quinta-feira, 18 de abril de 2019

O CRISTÃO E A COSMOVISÃO DA GUERRA (A LUTA ENTRE O BEM E O MAL)



Filipe Levi 17/04/19
O CRISTÃO E A COSMOVISÃO DA GUERRA (A LUTA ENTRE O BEM E O MAL)


INTRODUÇÃO:

"O sentimento de luta não deve ser medido pela probabilidade de vitória, mas, sim, pelos valores em defesa dos quais a luta foi feita".

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual e a luta do Estado é a Guerra Física. Os ministros da Igreja devem se dedicar a Batalha Espiritual e os agentes do Estado devem se dedicar a Batalha Física. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, tanto como guerreiro espiritual quanto como soldado, magistrado ou policial. Todos nós, cristãos, somos soldados, com armas nas mãos ou não. A Bíblia, a Palavra de Deus, convoca todos os cristãos a serem heróis, seja como um guerreiro bélico ou como um guerreiro de oração. Cada um tem a sua batalha para travar, seja a física ou a espiritual.


A LUTA DA IGREJA (A GUERRA ESPIRITUAL):

"A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo". (Leonard Ravenhill)

A nossa luta é principalmente contra os antigos espíritos do mal, mas isso não significa que temos que nos omitir diante da maldade. Tanto os demônios quanto os malfeitores são os nossos inimigos. Tanto os espíritos malignos quanto os bandidos devem ser combatidos. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7). Portanto, as autoridades são estabelecidas por Deus para castigar os malfeitores (os soldados e policiais são ministros de Deus). Guerra Espiritual não é sinônimo de Pacifismo, pelo contrário, é a Guerra Santa entre o bem e o mal. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. Paulo não era esquizofrênico e nem bipolar, portanto, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém, não encontra. Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim, também acontecerá a esta geração perversa”. (Mateus 12:43-45)

Os demônios (espíritos malignos) gostam de lugares áridos, sombrios, mórbidos, que fedem a podridão, fungos e decadência; com um histórico de dor, de sofrimento e de morte. Satanás joga sujo e não sente pena de ninguém. Ele não conhece o remorso e nem a piedade. Lúcifer é extremamente cruel e vil. Ele é sádico e impiedoso. O seu coração é cheio de vilania e maldade. Ele é pérfido e extremamente astuto. Portanto, não podemos vacilar, o Diabo não perdoa.

AS FILHAS DA ESPERANÇA (A INDIGNAÇÃO E A CORAGEM):

Segundo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), a esperança tem duas filhas, a indignação e a coragem. A esperança é esperar aquilo que não podemos ver, mas que acreditamos que está lá. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, e a coragem nos dá força e ousadia para mudá-las. Nunca se cale diante da injustiça! Jamais se omita diante da opressão. Sempre defenda a causa dos oprimidos. Não fique do lado do opressor. Faça a diferença! Proteja os fracos! Faça o bem sem esperar alguma recompensa em troca. Faça o certo, porque é o certo a se fazer. Faça a coisa certa. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Seja a esperança dos perdidos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja a mudança que deseja ver no mundo. Não se conforme com o que está errado. Concerte as coisas que estão erradas. Mude tudo aquilo que precisa ser mudado. Se não tem quem faça, faça você mesmo. Se todos são covardes, seja valente! Se todos se omitem, não se omita! Se todos são corruptos, seja honesto! Se todos são maus, seja bom! Se todos temem a morte, encare a morte! Se todos tem medo do Diabo, enfrente o Diabo! Faça o que ninguém mais quer fazer! Se ninguém quiser fazer o "trabalho sujo" faça você mesmo. Se omitir é a pior coisa que podemos fazer. Seja corajoso e indignado com as coisas erradas. Seja diferente, faça a diferença.

A GUERRA DO CRISTÃO (A TEOLOGIA E A ORAÇÃO):

"A única preocupação do Diabo é impedir os cristãos de alcançarem o território da oração. Satanás não teme estudos bíblicos separados da oração, labor cristão sem oração e vida religiosa distante da oração. Ele até ri da nossa labuta, zomba da nossa sabedoria, mas treme quando oramos." (Leonard Ravenhill)

A oração e o estudo bíblico (Teologia) são as coisas mais importantes para o cristão. A oração é o seu relacionamento com Deus, e a sua maior arma de guerra, ou melhor, dizendo, a oração é a sua própria guerra. Orar e interceder pelas pessoas. Lutar em prol dos outros. Buscar ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus. Essa é a importância da oração. O estudo das Escrituras é importantíssimo para o cristão, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, é a Espada que o cristão empunha e maneja para poder combater as forças satânicas deste mundo. O Diabo teme e se sente ameaçado com aquele crente que ora e estuda a Bíblia. Portanto, o cristão, o crente em Jesus, deve se dedicar a oração e ao estudo da Palavra.

A ESPADA DO ESPÍRITO:

"Os guerreiros também são feridos e chegam até ser derrotados, mas jamais largam a espada".
(Sid Aguiar)

“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.


A SÍNDROME DE ADÃO:

A Síndrome de Adão é quando as pessoas costumam jogar a culpa nos outros e em seres inanimados para não ter que assumir a própria responsabilidade. Como, por exemplo, os desarmamentistas que jogam a culpa nas armas, os "ex-satanistas" que jogam a culpa nas artes marciais, os religiosos tapados que jogam a culpa em animes e videogames, os bandidos e psicopatas que jogam a culpa no Diabo ou na sua psicose ou situação social, o fornicário e o adúltero que jogam a culpa nos seus órgãos genitais, o bêbado que joga a culpa na cachaça, o drogado que joga a culpa nas drogas, e o religioso fanático que sempre joga a culpa no Diabo ou nos "pecadores". Essa é a Síndrome de Adão, a mania de sempre jogar a culpa nas outras pessoas ou em seres inanimados, porque não se tem coragem e nem dignidade para assumir os próprios erros e arcar com a própria responsabilidade.

OS CRISTÃOS PRIMITIVOS E AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS (OS PRIMEIROS CRISTÃOS E O SERVIÇO MILITAR):

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

O tema guerra sempre foi muito polêmico no Cristianismo, pois desde a Igreja Primitiva esse tema é discutido. Alguns Pais da Igreja demonizaram o serviço militar, mas outros Pais da Igreja defenderam a guerra justa abertamente. Devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses, a maior parte dos cristãos se recusaram a se alistar no Exército. Os cristãos primitivos começaram a se alistar em grande número no Exército a partir do ano 170, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos. O serviço militar era voluntário na época em que Roma estava em paz. Todos sabem que o Antigo Testamento ordenava até a pena de morte, e apoiava abertamente as guerras. Então, é lícito os cristãos hoje participarem de guerras, quando elas são travadas por razões justas? Neste artigo, pretendo mostrar as opiniões dos grandes teólogos da História do Cristianismo e o que a Bíblia diz a esse respeito.

No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). Saulo de Tarso foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos.

Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, às práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem.

Neste artigo, mostrarei os argumentos bíblicos a favor do serviço militar e da política, e também as opiniões dos apóstolos, dos Pais da Igreja, e dos reformadores sobre esses assuntos tão polêmicos. Mostrarei que o Pacifismo não é bíblico, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, nunca apoiou tal ideologia, mas, sim, sempre defendeu o direito das pessoas inocentes se defenderem de agressores injustos, e de que é o dever do Estado punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

A LUTA DO ESTADO (A GUERRA FÍSICA):

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso, e não a matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada como uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros). Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão somente devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça.

SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE”:

O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. O próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

AS OPINIÕES DOS APÓSTOLOS E DO MAIOR DE TODOS OS PROFETAS SOBRE O COMBATE:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para punir os maus e louvar os bons. Paulo pregou, claramente, que os magistrados, governantes e soldados são ministros de Deus para castigar os malfeitores e para proteger os cidadãos de bem. Deus não apenas permitiu as autoridades governamentais, mas as instituiu (colocou no poder) para fazer justiça. A palavra usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena capital. Paulo não só legitimava o uso da força bruta, mas também o uso de armas letais. 

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro era a favor da lei e da ordem, pois até ele reconhecia que era necessário que os agentes do Estado usassem a força bruta para castigar os criminosos. Além de Paulo, Pedro também defendia o uso da força por parte do Estado para se fazer justiça. Os apóstolos reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para o bem-estar da sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

O grande profeta, João Batista, quando batizou alguns soldados não lhes condenou por serem combatentes, pelo contrário, esse grande profeta lhes aconselhou a serem militares, portanto, que exercessem a sua função com honestidade e integridade. João Batista foi o maior de todos os profetas e o homem mais justo que existiu sobre a Terra (além de Jesus, obviamente).

REFUTANDO A HERESIA DIABÓLICA DO PACIFISMO:

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). Paulo é o autor de ambas as Cartas. Paulo defende tanto o combate físico quanto o combate espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual, mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física. Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias precisamos da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia).

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, o interessante que arrancar o "olho direito" e cortar a "mão direita" ninguém quer. É óbvio que tudo isso é alegórico (simbólico). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado para poder pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

AS OPINIÕES DOS PAIS DA IGREJA E DOS REFORMADORES:

Muito se tem pregado que o Cristianismo Primitivo era contra o serviço militar, mas será que isso é verdade? Será mesmo que os cristãos primitivos condenavam o trabalho dos soldados? Pais da Igreja, como, por exemplo, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizavam o serviço militar, mas será que existiram Pais da Igreja que pensavam diferente deles? Será mesmo que os primeiros cristãos eram anarquistas e pacifistas? Já vimos que a Bíblia apóia o serviço militar. Então, existiram bispos que apoiavam?

Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.

Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.

Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é lícito pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.

Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores (Resistência ao Tirano). Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega, muito praticado pelos cristãos primitivos). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.

Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.

Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a Teologia da Guerra Justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.

Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável à pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.

Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.

Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa e a Resistência ao Tirano, pois ele desenvolveu uma Teologia para discutir sobre esses assuntos.

Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte, além de apoiarem a legítima defesa e as revoluções contra governos opressores e injustos também. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.

CRISTÃOS PRIMITIVOS QUE OCUPARAM CARGOS DE AUTORIDADE:

No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito, legítimo e bíblico para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, e os cônsules, Mânio Acílio Glábrio e Tito Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar. Os oficiais romanos, Sebastião, Jorge, Expedito, Marino, Marcelo e Maurício foram bons exemplos de militares cristãos que combateram na época da Igreja Primitiva.

A “CARICATURA” DIABÓLICA DE JESUS:

Essa "caricatura" diabólica de Jesus construída há mais de dois mil anos. Essa "visão" distorcida que as pessoas têm de Jesus que não é o Jesus da Bíblia. Cristo nunca foi "Hippie" (paz e amor); nem um "grande pacifista" (apático e omisso) e nem o “Bob Marley” (o que importa é ser feliz e não o que a Bíblia ensina). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, ofendia e insultava os fariseus e os saduceus (religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia andava com os pecadores com a intenção de salvá-los, porque Ele era o “AMIGO DOS PECADORES”. O Jesus da Bíblia respeitava e valorizava as mulheres de seu tempo, por isso, Ele era conhecido como o “AMIGO DAS PROSTITUTAS”. O Jesus da Bíblia era incisivo, agressivo e justo. O Jesus da Bíblia desceu a chicotada nos cambistas lá do Templo de Jerusalém e saiu chutando as mesas. O Jesus da Bíblia reconheceu que o poder que Pôncio Pilatos tinha foi concedido por Deus, porque as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (Romanos 13:1-7). O Jesus da Bíblia admirou a fé e a integridade de um centurião, mas desprezou a religiosidade e o falso moralismo dos fariseus. O homem que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. O AMIGO DOS PUBLICANOS E DAS PROSTITUTAS. Esse é o Jesus da Bíblia.

A APATIA E A OMISSÃO DOS EVANGÉLICOS:

"A apatia está por toda a parte, ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso." (Charles H. Spurgeon)

Verossímil ou Sofisma é contar uma “meia verdade”, acrescentando alguns erros e mentiras nessa “verdade”. Tipo, o que os hereges do “Movimento Batalha Espiritual”, Rebecca Brown e Daniel Mastral, fazem para satanizar as artes marciais. Tipo, o que o Josué Yrion faz para satanizar desenhos animados e videogames. Tipo, o que o David Miranda fazia para satanizar vestimentas e a televisão. Os religiosos legalistas são peritos em usar “meias verdades”, ou seja, o Verossímil e o Sofismo para pregar as suas mentiras diabólicas. O que interessa e importa é o que a Bíblia ensina e não o seu achismo. Primeiro, a Bíblia, depois a sua opinião pessoal.

A LÓGICA DA TIRANIA E DA OPRESSÃO (NÃO SEJA UM COVARDE):

A lógica da tirania e da opressão é sempre descontar a sua frustração e fúria no mais fraco (em quem não pode revidar), ou seja, em quem está “abaixo de você”. Geralmente, aquele cara “machão” que mais lambe as botas do patrão é quem humilha mais a faxineira. Geralmente, o “opressor covarde” só sabe ser “corajoso e valentão” com os mais fracos (aquele cara que é tão macho, mas tão macho, que só sabe descer a porrada em mulheres, em adolescentes e em crianças). O interessante que peitar bandidos, terroristas e os anjos do Inferno, ninguém quer (nessas horas ninguém é macho, não é)? Podem acreditar, geralmente, aquele cara que precisa humilhar e subjugar os outros para se autoafirmar como “homem”, geralmente, é um “gay enrustido”, ou seja, é uma “tremenda de uma BICHONA”. Para mim, o cara que é homem mesmo, tem atitudes de um homem de verdade. O homem de verdade respeita as mulheres, as crianças e os mais fracos. O homem que é macho mesmo está disposto a se sacrificar lutando em prol dos outros. O homem de verdade é corajoso e valente quando é preciso ser (não só com quem é mais fraco e não pode revidar). O homem de verdade honra, respeita e protege a sua esposa. O homem de verdade respeita e cuida dos seus filhos, ou seja, protege e honra a sua prole. Homem de verdade é honesto e íntegro quando ninguém está olhando (há diferença entre reputação e caráter). Ser homem não é só ter uma “piroca e um saco escrotal” entre as pernas, mas é ter atitudes de um macho de verdade.

OS PUNHOS E AS ARMAS EM PROL DA JUSTIÇA (LUTAR EM PROL DOS OUTROS):

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco" (Bruce Lee)

Os punhos e as armas do cristão só devem ser usados em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. Devemos lutar com o coração em paz, para poder combater o mal em nome da justiça. Proteja os fracos! Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Os meus punhos são para serem usados para me proteger e defender os outros. Isso é ser um verdadeiro guerreiro. É isso o que um herói faz. Lute em prol da justiça. Lute em prol dos outros.

PROTEGER O QUE AMA (A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS HERÓIS):

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Todos nós devemos decidir o que queremos proteger. Todos querem proteger algo, alguém ou alguma coisa. Queremos sempre proteger algo ou alguém que seja importante para nós. A verdadeira força não está no ódio que sentimos pelos nossos inimigos, mas, sim, no poder do amor que é liberado quando protegemos a quem amamos. Não é o ódio que libera a nossa verdadeira força, mas, sim, o poder do amor. A principal característica de um herói é o amor.

Quando todos se omitem diante do mal. Quando todos se conformam com as coisas erradas. Quando todos folgam com a injustiça. Quando todos te perseguem, porque você ousa questionar o que está errado. Os heróis são aqueles que fazem o que ninguém mais quer fazer. Se não tem quem faça, se não tem ninguém para fazer, o herói tem que tomar a iniciativa e fazer. Muitas vezes, os heróis são desprezados, rejeitados, abandonados e excluídos. Mesmo, você sabendo que levará a pior e que se dará mal por fazer o bem, mas mesmo, assim, você ousa fazer o que é correto, você é corajoso de verdade. Quando você ousar desafiar os malfeitores. Quando não temer o perigo e nem a morte. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você estiver disposto a morrer lutando pelo que você acredita. Quando você amar tanto os seus amigos que você estaria disposto a morrer no lugar deles para salvá-los. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você estiver na lista dos mais procurados do Diabo. Sinta-se honrado, pois é isso o que te faz ser um herói.

A VISÃO “DISTORCIDA” QUE AS PESSOAS TÊM DE JESUS:

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

NUNCA PERCA A SUA INTEGRIDADE (FAÇA A DIFERENÇA, SEJA A DIFERENÇA):

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

O verdadeiro contexto de (Romanos 13:1-7) é justamente esse, o trabalho da Polícia no combate ao crime. Deus nunca foi e nem será pacifista. Os “cristãos” banalizaram e vulgarizaram “a paz, o amor e o perdão”. No primeiro século, no Império Romano, quem fazia o trabalho da Polícia atual, era o Exército (a Polícia é uma instituição do Estado Moderno). Hoje, a Segurança Privada é uma extensão da Segurança Pública. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimaram o uso da força bruta e de armas letais para se combater o crime e para castigar os malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). O grande profeta, João Batista, que segundo o próprio Cristo, foi o maior profeta que já existiu, quando batizou alguns soldados, ele incentivou os militares a continuarem sendo combatentes, portanto, que esses guerreiros fossem honestos e justos (Lucas 3:14). O amor não folga com a injustiça, mas defende a verdade. O marido tem o dever e a obrigação de honrar e proteger a sua esposa. Os pais têm a obrigação e o dever de cuidar e de proteger os seus filhos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O Estado (Romanos 13:1-7) tem a autorização de Deus para usar a espada (Machaira) para combater os malfeitores e corruptos, porque o dever do governo é louvar e proteger os bons, ou seja, os cidadãos de bem.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O CRISTÃO E O ESTADO (O CRISTÃO E A GUERRA):

“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado”?
(Leonard Ravenhill)

A vontade de Deus é que o governo não seja corrupto e nem repressor, mas, sim, um ministro de Deus para o bem-estar da sociedade. Deus instituiu as autoridades governamentais para estabelecer a lei e a ordem no mundo. Por causa do pecado, o homem é ruim por natureza; por isso, Deus estabeleceu o Estado para que ele seja um intermediador entre os homens. Há diferença entre a vingança pessoal e a correta justiça aplicada pelo Estado. A justiça pertence a Deus e as autoridades legalmente constituídas. É errado fazer justiça com as próprias mãos. Os homens precisam de regras para poder viver em sociedade. Existem religiosos alienados que dizem que os cristãos são embaixadores de Cristo e, por isso, eles não podem se envolver com a política e nem com o serviço militar. Isso é mentira do Diabo, porque Deus nunca condenou a política e nem o serviço militar. Não existe um versículo sequer na Bíblia que proíba os cristãos de ocuparem cargos de autoridade. A obrigação de todos os cristãos é intercederem a favor das autoridades governamentais, para que os governantes governem com justiça.

Durante a História, existiram incontáveis guerreiros honrados que lutavam em prol da justiça, e que não deixaram de ser bons por causa disso. Incrédulos e cristãos que combatiam baseados em princípios morais e valores éticos que fizeram a diferença no mundo. Os samurais (apesar da prática do ritual suicida quando eles eram derrotados) e os cavaleiros medievais eram guerreiros que tinham princípios éticos e bons valores. Como eu gostaria de ter vivido nas épocas em que os samurais e os cavaleiros existiam. As flechas do cristão só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça. A Bíblia não condena os homens lutarem, portanto, que eles lutem por causas nobres e justas. Mesmo, que tenham cristãos no exército inimigo, se esses “cristãos” estiverem combatendo do lado errado, eles devem ser combatidos também. Na Segunda Guerra Mundial, tiveram muitos “cristãos” que apoiaram Adolf Hitler, isto é, que eram nazistas mesmo, e eles pediram para morrer, porque escolheram o lado errado da guerra. Na Guerra Civil Americana, muitos “cristãos” eram assassinos cruéis, torturadores, estupradores e apoiavam a Escravidão, e esses mereceram morrer também. Em guerras justas, os cristãos devem optar pelo lado justo do conflito, e não pelo lado do opressor. Portanto, os cristãos que se alistam em exércitos mal-intencionados, estão arcando com as conseqüências desse ato, e vão colher exatamente o que plantarem. Quando os cristãos se omitem em situações de injustiça, eles escolhem o lado do opressor. Essa desculpa de que se o cristão matar os bandidos e os terroristas irá impedi-los de se converter não têm embasamento bíblico, pois tanto no Arminianismo Clássico quanto no Calvinismo, Deus já predestinou os salvos antes da fundação do mundo. Espero ter sido claro e objetivo neste meu artigo.

CONCLUSÃO:

"Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que têm a coragem de não serem atuais".
— G. K. Chesterton.

Deus, o Altíssimo, nunca condenou as pessoas inocentes se defenderem de agressores injustos e jamais reprovou o serviço militar e a Guerra Justa. Yahweh, o Eterno, sempre foi a favor da verdadeira paz e da promoção da justiça. Deus estabeleceu as autoridades governamentais para que os magistrados e soldados castiguem os malfeitores severamente e protejam os cidadãos de bem. Quem diz isso, não sou eu, mas é a Bíblia, a Palavra de Deus. A luta da Igreja é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado é a Guerra Física, porque essa guerra também não deve ser ignorada e nem desprezada. Tanto a Guerra Física quanto a Guerra Espiritual devem ser travadas com coragem e valentia. Essa é a Guerra Santa entre o bem e o mal.

"A coragem é contagiosa. Quando um homem valente permanece firme, os outros também endurecem.” (Billy Graham)

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (PERSEVERE NA FÉ):


RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (PERSEVERE NA FÉ):

"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente." (2 Timóteo 2:4-5)

Um guerreiro sempre procura explorar as fraquezas do seu inimigo. Espera o momento oportuno em que ele abaixa a guarda para poder acertá-lo. Assim, Satanás faz. O primeiro alvo de seu ataque sempre será uma necessidade física sua. O Diabo conhece o ser humano, portanto, ele sabe como derrubá-lo. Durante milhares de anos, Satanás analisou os homens e os estudou para poder conhecer todas as suas forças e as suas fraquezas. No meu caso, Satanás sabe quando o meu libido está alto (para usar a promiscuidade sexual contra mim) e quando as minhas, endorfina, dopamina e serotonina, estão baixas (para usar a depressão e se aproveitar de minha tendência suicida). Lúcifer sabe quando a minha adrenalina (química da coragem) está alta, e quando eu estou cheio de adrenalina, me torno num “homem-bomba ou kamiquaze”, isso pode ser vantajoso para mim ou não. O Diabo não é esse tolo e sonso que os crentes pregam por aí. Satanás não é conhecido como o “Tinhoso” porque ele é bobo e burro. Ele não é conhecido como o “olho que tudo vê”, porque é cego. Satanás, o Diabo, não era só músico, mas também era um líder militar. Ficar com legalismo, fanatismo e fundamentalismo religioso não vai ajudar na luta contra o Diabo. As mandingas dos hereges do Movimento Batalha Espiritual não representam nenhuma ameaça contra Satanás. Somente, o Nome de Jesus e o poder de sua Palavra (Bíblia) representam uma verdadeira ameaça para o Diabo e seus anjos. Se fortaleça em Deus e na sua Palavra. Dedique-se a oração e estude profundamente as Escrituras (Bíblia). Busque a santidade bíblica (por amor e não por medo). Não busque a Deus por interesse, mas busque-o por gratidão. Seja forte e corajoso. Não demonstre medo diante de seus inimigos. Os malfeitores e os demônios sentem o cheiro do seu medo. Implorar pela vida ou para não ser ferido, apenas atiçará o sadismo desses sádicos e aumentará a sensação de poder desses opressores. Nunca pare de lutar enquanto a luta não acabar. Muito mais do que saber bater (há diferença entre ter técnica para lutar e simplesmente bater como uma mula), você tem que ser resistente para aguentar apanhar também. Se você tem poder, use o seu poder para salvar aqueles que não tem poder. Se você é forte, use a sua força para proteger os fracos. Se você tem voz, fale por aqueles que não podem falar. Liberte os acorrentados das correntes infernais da opressão. Lute em favor dos fracos e oprimidos. Ajude os excluídos e desamparados. Tenha compaixão por aqueles que ninguém se importa. Coloque-se no lugar do outro, sinta a dor do outro, para, assim, você poder compreendê-lo. Faça justiça aos oprimidos. Defenda os fracos. Proteja os inocentes e indefesos. Quando o poder de fazer o bem estiver em suas mãos, não deixe de fazer o bem a quem de direito. Faça a diferença. Faça o bem. Se não tem ninguém para fazer, faça você mesmo. Alguém tem que fazer.

AS FRASES FEITAS DOS CRENTES (AS FRASES DE EFEITO RUIM DOS EVANGÉLICOS):


AS FRASES FEITAS DOS CRENTES (AS FRASES DE EFEITO RUIM DOS EVANGÉLICOS):

O impressionante dos "cristãos" são os seus famosos "bordões", "chavões" e "frases clichês", ou seja, as suas "frases feitas" de sempre. Como, por exemplo, o famoso bordão "Não Julgueis", que "tatuagem" é do Diabo, que "as autoridades governamentais são estabelecidas pelo Satanás", que "prazer sexual" é do Lúcifer, e que crente não pode falar "palavrão". Sobre o "Não Julgueis", em nenhum momento Jesus pregou a omissão e o conformismo nesse contexto, mas apenas criticou a hipocrisia dos "fariseus" que adoravam apontar o seu "dedo imundo" para os outros sem ter moral para isso, sendo que eles faziam coisa pior do que as pessoas que eles criticavam. O próprio Jesus, os apóstolos e os profetas da Bíblia julgavam os homens maus e criticavam as injustiças. Sobre a tatuagem (Levítico 19:28), o contexto desse versículo nem sequer está falando sobre tatuagem, mas, sim, sobre um costume "pagão" em que as pessoas se automutilavam em homenagem aos entes queridos mortos. Sobre as autoridades governamentais serem estabelecidas pelo "Capiroto", esses "pacifistas hipócritas" adoram satanizar o serviço militar e a política, ignorando descaradamente o Livro de Daniel (Daniel 2:20-21) e (Daniel 5:20-21) no Antigo Testamento, e desprezam na cara-de-pau (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) no Novo Testamento. Sobre o “prazer sexual” ser do “Cramulhão”, tanto o Livro de Provérbios quanto o Livro de Cantares (Cântico dos Cânticos) deixam bem claro que Deus é a favor da sexualidade e do sexo, mas dentro de sua vontade. Sobre falar palavrão (palavras torpes), o contexto de Efésios 4 não está falando especificamente de ofensas e insultos, mas, sim, sobre falar futilidades e coisas fúteis sem nexo e sem sentido, e, principalmente, sobre fazer fofoca. O próprio Jesus, os apóstolos e os profetas ofendiam e insultavam as pessoas, portanto, seria incoerente o contexto de Efésios 4 estar se referindo somente a “xingamentos”. Os evangélicos precisam tomar vergonha na cara, e abandonarem essas “frases feitas”, e começarem a estudar a Bíblia, a Palavra de Deus.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

UM PROFETA NA APOSTASIA – O PROFETA DO CAOS (DEFESA DO SAGRADO)



Filipe Levi 16/04/19
UM PROFETA NA APOSTASIA – O PROFETA DO CAOS (DEFESA DO SAGRADO)



INTRODUÇÃO:

“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado”?
(Leonard Ravenhill)

As mulheres, os adolescentes e as crianças precisam de proteção. Quem irá protegê-los? Quem defenderá nossas mulheres? Quem salvará nossos jovens? Seja você a Terceira Barreira. Seja você Aquele Que Protege. Seja você o Protetor dos fracos e indefesos. Alguém tem que ficar e lutar. Alguém tem que fazer a diferença. Alguém tem que fazer.

"Uma pessoa se torna muito forte quando seu objetivo é proteger algo ou alguém."

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre reprovou e condenou a omissão diante do mal, ou seja, quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante da opressão, nós somos cúmplices do opressor. Portanto, devemos combater o mal e os malfeitores tanto com duras palavras quanto com armas bélicas e com os nossos punhos mesmo.

AS FRASES FEITAS DOS CRENTES (AS FRASES DE EFEITO RUIM DOS EVANGÉLICOS):

O impressionante dos "cristãos" são os seus famosos "bordões", "chavões" e "frases clichês", ou seja, as suas "frases feitas" de sempre. Como, por exemplo, o famoso bordão "Não Julgueis", que "tatuagem" é do Diabo, que "as autoridades governamentais são estabelecidas pelo Satanás", que "prazer sexual" é do Lúcifer, e que crente não pode falar "palavrão". Sobre o "Não Julgueis", em nenhum momento Jesus pregou a omissão e o conformismo nesse contexto, mas apenas criticou a hipocrisia dos "fariseus" que adoravam apontar o seu "dedo imundo" para os outros sem ter moral para isso, sendo que eles faziam coisa pior do que as pessoas que eles criticavam. O próprio Jesus, os apóstolos e os profetas da Bíblia julgavam os homens maus e criticavam as injustiças. Sobre a tatuagem (Levítico 19:28), o contexto desse versículo nem sequer está falando sobre tatuagem, mas, sim, sobre um costume "pagão" em que as pessoas se automutilavam em homenagem aos entes queridos mortos. Sobre as autoridades governamentais serem estabelecidas pelo "Capiroto", esses "pacifistas hipócritas" adoram satanizar o serviço militar e a política, ignorando descaradamente o Livro de Daniel (Daniel 2:20-21) e (Daniel 5:20-21) no Antigo Testamento, e desprezam na cara-de-pau (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) no Novo Testamento. Sobre o “prazer sexual” ser do “Cramulhão”, tanto o Livro de Provérbios quanto o Livro de Cantares (Cântico dos Cânticos) deixam bem claro que Deus é a favor da sexualidade e do sexo, mas dentro de sua vontade. Sobre falar palavrão (palavras torpes), o contexto de Efésios 4 não está falando especificamente de ofensas e insultos, mas, sim, sobre falar futilidades e coisas fúteis sem nexo e sem sentido, e, principalmente, sobre fazer fofoca. O próprio Jesus, os apóstolos e os profetas ofendiam e insultavam as pessoas, portanto, seria incoerente o contexto de Efésios 4 estar se referindo somente a “xingamentos”. Os evangélicos precisam tomar vergonha na cara, e abandonarem essas “frases feitas”, e começarem a estudar a Bíblia, a Palavra de Deus.

RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (PERSEVERE NA FÉ):

"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente." (2 Timóteo 2:4-5)

Um guerreiro sempre procura explorar as fraquezas do seu inimigo. Espera o momento oportuno em que ele abaixa a guarda para poder acertá-lo. Assim, Satanás faz. O primeiro alvo de seu ataque sempre será uma necessidade física sua. O Diabo conhece o ser humano, portanto, ele sabe como derrubá-lo. Durante milhares de anos, Satanás analisou os homens e os estudou para poder conhecer todas as suas forças e as suas fraquezas. No meu caso, Satanás sabe quando o meu libido está alto (para usar a promiscuidade sexual contra mim) e quando as minhas, endorfina, dopamina e serotonina, estão baixas (para usar a depressão e se aproveitar de minha tendência suicida). Lúcifer sabe quando a minha adrenalina (química da coragem) está alta, e quando eu estou cheio de adrenalina, me torno num “homem-bomba ou kamiquaze”, isso pode ser vantajoso para mim ou não. O Diabo não é esse tolo e sonso que os crentes pregam por aí. Satanás não é conhecido como o “Tinhoso” porque ele é bobo e burro. Ele não é conhecido como o “olho que tudo vê”, porque é cego. Satanás, o Diabo, não era só músico, mas também era um líder militar. Ficar com legalismo, fanatismo e fundamentalismo religioso não vai ajudar na luta contra o Diabo. As mandingas dos hereges do Movimento Batalha Espiritual não representam nenhuma ameaça contra Satanás. Somente, o Nome de Jesus e o poder de sua Palavra (Bíblia) representam uma verdadeira ameaça para o Diabo e seus anjos. Se fortaleça em Deus e na sua Palavra. Dedique-se a oração e estude profundamente as Escrituras (Bíblia). Busque a santidade bíblica (por amor e não por medo). Não busque a Deus por interesse, mas busque-o por gratidão. Seja forte e corajoso. Não demonstre medo diante de seus inimigos. Os malfeitores e os demônios sentem o cheiro do seu medo. Implorar pela vida ou para não ser ferido, apenas atiçará o sadismo desses sádicos e aumentará a sensação de poder desses opressores. Nunca pare de lutar enquanto a luta não acabar. Muito mais do que saber bater (há diferença entre ter técnica para lutar e simplesmente bater como uma mula), você tem que ser resistente para aguentar apanhar também. Se você tem poder, use o seu poder para salvar aqueles que não tem poder. Se você é forte, use a sua força para proteger os fracos. Se você tem voz, fale por aqueles que não podem falar. Liberte os acorrentados das correntes infernais da opressão. Lute em favor dos fracos e oprimidos. Ajude os excluídos e desamparados. Tenha compaixão por aqueles que ninguém se importa. Coloque-se no lugar do outro, sinta a dor do outro, para, assim, você poder compreendê-lo. Faça justiça aos oprimidos. Defenda os fracos. Proteja os inocentes e indefesos. Quando o poder de fazer o bem estiver em suas mãos, não deixe de fazer o bem a quem de direito. Faça a diferença. Faça o bem. Se não tem ninguém para fazer, faça você mesmo. Alguém tem que fazer.

O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA:

O verdadeiro campo de batalha de todo ser humano é a mente. Satanás atua principalmente usando sugestões diabólicas ocultamente as infiltrando nas mentes das pessoas. O verdadeiro contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja (isso não invalida a luta do Estado, que é ministro de Deus, ensinado em Romanos 13). O primeiro alvo do ataque de Satanás será sempre uma necessidade física sua. O Diabo é o Pai da Mentira, mas muitas vezes, ele distorce a verdade ou não a conta totalmente para poder enganar as pessoas (assim, como ele fez com Adão e Eva no Jardim do Éden). Lúcifer costuma usar muito as Escrituras (as distorcendo totalmente usando versículos bíblicos fora de seus verdadeiros contextos apenas para pregar o que lhe é conveniente, claro). Eu sou um "pouquinho" mais esperto do que a grande maioria dos evangélicos, mas ainda tenho a mera impressão de que o Diabo é muito mais esperto do que penso, acho e imagino que ele seja. Estudem a Bíblia, a Palavra de Deus! Procurem ter comunhão com Deus! Busquem a santidade (santidade bíblica, e não o maldito legalismo religioso hipócrita)! Busquem ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus! Assim, vocês sairão vitoriosos contra o Diabo e seus anjos.

CONTRA O “CHAVÃO” SATÂNICO “SUBMISSÃO AO MARIDO”:

A Palavra de Deus ensina que o marido deve respeitar e honrar a sua esposa (e não descer o cassete nela), portanto, o marido não deve dar porrada na sua mulher, mas, sim, tratá-la com bastante amor e carinho. O marido deve ser fiel e amoroso com sua esposa, porque essa é a vontade de Deus. A esposa não é escrava do marido (nem escrava sexual e nem empregada), menos ainda, saco de pancada. A obrigação do homem é cuidar da sua mulher e protegê-la, porque ela precisa de seu respeito e de seu amor. A mulher precisa de carinho e de proteção. A mulher é um tesouro que o marido deve honrar e proteger.

CONTRA O “CHAVÃO” DIABÓLICO “HONRAR OS PAIS”:

A Bíblia também ensina que os pais devem cuidar dos seus filhos e protegê-los (não estuprá-los e espancá-los). Os pais tem a guarda dos filhos no sentido do cuidado e da proteção (e não no sentido do espancamento e da humilhação). Não é porque os filhos devem honrar pai e mãe, que os pais têm o direito de abusar sexualmente de seus filhos e de espancá-los. Os pais não devem provocar os filhos à ira, e nem usar como argumento o fato do dever dos filhos honrá-los para legitimar e justificar a opressão. Há diferença entre honrar os pais e lamber as botas do pai e da mãe. Como falei anteriormente, a Palavra de Deus sempre mostra os dois lados da história.

CONTRA O CHAVÃO DEMONÍACO “RESPEITAR OS MAIS VELHOS”:

A obrigação dos mais velhos (mais experientes) é aconselhar, cuidar e proteger os mais jovens. Infelizmente, os evangélicos usam o bordão “respeito” para poder oprimir, humilhar, abusar sexualmente e agredir verbalmente e fisicamente os mais jovens (em Nome de Deus). O sentido bíblico de liderança é servir e não ser servido. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger.

CONTRA A “UNÇÃO” DOS SUPOSTOS “UNGIDOS DO SENHOR”:
“Pastor não é "ungido de Deus". A palavra ungido, no hebraico, é o mesmo título "Messias" (mashiach), que no grego é traduzido como o título Cristo. No Antigo Testamento três ofícios eram alvo de unção: o rei, o sacerdote e o profeta, ofícios estes assumidos por Jesus, o ungido (Cristo). Pastores no Novo Testamento ocupam um ofício, mas não são ungidos, são ordenados, não formam uma casta especial de crentes e não estão livres de erros e críticas (assim como não estavam os reis, sacerdotes e profetas no AT). Devem, inclusive, pelo bem do Corpo de Cristo, ser confrontados e disciplinados, havendo sobre estes maior juízo, pois devem ser mestres do rebanho (Tiago 3.1). Devem ser respeitados e até obedecidos, como guias, aqueles que pastoreiam a alma do rebanho que é de Cristo (não deles!) Hebreus 13.7. Dizer que pastor não pode ser tocado porque é ungido é desconhecer o texto da Bíblia e ler mal o Salmo 105:15 e 1 Crônicas 16:22: nestes dois textos o ungido é o povo de Deus! Se alguém é ungido hoje é a igreja de Cristo, seu corpo, no sacerdócio universal de todos os crentes”. (autor desconhecido)

É PECADO JULGAR?

Jesus disse: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mateus 7:1). Este versículo é citado por muitas pessoas para condenar qualquer pessoa que critica as doutrinas ou práticas religiosas de outros. Ironicamente, as pessoas que assim usam o texto não percebem que estão julgando a outra pessoa culpada de desobedecer esta proibição! É pecado julgar? Como é que devemos entender essas palavras de Jesus? Jesus condena o julgamento hipócrita. Ele emprega uma imagem engraçada para ilustrar o ponto. Uma pessoa está sofrendo por causa de um cisco no olho, quando vem a outra oferecendo tirá-lo. Só que a outra, o juiz hipócrita, tem uma viga no olho dela! Jesus disse que temos que tirar nossas próprias vigas antes de remover os ciscos dos outros. Não devemos condenar os probleminhas dos outros quando praticamos pecados mais graves. Jesus condena a atitude negativa do censor. Algumas pessoas vivem para criticar, sempre procurando e destacando as falhas dos outros. Tais pessoas convidam outros a ser críticos, também. Quando condenamos as pequenas falhas de outros, eles terão motivo para nos condenar (considere o exemplo do servo que não perdoou o outro, Mateus 18:23-35). Jesus não condena a avaliação dos outros. Mateus 7 mostra claramente que Jesus não está condenando a avaliação dos outros. Temos que discernir entre o certo e o errado, e entre as pessoas que praticam as coisas de Deus e as que andam no erro. No versículo 6, Jesus exige o julgamento de pessoas que ouvem o evangelho, e a rejeição dos "porcos" e "cães". Do versículo 15 ao 20, ele ensina sobre o julgamento de professores pelos frutos (veja Mateus 16:6,11-12). Paulo exige o julgamento. Não é o bastante dizer que o servo de Cristo pode julgar. O discípulo de Jesus é obrigado a julgar! Às vezes, alguém na igreja terá que julgar outros irmãos para resolver problemas (1 Coríntios 6:1-5). Em geral, todos nós temos que julgar todas as coisas, retendo o bem e rejeitando o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22). Para discernir entre essas coisas, é necessário crescer espiritualmente (Hebreus 5:12-14). As pessoas incapazes de julgar continuam como crianças, como pessoas carnais (1 Coríntios 3:1). O propósito do julgamento que Deus exige de nós não é para condenar ninguém ao castigo, mas para evitar o pecado e ajudar outros, também, ficarem livres do mal. (Dennis Allan)

METAS NOBRES E SENSO DE HONRA (A CARÊNCIA DA IGREJA EVANGÉLICA):

Metas nobres e senso de honra são o que mais falta nas igrejas evangélicas. “Bordões e chavões” são o que mais tem no meio "gospel". Hipocrisia e mais hipocrisia. Falso moralismo e mais falso moralismo. Apatia e mais apatia. Essa é a omissão diante do mal pregada pelos evangélicos. Essa é a maldita e a desgraçada apostasia evangélica. “Chavões e bordões” como “Não Julgueis” e “Não toqueis no Ungido do Senhor” são usados como armas para propagar a omissão e a apatia diante da maldade nas igrejas evangélicas. Maridos que oprimem as suas esposas. Pais que oprimem os seus filhos. Os mais velhos que humilham, espancam e estupram os mais jovens (em Nome de Deus). O sentido bíblico de liderança é servir e proteger, mas parece que os evangélicos não querem aceitar isso. Esses hipócritas e falsos só acreditam no que eles querem acreditar.

REBELIÃO (FOGO E FÚRIA):

“Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo.
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.

Os crentes confundem “respeito” com o direito de oprimir e subjugar o mais jovem e mais fraco; os crentes confundem “submissão ao marido” com o direito de oprimir e humilhar a esposa; os crentes confundem “honrar os pais” com o direito de espancar, humilhar e abusar sexualmente dos filhos; os crentes confundem “gratidão” com barganha, chantagem e jogar as coisas na cara; os crentes confundem “reverência” com “VERBORRAGIA” (bajulação, puxação de saco e babação de ovo). A “paz e o amor” foram banalizados pelos “cristãos”, porque “o amor e a paz” se tornaram “bordões” para pregar a omissão e a apatia diante do mal. O “perdão e a misericórdia” também se tornaram em “chavões” para os crentes usarem como desculpa para se acomodarem e se conformarem com as coisas erradas. O “jargão” conhecido como “Não Julgueis” virou desculpa para se omitir perante a maldade ou, simplesmente, desculpa para poder “pecar em paz”. A heresia satânica e diabólica do “não toqueis no ungido do Senhor” virou argumento para legitimar a tirania e a opressão nas igrejas evangélicas. Os bordões, chavões e jargões dos crentes sempre são para favorecer o opressor e nunca o oprimido. Um dia, alguém terá que confrontá-los. Alguém tem que dar um basta nisso.

A OMISSÃO (A MAIOR ARMA DOS COVARDES):

A omissão é o maior pecado da sociedade e da Igreja. Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo. A OMISSÃO TAMBÉM É PECADO!!! Quando os bons se omitem, os maus vencem. Quando vocês se omitem em situações de injustiça, vocês escolhem o lado do opressor. No Grande Dia do Juízo, você prestará contas a Deus por causa dos momentos e situações em que você se omitiu quando poderia defender alguém mais fraco e indefeso. Você prestará contas a Deus por causa da sua omissão. Quando estiver só você diante de Deus no Dia do Juízo Final, o seu dinheiro não poderá suborná-lo, ou seja, você não poderá comprar a sua Salvação. Quando estiver só você diante de Deus no Dia do Juízo Final, o seu falso moralismo e a sua hipocrisia religiosa não poderão te livrar do castigo eterno. Portanto, não finja que não é problema seu e que você não tem nada a ver com isso, porque, senão, quando você for para o Inferno, Deus também te dirá "não é problema meu, eu não tenho nada a ver com isso". Se omitir também é pecado!!! Você não é covarde só quando pratica o mal, você também é covarde quando desampara e abandona o fraco e indefeso.

O MESTRE DE TODOS OS BANDIDOS (O MAIOR DE TODOS OS VILÕES):

O verdadeiro bandido (gangster) nunca quer chamar a atenção. A última coisa que um bandido de verdade quer é chamar a atenção das autoridades e da mídia. O mafioso (bandido esperto) prefere se infiltrar no Estado por meio da corrupção do que entrar em confronto direto com as autoridades. Assim, como os agentes da Hidra se infiltraram na S.H.I.E.L.D (Marvel), ocultamente, sem ninguém perceber. Assim, como Saga de Gêmeos se infiltrou no Santuário matando o antigo Mestre (Saint Seiya), dando um Golpe de Estado e tomando o poder. Assim, como Sosuke Aizen e seus comparsas se infiltraram no Seireitei (Sociedade das Almas - Bleach) enganando a todos os Ceifeiros de Almas (Shinigamis). Assim, Satanás, o Diabo, faz com a Igreja. Lúcifer sabe que é muito mais eficiente semear o joio no Reino de Deus do que tentar arrancar o trigo. Ele mudou a sua estratégia, ou seja, Satanás sabe que terá mais êxito se tornando "membro" da Igreja do que batendo de frente diretamente. Por meio de heresias, como, por exemplo, Macumba Gospel e Satanismo Gospel (Movimento Batalha Espiritual), Teologia da Prosperidade, machismo, intolerância religiosa, xenofobia, incitação ao ódio contra feministas e homossexuais, politicamente correto, Pacifismo, omissão, conformismo, “paz e amor”, bordões e chavões, e a legitimação da opressão (só contra os mais fracos e indefesos, ou seja, com quem não pode revidar), Satanás tem corroído os alicerces da Igreja. O maior trunfo do Diabo foi convencer o mundo de que ele não existe, porque assim, ele fica livre para fazer o que bem entender, pois ninguém ousará se opor a ele. Satanás usa distrações, geralmente, baseadas na ignorância teológica e no preconceito religioso (legalismo e fundamentalismo) para desviar o foco dos cristãos com coisas secundárias enquanto o Diabo continua destruindo famílias, casamentos e vidas. Os “cristãos” precisam abandonar a sua soberba legalista e arrogância religiosa (parar de arrotar “santidade” e de pregar o falso moralismo) e aprenderem a serem humildes com Jesus. A Igreja precisa de homens de verdade; de homens corajosos, valentes e ousados. De grandes guerreiros que tenham peito e coragem para desafiar o poderio reinante do Diabo e seus anjos.

A SOBERBA E A ARROGÂNCIA DOS METIDOS A “INTELECTUAIS”:

“Muitos indivíduos não têm o conhecimento necessário para opinar com propriedade sobre um fato, e, mesmo, assim, opinam, inclusive, não aceitando que ninguém os contrarie”. (Marcel Camargo)

Considero extremamente ridículo os metidos a “intelectuais” (quando na verdade são burros e não sabem nada), e ainda querem humilhar os outros abaixo deles. Adoro dar “carteirada” nesses idiotas. Ficam arrotando experiência de vida e santidade, quando na verdade não conhecem o assunto que estão falando e nem sabem o que estão dizendo. Como essas pessoas são patéticas e ridículas! Eu sou historiador, seria o mesmo que eu querer bancar o “matemático”, ou seja, eu iria me expor ao ridículo (não sei nada de matemática). As pessoas tem que se tocarem e pararem com essas palhaçadas.

Geralmente, as pessoas perguntam a minha opinião esperando que a opinião delas saia pela minha boca. A intolerância desses insuportáveis chega a me enojar. Falam sobre coisas que não conhecem e dizem sobre coisas que nem sabem. Bancam os "intelectuais", mas não tem o básico do conhecimento, e ainda querem humilhar os outros. Inventam as coisas da cabeça deles e ainda não aceitam serem contrariados. Não sabem nada da Bíblia e pensam que são teólogos. Não sabem nada de História e pensam que são historiadores. Não sabem nem escrever direito, não tem o hábito de ler, e, muitas vezes, não terminaram nem o Ensino Fundamental, e gostam de humilhar e pisar nas pessoas. Só sabem ser corajosos e valentes com os mais fracos e com quem não pode revidar. Não respeitam o semelhante e ainda se acham superiores e os maiorais.

A LUTA DA IGREJA (A GUERRA ESPIRITUAL):

"A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo". (Leonard Ravenhill)

A Bíblia, a Palavra de Deus, relata que existem dois tipos de guerras, dois tipos de batalhas que os homens devem travar (principalmente, os cristãos, os servos de Deus). A guerra de Romanos 13 e a guerra de Efésios 6, ou seja, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. Nós, jovens cristãos, somos os Guerreiros dos Sonhos, os Guerreiros do Futuro; e, em Nome do Senhor dos Exércitos, devemos combater Satanás, o Diabo (o Mestre dos Pesadelos) para poder salvar e libertar as vidas e as almas que estão acorrentadas por meio da opressão do pecado. A nossa missão é pregar o Evangelho; orar e interceder por essas pessoas para poder libertá-las das garras de Satanás, o Diabo. Esse é o nosso chamado, esse é o nosso destino. 

A nossa luta é principalmente contra os antigos espíritos do mal, mas isso não significa que temos que nos omitir diante da maldade. Tanto os demônios quanto os malfeitores são os nossos inimigos. Tanto os espíritos malignos quanto os bandidos devem ser combatidos. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7). Portanto, as autoridades são estabelecidas por Deus para castigar os malfeitores (os soldados e policiais são ministros de Deus). Guerra Espiritual não é sinônimo de Pacifismo, pelo contrário, é a Guerra Santa entre o bem e o mal. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. Paulo não era esquizofrênico e nem bipolar, portanto, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém, não encontra. Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim, também acontecerá a esta geração perversa”. (Mateus 12:43-45)

Os demônios (espíritos malignos) gostam de lugares áridos, sombrios, mórbidos, que fedem a podridão, fungos e decadência; com um histórico de dor, de sofrimento e de morte. Satanás joga sujo e não sente pena de ninguém. Ele não conhece o remorso e nem a piedade. Lúcifer é extremamente cruel e vil. Ele é sádico e impiedoso. O seu coração é cheio de vilania e maldade. Ele é pérfido e extremamente astuto. Portanto, não podemos vacilar, o Diabo não perdoa.

A GUERRA DO CRISTÃO (A TEOLOGIA E A ORAÇÃO):

"A única preocupação do Diabo é impedir os cristãos de alcançarem o território da oração. Satanás não teme estudos bíblicos separados da oração, labor cristão sem oração e vida religiosa distante da oração. Ele até ri da nossa labuta, zomba da nossa sabedoria, mas treme quando oramos." (Leonard Ravenhill)

A oração e o estudo bíblico (Teologia) são as coisas mais importantes para o cristão. A oração é o seu relacionamento com Deus, e a sua maior arma de guerra, ou melhor, dizendo, a oração é a sua própria guerra. Orar e interceder pelas pessoas. Lutar em prol dos outros. Buscar ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus. Essa é a importância da oração. O estudo das Escrituras é importantíssimo para o cristão, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, é a Espada que o cristão empunha e maneja para poder combater as forças satânicas deste mundo. O Diabo teme e se sente ameaçado com aquele crente que ora e estuda a Bíblia. Portanto, o cristão, o crente em Jesus, deve se dedicar a oração e ao estudo da Palavra.

A ESPADA DO ESPÍRITO:

"Os guerreiros também são feridos e chegam até ser derrotados, mas jamais largam a espada".
(Sid Aguiar)

“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.


A LUTA DO ESTADO (A GUERRA FÍSICA):

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso, e não a matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada como uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros). Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão somente devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça.

SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE”:

O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. O próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

AS OPINIÕES DOS APÓSTOLOS E DO MAIOR DE TODOS OS PROFETAS SOBRE O COMBATE:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para punir os maus e louvar os bons. Paulo pregou, claramente, que os magistrados, governantes e soldados são ministros de Deus para castigar os malfeitores e para proteger os cidadãos de bem. Deus não apenas permitiu as autoridades governamentais, mas as instituiu (colocou no poder) para fazer justiça. A palavra usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena capital. Paulo não só legitimava o uso da força bruta, mas também o uso de armas letais. 

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro era a favor da lei e da ordem, pois até ele reconhecia que era necessário que os agentes do Estado usassem a força bruta para castigar os criminosos. Além de Paulo, Pedro também defendia o uso da força por parte do Estado para se fazer justiça. Os apóstolos reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para o bem-estar da sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

O grande profeta, João Batista, quando batizou alguns soldados não lhes condenou por serem combatentes, pelo contrário, esse grande profeta lhes aconselhou a serem militares, portanto, que exercessem a sua função com honestidade e integridade. João Batista foi o maior de todos os profetas e o homem mais justo que existiu sobre a Terra (além de Jesus, obviamente).

REFUTANDO A HERESIA DIABÓLICA DO PACIFISMO:

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). Paulo é o autor de ambas as Cartas. Paulo defende tanto o combate físico quanto o combate espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual, mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física. Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias precisamos da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia).

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, o interessante que arrancar o "olho direito" e cortar a "mão direita" ninguém quer. É óbvio que tudo isso é alegórico (simbólico). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado para poder pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

NÃO SEJA COMO UMA TREPADEIRA (TENHA PERSONALIDADE):

A Bíblia, toda a Bíblia e nada mais do que a Bíblia, é a religião da Igreja de Cristo. - C. H. Spurgeon

Para as pessoas é muito mais fácil deixar os outros pensarem por elas, do que pensar por si mesmas. Com certeza, é mais conveniente não ter personalidade, vivendo como uma trepadeira nas árvores sem cortar algumas raízes. Não ter opinião própria e fazer tudo o que os outros mandam sem questionar é mais confortável. Nós, cristãos, devemos ser como os cristãos Bereanos, sempre devemos verificar (verificar sempre mesmo) se o que os líderes religiosos (pastores e padres) pregam está de acordo com os ensinamentos contidos na Bíblia. Não seja um “cordeirinho” e nem uma “trepadeira”, mas estude a Bíblia, mesmo, que você tenha que cortar algumas raízes (ervas daninhas) para saber a Verdade.

AS FILHAS DA ESPERANÇA (A INDIGNAÇÃO E A CORAGEM):

Segundo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), a esperança tem duas filhas, a indignação e a coragem. A esperança é esperar aquilo que não podemos ver, mas que acreditamos que está lá. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, e a coragem nos dá força e ousadia para mudá-las. Nunca se cale diante da injustiça! Jamais se omita diante da opressão. Sempre defenda a causa dos oprimidos. Não fique do lado do opressor. Faça a diferença! Proteja os fracos! Faça o bem sem esperar alguma recompensa em troca. Faça o certo, porque é o certo a se fazer. Faça a coisa certa. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Seja a esperança dos perdidos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja a mudança que deseja ver no mundo. Não se conforme com o que está errado. Concerte as coisas que estão erradas. Mude tudo aquilo que precisa ser mudado. Se não tem quem faça, faça você mesmo. Se todos são covardes, seja valente! Se todos se omitem, não se omita! Se todos são corruptos, seja honesto! Se todos são maus, seja bom! Se todos temem a morte, encare a morte! Se todos tem medo do Diabo, enfrente o Diabo! Faça o que ninguém mais quer fazer! Se ninguém quiser fazer o "trabalho sujo" faça você mesmo. Se omitir é a pior coisa que podemos fazer. Seja corajoso e indignado com as coisas erradas. Seja diferente, faça a diferença.

NÃO EXISTE PERFEIÇÃO NESTE MUNDO, MAS DEVEMOS BUSCÁ-LA:

Não existe perfeição neste mundo. O nosso objetivo é superar aqueles que vieram antes de nós. A perfeição é uma meta inalcançável. Nós nunca seremos perfeitos aqui na Terra, mas devemos sempre procurar melhorar e nos aprimorar, sermos pessoas melhores. Nós devemos superar aqueles que vieram antes de nós, e não cometermos os seus mesmos erros. Devemos aprender com a História. Devemos aprender com o passado, para podermos criar um mundo melhor para os próximos que virão depois de nós. Devemos perpetuarmos os nossos nomes. Os nossos nomes devem ficar registrados na História, como aqueles que ousaram fazer a diferença quando todos queriam ser iguais. Nunca seremos perfeitos, mas devemos procurar chegar o mais próximo da perfeição.

A SÍNDROME DE ADÃO:

A Síndrome de Adão é quando as pessoas costumam jogar a culpa nos outros e em seres inanimados para não ter que assumir a própria responsabilidade. Como, por exemplo, os desarmamentistas que jogam a culpa nas armas, os "ex-satanistas" que jogam a culpa nas artes marciais, os religiosos tapados que jogam a culpa em animes e videogames, os bandidos e psicopatas que jogam a culpa no Diabo ou na sua psicose ou situação social, o fornicário e o adúltero que jogam a culpa nos seus órgãos genitais, o bêbado que joga a culpa na cachaça, o drogado que joga a culpa nas drogas, e o religioso fanático que sempre joga a culpa no Diabo ou nos "pecadores". Essa é a Síndrome de Adão, a mania de sempre jogar a culpa nas outras pessoas ou em seres inanimados, porque não se tem coragem e nem dignidade para assumir os próprios erros e arcar com a própria responsabilidade.

OS PUNHOS E AS ARMAS EM PROL DA JUSTIÇA (LUTAR EM PROL DOS OUTROS):

Os punhos e as armas do cristão só devem ser usados em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. Devemos lutar com o coração em paz, para poder combater o mal em nome da justiça. Proteja os fracos! Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Os meus punhos são para serem usados para me proteger e defender os outros. Isso é ser um verdadeiro guerreiro. É isso o que um herói faz. Lute em prol da justiça. Lute em prol dos outros.

PROTEGER O QUE AMA (A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS HERÓIS):

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Todos nós devemos decidir o que queremos proteger. Todos querem proteger algo, alguém ou alguma coisa. Queremos sempre proteger algo ou alguém que seja importante para nós. A verdadeira força não está no ódio que sentimos pelos nossos inimigos, mas, sim, no poder do amor que é liberado quando protegemos a quem amamos. Não é o ódio que libera a nossa verdadeira força, mas, sim, o poder do amor. A principal característica de um herói é o amor.

Quando todos se omitem diante do mal. Quando todos se conformam com as coisas erradas. Quando todos folgam com a injustiça. Quando todos te perseguem, porque você ousa questionar o que está errado. Os heróis são aqueles que fazem o que ninguém mais quer fazer. Se não tem quem faça, se não tem ninguém para fazer, o herói tem que tomar a iniciativa e fazer. Muitas vezes, os heróis são desprezados, rejeitados, abandonados e excluídos. Mesmo, você sabendo que levará a pior e que se dará mal por fazer o bem, mas mesmo, assim, você ousa fazer o que é correto, você é corajoso de verdade. Quando você ousar desafiar os malfeitores. Quando não temer o perigo e nem a morte. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você estiver disposto a morrer lutando pelo que você acredita. Quando você amar tanto os seus amigos que você estaria disposto a morrer no lugar deles para salvá-los. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você estiver na lista dos mais procurados do Diabo. Sinta-se honrado, pois é isso o que te faz ser um herói.

A APATIA E A OMISSÃO DOS EVANGÉLICOS:

"A apatia está por toda a parte, ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso." (Charles H. Spurgeon)

Verossímil ou Sofisma é contar uma “meia verdade”, acrescentando alguns erros e mentiras nessa “verdade”. Tipo, o que os hereges do “Movimento Batalha Espiritual”, Rebecca Brown e Daniel Mastral, fazem para satanizar as artes marciais. Tipo, o que o Josué Yrion faz para satanizar desenhos animados e videogames. Tipo, o que o David Miranda fazia para satanizar vestimentas e a televisão. Os religiosos legalistas são peritos em usar “meias verdades”, ou seja, o Verossímil e o Sofismo para pregar as suas mentiras diabólicas. O que interessa e importa é o que a Bíblia ensina e não o seu achismo. Primeiro, a Bíblia, depois a sua opinião pessoal.

A TENTATIVA DE EXTERMÍNIO DAS GERAÇÕES FUTURAS (A ESTRATÉGIA DE SATANÁS):

"Que o seu nome seja conhecido no Céu e temido no Inferno". (Leonard Ravenhill)

Uma tática suja muito usada por ditadores, conquistadores e genocidas é matar as crianças e os jovens, para que não haja resistência no futuro. Assim, eliminando as gerações futuras, não haverá resistência. É exatamente isso o que Satanás, o Diabo (Mestre dos Pesadelos) faz. O maior alvo de Satanás são as crianças e os jovens, pois assim, ele impedirá que existam os Guerreiros dos Sonhos, os Guerreiros do Futuro. O Diabo (Guilty) costuma desviar a atenção, o foco das pessoas (todos os bandidos e terroristas espertos fazem isso) para que as pessoas não foquem no que realmente importa. Satanás, o Diabo, quer destruir as vidas dos jovens, os usando em seus planos maléficos, para depois descartá-los. A Igreja precisa de homens de verdade (só tem frouxo na Igreja), de Guerreiros dos Sonhos, Cavaleiros da Esperança, para fazerem a diferença, porque alguém tem que lutar por esses jovens. Alguém tem que proteger as crianças. Alguém tem que salvá-los e livrá-los das garras de Satanás. Alguém tem que ter a coragem e a ousadia de libertá-los das correntes infernais do Diabo.

O LEGALISMO RELIGIOSO (O CÂNCER DA IGREJA CRISTÃ):

Infelizmente, os religiosos legalistas são pragas que existem desde o Cristianismo Primitivo. Esses hipócritas sempre impondo um padrão de falsa “santidade” para os outros que nem eles mesmos conseguem viver. Sempre distorcendo as Escrituras para forçar a Bíblia, a Palavra de Deus, a pregar somente o que lhes é conveniente, ou seja, apenas o que lhes convêm. Os “bordões”, “chavões”, “jargões”, “frases feitas”, “frases clichês” e “frases de efeito ruim” dos crentes comprovam isso. A apatia está por toda parte e a omissão dita às regras.

NUNCA PERCA A SUA INTEGRIDADE (FAÇA A DIFERENÇA, SEJA A DIFERENÇA):

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

O verdadeiro contexto de (Romanos 13:1-7) é justamente esse, o trabalho da Polícia no combate ao crime. Deus nunca foi e nem será pacifista. Os “cristãos” banalizaram e vulgarizaram “a paz, o amor e o perdão”. No primeiro século, no Império Romano, quem fazia o trabalho da Polícia atual, era o Exército (a Polícia é uma instituição do Estado Moderno). Hoje, a Segurança Privada é uma extensão da Segurança Pública. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimaram o uso da força bruta e de armas letais para se combater o crime e para castigar os malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). O grande profeta, João Batista, que segundo o próprio Cristo, foi o maior profeta que já existiu, quando batizou alguns soldados, ele incentivou os militares a continuarem sendo combatentes, portanto, que esses guerreiros fossem honestos e justos (Lucas 3:14). O amor não folga com a injustiça, mas defende a verdade. O marido tem o dever e a obrigação de honrar e proteger a sua esposa. Os pais têm a obrigação e o dever de cuidar e de proteger os seus filhos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O Estado (Romanos 13:1-7) tem a autorização de Deus para usar a espada (Machaira) para combater os malfeitores e corruptos, porque o dever do governo é louvar e proteger os bons, ou seja, os cidadãos de bem.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

CONCLUSÃO:

"Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que têm a coragem de não serem atuais".
— G. K. Chesterton.

Deus, o Altíssimo, nunca condenou as pessoas inocentes se defenderem de agressores injustos e jamais reprovou o serviço militar e a Guerra Justa. Yahweh, o Eterno, sempre foi a favor da verdadeira paz e da promoção da justiça. Deus estabeleceu as autoridades governamentais para que os magistrados e soldados castiguem os malfeitores severamente e protejam os cidadãos de bem. Quem diz isso, não sou eu, mas é a Bíblia, a Palavra de Deus. A luta da Igreja é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado é a Guerra Física, porque essa guerra também não deve ser ignorada e nem desprezada. Tanto a Guerra Física quanto a Guerra Espiritual devem ser travadas com coragem e valentia. Essa é a Guerra Santa entre o bem e o mal.

"A coragem é contagiosa. Quando um homem valente permanece firme, os outros também endurecem.” (Billy Graham)

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.