quinta-feira, 15 de agosto de 2013

AS INCRÍVEIS ARTES MARCIAIS


“O que você sabe não tem valor, o valor está no que você faz com o que sabe”. (Bruce Lee)

Eu sempre fui loucamente apaixonado pelas artes marciais, mas, infelizmente, nunca tive talento para as lutas esportivas, e também sofri muito preconceito no meio evangélico por causa dessa minha paixão. Não pretendo ferir a integridade moral de quem pensa diferente de mim, mas usarei todo o meu conhecimento histórico e bíblico para defender as coisas que gosto. Neste texto, pretendo defender as artes marciais biblicamente e historicamente.

“Não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas cousas, com o uso, se destroem”. (Colossenses 2:21-22) 
 
Alguns “ex-satanistas” costumam propagar mentiras sobre as lutas esportivas, pois eles mentem descaradamente deturpando o contexto de versículos bíblicos (que não tem nada a ver com o assunto), e também distorcem o contexto histórico das artes marciais. Os leigos, ou seja, as pessoas que não conhecem as lutas esportivas, acabam acreditando em suas mentiras baseadas apenas em seu preconceito religioso ridículo.

A primeira arte marcial a surgir foi à luta “Vajramushti”, que surgiu há mais de 5.000 anos atrás. Essa é uma arte marcial de origem indiana. Não sei muito sobre essa luta, mas sei que como todas as artes marciais, a sua origem é militar, isto é, ela foi criada para o combate.

O Kung Fu (Wushu) surgiu na China há cerca de 4.000 anos atrás na dinastia “Wu”. O Kung Fu era o serviço militar chinês, ou seja, ele foi criado para a guerra, pois os soldados o praticavam para combater os seus inimigos. O monge budista, Bodhidharma, não criou o Wushu, mas apenas o recodificou dando origem ao Kung Fu Shaolin. Atribuir a origem das artes marciais ao Bodhidharma é coisa de gente que não sabe nada de História e nem de artes marciais. As lutas esportivas surgiram muito antes de Siddhartha Gautama existir, portanto, as artes marciais não são de origem budista. As lutas esportivas surgiram bem antes de Lao-Tsé nascer, portanto, as artes marciais não têm origem taoísta. Em muitos estilos de Kung Fu se costuma imitar os movimentos dos animais, mas isso não tem nada a ver com idolatria, até porque os lutadores antigos não tinham o hábito de cultuarem os animais, mas, sim, apenas se baseavam em seus movimentos para desenvolverem técnicas de luta. A saudação “Kin Lai” é apenas um gesto de respeito (o mesmo que bater continência), pois se formos radicalizar, teremos que demonizar o “aperto de mão” também, porque esse gesto também tem origem pagã. Mesmo, que as lutas esportivas tivessem uma origem idolátrica, não teria problema nenhum, pois o teatro surgiu como um culto a Dionísio, conhecido também como Baco, o deus do bacanal, e nem por isso os cristãos deixam de usá-lo como instrumento de evangelismo para abençoar as vidas das pessoas. Deus torna o que é maldito em bendito e transforma o mal em benção. Portanto, tudo o que tem origem ruim, pode se tornar numa coisa boa com a benção de Deus. Demonizar as coisas por sua origem é coisa de religioso que não tem o que fazer.

As artes marciais que eu mais gosto são o Kung Fu, o Karatê, o Jiu-Jítsu, o Tae Kwon Do, o Muay Thai, e o Ninjitsu (a arte dos ninjas não é muito recomendada para os cristãos praticarem, a não ser que os mestres e professores sejam irmãos em Cristo também). Existem muitas academias de lutas esportivas (muitas são até cristãs de mestres cristãos) que os alunos não são obrigados a reverenciarem tatames, quadros, e estátuas (essas são práticas idolátricas). Os cristãos podem praticar artes marciais facilmente sem se envolver com a idolatria, basta procurar uma academia séria que respeite a sua fé.

Sobre o combate em si, o precursor do Messias, João Batista, aconselhou alguns soldados a permanecerem em suas profissões, portanto, que eles fossem honestos e íntegros. O centurião Cornélio era um combatente justo e temente a Deus; e ele não deixou de ser honesto e íntegro, porque combatia. Portanto, combater não é moralmente errado. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o combate (nem no Novo Testamento). O apóstolo Paulo indicou o uso legítimo da força para castigar os malfeitores (quem tem esse direito é o Estado). Portanto, lutar não é errado.

Tentei ser o mais civilizado possível para não ofender os meus opositores, pois fico muito irritado com os religiosos que demonizam as coisas que gosto. Espero ter sido claro e objetivo.

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