segunda-feira, 22 de abril de 2013

PROFETAS DE DEUS



Um grave erro cometido por muitas igrejas pentecostais (reconheço que existem igrejas pentecostais sérias) é que os profetas ficam dando profetadas sem pé nem cabeça. Se analisarmos o que os profetas do Antigo Testamento faziam, esses profetas verdadeiramente de Deus exortavam o povo de Deus a buscá-lo, e muitas vezes esses profetas julgavam o povo em relação aos seus pecados. Portanto, ficar usando o chavão “não julgueis” é algo totalmente anti-bíblico. Quando Jesus disse que se julgarmos os outros seremos julgados por Deus, Ele se referiu ao julgamento simplesmente crítico e sem moral, tanto que em outra parte da Bíblia, Cristo ensinou que devemos julgar segundo a reta justiça. Muitos cristãos confundem o amor com a omissão diante do mal e com a conivência com o pecado, e não é isso o que a Palavra de Deus ensina. Cristo nunca disse para sermos apáticos perante as coisas erradas.

“Não julgueis segundo a aparência, e, sim, pela reta justiça”. (João 7:24)

No Antigo Testamento, o Altíssimo usou nações como a Síria, a Assíria, e a Babilônia, para poder castigar o seu povo. Deus levantou vários profetas em várias épocas diferentes para alertar o seu povo, mas o seu povo preferia viver na prática do pecado em vez de buscá-lo de todo o coração. Grandes profetas, como, por exemplo, Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, e outros profetas foram usados grandemente pelo Deus Vivo para profetizar os julgamentos de Deus sobre as nações e sobre o seu próprio povo. O Senhor dos Exércitos sempre teve o controle sobre a História, tanto controle militar como político. Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. O Todo-Poderoso levantou nações como a Assíria e a Babilônia para julgar os povos da Terra. Essas potências militares da época foram usadas grandemente por Deus para realizar os seus objetivos gloriosos.

Eu li os livros dos profetas Sofonias, Naum, e Habacuque, e adorei ler esses livros, que contam sobre os julgamentos divinos através da Babilônia e da Assíria. Os profetas da Bíblia com quem eu mais me identifico são Elias e Jeremias, porque eu sou tão melancólico e depressivo quanto eles eram. O profeta Daniel era um homem também digno da minha admiração, devido a sua integridade e honestidade. Daniel foi um político de Deus muito honesto. A profecia do profeta Isaías sobre Ciro, o Grande, o libertador dos judeus, também me emociona muito. Isaías profetizou que Deus levantaria Ciro, o Persa, para derrotar a Babilônia e libertar o povo de Deus da opressão babilônica. O profeta Samuel (o último dos juízes e o primeiro dos profetas) ungiu a Davi, rei sobre Israel. Samuel ungiu o herói da Palavra de Deus que eu mais admiro, um homem que andava segundo o coração de Deus. Todos os profetas da Bíblia foram usados por Adonai para exortar o seu povo sobre os seus pecados, como, por exemplo, a idolatria e o sincretismo religioso (infelizmente, algo muito comum em muitas igrejas evangélicas hoje).

“Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois acaso indignos de julgar as cousas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos; quanto mais às cousas desta vida? Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja”!  (1 Coríntios 6:2-4)

Usar as desculpas ridículas como o “não julgueis” ou o “não toqueis nos ungidos de Deus” é algo extremamente diabólico, porque Deus nunca apoiou a omissão diante das coisas erradas, tampouco ensinou na sua Palavra que nós, cristãos, devemos ser coniventes com o pecado por causa de um falso amor ou de uma falsa unção mirabolante. Portanto, nós devemos exortar sim, como os antigos profetas fizeram.

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