quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

MUNDO DA GUERRA


“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Segundo, o apóstolo Paulo, considerado o maior dos apóstolos de Jesus, as autoridades são estabelecidas por Deus para poder se manter a lei e a ordem no mundo decaído pelo pecado. Por causa da maldade humana, o próprio Deus reconhece que é necessária a existência da polícia e das Forças Armadas para os cidadãos de bem terem segurança. Segundo, Paulo, a função do Estado é punir os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem, porque essa é a vontade de Deus. Os religiosos anarquistas e pacifistas podem espernear e fazer escândalo à vontade, porque é isso o que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina para os cristãos. Para Paulo, é dever dos cristãos pagarem os seus impostos e tributos, porque é com esse dinheiro que o governo mantém a segurança na sociedade. Eu tenho consciência de que os impostos do Brasil são abusivos e injustos, mas o Império Romano também cobrava tributos abusivos, e nem por isso, Jesus e Paulo falaram para os cristãos sonegarem os seus impostos. O dinheiro dos tributos e impostos deve servir para garantir a manutenção da polícia e das Forças Armadas (pelo menos, essa era a opinião e visão política de Paulo). Todos os cristãos devem ser submissos as autoridades.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro tinha a mesma opinião e visão política do apóstolo Paulo, ou seja, de que é o dever do Estado castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Pedro também ensinava a submissão às autoridades governamentais, entretanto, os apóstolos nos ensinaram que devemos nos submeter às autoridades constituídas sim, portanto, que elas não exijam algo contrário a Palavra de Deus.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.

O Sexto Mandamento “Não Matarás” sempre se referiu ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa ou a pena capital aplicada pelo Estado (que é instituído por Deus). O verbo hebraico “ratsach” usado para esse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado no Novo Testamento para o mesmo Mandamento, se referem ao homicídio ilícito, e não ao homicídio lícito aprovado por Deus. Muitas vezes, a guerra é necessária, porque vivemos num mundo cheio de bandidos, portanto, muitas vezes é necessário guerrear. 

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