem e ninguém pode se opor a eles, porque Deus é “amor”. Tanto Paulo quanto Pedro (apóstolos) sempre ensinaram que os cristãos devem obedecer as autoridades legalmente constituídas e que o dever dos agentes do Estado (soldados, governantes e magistrados) é castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimam o uso da força por parte do Estado para se reprimir o mal e louvar o bem. Paulo e Pedro nunca foram pacifistas, mas, sim, sempre foram a favor da lei e da ordem. Para esses apóstolos, os soldados são instituídos por Deus para usar a violência mesmo para se combater o mal.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, primo de Jesus e o precursor do Messias, não era pacifista; pois quando ele batizou alguns soldados, não os condenou por serem combatentes, pelo contrário, lhes ensinou que eles deveriam ser soldados honestos e justos. Tanto Paulo quanto Pedro, e também, João Batista, nunca ensinaram o Pacifismo, mas sempre defenderam a lei e a ordem. No Novo Testamento nunca foi ensinado que o serviço militar é coisa do Diabo, pelo contrário, o próprio João Batista batizou soldados e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos legalistas e fundamentalistas da época). 

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais usual). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado e distorcido pelos pacifistas para se pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que você ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (Lucas 22:35-38). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos. Na Bíblia é ensinado que nós, cristãos, devemos depositar a nossa confiança em Deus e não em nós mesmos, mas podemos combater em prol da justiça quando for necessário, portanto, que confiemos em Deus e não em nossa própria força.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como, por exemplo, o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens e mulheres que não têm palavra (pessoas mentirosas e falsas), que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que eles estão dizendo a verdade. Esse é o verdadeiro contexto. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramento. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge (ser fiel até que a morte os separe).

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa e Guerra Justa). O próprio contexto desse Mandamento na Lei de Moisés deixa bem claro isso (falta de interpretação de texto por parte dos ignorantes). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso (homicídio doloso) e não a matar quando realmente há necessidade para se defender ou para proteger alguém. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A moral do Novo Testamento é a mesma moral do Antigo Testamento (Yahweh, o Eterno, ainda é o mesmo Deus).

JESUS E O PORTE DE ARMA (AS DUAS ESPADAS):

“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38)

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades legalmente constituídas tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores (bandidos e corruptos), se o próprio Jesus fosse um “grande pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha direita de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.

ORAÇÃO E INTERCESSÃO PELAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo ensinou, claramente, que todos os cristãos têm o dever cívico de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos seus governantes. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades legalmente constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado (Cristianismo Primitivo), portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo, ocupando cargos públicos ou militares.

CONCLUSÃO:

“Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.”

Nós, cristãos, somente devemos usar os nossos punhos e nossas armas em serviço da justiça e nunca por motivos pessoais. Nós, cristãos, apenas devemos combater com o objetivo de promover a justiça e jamais em benefício próprio. Por isso, somos investidos de autoridade e poder. Seja como guerreiros físicos ou como guerreiros espirituais. Seja como agentes do Estado ou como guerreiros de oração. A luta de Efésios 6 é a luta da Igreja; e a luta de Romanos 13 é a luta do Estado. Sejamos ministros de Deus. Nós devemos combater as forças satânicas deste mundo, assim, como os malfeitores também quando for necessário. Lutemos em nome da honra e do amor. Sejamos íntegros e honrados. Sejamos heróis.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.