terça-feira, 7 de maio de 2013

REVOLUÇÃO



Quem costuma ler os meus artigos perceberá que eu gosto muito de escrever sobre a relação dos cristãos com o Estado, ou seja, com as autoridades constituídas. Eu sempre uso embasamento bíblico para escrever sobre esse assunto, pois sou fiel as Escrituras Sagradas. Todos que me conhecem sabem que eu não deturpo o contexto de versículos bíblicos e nem distorço a História em meu favor. Como cristão e futuro historiador, eu tenho um compromisso sério com a verdade, portanto, não posso mentir (até porque eu odeio Satanás, o Pai da Mentira). Como sempre escrevo nos meus textos, eu afirmo categoricamente que os cristãos devem se submeter às autoridades governamentais, e que têm a obrigação de interceder em favor delas. Neste texto, quero escrever sobre a minha opinião a respeito das revoluções, se elas são justas ou não.

Em várias partes da Bíblia, é mostrado que o apóstolo Paulo falava bastante sobre o dever dos cristãos de se submeterem as instituições políticas; e na Carta aos Romanos, no capítulo 13 do versículo 1 ao 7, ele diz que o Estado é instituído por Deus para castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. O apóstolo Pedro ensinou a mesma coisa em sua Primeira Epístola no capítulo 2 do versículo 13 ao 17. Tanto Paulo quanto Pedro ensinaram a submissão ao Estado, portanto, os cristãos devem se sujeitar as autoridades. Mas, o que fazer quando o governo é injusto e repressor? A Igreja Primitiva e a Igreja Reformada tiveram atitudes diferentes em relação a esse dilema.    

A Igreja Primitiva foi muito perseguida pelo Império Romano, e no primeiro século, poucos cristãos se alistavam no Exército e ocupavam cargos públicos por causa do culto imperial e dos sacrifícios aos deuses. Também seria incoerente os cristãos perseguirem os seus irmãos em Cristo a mando do governo. Portanto, essa é a explicação mais coerente para explicar o porquê dos cristãos primitivos terem evitado se relacionar com o Estado. A Igreja Primitiva, apesar de toda a perseguição que sofreu, não se rebelou contra o Império Romano (inclusive, até os cristãos que eram militares não se rebelaram).

A Igreja Reformada se revoltou contra os seus perseguidores. Os luteranos na Alemanha, os huguenotes na França, e os puritanos na Inglaterra, empunharam armas e pelejaram ferozmente contra os seus opressores. Martinho Lutero ensinava a total submissão ao Estado, portanto, que o governo não obrigasse os cristãos a fazerem algo contra a Palavra de Deus. Já João Calvino e Ulrico Zuínglio, ensinavam que os cristãos poderiam se revoltar contra o Estado se este fosse injusto e repressor. Esses três reformadores eram grandes teólogos, e eles tinham embasamento bíblico para ensinar tanto a submissão como a rebelião.

Aqui no Brasil, durante a Ditadura Militar, o país viveu um grande dilema, porque os militares perseguiam, torturavam, e assassinavam todos os seus opositores com extrema crueldade (apesar de eu ser de direita, eu jamais apoiaria um regime execrável como a Ditadura Militar). Os guerrilheiros de esquerda empunhavam armas e pelejavam contra os militares para poderem redemocratizar o país. Naquela época, a esquerda brasileira era mais digna do que hoje, pois na atualidade, os esquerdistas somente querem se drogar e se prostituir; além de apoiarem o aborto e ficarem defendendo os bandidos. O interessante é que os esquerdistas lutavam por liberdade e pelos direitos dos trabalhadores no passado, mas, hoje, lutam em prol das drogas e do aborto. A esquerda brasileira perdeu a sua essência, que era pura. Eu decidi abandonar a esquerda por causa disso. Hoje, eu sou um “reacionário e conservador de direita” por causa das bizarrices que a esquerda brasileira prega. O lado bom da Ditadura Militar, é que naquela época, os brasileiros saíam às ruas para protestar, e até empunhavam armas para combater as injustiças do governo. Hoje, o povo brasileiro é “cordeirinho”, isto é, é passivo demais, e não luta por mais nada. Os brasileiros somente sabem reclamar da polícia e dos políticos, mas não fazem nada para mudar essa situação caótica. Talvez, nem seria necessária uma revolução para melhorar o Brasil, mas apenas bastasse que o povo lutasse por seus direitos dentro da legalidade, que já resolveria o problema. Uma coisa que me revolta muito é o descaso dos políticos com a população, que apenas criam leis para se beneficiarem, como, por exemplo, aumentarem os seus próprios salários enquanto os trabalhadores honestos morrem de fome. No caso do Brasil, eu acredito que é necessária uma revolução para melhorar o país.

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