domingo, 20 de outubro de 2013

EM DEFESA DOS INDEFESOS


“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

A Bíblia, a Palavra de Deus, faz várias críticas à omissão diante do mal, ou seja, Deus abomina quando as pessoas se omitem perante a maldade. Neste texto, pretendo mostrar as principais partes da Bíblia em que Deus critica a omissão diante do mal. Deus sempre condenou a omissão, porque os pecados de omissão são tão graves (ou até piores) do que os pecados de comissão. Omitir-se perante o mal é abominável, e é a pior de todas as covardias. Se uma pessoa pode fazer o bem, e não o faz, nisso ela está pecando.

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

A vontade de Deus sempre foi que os seus servos defendessem os fracos e oprimidos, porque o Altíssimo sempre se importou com os desamparados e necessitados. O Senhor dos Exércitos deseja que os homens que têm força defendam os inocentes, porque os indefesos precisam de alguém que os defenda.

“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)

As pessoas que condenam os inocentes e defendem os culpados também são abomináveis para Deus, porque o Todo-Poderoso abomina os homens que praticam injustiças, como, por exemplo, que inocentam malfeitores e condenam inocentes.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se nós, cristãos, podemos ajudar as pessoas, devemos ajudá-las, porque essa é a vontade de Deus. Se nós temos a capacidade e o poder de ajudar os fracos e necessitados, temos a obrigação de ajudá-los. Se nós nos recusarmos a fazer o bem em favor dos oprimidos, estamos pecando contra Deus, e Ele cobrará isso de nós.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo afirmou na Carta aos Romanos, que a obrigação do Estado, isto é, das autoridades governamentais, é castigar os malfeitores e honrar os cidadãos de bem. Nós, servos de Deus, devemos pagar os nossos impostos e interceder em favor dos homens investidos de autoridade, para que os maus sejam punidos exemplarmente e os bons sejam exaltados.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro ensinou praticamente a mesma coisa que o apóstolo Paulo, ou seja, de que é o dever do governo zelar pela segurança dos cidadãos de bem e punir os criminosos. É a função do Estado fazer justiça, mas nós, cidadãos comuns, também podemos fazer a nossa parte.

Um comentário:

Ms.Ortpirse Muggle disse...

"Dai a Cezar o que é de Cezar, e a Deus o que é de Deus."

Concordo, isso mesmo! Não basta não fazer o mal; também é necessário esforçar-se para fazer o bem. Perfeito! :)