domingo, 1 de dezembro de 2013

DISCURSO COMPETENTE


“Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém, a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”. (Mateus 7:15-20)

Algo muito corriqueiro no meio evangélico é o famoso “discurso competente”, ou seja, um herege que se considera especialista num assunto e que não aceita ser questionado. Os supostos “ungidos de Deus” costumam se basear no discurso competente para poderem oprimir, manipular, e explorar os leigos.

Durante a História, homens como Cesare Lombroso, Herbert Spencer, Nina Rodrigues, e Oliveira Viana, se baseavam na suposta autoridade intelectual e científica que tinham para poderem justificar o racismo cientificamente.

A Igreja Católica durante séculos distorceu trechos isolados da Bíblia para justificar a Escravidão de outros povos, alegando que era para “cristianizar” os povos conquistados na suposta “guerra justa”.

Hereges, como a Elaine (amiguinha da Rebecca Brown), Daniel Mastral, Carlo Ribas, e outros que se julgam “ex-satanistas”, se acham no direito de saírem demonizando tudo o que encontram pela frente apenas, porque eles se envolveram com o Satanismo no passado. Isso é discurso competente. A Bíblia, a Palavra de Deus, tem muito mais autoridade do que os supostos “testemunhos mirabolantes” desses hereges. Quem foi envolvido com Bruxaria ou Satanismo não tem uma “unção” especial por causa disso. Desde quando que ter se envolvido com o Satanismo é motivo de orgulho? A Bíblia não condena as artes marciais. A Bíblia não condena o Rock. A Bíblia não condena desenhos animados, e nem videogames. Tudo isso é invenção herética desses fariseus para poderem adquirir fama e sucesso no meio evangélico através de suas heresias maléficas. Portanto, devemos combater esses hereges e suas heresias.

“Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois acaso indignos de julgar as cousas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos; quanto mais às cousas desta vida? Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja”!  (1 Coríntios 6:2-4)

A própria Palavra de Deus nos autoriza a questionar os líderes religiosos que não vivem de acordo com a vontade de Deus. Nem pastor, nem padre, nem bispo, nem “apóstolo”, nem “ex-satanista”, nem ninguém está acima da autoridade da Palavra de Deus, que é a Verdade revelada pelo próprio Deus.

“Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”. (Mateus 7:22-23)

Os líderes políticos e religiosos serão os mais cobrados por Deus no Dia do Juízo Final. Deus cobrará de todos os líderes as suas atitudes malignas com o povo. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Quem está no poder será mais cobrado. Não importa a posição social ou cargo político ou eclesiástico, todos serão castigados. Deus é justo; e jamais inocenta o culpado. Não importa se os líderes realizam proezas e maravilhas, porque até o Diabo têm os seus milagres para enganar o povo.

“Não julgueis segundo a aparência, e, sim, pela reta justiça”. (João 7:24)

Nós, cristãos, servos do Deus Vivo, temos a obrigação de questionar as coisas erradas e de exortar os irmãos que vivem na prática do pecado para o próprio bem deles. Omitir-se diante das coisas erradas é tão pecado (ou até pior) do que julgar injustamente. Em primeiro lugar, o próprio Cristo nos ensinou que devemos julgar sim, mas devemos julgar baseados na reta justiça e com sabedoria para não cometermos nenhuma injustiça. Não devemos julgar segundo as aparências, mas temos que ser justos nos nossos julgamentos. Temos que protestar sim. 

Nenhum comentário: