sábado, 6 de julho de 2013

A HISTÓRIA DA REFORMA PROTESTANTE


A parte da história do Cristianismo que eu mais gosto é a Reforma Protestante, porque admiro muito os cristãos guerreiros que pelejaram tanto com armas quanto com palavras para restituir a identidade da Igreja de Cristo. Admiro muito homens como Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio. Até homens antes deles, como John Hus e John Wycliffe também são alvos da minha admiração. Neste texto, contarei bem resumidamente a história da Reforma Protestante, portanto, escreverei somente as partes que considero mais importantes e que me interessam. Pretendo contar sobre os heróis da fé que foram perseguidos, torturados, e até mortos por amarem a Deus acima de todas as coisas. Os cristãos do passado são alvos da minha admiração; e são bons exemplos a serem seguidos.

Durante a Idade Média, surgiram alguns grupos dissidentes no sul da França como os cátaros, conhecidos também como albigenses, que surgiram no século 11, e era um grupo de cristãos que foi perseguido e aniquilado por uma cruzada. Outro movimento dissidente foi liderado por Pedro Valdo ou Valdes, de Lião, cujos seguidores ficaram conhecidos como “os homens pobres de Lião”. Eles tinham um estilo de vida comunitário, e negavam algumas heresias pregadas pela Igreja Católica. Esses cristãos foram muito perseguidos, se refugiando em vales remotos dos alpes italianos. Mais tarde, eles abraçaram a Reforma Protestante, sendo uma das poucas igrejas protestantes anteriores a Reforma.

A Idade Média foi um período em que as pessoas eram inseguras e angustiadas, porque havia baixa expectativa de vida, devido às guerras sangrentas (como a Guerra dos Cem Anos) e as doenças (como a peste negra) que dizimavam a população. Havia muitas convulsões políticas, sociais, e religiosas nessa época, como revoltas camponesas, o declínio do Feudalismo, o surgimento do Capitalismo, fomes periódicas, doenças, e abusos cometidos pelo Clero. O sentimento dominante era de insegurança, ansiedade, melancolia, e pessimismo.

Nos séculos 14 e 15, surgiram movimentos opositores aos ensinamentos da Igreja Católica, e um desses movimentos era encabeçado por John Wycliffe, que era um sacerdote e professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Wycliffe criticou as irregularidades do Clero e as heresias do Catolicismo. Os seus seguidores ficaram conhecidos como os lolardos, que acreditavam na Bíblia como norma de fé, e que todos devem lê-la e interpretá-la.

John Hus era um sacerdote e professor da Universidade de Praga, na Boêmia, e foi influenciado pelos ensinamentos de John Wycliffe. John Hus também criticava os falsos ensinamentos da Igreja Católica, e por causa disso acabou sendo queimado na fogueira no dia 6 de julho de 1415 e morreu louvando a Deus. Os seus seguidores eram conhecidos como “os Irmãos Boêmios”, que foram os precursores dos Irmãos Morávios.

Nos século 16, havia um monge agostiniano, Martinho Lutero, que acreditava que a Salvação é somente pela Graça, e que criticava duramente as vendas de indulgências, de cargos eclesiásticos, e de relíquias. No dia 31 de outubro de 1517 (um pouco mais de um século depois do martírio de John Hus), Martinho Lutero pregou as suas 95 Teses na porta da catedral de Wittenberg, criticando diversos erros do Catolicismo. Lutero criticou violentamente as heresias pregadas pelo Catolicismo, e quebrou o pau com João Tetzel, por causa das vendas de indulgências. Esse grande reformador foi perseguido e foi salvo por seu amigo Frederico, o Sábio, da Saxônia. Martinho Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, facilitando, assim, que muitas pessoas conhecessem as Escrituras. Lutero foi levantado por Deus para mudar a história da Igreja Cristã.

Ulrico Zuínglio era capelão do Exército e reformou a Igreja de Zurique, na Suíça. Esse sacerdote criticava também as heresias e os abusos cometidos pela Igreja Católica. Esse grande homem de Deus, com a sua teologia, deu origem às igrejas reformadas. Houve guerras entre católicos e protestantes, e em uma dessas guerras, Ulrico Zuínglio, morreu em combate lutando pelo que acreditava.

Houve um grupo de religiosos conhecidos como “os radicais” que foram os anabatistas. Esses cristãos foram os seguidores de Jesus que de fato separaram a Igreja do Estado. Os anabatistas (apesar de serem realmente cristãos) tinham uma coisa em comum com as Testemunhas de Jeová atuais, pois eles condenavam o serviço militar e a política também. Não irei debater aqui se eles estavam certos ou errados, até porque essa era a opinião deles, e os anabatistas (os atuais menonitas), não deixam de serem meus irmãos em Cristo por terem uma ideologia diferente da minha. Uma coisa que admiro muito nos anabatistas (como também em outros grupos religiosos parecidos) é que eles tinham um estilo de vida comunitário, ou seja, eles dividiam tudo o que tinham entre eles (o Comunismo tentou fazer isso, e fracassou). A Igreja Primitiva, os anabatistas, e outros grupos religiosos viveram a verdadeira igualdade social. Os anabatistas eram conhecidos por esse nome, porque eles rebatizavam as pessoas. Os anabatistas acreditavam que para as pessoas serem batizadas elas têm que ter consciência do que estão fazendo; para eles, esse era o verdadeiro batismo. Apesar de eu discordar teologicamente de alguns ensinamentos dos anabatistas, reconheço que eles foram muito importantes para a história da Igreja de Cristo.

João Calvino foi um grande teólogo francês, autor de algumas obras muito importantes para o Protestantismo, como o seu livro “Instituição da Religião Cristã”. Esse grande reformador atuou politicamente em Genebra, e cometeu um erro terrível, que foi condenar a morte o médico Miguel Serveto, que foi executado morrendo queimado na fogueira por crime de heresia. Martinho Lutero também cometeu o erro de ter incentivado os príncipes alemães massacrarem os anabatistas na Guerra dos Camponeses. Tanto Martinho Lutero, quanto João Calvino, e Ulrico Zuínglio, não gostavam muito dos anabatistas, devido às divergências teológicas que eles tinham. João Calvino foi um reformador muito importante na história da Reforma Protestante.

Os seguidores franceses de Calvino, os huguenotes, eram grandes guerreiros que pelejavam contra os católicos (milhares deles foram massacrados no dia de São Bartolomeu). Os seguidores de Lutero, os luteranos, foram grandes guerreiros também que combatiam os católicos. Durante a época da Reforma Protestante, houve muitas guerras entre católicos e protestantes, como a Guerra dos Trinta Anos.

Houve um movimento conhecido como “os puritanos” que surgiram na Inglaterra, durante o reinado da rainha Elizabete I. Durante o reinado da rainha anterior, a Maria Tudor, conhecida como Maria, a Sanguinária, muitos protestantes foram queimados nas fogueiras, porque se recusaram a negar a sua fé em Cristo Jesus. Quando os puritanos surgiram, eles queriam criar uma Igreja Protestante pura. Os puritanos foram muito importantes para a história da Igreja Cristã (especialmente para o Calvinismo). Devido às fortes perseguições que eles sofreram, muitos deles fugiram para a América do Norte, e muitos outros ficaram para lutar por sua fé (tanto com armas quanto com palavras). Os puritanos foram grandes guerreiros. Na Revolução Inglesa, conhecida também como Revolução Puritana, os puritanos liderados por Oliver Cromwell, destituíram o rei do poder e o executaram. O Puritanismo impactou a Igreja de Cristo de tal maneira que inúmeras vidas foram transformadas pelo poder do Evangelho. Muitas obras literárias fantásticas foram escritas pelos puritanos. Os puritanos deixaram uma linda herança.

Eu poderia escrever sobre a Reforma em outros países (como as igrejas Anglicana e Presbiteriana), mas decidi escrever apenas sobre isso mesmo. Espero que gostem.

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