domingo, 23 de março de 2014

À BEIRA DO APOCALIPSE


SOBRE A PERSEGUIÇÃO ESTATAL:
                                                   

“Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. E, quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós. Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores, e os matarão. Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do homem”. (Mateus 10:16-23)

Estamos à beira de um grande colapso mundial, porque há várias possibilidades de se começar o Apocalipse (ou algum tipo de apocalipse antes do verdadeiro acontecer). Por causa da Globalização, o mundo não viverá em paz, mas qualquer conflito pode resultar numa Guerra Mundial. Os países têm vários aliados militares, e, por isso, pode ocorrer a Terceira Grande Guerra há qualquer momento. Os Illuminati, a Irmandade, ou seja lá quem for, pretendem instalar um governo mundial na Terra, e para isso, eles têm que reduzir a humanidade em poucos habitantes, isto é, eles querem dizimar mais da metade da raça humana, para poderem controlar os habitantes da Terra com mais facilidade. Por causa da guerra na Síria, ou por causa da guerra na Criméia, ou se o governo norte-coreano usar o seu arsenal nuclear para atacar os Estados Unidos e os seus aliados, pode acontecer uma catástrofe mundial. Os governos comunistas e islâmicos odeiam o Cristianismo e perseguem severamente todos os cristãos que ousam pregar o Evangelho. Tenho algo para dizer a vocês, meus irmãos em Cristo, pode haver uma perseguição universal há qualquer momento, ou seja, uma tribulação mundial. Preparem-se, porque “o bicho vai pegar”.


SOBRE AS GUERRAS:


“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)

Há muita distorção por parte de muitos “cristãos” mal-intencionados que costumam propagar mentiras através da Internet. Esses religiosos hipócritas e mentirosos distorcem o contexto de versículos bíblicos (alguns demonizam a própria Bíblia), e deturpam a História para poderem demonizar o Estado. Esses fanáticos usam e abusam do fato da maioria dos cristãos primitivos ter se recusado a se alistar no Exército e ocupar cargos públicos para poderem demonizar o serviço militar e a política, alegando que as autoridades constituídas são do Demônio. Quem é esperto e usa, pelo menos, um pouquinho da inteligência que Deus lhe deu, verá nesse trecho bíblico do Livro de Daniel, que o profeta Daniel reconheceu que os governantes da Terra são estabelecidos por Deus, isto é, Deus estabelece os reis e depõe os reis como bem entende, porque Ele é Soberano. Com certeza, alguns religiosos alegarão que isso foi no Antigo Testamento, então, eu mostrarei o que o Novo Testamento diz a esse respeito.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

A Bíblia sempre nos ensinou que nós, cristãos, devemos nos sujeitar as autoridades governamentais, porque os agentes do Estado são servos de Deus para castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem, mas quando o governo é contrário aos Mandamentos de Deus, e não se submete a autoridade do Altíssimo, então, temos todo o direito de nos rebelarmos contra ele, com a aprovação de Deus.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.

O combate nunca foi moralmente errado para Deus, pois a Bíblia mostra vários exemplos de homens que combatiam e não deixaram de serem bons e honrados por causa disso. Mostrarei alguns exemplos de guerreiros mencionados no Novo Testamento que davam bom exemplo e que foram até elogiados por seu caráter pelo próprio Deus. Primeiro, defenderei a guerra justa aplicada pelos militares, mas, logo, pretendo comentar sobre as revoluções armadas.

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era considerado por Deus e pelos próprios judeus como um exemplo de ser humano bom e piedoso, pois esse militar era justo e temente a Deus. O apóstolo Pedro, em nenhum momento o recriminou pelo fato de ele ser militar, mas, sim, pelo fato de ele ser gentio. Mas, mesmo, Cornélio sendo um oficial do exército romano, Deus olhou para esse combatente, com amor e compaixão, e, principalmente, com admiração. O centurião Cornélio é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
           
O centurião de Cafarnaum, assim, como o centurião Cornélio, era um bom exemplo de militar, que ganhou elogios do próprio Jesus Cristo, que viu uma tremenda fé nesse oficial romano, que nem os próprios judeus, que eram de Israel, o povo de Deus, tinham. Esse militar era honesto e íntegro. Portanto, a própria Palavra de Deus elogia o trabalho dos militares, quando estes, são bons e justos.

            O centurião Júlio mencionado no capítulo 27 do Livro de Atos, também era um oficial romano muito digno e honrado, que tratou o apóstolo Paulo com muita humanidade e dignidade. Todos os centuriões mencionados no Novo Testamento eram justos e honestos, isto é, bons exemplos a serem seguidos.

            Sobre o Sexto Mandamento “Não matarás”, a sua tradução correta é “Não assassinarás”. O verbo hebraico “ratsach” usado no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado no Novo Testamento, para o Sexto Mandamento, são usados somente para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, ou a pena capital aplicada pelo Estado. Portanto, nós, servos de Deus, temos a autorização e a aprovação de Deus para matarmos numa guerra, se precisarmos de fato nos defender.

Usei esses exemplos e estou legitimando a função do soldado, porque é provável que haja uma grande guerra, então, nós, cristãos, devemos estar preparados para guerrear nas batalhas que logo surgirão. Durante anos, tenho escrito artigos sobre esse tema para trabalhar a consciência e o ideológico dos cristãos, ou seja, estou preparando a Igreja de Cristo para uma possível guerra.


SOBRE AS REVOLUÇÕES:


Sobre as revoluções, João Calvino e Ulrico Zuínglio (e, posteriormente, Martinho Lutero) as apoiavam, quando os governos eram repressores e anticristãos. João Calvino defendia que o povo pode se rebelar contra as autoridades constituídas, portanto, que outras autoridades (ele usou os magistrados populares como exemplo, ou seja, os defensores do povo) os apóiem. Calvino usou os éforos espartanos, os demarcas atenienses, e os tribunos romanos como exemplos de defensores dos direitos dos cidadãos de bem. Para Calvino, um magistrado popular ou um comandante militar liderando o povo legitimaria a revolução. Zuínglio era capelão do Exército, e também se rebelou contra as autoridades católicas, morrendo em combate. Lutero passou a apoiar a resistência armada contra o Estado, devido às perseguições religiosas que os protestantes sofriam. Esses homens estão entre os maiores teólogos da História do Cristianismo, e acredito que as suas opiniões são válidas.

Oliver Cromwell liderou os puritanos na Revolução Inglesa, conhecida também como Revolução Puritana, e os protestantes tiveram êxito nessa revolução, porque eles destituíram Carlos I do poder, e o mataram, vencendo a guerra civil.

No Antigo Testamento, Jeú, um capitão do exército de Israel, se rebelou contra Jorão, rei de Israel, e contra Acazias, rei de Judá. Jeú teve a ordem de Deus para destituir esses reis do poder e matá-los, porque Deus ordenou que ele fizesse isso. Tanto no caso de Jeú, como no caso de Oliver Cromwell, as revoluções tiveram sucesso, porque Deus as apoiou.

Não sabemos ainda se os militares ou os comunistas darão um golpe aqui no Brasil, mas seja quem for que dê o golpe, devemos estar preparados para uma possível guerra civil, ou seja, revolução. Duvido muito que os militares conservadores de direita molestem os cristãos, até porque muitos desses militares são cristãos também. Mas, a minha preocupação, é que os comunistas tomem o poder e instalem um governo socialista aqui no Brasil. Se isso acontecer, nós, servos de Deus, devemos estar preparados para empunharmos armas e combatermos a ditadura do proletariado. Os regimes comunistas não toleram o Cristianismo, e eles são capazes de praticarem as maiores e piores atrocidades para extinguir o Cristianismo da Terra. Se houver perseguição, estejamos preparados para nos escondermos em cavernas e florestas, e nos preparemos para a batalha. O governo é instituído por Deus, mas nós podemos nos defender de sua tirania e repressão se precisarmos. Com as perseguições religiosas durante toda a História da Igreja, os cristãos fugiram de suas cidades e se espalharam pelo mundo pregando o Evangelho. Quando há perseguição, há mais amor e comunhão entre os cristãos. Com a tribulação, a Igreja será purificada das heresias pecaminosas que tanto a ameaçam. As igrejas nunca deixaram de existir por causa das perseguições, mas, sim, por causa das heresias.


CONCLUSÃO:


Muitos Pais da Igreja, como, por exemplo, Justino Mártir, Hipólito de Roma, Tertuliano de Cartago, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago, Lactâncio, e outros hereges desse meio, pregavam o Pacifismo (muitos deles pregavam o anti-semitismo também). Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e a política, pelo contrário, eles reconheciam que as autoridades governamentais são instituídas por Deus para o bem-estar do povo. Para os grandes teólogos da História do Cristianismo, até os governantes tiranos e maus são levantados por Deus, para serem usados para os seus propósitos grandiosos. Os temas, guerra e revolução, sempre foram polêmicos na História da Igreja Cristã. Até o ano 170 da Era Cristã, poucos cristãos se alistavam no Exército, devido às práticas idolátricas que os militares romanos eram obrigados a se comprometerem. Apesar da idolatria greco-romana enraizada no Estado, e do Exército perseguir os cristãos primitivos injustamente, os apóstolos e os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade do Império Romano. Claro, que eles não concordavam com a repressão governamental e com a Escravidão, mas, os apóstolos e os Pais Apostólicos eram conscientes e politizados, e sabiam melhor do que ninguém, que é necessário que haja um Estado para manter a lei e a ordem, castigando os malfeitores e protegendo os cidadãos de bem. Portanto, os apóstolos e os Pais Apostólicos do primeiro século, nunca condenaram o serviço militar e a política, apesar dos cristãos primitivos, em sua maioria, não ter se envolvido com o Estado.

Quando Constantino, o Grande, ascendeu ao poder e deu liberdade religiosa aos cristãos, em 313, e depois organizou o Concílio de Nicéia, em 325, onde surgiu a Bíblia, o Estado passou a ser aliado dos cristãos, e não mais o seu inimigo. Os Doutores da Igreja (os Pais da Igreja da época) incentivavam os cristãos a servirem o Exército e a se sujeitarem as autoridades constituídas, porque, agora, o governo era cristão, e não mais pagão. Como o Estado não perseguia mais os cristãos, então, não havia mais desculpas para não se envolver com o serviço militar e com a política.

Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão, Jerônimo de Strídon, e outros Pais da Igreja legitimavam a guerra justa. Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma, Pais Apostólicos, reconheciam que as autoridades governamentais são necessárias para se manter a lei e a ordem no mundo, porque as autoridades constituídas são necessárias na ordem estabelecida por Deus. Policarpo de Esmirna reconheceu que o Estado é legítimo antes de ser martirizado. Clemente de Roma ensinou aos cristãos primitivos que eles tinham o dever, cristão, moral, e cívico de intercederem em favor das instituições políticas. Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio apoiavam as revoluções armadas. Portanto, não temos desculpas para sermos apáticos e para nos omitirmos na grande batalha que está por vir. Sejamos corajosos e estejamos preparados, porque as guerras e as perseguições são inevitáveis. Pelejaremos em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que tem o total controle sobre os governos do mundo. O Altíssimo domina os reinos dos homens, e coloca no poder a quem Ele quer. O Todo-Poderoso estabelece reis e revoga reis, ou seja, Ele levanta reinos e derruba reinos. Deus tem o total domínio do mundo. Portanto, se houver uma Guerra Mundial, ou uma perseguição universal contra a Igreja, saibam que Deus ainda é Soberano, e nada foge do controle de suas poderosas mãos. Ninguém pode contra o nosso Deus.

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