sexta-feira, 12 de julho de 2019

DOUTRINAÇÃO DIABÓLICA (AS TRADIÇÕES SATÂNICAS DO CRISTIANISMO)



Filipe Levi 12/07/19
DOUTRINAÇÃO DIABÓLICA (AS TRADIÇÕES SATÂNICAS DO CRISTIANISMO)



INTRODUÇÃO:


“A causa de Deus nem sempre é de sucesso; nós realmente podemos ser “mal sucedidos” e, ainda assim, estar no caminho certo”.
(Dietrich Bonhoeffer)

As construções ideológicas em geral são mentiras muito bem elaboradas. Tipo, o famoso “telefone sem fio”. Quando uma mentira é dita mil vezes, essa mentira se torna numa “verdade”. Assim, se constrói uma construção ideológica. As construções ideológicas podem ser classificadas literalmente como “doutrinação” tanto política quanto religiosa. As construções ideológicas muitas vezes são “bordões”, “chavões”, “pensamentos políticos” ou “doutrinas religiosas”. Uma construção ideológica quando não é uma mentira descarada, pode também ser muitas vezes uma “meia verdade” ou uma “mentirinha disfarçada”. Os religiosos, intelectuais e políticos mal-intencionados costumam usar as construções ideológicas como armas para poder controlar e explorar algum povo desprovido de conhecimento e de senso crítico.

As cinco maiores ameaças do Cristianismo são: O Pacifismo, a Satanização da Sexualidade (Sexo), o Antissemitismo, o Entretenimento (Pão e Circo) e o Legalismo (radicalismo e fanatismo religioso). O Pacifismo, a Satanização da Sexualidade e o Antissemitismo assombram a Igreja de Cristo desde a época do Cristianismo Primitivo. Nas últimas décadas, o Entretenimento tem "substituído" o Evangelho de Cristo, pois o povo só quer saber de "Pão e Circo" mesmo. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o serviço militar, a defesa pessoal e a Guerra Justa (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre defendeu o prazer sexual (Cantares - Cântico dos Cânticos). O Deus da Bíblia é o Deus de Israel, o Deus dos hebreus. Jesus é o Rei dos judeus. O Legalismo é a falsa santidade pregada pelos fariseus. Essas construções ideológicas satânicas, demoníacas e diabólicas devem ser quebradas para o próprio bem da Igreja.

O CÂNCER DA IGREJA (ENTRETENIMENTO E LEGALISMO):

O Legalismo (fanatismo e radicalismo) e o Entretenimento (Pão e Circo) são as maiores ameaças do Cristianismo. Não há nenhum lugar sequer na Bíblia que ensine que é a obrigação da Igreja entreter e divertir as pessoas. O Legalismo era o principal alicerce do Sinédrio (fariseus e saduceus). O Diabo se encontra nos extremos. Os cristãos costumam cometer dois erros fatais; eles vêem o Diabo em todo lugar ou não vêem Satanás em lugar nenhum. O Legalismo é um câncer que corrói os alicerces da Igreja de Cristo, mas o Entretenimento (Pão e Circo) também é outro câncer maldito que deve ser extirpado da Igreja.

SEJA DIGNO DE SUA AUTORIDADE (RESPEITE O SEU PODER):

O guerreiro que não respeita a sua espada não é digno de sua espada. O policial que não respeita o seu distintivo não é digno de seu distintivo. O oficial que não respeita a sua patente não é digno de sua patente. O marido que não respeita a sua esposa não é digno de sua esposa. Os pais que não respeitam os seus filhos não são dignos de seus filhos. O governante que não respeita o seu povo não é digno de seu povo. O pastor que não respeita as suas ovelhas não é digno de suas ovelhas. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger.

SEJA UM HOMEM DE VERDADE (SEJA ÍNTEGRO):

Quem é forte se defende sozinho, mas o mais forte defende os outros. A obrigação do forte é proteger o fraco. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. Se quiser testar o caráter de alguém, dê a ele poder. Diante das provações o nosso caráter é forjado e revelado. Como uma manada de animais selvagens, o dever dos adultos (dos mais velhos e mais fortes) é sempre proteger os mais novos e mais fracos. O dever do líder é servir. O dever do governante é servir o seu povo. O verdadeiro sentido bíblico de liderança é servir. O dever do pastor é servir e proteger as suas ovelhas. O dever do marido é honrar e proteger a sua esposa. O dever dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos. O dever de um soldado é salvar vidas. O dever de um cavaleiro é proteger os fracos. O dever de um guerreiro é defender os indefesos. As mulheres são tesouros que nós, homens, devemos honrar e proteger, mesmo que isso comprometa a nossa integridade física ou corramos risco de vida. Isso é ser homem de verdade. Satanás, o Diabo, tenta desfigurar a imagem do homem nas famílias, pois com uma péssima referência masculina (paterna), as pessoas crescem traumatizadas e, muitas vezes, revoltadas com o próprio Deus. O Reino de Deus precisa de homens de verdade (homens corajosos e ousados) que tenham peito e coragem para proteger os fracos, combater o mal e fazer a diferença na sociedade.

SERVIÇO MILITAR VERSUS PACIFISMO:

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Eu sou contra o serviço militar obrigatório, porque só deve se alistar nas Forças Armadas quem tem vocação, desejo e interesse em ser militar (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Mas, com certeza, sou mais contra ainda o Pacifismo "obrigatório", porque se você não gosta de armas, não quer se defender e nem proteger os outros, o problema é seu. O legalista sempre quer impor o seu legalismo para os outros, uma falsa "santidade" que, muitas vezes, nem os próprios legalistas conseguem viver, mas adoram cobrar dos outros.

A JUSTIÇA E A VINGANÇA:

Há séculos, um samurai foi incumbido de vingar a morte de seu mestre, pelejou contra o assassino e o derrotou. Quando o samurai estava prestes a executá-lo, o assassino ficou desesperado e cuspiu em seu rosto. O Guerreiro Sagrado guardou a sua espada (Katana) e foi embora, pois era desonroso para um samurai matar por motivos pessoais. Há diferença entre vingança e justiça e muitos leigos acabam confundindo uma com a outra. A própria Bíblia é a favor da justiça, mas não da vingança. A justiça é necessária para a punição e castigo dos malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A vingança é apenas uma resposta emocional baseada no ódio e no rancor, mas a justiça é baseada na coragem e na honra.
OS COVARDES (BONZINHOS) SÃO SEMPRE OS PIORES:

“A consciência de uma alma justa se firma na busca constante em livrar da opressão as almas injustiçadas”.
(Anísio Ferreira Souza)

Os "bonzinhos" são sempre os piores, porque é por causa deles que os maus prevalecem. Há diferença entre amor e omissão. Perdoar não é se omitir. Se você adora usar "chavões e bordões" como "paz, amor e perdão" para justificar a sua covardia e omissão, você não é "paz e amor", você só é covarde mesmo.

A BASE DA TEOLOGIA:

"A Hermenêutica é a ciência da interpretação bíblica, Exegese é a compreensão do significado do texto dentro de seu contexto e a Homilética é a arte da pregação, como preparar e comunicar um sermão".

O DIABO É O PAI DA MENTIRA (AS CONSTRUÇÕES IDEOLÓGICAS CRIADAS POR SATANÁS DURANTE A HISTÓRIA DA IGREJA):


Desde o primeiro século, a Igreja Cristã se envolveu com a hipocrisia e os cristãos primitivos pregavam ensinamentos que Jesus e seus apóstolos nunca pregaram, como, por exemplo, a demonização das autoridades governamentais, o Antissemitismo e a Satanização da Sexualidade e do Sexo. Os cristãos e os hebreus não se davam bem e se odiavam, e a maioria dos seguidores de Cristo não se alistava no Exército e nem ocupava cargos públicos, pois acreditava que as instituições humanas eram demoníacas. O apóstolo Paulo disse que as autoridades governamentais são instituídas (estabelecidas, colocadas no poder) por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7), mas os “cristãos pacifistas” ignoraram isso descaradamente. Pedro ensinou exatamente a mesma coisa (1 Pedro 2:13-17). João Batista apoiava o serviço militar, portanto, que os soldados exercessem a sua função e dever com honestidade (Lucas 3:14). O próprio Jesus reconheceu que a autoridade que Pilatos tinha fora concedida por Deus, e Ele mesmo ensinou que é para dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.


A Igreja Primitiva se auto-intitulava “Ekklesia”, e esse nome em sua origem significava “assembléia popular”, formada por cidadãos, que se reuniam para discutir sobre política, em Atenas, na Grécia. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. Então, será mesmo que as autoridades constituídas são do Diabo ou elas foram instituídas por Deus como as Escrituras Sagradas ensinam?


Desde o primeiro século Satanás, o Diabo, tem insistido, compulsivamente, em duas construções ideológicas, o Pacifismo e a Satanização da Sexualidade e do Sexo, para poder oprimir os cristãos. As Escrituras (inclusive, o Novo Testamento) ensinam, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (e não por Satanás). O Novo Testamento também deixa bem claro que Deus apoia e aprova a prática sexual no contexto do casamento (Deus criou o Sexo e não o Diabo). Então, por que será que Satanás insiste tanto nessas construções ideológicas diabólicas? O Diabo é um grande estrategista, portanto, o cara não dá “ponto sem nó”. Com certeza, Satanás, tem algum plano maléfico por detrás disso. O Diabo não é tolo. Se ele insiste tanto em propagar o Pacifismo (omissão diante do mal) e a Satanização da Sexualidade (demonizar o prazer sexual), ele desde a época da Igreja Primitiva, já tramava algo diabólico com tudo isso.

Há diferença entre Pacificação e Pacifismo. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre ser "paz e amor" e ter compaixão. Há diferença entre amor e omissão. Se omitir diante do mal é ser covarde e conivente com a maldade mesmo, e não ser "paz e amor". Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17) deixam bem claro isso na BÍBLIA (A PALAVRA DE DEUS). João Batista, o precursor do MESSIAS em (Lucas 3:14) deixa bem claro a opinião dele sobre o serviço militar também. Se você quer ser covarde e omisso, ou seja, pacifista, o problema é seu, mas, por favor, não invente coisas na Bíblia que a Bíblia nunca ensinou, e nem coloque palavras na boca de Deus, que Deus nunca disse.

Há diferença entre vingança e justiça. A vingança é baseada no ódio e no rancor, ou seja, é apenas uma resposta emocional. A justiça nunca é por motivos pessoais ou egoístas, mas, sim, baseada na honra. O próprio Deus estabeleceu as autoridades governamentais (magistrados, soldados, policiais e governantes) para castigar os malfeitores e para enaltecer os cidadãos de bem. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17) reconheceram que os agentes do Estado (oficiais do rei) são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O dever dos fortes é defender os fracos. O propósito dos heróis é proteger os indefesos. Nós, homens de Deus, temos que ser a voz daqueles que não podem falar. Nós devemos ajudar aqueles que ninguém ajuda. Nós devemos lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. O Pacifismo é demoníaco, ou seja, é de procedência maligna mesmo. O Pacifismo é totalmente contrário aos ensinamentos das Escrituras. O Deus do Antigo Testamento é o mesmo Deus do Novo Testamento (Deus não é bipolar). Jesus nunca foi "Hippie" e nem "um grande pacifista". Isso é uma construção ideológica diabólica para pregar a omissão e o conformismo diante do mal. Satanás, o Diabo, é o Pai da Mentira, ou seja, ele é um mestre na arte da calúnia e da enganação. Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica. A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre defendeu os oprimidos e desamparados. As Escrituras sempre ensinaram que devemos proteger os inocentes e lutar pelo que é justo. Há diferença entre vingança e justiça. Ter senso de justiça e criticar as coisas erradas não é pecado. Pecado é acobertar os erros dos malfeitores em nome de um falso amor e de uma paz falsificada. A omissão diante da maldade é pecado. Quando você se omite diante da opressão, você escolhe o lado do opressor. Quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante do mal, nós somos cúmplices.

Satanás, o Diabo, pode ser metódico e sistemático, mas ele não é tapado e nem ignorante. Ao contrário, da maioria das pessoas mais velhas (que são um bando de velhos soberbos, arrogantes, ignorantes e tapados), Satanás soube aproveitar muito bem os seus milhares de anos de experiência. Com certeza, o fato de Satanás introduzir no Cristianismo o maldito Pacifismo e a Satanização da Sexualidade e do Sexo foi algo planejado e premeditado pelo Diabo. O Novo Testamento, ou seja, Jesus e os seus apóstolos nunca demonizaram as autoridades governamentais, pelo contrário, Cristo e seus discípulos sempre ensinaram a submissão às autoridades legalmente constituídas e que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para manter a lei e a ordem na sociedade. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17) deixaram bem claro que o dever das autoridades governamentais (principalmente, dos soldados, policiais e magistrados) é punir os maus e louvar os bons, porque os agentes do Estado são ministros de Deus. O Cântico dos Cânticos (Cantares), assim, como o Livro de Provérbios falam muito do Sexo (do "famigerado" ato coito mesmo) e de outras práticas sexuais, obviamente. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca demonizou o serviço militar (Lucas 3:14) e os cargos públicos (Daniel 2:20-21 e Daniel 5:20-21). As Escrituras nunca, jamais satanizaram a Sexualidade e o Sexo no contexto do casamento (entre um homem e uma mulher). Os hebreus, no Antigo Testamento, nunca tiveram problemas nessas áreas (Estado e Sexo). Satanás, o Diabo, armou isso para cima da Igreja, e os cristãos caíram direitinho na sua lábia enganosa e acreditaram nas suas mentiras diabólicas. Por que será que Satanás insistiu tanto nessas heresias demoníacas durante mais de dois mil anos (Pacifismo e satanização do prazer sexual)? O Diabo além de ser músico, também era um líder militar. Satanás é um estrategista (o cara não comanda o reino do Submundo, porque é burro). O Legalismo, o Fanatismo e o Fundamentalismo Religioso, sempre foi a sua maior arma para denegrir a imagem do Cristianismo. Ideologias distorcidas da Sexualidade (baseadas no Estoicismo e no Ascetismo) não procedem de Deus. O Senhor nunca ensinou em sua Palavra que o prazer sexual é do Diabo, mas, sim, que os prazeres sexuais (práticas sexuais) devem ser usufruídos dentro da sua vontade (no contexto do casamento). Há diferença entre Pacifismo e Pacificação. Há diferença entre ser pacifista e ser pacificador. Há diferença entre amor e omissão. Há diferença entre Legalismo e Santidade. Não importa o que os Pais da Igreja ensinaram ou deixaram de ensinar se os seus ensinamentos são contrários a Bíblia, a Palavra de Deus. Não importa o que você acha ou deixa de achar. O que você pensa ou deixa de pensar não importa. A única coisa que importa é o que as Escrituras ensinam, e não no que você quer acreditar. Primeiro, o que a Bíblia (a Palavra de Deus) ensina, depois, talvez, quem sabe, a sua opinião e o seu achismo. O Pacifismo e a Satanização do Sexo são construções ideológicas construídas pelo Diabo para oprimir a Igreja. Portanto, cristãos, é a sua obrigação e o seu dever desconstruir essas construções ideológicas infernais e satânicas. O Novo Testamento sempre defendeu a Guerra Justa, a legítima defesa e a existência de governos civis e de forças militares para se manter a lei e a ordem nesse mundo decaído por causa do pecado (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Jesus e os apóstolos sempre defenderam o casamento e a família. O Sexo foi criado por Deus, e não pelo Diabo. A Sexualidade procede de Deus, e não de Satanás. Os religiosos legalistas e hipócritas sempre colocaram palavras na boca de Deus, que Deus nunca disse. Os religiosos fanáticos e fundamentalistas sempre cobraram uma “santidade” das pessoas que o próprio Deus nunca cobrou de ninguém. Portanto, essas construções ideológicas infernais e diabólicas devem ser quebradas.

A OPINIÃO DO PROFETA DANIEL (ANTIGO TESTAMENTO):

“Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)

O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.

"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)

O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.

JESUS E AS AUTORIDADES DO SEU TEMPO:

“Jesus, aquele a quem em tudo devemos imitar, veio ao mundo em uma época difícil. O seu país estava sob o domínio do poderoso Império Romano e muitos dos direitos dos cidadãos do seu povo não eram respeitados. César era o soberano senhor de um vasto império e mantinha o poder com mão de ferro. Além disso, as autoridades religiosas do seu país haviam se corrompido a tal ponto que foi preciso Ele fazer uma "limpeza" no Templo expulsando os camelôs e os cambistas de lá.

Contudo, por pelo menos duas vezes, Jesus defrontou-se com momentos decisivos na área de submissão a autoridade. A primeira delas foi quando os cobradores do imposto do Templo confrontaram a Pedro perguntando se Jesus pagava ou não o imposto das duas dracmas (Mt 17:24-27). A segunda foi quando alguns espertalhões, que o queriam pegar em cilada, lhe perguntaram se era certo ou não pagar imposto a César (Mt 22:15-22; Mc 12:13-17; Lc 20:20-25).

Na primeira ocasião, Jesus disse a Pedro, que fosse ao mar e lançasse o anzol, pois no primeiro peixe que ele fisgasse teria uma moeda de valor suficiente para pagar o imposto de Jesus e o dele. Na segunda ocasião, a resposta d’Ele foi: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Ou seja, ao filho de Deus é certo pagar imposto ao Estado. Mas a autoridade do Estado não é ilimitada, acima dele está Deus. O Deus que a tudo vê e conhece o coração de todos os homens. Até mesmo o de César! A César o imposto; a Deus, e somente a Ele, a adoração.

Atentar para o verbo grego usado por Jesus, nos ajudará a entender a força e o sentido do Mandamento do Senhor. Ele usou o verbo apodote (de apodidomi - que significa: dar o que é devido; devolver; pagar de volta; entregar) em lugar de dounai (de didomi - que significa simplesmente dar). Os três evangelistas usaram a mesma palavra, significando assim que temos uma obrigação tributária para com o Estado.

Quando caiu nas mãos das autoridades judaicas que o entregaram para as autoridades romanas, Jesus, não questionou o seu poder, aliás, o seu abuso de poder. Por que Ele não fez isso? Creio que a sua resposta a Pilatos nos ajuda a entender a sua atitude aparentemente apática. Pilatos lhe disse que tinha autoridade para matá-lo ou para livrá-lo da morte. Então, Jesus lhe disse: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada" (Mt 22:37). Ou seja, Jesus sabia que acima de Pilatos, acima do Império Romano estava aquele que tem o controle total da situação, Deus. Pilatos estava no poder porque Deus, por mais contraditório que pareça, o havia colocado ali.

Assim, sendo, podemos notar que até mesmo aquele que tem todo o poder do Universo, o Senhor Jesus, quando se fez homem respeitou e obedeceu a lei dos homens.” (Jabesmar A. Guimarães)


OS AGENTES DO ESTADO (INSTRUMENTOS DA JUSTIÇA DE DEUS):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (colocadas por Deus no poder) para punir os maus e louvar os bons. A função e o dever das autoridades legalmente constituídas é reprimir o mal e louvar o bem. O Estado tem o poder da espada para punir criminosos e malfeitores dentro de sua jurisdição, e também para defender a sua nação de invasores externos (homens maus) que ameacem a segurança de seu país. Paulo pregou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus, ou seja, estão a serviço de Deus para castigar os malfeitores e para proteger os cidadãos de bem. Deus não apenas permitiu as autoridades governamentais, mas as instituiu (colocou no poder) para fazer justiça. As autoridades legalmente constituídas são instituídas por Deus para reprimir o mal, ou seja, os magistrados, soldados e policiais são instrumentos da justiça de Deus. O sentido bíblico de liderança é “servir e proteger”. O governante deve servir ao seu povo. Os soldados e magistrados devem proteger os cidadãos de bem e reprimir o crime. A palavra usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena capital (espada que era usada para combater nas guerras e para executar criminosos perigosos). Paulo não só legitimava o uso da força bruta (combate físico), mas também o uso de armas letais (matar os malfeitores). 

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro era a favor da lei e da ordem, assim, como o apóstolo Paulo, pois até ele reconhecia que era necessário que os agentes do Estado (ministros de Deus) usassem a força bruta (castigos físicos) para castigar os criminosos. Além de Paulo, Pedro também defendia o uso da força (combate bélico) por parte do Estado para se fazer justiça. Os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para o bem-estar da sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

O grande e poderoso profeta, João Batista, quando batizou alguns soldados, ele não lhes condenou por serem combatentes, pelo contrário, esse grande e extraordinário profeta lhes aconselhou a serem militares, portanto, que exercessem a sua função (o seu trabalho) com honestidade e integridade. João Batista foi o maior de todos os profetas e o homem mais justo que existiu sobre a Terra (além de Jesus, obviamente).

“Estas são as minhas instruções: Ore, faça súplicas, pedidos e dê graças por todos os homens. Ore dessa forma pelos reis e por todos os outros que exercem autoridade sobre nós ou que ocupam cargos de alta responsabilidade, a fim de que possamos viver em paz e tranqüilidade, passando o nosso tempo vivendo piedosa e dignamente. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador. Pois ele deseja que todos sejam salvos e compreendam esta verdade”: (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado”?
(Leonard Ravenhill)

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais comum). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado para poder pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (arma usada para matar mesmo). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens que não têm palavra (pessoas mentirosas), e que precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que eles estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramentos. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge.

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a matar quando realmente há necessidade. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

O CRISTÃO PODE SER SOLDADO OU POLICIAL?

O cristão pode ser soldado ou policial? Paulo, Pedro e João batista deixam bem claro as suas opiniões sobre o serviço militar e o combate em (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). As autoridades governamentais (inclusive, as forças de repressão ao crime) são estabelecidas e instituídas por Deus. Os soldados e policiais são ministros de Deus para castigar e punir os malfeitores (bandidos, corruptos e terroristas). A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o combate, tampouco proibiu os cristãos de exercerem algum cargo público ou militar. Tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento sempre defenderam o direito que os inocentes têm de se defenderem ou de serem protegidos por alguém. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a legítima defesa ou a Guerra Justa. Se você quer ser pacifista, o problema é seu, mas não ouse colocar palavras na boca de Deus que Deus nunca disse, e nem inventar coisas na Bíblia que a Bíblia nunca ensinou.

O CRISTÃO PODE PRATICAR ARTES MARCIAIS?

O cristão pode praticar artes marciais? Portanto, que o cristão use a luta como esporte ou como defesa pessoal e se abstenha da idolatria, ele, pode, sim. A violência deve ser usada enquanto uma contingência e não como objetivo. O cristão deve ser forte e habilidoso para poder se proteger e defender o mais fraco. O cristão não deve reverenciar quadros e estátuas e somente deve usar os seus punhos e as armas em prol da justiça, ou seja, para combater o mal e proteger os indefesos. Lute em prol da justiça! Lute em prol dos outros! Proteja os fracos e os indefesos. Seja um protetor. Seja um defensor. Seja um herói.

A ESPADA DO ESPÍRITO:


"Os guerreiros também são feridos e chegam até ser derrotados, mas jamais largam a espada".
(Sid Aguiar)


“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.


O CAMPO DAS CONVICÇÕES (A ESTRATÉGIA DO DIABO):

"A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo". (Leonard Ravenhill)

O campo das convicções é o grande alvo do Diabo. Satanás costuma usar mais “meias verdades” do que “mentiras descaradas”. Uma mentira descarada chocará de imediato, mas uma “mentirinha bonitinha e fofinha” não chocará tanto, pelo contrário, será aceita, inclusive, pelos crentes da Igreja. Versículos bíblicos usados fora de seus verdadeiros contextos (falta de exegese) são o que Satanás e os seus falsos profetas mais fazem. Sempre distorcendo as Escrituras para forçar a Bíblia, a Palavra de Deus, a pregar somente o que lhes é conveniente, ou seja, apenas o que lhes convêm. Os “bordões”, “chavões”, “jargões”, “frases feitas”, “frases clichês” e “frases de efeito ruim” dos crentes comprovam isso. A apatia está por toda parte e a omissão dita às regras.

O CIRCO GOSPEL (O SHOW TEM QUE ACABAR):


“Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da Palavra de Deus.”
(Augustus Nicodemus)


O Entretenimento se tornou em uma das maiores ameaças da Igreja de Cristo. Existem dois extremos ruins (Ascetismo e Hedonismo – Estoicismo e Epicurismo). O Legalismo (fundamentalismo e fanatismo religioso) se enquadra na hipocrisia religiosa e no falso moralismo (Ascetismo e Estoicismo); já o Entretenimento (Hedonismo e Epicurismo); que são shows, espetáculos, danças e modismos se enquadra melhor no Pão e Circo mesmo. Além das três construções ideológicas que Satanás, o Diabo, tem insistido em enfatizar desde o primeiro século (Pacifismo, Satanização da Sexualidade e Antissemitismo), o Príncipe das Trevas já há um bom tempo tem usado o Entretenimento (Pão e Circo) para gerar “falsas conversões”, afastando as pessoas do verdadeiro Evangelho. Os cristãos precisam aprender a ter equilíbrio (sabedoria), entre o Pacifismo e a violência gratuita; entre a Satanização da Sexualidade e a “putaria”; entre o Antissemitismo e a Judaização da Igreja. Assim, também, os cristãos precisam aprender a ter equilíbrio entre o Legalismo e o Entretenimento. Não sou contra música (amo música), também não condeno as pessoas se divertirem e serem felizes, mas a Igreja é um lugar para as pessoas buscarem e adorarem a Deus (estudar a Bíblia), e não um “clube”. Se quiserem se divertir vão a um parque, a um shopping, a uma danceteria, ao cinema ou para um teatro, não tem problema (fora da Igreja). Não sou legalista, mas o show tem que parar.

CONCLUSÃO:

"Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que têm a coragem de não serem atuais".
— G. K. Chesterton.

A guerra sempre cobra o seu preço. Geralmente, o homem que deseja fazer a diferença costuma sofrer muito. Muitas vezes, quem ousa tentar mudar o que está errado, é rejeitado e desprezado pelos homens. Grandes heróis do passado foram martirizados e perseguidos, porque ousaram fazer o bem. Ter bondade é ter coragem. Quando você tem compaixão pelos fracos. Quando você defende os indefesos e protege os inocentes. Isso demonstra que você é um herói de verdade. Mas, saiba, que se você for um herói, você será perseguido e odiado, e pode ser ferido e até morto por sua ousadia. A guerra sempre cobra o seu preço. Você está disposto a pagar esse preço?

"A coragem é contagiosa. Quando um homem valente permanece firme, os outros também endurecem.” (Billy Graham)

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.




terça-feira, 9 de julho de 2019

OS PORTÕES DO SUBMUNDO (AS PORTAS DO INFERNO FORAM ABERTAS)



Filipe Levi
OS PORTÕES DO SUBMUNDO (AS PORTAS DO INFERNO FORAM ABERTAS)

Yahweh, o Único Deus, o Deus que está acima de todos os deuses, criou os céus e a Terra. O Todo-Poderoso criou o Universo e os planetas. Ele criou as galáxias e as estrelas. Adonai deu vida a todos os habitantes da Terra. Jeová criou o homem a sua imagem e semelhança e também criou a mulher para ser sua companheira e auxiliadora (o principal ministério do homem é a mulher). Mas o pecado separou o homem de Deus, e trouxe a morte e a destruição ao mundo. No Antigo Testamento, Deus escolheu os hebreus para serem o seu povo. O povo de Israel representava Deus diante de todas as nações do mundo. Naquela época, Satanás, o Diabo, escravizava e enganava as nações como bem entendia. Mas Jesus Cristo, o Messias, veio ao mundo sofrer e morrer pelo seu povo, os escolhidos e eleitos de Deus antes da fundação do mundo. O sangue de Jesus os comprou e os resgatou das trevas, lhes dando a vida eterna. Cristo venceu a morte e o Inferno, pois o pecado não tinha mais poder sobre os escolhidos de Deus, os eleitos predestinados antes da fundação do mundo.
A maldade se apoderou do coração humano e se espalhou sobre toda a Terra. Satanás, o Diabo, passou a escravizar a humanidade por meio do pecado. Tudo parecia estar perdido, mas havia uma esperança. Deus enviou o seu Único Filho, para morrer pelo seu povo. Deus salvaria e vingaria o seu povo. Jesus era o Grande Libertador do povo de Deus. O Cristo anunciado pelos profetas no passado. O homem que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Ele comia e bebia com os pecadores. Os religiosos hipócritas o odiavam. Os falsos moralistas o detestavam. O Messias que veio quebrar as velhas tradições. As tradições dos velhos fariseus. O profeta que andava com os mais humildes e com a escória da sociedade. Um agitador político? Seria Jesus um líder dos Zelotes? Um revolucionário que tentava derrubar o Império Romano? Não! Ele era o Messias que veio instalar o Reino de Deus na Terra, mas não como os judeus esperavam.
Jesus, o Messias, já havia sido anunciado pelos profetas do passado. Cristo sofreu torturas terríveis, foi humilhado pelo seu próprio povo. Ele foi brutalmente espancado e crucificado, para que o seu sacrifício salvasse os seus escolhidos da escuridão. Jesus sofreu e morreu, mas no terceiro dia ressuscitou, vencendo a morte e o pecado. Cristo tem as chaves da morte e do Inferno. Satanás não tem nem a chave de sua própria casa. Jesus veio libertar as pessoas da opressão do Maligno, para trazê-las para a sua maravilhosa Graça. A Salvação não é pelas obras, mas é pela Graça. Somente a Graça de Deus, por meio de Jesus Cristo, pode salvar os homens da opressão do pecado e das chamas do Inferno. Jesus é o Único Caminho para se chegar até Deus. Não existe outro caminho. Jesus é o Caminho. Somente Cristo pode salvar o ser humano de sua natureza pecaminosa. Ele é o Salvador e o Grande Libertador que os judeus sempre esperaram. O Messias veio para nos salvar. Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o Grande Salvador. O Livro Sagrado já anunciava sobre o Salvador que viria. O Messias e Grande Libertador que salvaria e vingaria o seu povo.
Nos três primeiros séculos da Igreja Cristã, os cristãos foram perseguidos sem piedade. Os seguidores de Jesus eram presos, espancados, torturados, violentados e mortos das mais terríveis formas possíveis. A maior parte dos cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses. Muitos soldados que se convertiam ao Cristianismo eram exonerados de seus cargos e executados como traidores, porque se recusavam a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses. Apesar de toda essa perseguição por parte do Estado, existiam cristãos entre a Guarda Pretoriana (Os Santos da Casa de César) e um centurião de Cesaréia conhecido como Cornélio. Houve um procônsul cristão em Chipre chamado Sérgio Paulo e o rei de Edessa da Síria chamado Abgaro. Existiram dois cônsules cristãos, Acílio Glabrio e Flávio Clemente. Esses homens investidos de autoridade estavam entre os poucos cristãos primitivos do primeiro século que ocupavam cargos no governo. Apesar de terem existido muitos cristãos primitivos que satanizavam as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades eram legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (I Pedro 2:13-17), reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons.
Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens (Alegorismo). Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus.
João Batista, o precursor do Messias, em uma ocasião, batizou alguns soldados que lhe perguntaram o que eles deveriam fazer para agradar a Deus, e em nenhum momento, João Batista lhes recriminou por serem militares, pelo contrário, ele lhes incentivou a permanecerem no serviço militar, portanto, que eles fossem soldados justos e honestos (Lucas 3:14). 
Quase todos os cristãos nunca compreenderam o Sexto Mandamento “Não Matarás”. A tradução correta do Sexto Mandamento é “Não Assassinarás”. Os religiosos alienados usam e abusam da tradução errada desse Mandamento para ficarem atacando pedras nos guerreiros que matam para se defenderem ou para protegerem os indefesos. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar).
Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e que precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.
No século XXI, houve a Terceira Guerra Mundial, causando caos e desordem ao mundo. A Terra estava assolada pela fome e por doenças mortais que ceifavam milhões de vidas. A hecatombe nuclear matou bilhões de pessoas. A Ciência se multiplicou ao máximo. Aberrações criadas em laboratórios por meio da genética caçavam os homens sem piedade. As máquinas e os computadores se tornaram muito inteligentes e se rebelaram contra a humanidade. A raça humana era o seu inimigo. Nação se levantava contra nação; reino se levantava contra reino. Havia guerras e revoltas por todos os lados. Por causa da fome, os homens se matavam e se devoravam uns aos outros. Epidemias virais se alastravam sobre o mundo, dizimando inúmeras vidas. Os seres humanos provocaram tudo isso, quando se rebelaram contra Deus e os seus Santos Mandamentos.
Satanás voltou a enganar as nações como fazia no passado, e os homens se corromperam com a ganância e por sua sede de sangue e de poder. As crianças eram abusadas e espancadas sem piedade. Os jovens se corrompiam com a prostituição e com as drogas. A sensualidade exacerbada fora dos preceitos de Deus e o Crime Organizado atraíam os adolescentes e jovens para a perdição. A Igreja de Cristo se omitia diante dessa barbárie, e por causa da omissão dos evangélicos, a maldade humana ficou fora de controle. O pecado escravizava a humanidade.
Com as guerras, havia muita matança de inocentes. Com a fome, os homens eram tomados pelo desespero. Com as pestes e doenças, as vidas dos homens eram ceifadas ainda cedo. Era uma época de escuridão e trevas. O mal dominava a Terra. Não havia esperança. As crianças e os jovens estavam morrendo muito cedo. Os velhos estavam à beira da morte. Nas nações eram uma ditadura atrás da outra. Milícias e guerrilhas disputavam pelo poder. Mas, existiam alguns homens que faziam a diferença. Homens dos quais o mundo não era digno. Eles eram os verdadeiros cristãos. Os valentes guerreiros que ousavam guardar os Santos Mandamentos de Deus e o Testemunho de Jesus Cristo. Eles estavam dispostos a matar e a morrer em prol da justiça. Esses homens pelejavam bravamente por um mundo melhor. Eles trocaram uma vida de escravidão e prisão, por uma vida de liberdade e esperança. A Graça de Deus, por meio de Jesus Cristo, lhes dava uma vida de esperança e paz. O Livro Sagrado, a Bíblia, continha o segredo que salvaria o mundo da perdição.
Animais pré-históricos foram ressuscitados através da clonagem. O primeiro animal pré-histórico a ser trazido de volta foi o Mamute. O primeiro espécime a ser clonado foi levado para viver em um parque na Sibéria. Depois do Mamute, outros mamíferos pré-históricos foram clonados e trazidos de volta à vida. Com o passar do tempo, dinossauros foram também ressuscitados, e levados para viverem em ilhas e parques, mas tudo ficou fora de controle. Os dinossauros carnívoros passaram a matar e a devorar os homens. A Ciência se multiplicou ao máximo, e essa foi a sua consequência. Foi um verdadeiro pesadelo.
Os cientistas conseguiram criar células-zumbis, e esse foi o primeiro passo para ressuscitar pessoas e animais, mas não perfeitamente. Uma epidemia viral tomou conta de várias cidades, e os mortos-vivos passaram a se alimentar dos vivos, e a contagiá-los os tornando em zumbis também. Com o vampirismo, pessoas se tornaram em vampiras. Os vampiros se alimentavam do sangue das pessoas, e as tornavam também em chupadores de sangue. Essas criaturas eram ávidas por sangue e mordiam as suas vítimas com muito prazer, se alimentando de suas vidas.
Os computadores e as máquinas ficaram muito inteligentes e ganharam autonomia para pensarem e agirem por si mesmas, e passaram a caçar a humanidade. Robôs e ciborgues com força sobre-humana e fortemente armados caçavam os homens e os que eram mantidos vivos se tornavam em escravos para trabalhar nos campos de concentração, para construírem mais máquinas. A inteligência artificial comandava tudo. Ela era intelectualmente superior aos seres humanos. Ela era muito mais inteligente do que os homens, e podia prever todos os seus passos e intenções. Os homens criaram um poder que não podiam controlar. A criatura se rebelou contra o seu criador, e passou a caçá-lo e a dominá-lo.
Os Illuminati e a Irmandade dominavam o mundo ocultamente (claro, que com a autorização de Deus, pois era o próprio Deus quem colocava os governantes no poder). Deus estabelecia os reis e removia os reis. O Altíssimo tinha o domínio sobre todos os reinos dos homens e Ele mesmo escolhia quem queria para governá-los. Os satanistas somente faziam o que Deus autorizava, porque o Todo-Poderoso tinha o total controle da situação, apesar de não parecer. Tudo ocorria de acordo com os propósitos de Deus. Nem homens, nem máquinas, nem animais pré-históricos, nem mortos-vivos, nem mutantes, estavam fora do domínio de Deus. Deus era Soberano do mesmo jeito. Mesmo assim, Deus ainda tinha o controle da situação, pois Ele é Adonai, o Soberano Senhor. Ele é o Eterno, que realizou proezas e maravilhas no passado, e que ainda realizaria muito mais. Jesus tem o poder sobre a morte, portanto, nem os mortos-vivos podiam diante do seu grandioso poder. Os homens podiam conhecer a morte, mas Jesus Cristo sempre conheceu a vida. O Messias, o Único Caminho para se chegar até Deus, ainda era fiel aos seus eleitos que foram escolhidos antes da fundação do mundo. Jesus era o Libertador do seu povo. Deus salvaria e vingaria o seu povo como prometeu.
No Brasil, havia um grupo de jovens, verdadeiros cristãos, que eram profetas de Deus na sua geração. Esses guerreiros eram homens valentes que lutavam pela verdade e pela justiça e que estavam dispostos a se sacrificarem um pelo outro. Eram heróis que lutavam pelos direitos dos outros. Homens dos quais o mundo não era digno. Todos eram valentes guerreiros praticantes de artes marciais e peritos em armas de fogo e armas brancas. Eles não temiam a morte. Eles suportavam a dor e venciam o medo. Nada os impedia de lutar por seus sonhos e por um mundo melhor.
Jericho era branco, tinha cabelo preto curto e olhos castanhos. Ele era graduado em História, e tinha um vasto conhecimento teológico e filosófico. Jericho era tenente do Exército Brasileiro e usava o seu treinamento bélico para combater o mal e para proteger os indefesos. Ele praticou Sanshou (Boxe Chinês), Lei Tai Kuoshu, Estilo Integração (defesa pessoal), Jiu-Jitsu e praticava Boxe (Pugilismo). Jericho era um cristão devoto que andava segundo o coração de Deus, e amava tanto o Criador, que morreria por Ele se fosse necessário.
Apolo era negro, calvo, tinha olhos pretos, e foi babalorixá, mas se converteu através de Jericho; ele era mestre de Capoeira e missionário da JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e usava essa luta esportiva para ganhar almas para Cristo. O teatro apesar de ter a sua origem no culto a Dionísio, o deus da loucura e do vinho, era também um excelente instrumento de evangelismo, porque Deus pode tornar o que é maldito em bendito, e transformar o mal em benção.
Shiro era japonês, tinha cabelo longo escuro e olhos castanhos, e foi budista durante vários anos de sua vida, mas se tornou cristão deixando Buda de lado para seguir Jesus Cristo. Ele era mestre de Karatê, Aikido e Kenjutsu (arte da espada) e usava a sua habilidade em lutar para proteger os indefesos e ensinava os oprimidos a se defender.
Jeú era judeu, tinha cabelo preto curto e olhos verdes, e teve uma criação judaica, mas quando se tornou adulto se converteu ao Protestantismo. Ele era capitão do Exército, pois era um judeu com cidadania brasileira, e era mestre de Krav Magá (arte marcial israelense). Jeú era um militar justo e honesto, um bom exemplo a ser seguido.
Billy era negro, mestre em vários estilos de artes marciais, e era tenente da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Billy era muito amigo de Jericho; e ambos eram guerreiros que lutavam em prol da justiça. Esse policial de elite era honesto; e por causa de sua honestidade, ele arranjou muitos inimigos na Polícia Militar.
Dario era branco, tenente da PE (Polícia do Exército), e praticava vários estilos de Kung Fu. Esse militar era um guerreiro que usava a sua autoridade para poder defender os fracos e oprimidos. Dario era também um grande amigo de Jericho. Dario costumava combater os satanistas e os Illuminati que se infiltravam no Exército.
Sebastião era caucasiano e capitão da PE (Polícia do Exército); e trabalhava junto com o tenente Dario. Esse militar era um cristão devoto que sempre ajudava os seus semelhantes quando podia. Sebastião prendia muitos satanistas da Irmandade e agentes Illuminati que se infiltravam no Exército.
Jorge era branco e capitão da Artilharia Leve; e sabia manusear praticamente todos os tipos de armas de fogo. Esse oficial do Exército sempre participava dos cultos no seu quartel, e evangelizava todos os militares que conhecia.
Expedito era caucasiano e capitão da Infantaria Leve; e o seu pelotão, que ele mesmo liderava, era conhecido como “Fulminante”. Esse militar era muito experiente em batalhas, e sabia pelejar muito bem.
Os Portões do Submundo foram abertos, e vários deuses pagãos que eram adorados e temidos no passado, voltaram para se vingar do povo de Deus (Igreja de Cristo). Mas, as Portas do Inferno jamais prevaleceriam contra a Igreja (a verdadeira Igreja).
Apep, conhecido como Apophis, rival de Rá, o maior dos deuses egípcios, era um homem-serpente de cor amarronzada que vomitava ácido em suas vítimas. Ele era extremamente forte e habilidoso. Os seus olhos eram vermelhos como o sangue, e tinha garras afiadas com as quais ele dilacerava as suas vítimas.
Seth, o deus do caos, era um homem com a cabeça de um canídeo desconhecido pelo homem. Ele tinha os poderes sobre os ventos e a eletricidade. Seth podia provocar tempestades e furacões com o seu terrível poder. Ele era um inimigo temível e não seria fácil derrotá-lo.
Moloque, conhecido como Milcom, era um deus amonita temido pelos antigos que exigia o sacrifício de crianças para poder aplacar a sua fúria e a sua sede por sangue inocente. Ele amedrontava as nações do Antigo Testamento. O povo de Israel muitas vezes o adorou no lugar do Deus Único, o Deus Verdadeiro dos hebreus. Moloque era um homem com cabeça de touro que carregava um machado de combate consigo com o qual ele esquarteja as suas vítimas.
Dagom, o deus dos filisteus, era um homem-peixe muito temido e adorado na Antiguidade. Quando a Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus e colocada no Templo de Dagom, a estátua desse falso deus caiu diante da Arca do Verdadeiro Deus, o Deus de Israel. Dagom cuspia bolhas de ácido em seus adversários e também tinha garras afiadas com as quais feria mortalmente os seus inimigos.
Baal, o deus fenício e cananeu que tinha o poder de controlar as estações e a natureza, foi adorado em várias ocasiões pelo povo de Israel no Antigo Testamento. Baal foi derrotado pelo profeta Elias no passado, e jurou vingança contra o povo de Deus por essa derrota humilhante. O povo de Israel estava em dúvida em qual Deus servir, mas Elias e outros profetas exortaram o povo a escolher a qual Deus servir, o deus Baal, ou o Deus de Israel, o Único Deus digno de ser adorado e cultuado. Baal também costumava exigir o sacrifício de crianças inocentes.
Assur, o antigo deus da Assíria, era o maior deus dos terríveis e sanguinários assírios. Os assírios costumavam retalhar e empalar os seus inimigos. A Assíria era uma nação banhada em sangue. Os assírios eram cruéis e perversos, assim, como, o seu deus, Assur. O maior deus da Assíria tinha muitos poderes e também era extremamente forte.
Merodach, conhecido como Marduk, era o maior deus da antiga Babilônia, que constantemente atacava o povo de Israel (o povo de Deus). Marduk tinha poderes sobrenaturais e uma força descomunal. Merodach foi um dos deuses pagãos mais temidos e adorados durante o Antigo Testamento.
Mitra, o “Solis Invictus”, conhecido como o Sol Invencível, era um deus persa muito poderoso que tinha o poder de se movimentar na velocidade da luz, e de lançar cápsulas de energia e raios de luz para destruir os seus inimigos. Mitra era muito adorado na Antiguidade e até rivalizou com o Cristianismo entre os antigos. Mitra era o deus patrono do Exército Romano, que era enraizado pela idolatria pagã, principalmente, pela idolatria greco-romana. Todos os soldados romanos que se convertiam ao Cristianismo se não prestassem culto ao imperador e não sacrificassem aos deuses pagãos eram condenados a morte por alta traição. O Sol Invencível era um adversário muito poderoso, e os heróis cristãos teriam grandes dificuldades para vencê-lo e mostrar para todos, que o Deus de Israel é Deus.
Pã, o deus do pânico, era um terrível deus grego, que com sua flauta maldita encantava pessoas e animais. Ele era grotesco e cruel. Pã causava medo e terror nas pessoas por meio de sua “toxina do medo”, que fazia os homens serem tomados pelo horror e serem dominados pelos seus piores pesadelos. 
Baphomet, o deus das bruxas, conhecido como o Bode de Mendes e também como Azazel, era um homem com cabeça de bode, olhos amarelos, e que tinha os poderes sobre a telecinese, fogo e gelo. Esse deus celta (de outras mitologias também) era muito adorado e cultuado por todos os bruxos e feiticeiros. Ele era um grande inimigo do povo de Deus, e constantemente afrontava o Altíssimo, o Deus Verdadeiro. O falso deus, Baphomet (Azazel), era um vilão terrível, mas ele também sucumbiria diante do poderio e coragem dos servos de Yahweh, o Deus de Israel. Baphomet tinha duas grandes asas nas suas costas com as quais provocava fortes e poderosas tempestades.
Os guerreiros cristãos portavam fuzis e pistolas de diversos calibres e se prepararam para combater os seus inimigos. Os heróis pelejaram contra dezenas de satanistas que serviam a Azazel e os mataram numa intensa troca de tiros. Os bandidos foram mortos no confronto, mas ainda restavam os deuses pagãos. Os Guerreiros de Cristo foram até uma região isolada e sombria conhecida como “O Vale da Sombra da Morte”, e se separaram para poderem enfrentar os seus adversários nessa guerra entre o bem e o mal.
Jericho caminhava pelo vale maldito e se deparou com Moloque, o deus dos amonitas. Milcom, com seu machado de combate, tentou esquartejar Jericho, mas o valente boxeador se esquivou de suas machadadas e disse:
__Eu soube que você exige o sacrifício de crianças. Você é cruel, hein amigo?
__Você vai morrer! Você desejará nunca ter nascido, servo do Deus Vivo!
__Eu não tenho tempo para perder brincando com você, portanto, vamos acabar logo com isso.
__Você é bem ousado e arrogante para alguém tão jovem! Pagará com a vida, por sua insolência e ousadia, seu verme!
O Pugilista se desviou novamente das machadadas e desferiu diversos socos cruzados e diretos no abdômen e no rosto de Moloque. O homem com cabeça de touro revidou os golpes espancando Jericho. O boxeador tentava se esquivar e se defender dos ataques, mas as mãos do deus amonita eram muito ágeis e o seu adversário lhe batia com extrema força. Os dois trocavam socos e se batiam com muita violência. Jericho lhe tomou o machado de combate e o jogou longe. Milcom e Jericho começaram a competir no famoso “quebra dedos”. O deus amonita começou a subjugá-lo e disse:
__Caro, colega, mostrou-se forte, mas no braço de ferro, você perde! Hahahahahahahahahaha. Eu vou massacrar você! 
Jericho se ajoelhou devido à dor intensa nos seus dedos, mas ele não desistiria tão fácil diante do seu obstáculo. O guerreiro cristão deu uma cambalhota para trás, torcendo os dedos de Moloque. O demônio assassino de crianças gritou de dor, e Jericho deu um salto mortal para trás chutando o queixo do deus amonita, que ficou atordoado e enfurecido com o golpe que recebeu. Milcom pegou Jericho e o atacou com tudo no chão. O boxeador ficou zonzo, e Moloque o pegou por trás, com a intenção de arrebentar a sua cabeça. O Pugilista chutou os testículos de Milcom, e rapidamente se virou desferindo um potente soco cruzado na cara da aberração, afundando a sua cabeça no chão, e o derrotando.
Dario percorria o seu caminho e foi barrado por Assur, o deus dos assírios, que estava enlouquecido para derramar sangue. O mestre de artes marciais avançou em Assur que se defendeu de seus ataques e o espancou com ferocidade.
__Você deve ser o Dario, o lutador de Kung Fu, amigo de Jericho? Acha que pode lutar corpo a corpo comigo, menino? É muita ousadia! Que absurdo! Um mortal querendo atacar um deus!
__Eu não conheço você. Eu só conheço o Deus de Israel.
__Você se refere ao Deus invisível, aquele que não tem nem sequer um rosto? Hahahahahahahahahaha. Eu era o deus mais temido da Antiguidade. Os assírios me serviam. Nunca houve um reino tão bárbaro e cruel como a Assíria. Tudo o que os assírios faziam, eles aprenderam comigo. Hahahahahahahahahaha.
__Eu vencerei você, Assur. Não deixarei que falsos deuses como você e seus comparsas continuem a dominar a Terra.
__Então, tenta a sorte, garoto!
Dario avançou com ímpeto e fúria em Assur e apanhou novamente, mas ele não desistiu e persistiu tentando golpear o deus assírio, até que conseguiu golpeá-lo com um soco gancho no queixo. Assur se enfureceu e tentou revidar, mas o jovem lutador começou a travar as suas articulações e a quebrá-las. Assur se regenerava, mas Dario não dava tempo para ele se recuperar totalmente e continuava descendo o cacete no deus da Assíria. Assur nunca havia enfrentado alguém com tanta determinação antes.
__Eu pensava que você fosse apenas um pirralho arrogante, pois eu não tinha reparado neste seu olhar firme de determinação. De onde vem essa sua força?
__Da minha fé.
Assur usou os seus poderes, mas Dario escapou de suas magias e avançou desferindo vários socos solos em seu estômago, e saltou desferindo uma giratória em sua cara, o derrubando com tudo. O maior deus da Assíria foi derrotado e falou, dizendo:
__O que torna os Guerreiros de Yahweh tão poderosos, que eles não se rendem?
Billy entrou em um vale cheio de ossos secos e foi surpreendido por Pã, o deus do pânico, que lhe infectou com sua toxina do medo. O policial militar foi dominado pelo horror e assombrado pelos seus piores pesadelos, mas a sua fé no Deus Vivo o fez recuperar a sua consciência.
__Como você conseguiu vencer a minha toxina?
__Eu não sou guiado pelo medo e pelas circunstâncias. Eu sou guiado pela minha fé, seu otário. Esse truque não funcionará mais comigo, idiota!
__Você conseguiu escapar da minha toxina do medo, mas não escapará do encanto da minha flauta. Hahahahahahahahahaha.
Pã começou a tocar sua flauta e Billy ficou preso no seu encanto maldito, mas depois de alguns minutos, conseguiu se libertar da magia de sua melodia maldita, e avançou golpeando diversas vezes o deus do pânico, até derrotá-lo.
Jeú, o capitão do Exército, empunhava o seu fuzil M-16 e carregava em sua cintura duas pistolas Beretta calibre 9mm, quando foi surpreendido por Mitra, o “Solis Invictus”. O deus persa patrono das antigas Legiões Romanas lançou raios de luz, fazendo Jeú capotar diversas para trás. O capitão do Exército efetuou diversos disparos com seu fuzil, mas Mitra se esquivou das balas, se movimentando na velocidade da luz e gargalhou sadicamente.
__Tolo, guerreiro de Adonai! Eu tenho milhares de anos de experiência em batalhas e posso me mover na velocidade da luz. Você é idiota de pensar que pode me vencer? Ponha-se no seu lugar, Jeú! Hahahahahahahahahaha. Eu não sou um bandidinho pé de chinelo. Eu sou o maior deus da Pérsia. Os antigos me temiam e me veneravam. As Legiões Romanas conquistavam e escravizavam outros povos em meu nome.
__Nada disso me assusta. A minha missão é te derrotar. Mesmo, que eu morra, eu te vencerei.
__Seu insolente! Como se atreve?
__O mundo mudou, Mitra! A era dos deuses acabou, ou melhor, dizendo, ainda há um Deus que reina. O Deus de Israel, o Único Deus. Você e seus comparsas não passam de farsas.
Mitra, o Sol Invencível, estava revestido por uma armadura feita de ouro e ele trajava vestimentas brancas, e uma capa também branca. A luz que resplandecia de sua armadura e pressão espiritual era incrivelmente brilhante. O deus persa lançou uma cápsula de energia que atingiu em cheio o tórax do oficial Jeú que foi arremessado longe. Mitra o golpeava várias vezes se movendo na velocidade da luz. Jeú começou a se defender e a revidar e saltou desferindo um chute frontal na cara de Mitra, em seguida, desferiu um chute faca em seu abdômen, e um chute lateral e uma giratória em seu rosto.
__Eu não perderei para um simples humano como você. Eu sou um deus!
Jeú correu na direção de Mitra e saltou dando uma cambalhota no ar e desferiu um chute batendo com o calcanhar bem na cabeça de Mitra, o nocauteando. O “Solis Invictus” foi derrotado, e Jeú continuou o seu caminho.
Shiro procurava os seus adversários e encontrou Merodach, o maior deus da Babilônia, que estava ávido para matá-lo. O deus babilônico usou os seus poderes contra Shiro e o feriu com gravidade. O mestre de artes marciais desferiu socos e chutes em todo o corpo de Marduk. O deus babilônio desembainhou a sua espada e tentou decapitar o herói, que segurou a lâmina de sua espada com as palmas de suas mãos.
__Reconheço que você é um jovem muito divertido, mas, agora, chegou a hora de acabar com a brincadeira. Você vai morrer! Hahahahahahahahahaha.
__Você não vai me matar!
__Eu tenho dificuldade em controlar o meu poder. É muito difícil para mim não esmagar as formigas ao pisá-las. Hahahahahahahahahaha.
O jovem lutador bateu com o punho em seu rosto, lhe tomando a espada, e feriu Merodach com sua própria arma. O deus pagão ficou seriamente ferido, e fugiu, para poder lutar outro dia.
Sebastião corria empunhando o seu fuzil IA-2 (calibre 556) e se deparou com Baal, o deus dos fenícios e dos cananeus. O militar efetuou vários disparos contra Baal. O deus pagão usou a sua espada para se defender e desviar as balas disparadas pelo fuzil de Sebastião.
__Você é tolo mesmo, Sebastião! De pensar que pode me derrotar com um simples fuzil. Eu lhe mostrarei o meu verdadeiro poder. Você saberá, porque eu era temido e reverenciado na Antiguidade pelos fenícios e pelos cananeus. Até o povo de Israel se curvou diante de mim para me adorar. Agora, você saberá qual é o poder de um deus!
Baal feriu o militar algumas vezes com sua espada e com várias magias que ele lançou contra o oficial. O capitão do Exército, mesmo, muito ferido, avançou desferindo um potente chute faca no seu estômago e o arremessou contra a parede. O deus pagão tentou revidar, mas foi atingido por um chute lateral e uma giratória na cara, ficando atordoado. Sebastião começou a desferir vários socos cruzados no rosto de Baal. O falso deus agarrou Sebastião pela traqueia e o suspendeu no ar. Baal começou a socar sem parar o abdômen do militar.
__Você vai morrer, servo do Deus Vivo! Hahahahahahahahahaha.
__Eu não vou perder para alguém como você!
O oficial do Exército chutou com as suas duas pernas os dois lados da face de Baal, o deixando tonto, e se libertou das garras do deus pagão. Sebastião tentou chutar o estômago de Baal, mas o vilão segurou a sua perna. O militar deu um salto mortal para trás chutando a cara de Baal com a outra perna, vencendo o falso deus.
Jorge foi até uma região cheia de areia e do meio da areia saltou Apep, o deus da destruição. O homem-serpente vomitou ácido na direção de Jorge, mas o grande guerreiro se esquivou da vomitada mortal e avançou desferindo vários socos ukes no abdômen e vários socos cruzados e diretos na cara de Apophis.
__Você deve ser Apep?
__Mas pode me chamar de Apophis se preferir. Eu sou o deus que causa o caos e a destruição na Terra. Acha mesmo que pode vencer um deus, tolo guerreiro de Adonai? Eu sou puro poder! Hahahahahahahahahaha.
Apep começou a se defender dos ataques de Jorge, e contra-atacou o espancando ferozmente, o deixando estirado no chão, quase sem forças.
__Seu fraco! Quero ver qual é o Deus que poderá livrá-lo das minhas mãos?
__Não me darei por vencido. Mesmo, que você me quebre todo, eu te vencerei.
O combatente se levantou com dificuldade e continuou batendo em Apophis e desferiu um potente soco gancho no queixo do homem-serpente, que ficou zonzo. Jorge aproveitou e derrubou Apep no chão e lhe aplicou várias torções lhe quebrando vários ossos. Apophis podia se regenerar, mas como ele estava apanhando muito de seu oponente, resolveu fugir para poder lutar outro dia.
Expedito estava bem atento contra qualquer ameaça e de repente foi atacado por várias bolhas de ácido. O combatente se esquivou de todas com eficiência, e disse:
__Pelo visto, você será o meu adversário, Dagom.
__Todos no Antigo Testamento me temiam, e muitos me adoravam, até o seu Deus estragar tudo. Eu me vingarei do Deus dos hebreus matando você, que é servo d’Ele. Prepare-se, porque você irá morrer!
__Durante muito tempo fiquei afastado dos Caminhos de Deus, mas graças às orações dos meus amigos, eu voltei a buscar a Deus. Para honrar o Nome do Deus de Israel, eu derrotarei você, Dagom, deus dos filisteus.
Expedito foi ferido diversas vezes pelas garras afiadas de Dagom por todo o seu corpo, mas com poderosos chutes e socos que ele aprendeu nas artes marciais e no serviço militar, ele conseguiu derrotar o homem-peixe de cor acinzentada e de olhos amarelos.
Apolo, o ex-feiticeiro, encontrou Seth, o deus do caos, e avançou no deus egípcio com ímpeto e fúria. O falso deus se defendeu de todos os seus ataques e o paralisou com uma poderosa corrente de ar, e depois o eletrocutou com seu poder elétrico.
__Não me darei por vencido. A minha vida não pertence mais a mim, mas aos meus queridos amigos. Eles sempre oraram por mim e pregaram o Evangelho de Jesus Cristo para mim. Principalmente, o Jericho sempre falou das coisas de Deus e da Bíblia para mim. Por isso, me converti, e abandonei os deuses pagãos para servir ao Deus de Israel, o Único Deus digno de ser louvado e adorado. Você é um deus falso, Seth! Um bosta diante do Verdadeiro Deus.
__Eu te ensinarei a respeitar os deuses do Egito! Você saberá do que sou capaz, seu imbecil! Eu sou o deus mais temido e poderoso do Egito, seu idiota! Eu matarei você, para mostrar que o Deus de Israel não é páreo para mim.
O ex-babalorixá lutou bravamente contra Seth, e com muita dificuldade e muito esforço, e apesar de ter apanhado feito um condenado, conseguiu derrotar o deus do caos.
Jericho entrou em um vale cheio de ossos e crânios humanos e de animais e de repente foi paralisado pela telecinese de Baphomet.
__Você deve ser Jericho, o militar e historiador cristão, não é mesmo?
__Sim, e você deve ser Baphomet, o deus das bruxas, não é?
__Isso mesmo.
__Pare com essa palhaçada e lute de forma justa comigo!
__Por que eu deveria lutar de maneira justa com você? Eu sou um demônio e não um cavaleiro. Honra e nobreza não servem para mim.
__O que quer de mim?
__Eu soube que você é um historiador. Então, você deve saber que Satanás sempre esteve no controle da História da humanidade.
Jericho se concentrou e usando toda a sua força conseguiu se libertar da telecinese de Baphomet, e, falou, dizendo:
__Errado! Deus é o Senhor da História.
__O que é injusto hoje pode se tornar justo no futuro. Muitas coisas que eram injustas no passado se tornaram justas com o passar do tempo. O que Satanás faz hoje pode parecer injusto, mas no futuro as pessoas agradecerão a ele, e as coisas que ele faz parecerão justas para os humanos. Muitas vezes é necessário praticar atrocidades para se atingir um grande objetivo. O certo e o errado dependem de quem está avaliando. O que pode ser certo para você, pode ser errado para mim, e vice-versa. As coisas que Deus fazia no Antigo Testamento na época eram certas, mas na época da Graça são consideradas erradas. O Diabo não é o vilão da História, mas, sim, Deus. Grandes impérios conquistaram outros povos e dominaram o mundo, porque foram cruéis e dissimulados. A força dita as regras. Os fracos devem servir aos mais fortes sem questionar, porque o forte sobreviverá, e o fraco irá sofrer. Essa é a lei da vida. Essa é a lei da História.
__Idiota!
__O que você disse?
__O mal não é nada além do mal; e a justiça será para sempre justiça. Os mesmos impérios que você citou, caíram e não perduraram. O dever dos fortes é proteger os fracos, e não subjugá-los. Os fortes devem defender os fracos. O certo sempre será certo, e o errado sempre será errado. As Leis de Deus são imutáveis. Deus é imutável. Os seus atributos são imutáveis. Jesus Cristo veio cumprir a Lei, e não aboli-la. Deus estabelece os reis e remove os reis. O Altíssimo coloca no poder a quem Ele quer. Ele levanta os reinos e derruba os reinos como bem entende. Jeová tem o total controle sobre os exércitos da Terra, porque Ele é o Senhor dos Exércitos.
__Se você me derrotar, o seu Deus estará certo. Mas, se eu vencer, Satanás estará com a razão. Que vença o melhor!
__Eu vou contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que você e seus comparsas têm afrontado. Deus te entregará em minhas mãos. Deus salva, não com lança, nem com espada. Deus salva, não com arma, nem com luta, porque do Senhor é a guerra. Hoje, mesmo, te matarei e entregarei o seu corpo para as aves do céu e para as bestas do campo. Todos saberão que o Deus de Israel é Deus. Que Deus é o Senhor da História! A injustiça nunca será justiça.
Jericho ficou em posição de combate e encarou bravamente o Bode de Mendes, olhando bem dentro dos seus olhos, sem demonstrar nenhum temor.
Baphomet lançou bolas de fogo e rajadas de gelo na direção de Jericho, que se esquivou das magias e avançou desferindo diversos tipos de socos em seu abdômen e rosto. O deus das bruxas o agarrou na traqueia e o suspendeu no ar e começou a socá-lo diversas vezes no estômago e na cara sem dó. Jericho ficou muito machucado com os golpes desferidos contra o seu corpo, e o deus celta o arremessou com tudo contra uma árvore. O Herói ficou zonzo, e o Bode de Mendes se aproximou gargalhando sadicamente decidido a matá-lo.
__Prepare-se para morrer! A sua hora chegou! Esse é o seu fim!
Jericho se levantou cambaleando, e o deus das bruxas desferiu um soco direto em sua direção, mas o Herói se esquivou, e o golpe desferido acertou o tronco da árvore, que se partiu ao meio, e a árvore caiu bem em cima de Baphomet. Jericho aproveitou a situação e subiu em cima de Baphomet e desferiu vários socos cruzados em seu rosto. O Herói pegou uma grande pedra, e começou a golpear a cabeça do Bode de Mendes, até desfigurá-la e destruí-la.
Os combatentes cristãos foram até um palácio, que era onde o rei (comandante e líder dos demônios) se encontrava. Satanás, o Diabo, os aguardava para o confronto. Os heróis invadiram o castelo e foram até a Sala Real, onde o Rei do Mal os esperava.
Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, se levantou de seu trono e ele estava revestido por uma armadura negra, trajava vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Nas ombreiras de sua armadura tinham várias lâminas pontiagudas e tinham lâminas cortantes em seus braceletes também. Ele segurava um grande tridente e carregava uma grande espada guardada em uma bainha presa a sua cintura.
A Sala Real estava repleta de cabeças humanas por todos os lados (de homens, de mulheres e até de crianças) e em volta de seu trono havia vários cadáveres de pessoas empaladas em estacas de madeira e em lanças de ferro.
__Finalmente, vocês chegaram! Eu aguardava por todos vocês. Devo lhes dar os parabéns por terem conseguido derrotar os meus melhores guerreiros e por terem chegado até aqui. Tenho uma proposta para fazer a vocês. Quero evitar derramamento de sangue desnecessário. Eu proponho uma trégua.
Jericho, o historiador, mirava a sua pistola para o rosto do Príncipe das Trevas, e falou, dizendo, com ódio no olhar:
__Com esse cenário na sua Sala Real, deu para perceber que você quer evitar derramamento de sangue mesmo. Não queremos negociar com você. Não adianta fazer papel de bonzinho para cima da gente, que nós não vamos cair na sua conversa fiada.
__Gostaria que você soubesse que eu não tenho nada a ver com a sua infelicidade. Todas as vezes que tentei te matar, não foi nada pessoal. Eu só precisava tirar o que me atrapalhava no caminho. Eu nunca afastei as mulheres de você. Não fui eu que matei os seus amigos. Se você quiser, eu posso te tornar no maior guerreiro que já existiu na face da Terra. Eu posso te tornar num grande lutador. Eu posso trazer os seus amigos de volta. Eu posso te dar uma linda e maravilhosa mulher do jeito que você gosta. Claro, se você se prostrar diante de mim e me adorar.
__Por que eu deveria confiar em você?
__Não fui eu que te sacaneei. Eu não sou o vilão, eu não sou o bandido. Foi Deus quem te sacaneou. Não eu. Eu posso devolver tudo o que você perdeu. Eu posso realizar todos os seus sonhos. Eu posso te tornar num homem verdadeiramente feliz. Não resista, Jericho! Venha comigo massacrar todos os homens e construir um mundo novo. Torne-se um discípulo do salvador da Terra. Eu pretendo construir um mundo novo. Quero ser um deus muito melhor do que o Altíssimo. Junte-se a mim, Jericho! Eu posso te dar um lugar de honra no meu reino. Ajoelhe-se diante de mim, Jericho, e jure obedecer ao verdadeiro governador! Eu sou o verdadeiro deus!
__Eu sei que vou me ferrar! Eu sei que vou levar a pior! Sei que nunca serei feliz aqui na Terra, mas, mesmo, assim, eu serei leal ao Deus de Israel. Eu busco a Deus por amor, e não por medo. Eu não o busco para poder barganhar para poder conseguir algo em troca. Eu busco a Deus pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode me dar. Mesmo, que eu seja infeliz aqui na Terra, não tem problema. Eu terei muito tempo para ser feliz no Céu.
Os Guerreiros de Adonai cercaram Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, e o Rei do Mal se movendo na velocidade da luz os golpeou diversas vezes. Os heróis lutavam com muita bravura contra o Senhor das Sombras. Os Guerreiros de Cristo apanhavam muito do Príncipe das Trevas, mas continuaram lutando bravamente e não se entregaram. Satanás, o Diabo, usou diversos poderes e magias para feri-los, mas eles permaneciam de pé pelejando. Lúcifer não era uma ninfeta tocando harpa, mas ele era um mestre na arte da guerra. Um perito em batalhas. Uma máquina de matar. Um exímio lutador. Um grande guerreiro. Jericho e seus amigos começaram a golpeá-lo algumas vezes, o ferindo consideravelmente. O Rei do Mal percebendo que os heróis não desistiriam, resolveu fugir, para poder enfrentá-los num outro dia.
Os Guerreiros de Deus saíram do palácio e foram embora do Vale da Sombra da Morte, voltando para a Civilização. O pecado continuava contaminando os homens e a maldade ainda se alastrava sobre o planeta, mas os verdadeiros cristãos eram o sal da Terra e a luz do mundo. A guerra entre o bem e o mal ainda estava longe de acabar. Faltavam muitas coisas ainda para acontecer antes de Jesus retornar para buscar a sua Santa Igreja, pois ainda havia profecias para serem cumpridas.
O que confortava os cristãos era a certeza da vida eterna (conquistada através do sacrifício de Jesus). Por meio da Graça de Deus, os homens podiam ser salvos da condenação do pecado. A Cruz vazia era o verdadeiro símbolo da vitória da vida sobre a morte. Jesus venceu a morte e o pecado. O sangue de Jesus é a cura para o pecado. Essa é a vitória da vida sobre a morte.


AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.