terça-feira, 17 de novembro de 2020

AS TRADIÇÕES SATÂNICAS DO CRISTIANISMO (DESCONSTRUINDO AS MENTIRAS DE SATANÁS)

 


Filipe Levi

 AS TRADIÇÕES SATÂNICAS DO CRISTIANISMO (DESCONSTRUINDO AS MENTIRAS DE SATANÁS)







INTRODUÇÃO: 





Desde o primeiro século, durante o Cristianismo Primitivo, algumas mentiras diabólicas foram introduzidas na Igreja Cristã. Construções ideológicas muito bem trabalhadas e construídas por Satanás, o Diabo, assombram a Igreja de Cristo desde tempos remotos. O Pacifismo, a repressão sexual e o Antissemitismo são as maiores mentiras do Diabo que se enraizaram e fizeram morada nos alicerces da Igreja, assim, deteriorando e corrompendo o Cristianismo. Existem muitas distorções de versículos das Escrituras sendo usados fora de seus verdadeiros contextos que se tornaram em doutrinas de demônios, mas me atentarem somente ao Pacifismo, a repressão sexual e o Antissemitismo. 



O CENTURIÃO CORNÉLIO (O OFICIAL ROMANO QUE SE ENCONTROU COM DEUS): 





“E havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana,
Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus.
Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio.
O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus;
Agora, pois, envia homens a Jope, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro.
Este está hospedado com um certo Simão curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Ele te dirá o que deves fazer.
E, retirando-se o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus criados, e a um piedoso soldado dos que estavam ao seu serviço.
E, havendo-lhes contado tudo, os enviou a Jope.
E no dia seguinte, indo eles seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta.
E tendo fome, quis comer; e, enquanto lhe preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos,
E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra.
No qual havia de todos os animais quadrúpedes e feras e répteis da terra, e aves do céu.
E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come.
Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.
E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou.
E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se ao céu.
E estando Pedro duvidando entre si acerca do que seria aquela visão que tinha visto, eis que os homens que foram enviados por Cornélio pararam à porta, perguntando pela casa de Simão.
E, chamando, perguntaram se Simão, que tinha por sobrenome Pedro, morava ali.
E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam.
Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei.
E, descendo Pedro para junto dos homens que lhe foram enviados por Cornélio, disse: Eis que sou eu a quem procurais; qual é a causa por que estais aqui?
E eles disseram: Cornélio, o centurião, homem justo e temente a Deus, e que tem bom testemunho de toda a nação dos judeus, foi avisado por um santo anjo para que te chamasse a sua casa, e ouvisse as tuas palavras.
Então, chamando-os para dentro, os recebeu em casa. E no dia seguinte foi Pedro com eles, e foram com ele alguns irmãos de Jope.
E no dia imediato chegaram a Cesaréia. E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos.
E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou.
Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.
E, falando com ele, entrou, e achou muitos que ali se haviam ajuntado.
E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo.
Por isso, sendo chamado, vim sem contradizer. Pergunto, pois, por que razão mandastes chamar-me?
E disse Cornélio: Há quatro dias estava eu em jejum até esta hora, orando em minha casa à hora nona.
E eis que diante de mim se apresentou um homem com vestes resplandecentes, e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Deus.
Envia, pois, a Jope, e manda chamar Simão, o que tem por sobrenome Pedro; este está hospedado em casa de Simão o curtidor, junto do mar, e ele, vindo, te falará.
E logo mandei chamar-te, e bem fizeste em vir. Agora, pois, estamos todos presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto por Deus te é mandado.
E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;
Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.
A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos);
Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou;
Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.
E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro.
A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse,
Não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara; a nós, que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dentre os mortos.
E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.
A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.
E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.
Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?
E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias”.





Cornélio era um centurião justo e temente a Deus da coorte italiana que morava e trabalhava em Cesaréia. Em Cesaréia havia seis centuriões e Cornélio era um deles. Esse centurião comandava cerca de cem soldados nas batalhas e era considerado um prosélito do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano), por isso, Cornélio, provavelmente não era obrigado a prestar culto ao Imperador e a sacrificar aos deuses (práticas idolátricas obrigatórias entre os soldados romanos). Cornélio jejuava e orava o dia inteiro (isso indica que possivelmente ele fosse um centurião aposentado). 





Esse oficial romano era um homem bom e piedoso, mas ainda não conhecia Jesus, mas apenas o Deus de Israel pregado pelos judeus. Por meio de uma visão, Cornélio, foi ordenado a enviar homens a Jope para chamar Simão Pedro para vir a sua casa lhe pregar o Evangelho. Dois servos e um soldado piedoso e justo foram se encontrar com Pedro, que também teve uma visão de Deus a respeito disso. Pedro estava sendo preparado para aceitar os gentios na Igreja, pois ele acreditava que somente os judeus podiam ser salvos pela Graça. Reparem que em nenhum momento Pedro e seus amigos cristãos questionaram o fato de Cornélio ser militar, mas, sim, o fato dele ser gentio. Cornélio era um homem humilde e generoso, pois ele tratava os judeus com respeito e sempre dava esmolas aos pobres. A Bíblia somente relata qualidades em Cornélio, apesar de ainda ele não ter conhecido Jesus até o momento em que Pedro o evangeliza, aí sim, o centurião, sua família e seus amigos mais íntimos são batizados pelo Espírito Santo e começaram a falar em línguas estranhas. Pedro ordenou que Cornélio e os demais fossem batizados imediatamente (Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano). O centurião ainda pediu para que Pedro ficasse mais alguns dias em sua casa (duvido que Cornélio tenha ido no quartel pedir baixa durante esse período). 





O que aprendi com Cornélio é que Deus reconhece quando uma pessoa o busca com sinceridade de coração, mesmo, que essa pessoa ainda não seja cristã. Deus teve compaixão de Cornélio e admirou a sua fé e sede e fome pelas coisas de Deus. Deus amou grandemente Cornélio, por isso, enviou Pedro para lhe pregar as Boas Novas da Salvação, para que Cornélio e sua casa fossem salvos. Esse centurião era um homem justo, honesto, humilde e piedoso; ou seja, um bom exemplo a ser seguido por todos os homens investidos de autoridade. Deus sempre observa as pessoas que o buscam com humildade e sinceridade. 





O PACIFISMO NÃO É BÍBLICO (DEUS NUNCA ENSINOU A OMISSÃO DIANTE DO MAL): 



Essa teologia barata de que “se tentarem estuprar a sua mulher, você tem que deixar, porque Deus é amor” não é o que as Escrituras ensinam. Se alguma garota estiver sendo violentada na minha frente, devo “abençoar” o violentador ou lutar para defender a honra da vítima? Se algum assassino tentar matar um amigo meu, devo “ajoelhar e orar” pelo assassino ou salvar a vida do meu amigo? Se algum bandido ou terrorista ameaçar a vida das pessoas que eu amo, devo “oferecer a outra face” ou combatê-lo para proteger aqueles a quem amo. Se algum exército opressor tentar exterminar outras etnias e povos, eu devo pregar a “paz e o amor” ou pelejar contra esses homens maus? 





OS PRIMEIROS CRISTÃOS QUE OCUPARAM CARGOS DE AUTORIDADE (SÉCULO PRIMEIRO): 



Possivelmente, os “Santos da Casa de César” eram soldados da Guarda Pretoriana (Filipenses 4:22). Possivelmente, o procônsul evangelizado por Paulo de Tarso é mesmo o Lúcio Sérgio Paulo, que governou Chipre durante os três anos do seu mandato (província senatorial) e depois se tornou curador em Roma. Possivelmente, Acílio Glabrio (cônsul em 91) e Flávio Clemente (cônsul em 95) morreram por professar a fé cristã. Possivelmente, vários senadores acusados de “ateísmo e impiedade” no governo de Domiciano também foram martirizados por serem cristãos. Talvez, quem sabe um dia eu consiga uma prova concreta de que, Cornélio, o centurião da coorte italiana, que era justo e temente a Deus, continuou no Exército após a sua conversão. 



QUEBRANDO TRADIÇÕES (DESCONSTRUINDO AS MENTIRAS DE SATANÁS, O DIABO): 



A visão distorcida que o mundo e a Igreja têm de Jesus, uma caricatura bizarra de um “Hippie” (paz e amor) que pregava a omissão e a apatia diante do mal. A demonização das autoridades constituídas; a repressão sexual; o Antissemitismo e o ódio contra o gênero feminino são tradições do Cristianismo Primitivo que perduram até hoje. Nós, cristãos atuais, devemos quebrar essas tradições malditas em Nome de Jesus. Nós, servos de Deus, devemos pregar os ensinamentos que a Escritura (Bíblia) realmente ensina, e não reproduzir as “cagadas” que os cristãos primitivos fizeram. Nós, crentes em Jesus, devemos pregar somente o que a Palavra de Deus ensina, e não nos basearmos em “tradições de homens”. Essas tradições diabólicas devem ser quebradas. 



SOBRE OS DISCURSOS DE ÓDIO DOS CRISTÃOS: 



Infelizmente, desde a época da Igreja Primitiva, os cristãos pregam discursos de ódio. Antigamente, os primeiros cristãos faziam discursos de ódio contra as mulheres, contra os soldados romanos e contra os judeus. Hoje, os discursos de ódio dos cristãos estão mais focados contra os homossexuais (gays e lésbicas), contra os feiticeiros (bruxas e macumbeiros), contra os “esquerdistas” (comunistas e socialistas), e contra as prostitutas (garotas de programa). O Evangelho sempre ensinou que Jesus veio salvar os pecadores, fazendo o bem a todos e curando os oprimidos do Diabo. O Evangelho é para todos, e não somente para os “santos”. Deus ama os gays e as prostitutas também. Os feiticeiros e os “comunistas” também são alvos do amor de Deus. Cristo ama os pecadores e quer salvá-los. Deus ama você. 



TRADIÇÕES DIABÓLICAS (AS MENTIRAS DO CRISTIANISMO): 



A Igreja Cristã começou a desandar logo no primeiro século mesmo, muito antes do Imperador Constantino. Os cristãos primitivos começaram a pregar ensinamentos que Jesus e os apóstolos nunca ensinaram, como, por exemplo, a demonização do serviço militar, a satanização do sexo, louvor pelo martírio (suicídio gospel), e discursos de ódio contra as mulheres e contra os judeus. Cristo e seus apóstolos sempre ensinaram a submissão as autoridades constituídas e sempre enalteceram o casamento (prática sexual). Jesus sempre respeitou as mulheres e os seus apóstolos ensinaram que os maridos devem honrar e proteger as suas esposas. O próprio Cristo e os seus apóstolos eram judeus, então, o Antissemitismo chega a ser até contraditório no Cristianismo. Jesus é vida, e não morte. 



A VERDADE SOBRE EDWARD GIBBON (DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO): 



“Os cristãos não se mostravam menos avessos aos negócios que aos prazeres deste mundo. Não sabiam como reconciliar a defesa de nossas pessoas e propriedades com a paciente doutrina que inculcava perdão ilimitado das injúrias passadas e convidava à repetição dos insultos recentes. A simplicidade deles se ofendia com o uso de pragas, com a pompa da magistratura e com as ativas contendas da vida pública; sua humana ignorância não podia convencer-se de que fosse lícito, em qualquer ocasião, derramar o sangue de nossos semelhantes, quer pela espada da justiça, quer pela da guerra, ainda que os atentados hostis destes pusessem em risco a ordem e a segurança de toda a comunidade. Reconheciam os cristãos que, sob lei menos perfeita, os poderes do Estado judeu haviam sido exercidos, com a aprovação do Céu, por profetas inspirados e por reis ungidos. Achavam e declaravam, por conseguinte, que instituições que tais poderiam ser necessárias ao atual sistema do mundo, e de bom grado se submetiam à autoridade de seus governantes pagãos. Mas embora inculcassem as máximas da obediência passiva, recusavam-se a tomar qualquer parte ativa na administração civil ou na defesa militar do Império. Talvez, mereçam alguma indulgência às pessoas que, antes de sua conversão, já estavam empenhadas em tais ocupações violentas e sanguinárias; era todavia impossível aos cristãos sem renunciar a um dever mais sagrado, assumir a condição de soldados, de magistrados ou de príncipes”. (Edward Gibbon) 



“O descaso negligente ou até criminoso pelo bem-estar público os expunha ao desprezo e às censuras dos pagãos, que muito frequentemente perguntavam qual deveria ser a sina do Império, atacado de todos os lados pelos bárbaros, se toda a humanidade adotasse os pusilânimes sentimentos da nova seita. A essa pergunta insultante os apologistas cristãos davam respostas obscuras e ambíguas, por não terem desejo de revelar a causa secreta de sua segurança – a esperança de que, antes de completar-se a conversão da humanidade, a guerra, o governo, o Império Romano e o próprio mundo não existissem mais. Cumpre observar que, também nesse caso, a situação dos cristãos primitivos coincidia de forma muito feliz com os seus escrúpulos religiosos, e que a sua aversão por uma vida ativa contribuía antes para isentá-los do serviço militar do que para excluí-los das honrarias do Estado e do Exército”. (Edward Gibbon) 



O grande historiador, Edward Gibbon, em nenhum momento concordou ou elogiou essa atitude dos primeiros cristãos em relação ao serviço militar, pelo contrário, Gibbon os critica severamente por essa omissão e apatia. Esse historiador os recrimina pelo fato de eles não se envolverem com o Estado. A própria Escritura no Antigo Testamento ensina em (Daniel 2:20-21) e (Daniel 5:20-21) que Deus coloca os governantes no poder. No Novo Testamento também é ensinado em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que Deus estabelece as autoridades governamentais para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem. Portanto, o que os cristãos primitivos fizeram ou deixaram de fazer não importa, mas, sim, o que a Bíblia, a Palavra de Deus, nos ensina. A Escritura é muito clara em (Lucas 3:14) sobre a legitimidade do serviço militar. O culto imperial (prestação de culto ao Imperador) e os sacrifícios aos deuses pagãos (práticas idolátricas obrigatórias entre os soldados romanos) dificultavam o alistamento militar por parte dos primeiros cristãos, mas a Escritura nunca condenou o combate. 



COMO O ESTOICISMO E OS ESSÊNIOS INFLUENCIARAM NEGATIVAMENTE A IGREJA PRIMITIVA: 



Os cristãos primitivos do primeiro século foram influenciados, provavelmente, pela comunidade dos Essênios, que algumas de suas vertentes pregavam que o prazer em si é uma coisa ruim, além do maldito Pacifismo (nem todos os Essênios pregavam esses ensinamentos). Os Essênios pregavam coisas boas também como, por exemplo, a justiça social e o amor ao próximo. Os Estoicos (Estoicismo) pregavam coisas boas como a igualdade entre as pessoas e a integridade moral, mas, infelizmente, eles também pregavam que os prazeres são coisas ruins. Os primeiros cristãos (sei lá como) dos dois primeiros séculos interpretaram os ensinamentos dos Essênios e dos Estoicos de forma distorcida e passaram a satanizar a sexualidade e o sexo. Os cristãos primitivos passaram a ter uma visão distorcida do prazer sexual (tesão). A Escritura sempre falou bem da sexualidade e do sexo, mas o prazer sexual acabou se tornando no maior tabu da Igreja Cristã. Nós, cristãos, devemos quebrar essa tradição maldita da Igreja, em Nome de Jesus, para que possamos desfrutar dos prazeres sexuais (no contexto bíblico), porque o sexo é um presente de Deus para toda a humanidade. 



DESARMAMENTO (A MAIOR ARMA DOS DITADORES, DOMINADORES E CONQUISTADORES): 



“Naquela época não havia nem mesmo um único ferreiro em toda a terra de Israel, pois os filisteus não queriam que os hebreus fizessem espadas e lanças. Assim, eles tinham que ir aos filisteus para afiar seus arados, enxadas, machados e foices”. (1 Samuel 13:19-20



O Desarmamento sempre foi um instrumento de dominação e conquista por parte de ditadores e déspotas. Não se enganem! A Rede Globo e as ONGs desarmamentistas não são empatas e nem altruístas, mas, sim, instrumentos de dominação e conquista. Os bandidos continuarão armados com armamento de grosso calibre independente de o Governo autorizar ou não a posse e o porte de armas de fogo. 



A GUERRA DO CRISTÃO (ORAÇÃO E INTERCESSÃO): 



Nunca pare de orar. Ore sempre pelas pessoas. Ore sempre por seus amigos. Ore sempre por sua família. Ore sempre pelos perdidos. A oração é a maior arma do cristão, ou melhor, dizendo, a oração é a sua própria guerra. Lute em prol dos outros em oração. Interceda por todas as pessoas oprimidas pelo Diabo. Liberte os acorrentados das correntes da opressão. Nunca desista das pessoas. Ore e interceda sempre por elas. A maior batalha, a maior guerra do cristão se encontra na oração. Sempre estude as Escrituras profundamente, mas nunca cesse de orar. Priorize o seu relacionamento com Deus. Jamais abandone a oração. Interceda pelas nações. Interceda pelos povos. Interceda pelos governantes. Interceda em favor do mundo. Nunca largue a sua Espada (Bíblia), não abandone o seu Escudo (Fé) e nunca cesse de orar. Lute em prol dos outros. 



A FARSA DO DESARMAMENTO (AS MENTIRAS PREGADAS PELA MÍDIA): 





A violência e a criminalidade têm aumentado a cada ano (pensei que o Estatuto do Desarmamento tivesse resolvido esse problema), mas a mídia e as ONGs desarmamentistas continuam culpando as armas dos cidadãos de bem por causa da criminalidade (como se os bandidos comprassem armas legalmente para poderem praticar os seus crimes). Deve ser das casas dos cidadãos que os marginais conseguem roubar suas armas de guerra de grosso calibre também (todos sabem que os delinquentes compram armas como, fuzis e submetralhadoras, de forma ilegal ou as roubam dos quartéis). Tem cidadãos de bem que praticam tiro esportivo sempre e atiram melhor que os militares (que só atiram no treinamento). O Estatuto do Desarmamento não diminuiu a violência e nunca o fará. 





O JESUS EQUILIBRADO (O JESUS DA ESCRITURA): 





O Jesus “pacifista” dos cristãos não é o mesmo Jesus da Escritura. Porém, o Jesus de Reza Aslan (Zelota) também não é o Jesus da Bíblia. O Jesus da Palavra de Deus nunca foi “Hippie” (paz e amor), mas também nunca foi um guerreiro revolucionário. Realmente, Jesus usou um Azorrague (chicote) para expulsar os cambistas do Templo de Jerusalém e ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem espadas. Mas, Cristo nunca se envolveu em movimentos revolucionários armados para libertar Israel do domínio romano. Jesus nunca pregou o fim de Roma e nem liderou movimento armado nenhum para derrubar o Império Romano. Assim, como Ele nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão, a apatia e o conformismo diante do mal. 





O SERVIÇO MILITAR E OS CRISTÃOS PRIMITIVOS (OS PRIMEIROS CRISTÃOS E AS AUTORIDADES): 





Os Pais Apostólicos Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma enxergavam as autoridades com muita naturalidade. Inácio de Antioquia usava termos militares e de combate para se referir à vida cristã. Policarpo de Esmirna reconheceu que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que é lícito pagar os impostos aos governantes. Clemente de Roma ensinou que devemos orar pelos governantes e elogiou o trabalho e a disciplina dos soldados. Clemente de Alexandria, muito antes de Agostinho de Hipona, já defendia o serviço militar e o combate, ou seja, Clemente de Alexandria defendia a Guerra Justa e a Resistência ao Tirano. Na Igreja Primitiva existiram bispos que defenderam o serviço militar. 





A VERDADE SOBRE OS PRIMEIROS CRISTÃOS (CRISTIANISMO PRIMITIVO): 





“Todo homem se submeta às autoridades constituídas, pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus. De modo que aquele que se revolta contra a autoridade opõe-se à ordem estabelecida por Deus. E os que se opõem atrairão sobre si a condenação. Os que governam incutem medo quando se pratica o mal, não quando se faz o bem. Queres então não ter medo da autoridade? Pratica o bem e dela receberá elogios, pois ela é instrumento de Deus para te conduzir ao bem. Se, porém, praticares o mal, teme, porque não é à toa que ela traz a espada; ela é instrumento de Deus para fazer justiça e punir quem pratica o mal. Por isso é necessário submeter-se não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência. É também por isso que pagais impostos, pois os que governam são servidores de Deus, que se desincumbem com zelo do seu ofício. Daí a cada um o que lhe é devido; o imposto a quem é devido; a taxa a quem é devida; a reverência a quem é devida; a honra a quem é devida”. (Romanos 13:1-7) 





Os primeiros cristãos acreditavam na volta iminente de Jesus (Parusia), portanto, muitos deles abandonavam os seus empregos e vendiam as suas propriedades, e muitos até não casavam e nem procriavam, porque acreditavam piamente que a vinda do Reino de Deus estava próxima. Além do culto imperial (prestação de culto ao imperador) e dos sacrifícios aos deuses pagãos (práticas idolátricas obrigatórias entre os soldados romanos), os cristãos do século I eram um grupo muito pequeno (minoritário). Além das perseguições estatais de Nero e de Domiciano que dificultavam os primeiros cristãos de ocuparem cargos públicos ou até se alistarem no Exército. A partir do século II (muito antes do ano 170, como muitos religiosos ignorantes e tapados afirmam) os cristãos passaram a se alistar no Exército e a ocupar cargos políticos. No final do segundo século já existiam muitos senadores e soldados cristãos no governo de Marco Aurélio. Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17) reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais. 





A LENDA DO CRISTIANISMO PACIFISTA: 





"No primeiro século, este último não fosse motivo de preocupação. Naquele tempo, os cidadãos raramente serviam o Exército; soldados eram mercenários, geralmente vindos de províncias limítrofes..." (Explorando o Mundo do Novo Testamento, Editora Atos, p. 114) Assim, de fato havia poucos cristãos no 1º século. 





As Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos usam e abusam da “especulação tendenciosa” de que possivelmente os primeiros cristãos eram contra as autoridades romanas, porque no primeiro século, e até mesmo no segundo século (segundo eles), os cristãos primitivos não se alistavam no Exército, portanto, as autoridades governamentais são estabelecidas pelo “satanais”. Em primeiro lugar, os cristãos eram um grupo muito pequeno (minoritário), pois de fato existiam poucos cristãos no século I. Além do culto imperial (prestação de culto ao imperador) e dos sacrifícios aos deuses (práticas idolátricas obrigatórias entre os soldados romanos) houve duas perseguições estatais muito brutais contra os primeiros cristãos, como as perseguições de Nero e Domiciano. Acredito que isso já explica o porquê que os cristãos primitivos do século I (pelo menos, a sua maioria) não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos. Sobre o segundo século, alegar que antes do ano 170 não existiam cristãos no Exército não passa de “especulação tendenciosa de religiosos tapados e ignorantes”, porque não existem provas concretas históricas que possam afirmar que os cristãos do começo do segundo século não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos políticos. Na época do governo do imperador Marco Aurélio começaram as invasões bárbaras (principalmente, dos bárbaros germânicos), portanto, isso explica o porquê da grande quantidade de cristãos no Exército no final do segundo século (também Marco Aurélio era conhecido como o “Protetor” dos cristãos). Também no final do século II havia uma grande quantidade de senadores cristãos. Esses religiosos ignorantes e tapados afirmam que todos os Pais da Igreja Primitiva eram pacifistas, mas isso não é verdade. Tertuliano de Cartago (quando se tornou montanista), Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria e Cipriano de Cartago não representam o Cristianismo Primitivo inteiro. Clemente de Alexandria (o precursor da Teologia da Guerra Justa, até, mesmo, antes de Agostinho de Hipona), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Melitão de Sardes, Clemente de Roma e Policarpo de Esmirna reconheciam que as autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo e Pedro, também João Batista (Lucas 3:14), nunca proibiram o serviço militar para os cristãos, segundo as Escrituras. Assim, como a tradição de que Constantino manipulou o Concílio de Nicéia para criar a Bíblia (Cânon Bíblico), sendo, que não existem provas históricas concretas de que os 27 Livros do Novo Testamento foram reunidos neste Concílio, essa “lenda” de que todos os cristãos primitivos eram pacifistas também não passa de especulação. 





A VISÃO DISTORCIDA SOBRE JESUS (UMA CONSTRUÇÃO IDEOLÓGICA MACABRA): 





A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote (Azorrague) nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu virando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica. 





OS PRIMEIROS CRISTÃOS E O SERVIÇO MILITAR (OS CRISTÃOS PRIMITIVOS E AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS): 





Será mesmo verdade que todos os cristãos primitivos eram pacifistas e pregavam contra o serviço militar? Tenho a mera impressão de que Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), que Ireneu de Lyon, que Eusébio de Cesaréia, que Policarpo de Esmirna e que Clemente de Roma discordariam dessa afirmação, pois todos esses Pais da Igreja reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam a Guerra Justa abertamente. Paulo declarou abertamente que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (e não por Satanás) e que são ministros de Deus (e não do Diabo) para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7). Pedro reconhecia a legitimidade das autoridades legalmente constituídas também e considerava o uso da força por parte do Estado para castigar os malfeitores legítimo também (1 Pedro 2:13-17). João Batista quando batizou alguns soldados não lhes aconselhou a abandonar o serviço militar, pelo contrário, ele lhes aconselhou a serem bons soldados (Lucas 3:14). A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o serviço militar, tampouco, Jesus e os seus apóstolos. 





No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). O apóstolo Paulo (Saulo de Tarso) foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos. 





Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, às práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). 





AS HERESIAS DOS PRIMEIROS CRISTÃOS (A IGREJA PRIMITIVA NÃO ERA PERFEITA E TAMBÉM COMETEU ERROS): 





Desde o século I, a Igreja Cristã se envolveu com a hipocrisia e os cristãos primitivos pregavam ensinamentos que Jesus e seus apóstolos nunca pregaram, como, por exemplo, a demonização das autoridades governamentais, o Antissemitismo e a satanização da sexualidade e do sexo. Os cristãos e os hebreus não se davam bem e se odiavam, e a maioria dos seguidores de Cristo não se alistava no Exército e nem ocupava cargos públicos, pois acreditava que as instituições humanas eram demoníacas. O apóstolo Paulo disse que as autoridades governamentais são instituídas (estabelecidas, colocadas no poder) por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7), mas os “cristãos pacifistas” ignoraram isso descaradamente. Pedro ensinou exatamente a mesma coisa (1 Pedro 2:13-17). João Batista apoiava o serviço militar, portanto, que os soldados exercessem a sua função e dever com honestidade (Lucas 3:14). O próprio Jesus reconheceu que a autoridade que Pilatos tinha fora concedida por Deus, e Ele mesmo ensinou que é para dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 





A Igreja Primitiva se auto-intitulava “Ekklesia”, e esse nome em sua origem significava “assembléia popular”, formada por cidadãos, que se reuniam para discutir sobre política, em Atenas, na Grécia. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. Então, será mesmo que as autoridades constituídas são do Diabo ou elas foram instituídas por Deus como as Escrituras Sagradas ensinam? 





AS HERESIAS DOS PAIS DA IGREJA (HOMENS QUE TAMBÉM COMETERAM ERROS): 





Agora, eu contarei os podres de alguns “santos” Pais da Igreja, homens que se diziam “ungidos de Deus”, mas que pregavam heresias. 





Tertuliano de Cartago no começo realmente combatia ensinamentos heréticos, e em seu livro “APOLOGÉTICUM”, ele usava como bons exemplos os cristãos que eram soldados e políticos; mas, quando Tertuliano aderiu uma seita chamada Montanismo (a seita do “ungido” do Montano), ele passou a endiabrar as autoridades instituídas pelo próprio Deus e a satanizar o casamento, a sexualidade e o sexo, e até escreveu um livro chamado “A COROA DOS MILITARES” em que o Exército é demonizado. Os montanistas, assim, como os gnósticos (Gnosticismo), satanizavam o casamento e o serviço militar, sem nenhum embasamento bíblico sequer. 





Hipólito de Roma era um encrenqueiro que caluniava todo mundo e ele criou uma lista ridícula de profissões proibidas em que certos ofícios eram endiabrados. Em sua “lista santa” os cristãos que exerciam cargos nas Forças Armadas, no magistrado civil, ou na política tinham que ser expulsos das igrejas, porque exerciam profissões profanas. Eu gostaria de saber onde esse “santo” viu isso na Bíblia ou será que ele teve uma revelação extra-bíblica? Os apóstolos, Pedro e Paulo, discordariam do Hipólito (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). 





Orígenes de Alexandria acreditava na reencarnação e no Universalismo (teoria em que até Satanás e seus demônios serão salvos). Apesar dele não concordar com as guerras que o Império Romano promovia, ele não endiabrava o serviço militar em si, mas esse “santo” também cometeu a burrice de satanizar a sexualidade e o sexo, porque ele chegou ao ponto insano de se castrar (cortar a piroca fora mesmo). 





Cipriano de Cartago ensinava que o Diabo é o pai dos judeus e era outro que também adorava demonizar as autoridades constituídas. Ele odiava os hebreus como muitos outros Pais da Igreja também odiavam. Se os judeus não prestam, então, Jesus não devia prestar, pois Ele também era judeu. Sem contar, que o “santo e ungido” do Cipriano também pregava que quem salva é a Igreja e não o sacrifício de Jesus. Quanta incoerência! 





Lactâncio era apologista do imperador Constantino, porém, foi outro que também endiabrou o Exército, algo que eu acho um tremendo absurdo, porque na sua época o culto imperial foi abolido e o próprio Constantino era simpatizante do Cristianismo, portanto, não havia mais perseguições e nem práticas idolátricas no serviço militar. 





Inácio de Antioquia foi o precursor do louvor pelo martírio (até antes de Montano). Esse Pai da Igreja rejeitou a oportunidade de ser salvo de seu martírio preferindo ser devorado vivo por leões. Um dos maiores erros da Igreja Primitiva foi esse louvor insano e bizarro pelo martírio. Os cristãos de hoje costumam enxergar e exaltar os erros dos primeiros cristãos como se fossem acertos. 





Clemente de Roma, ou Clemente Romano, ensinou os cristãos a orarem e intercederem pelos governantes e elogiou o trabalho dos soldados (algo realmente muito louvável da parte dele). Porém, Clemente de Roma cometeu o erro de exaltar a virgindade (pureza sexual) mais do que o casamento (para Clemente quem era virgem era mais “santo” do que quem era casado). Eu até acredito que a sua intenção foi boa ao ensinar isso, mas isso resultou no que seria mais para frente na satanização da sexualidade e do sexo na Igreja. 





A IGREJA CRISTÃ E O PRAZER SEXUAL (O CRISTIANISMO E O SEXO): 





“As curvas dos seus quadris são como jóias, são trabalhos de um artista... Você é tão graciosa como uma palmeira; os seus seios são como cedros e tâmaras. Vou subir na palmeira e colher os seus frutos. Os seus seios são para mim cachos de uvas. A sua boca têm o perfume das maçãs, e os seus beijos são como vinho delicioso”. (Cantares 7:1-9) 





“A Igreja Cristã tem problemas com a área sexual, mesmo quando o assunto é tratado na esfera conjugal, porque desde os Pais da Igreja (líderes cristãos dos primeiros séculos) o ensino eclesiástico associou a vida sexual ao pecado. Muitos Pais da Igreja, nos primeiros séculos (e mesmo mais tarde na época medieval) se equivocaram e imprimiram nos cristãos uma intensa culpa. Para eles, o sexo era uma força infernal que se opunha à busca pela santidade. Por isso, boa parte da liderança pastoral pregou abertamente uma conduta de vida contrária ao prazer sexual. Quanto menos sexo, mais santo se era. Logo, as pessoas mais virtuosas e santas eram as castas. Quem espontaneamente decidia não se casar era vista como uma santa alma cristã, alguém que se dedicou a buscar a Deus, e não os seus desejos próprios, alguém que abriu mão de suas paixões para viver para Deus. Por isso, os bons religiosos da época mantinham-se castos. Por isso, também, as prostitutas eram vistas como o último degrau de uma vida pecaminosa; ninguém estava mais abaixo delas na escala do afastamento de Deus”. (Samuel Costa) 





O maior tabu de toda a História do Cristianismo que assola a Igreja de Cristo é a sexualidade, ou seja, o sexo. Quero já avisar que serei extremamente sincero e claro no que eu irei escrever. Se você é um daqueles religiosos tapados que adoram ver o Diabo em todo o lugar, nem se dê ao trabalho de ler este artigo. Tentarei ser justo e correto nos meus argumentos. 





O JESUS HISTÓRICO, O JESUS DA BÍBLIA (O VERDADEIRO JESUS): 





O próprio Jesus (O AMIGO DOS PECADORES) disse que os publicanos e as prostitutas eram mais dignos do Céu do que os fariseus (religiosos hipócritas e falsos moralistas). Cristo está mais próximo da prostituta que sabe que é pecadora do que do religioso que pensa que é “santo” e vive “arrotando santidade”. O Catolicismo da Idade Média reprimiu demais a sexualidade dos cristãos, mas na verdade, esse erro herético, isto é, essa distorção das Escrituras, começou na época da Igreja Primitiva. Os primeiros cristãos se tornaram naquilo que Jesus sempre combateu, em religiosos hipócritas e legalistas que cobravam uma “santidade” dos outros que o próprio Deus nunca cobrou de ninguém. 





A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA GREGA NO CRISTIANISMO PRIMITIVO: 





Por causa da influência das filosofias gregas, como, por exemplo, o Estoicismo (Zenão) e o Platonismo (Platão), muitos Pais da Igreja (que eram filósofos) passaram a demonizar a sexualidade, pregando que o sexo deve ser praticado apenas para a procriação. Serei justo nos meus argumentos. O lado positivo da filosofia grega ter sido introduzida no Cristianismo Primitivo é que os primeiros cristãos passaram a enxergar o Estado (Romanos 13:1-7) e a prática do esporte com bons olhos. Devido a uma má interpretação das Escrituras, os cristãos primitivos começaram a endiabrar o serviço militar (Lucas 3:14), a política (Daniel 2:20-21 e Daniel 5:20-21) e a prática de esportes (coisas que a Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou, pelo contrário, o apóstolo Paulo sempre se referiu ao serviço militar e aos esportes como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos na sua vida cristã). 





A SATANIZAÇÃO DA SEXUALIDADE NA IGREJA CRISTÃ: 





“Conquanto os Pais da Igreja buscassem consagração a todo custo, tiveram uma visão equivocada a respeito da santidade sexual. Aliás, a vida sexual na perspectiva patrística, em si mesma era um pecado diante de Deus. Para boa parte dos líderes cristãos dos primeiros séculos da Era Cristã, o sexo era entendido como uma afronta a Deus”. 





“A atitude imperativa da Igreja durante toda a Idade Média era de que o amor sexual era mau em si mesmo, e não diminuía a sua malignidade, mesmo quando usufruído pelos cônjuges no casamento. Nos primeiros séculos da Igreja Cristã, a tendência anti-sexual e anticonjugal pregada por alguns líderes foi se tornando tão crescente que o imperador Domiciano Cesar decretou ser crime aqueles que defendessem a antisexualização da pessoa. Mais tarde, o imperador Adriano estendenderia essa proibição também aos que voluntariamente concordavam em ser castrados. Estes seriam punidos com a pena de morte, bem como os médicos que fizessem esse tipo de operação mutilatória. Mesmo assim, Orígenes de Alexandria, alguns anos mais tarde, tomou o texto de (Mateus 19:12) tão literalmente que se castrou antes de ser ordenado, acreditando que a extirpação de seu órgão genital eliminaria o desejo sexual e, consequentemente, as tentações que o afligiam nessa área”. 





“Tertuliano de Cartago, considerado o Pai da Igreja latina, declarava sua repulsa ao sexo feminino ao afirmar que a mulher era a causa de toda a derrota humana e, como tal, deveria ser frontalmente combatida. Para ele, a mulher era a responsável pela queda em pecado”. 





“Vós sois a porta do Demônio; vós sois quem rompeu o lacre daquela árvore (proibida); vós sois a primeira desertora da lei divina; vós sois quem persuadiu aquele que o Diabo não era bastante valente para atacar. Vós destruístes muito facilmente a imagem de Deus, o homem. Em virtude da vossa deserção – isto é a morte – até mesmo o Filho de Deus teve de morrer”. (Samuel Costa) 





No Concílio de Nicéia, em 325, os bispos (líderes da Igreja Cristã) tiveram que proibir os cristãos de se castrarem por causa da satanização da sexualidade no meio da Igreja. Séculos depois, por causa de um erro de tradução da Bíblia, na Igreja Russa, os cristãos russos passaram a se castrar quando se convertiam, porque confundiram o Cristo, o Redentor, com o Cristo, o Castrador. 





Clemente de Alexandria é um dos Pais da Igreja que eu mais admiro, pois concordo com quase tudo o que ele ensinava. Tito Flávio Clemente foi um grande filósofo e também um grande teólogo do século II. Clemente de Alexandria defendia a prática de esportes entre os cristãos, pois ele considerava os esportes muito úteis para cuidar da saúde física, mental e espiritual dos cristãos. Clemente também era totalmente a favor do serviço militar (Lucas 3:14) e ensinava que todos os cristãos tinham o dever cívico de pagarem os seus tributos e impostos. Porém, ele demonizava a sexualidade devido à influência negativa da filosofia grega. 





Outros Pais da Igreja, como Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão, Jerônimo de Strídon e outros Doutores, também tinham uma imagem negativa da sexualidade devido à má influência da filosofia grega. Agostinho levava uma vida devassa e promiscua antes de se converter, e isso também explica a sua repulsa pela sexualidade. Ele abominava tudo o que lembrasse o seu passado pecaminoso e depravado. Os Doutores da Igreja além de teólogos costumavam também a estudar a filosofia. Veja bem, eu não estou dizendo que a filosofia grega não presta, não é isso. Mas, apenas me refiro ao lado negativo da filosofia que influenciou o Cristianismo em relação à sexualidade dos cristãos. Como já falei, a filosofia além de abrir os olhos dos cristãos sobre o Estado (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) e o esporte, também ajudou nas apologias. 





OS ERROS DAS IGREJAS, CATÓLICA E EVANGÉLICA, EM RELAÇÃO À ÁREA SEXUAL: 





A Igreja Católica sempre demonizou o sexo, dizendo que sentir prazer sexual é coisa do Demônio. A repressão sexual é algo realmente extremamente diabólico, porque se existem padres pedófilos (que abusam sexualmente dos coroinhas em Nome de Deus) e pastores adúlteros (que estupram as irmãs evangélicas em Nome de Deus), é porque há muita repressão na sexualidade dos cristãos. A Igreja Católica sempre pregou que o sexo é somente para a procriação, e que é um pecado hediondo sentir prazer no ato sexual. Muitas igrejas evangélicas pregam esse mesmo absurdo. Os cristãos precisam entender que o sexo é uma coisa de Deus, e não do Diabo. Realmente, a vontade de Deus é que os seus servos transem apenas depois do casamento, mas se por acaso os cristãos caírem em tentação, eles não perderão a Salvação, e nem serão desprezados por Deus por causa disso. Os cristãos precisam aprender a não confundir conversão com o medo de irem para o Inferno. Os evangélicos precisam entender de uma vez por todas que a Salvação é pela Graça, e não pelas obras. Com certeza, há as conseqüências do pecado, mas isso não significa que se o cristão cair em pecado ele será excluído da Graça de Deus. A propósito, a Bíblia fala bem do beijo, portanto, beijar não é pecado. A Palavra de Deus identifica o beijo como uma coisa e o sexo como outra coisa. Isso deixa claro que a Palavra de Deus nunca ensinou e nem afirmou que beijar na boca antes do casamento é fornicação ou algo parecido (portanto, que o homem beije na boca a mulher com quem ele pretende se casar). Se um homem namora uma mulher com quem ele não pretende se casar, então, esse homem está namorando a mulher de outro homem. 





A Igreja Católica também demoniza a camisinha e as pílulas anticoncepcionais, afirmando também que o sexo é somente para a reprodução. Não há pecado algum os casais (pessoas realmente casadas) usarem camisinhas ou pílulas anticoncepcionais, porque o sexo pode ser apenas para o prazer. Os cristãos não são obrigados a terem filhos, porque os casais têm a benção de Deus para se satisfazerem somente sexualmente se quiserem. 





Outro tabu é a masturbação, porque muitos cristãos usam versículos bíblicos fora de contexto para demonizarem a atração e o desejo sexual. A masturbação é apenas uma válvula de escape para evitar coisa pior (melhor é se masturbar do que abusar sexualmente dos outros às escondidas). Não enxergo mais a masturbação como algo do Demônio, mas isso é apenas algo normal entre os jovens. O casal de noivos do Livro de Cantares (Cântico dos Cânticos) tinham fantasias sexuais um com o outro (detalhe, antes, mesmo, de eles se casarem). 





“Veio mais a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Filho do homem, houve duas mulheres, filhas de uma mesma mãe.
Estas se prostituíram no Egito; prostituíram-se na sua mocidade; ali foram apertados os seus seios, e ali foram apalpados os seios da sua virgindade”. (Ezequiel 23:1-3) 





No contexto do Antigo Testamento, a prostituição, geralmente, era associada à idolatria e a feitiçaria, e não a promiscuidade sexual. A Bíblia aconselha os casais (que ainda não são casados) a evitarem tocar nas partes íntimas, porque isso também é considerado prostituição segundo a Bíblia. Claro, que se algum cristão cometer esse erro (cair em tentação) ele não perderá a Salvação por causa disso (a Salvação é pela Graça e não pelas obras, mas parece que até hoje os evangélicos ainda não aprenderam isso). Se o crente quiser fazer a vontade de Deus, ele deve respeitar o seu conjugue até o casamento. Se o que sustenta o seu namoro é o pecado, provavelmente, será o pecado também que sustentará o seu casamento. 





Inúmeros cristãos demonizam o sexo oral e o sexo anal inventando coisas que não têm na Bíblia. Eu desafio os cristãos que demonizam esses atos sexuais a me mostrarem na Palavra de Deus onde esses atos sexuais são coisas do Diabo. O que a Bíblia ensina é que o sexo deve ser feito depois do casamento entre um homem e uma mulher, mas a Palavra de Deus em nenhum lugar especifica como isso deve ser feito. Na Bíblia não existe um manual do que os homens e as mulheres podem fazer ou não depois do casamento. Acho muito feio os cristãos colocarem palavras na boca de Deus, coisas que Deus nunca disse. Eu, particularmente, não tenho interesse no sexo oral e no sexo anal, mas se eu estiver casado e a minha esposa desejar praticar esses atos sexuais, eu a satisfarei com o maior prazer. Só para esclarecer uma coisa aos fariseus legalistas, Sodomia é sexo anal entre dois homens, e não entre um homem e uma mulher. A Bíblia também em nem um versículo sequer proíbe o sexo oral. 





“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no Inferno. E se a tua mão direita te faz tropeçar; corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros e não vá todo o teu corpo para o Inferno”. (Mateus 5:27-30) 





Em relação à mentira diabólica e satânica de que sentir tesão e atração física é pecado, não é sobre isso o que Jesus disse. Cristo não se referiu a sentir atração física e nem tesão. Sentir atração física e tesão é bem diferente de olhar impuramente. 





Sobre cortar a mão direita e arrancar o olho direito, é exatamente como “se te baterem na face direita ter que oferecer a outra” é puro simbolismo (Alegorismo). Cristo não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. 





OS DEVERES DOS MARIDOS E DOS PAIS (O SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA É SERVIR): 





“As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo Salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas a seus maridos. Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja, porque somos membros do seu corpo”. (Efésios 5:22-30) 





A Bíblia sempre mostra os dois lados da história, isto é, a Palavra de Deus mostra as obrigações dos filhos e das esposas, mas também mostra as obrigações dos pais e dos maridos. (É incrível como os cristãos machistas e opressores não enxergam isso na Bíblia)! 





A Palavra de Deus ensina que o marido deve respeitar e honrar a sua esposa (e não descer o cassete nela), portanto, o marido não deve dar porrada na sua mulher, mas, sim, tratá-la com bastante amor e carinho. O marido deve ser fiel e amoroso com sua esposa, porque essa é a vontade de Deus. A esposa não é escrava do marido (nem escrava sexual e nem empregada), menos ainda, saco de pancada. A obrigação do homem é cuidar da sua mulher e protegê-la, porque ela precisa de seu respeito e de seu amor. A mulher precisa de carinho e de proteção. A mulher é um tesouro que o marido deve honrar e proteger. Além de Paulo, Pedro, também ensinou que o marido deve tratar a sua esposa com dignidade e respeito, portanto, o marido deve honrar a sua mulher e tratá-la com muito amor. 





“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a Terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. (Efésios 6:1-4) 





A Bíblia também ensina que os pais devem cuidar dos seus filhos e protegê-los (não estuprá-los e espancá-los). Os pais tem a guarda dos filhos no sentido do cuidado e da proteção (e não no sentido do espancamento e da humilhação). Não é porque os filhos devem honrar pai e mãe, que os pais têm o direito de abusar sexualmente de seus filhos e de espancá-los. Os pais não devem provocar os filhos à ira, e nem usar como argumento o fato do dever dos filhos honrá-los para legitimar e justificar a opressão. Há diferença entre honrar os pais e lamber as botas do pai e da mãe. Como falei anteriormente, a Palavra de Deus sempre mostra os dois lados da história. 





DEUS E O SEXO (A SEXUALIDADE E O PRAZER SEXUAL): 





Na época da Reforma, com o Puritanismo, os protestantes continuaram com a tradição de demonizar a sexualidade, pois muitos puritanos (não todos) cometeram o mesmo erro que os cristãos primitivos e cristãos medievais, satanizar algo que é de Deus. 





“Quando o assunto é casamento, o Espírito Santo nos diz nas Escrituras: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias" (Provérbios 5.18-19). Observe que o saciar dos seios é "em todo o tempo" e o embriagar-se com as carícias deve ser realizado "sempre", e não uma vez ou outra. Deus é a favor do prazer sexual”. 





“Que você e o seu amor, firmados numa aliança de casamento, se deliciem com os prazeres sexuais que Deus colocou à sua disposição. Não perca tempo: compartilhe seus desejos sexuais com o seu amor, diga ao seu cônjuge suas fantasias mais secretas, sejam cúmplices do prazer. Relacionem-se sexualmente com exclusividade e intensidade. O Senhor, certamente, abençoará a alegria realizada em sua cama. Vivam sob o prazeroso plano original de seu Criador”. (Samuel Costa) 




Deus sempre foi a favor da sexualidade, porque o sexo é um presente de Deus para a humanidade. O Altíssimo sempre apoiará o prazer sexual, portanto, que tudo seja feito dentro da sua vontade. O sexo é de Deus. 





A MULHER VIRTUOSA CONJUGA BELEZA COM CARÁTER (NÃO É PECADO SER BONITA): 





"Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada".
(Provérbios 31:30) 





Muitos cristãos distorcem o contexto desse versículo para pregar que homem gostar de mulher bonita é pecado, mas isso não é verdade. O verdadeiro contexto desse versículo conta que não adianta a mulher só ser bela e formosa e não ter caráter e não ser temente a Deus. Em várias partes da Bíblia, a beleza das mulheres é elogiada e exaltada. A Bíblia nunca pregou que homem gostar de mulher bonita é do Diabo, porque não é esse o contexto desse versículo. A mulher virtuosa conjuga beleza com caráter. A Sarah (esposa de Abraão), Raquel (esposa de Jacó), Azenate (esposa de José) e a Rainha Ester (esposa de Assuero) eram belas e formosas, e em nenhum momento a Bíblia recriminou a beleza dessas mulheres virtuosas e tementes a Deus. 





SOBRE O COMBATE (A LEGÍTIMA DEFESA E A GUERRA JUSTA): 





“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona) 





Os cristãos sempre tiveram esse “fetiche” pelo Pacifismo, como se ser a favor da paz ou ser pacificador tivesse algo a ver com essa ideologia diabólica e demoníaca. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca proibiu os cristãos de se defenderem e nem de protegerem as pessoas que ama. O Pacifismo é uma ideologia antibíblica e satânica que nunca esteve no Novo Testamento, mas que os cristãos, com esse seu “fetiche” doentio, sempre quiseram que estivesse na Bíblia. 





OS AGENTES DO ESTADO (MINISTROS DE DEUS): 





“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7) 





No Novo Testamento (Nova Aliança), na Bíblia, o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais (Estado - Governo) são estabelecidas por Deus e não apenas permitidas por Ele. Segundo, Paulo, foi Deus quem estabeleceu as autoridades e não Satanás. Segundo, as Escrituras, os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus e não do Diabo. A Bíblia nunca pregou contra o serviço militar, tampouco ensinou o Pacifismo. O dever das autoridades legalmente constituídas é punir os maus e louvar os bons. Deus, o Altíssimo, estabeleceu os soldados e policiais para combater o mal e promover a justiça. Assim, como o Estado deve reprimir o mal e louvar o bem em sua jurisdição, as Forças Armadas tem o dever de proteger a sua nação de invasores maus também que tentem cruzar as suas fronteiras e conquistar o seu país. Deus é amor, mas também é justiça. Deus instituiu as autoridades governamentais para manter a lei e a ordem no mundo, punindo os maus e louvando os bons. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital (pena de morte), pois essa espada era usada para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros, e para se combater os inimigos nas guerras. 





“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17) 





No Novo Testamento, na Bíblia, nunca foi ensinado que os bandidos e malfeitores devem fazer o que quiserem e ninguém pode se opor a eles, porque Deus é “amor”. Tanto Paulo quanto Pedro (apóstolos) sempre ensinaram que os cristãos devem obedecer as autoridades legalmente constituídas e que o dever dos agentes do Estado (soldados, governantes e magistrados) é castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimam o uso da força por parte do Estado para se reprimir o mal e louvar o bem. Paulo e Pedro nunca foram pacifistas, mas, sim, sempre foram a favor da lei e da ordem. Para esses apóstolos, os soldados são instituídos por Deus para usar a violência mesmo para se combater o mal. 





“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14) 





João Batista, primo de Jesus e o precursor do Messias, não era pacifista; pois quando ele batizou alguns soldados, não os condenou por serem combatentes, pelo contrário, lhes ensinou que eles deveriam ser soldados honestos e justos. Tanto Paulo quanto Pedro, e também, João Batista, nunca ensinaram o Pacifismo, mas sempre defenderam a lei e a ordem. No Novo Testamento nunca foi ensinado que o serviço militar é coisa do Diabo, pelo contrário, o próprio João Batista batizou soldados e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos legalistas e fundamentalistas da época). 





REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA): 





“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13) 





A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus. 





“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4) 





Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual. 





“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39) 





Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais usual). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado e distorcido pelos pacifistas para se pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que você ama. 





“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52) 





Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (Lucas 22:35-38). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus). 





“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47) 





Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos. Na Bíblia é ensinado que nós, cristãos, devemos depositar a nossa confiança em Deus e não em nós mesmos, mas podemos combater em prol da justiça quando for necessário, portanto, que confiemos em Deus e não em nossa própria força. 





DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO): 





Sobre os juramentos (como, por exemplo, o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens e mulheres que não têm palavra (pessoas mentirosas e falsas), que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que eles estão dizendo a verdade. Esse é o verdadeiro contexto. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramento. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge (ser fiel até que a morte os separe). 





O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS): 





O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa e Guerra Justa). O próprio contexto desse Mandamento na Lei de Moisés deixa bem claro isso (falta de interpretação de texto por parte dos ignorantes). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso (homicídio doloso) e não a matar quando realmente há necessidade para se defender ou para proteger alguém. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros). 





A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA): 





As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A moral do Novo Testamento é a mesma moral do Antigo Testamento (Yahweh, o Eterno, ainda é o mesmo Deus). 





JESUS E O PORTE DE ARMA (AS DUAS ESPADAS): 





“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38





Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades legalmente constituídas tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores (bandidos e corruptos), se o próprio Jesus fosse um “grande pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Hikanon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, ele quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Hikanon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha direita de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia. 





ORAÇÃO E INTERCESSÃO PELAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS: 





“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4) 





O apóstolo Paulo ensinou, claramente, que todos os cristãos têm o dever cívico de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos seus governantes. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades legalmente constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado (Cristianismo Primitivo), portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo, ocupando cargos públicos ou militares. 





O MITO DE QUE TODOS OS CRISTÃOS PRIMITIVOS ERAM CONTRA A GUERRA JUSTA E O SERVIÇO MILITAR (OS SANTOS DA CASA DE CÉSAR): 





“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a Guarda Pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a Palavra de Deus”. (Filipenses 1:12-14) 





Esse mito (mentira diabólica) de que os cristãos primitivos eram contra o Estado e as autoridades não está de acordo com a Bíblia. Os apóstolos, Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17), e também João Batista (Lucas 3:14) reconheciam que é necessária a existência das autoridades governamentais e de que não é errado combater (lutar mesmo). O centurião Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano. O Carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque foi esse carcereiro que libertou Paulo e Silas no dia seguinte após a sua conversão. Os reis, Abgaro de Edessa da Síria e Polímio da Armênia, eram reis cristãos (do primeiro século). Os cônsules, Mânio Acílio Glabrio e Tito Flávio Clemente, ocuparam cargos públicos durante o século I. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (ou Quinto Sérgio Paulo) governou Chipre durante três anos enquanto era um cristão. Paulo se refere aos guardas pretorianos que evangelizou como “santos e irmãos”, ou seja, isso indica que os Santos da Casa de César (Filipenses 4:22) eram mesmo esses guardas pretorianos que se converteram ao Cristianismo. Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa. Essas são provas inquestionáveis. 





Segundo Agostinho de Hipona, o maior teólogo da Igreja, não há problema nenhum em um cristão trabalhar no governo e nem em participar de uma Guerra Justa se for para promover a justiça. Nós, protestantes, não devemos ser pacifistas hipócritas antissociais que se desligam da realidade, mas devemos fazer a diferença em todos os setores da sociedade dando bom testemunho. 





CONCLUSÃO: 





A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre defendeu a sexualidade, o sexo e o prazer sexual (TESÃO MESMO). No Novo Testamento tem dois capítulos que defendem o serviço militar e a política (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17), já a sexualidade e o sexo tem vários capítulos no Antigo Testamento e no Novo Testamento, e ainda um Livro inteiro (Cantares – Cântico dos Cânticos) que mostram, claramente, que Deus apoia a área sexual dos cristãos (no contexto do casamento, óbvio). A Bíblia sempre defendeu a Guerra Justa, o serviço militar, a política e a legítima defesa, mas sempre enfatizou o apoio de Deus muito mais em relação ao sexo e a sexualidade. 





AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.