terça-feira, 7 de janeiro de 2020

OS CRISTÃOS PRIMITIVOS E O COMBATE (OS PRIMEIROS CRISTÃOS E O SERVIÇO MILITAR)



Filipe Levi 07/01/20
 OS CRISTÃOS PRIMITIVOS E O COMBATE (OS PRIMEIROS CRISTÃOS E O SERVIÇO MILITAR)


INTRODUÇÃO:

“Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom, não caluniem ninguém, sejam pacíficos, amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens”. (Tito 3:1-2)

Será mesmo verdade que todos os cristãos primitivos eram pacifistas e pregavam contra o serviço militar? Tenho a mera impressão de que Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), que Ireneu de Lyon, que Eusébio de Cesaréia, que Policarpo de Esmirna e que Clemente de Roma discordariam dessa afirmação, pois todos esses Pais da Igreja reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam a Guerra Justa abertamente. Paulo declarou abertamente que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (e não por Satanás) e que são ministros de Deus (e não do Diabo) para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7). Pedro reconhecia a legitimidade das autoridades legalmente constituídas também e considerava o uso da força por parte do Estado para castigar os malfeitores legítimo também (1 Pedro 2:13-17). João Batista quando batizou alguns soldados não lhes aconselhou a abandonar o serviço militar, pelo contrário, ele lhes aconselhou a serem bons soldados (Lucas 3:14). A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o serviço militar, tampouco, Jesus e os seus apóstolos.

No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). O apóstolo Paulo (Saulo de Tarso) foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos.

Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, às práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

AS CONSTRUÇÕES IDEOLÓGICAS DO INFERNO (PACIFISMO, SATANIZAÇÃO DA SEXUALIDADE E ANTISSEMITISMO):

O Pacifismo, a Satanização da Sexualidade e o Antissemitismo são pragas que contaminaram a Igreja Primitiva e que resultaram em desastres que assombram a Igreja até hoje. A Bíblia é bem clara em (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14) a respeito do serviço militar e da Guerra Justa. A Palavra de Deus é bem clara em (Cantares - Cântico dos Cânticos) a respeito da Sexualidade e do Sexo. O Deus da Bíblia é o Deus dos hebreus, o Deus de Israel. Jesus Cristo é o Rei dos judeus, portanto, as Escrituras deixam bem claro a respeito do povo judeu também. O Pacifismo, a Satanização do Prazer Sexual e o Antissemitismo são antibíblicos, ou seja, são do Diabo mesmo. Deus estabeleceu as autoridades governamentais e os soldados e magistrados são ministros de Deus. Deus é o Criador do Sexo, e não o Diabo. Deus criou o Prazer Sexual, e não Satanás. Deus escolheu Israel como o seu povo, assim, como a Igreja, portanto, o Deus da Bíblia ainda é o Deus de Israel. Essas construções ideológicas diabólicas, satânicas e demoníacas devem ser quebradas em Nome de Jesus para o próprio bem da Igreja.

PROVAS BÍBLICAS:

AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS (MINISTROS DE DEUS):

Paulo é o autor da Carta aos Romanos, e no capítulo 13 desta Carta, ele conta a sua opinião sobre as autoridades governamentais.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”. (Romanos 13:1)

O verbo grego usado para sujeição é “upotasso” que significa estar subordinado ou sujeito. A Palavra de Deus é clara quando afirma que toda autoridade procede de Deus. Há diferença entre instituir e permitir, ou seja, Deus não apenas permite que os reis governem o mundo, mas Ele estabelece os reis da Terra. Todos os cristãos devem se submeter ao Estado e interceder a favor dele.

“De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”. (Romanos 13:2)

A condenação significa punição do Estado, isto é, qualquer cidadão que se rebelar contra o governo será castigado, porque é ordenação de Deus que os homens se submetam ao Estado.

“Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela”; (Romanos 13:3)

As autoridades existem para castigar os malfeitores e enaltecer os que praticam o bem. Os cidadãos que são trabalhadores e honestos não precisam temer as autoridades, porque a função delas é punir os bandidos e não os cidadãos de bem.

“visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”. (Romanos 13:4)

O apóstolo Paulo foi claro quando disse que o Estado é ministro de Deus para o nosso bem, ou seja, a função do Estado é castigar os malfeitores e proteger os cidadãos de bem. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital, isto é, o Estado tem a autorização de Deus para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros.

“É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência”. (Romanos 13:5)

Os cidadãos de bem devem obedecer às autoridades e não cometer crimes, não por causa do medo de serem presos ou mortos, mas, sim, porque é o certo a se fazer.

“Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço”. (Romanos 13:6)

O verbo grego usado por Paulo (Jesus usou o mesmo verbo) para pagar os tributos é “apodote” (de apodidomi - que significa: dar o que é devido, devolver, pagar de volta). Os cristãos devem pagar os tributos e os impostos para a manutenção do Estado, porque a obrigação dos governantes, que são ministros de Deus, é dar segurança aos cidadãos de bem. 

“Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:7)

Neste versículo, o apóstolo Paulo também usou o verbo grego “apodote”, e esse servo de Deus foi inspirado pelo Espírito Santo para ensinar aos cristãos os seus deveres cívicos. Infelizmente, o governo brasileiro está longe do ideal de governo idealizado por Deus, mas a obrigação da Igreja é orar a favor das autoridades governamentais, porque essa é a vontade de Deus. O Estado é necessário para manter a lei e a ordem no mundo; e os cristãos que não aceitam isso, não acreditam na Bíblia. Deus estabelece os governantes do mundo e o dever da Igreja é interceder a favor deles e ajudá-los no que for necessário. 

A OPINIÃO DO PROFETA DANIEL (ANTIGO TESTAMENTO):

“Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)

O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.

"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)

O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.

OS AGENTES DO ESTADO (INSTRUMENTOS DA JUSTIÇA DE DEUS):

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (colocadas por Deus no poder) para punir os maus e louvar os bons. A função e o dever das autoridades legalmente constituídas é reprimir o mal e louvar o bem. O Estado tem o poder da espada para punir criminosos e malfeitores dentro de sua jurisdição, e também para defender a sua nação de invasores externos (homens maus) que ameacem a segurança de seu país. Paulo pregou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus, ou seja, estão a serviço de Deus para castigar os malfeitores e para proteger os cidadãos de bem. Deus não apenas permitiu as autoridades governamentais, mas as instituiu (colocou no poder) para fazer justiça. As autoridades legalmente constituídas são instituídas por Deus para reprimir o mal, ou seja, os magistrados, soldados e policiais são instrumentos da justiça de Deus. O sentido bíblico de liderança é “servir e proteger”. O governante deve servir ao seu povo. Os soldados e magistrados devem proteger os cidadãos de bem e reprimir o crime. A palavra usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena capital (espada que era usada para combater nas guerras e para executar criminosos perigosos). Paulo não só legitimava o uso da força bruta (combate físico), mas também o uso de armas letais (matar os malfeitores). 

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro era a favor da lei e da ordem, assim, como o apóstolo Paulo, pois até ele reconhecia que era necessário que os agentes do Estado (ministros de Deus) usassem a força bruta (castigos físicos) para castigar os criminosos. Além de Paulo, Pedro também defendia o uso da força (combate bélico) por parte do Estado para se fazer justiça. Os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para o bem-estar da sociedade.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

O grande e poderoso profeta, João Batista, quando batizou alguns soldados, ele não lhes condenou por serem combatentes, pelo contrário, esse grande e extraordinário profeta lhes aconselhou a serem militares, portanto, que exercessem a sua função (o seu trabalho) com honestidade e integridade. João Batista foi o maior de todos os profetas e o homem mais justo que existiu sobre a Terra (além de Jesus, obviamente).

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais comum). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado para poder pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (arma usada para matar mesmo). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens que não têm palavra (pessoas mentirosas), e que precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que eles estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramentos. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge.

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a matar quando realmente há necessidade. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

JESUS E O PORTE DE ARMA (AS DUAS ESPADAS):

“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38)

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores, se o próprio Jesus fosse um “pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.

ORAÇÃO E INTERCESSÃO PELAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo também ensinou que todos os cristãos têm o dever de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos homens investidos de autoridade. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado, portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo.

A RESISTÊNCIA AO TIRANO (A LUTA CONTRA A TIRANIA E A OPRESSÃO):

Nós, homens e mulheres de Deus, temos o dever moral de desobedecer às leis injustas. Tanto Clemente de Alexandria quanto Tomás de Aquino defendiam até a luta armada contra governantes opressores e tiranos (a Resistência ao Tirano), além de apoiarem a Guerra Justa, obviamente. A Bíblia realmente de fato ensina que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Mas, como os próprios apóstolos também ensinaram, nós, servos de Deus, devemos obedecer mais a Deus do que aos homens. A obrigação, função e dever das autoridades constituídas são servir ao seu povo, e não roubá-lo, oprimi-lo e explorá-lo. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. A vontade de Deus é que os governantes, magistrados, policiais e soldados protejam o povo (cidadãos de bem) e castiguem severamente (dentro da legalidade, dentro da lei) os criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros. A obrigação, função e dever dos agentes de repressão ao crime são serem justos e honestos (Lucas 3:14). Se o governo é injusto e opressor, nós, cristãos, devemos desobedecê-lo.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

COMPARAÇÃO ENTRE A VIDA MILITAR E A VIDA CRISTÃ:

“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)

Paulo vivia comparando o serviço militar com a vida cristã. Se o serviço militar fosse algo tão diabólico e profano assim, o apóstolo jamais o usaria como comparação e bom exemplo a ser seguido.

PROVAS HISTÓRICAS:

Ao contrário do que Edward Gibbon e outros historiadores ensinam, existiram cristãos primitivos que ocuparam cargos de autoridade no século I sim. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (Lucius Sergius Paullus) governou Chipre durante três anos, permanecendo em sua profissão, e depois se tornou curador de um banco em Roma. Mânio Acílio Glábrio (Manius Acilius Glabrio), que foi cônsul, em 91, e Tito Flávio Clemente (Titus Flavius Clemens), que foi cônsul, em 95, foram cônsules cristãos, que foram martirizados por se recusarem a negar a sua fé em Jesus Cristo. O centurião Cornélio, um dos seis centuriões que serviam em Cesaréia, era considerado adepto do Judaísmo (religião lícita no Império Romano), portanto, ele não era obrigado a prestar culto ao imperador e nem a sacrificar aos deuses (práticas idolátricas obrigatórias entre os militares romanos). Não está escrito na Bíblia que o centurião Cornélio abandonou a sua centúria, e a Palavra de Deus relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano. O meu grande sonho é um dia conseguir uma prova histórica que comprove que Cornélio continuou sendo um centurião depois que se converteu, mas ainda não consegui tal prova. O carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque o próprio Livro de Atos relata isso com clareza. Os soldados da Guarda Pretoriana evangelizados pelo apóstolo Paulo quando ele estava preso em Éfeso eram chamados por Paulo como “irmãos e santos”. Esses soldados cristãos eram os “Santos da Casa de César” relatados na Carta aos Filipenses.

Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja antes do advento de Flávio Valério Constantino demonizavam o serviço militar e a política é mentira do Diabo, porque isso não é verdade. Os Pais da Igreja dos dois primeiros séculos, majoritariamente, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais, e contarei as opiniões dos principais Pais da Igreja que reconheciam a legitimidade do trabalho dos soldados e dos políticos.

Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados (por sua coragem e disciplina) os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.

Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.

Justino Mártir era um homem honrado a quem eu devo desculpas, porque as fontes que eu tinha dele eram de testemunhas de Jeová e de evangélicos hipócritas e tendenciosos, que divulgam mentiras sobre Justino. Nas fontes que eu tinha, esses religiosos hipócritas e falsos moralistas afirmaram que Justino Mártir demonizava as autoridades, mas com o passar do tempo, descobri que isso não é verdade. Em sites e livros sérios, descobri que Justino Mártir foi o primeiro filósofo cristão, e que o seu maior sonho era que o Estado Romano se convertesse, e abolisse a idolatria enraizada no Império. Justino ensinou os cristãos a pagarem os seus impostos e tributos, e a intercederem em favor dos governantes. Reconheço que errei, porque fui injusto com Justino Mártir, mas, agora, eu sei que esse grande filósofo pensava como eu, ou seja, ele reconhecia a legitimidade da política e do serviço militar.

Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente, assim, como o cônsul de 95) não só reconhecia a legitimidade das autoridades, como também apoiava abertamente o serviço militar, porque ele foi o precursor da Teologia da Guerra Justa (até antes mesmo de Agostinho de Hipona e de Tomás de Aquino). Clemente além de defender as guerras justas, ele também defendia as revoltas justas (Resistência ao Tirano) contra governos tirânicos e opressores. Clemente era mestre de Orígenes de Alexandria, mas ao contrário de Orígenes (que era pacifista), Clemente, como filósofo e teólogo, defendia a justiça. Ele também ensinou os cristãos a pagarem os seus tributos e impostos aos governantes, e incentivava os cristãos a se alistarem no Exército. Também defendia a prática do Pancrácio (arte marcial grega) e a legítima defesa.

Ireneu de Lyon, assim como seu mestre Policarpo de Esmirna, reconhecia que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Teófilo de Antioquia e Melitão de Sardes também reconheciam que o Estado é instituído por Deus e necessário para manter a lei e a ordem no mundo. Eusébio de Cesaréia também apoiava o serviço militar abertamente, pois ele registrou os martírios de vários militares que eram cristãos em seu livro “História Eclesiástica”.

Os Pais da Igreja, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio satanizavam o serviço militar abertamente, mas esses mesmos Pais da Igreja foram os campeões em pregar heresias e eles não tinham nenhum embasamento bíblico sequer para proibir os cristãos de se alistarem no Exército. Tertuliano aderiu à seita do Montano, o Montanismo (que demonizava o casamento e o serviço militar, sem base bíblica, é claro), que pregava inúmeras heresias. Hipólito, assim, como Tertuliano, era um encrenqueiro que arranjava briga e confusão com todo mundo (um herege que inventava as coisas da cabeça dele, ou seja, ele nunca se embasava na Bíblia). Orígenes acreditava em reencarnação e no Universalismo (heresias totalmente contrárias aos ensinamentos da Bíblia). Cipriano afirmou que o Diabo é o Pai dos judeus, e também pregou heresias, como, por exemplo, de que a Salvação depende da Igreja e não do sacrifício de Jesus. Lactâncio também pregou muitas heresias, e ele foi um apologista muito incoerente, porque na época dele os soldados não eram mais obrigados a cultuarem o imperador e nem a sacrificarem aos deuses (os militares que se recusassem a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses eram punidos com a morte). Esses Pais da Igreja não são dignos de serem ouvidos, portanto, não devemos dar créditos ao que eles ensinaram. Não interessa o que os Pais da Igreja ensinaram ou deixaram de ensinar, se os seus ensinamentos são contrários a Bíblia, a Palavra de Deus.

Agora, contarei alguns exemplos de cristãos primitivos que se alistaram no Exército e que fizeram a diferença através de suas profissões. Homens valorosos e corajosos que não se amedrontaram diante do terror da morte. Verdadeiros soldados de Cristo que morreram lutando pelo que acreditavam.

Marino era militar, nobre e rico, que quase se tornou centurião se não tivesse que escolher entre a Palavra de Deus e a espada. Um militar rival tentou lhe tomar a patente de centurião que era sua por direito. Marino teria que sacrificar aos deuses para ser promovido e teve que escolher se queria permanecer fiel ao seu Deus ou se envolver com a idolatria. Esse militar cristão preferiu morrer de que trair o seu Deus. Marino foi apenas um dentre muitos militares que morreram por amor a Cristo.

Durante a última perseguição aos cristãos no Império Romano, o imperador Diocleciano expulsou todos os cristãos do Exército e dos cargos públicos, e nessa época, oficiais das mais altas patentes foram mortos, porque confessaram serem cristãos. Verdadeiros cristãos serviam o Exército e foram fiéis a Deus até a morte.

Marcelo era um centurião de Tingis, hoje, Marrocos, e foi morto, porque denunciou as cerimônias pagãs planejadas para a comemoração do aniversário do imperador. Marcelo foi martirizado por confessar ser cristão e se recusar a se envolver com a idolatria. Ele foi realmente um soldado de Cristo.

Sebastião era capitão da Guarda Pretoriana e ele sempre confortava os cristãos encarcerados e não se envolvia com a idolatria que imperava no serviço militar romano. Quando o imperador descobriu que Sebastião era cristão, ordenou que ele fosse executado a flechadas. Sebastião sobreviveu à execução e foi socorrido por uma cristã chamada Irene. Mais tarde, Sebastião, foi até a presença do imperador e o criticou severamente por perseguir os cristãos. Então, Diocleciano mandou os seus soldados espancarem Sebastião até a morte. Esse militar foi espancado até morrer por não ter negado a Jesus.

Jorge era um tribuno militar muito importante no Império Romano e ele dava um tremendo testemunho. Geralmente, os militares romanos eram corruptos, ladrões, assassinos, estupradores e idólatras; mas, Jorge, assim, como muitos militares cristãos, fazia a diferença no Exército. Esse tribuno cristão confessou que os deuses pagãos adorados nos templos romanos eram falsos deuses, e que o Deus judaico-cristão é o único digno de ser louvado. Por causa de sua ousadia, Jorge, foi torturado e depois decapitado.

Expedito foi comandante de uma legião conhecida como "Fulminante" nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre no distrito de Melitene, na Capadócia, sede de uma das províncias romanas da Armênia, no final do século III. Expedito, antes de sua conversão era um devasso, mas quando se converteu, se tornou num cristão exemplar. Por causa de seu testemunho, Expedito, provocou a ira do imperador, que ordenou que ele fosse torturado e depois degolado. Expedito foi fiel a Cristo até o último suspiro de sua vida.

Outra mentira satânica que as Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos contam é que antes do ano 170 não existiam cristãos no Exército, mas existiram sim. Poucos cristãos eram soldados antes do ano 170, mas mesmo sendo poucos, eles existiram. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos. O principal obstáculo era a idolatria, que impedia os cristãos de se envolverem com o Estado. Depois do Édito de Milão, em 313, os cristãos conseguiram a sua tão desejada liberdade religiosa, e no Concílio de Arles, em 314, o serviço militar foi reconhecido pela Igreja Primitiva como sendo algo lícito e bíblico. Toda autoridade procede de Deus, inclusive, o Exército.

A VISÃO DISTORCIDA SOBRE JESUS (UMA CONSTRUÇÃO IDEOLÓGICA MACABRA):

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

O SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (SERVIR E PROTEGER):

O verdadeiro sentido bíblico de LIDERANÇA é servir aos outros e não ser servido por eles. A obrigação do marido é servir a sua esposa (a sua amada), honrá-la e respeitá-la, a protegendo de todo o mal. A obrigação dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos e prepará-los para o Reino de Deus (para fazerem a diferença aqui na Terra, serem profetas da sua geração). A obrigação do pastor é servir ao seu rebanho, o protegendo e o orientando (o verdadeiro pastor está disposto a dar a sua própria vida pelas suas ovelhas). A obrigação do Estado (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) é servir ao seu povo (cidadãos de bem), o protegendo (dando segurança) e punindo os culpados (castigando, exemplarmente, os malfeitores e corruptos). O dever do líder é servir e não impor a sua autoridade (abuso de autoridade) por meio da força e da opressão. O verdadeiro líder é aquele que desperta admiração e não medo. O bom marido, o bom pai, o bom pastor, o bom governante e o bom soldado (Lucas 3:14) é aquele que se importa mais com os outros do que consigo mesmo. Aprendi na Bíblia, a Palavra de Deus, que devemos fazer mais pelos outros do que por nós mesmos.

CONCLUSÃO:

“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a Guarda Pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a Palavra de Deus”. (Filipenses 1:12-14)

Esse mito (mentira diabólica) de que os cristãos primitivos eram contra o Estado e as autoridades não está de acordo com a Bíblia. Os apóstolos, Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17), e também João Batista (Lucas 3:14) reconheciam que é necessária a existência das autoridades governamentais e de que não é errado combater (lutar mesmo). O centurião Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano. O Carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque foi esse carcereiro que libertou Paulo e Silas no dia seguinte após a sua conversão. Os reis, Abgaro de Edessa da Síria e Polímio da Armênia, eram reis cristãos (do primeiro século). Os cônsules, Mânio Acílio Glabrio e Tito Flávio Clemente, ocuparam cargos públicos durante o século I. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (ou Quinto Sérgio Paulo) governou Chipre durante três anos enquanto era um cristão. Paulo se refere aos guardas pretorianos que evangelizou como “santos e irmãos”, ou seja, isso indica que os Santos da Casa de César (Filipenses 4:22) eram mesmo esses guardas pretorianos que se converteram ao Cristianismo. Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa. Essas são provas inquestionáveis.

A vontade de Deus, o Altíssimo, sempre foi que os mais fortes protegessem os mais fracos. Yahweh, o Eterno, sempre foi a favor da verdadeira paz e da promoção da justiça. Deus estabeleceu as autoridades governamentais para que os magistrados e soldados castiguem os malfeitores severamente e protejam os cidadãos de bem. Os soldados e policiais devem proteger os inocentes. A luta da Igreja é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado é a Guerra Física, porque essa guerra também não deve ser ignorada e nem desprezada. Tanto a Guerra Física quanto a Guerra Espiritual devem ser travadas com coragem e valentia. Essa é a Guerra Santa entre o bem e o mal.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.



O TEXTO MAIS ABUSADO DA BÍBLIA


O texto mais abusado da Bíblia.

Qual é o verso preferido da Bíblia de nossa geração? Qual o texto preferido do mundo e de muitos cristãos de nossos dias? Ele fala sobre a santidade de Deus? Sobre o pecado? Sobre o verdadeiro arrependimento? Sobre a ira de Deus? Sobre a condenação no inferno?...
O mundo e muitos cristãos podem conhecer muito pouco ou praticamente nada da Bíblia, mas tão certo como o sol nasceu hoje, eles podem citar sem dificuldades Mateus 7.1: “Não julgueis para que não sejais julgados” – E ironicamente, como não podia deixar de ser, o versículo que nossa cultura e grande parte dos cristãos, por estarem completamente aliados a ela mais gostam, eles menos entendem.
Esta é a passagem bíblica mais abusada e mal compreendida... é óbvio que por uma conveniência que despreza Deus. Nada é tão mal aplicado como essa passagem. O mundo, a cultura, cristãos... a usam para denunciar todo e qualquer um que se aventure a criticar ou expor os pecados, falhas ou aberrações do coração caído que se deleita em tudo que Deus despreza.
Jamais se atreva a falar mal do mundanismo, homossexualismo, adultério... a condenação de qualquer um que não está em Cristo nos termos bíblicos... e assim por diante... sem estar certo de você vai estar sobre a ira da multidão do mundo e da “igreja” que se convenceram de que Jesus, a quem eles desprezam e rejeitam – (pelo menos o Jesus real que diz: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama...” – João 14.21) - disse que não devemos julgar uns aos outros.
Isto acontece por quê? Porque este é o texto que está na boca de todos? Acontece pelo fato de que as pessoas ODEIAM absolutos, especialmente absolutos morais. Dizer que existe diferença absoluta entre o bem e o mal, a verdade e o erro... é o caminho para ser chamado de Medieval, mente fechada, fundamentalista... e hoje nada mais é temido, mesmo por pessoas que dizem serem pregadores da verdade absoluta de Deus. Ser dogmático é o maior temor dos que querem ser vistos como “relevantes” por uma sociedade que abandonou Deus e que foi abandonada por Ele:
“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”
Romanos 1:22-25
O diagnóstico que flui dos problemas tratados por Paulo em Corinto, por exemplo, é exatamente o oposto do diagnóstico que é feito hoje.
“Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.” - 1 Coríntios 5:2
Hoje, quando a disciplina não acontece o diagnóstico muitas vezes é que somos muito humildes para julgar e disciplinar uma pessoa: Quem somos nós para apontar o dedo? Quem somos nós para julgar? Quem somos nós para atirar a primeira pedra? E assim uma suposta humildade é construída na base da tolerância a imoralidade impenitente.
Por outro lado, hoje, se uma igreja seguir na aplicação da disciplina é muitas vezes diagnosticada como agindo direto com orgulho farisaico. Indignação com o pecado é muitas vezes retratada como um disfarce para a insegurança e um véu sobre suas tentações sexuais dos fariseus. Um tipo de atitude "mais santo do que tu" é dito ser a base da indignação e a arrogância é dita ser a base da disciplina e exclusão.
Mas quando você lê este versículo 2, o diagnóstico de Paulo sobre o problema em Corinto era exatamente o oposto. Não, a arrogância foi a base da tolerância e a humildade de coração partido deveria ter sido a base da excomunhão.
Ele disse: "Vocês se tornaram arrogantes." As pessoas na igreja estavam se vangloriando desta imoralidade. Agora, como pode ser isso? Que tipo de teologia daria origem a jactância na imoralidade? Temos visto isso nas cartas de Paulo em outros lugares.
Ele diz:
"E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa” - Romanos 3:8" – “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” - Romanos 6:1
Então, é uma teologia que não entende o poder da graça e a transforma em licença para a vida mundana. É uma teologia que não entende a liberdade e usa-o como "uma oportunidade para a carne" (Gal. 5:13 ), e diz (como diziam em Corinto) "todas as coisas me são lícitas" ( 1 Co 6:12. , 10:23 ). E assim eles estavam se gabando de sua liberdade e tolerância que anula a graça. Orgulho disfarçado de humildade aqui foi a base da tolerância pecaminosa e não o julgamento farisaico.
Neste mesmo lugar ficamos tendo nos tornado espelho da nossa cultura. Ser chamado de mente fechada é a maior dor imaginável para aqueles que querem ser abraçados pela cultura! Em suma, para a vastíssima maioria em nossos dias o único inimigo é o homem que não está aberto para tudo.
Que Jesus de forma nenhuma nos proíbe de expressar claramente a opinião, declaração bíblica sobre o certo e errado, o bem e o mal, a verdade e a falsidade... pode ser demonstrado observando dois fatores simples – o contexto imediato do texto ( Mateus 7.1) e todo o ensinamento do Novo Testamento sobre julgar.
Praticamente todo o Sermão do Monte, antes e depois do texto mencionado, baseia-se no pressuposto básico de que devemos usar nossos poderes críticos instruídos pela Verdade de Deus para fazer julgamentos morais, éticos, lógicos... Jesus disse para os cristãos serem completamente diferentes do mundo que os cerca, para buscar a justiça que excede a dos fariseus, fazer tudo com motivações completamente diferente do mundo ao redor, ou seja, completamente centrados na glória de Deus e não no homem, evitar ser como os hipócritas quando damos, oramos, jejuamos...
E logo depois da exortação de Mateus 7.1, Jesus diz para não dar o que é santo aos cães ou pérolas aos porcos, nos guardar dos falsos profetas... É óbvio que seria impossível obedecer a esses mandamentos sem usar o julgamento crítico que flui das definições bíblicas sobre a vida.
Só podemos, é claro, obedecer a esses mandamentos e determinar nosso comportamento em relação aos “cães”, “porcos”, “falsos profetas”, “mundo”... se usarmos um julgamento crítico conduzido pela verdade sobre todas essas coisas.
Quando esquecemos tudo isso começamos a citar versos bíblicos como o diabo citou diante de Cristo na tentação no deserto. Por isso a Bíblia está cheia de mandamentos para fazermos julgamentos:
“Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras.”
– 2 João 9-11
“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.”
- Mateus 18:15-17
“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples.”
- Romanos 16:17-18
“Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou...”
- 1 Coríntios 5:3
“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”
- Gálatas 1:8
“Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão”
- Filipenses 3:2
“Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado.”
- Tito 3:10-11
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.”
- 1 João 4:1
“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja.”
- 3 João 1:9-10
Agora, devíamos olhar especialmente para João 7.24 – onde o próprio Jesus diz:
“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.” - João 7:24
O que é, então, que Jesus quis dizer em Mateus 7:1-6 ?
Parece que Jesus está proibindo o tipo de crítica julgamento que é hipócrita, que nos torna apenas farejadores de falhas, destrutivos, amargos... Ele está proibindo o tipo de julgamento que fazemos aos outros não por preocupação com sua saúde e bem-estar espiritual, mas unicamente para desfilar nossa suposta justiça diante dos homens.
Não devemos julgar os outros como um meio de auto-justificação. Algo comum – ao apontar o erro de pastores ou da igreja, por exemplo, tento justificar minha falta de compromisso com o corpo de Cristo. Tento usar o erro dos outros para justificar minha falta de submissão... denuncio apenas pecados externos e visíveis como roubo, assassinato, injustiça social... para minimizar os internos como amargura, ciúme, luxúria... Essa forma de julgamento nada mais é do que auto-justificação.
Em Mateus 7.6 Jesus aponta para o perigo oposto:
“Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.”
Ele aqui aponta para o perigo de sermos homens indulgentes e sem discernimento num mundo que despreza completamente Deus.
Pensando em amar os nossos inimigos, andar a milha extra e não fazer julgamentos injustamente... corremos o grande perigo de nos tornarmos insossos, não mais sal e luz, não fazer mais distinções essenciais entre o certo e o errado, a verdade e a falsidade, a luz e as trevas, o viver santo e a impiedade, o ser igreja ou ser o mundo debaixo da ira de Deus.
Fonte: Josemar Bessa

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A VIRTUDE DA ASSIMILAÇÃO (PRINCÍPIOS E VALORES NOS ANIMES E GAMES)



Filipe Levi 06/01/20
A VIRTUDE DA ASSIMILAÇÃO (PRINCÍPIOS E VALORES NOS ANIMES E GAMES)


INTRODUÇÃO:


“Eu sei e estou certo, no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda”. (Romanos 14:14)


Muitos evangélicos fundamentalistas, baseados em seu preconceito religioso ridículo, demonizam os desenhos animados e o incrível é que esses religiosos hipócritas somente vêem o Diabo em todo lugar e não conseguem ver nada de bom nos desenhos (o Diabo se encontra nos extremos). Eu reconheço que existe ocultismo em diversos desenhos e que eles são perigosos (para crianças pequenas que não sabem discernir o certo do errado), mas posso afirmar que eu e muitos de meus amigos temos retido muitas coisas boas nesses mesmos desenhos, pois como a própria Palavra de Deus nos ensina, devemos examinar tudo e reter o que é bom. Muitos desses animes (desenhos japoneses) ensinam princípios e valores bíblicos que muitas igrejas evangélicas não ensinam, pelo contrário, o que essas “igrejinhas” ensinam são ensinamentos diabólicos (heresias e doutrinas de demônios) que não tem nada a ver com o que a Bíblia ensina.


O LEGALISMO DOS FARISEUS (RELIGIOSOS HIPÓCRITAS E FALSOS MORALISTAS):


“Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los”. (Mateus 23:4)

Infelizmente, o fanatismo religioso sempre fez parte da História do Cristianismo. Existem cristãos que vivem em função do Diabo, ou seja, eles não conseguem viver sem o Capeta. Geralmente, esses religiosos tapados e alienados costumam impor um padrão de falsa santidade para os outros que nem eles mesmos conseguem viver. Esses hipócritas colocam fardos pesados em cima dos outros, mas eles, porém, nem com o dedo querem ajudar.

“Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. (Mateus 15:7-9)

Sempre existiram os cristãos “doutrinários”, isto é, aqueles cristãos que vivem em função das doutrinas que são preceitos dos homens. Esses religiosos fanáticos não se importam com os Mandamentos de Deus, porque eles dão mais valor as doutrinas que são preceitos dos homens do que aos Mandamentos do Altíssimo. Ficar demonizando vestimentas e a aparência das pessoas é coisa de gente idiota, ou seja, o que as pessoas vestem ou deixam de vestir, ou se usam brincos, piercings, e tatuagens, não faz diferença nenhuma para se alcançar a Salvação, até porque a Salvação depende exclusivamente do Sacrifício de Jesus; e não do que as pessoas fazem ou deixam de fazer. A Salvação não é pelas obras, mas, sim, pela Graça.


A INFLUÊNCIA DO CRISTIANISMO NO ORIENTE (PRINCÍPIOS E VALORES):


O Cristianismo influenciou o Oriente de tal modo que se percebe a sua influência nos animes (desenhos japoneses). As religiões orientais não costumam retratar a luta entre o bem e o mal como o Judaísmo e o Cristianismo retratam. Com a introdução do Cristianismo por meio dos jesuítas e mais tarde até com os missionários protestantes, os princípios e valores cristãos acabaram sendo introduzidos sutilmente nos países orientais. A luta entre o bem e o mal retratada nos animes é pura influência do Cristianismo.

Gosto muito de assistir animes (desenhos japoneses) e aprendo lições de amizade, companheirismo e honra nesses desenhos que Josué Yrion e seus comparsas adoram endiabrar. Os heróis dos animes geralmente são determinados, ousados e valentes, e se preocupam constantemente em ajudar os semelhantes. Os animes que eu assisto ensinam que a vingança é errada e que devemos pelejar apenas baseados na justiça. Os heróis japoneses usam sua força e habilidades para proteger os indefesos e lutar pelo que é justo. O que acho mais interessante nesses desenhos é que inimigos mortais se perdoam e se tornam grandes amigos, e a amizade é muito valorizada, algo que, infelizmente, não tenho visto nas igrejas evangélicas.

Agora, escreverei sobre alguns desenhos que assisto que têm me ensinado vários princípios morais e lições de companheirismo.

O anime “Yu Yu Hakusho” também me fez muito feliz. Yusuke Urameshi, Kazuma Kuwabara, Kurama e Hiei são heróis que também marcaram toda uma geração. Todos esses heróis foram ruins no passado, mas se arrependeram e se converteram de seus maus caminhos. Eu torcia por Yusuke e seus amigos para que eles triunfassem sobre as Forças do Mal. Esse anime, como quase todos os desenhos japoneses, mostra muito o valor da amizade. Urameshi e Kuwabara eram inimigos no passado, mas depois se tornaram grandes amigos perdoando um ao outro. Apesar de Yusuke ser filho de Raizen (um youkai) ele não seguiu o caminho de seu pai. Os heróis desse desenho são honrados e dignos de meu respeito, pois eles abandonaram a maldade e ousaram ser bons. “Yu Yu Hakusho” é realmente um anime magnífico.

Na luta de Yusuke contra Suzaku, aprendi três lições muito importantes e sobre o verdadeiro altruísmo, que é se importar mais com os outros do que com si mesmo. Todo atleta e todo guerreiro precisa se dedicar a três regras básicas de combate e de desempenho. Sentimento (Compaixão), Vontade (Oposto do Medo) e Mente Concentrada (O Verdadeiro Campo de Batalha é a Mente). Quando a batalha está no fim, é quando a luta começa de verdade. No limite do esforço físico e da mente, a nossa verdadeira força é revelada. Esses são os laços humanos que tornam as pessoas tão unidas. Um verdadeiro exército deve ser unido, pois qualquer erro de operação pode comprometer o desempenho do pelotão inteiro. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você for à voz daqueles que não podem falar. Quando você usar a sua grande força e coragem para proteger os indefesos e defender os fracos. Quando a sua inteligência e o seu conhecimento forem usados para fazer o bem. Quando você estiver disposto a sacrificar a sua própria vida lutando em prol dos outros, usando a força da sua vida e drenando a sua própria energia vital, você se tornará verdadeiramente forte. Quando você alcançar essas metas, terá se tornado num herói de verdade. Tenha compaixão pelos fracos. Tenha força de vontade (a sua vontade não pode ser fraca). Tenha a mente concentrada (o verdadeiro campo de batalha de todo ser humano é a mente). O fracasso não é uma opção. Se você perder, as pessoas por quem você está lutando e protegendo também morrerão.

"O sentimento de luta não deve ser medido pela probabilidade de vitória, mas, sim, pelos valores em defesa dos quais a luta foi feita".

Se eu buscasse a Deus por interesse, não seria uma atitude muito inteligente de minha parte, porque eu só tenho “me lascado e me ferrado” por tentar fazer a coisa certa. Eu sou depressivo, infeliz, desejo a morte todos os dias e não tenho expectativa no futuro, mas, mesmo, assim, serei leal a Deus. Eu concordando com Deus ou não, o Senhor já sabe a minha resposta. Bem sei que terei um fim trágico e que nunca serei feliz, mas, mesmo, assim, desejo com toda a sinceridade do meu coração fazer o bem. Quando Ryu e Ken perderam para Guile, a sua derrota quebrou o seu orgulho e eles saíram pelo mundo para treinarem e se tornarem em lutadores mais fortes. Quando Ryu foi preso injustamente por causa do tráfico de drogas, na prisão, Ryu aprendeu a lutar Muay Thai e descobriu onde poderia se aperfeiçoar e conhecer a energia da vida. Quando José foi vendido como escravo pelos seus irmãos; quando foi escravizado, oprimido e humilhado no Egito; quando foi preso injustamente por causa de sua integridade e fidelidade a Deus, tudo isso, foi um treinamento, um preparo para que José se tornasse em Zafenate-Panéia (Governador-Geral) do Egito. Quando Uryuu Ishida foi derrotado por Renji Abarai, isso quebrou o seu orgulho, e o Quincy começou a treinar arduamente para se tornar mais forte e poderoso. O corte da lâmina da espada de Renji fez Uryuu adquirir certa experiência para lutar nas batalhas que ele enfrentaria mais adiante. Muitas vezes, o mal pode se tornar em benção. Muitas vezes, nós devemos “fazer do limão uma limonada”. Podemos aprender com os nossos erros e adquirir bons ensinamentos e experiência com momentos ruins que passamos na vida. O que é maldito pode se tornar em bendito. O mal pode se tornar em benção. Não conhecemos os propósitos de Deus e nem os seus critérios, mas devemos confiar de que Deus é Soberano e sabe o que faz. Muitas vezes, eu escrevo para mim mesmo. As coisas que escrevo, são coisas que passo mesmo (pura experiência pessoal). Eu também estou no “olho do furacão”. Durante a minha vida inteira, fui acusado de ser coisas que eu não sou e de fazer coisas que nunca fiz (pelos crentes safados e hipócritas que vivem arrotando “santidade” e que não vivem o que pregam, mas que adoram cobrar uma “falsa santidade” dos outros que nem eles próprios conseguem viver). Eu não sou feliz e todos os dias desejo ardentemente morrer, mas preciso continuar vivo. Alguém tem que ficar e lutar. Alguém tem que fazer a diferença. Alguém tem que fazer. Sei que não verei os meus frutos, mas preciso plantá-los agora. Se eu não tentar e fizer, nunca haverá resultados. Já tem gente demais fazendo o mal, alguém tem que ousar fazer o bem. Alguém tem que fazer a diferença.

Samurai X ou Rurouni Kenshin é um desenho que se passa na Era Meiji do Japão e é um dos animes que mais gosto. Kenshin Himura era Battousai, o Retalhador, um matador que retalhava suas vítimas sem piedade. No final da Era Tokugawa ele se arrependeu de todos os seus crimes (por causa do amor) e prometeu para si mesmo que nunca mais sujaria suas mãos de sangue novamente. Durante anos, eu odiei os bandidos e desejei ser um justiceiro, mas através desse desenho pude ver que os marginais também podem se converter e se tornar pessoas boas. Deus usou esse anime para falar comigo e por meio dele eu passei a olhar para os delinqüentes com compaixão.

Fullmetal Alchemist é o desenho que conta a história de dois irmãos, Edward Elric e Alphonse Elric, e o que acho mais bonito nesse anime é o fato desses dois irmãos viverem um em função do outro. Edward e Alphonse brigam como todos os irmãos, mas eles têm um laço de amizade muito forte. Esses irmãos estão dispostos a morrer um pelo outro e sempre lutam pelo que é certo.

Bleach conta a história de Ichigo Kurosaki, um adolescente que se tornou num ceifeiro de almas (um tipo de caçador de demônios) e ele usa todo seu poder para proteger as pessoas que não podem se defender. Ichigo é amigo de Rukia Kuchiki e arriscou sua própria vida para salvá-la, porque ela era sua amiga. Ichigo significa “Primeiro Protetor ou Aquele Que Protege”. Como quase todos os desenhos japoneses, esse anime também valoriza muito a amizade e os heróis desse desenho são amigos mesmo uns dos outros. Um dos heróis que mais admiro desse anime é o Sado Yasutora, um jovem extremamente forte e poderoso que foi briguento no passado, mas que prometeu para si mesmo que nunca mais usaria seus punhos em causa própria e somente lutaria em favor dos fracos e oprimidos. Uryuu Ishida, o Quincy, também é um herói que admiro muito, porque ele é íntegro e honrado, e também somente luta em prol da justiça para defender os indefesos. Com o Uryuu eu aprendi que: “As flechas do Quincy só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o Quincy jurou proteger”. Com o Uryuu eu também aprendi que para aqueles que conhecem a Verdade não adianta fechar os olhos e tampar os ouvidos, ou seja, eu não posso ignorar o mundo espiritual. O Uryuu e o Ichigo eram inimigos mortais e se odiavam, mas com o passar do tempo, eles se tornaram grandes amigos (os ceifeiros de almas e os Quincys são inimigos naturais). Esse anime abençoa muito a minha vida, porque Deus sempre fala comigo por meio desse desenho animado.

Um desenho que gosto muito é o “Saint Seiya”, porque é um anime magnífico. Quando eu era criança, sofri muito preconceito por parte dos evangélicos por eu gostar do desenho japonês “Os Cavaleiros do Zodíaco”. Pretendo usar o meu talento de escrever mais uma vez para poder defender o anime Saint Seiya, porque já estou farto da hipocrisia e do fanatismo religioso dos fariseus. Chega de falso moralismo!

Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão, Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda, e Ikki de Fênix são os protagonistas desse maravilhoso desenho. Esses jovens cavaleiros de bronze são conhecidos como “Os Cavaleiros da Esperança”. Seiya e seus amigos são homens dispostos a sofrerem e morrerem pelos outros. Eles não usam os seus punhos em causa própria, mas usam os seus poderes para promover a justiça. As suas armaduras só devem ser usadas para zelar pela justiça e nunca para benefício próprio ou por motivos pessoais.

Seiya é determinado e perseverante, ou seja, ele não se entrega facilmente. O cavaleiro de Pégaso, mesmo sem os seus cinco sentidos, permanece lutando em prol da justiça. Seiya é um guerreiro admirável. No filme “A Lenda dos Defensores de Atena”, Seiya havia perdido a esperança e queria morrer. Saga de Gêmeos disse para Seiya que para os que perdem a esperança e desistem de lutar só resta morrer mesmo. Saga incentivou Seiya a lutar pela vida. Pégaso derrotou Gêmeos, e conseguiu vencer os demais inimigos, porque ele voltou a ter esperança, e continuou lutando.

Shiryu de Dragão é o cavaleiro que mais valoriza a amizade. Shiryu não vive para si mesmo, mas, sim, para a justiça. Ele é um homem que daria a vida pelos outros. Apesar de eu gostar mais do Ikki de Fênix, Shiryu é o cavaleiro que acho mais íntegro e honrado, isto é, ele é o mais digno do meu respeito. O cavaleiro de Dragão em várias ocasiões se sacrificou pelos seus amigos. Quando Shiryu doou grande parte de seu sangue para concertar as armaduras de Pégaso e de Dragão, ele provou que a sua amizade era verdadeira arriscando a sua própria vida. Em outra ocasião, Shiryu se cegou para poder derrotar Algol de Perseu, um cavaleiro de prata que havia transformado Seiya e Shun em estátuas de pedra. Assim, Dragão salvou Pégaso e Andrômeda. Quando Shiryu enfrentou vários esqueletos de cavaleiros, ele não podia se desviar para a direita, nem para a esquerda, e nem recuar. Assim, nós, cristãos, temos que trilhar o Caminho de Deus.

Hyoga de Cisne é um cavaleiro muito valente e honrado que tem muito carinho por sua mãe. Hyoga tem princípios cristãos (a sua mãe era cristã), e ele é muito perseverante nas batalhas, assim, como os seus demais companheiros. Na Casa de Escorpião, quando Hyoga enfrentou Milo, o cavaleiro de Escorpião lhe disse que era um sonho os cavaleiros de bronze chegarem até a Sala do Mestre, mas Cisne lhe falou que se as pessoas se esforçarem e lutarem por seus sonhos, os seus sonhos podem ser realizados.

Shun de Andrômeda oculta a sua verdadeira força, porque ele odeia a violência, ou seja, não gosta de lutar. Mas, luta quando é necessário. Shun é muito sensível, e não gosta de machucar as pessoas. Na Casa de Libra, o cavaleiro de Andrômeda elevou o seu cosmo ao máximo (arriscando a sua própria vida) para poder descongelar Hyoga de Cisne, que havia sido congelado por Camus de Aquário. Shun também está disposto a dar a sua própria vida pelos seus amigos.

Ikki de Fênix era maléfico no passado, mas graças à amizade de Seiya e dos outros; e do amor de seu irmão Shun, ele se converteu de seus maus caminhos. Ikki era só ódio por dentro, mas o amor o fez se arrepender de seus pecados e nascer de novo. O cavaleiro de Fênix era perverso, e liderava os terríveis cavaleiros negros, mas quando Ikki se converteu, ele passou a lutar pela justiça.

A parte que mais gosto do anime Saint Seiya, é quando o Mestre Ancião (Dohko de Libra) dá uma lição de moral em Máscara da Morte, o cavaleiro de Câncer. Aprendi com Dohko que a injustiça será para sempre injustiça; e a justiça será eternamente justiça. Não importa o quanto o mal tente mudar isso, a verdade é imutável. A injustiça nunca se torna justiça. Estes são os princípios e valores do anime Saint Seiya.

Estou passando por um momento muito difícil; e o meu coração dói tanto, como se Afrodite de Peixes tivesse encravado uma rosa sangrenta no meu coração. Ainda bem que eu tenho o anime Saint Seiya para me alegrar e me ajudar a esquecer a tristeza.

“E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia”. (Êxodo 17:11)

Em certa ocasião, o povo de Deus enfrentou os seus inimigos, os amalequitas, e Moisés intercedeu a favor de Israel para que o seu povo triunfasse. Enquanto Moisés estendia as suas mãos e orava, os hebreus prevaleciam; mas quando ele abaixava as suas mãos, os amalequitas prevaleciam. Essa parte da Bíblia nos mostra novamente o verdadeiro poder da oração.

Neste maravilhoso desenho japonês, eu vi um episódio em que a Shunrei intercedeu em favor do Shiryu de Dragão. A Shunrei orou, ou seja, ela pediu diversas vezes para o Deus judaico-cristão proteger o seu amado Shiryu do cavaleiro de ouro Máscara da Morte de Câncer. O próprio anime Saint Seiya, que não é um desenho cristão, mostra o poder da oração. O vilão, Máscara da Morte, ficou muito incomodado com a oração da Shunrei; e foi a intercessão dessa garota que salvou Shiryu. Até esse anime ensina princípios e valores cristãos. Eu aprendi muito com esse magnífico desenho japonês. Apesar da idolatria e da Astrologia envolvidas nesse anime, têm muitas coisas boas para se reter nesse desenho que marcou a minha geração, como, por exemplo, o poder da oração e da intercessão.

Dragon Ball conta a história de Goku, um garoto com rabo de macaco que foi enviado a Terra para conquistá-la, mas quando chegou ao planeta foi criado por Son Gohan que o criou com amor e carinho o transformando numa pessoa boa. Nesse desenho, muitos rivais se perdoaram e se tornaram grandes aliados. Vilões perversos se arrependeram de suas maldades e passaram a lutar pela justiça, como, por exemplo, Piccolo, Tenshinhan, Yamcha e Vegeta, que eram maus e se tornaram bons. Vegeta quando se casou, o amor por sua amada esposa o transformou num novo homem. Assim, Vegeta, o pirata espacial, se tornou num bom marido e bom pai.

Naruto é o anime que tem feito grande sucesso na atualidade e conta a história de um jovem ninja com o mesmo nome do desenho que era considerado pela sociedade um fracassado que jamais triunfaria na vida. Eu me identifico muito com ele, porque sempre tive complexo de inferioridade e as pessoas nunca acreditaram em mim. Apesar de todos terem falado que Naruto era um perdedor, ele nunca desistiu de seus sonhos e provou para todos que ele era capaz de ser um vencedor. Naruto Uzumaki nunca desistiu de seu grande amigo, Sasuke Uchiha, que se desviou do caminho da justiça para trilhar o caminho do mal. Naruto sempre fez de tudo para trazer Sasuke de volta para o lado do bem, e nunca desistiu dele (nunca desista das pessoas). Naruto luta contra o seu lado obscuro (um demônio aprisionado dentro dele). Esse ninja luta contra a sua própria natureza, e o amor e a amizade o tornaram num guerreiro justo e num homem grandioso com um excelente caráter e grande honra.

Eu enxergo, claramente, ensinos teológicos profundos em alguns animes, muitos valores bíblicos e princípios éticos que tem tudo a ver com a Bíblia, a Palavra de Deus. Mostrarei, agora, alguns bons exemplos.

Ichigo Kurosaki luta contra o seu lado Hollow, o seu lado obscuro. Naruto Uzumaki luta contra a "Raposa de Nove Caudas", que também é o seu demônio interior. Nós, crentes em Jesus, também lutamos contra o nosso lado obscuro, o nosso demônio interior. O Velho Homem, o Velho Adão, é o nosso maior inimigo. Muito mais mortal, letal e fatal do que os nossos inimigos exteriores. O nosso inimigo interior é o principal que devemos combater com todas as nossas forças. Essa é a nossa labuta diária. Martinho Lutero disse que pensava que o Velho Homem havia morrido nas águas do batismo, mas ele descobriu que o miserável sabia nadar. John Owen disse que nós, cristãos, devemos combater o pecado diariamente, porque se nós não matarmos o pecado, o pecado nos matará. O Velho Adão, o Velho Homem, sempre estará conosco, até a nossa morte. Como verdadeiros guerreiros devemos combater o nosso lado obscuro, o nosso lado Hollow, a nossa Raposa de Nove Caudas interior.

Ikki de Fênix é um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos. Ikki foi espancado quando era criança, órfão e foi rejeitado pelas pessoas. Na Ilha da Rainha da Morte, ele foi treinado por Guilthy (Satanás, o Diabo), que lhe ensinou apenas o ódio e desejo por vingança. Fênix perdeu a mulher que amava (morta pelo seu próprio mestre), e matou o assassino de sua amada com suas próprias mãos. Ikki passou a dominar a Ilha da Rainha da Morte, e ficou conhecido como o "Cavaleiro do Ódio". Ikki tentou matar os seus amigos de infância, mas foi derrotado, se arrependendo de todos os seus crimes. Ikki de Fênix, que era conhecido como o "Cavaleiro do Ódio", passou a ser conhecido como o "Cavaleiro da Esperança", e começou a lutar pela verdade e pela justiça. Ikki quebrou o "ciclo da intolerância" e abandonou o seu passado sangrento para se tornar num verdadeiro herói, lutando pelos direitos dos outros.

Ikki de Fênix, que no passado era conhecido como o Cavaleiro do Ódio, mas que se converteu de seus maus caminhos, nascendo de novo, ressurgindo das cinzas como o Cavaleiro da Esperança, quando voltou para a Ilha da Rainha da Morte (Hades – Inferno) teve que enfrentar Jango e seus comparsas, os Cavaleiros Negros. Neste confronto, Fênix enfrentou o Fênix Negro, o seu Demônio Interior (o Velho Adão, o Velho Homem), e quase morreu nesta batalha, mas ele teve uma visão da mulher que amava (Esmeralda), que lhe lembrou de quem Ikki era. Esmeralda o lembrou de que Ikki ainda tinha uma missão importante a cumprir e de que ele precisava continuar vivendo, porque ele é Fênix, o Cavaleiro da Esperança. Esmeralda lembrou Ikki de que por ele ser o Cavaleiro da Esperança, não devia desistir, não podia se dar por vencido. Ikki se encheu de esperança, elevando o seu cosmo, se libertando das garras de Fênix Negro, a sua armadura de Fênix o revestiu, e Ikki golpeou Fênix Negro o derrotando, provando quem era o verdadeiro Fênix. Assim, o Cavaleiro do Ódio que se tornou no Cavaleiro da Esperança, venceu o seu lado negro (o seu lado obscuro).

Ikki de Fênix era órfão, foi espancado diversas vezes quando criança e viu a mulher que amava morrer diante de seus olhos. Ikki foi treinado por Guilty (Satanás, o Diabo), e o derrotou, reinando em seu lugar, passando, assim, a dominar e a reinar sobre a Ilha da Rainha da Morte (um lugar infernal, onde apenas a dor e o sofrimento reinavam). Ikki passou a ser conhecido como o Cavaleiro do Ódio e somente o rancor e o desejo de vingança dominavam o seu coração. Fênix tentou matar os seus amigos de infância, e foi derrotado, se arrependendo de todos os seus pecados. O seu passado sangrento foi apagado, e Ikki de Fênix que era conhecido como o Cavaleiro do Ódio, passou a ser conhecido como o Cavaleiro da Esperança. Ikki quebrou o ciclo de intolerância, e abandonou o seu passado sangrento de ódio. Ikki de Fênix, o Cavaleiro do Ódio que se tornou no Cavaleiro da Esperança. Ikki passou a lutar em nome da verdade e em nome da justiça, se tornando num verdadeiro herói. O que era maldito se tornou em bendito. O mal se tornou em benção.

Quando os Incas enfrentaram os espanhóis, eles foram derrotados por causa do impacto psicológico, porque os Incas poderiam vencer a guerra, mas eles não conheciam as armas de fogo e nem os canhões, e com isso eles ficaram assustados, entraram em desespero e foram derrotados. Quando Hyoga de Cisne lutou contra o gigante Dócrates (irmão de Cássios), o cavaleiro de Cisne se lembrou do ensinamento de seu mestre (Mestre Cristal), que homens muito grandes têm pernas muito frágeis e com isso, Hyoga, causou um grande impacto psicológico em Dócrates e com a ajuda de Shun de Andrômeda e de Seiya de Pégaso, venceram o gigante. Saitou Hajime (Goro Fujita) disse para Kenshin Himura que Makoto Shishio conquistou o espírito das pessoas (do povo), por isso, ninguém ousava desafiá-lo e se opor ao seu domínio. Os bandidos, os terroristas e os ditadores usam o medo e o terror como armas para poder subjugar e oprimir os mais fracos que tem o seu espírito, conquistado, subjugado e dominado por eles. Desde a Antiguidade que o Diabo e seus anjos usam o medo para conquistar o mundo. Durante a Idade Média, esse medo foi intensificado por meio dos horrores praticados pela Inquisição. Satanás, o Diabo, faz isso com a Igreja hoje também, ele a controla e a domina por meio do impacto psicológico. A maior arma dos demônios, dos bandidos, dos terroristas e dos ditadores sempre foi o medo.

Agora, falarei sobre um desenho ocidental, o Doug, que conta a história de Doug Funnie que para mim parece até um cristão, pois ele é honesto, justo, bom, e ajuda até seus inimigos, como o Roger Klotz, que sempre o atormenta, mas mesmo assim Doug não retribui o mal com o mal. Esse é um dos desenhos mais educativos que conheço e ensina excelentes princípios morais.

Aprendi princípios éticos e valores de honra com os animes. Esses desenhos japoneses me ensinaram que eu nunca devo lutar e matar por vingança ou por razões pessoais, mas apenas devo combater para zelar pela justiça e proteger os indefesos. Os heróis dos animes me ensinaram que eu devo lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Que eu devo ser um homem valente que luta pela verdade e pela justiça. Que eu devo ser um guerreiro que luta pelos direitos dos outros.

No passado, durante anos, eu desejei ser justiceiro. Sempre abominei a covardia e a opressão contra os mais fracos. Por causa da omissão das autoridades e da sociedade, eu desejava fazer justiça com as minhas próprias mãos, mas Deus, através da Bíblia, a Palavra de Deus, e por meio dos heróis, me mostrou que se eu fizesse isso eu seria tão bandido e tão mal quanto os bandidos e os homens maus que eu tanto queria combater. Eu não sou pacifista (tenho aversão a esse ensinamento maligno, que de bíblico não tem nada, ou seja, o Pacifismo é uma ideologia diabólica mesmo), mas Deus me mostrou, por meio da sua Palavra, que o certo é o Estado (as autoridades legalmente constituídas) que deve fazer justiça (dentro da legalidade e de forma justa). Deus estabeleceu as autoridades governamentais (Romanos 13:1-7) para punir os maus e louvar os bons. Essa é a vontade de Deus. O que posso fazer é lutar pelos meus direitos dentro da Lei, ter sabedoria para votar nos políticos e me engajar politicamente e socialmente para poder fazer alguma diferença, e, claro, orar em favor dos governantes e das autoridades enviadas por eles, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos homens que praticam o bem (1 Pedro 2:13-17). Deus estabeleceu os soldados (Lucas 3:14), policiais, magistrados, promotores e governantes para cuidarem do bem-estar da sociedade. Se os homens investidos de autoridade não cumprem com seu dever, eles prestarão contas a Deus e não mim. A minha parte é fazer o bem e ser justo dentro das Leis dos homens e das Leis de Deus.

Os fariseus precisam entender que nem todos os criadores de desenhos são pessoas mal-intencionadas, ou seja, nem todos são satanistas. À vezes, eles colocam suas crenças pessoais nos desenhos não com a intenção de prejudicar as crianças, mas porque, simplesmente, eles acreditam nelas. Muitas crenças fazem parte das culturas das pessoas e como muitas delas não conhecem a Deus, elas acabam colocando ocultismo nos desenhos, mas nem sempre é com a intenção de prejudicar alguém.


A SATANIZAÇÃO DOS GAMES (A HIPOCRISIA E O FALSO MORALISMO DOS FARISEUS):


Os crentes hipócritas também costumam demonizar os videogames, mas várias pesquisas comprovam que muitos jogos estimulam o raciocínio das crianças, e como tudo na vida, também têm inúmeras coisas boas que nós podemos assimilar. Nem todos os jogos incentivam a violência, isto é, existem muitos jogos educativos.

Realmente, o videogame foi uma das maiores criações da humanidade, pois muitos jogos tornam uma vida amarga numa vida doce e aperfeiçoam o intelecto humano. Eu já passei horas por dia jogando videogame e fui muito feliz nesses preciosos momentos. Eu desenvolvi o meu raciocínio jogando jogos de RPG em que eu tinha que desvendar inúmeros segredos. Durante a minha infância, eu tive momentos muito tristes, mas os videogames que eu jogava alegravam o meu coração me tornando numa criança feliz. Agora, contarei sobre alguns jogos clássicos que me deram momentos maravilhosos que jamais irei esquecer. Sinto falta da época em que eu jogava videogame, porque nessa época, eu era verdadeiramente feliz (durante a minha infância).

Eu jogava muito os jogos do “Super Mario Bros” e delirava a cada fase que passava até chegar às últimas fases e acabar com esses jogos. No Super Mario Bros eu cheguei à última fase, entretanto, nunca consegui acabar com o jogo. No Super Mario Bros 2 eu consegui encerrar o jogo e gostava muito de jogar com a princesa Peach. O Super Mario Bros 3 era o jogo que eu mais gostava de jogar. Eu enfrentei todos os filhos de Bowser (Rei Koopa), mas gostava de usar a flauta para poder conhecer todas as fases. Eu já acabei com esse jogo jogando fase por fase também. O “Super Mario World" também me distraía nos dias que eu não tinha nada para fazer. Eu cheguei a abrir 93 fases desse jogo e passei por todos os castelos até chegar ao palácio de Bowser, no entanto, nunca cheguei a conhecer todas as fases.

O jogo “Super Metroid” da saga “Metroid” também marcou profundamente a minha infância, pois eu já passei madrugadas jogando esse maravilhoso jogo. O primeiro jogo dessa excelente saga tem uma história emocionante. A lendária "caçadora de recompensas" da Nintendo, Samus, tem uma triste história. Ela morava em uma colônia de terráqueos que foi praticamente destruída num ataque dos Piratas Espaciais, e a pequena órfã e única sobrevivente foi acolhida pelos Chozo, evoluída raça de alienígenas que a treinaram na arte da guerra, deram a ela o seu sangue e a sua conhecida armadura. O seu primeiro jogo leva o nome que até hoje é usado, Metroid, do NES. Hoje em dia, Samus, é conhecida por ser uma das poucas mulheres a estrelarem jogos. Metroid é até hoje um dos jogos que reúne fãs em todo mundo.

Já passei madrugadas jogando o magnífico jogo “The Legend of Zelda a Link To The Past”. Esse jogo foi um dos jogos mais emocionantes que já joguei em toda a minha vida. Eu me divertia combatendo os capangas de Ganondorf, o Rei do Mal, e a cada segredo que descobria ficava feliz da vida. Esse jogo me ajudou a ficar mais inteligente, porque eu quebrava a minha cabeça para desvendar os segredos desse excelente jogo.

“Street Fighter” foi um jogo que me marcou muito também. Eu adorava jogar com os lutadores Ryu, Ken, Dhalsim e Guile, para combater os chefões, Balrog, Vega, Sagat e Mister Bison. Street Fighter é um jogo realmente incrível.

Os jogos “Mega Man 7” e “Mega Man X” também alegraram as minhas tardes e noites. Eu até cheguei a criar histórias em quadrinhos do Mega Man de tanto que eu gostava desses jogos. Eu adorava combater os robôs do Doutor Willy e os Mavericks de Sigma. Os jogos do Mega Man marcaram profundamente a minha infância, portanto, nunca me esquecerei desses esplêndidos jogos.

Os jogos do computador MSX também alegravam os meus dias, pois eu me divertia jogando “The Goonies” e outros jogos magníficos (que, infelizmente, não me lembro de todos os nomes, porque eu era muito pequeno quando os joguei).

Apesar de todas as dificuldades que passei, eu tive uma infância feliz. Sinto falta de quando eu jogava videogame, porque essa foi à época mais feliz de minha vida.

Jogando videogame eu valorizo a música instrumental. Eu me desestresso e me divirto saudavelmente. Eu me afasto dos vícios prejudiciais comuns da juventude (drogas, álcool e sexo ilícito). Exercito minha mente muito mais do que vendo TV (futebol e novelas). Alimento minha imaginação. Desafio as minhas habilidades mentais e meus reflexos. Não fico entediado. Adquiro novos gostos, como a arte e a tecnologia. Conheço excelentes amigos. Eu aprendi o Inglês básico. E ainda têm uns crentes trouxas que pregam que videogame é do Diabo.


CONCLUSÃO:


“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. (1 Coríntios 6:12)

O que pode ser pecado para mim, necessariamente pode não ser pecado para outra pessoa e vice-versa. Eu admito que os desenhos que assisto podem realmente até serem maldições para outras pessoas, mas para mim eles são bênçãos. Deus fala comigo por meio dos animes e o que mais admiro no Todo-Poderoso é que Ele não é preconceituoso e me compreende. Deus me respeita na minha individualidade e não me recrimina por eu assistir desenhos japoneses. Convém-me assistir animes sim e eu não sou dominado por eles.

Decidi escrever essa apologia contra Josué Yrion e seus seguidores fanáticos, porque já estou farto de tanto preconceito. Por isso, resolvi dar um basta em toda essa hipocrisia. Espero ter esclarecido o meu ponto de vista, e afirmo que nós, cristãos, devemos reter de tudo o que é bom.

“Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu”. (Romanos 14:2-3)

O contexto desse capítulo não ensina que o cristão tem que viver em função da aprovação alheia (que precisa agradar os religiosos legalistas e hipócritas), mas, sim, que deve evitar se possível, escandalizar os novos convertidos. Eu realmente acredito que existem religiosos radicais sinceros em seu radicalismo, mas o que me dá muita raiva é ver religiosos sem nenhum compromisso com Deus ficar atacando pedras nos outros, apenas, porque os outros não acreditam nas suas doutrinas que são preceitos dos homens. Todos os cristãos têm a liberdade para acreditarem no que quiserem, mas o que eles não podem fazer é impor a sua intolerância religiosa (fundamentalismo) para os outros, porque isso é fanatismo religioso. Quem somente come legumes, fique na sua, e não perturbe ninguém (o contexto desse capítulo não é um ataque direto ao vegetarianismo ou veganismo, mas, sim, a intolerância religiosa).

“Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova”. (Romanos 14:22)

Se eu peco ou não, ninguém tem nada a ver com isso, porque eu prestarei contas a Deus pelos meus atos. Eu tenho a minha consciência tranqüila em relação às coisas que gosto, porque tenho certeza que Deus não condena as coisas que gosto. Vejo mais ensinamentos bíblicos nas artes marciais e nos animes do que em muitas igrejas evangélicas por aí (os princípios e valores das artes marciais são os mesmos da Bíblia). O legalismo e o fundamentalismo somente trouxeram maldição para a Igreja. Fiquem apenas com o que a Bíblia ensina que é melhor, e mantenham distância e desprezem o fanatismo e a intolerância religiosa. Nós devemos buscar a santidade bíblica (e não o legalismo).

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.