sexta-feira, 1 de julho de 2011

OS MITOS SOBRE A IGREJA PRIMITIVA


“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade”. (Albert Einstein)

A omissão é uma coisa que sempre me incomodou e, infelizmente, inúmeros cristãos pregam a omissão como se ela fosse à verdade absoluta. As Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos usam versículos bíblicos fora de contexto e deturpam a História para poderem propagar a mentira, ou seja, eles mentem descaradamente dizendo que a omissão é uma ordenança divina. Geralmente, eu costumo usar termos pejorativos para me referir aos meus opositores, mas tentarei ser mais civilizado neste artigo. Há algum tempo, eu escrevi um artigo chamado “Cristianismo Primitivo” em que eu me desculpo com a Igreja Primitiva e desminto alguns mitos sobre ela. Muitos religiosos divulgam mentiras sobre a Igreja Primitiva através da Internet (uma ferramenta de origem militar) pregando que os cristãos primitivos eram anarquistas, pacifistas e anti-sociais. O interessante é que esses religiosos simplesmente ignoram descaradamente o fato de que a idolatria greco-romana dificultava os primeiros cristãos se alistarem no Exército e ocuparem cargos públicos. Fato inegável é que o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, os rituais idolátricos, e os juramentos pelos deuses, dificultavam os cristãos primitivos se envolverem com o Estado. Mas as Testemunhas de Jeová e os evangélicos “cheios de santidade” ignoram essas dificuldades que a Igreja Primitiva tinha que enfrentar e se baseiam em heresias pregadas por Pais da Igreja que demonizavam o serviço militar e a política sem nenhum embasamento bíblico e que ainda pregavam o anti-semitismo. Neste artigo, pretendo novamente desmentir os mitos pregados por esses religiosos, mas dessa vez, farei isso de uma maneira mais civilizada.

Na Carta aos Romanos no capítulo 13 do versículo 1 ao 7, o apóstolo Paulo afirmou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, e que o Estado é ministro de Deus e vingador do povo para castigar os que praticam o mal. O apóstolo Pedro, em sua Primeira Epístola no capítulo 2 do versículo 13 ao 17 afirmou praticamente a mesma coisa que apóstolo Paulo, isto é, que o dever do Estado é castigar os malfeitores e enaltecer os que praticam o bem. Os Pais Apostólicos, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma, reconheceram que as instituições políticas são necessárias na ordem estabelecida por Deus. Jesus Cristo e Paulo ordenaram aos cristãos que pagassem os tributos e impostos ao Estado sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. A Palavra de Deus, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, sempre defendeu a necessidade da existência das autoridades para punir os malfeitores. Os cristãos que ignoram isso, não acreditam na Bíblia. Então, será mesmo que os cristãos primitivos eram anarquistas, pacifistas e anti-sociais?

No século I, quase todos os cristãos não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos, mas existiram alguns militares e políticos cristãos nessa época sim. Eram poucos, mas eles existiram. No século II, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército por causa das invasões bárbaras. Existiram Pais da Igreja que se divertiam demonizando compulsivamente o serviço militar e a raça judaica; mas, também existiram Pais da Igreja que faziam o contrário. Jesus Cristo, os apóstolos e os Pais Apostólicos nunca condenaram o serviço militar e a política, pelo contrário, eles reconheceram a sua legitimidade.

Existiram autoridades cristãs na Igreja Primitiva apesar das práticas idolátricas que predominavam no Império Romano. O centurião Cornélio se converteu e depois foi batizado ainda sendo um oficial romano. O carcereiro de Filipos se converteu e permaneceu em sua profissão (portando a sua espada). Há várias provas arqueológicas que comprovam que o procônsul Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos e depois se tornou curador de um banco em Roma. No século I, os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Cristo. No século III, os oficiais romanos, Sebastião, Jorge e Expedito, foram torturados e assassinados, porque se recusaram a negar a Jesus. Esses são exemplos verdadeiros de cristãos que foram autoridades.

As Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos erram em propagar as suas mentiras deturpando o contexto histórico em que os primeiros cristãos viviam. Hoje, os cristãos podem se alistar no Exército e se envolver com a política sem problema nenhum.

2 comentários:

tati disse...

PORQUE FALAR MAL DOS EVANGELICOS OU DE QUALQUER CONHECIMENTO RELIGIOSO? É NECESSÁRIO QUE HAJA MAIS RESPEITO, COMO EVANGELICA DISCORDO PLENAMENTE DO COMENTÁRIO NO TEXTO,SEI QUE OS EVANGELICOS NÃO FAZEM PARTE DA MENTIRA MAIS DE UMA GRANDE VERDADE QUE É JESUS CRISTO.

Reflexões de Filipe Levi disse...

Se você prestar mais atenção no meu texto, perceberá que eu não me referi a todos os evangélicos, mas, sim, há alguns deles. Eu só estou tendo o trabalho em te responder, porque você não me xingou (como certos evangélicos e certas Testemunhas de Jeová costumam fazer). Eu apenas falei a verdade que os religiosos fanáticos e alienados não querem enxergar. Se quiser debater comigo, sinta-se a vontade, portanto, que você não fique me xingando ou usando versículos bíblicos fora de contexto.