terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

GUERRA CONTRA O TERROR


A Terceira Grande Guerra está prestes a acontecer. Isso pode ocorrer com a crise na Ucrânia ou com o avanço do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria). A Al-Qaeda e o Boko Haram são grandes ameaças também para a humanidade. Os verdadeiros muçulmanos sempre pregaram a paz e a honra, pois os muçulmanos moderados que respeitam a vida humana também são ameaçados pelos extremistas islâmicos. O grande rei, Saladino, durante as Cruzadas, foi um guerreiro muito honrado e digno (até mais do que muitos cristãos). Antigamente, havia mais honra nas guerras. Hoje, os guerreiros geralmente combatem apenas por ganância e maldade. Claro, que existem homens bons nas Forças Armadas, que fazem a diferença na sociedade. Neste artigo, quero deixar bem claro que não sou contra a população muçulmana, mas, sim, contra os terroristas islâmicos que distorcem os ensinamentos de Maomé. O terror precisa ser combatido; e, neste texto, quero legitimar a guerra justa contra o terror.
Será que é lícito os cristãos combaterem nas guerras atuais? Será que o próprio Deus que ordenava os hebreus matarem nas guerras do Antigo Testamento apoiaria os cristãos matarem nas guerras do Novo Testamento? Mostrarei o que a Bíblia diz sobre isso.
Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)
            Segundo o profeta Daniel, Deus estabelece os reis e remove os reis, ou seja, o Todo-Poderoso estabelece os governantes da Terra, e conseqüentemente os seus soldados também. Para Daniel, Deus coloca os reis no poder e os remove quando quer.
 “Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)
Daniel afirmou que Deus, o Altíssimo, domina os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer, isto é, Deus estabelece os reis e os reinos da Terra. O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou isso.
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
            O apóstolo Paulo foi o maior teólogo que já existiu. Ele era conhecido como o “Apóstolo dos Gentios”, porque, ao contrário, dos outros apóstolos, ele se preocupava com a Salvação das pessoas que não pertenciam ao povo judeu, ou seja, Paulo acreditava que todos os homens de todas as etnias e nacionalidades podem ser salvos, se aceitarem Jesus Cristo em seus corações como o seu único e suficiente Salvador. Paulo destacou muito em suas Cartas a submissão às autoridades, e, assim, como Jesus, ele também ensinou que os cristãos devem pagar todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Esse apóstolo afirmou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, militares, policiais, e políticos) são ministros de Deus e os seus vingadores para castigarem os malfeitores. Além disso, Paulo, afirmou com convicção, que as autoridades não são apenas permitidas por Deus, mas, sim, estabelecidas por Ele. Portanto, não há nada de Demônio nas autoridades constituídas, porque Deus as instituiu para o bem-estar da população; e para manter a lei e a ordem na sociedade. Para Paulo, o governo é necessário para punir os criminosos (usando a violência mesmo) e exaltar os cidadãos de bem.
Paulo evangelizou até a Guarda Pretoriana que o vigiava em uma ocasião. O apóstolo aproveitou que os guardas pretorianos o vigiavam para lhes falar da Salvação de Cristo. Em sua Carta aos Filipenses, Paulo até menciona sobre os santos do palácio de César, que provavelmente eram esses guardas e outros funcionários do governo que se converteram através dele.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
Segundo o apóstolo Pedro, os cristãos também têm o dever moral e cívico de se sujeitarem às autoridades governamentais, e também reconheceu que a função dos agentes do Estado é punir os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Para Pedro, os enviados do rei (magistrados e soldados) têm a obrigação e o dever (autorizados por Deus) de castigar os bandidos usando a força se for necessário. Portanto, tanto Paulo quanto Pedro legitimavam a repressão contra o crime.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
João Batista, o precursor do Messias, e também o maior de todos os profetas, também legitimava e apoiava a profissão do militar, pois ele mesmo batizou alguns soldados, e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos hipócritas da época).
“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)
O centurião Cornélio era muito admirado e respeitado pelos judeus, pois ele era um homem justo e temente a Deus. Esse militar era honesto e piedoso. A Bíblia relata que Cornélio era um bom exemplo de ser humano e de cidadão romano. Esse guerreiro não deixou de ser bom e piedoso porque combatia, mas, sim, ele alcançou até elogios do próprio Deus e dos judeus. Em nenhum momento, Pedro o recriminou por ser militar, pelo contrário, o apóstolo o evangelizou, e ainda ordenou que Cornélio fosse batizado, ainda sendo um oficial romano. Tudo indica que Cornélio permaneceu em sua centúria, mesmo após a sua conversão.
“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
            O centurião de Cafarnaum era amigo do povo judeu, o povo de Deus; pois ele até edificou uma sinagoga para eles. Esse militar tinha tanta fé, mas tanta fé, que Jesus se admirou, porque nem os judeus tinham uma fé como aquela. A Palavra de Deus relata que o centurião de Cafarnaum era honesto e íntegro, pois ele era admirado por todos, e tinha muitos amigos que o amavam e o ajudavam. Tanto o centurião Cornélio como o centurião de Cafarnaum são relatados na Bíblia como exemplos de homens de bom caráter, portanto, eles são bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Tanto Jesus quanto Pedro não recriminaram esses centuriões pelo fato de eles serem militares.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
            Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.
            “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
Paulo também ensinou que os cristãos têm o dever e a obrigação de intercederem em favor das autoridades governamentais, porque também é da vontade de Deus que os governantes conheçam a Cristo. Com esses relatos bíblicos que usei, espero ter sido claro e objetivo. Quem não aceita a legitimidade do governo legalmente constituído é no mínimo muito ingênuo ou moralmente delinqüente mesmo.
Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)           
Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o pacifismo.
“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)
Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)
Os fariseus deturpavam as leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo à represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se as suas mãos e pés e os seus olhos te fizerem pecar, se deve amputar as mãos e os pés e arrancar os olhos fora, mas tudo isso é simbólico e não se deve fazer no sentido literal.
“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)
Cristo não fez apologia ao pacifismo, mas simplesmente falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse.
“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)
Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.
Quase todos os cristãos nunca compreenderam o sexto mandamento “não matarás”. A tradução correta do sexto mandamento é “não assassinarás”. Os religiosos alienados usam e abusam da tradução errada desse mandamento para ficarem atacando pedras nos guerreiros que matam para se defenderem ou para protegerem os indefesos. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado.
Muito se tem pregado no meio evangélico sobre a omissão diante do mal, como se fosse obrigação dos cristãos se omitirem perante as coisas erradas e serem apáticos diante da maldade. Neste texto, eu mostrarei o que a Bíblia ensina que nós, cristãos, devemos fazer quando nos deparamos perante o mal, e qual deve ser a nossa postura diante da maldade.
“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)
A Bíblia é bem clara quando diz que a nossa obrigação é defender aqueles que não podem se defender, ou seja, o nosso dever é lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Portanto, é a nossa obrigação lutar por eles.
“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)
Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.
“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)
Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.
“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)
Quem condena o inocente e absolve o culpado é abominável para Deus, porque Deus abomina a injustiça. Deus é tão santo e tão justo que Ele se enoja de gente mesquinha e medíocre que adora defender bandidos e condenar inocentes.
Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas confissões de fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.
No Concílio de Jerusalém, em 50, os judeus cristãos decidiram que todos os seguidores de Jesus não devem comer alimentos sacrificados aos ídolos, nem praticar relações sexuais ilícitas, não comer animais que morreram estrangulados e nem beber sangue. Na 1 Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que os cristãos podem comer alimentos sacrificados aos ídolos sim, portanto, que não escandalizem os irmãos “fracos” na fé. Se os cristãos orarem para Deus abençoar os alimentos sacrificados aos ídolos, não há problema nenhum em comê-los. O sexo deve ser praticado somente dentro do casamento mesmo. No caso da proibição de comer animais que morreram estrangulados isso era um ritual religioso do Judaísmo e não significa nada para os cristãos de hoje. O sangue foi proibido de ser ingerido, porque no contexto daquela época, os pagãos bebiam sangue para adorar os seus deuses. Entretanto, hoje, não há problema algum em comer frango ao molho pardo, chouriço ou até mesmo beber sangue de galinha para sobreviver na selva.
Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.
Muito se tem pregado que o Cristianismo Primitivo era contra o serviço militar, mas será que isso é verdade? Será mesmo que os cristãos primitivos condenavam o trabalho dos soldados? Pais da Igreja, como, por exemplo, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizavam o serviço militar, mas será que existiram Pais da Igreja que pensavam diferente deles? Será mesmo que os primeiros cristãos eram anarquistas e pacifistas? Já vimos que a Bíblia apóia o serviço militar. Então, existiram bispos que apoiavam?
Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é lícito pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
            Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.
            Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.
            Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a teologia da guerra justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.
            Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável à pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.
            Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.
            Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma teologia para discutir sobre esse assunto.
            Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte, além de apoiarem a legítima defesa e as revoluções contra governos opressores e injustos também. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.
            No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, e os cônsules, Mânio Acílio Glábrio e Tito Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar. Os oficiais romanos, Sebastião, Jorge, Expedito, Marino, Marcelo e Maurício foram bons exemplos de militares cristãos que combateram na época da Igreja Primitiva.
            Essa desculpa de que se o cristão matar os bandidos e os terroristas irá impedi-los de se converter não têm embasamento bíblico, pois tanto no Arminianismo Clássico quanto no Calvinismo, Deus já predestinou os salvos antes da fundação do mundo. 
Durante a História, existiram incontáveis guerreiros honrados que lutavam em prol da justiça, e que não deixaram de ser bons por causa disso. Incrédulos e cristãos que combatiam baseados em princípios e valores que fizeram a diferença no mundo. Os samurais (apesar da prática do ritual suicida quando eles eram derrotados) e os cavaleiros medievais eram guerreiros que tinham princípios morais e bons valores. Como eu gostaria de ter vivido nas épocas em que os samurais e os cavaleiros existiam. A Bíblia não condena os homens lutarem, portanto, que eles lutem por causas nobres e justas. Mesmo, que tenham cristãos no exército inimigo, se esses “cristãos” estiverem combatendo do lado errado, eles devem ser combatidos também. Na Segunda Guerra Mundial, tiveram muitos cristãos que apoiaram Adolf Hitler, isto é, que eram nazistas mesmo, e eles pediram para morrer, porque escolheram o lado errado da guerra. Na Guerra Civil Americana, muitos cristãos eram assassinos cruéis e apoiavam a escravidão, e esses mereceram morrer também. Em guerras justas, os cristãos devem optar pelo lado justo do conflito, e não pelo lado do opressor. Portanto, os cristãos que se alistam em exércitos mal-intencionados, estão arcando com as conseqüências desse ato, e vão colher exatamente o que plantarem. Quando os cristãos se omitem em situações de injustiça, eles escolhem o lado do opressor. Espero ter sido claro e objetivo neste meu artigo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ELE VEIO PARA NOS SALVAR


O Grande Libertador de Israel
O Rei dos judeus
O Rei dos reis e o Senhor dos senhores
Ele veio nos resgatar
Do Império das Trevas
Para nos dar a vida eterna
O Messias é o único que pode nos salvar
Jesus Cristo é o Único Caminho para se chegar até Deus
Ele é o Único Mediador entre Deus e os homens
O sangue do Cordeiro pode nos purificar de todo pecado
Jesus venceu a morte e o Inferno
Para poder nos salvar
Do Fogo Eterno
Da agonia Eterna
O Paraíso aguarda
Os escolhidos de Deus
Os salvos pelo Cordeiro
Que morreu numa Cruz
Para salvar os perdidos
Escravizados pelo pecado
E mortos espiritualmente
Somente Cristo pode salvar o pecador
E livrá-lo da morte eterna
O Inferno é um lugar de tormento
De sofrimento eterno
Todos os que morrem sem Deus vão para lá
A única maneira dos homens se salvarem
É aceitando Jesus Cristo em seus corações
Como o seu Único e suficiente Salvador
Jesus é o Verdadeiro Redentor
Se conheceres a Verdade
A Verdade te libertará
Só Cristo pode nos libertar
Da opressão do pecado
Ele é o Único Salvador
A Única Salvação
O Cordeiro de Deus
Que tira o pecado do mundo
Somente Cristo pode nos salvar
Apenas Jesus pode nos resgatar
Do Reino das Sombras
E nos dar vida em abundância
A verdadeira riqueza
Está na vida com Cristo
O Messias veio nos livrar
Das garras de Satanás
Ele veio para nos salvar.

CAOS E DESORDEM


O meu coração está em chamas
O fogo me consome aos poucos
A minha mente está confusa
E desnorteada
O caos e a desordem assolam o meu coração
Vejo cadáveres por todos os lados
Caveiras e ossos enfeitam o cenário
O meu sangue jorra encharcando o chão
O rio vermelho me cerca a minha volta
Em cada gota de sangue vai esvaindo a minha vida
Estou morrendo
Não sei até quando irei agüentar
Os meus ossos estão deteriorados por causa da depressão
As órbitas dos meus olhos estão ressecadas
De tantas lágrimas que escorreram
Não há mais lágrimas para derramar
Não há mais voz para gritar
O mundo está em agonia
Essa é a agonia do planeta
Uma grande tormenta se aproxima
Vulcões entram em erupção
Os mares cobrem as cidades
Muitas pessoas morreram afogadas
Muitas vidas se perderam
Bestas assassinas saem à noite para caçar
Feras famintas devoram as suas vítimas
Criaturas macabras vagam sobre a Terra
Os homens se matam uns aos outros
Por motivos fúteis
Terremotos estremecem a Terra
Demolindo edifícios e construções
A chuva ácida não pode matar a nossa sede
A água é escassa
A comida também
Depois da Grande Guerra
A esperança se foi
Com os jovens valentes que lutaram nas batalhas
A hecatombe nuclear destruiu o velho mundo
Agora, teremos que recomeçar.
Sem jovens e crianças
Com velhos à beira da morte
Enquanto houver vida
Haverá esperança
Enquanto a chama da minha vida permanecer acesa, eu lutarei.
Sou um dos poucos sobreviventes do velho mundo
Eu conheço a verdade oculta
Por isso, posso ajudar a construir o novo mundo.

HERÓIS DA FÉ


Homens de honra
Mulheres honradas
Pessoas valorosas
Que morreram por amor
Por amor a Deus e aos seus semelhantes
Muitos eram soldados
Outros teólogos
Muitos eram filósofos
Outros historiadores
Todos morreram lutando pelo que acreditavam
Lutando com a espada ou com as palavras
Na Igreja Primitiva, muitos foram crucificados.
Queimados vivos para iluminar as ruas de Roma à noite
Outros foram destroçados pelas feras
Comidos por leões, tigres e ursos.
Muitos foram decapitados
Ou torturados até a morte
Por se recusarem a negar a Jesus
Nas fogueiras da Inquisição
Incontáveis cristãos foram queimados vivos
Por lutarem pela verdadeira fé
Por defenderem o verdadeiro Cristianismo
Os protestantes empunharam armas para lutarem por suas vidas
E por sua liberdade religiosa
Os luteranos
Os huguenotes
E os puritanos
Foram guerreiros corajosos que lutaram bravamente
Para poderem restituir a identidade da Igreja de Cristo
Nos países islâmicos e comunistas
Milhões de cristãos foram torturados e mortos
Por se recusarem a negar a sua fé em Cristo Jesus
Nem o maior Império da História conseguiu destruir o Cristianismo
Nem Estados islâmicos e socialistas conseguiram destruir a fé cristã
Os romanos fracassaram em seu intento
Os comunistas e radicais islâmicos também
O Cristianismo venceu
Os cristãos triunfaram
O sangue dos mártires fortaleceu a Igreja
O bem venceu o mal
O bem triunfou sobre o mal
A Cruz vazia simboliza a vitória da vida sobre a morte
Inúmeras vidas foram libertas e transformadas
O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado
O Messias foi pregado numa Cruz
Mas no terceiro dia, Ele ressuscitou.
Jesus Cristo venceu a morte e o Inferno para nos salvar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O MAIOR TABU DA IGREJA


“As curvas dos seus quadris são como jóias, são trabalhos de um artista... Você é tão graciosa como uma palmeira; os seus seios são como cedros e tâmaras. Vou subir na palmeira e colher os seus frutos. Os seus seios são para mim cachos de uvas. A sua boca têm o perfume das maçãs, e os seus beijos são como vinho delicioso”. (Cantares 7:1-9)
O maior tabu de toda a História do Cristianismo que assola a Igreja de Cristo é a sexualidade, ou seja, o sexo. Quero já avisar que serei extremamente sincero e claro no que eu irei escrever. Se você é um daqueles religiosos tapados que adoram ver o Diabo em todo o lugar, nem se dê ao trabalho de ler este artigo. Tentarei ser justo e correto nos meus argumentos. Também tentarei não me expor demais neste texto, mas eu realmente preciso contar a minha experiência pessoal, porque, talvez, assim, eu possa ajudar a confortar alguém.
Desde a Idade Média, a Igreja Católica demoniza o sexo, dizendo que sentir prazer sexual é coisa do Demônio. A repressão sexual é algo realmente extremamente diabólico, porque se existem padres pedófilos e pastores adúlteros, é porque há muita repressão na sexualidade dos cristãos. A Igreja Católica sempre pregou que o sexo é somente para a procriação, e que é um pecado hediondo sentir prazer no ato sexual. Muitas igrejas evangélicas pregam esse mesmo absurdo. Os cristãos precisam entender que o sexo é uma coisa de Deus, e não do Diabo. Realmente, a vontade de Deus é que os seus servos transem apenas depois do casamento, mas se por acaso os cristãos caírem em tentação, eles não perderão a Salvação, e nem serão desprezados por Deus por causa disso. Os cristãos precisam aprender a não confundir conversão com o medo de irem para o Inferno. Os evangélicos precisam entender de uma vez por todas que a Salvação é pela Graça, e não pelas obras. Com certeza, há as conseqüências do pecado, mas isso não significa que se o cristão cair em pecado ele será excluído da Graça de Deus. A propósito, a Bíblia fala bem do beijo, portanto, beijar não é pecado.
A Igreja Católica também demoniza a camisinha e as pílulas anticoncepcionais, afirmando também que o sexo é somente para a reprodução. Não há pecado algum os casais (pessoas realmente casadas) usarem camisinhas ou pílulas anticoncepcionais, porque o sexo pode ser apenas para o prazer. Os cristãos não são obrigados a terem filhos, porque os casais têm a benção de Deus para se satisfazerem somente sexualmente se quiserem.
Outro tabu é a masturbação, porque muitos cristãos usam versículos bíblicos fora de contexto para demonizarem a atração e o desejo sexual. Na minha humilde opinião, para mim a masturbação é apenas uma válvula de escape para evitar coisa pior. Não enxergo mais a masturbação como algo do Demônio, mas isso é apenas algo normal entre os jovens.
Inúmeros cristãos demonizam o sexo oral e o sexo anal inventando coisas que não têm na Bíblia. Eu desafio os cristãos que demonizam esses atos sexuais a me mostrarem na Palavra de Deus onde esses atos sexuais são coisas do Diabo. O que a Bíblia ensina é que o sexo deve ser feito depois do casamento entre um homem e uma mulher, mas a Palavra de Deus em nenhum lugar especifica como isso deve ser feito. Na Bíblia não existe um manual do que os homens e as mulheres podem fazer ou não depois do casamento. Acho muito feio os cristãos colocarem palavras na boca de Deus, coisas que Deus nunca disse. Eu, particularmente, não tenho interesse no sexo oral e no sexo anal, mas se eu estiver casado e a minha esposa desejar praticar esses atos sexuais, eu a satisfarei com o maior prazer. Só para esclarecer uma coisa aos fariseus legalistas, Sodomia é sexo anal entre dois homens, e não entre um homem e uma mulher. A Bíblia também em nem um versículo sequer proíbe o sexo oral. Quero agora contar algo íntimo meu, mas não contarei nos mínimos detalhes, até porque eu não quero me expor demais, mas, talvez, eu possa ajudar alguém. Eu sou obcecado por mordidas, isto é, eu adoro morder, e, principalmente, eu adoro ser mordido pelas mulheres. Eu descobri que isso faz parte da minha sexualidade, e eu não preciso me reprimir, porque isso é normal. É obvio que eu não irei sair beijando, mordendo, e transando com todo mundo. Em relação ao ato sexual mesmo, me esforçarei para me guardar até o casamento. Não devo satisfação nenhuma para os evangélicos, mas devo satisfação somente para Deus. Decidi escrever este artigo para mostrar que o sexo é uma benção, quando ele é feito dentro da vontade de Deus. O sexo é uma dádiva, e não uma maldição. Sentir prazer não é pecado. O sexo é de Deus.

domingo, 30 de novembro de 2014

O PEQUENO SHAKESPEARE


Você marcou gerações
Crianças de várias épocas te amaram
Gerações riram sempre das mesmas piadas
Você marcou a minha infância
Chapolin é o meu grande herói
Chaves é o meu exemplo
Você partiu, meu querido Chaves.
E, agora, quem poderá me defender?
Agora, que Chapolin partiu?
Você nos mostrou
Que é possível fazer comédia sem apelação
Você nunca usou palavrões
Ou piadinhas obscenas
Para nos fazer rir
Você era puro como uma criança
Como as crianças que você alegrava
Com sua simplicidade e encanto
Eu chorei quando você morreu
E olha que é difícil eu chorar
Tenho um coração duro
Mas você me ensinou a amolecer um pouco esse tosco coração
Você me ensinou a ser criança de verdade
Com você eu tive infância
Meu querido, Chespirito.
Você era pequeno em estatura
Mas grande de coração
Eu realmente espero que você esteja no Céu
Junto com nosso amado, Seu Madruga.
O meu sonho é encontrar vocês no Paraíso
Espero que vocês tenham se encontrado com Deus
Você morreu, meu ídolo.
Mas a sua obra é eterna
Você foi eternizado
Pelos seus personagens
Que alegraram gerações
E que ainda alegrarão por muito tempo, se Deus quiser.
Vá com Deus, Chapolin Colorado!
Obrigado, meu querido Chaves!
Você me mostrou como é bom ser criança
Você mostrou a pureza
Você me mostrou a simplicidade
De fazer humor sem baixaria
Sem promiscuidade
Dê um abraço no Seu Madruga por mim
Nunca te esquecerei
Meu Pequeno Shakespeare
Descanse em paz, Chespirito.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O CRISTÃO DEVE PRATICAR ARTES MARCIAIS?


SOBRE A IDOLATRIA DAS ARTES MARCIAIS:


“Não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas cousas, com o uso, se destroem”. (Colossenses 2:21-22)  

Alguns “ex-satanistas” costumam propagar mentiras sobre as lutas esportivas, pois eles mentem descaradamente deturpando o contexto de versículos bíblicos (que não tem nada a ver com o assunto), e também distorcem o contexto histórico das artes marciais. Os leigos, ou seja, as pessoas que não conhecem as lutas esportivas, acabam acreditando em suas mentiras baseadas apenas em seu preconceito religioso ridículo.

“Um assunto controvertido no Cristianismo de hoje é se um cristão deve ou não praticar artes marciais. Alguns dizem que por causa de sua origem não-cristã (misticismo oriental), nenhuma forma de arte marcial deveria ser praticada por cristãos. Entretanto, uma origem não-cristã, por si só, não pode ser um fundamento suficiente para se rejeitar as artes marciais, uma vez que este ponto de vista comete o erro que chamamos de "falácia genética". O que isto quer dizer? Uma falácia é um argumento enganoso e sem fundamento. O termo "genética" quer dizer neste caso "origem". Assim, uma falácia genética é um argumento infundado que pressupõe que uma vez que a procedência de uma crença ou prática esteja errada (por não ter uma raiz cristã), sem considerar as suas modificações, ela ainda estaria errada hoje”.

               “De fato, se fôssemos coerentes ao aplicar esse tipo de lógica, nós deveríamos abandonar a astronomia, porque suas raízes encontram-se no método da astrologia. Entre os movimentos religiosos que usam e abusam da falácia genética se encontram as chamadas "Testemunhas de Jeová"; estas se recusam a comemorar aniversários natalícios, Natal e Ano-Novo, pelo simples fato de estas comemorações terem origem no paganismo. Em nenhum momento se leva em conta o desenvolvimento e a evolução de uma crença ou prática. Ao invés de cometer a falácia genética, seria melhor tentar verificar o quanto de influência as crenças originais podem ter sobre um objeto de discussão, antes de descartá-lo prematuramente”.
 
A primeira arte marcial a surgir foi à luta “Vajramushti”, que surgiu há mais de 5.000 anos atrás. Essa é uma arte marcial de origem indiana. Não sei muito sobre essa luta, mas sei que como todas as artes marciais, a sua origem é militar, isto é, ela foi criada para o combate, e não necessariamente para se cultuar os deuses. Se essa luta se originou na religião hindu ou qualquer outra religião pagã não importa, porque a origem não quer dizer nada. O que importa é o desenvolvimento dessa coisa durante o curso da História, pois muitas coisas (como as artes marciais) mudaram com o passar dos séculos, e sua influência idolátrica não é tão forte hoje como foi no passado. Portanto, há como separar a luta da idolatria. Inclusive, a aliança matrimonial também tem origem na religião hindu, mas nem por causa disso os religiosos que condenam as lutas esportivas deixam de usá-la.
 
                O homem que criou o Kung Fu original foi Huang Di, o Imperador Amarelo, que além de ser militar, também era médico e um grande intelectual. Ao contrário do que muitos pensam, não foi Bodhidharma quem criou o Kung Fu, mas, sim, Huang Di. Tanto Huang Di quanto Bodhidharma eram homens bons que tinham caráter, ou seja, eles não eram maus por não terem conhecido a Deus. Ninguém lhes pregou o Evangelho da Salvação, portanto, não teria como esses grandes guerreiros se converterem mesmo. O Imperador Amarelo viveu há mais de 4.000 anos atrás, então, ele foi do Antigo Testamento (da Dinastia Qin). O 28º patriarca do Budismo foi do Novo Testamento, mas o Evangelho não havia chegado à China naquela época, portanto, não teria como ele se converter ao Cristianismo também. Mas, apesar desses precursores do Kung Fu não terem sido cristãos, eles ensinavam princípios e valores parecidos com os ensinamentos judaico-cristãos. Kwan Kun, o guerreiro lendário do Kung Fu, também era um bom exemplo a ser seguido, pois ele era muito íntegro, honesto, e honrado. Não devemos idolatrar esses homens, mas podemos seguir como bons exemplos os seus princípios de honra e de justiça. 
 
A guerra é uma arte, e artes marciais significam “artes militares”, ou seja, a sua origem não é religiosa, mas, sim, militar. As artes marciais não são um culto ao deus romano Marte, até porque, essas lutas esportivas são orientais, e Marte, é um deus ocidental. Wushu significa “Técnica Militar”, isto é, a origem do Kung Fu é o serviço militar chinês e não o culto ao Buda, até porque, Siddhartha Gautama nasceu provavelmente 1.500 anos depois de surgir o Wushu, portanto, não teria como essa arte marcial ter origem budista. Lao-Tsé também nasceu depois do surgimento do Kung Fu, portanto, o Wushu também não tem origem taoísta. Bodhidharma não foi o criador do Kung Fu, porque o Wushu surgiu há vários séculos antes dele nascer. O 28º patriarca do Budismo recodificou essa arte milenar, mas não a criou. Ele é apenas o criador do Kung Fu Shaolin, mas não do Wushu primitivo.

O teatro tem origem pagã e foi criado para homenagear os deuses gregos, em especial a Dionísio, o deus da loucura e do vinho, mas nem, por isso, o teatro deixa de ser usado como instrumento de evangelismo nas igrejas e inúmeras almas já foram ganhas para Cristo através dele.

A saudação “Kin Lai” tem origem pagã, mas o aperto de mão também se originou no paganismo. Então, será que teremos que parar de apertar as mãos dos outros? Claro que não. Condenar as coisas por causa de sua origem é falácia genética, ou seja, algo sem fundamento algum. A saudação do Wushu é o mesmo que bater continência, isto é, é um gesto de respeito.    

Alguns religiosos hipócritas condenam muitos estilos de Kung Fu pelo simples fato dos lutadores imitarem os movimentos dos animais. Os lutadores que fazem isso não estão cultuando os animais, porque os mestres que criaram esses estilos não os criaram com a intenção de se cultuar os animais, mas, apenas, eles observavam os animais lutando pela sobrevivência e copiaram os seus movimentos. Outros fariseus condenam as artes marciais por causa das cores das faixas, mas foi Deus quem criou todas as cores e não o Diabo. Em cada cultura as cores têm os seus significados, mas nenhuma cor influencia as vidas dos cristãos.


Um argumento muito usado pelos religiosos fanáticos é que tudo o que o Diabo usa é dele. O interessante é que Satanás usou a Palavra de Deus para tentar Jesus no deserto. Os versículos bíblicos usados fora de contexto podem levar a perdição. Portanto, todas as coisas podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal.

Alguns “ex-satanistas” adoram demonizar as lutas esportivas alegando que são coisas do Diabo. O interessante desses “ex-satanistas” é que eles aparentemente permanecem satanistas, porque continuam ensinando os ensinamentos satânicos que aprenderam no Satanismo. A verdade bíblica é que Satanás não é dono de nada, porque nem a chave da própria casa ele tem. Jesus Cristo tem as chaves da morte e do Inferno.


SOBRE A VIOLÊNCIA DAS ARTES MARCIAIS:


                             “Igualmente o atleta não é coroado, se não lutar segundo as normas”. (2 Timóteo 2:5)

                             A Bíblia relata sobre alguns homens que lutavam e que eram bons exemplos. Militares romanos que sabiam lutar Pancrácio (a arte marcial grega) e que também utilizavam armas letais para matarem nas guerras. A própria Palavra de Deus relata que esses guerreiros eram homens íntegros e que são bons exemplos a serem seguidos.
                            
            “Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era considerado por Deus e pelos próprios judeus como um exemplo de ser humano bom e piedoso, pois esse militar era justo e temente a Deus. O apóstolo Pedro, em nenhum momento o recriminou pelo fato de ele ser militar, mas, sim, pelo fato de ele ser gentio. Mas, mesmo, Cornélio sendo um oficial do Exército Romano, Deus olhou para esse combatente, com amor e compaixão, e, principalmente, com admiração. O centurião Cornélio é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
           
O centurião de Cafarnaum, assim, como o centurião Cornélio, era um bom exemplo de militar, que ganhou elogios do próprio Jesus Cristo, que viu uma tremenda fé nesse oficial romano, que nem os próprios judeus, que eram de Israel, o povo de Deus, tinham. Esse militar era honesto e íntegro. Portanto, a própria Palavra de Deus elogia o trabalho dos militares, quando estes, são bons e justos.

            O centurião Júlio mencionado no capítulo 27 do Livro de Atos, também era um oficial romano muito digno e honrado, que tratou o apóstolo Paulo com muita humanidade e dignidade. Todos os centuriões mencionados no Novo Testamento eram justos e honestos, isto é, bons exemplos a serem seguidos.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo reconheceu o uso legítimo da força aplicada pelas autoridades constituídas contra os criminosos, portanto, os militares e policiais, têm a autorização e a aprovação de Deus para usarem a violência contra os bandidos, porque essa é a vontade de Deus. Paulo indicou o uso legítimo de armas letais contra os marginais quando necessário. Portanto, até o “Apóstolo dos Gentios’ apoiava o combate.
                                                                                                       
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro também reconheceu que a função dos militares e policiais é usar a violência (dentro da lei) para castigar os malfeitores. Tanto Paulo quanto Pedro reconheciam o uso legítimo da força bruta e até de armas letais para se punir os criminosos. Se a Bíblia autoriza até militares e policiais matarem na guerra se for necessário (segundo Paulo, os soldados e policiais são ministros de Deus), seria uma grande incoerência a Palavra de Deus condenar a prática de lutas esportivas.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados. Todos os soldados sabiam lutar Pancrácio, que era a arte marcial oficial do Exército Romano.

            Um Pai da Igreja chamado Tito Flávio Clemente, conhecido como Clemente de Alexandria, foi um grande teólogo e filósofo cristão do século II. Clemente defendia a prática de esportes (principalmente, do Pancrácio, a arte marcial grega). Clemente de Alexandria relata que a prática do Pancrácio era comum entre os cristãos primitivos do segundo século. No século II, surgiram os primeiros filósofos e historiadores cristãos. Desde o primeiro século, existiam soldados cristãos, mas eram bem poucos, devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses. Com certeza, no século I já existiam lutadores de Pancrácio cristãos (até porque todos os soldados aprendiam Pancrácio para poderem lutar nas guerras). No século II, o alistamento militar e a prática do Pancrácio se tornaram mais comuns entre os cristãos primitivos.


CONCLUSÃO:


Condenar as artes marciais por causa de sua origem é coisa de gente imbecil, pois teria que se condenar outras coisas de origem pagã também, e não só as lutas esportivas. Segundo João Batista e os apóstolos, Pedro e Paulo, combater não é errado. Na Igreja Primitiva, existiam militares cristãos que combatiam e não se envolviam com a idolatria grego-romana, portanto, é possível lutar sem cultuar outros deuses. Hoje, existem academias cristãs onde os alunos não reverenciam quadros, estátuas e tatames, ou seja, eles não se envolvem com práticas idolátricas. Todos os cristãos têm o direito de pensarem como quiser, mas eles não podem condenar o que não conhecem e nem julgar injustamente irmãos inocentes. Os cristãos podem praticar artes marciais, portanto, que se abstenham da idolatria.


AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.