segunda-feira, 2 de maio de 2011

CRISTIANISMO PRIMITIVO



Resolvi escrever este artigo, porque acho que devo desculpas aos cristãos primitivos; pois eu julguei injustamente a Igreja Primitiva em vários artigos. Claro, que existiram Pais da Igreja que pregavam heresias, mas nem todos os cristãos primitivos eram anti-militaristas e anti-semitas como eu afirmei em outros artigos. O próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e a política. Os Pais Apostólicos, Inácio de Antioquia e Policarpo de Esmirna, conheceram os apóstolos pessoalmente e não pregaram heresias. Fato inegável, é que a maioria dos primeiros cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos. Mas, será que eles realmente eram anarquistas e pacifistas (como um bando de religiosos idiotas afirma na Internet)? Ou será que os cristãos primitivos queriam simplesmente evitar prestar culto ao imperador e sacrificar aos deuses? Neste artigo, eu mostrarei a resposta.





Na verdade, os primeiros cristãos (os primeiros mesmo) eram judeus, mas com o passar do tempo, inúmeros gentios se converteram e começaram a pregar o anti-semitismo. No começo, o Cristianismo era visto pelo Império Romano como uma ramificação do Judaísmo, por isso, era considerado uma religião lícita. Os judeus eram isentos do serviço militar e não eram obrigados a cultuar o imperador e nem os deuses pagãos. Todos os militares e políticos romanos eram obrigados a prestar culto ao imperador e sacrificar aos deuses e se eles se recusassem a fazer isso eram condenados a morte pelo Estado. Mitra, o Sol Invencível, era o deus patrono do Exército Romano, e o serviço militar era cheio de práticas idolátricas. Infelizmente, existem religiosos imbecis (que dominam a Internet) que omitem esses fatos descaradamente simplesmente, porque eles foram cegados pela sua ignorância religiosa. Eu acabei odiando os cristãos primitivos injustamente por causa de Testemunhas de Jeová e evangélicos idiotas que não sabem fazer outra coisa da vida a não ser usar uma imagem distorcida da Igreja Primitiva para propagar o fanatismo religioso na Internet. Religiosos desocupados, como, por exemplo, o Blogildo, o Thompson Rogério, o “irmão” Alex e outros hereges ficam deturpando a História e a Bíblia para sustentar o seu pacifismo doentio. Por isso, eu acabei caindo no erro de julgar os cristãos primitivos de forma injusta.





No século I, quase todos os cristãos não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos, entretanto, existiram militares e políticos cristãos nessa época sim; eram poucos, mas eles existiram. No século II, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército por causa das invasões bárbaras. Haviam Pais da Igreja que tinham tara por demonizar compulsivamente o serviço militar e a raça judaica, mas também houveram Pais da Igreja que defendiam os militares e judeus cristãos.





Existiram autoridades cristãs na Igreja Primitiva apesar das práticas idolátricas que predominavam no Império Romano. O centurião Cornélio foi evangelizado pelo apóstolo Pedro e depois batizado ainda sendo um oficial romano. O carcereiro de Filipos se converteu e permaneceu em sua profissão (portando a sua espada). Há várias provas arqueológicas que comprovam que o procônsul Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos e depois se tornou um curador em Roma. No século I, os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus. No século III, os oficiais romanos, Sebastião, Jorge e Expedito, foram torturados e assassinados, porque se recusaram a negar a Cristo.




Antes do imperador Constantino chegar ao poder, era complicado para os cristãos se envolverem com o serviço militar e a política, portanto, tinha justificativa os cristãos evitarem se envolver com o Estado. Jesus Cristo e Paulo ordenaram aos cristãos que pagassem os tributos e impostos sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo afirmaram que a função das autoridades constituídas é castigar os malfeitores e enaltecer os que praticam o bem. Paulo afirmou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e são seus ministros para castigar os bandidos, ou seja, Deus estabelece os reis da Terra.





As Testemunhas de Jeová e os crentes fanáticos afirmam que os primeiros cristãos não comemoravam aniversários e o Natal, mas isso também é mentira. Existiram cristãos primitivos que comemoravam aniversários sim. Tinham os que condenavam, mas tinham os que não viam mal algum nisso. O Natal era comemorado por muitos cristãos, mas em datas diferentes. Espero ter desmentido os ensinamentos heréticos que certos religiosos imbecis pregam por aí.

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