domingo, 26 de outubro de 2014

OS CRISTÃOS E AS GUERRAS

               
               O tema guerra sempre foi muito polêmico no Cristianismo, pois desde a Igreja Primitiva esse tema é discutido. Alguns Pais da Igreja demonizaram o serviço militar, mas outros Pais da Igreja defenderam a guerra justa abertamente. Devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses, a maior parte dos cristãos se recusaram a se alistar no Exército. Os cristãos primitivos começaram a se alistar em grande número no Exército a partir do ano 170, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos. O serviço militar era voluntário na época em que Roma estava em paz. Todos sabem que o Antigo Testamento ordenava até a pena de morte, e apoiava abertamente as guerras. Então, é lícito os cristãos hoje participarem de guerras, quando elas são travadas por razões justas? Neste artigo, pretendo mostrar as opiniões dos grandes teólogos da História do Cristianismo e o que a Bíblia diz a esse respeito.
            “Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)
            O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.
“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)
            O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
            O apóstolo Paulo no capítulo 13 da Carta aos Romanos confirmou exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel afirmou no passado, ou seja, que Deus estabelece as autoridades governamentais. O Estado é servo de Deus para punir os malfeitores.
            Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava. Paulo falou da espada como instrumento nas mãos do Estado (a espada é freqüentemente associada à morte na Bíblia, então, isso indica que Paulo era a favor da pena de morte). 
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
            O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
            Para Paulo, o serviço militar é um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos, porque os cristãos devem ser altamente disciplinados, cumprir com o seu dever, e obedecer às ordens de seu Senhor exemplarmente.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
            O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
            Para João Batista, o serviço militar é algo lícito para o servo de Deus exercer como profissão. O precursor do Messias, que é considerado o maior de todos os profetas, e o homem mais justo que já existiu sobre a Terra, quando batizou alguns soldados, não os recriminou por serem militares, pelo contrário, lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem justos e honestos.
            A Bíblia menciona sobre centuriões que eram homens bons que exerciam a sua profissão com honra, ou seja, que eram honestos e íntegros. O centurião Cornélio até se converteu ao Cristianismo. Na Bíblia não está escrito que Cornélio abandonou a sua centúria e a Bíblia relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano.
Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
            Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.
            Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.
            Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a teologia da guerra justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.
            Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável a pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.
            Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.
            Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma teologia para discutir sobre esse assunto.
            Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.
            No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas.

sábado, 25 de outubro de 2014

O SENHOR DO TEMPO


A Roda do Tempo está em suas mãos
Ele mantém as rédeas do curso da História
Deus remove os reis e estabelece os reis
Ele muda as estações e controla a natureza
O Altíssimo levanta e derruba a quem quer
A quem quer exalta e a quem quer humilha
Deus é atemporal, pois para Ele não existe o tempo.
Para o Todo-Poderoso, não existe passado, presente e futuro.
O tempo de Deus é diferente do nosso
Ele faz tudo na hora certa e em seu devido tempo
Deus não perdeu o controle da situação
Mesmo, quando há perseguição, Ele tem tudo sobre controle.
O Senhor dos Exércitos levanta uma nação para castigar outra nação
E levanta um reino para punir outro reino
Ele castiga e abençoa os povos segundo a sua soberana vontade
Deus tem misericórdia de quem Ele quer
E tem compaixão de quem quer
Deus estabelece as autoridades
Os governantes e os soldados são instrumentos em tuas mãos
Nenhuma guerra acontece sem a sua autorização
Muitas vezes, Deus coloca homens maus no poder para punir os povos.
Para juízo dos rebeldes que não querem fazer a vontade d’Ele
Deus exalta o humilde e humilha o soberbo
O Messias veio aqui na Terra
Na plenitude dos tempos
Na época certa
O Império Romano fez a vontade de Deus
Os romanos também foram instrumentos em tuas mãos
Herodes e Pilatos foram usados por Ele
Para cumprir a sua vontade
Os homens são responsáveis por todos os seus atos
Mas tudo o que os homens fazem é para cumprir os desígnios de Deus
Os homens responderão por suas obras
Todos prestarão contas a Deus
Mas todos, fazendo o certo ou o errado, cumprem os planos de Deus.
Quando os irmãos de José o venderam como escravo
Quando Daniel e seus amigos foram levados cativos pelos babilônios
Quando a Assíria castigou Israel e quando a Babilônia puniu Judá
Quando Jesus Cristo foi torturado e crucificado
Tudo isso foi para que os propósitos de Deus fossem cumpridos
Para que a sua soberana vontade prevalecesse
Todas as guerras e todas as revoluções
Só acontecem com a autorização de Deus
Deus usa os exércitos da Terra para cumprir a sua vontade
E até por meio de revoluções, Ele derruba os reis do poder.
Deus já me viu nascer e morrer
Para Deus não existe o tempo, porque Ele é o Senhor do Tempo.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

MISSÕES EVANGÉLICAS


“Como, porém, invocarão aquele em que não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas”. (Romanos 10:14-15)
A missão de todos os cristãos é pregar o Evangelho, em tempo de paz ou em tempo de guerra; em tempo de liberdade religiosa ou em tempo de perseguição; todos nós, cristãos, devemos pregar a Salvação de Jesus Cristo. Há muitos anos tenho percebido que a perseguição se aproxima do Brasil, ou seja, mais cedo ou mais tarde, os brasileiros cristãos sofrerão tribulação. Na verdade, os evangélicos brasileiros precisam ser perseguidos por sua fé, para aprenderem a valorizar a sua liberdade, pois a perseguição purificará a Igreja. Jesus Cristo e os apóstolos ensinaram a submissão às autoridades governamentais, porque elas são instituídas por Deus (eles não apoiaram os zelotes em sua luta contra o Estado Romano). Mas o que fazer no caso de uma ditadura? Os cristãos primitivos (até os cristãos que eram militares) se submeteram ao Estado Romano, mesmo debaixo de perseguição. Um Pai da Igreja chamado Clemente de Alexandria, além de apoiar a guerra justa, também apoiava a revolução contra um governo tirânico e opressor. Os protestantes reformados da Idade Moderna foram revolucionários que empunharam armas para lutar por sua liberdade religiosa. Sempre defendi a sujeição as autoridades governamentais, mas no caso de uma ditadura que ameace a integridade e a vida dos meus amigos e familiares, com certeza, eu empunharei armas e pelejarei contra esse Estado opressor e ditatorial.
“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. (João 8:31-32)
Infelizmente, a maioria dos cristãos não conhece Jesus de verdade, pois eles têm uma imagem distorcida do Messias. Cristo andava com os pecadores, ou seja, Ele andava com prostitutas, homossexuais e ladrões. O interessante é que Jesus nunca olhou com preconceito e nojo esses indivíduos, pelo contrário, Ele olhava para os pecadores com amor. Jesus Cristo é totalmente diferente do “messias” que os cristãos geralmente pregam, isto é, o Messias verdadeiro não é nem um pouco politicamente correto. Jesus descia a lenha nos religiosos hipócritas e não era nem um pouco preconceituoso, pois Ele tratava os ricos e pobres igualmente. Cristo ama tanto brancos quanto negros, ou seja, Ele não faz acepção de pessoas. O anti-semitismo era muito pregado pela Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo olhava para os judeus com amor e os seus apóstolos eram todos judeus. A verdade é que muitas coisas que os cristãos condenam, Jesus Cristo nunca condenou. Jesus olhava para ricos e pobres, civis e militares com igualdade e sem nenhum preconceito. Cristo amou o centurião de Cafarnaum e elogiou a sua fé. Um de seus melhores amigos, José de Arimatéia, era senador e muito rico, e nem por isso Jesus o desprezou. Os cristãos têm muito que aprender com Jesus Cristo.
E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”. (Marcos 16:15-18)
Os cristãos autênticos são verdadeiros mensageiros da esperança enviados por Deus para anunciar as Boas Novas ao mundo. Os autênticos seguidores de Jesus amam os pecadores e fazem de tudo para ajudá-los. De que adianta pregar o Evangelho para um morto de fome sem alimentá-lo antes? A Salvação é pela Graça e não pelas obras, mas os verdadeiros cristãos praticam boas obras, porque eles amam realmente os seus semelhantes. Os cristãos autênticos são o sal da Terra e a luz do mundo, isto é, eles eficazmente fazem à diferença na sociedade.
Segundo Charles Spurgeon: “Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor”. Portanto, a nossa missão e o nosso dever primordial é pregar o Evangelho a todos os homens, porque é da vontade de Deus que todos ouçam sobre a sua Graça. Por meio da oração, nós podemos mudar o curso da História e o destino da vida das pessoas. Essa é a nossa missão.

domingo, 19 de outubro de 2014

O MUNDO PRECISA DE UM HERÓI


O mundo clama por um herói
Por alguém que venha nos defender
Um homem que seja forte e corajoso
Um guerreiro que seja um Grande Libertador
Para nos libertar da opressão
Os malfeitores tomam conta do mundo
As autoridades instituídas pelo próprio Deus se corromperam
Poucos fazem a diferença
Há matança por todos os lados
Os inocentes são massacrados
Pais de família são assassinados
E suas mulheres são violadas            
A natureza é destruída
Pela ganância humana
Quando o último peixe for pescado e o último rio for poluído
E quando a última árvore for derrubada
Os homens descobrirão que não se pode comer e nem beber dinheiro
As epidemias tomam conta da Terra
O mundo está um caos
A desordem e a destruição prevalecem
Quem poderá nos salvar?
Quem livrará o fraco do opressor?
Quem vingará o oprimido?
Quem castigará os malfeitores?
Os homens esqueceram o que é honra
As mulheres não se dão ao respeito
A depravação e a promiscuidade assolam a humanidade
Os antigos profetas profetizaram sobre um Messias
O Grande Libertador que libertaria o seu povo da opressão
O Grande Rei que julgaria com justiça no esplendor de sua glória e majestade
O Salvador que resgataria o seu povo das trevas
Esse homem veio aqui na Terra
Deus se fez homem para habitar entre nós
Ele sofreu e morreu
Para que eu e você
Fôssemos salvos do poder do pecado
Para que a morte não mais nos assombrasse
Para que as trevas se dissipassem
O Messias venceu a morte
O pecado não tem mais poder sobre nós
Jesus Cristo sofreu para que fôssemos livres
O Messias morreu a nossa morte para vivermos a sua vida
O mundo precisa de um herói
Há uma esperança para a Terra
O Rei dos reis e o Senhor dos Senhores pode nos ajudar
O Messias pode nos libertar
Ele é o Único Caminho para se chegar até Deus e a única esperança da humanidade.        

SERVOS DE DEUS


“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
Infelizmente, muitos religiosos como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas somente enxergam o que lhes convêm na Bíblia, e apenas acreditam no que lhes interessa. Esses religiosos hipócritas e falsos moralistas pregam mentiras descaradamente, colocando palavras na boca dos Pais da Igreja, distorcendo contexto de versículos bíblicos, e usando trechos isolados de livros fora de seu contexto. Eles fazem tudo isso em nome de uma falsa paz e de um falso amor (amor só pelos bandidos, e nunca pelos inocentes). O apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos, mais especificamente no capítulo 13, deixou bem claro que as autoridades governamentais são instituídas por Deus, e que os agentes do Estado são servos de Deus, ministros de Deus, que têm a autorização de Deus para usarem a espada para punir os malfeitores. Para Paulo, a função dos militares, policiais e magistrados é usar a força (a violência mesmo) para castigar os homens que praticam o mal. Nós devemos pagar os tributos e impostos (principalmente, os cristãos) para o dinheiro ser usado para a manutenção das Forças Armadas e polícias federais, estaduais e municipais. Isso não é “achismo” teológico, mas é o que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina.
 “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
O apóstolo Paulo também foi muito claro e objetivo quando ensinou aos cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade. Para Paulo, é obrigação da Igreja de Cristo orar pelos governantes, magistrados e soldados, porque é da vontade de Deus que todos os homens sejam salvos e conheçam a Verdade (inclusive, as autoridades). Paulo também nos ensina que devemos estar prontos para ajudarmos as autoridades em tudo o que for necessário.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
Paulo vivia comparando o serviço militar com a vida cristã, porque ele considerava o serviço militar um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Se o serviço militar fosse algo tão diabólico assim (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas insistem que é), Paulo, jamais o usaria como bom exemplo a ser seguido.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro tinha a mesma opinião do apóstolo Paulo, ou seja, ele também reconhecia que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades enviadas pelo rei (soldados e magistrados) é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem (Paulo tinha exatamente a mesma opinião). Pedro ensinou os cristãos a se submeterem aos governantes, exatamente como Paulo também havia ensinado.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
João Batista, o precursor do Messias, e também o maior de todos os profetas, e também o homem mais justo que já existiu sobre a Terra, quando batizou alguns soldados, ele os incentivou a permanecerem em suas profissões, portanto, que esses soldados fossem honestos, justos e íntegros.
“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)
O centurião Cornélio era um bom exemplo de militar, pois ele era honesto, justo, íntegro, sabia amar ao próximo, e ainda buscava a Deus. A Bíblia não compara o centurião Cornélio a uma prostituta (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas fazem), mas, sim, exalta as virtudes desse centurião como homem, militar e cidadão. Cornélio, segundo a Bíblia, é um bom exemplo a ser seguido.
“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
O centurião de Cafarnaum também era um bom exemplo a ser seguido, pois o próprio Jesus o admirou como ser humano e militar. Cristo elogiou até a sua fé, e desprezou a religiosidade dos fariseus (as Testemunhas de Jeová e os evangélicos legalistas da época). Jesus Cristo andava com prostitutas e ladrões, e até elogiou um militar por sua fé e integridade, mas desprezou o legalismo e o fanatismo religioso dos fariseus. A Palavra de Deus afirma que os governantes, magistrados e soldados são servos de Deus, isto é, estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

OS CRISTÃOS PRIMITIVOS E AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS


Incontáveis religiosos mal-intencionados como as Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos têm divulgado mentiras sobre o Cristianismo Primitivo, usando frases de historiadores tendenciosos, trechos isolados de livros fora de seu contexto, e versículos bíblicos distorcidos. Infelizmente, esses hereges usam a mentira (como se a mentira fosse órfã e não tivesse pai) em nome de uma falsa paz e de um falso amor. Eu, como historiador e professor de História (ao contrário desses legalistas e fanáticos, eu sou um historiador de verdade), tenho um compromisso sério com a verdade da História, e, principalmente, com a verdade da Bíblia. Neste texto, pretendo mostrar as provas históricas e bíblicas que comprovam que os primeiros cristãos nunca tiveram nada contra o Estado, pelo contrário, os cristãos primitivos sempre reconheceram que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, e nunca deixaram de pagar os seus impostos (sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército) e costumavam orar em favor de seus governantes.

PROVAS BÍBLICAS:

“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)
            Há muita distorção por parte de muitos “cristãos” mal-intencionados que costumam propagar mentiras através da Internet. Esses religiosos hipócritas e mentirosos distorcem o contexto de versículos bíblicos (alguns demonizam a própria Bíblia), e deturpam a História para poderem demonizar o Estado. Esses fanáticos usam e abusam do fato da maioria dos cristãos primitivos ter se recusado a se alistar no Exército e ocupar cargos públicos para poderem demonizar o serviço militar e a política, alegando que as autoridades constituídas são do Demônio. Quem é esperto e usa, pelo menos, um pouquinho da inteligência que Deus lhe deu, verá nesse trecho bíblico do Livro de Daniel, que o profeta Daniel reconheceu que os governantes da Terra são estabelecidos por Deus, isto é, Deus estabelece os reis e depõe os reis como bem entende, porque Ele é Soberano. Com certeza, alguns religiosos alegarão que isso foi no Antigo Testamento, então, eu mostrarei o que o Novo Testamento diz a esse respeito.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
O apóstolo Paulo foi muito claro quando escreveu o capítulo 13 da Carta aos Romanos (uma grande pedra no sapato dos cristãos pacifistas e anarquistas).  Paulo reconheceu que as autoridades governamentais são instituídas por Deus, isto é, Deus coloca no poder os governantes da Terra. Os magistrados, os soldados, os policiais e os políticos são estabelecidos por Deus para zelarem pelo bem-estar da sociedade. O Estado é servo de Deus, ministro de Deus, para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. As Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas podem negar isso até a morte, mas o capítulo 13 da Carta aos Romanos não sumirá da Bíblia por causa disso (para o azar deles). Paulo ensinou que os cristãos devem se submeter às autoridades em várias de suas Cartas (ele insistiu bastante nesse assunto). Paulo vivia usando o serviço militar com bom exemplo para a vida cristã.
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)
O apóstolo Paulo também ensinou que o dever de todos os cristãos é interceder em favor dos homens investidos de autoridade, porque é da vontade de Deus que, inclusive, os governantes e os soldados se convertam e sejam salvos. Paulo, mais uma vez, reconhece a legitimidade das autoridades.
“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)
Paulo vivia comparando o serviço militar com a vida cristã. Se o serviço militar fosse algo tão diabólico assim, o apóstolo jamais o usaria como comparação e bom exemplo a ser seguido.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro também reconheceu a legitimidade dos reis e das autoridades enviadas por eles (soldados e magistrados) para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Tanto Paulo quanto Pedro afirmaram que a função do Estado é punir os maus e louvar os bons.
“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)
João Batista, o precursor do Messias e o maior de todos os profetas, batizou alguns soldados e lhes incentivou a permanecerem como combatentes, portanto, que eles fossem honestos e íntegros.
“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)
                                                                                        O centurião Cornélio era considerado por Deus e pelos próprios judeus como um exemplo de ser humano bom e piedoso, pois esse militar era justo e temente a Deus. O apóstolo Pedro, em nenhum momento o recriminou pelo fato de ele ser militar, mas, sim, pelo fato de ele ser gentio. Mas, mesmo, Cornélio sendo um oficial do Exército Romano, Deus olhou para esse combatente, com amor e compaixão, e, principalmente, com admiração. O centurião Cornélio é um bom exemplo a ser seguido.
                                                                                        “Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
O centurião de Cafarnaum, assim, como o centurião Cornélio, era um bom exemplo de militar, que ganhou elogios do próprio Jesus Cristo, que viu uma tremenda fé nesse oficial romano, que nem os próprios judeus, que eram de Israel, o povo de Deus, tinham. Esse militar era honesto e íntegro. Portanto, a própria Palavra de Deus elogia o trabalho dos militares, quando estes, são bons e justos.

PROVAS HISTÓRICAS:

Ao contrário do que Edward Gibbon e outros historiadores ensinam, existiram cristãos primitivos que ocuparam cargos de autoridade no século I sim. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (Lucius Sergius Paullus) governou Chipre durante três anos, permanecendo em sua profissão, e depois se tornou curador de um banco em Roma. Mânio Acílio Glábrio (Manius Acilius Glabrio), que foi cônsul, em 91, e Tito Flávio Clemente (Titus Flavius Clemens), que foi cônsul, em 95, foram cônsules cristãos, que foram martirizados por se recusarem a negar a sua fé em Jesus Cristo.  O centurião Cornélio, um dos seis centuriões que serviam em Cesaréia, era considerado adepto do Judaísmo (religião lícita no Império Romano), portanto, ele não era obrigado a prestar culto ao imperador e nem a sacrificar aos deuses (práticas idolátricas obrigatórias entre os militares romanos). Não está escrito na Bíblia que o centurião Cornélio abandonou a sua centúria, e a Palavra de Deus relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano. O meu grande sonho é um dia conseguir uma prova histórica que comprove que Cornélio continuou sendo um centurião depois que se converteu, mas ainda não consegui tal prova. O carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque o próprio Livro de Atos relata isso com clareza.
Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja antes do advento de Constantino demonizavam o serviço militar e a política é mentira do Diabo, porque isso não é verdade. Os Pais da Igreja dos dois primeiros séculos, majoritariamente, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais, e contarei as opiniões dos principais Pais da Igreja que reconheciam a legitimidade do trabalho dos soldados e dos políticos.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
Justino Mártir era um homem honrado a quem eu devo desculpas, porque as fontes que eu tinha dele eram de testemunhas de Jeová e de evangélicos hipócritas e tendenciosos, que divulgam mentiras sobre Justino. Nas fontes que eu tinha, esses religiosos hipócritas e falsos moralistas afirmaram que Justino Mártir demonizava as autoridades, mas com o passar do tempo, descobri que isso não é verdade. Em sites sérios, descobri que Justino Mártir foi o primeiro filósofo cristão, e que o seu maior sonho era que o Estado Romano se convertesse, e abolisse a idolatria enraizada no Império. Justino ensinou os cristãos a pagarem os seus impostos e tributos, e a intercederem em favor dos governantes. Reconheço que errei, porque fui injusto com Justino Mártir, mas, agora, eu sei que esse grande filósofo pensava como eu, ou seja, ele reconhecia a legitimidade da política e do serviço militar.
Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente, assim, como o cônsul de 95) não só reconhecia a legitimidade das autoridades, como também apoiava abertamente o serviço militar, porque ele foi o precursor da teologia da guerra justa (até antes mesmo de Agostinho de Hipona). Clemente além de defender as guerras justas, ele também defendia as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente era mestre de Orígenes de Alexandria, mas ao contrário de Orígenes (que era pacifista), Clemente, como filósofo e teólogo, defendia a justiça. Ele também ensinou os cristãos a pagarem os seus tributos e impostos aos governantes, e incentivava os cristãos a se alistarem no Exército. Também defendia a prática do Pancrácio (arte marcial grega).
Ireneu de Lyon, assim como seu mestre Policarpo de Esmirna, reconhecia que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Teófilo de Antioquia e Melitão de Sardes também reconheciam que o Estado é instituído por Deus e necessário para manter a lei e a ordem no mundo. Eusébio de Cesaréia também apoiava o serviço militar abertamente, pois ele registrou os martírios de vários militares que eram cristãos em seu livro “História Eclesiástica”.  
Os Pais da Igreja, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizaram o serviço militar abertamente, mas esses mesmos Pais da Igreja foram os campeões em pregar heresias e eles não tinham nenhum embasamento bíblico sequer para proibir os cristãos de se alistarem no Exército. Tertuliano aderiu à seita do Montano, o Montanismo, que pregava inúmeras heresias. Hipólito, assim, como Tertuliano, era um encrenqueiro que arranjava briga e confusão com todo mundo. Orígenes acreditava em reencarnação e Universalismo (heresias totalmente contrárias aos ensinamentos da Bíblia). Cipriano afirmou que o Diabo é o Pai dos judeus, e também pregou heresias. Lactâncio também pregou muitas heresias, e ele foi um apologista muito incoerente, porque na época dele os soldados não eram mais obrigados a cultuarem o imperador e a sacrificarem aos deuses (os militares que se recusassem a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses eram punidos com a morte). Esses Pais da Igreja não são dignos de serem ouvidos, portanto, não devemos dar créditos ao que eles ensinaram. Não interessa o que os Pais da Igreja ensinaram ou deixaram de ensinar, se os seus ensinamentos são contrários a Bíblia.
            Agora, contarei alguns exemplos de cristãos primitivos que se alistaram no Exército e que fizeram a diferença através de suas profissões. Homens valorosos e corajosos que não se amedrontaram diante do terror da morte. Verdadeiros soldados de Cristo que morreram lutando pelo que acreditavam.
Marino era militar, nobre e rico, que quase se tornou centurião se não tivesse que escolher entre a Palavra de Deus e a espada. Um militar rival tentou lhe tomar a patente de centurião que era sua por direito. Marino teria que sacrificar aos deuses para ser promovido e teve que escolher se queria permanecer fiel ao seu Deus ou se envolver com a idolatria. Esse militar cristão preferiu morrer de que trair o seu Deus. Marino foi apenas um dentre muitos militares que morreram por amor a Cristo.
Durante a última perseguição aos cristãos no Império Romano, o imperador Diocleciano expulsou todos os cristãos do Exército e dos cargos públicos, e nessa época, oficiais das mais altas patentes foram mortos, porque confessaram ser cristãos. Verdadeiros cristãos serviam o Exército e foram fiéis a Deus até a morte.
Marcelo era um centurião de Tingis, hoje Marrocos, e ele foi morto, porque denunciou as cerimônias pagãs planejadas para a comemoração do aniversário do imperador. Marcelo foi martirizado por confessar ser cristão e se recusar a se envolver com a idolatria. Ele foi realmente um soldado de Cristo.
Sebastião era capitão da Guarda Pretoriana e ele sempre confortava os cristãos encarcerados e não se envolvia com a idolatria que imperava no serviço militar romano. Quando o imperador descobriu que Sebastião era cristão, ordenou que ele fosse executado a flechadas. Sebastião sobreviveu à execução e foi socorrido por uma cristã chamada Irene. Mais tarde, Sebastião, foi até a presença do imperador e o criticou severamente por perseguir os cristãos. Então, Diocleciano mandou os seus soldados espancarem Sebastião até a morte. Esse militar foi espancado até morrer por não ter
negado a Jesus.
Jorge era um tribuno muito importante no Império Romano e ele dava um tremendo testemunho. Geralmente, os militares romanos eram ladrões, assassinos, estupradores e idólatras; mas Jorge, assim, como outros militares cristãos, faziam a diferença no Exército. Esse tribuno cristão confessou que os deuses pagãos adorados nos templos romanos eram falsos deuses, e que o Deus judaico-cristão é o único digno de ser louvado. Por causa de sua ousadia, Jorge, foi torturado e depois decapitado.
Expedito  foi comandante de uma legião conhecida como "Fulminante" nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre no distrito de Melitene, na Capadócia, sede de uma das províncias romanas da Armênia, no final do século III. Expedito, antes de sua conversão era um devasso, mas quando se converteu, se tornou num cristão exemplar. Por causa de seu testemunho, Expedito, provocou a ira do imperador, que ordenou que ele fosse torturado e depois degolado. Expedito foi fiel a Cristo até o último suspiro de sua vida.
Outra mentira satânica que as Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos contam é que antes do ano 170 não existiam cristãos no Exército, mas existiram sim. Poucos cristãos eram soldados antes do ano 170, mas mesmo sendo poucos, eles existiram. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos. O principal obstáculo era a idolatria, que impedia os cristãos de se envolverem com o Estado. Depois do Édito de Milão, em 313, os cristãos conseguiram a sua tão desejada liberdade religiosa, e no Concílio de Arles, em 314, o serviço militar foi reconhecido pela Igreja Primitiva como sendo algo lícito e bíblico. Toda autoridade procede de Deus, inclusive, o Exército.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A BÍBLIA


O Livro Sagrado contém a vida
Palavras de vida eterna
Muitos morreram por amor a esse Livro
Vidas foram transformadas através desse Livro
Eu cresci com esse Livro
Conheço seu poder
E se o lê, você também conhece.
Esse Livro é a Bíblia
Jerônimo a traduziu para o latim
Lutero a traduziu para o alemão
John Wycliffe e William Tyndale a traduziram para o inglês
João Ferreira para o português
Assim, a Palavra de Deus veio até nós.
A Igreja Católica a usou para manipular
Muitos evangélicos a deturpam para pregar legalismo e heresias
Mas a Palavra de Deus continua imaculada mesmo assim
Satanás a usou no deserto
Para tentar Jesus
A Bíblia é uma poderosa arma
Tanto para o bem quanto para o mal
Ela pode ser usada tanto para salvar quanto para matar
Esse Livro é muito poderoso
O Livro Sagrado que pode salvar a Terra
Muitos tentaram destruí-lo
Mas Deus sempre o protegeu
Os comunistas não conseguiram dar fim nele
Nem os extremistas islâmicos e os satanistas
Porque esse Livro é a fonte do poder de Deus
Nele se encontra a vida eterna
A Bíblia fala de um Messias
Que veio aqui na Terra
Sofrer e morrer
Por mim e por você
Para que fôssemos salvos
Do poder do pecado
O mundo está um caos
A desordem e a anarquia prevalecem
Mas há uma esperança
O Livro Sagrado pode nos ajudar
O Messias pode nos salvar
No Concílio de Nicéia os livros foram reunidos
O Novo Testamento imaculado de Jesus Cristo
A Nova Aliança de Deus com os homens
O Messias mencionado na Bíblia é a Única Salvação
Só Ele pode nos salvar
E nos libertar do Reino das Trevas e do poder do pecado
Ele venceu a morte para nos resgatar.