quinta-feira, 3 de abril de 2014

CONTRIBUIÇÕES DE SANTO AGOSTINHO PARA A FORMAÇÃO DOS IDEAIS DE “GUERRA JUSTA”.


Jeferson Silva Ribeiro (UEM)

Jaime Estevão dos Reis (UEM)



                                                                                                                        
RESUMO:

A igreja cristã teve um posicionamento pacifista, mediante o tema da guerra, ou da agressão, até o século IV. Porém uma mudança significativa na política Imperial Romana eleva o cristianismo à religião oficial do Império, fazendo com que o cristianismo passasse a fazer parte do Império e o Império viesse a ser cristão. Diante dessa nova postura imperial, deveria nascer uma, também nova, postura por parte dos cristãos. O cristianismo passa admitir o uso da força e das armas para a defesa do Império – que é agora também a defesa da própria igreja e da religião cristã – frente às invasões bárbaras e os movimentos heréticos. Uma nova linha de pensamentos irá se formar para a defesa dessa nova apropriação de um cristianismo que assumia o belicismo, não mais apenas espiritual, mas que tomava armas para um combate corporal. Uma nova interpretação dos escritos e das tradições eclesiásticas deve ser tomada e para essa nova teoria que se forma no seio do cristianismo, teremos um dos mais influentes pensadores para o cristianismo medieval: Santo Agostinho de Hipona lançará as bases para a teoria de uma guerra justa – que se resume em uma união da ética cristã com o belicismo do medievo – que estará presente em toda a Idade Média.
Como o objetivo desta pesquisa esta em estudar o “conceito de guerra” no pensamento de Santo Agostinho, observando as razões e as justificativas para tal prática no âmbito do cristianismo, vamos analisar mais de perto algumas das principais obras de Santo Agostinho, como A Cidade de Deus; Contra Fausto e Confissões; Assim como uma breve analise de Cícero, dada a influência desse filósofo romano para o pensamento de Santo Agostinho.

Palavras-Chave: Guerra; Santo Agostinho; Idade Média; Cristianismo.











Introdução:

Este texto tem como objetivo discutir a guerra na Idade Média tomando como fonte de análise as obras de Santo Agostinho. Este pensador cristão medieval foi um dos primeiros a refletir sobre o tema da guerra e contribui de forma expressiva para a definição do seu conceito no âmbito medieval.
A especificidade de tal tema na Idade Média está na problemática conciliação entre o cristianismo pacifista dos três primeiros séculos da Era Cristã e o belicismo, que foi uma característica marcante do mundo medieval. Em entrevista da Revista L’Histoire publicada em 1995, foi elaborada a seguinte pergunta a Jacques Le Goff: “Cristo deixou uma mensagem de paz. Os cristãos entretanto pegaram em armas. Como conciliar as duas exigências?” (apud LE GOFF, 2008, p. 105).  Em resposta, Le Goff, após refletir sobre a concepção pacifista dos primeiros cristãos citando teóricos como Tertuliano e Orígenes, explica como ocorreu a mudança de uma concepção cristã pacifista para um cristianismo guerreiro.
Utilizemos às suas próprias palavras para esclarecer esse ponto:

A situação irá mudar a partir do século IV. A razão essencial é que o cristianismo se tornou religião do Estado, os cristãos foram integrados à sociedade pública e não mais puderam opor uma recusa a uma guerra que se impunha ao agora Império Cristão: a sociedade romana estava exposta a múltiplos ataques, em particular por parte daqueles a que chamamos os “bárbaros”. A partir desse momento, foi necessário que os cristãos cristianizassem a guerra (LE GOFF, 2008, p. 106).

Temos, portanto, um fator de extrema importância para o desenvolvimento da temática da guerra no seio da igreja: a nova situação encarada pelo cristianismo. De acordo com García Fitz, a Igreja “preconstantina” não tinha porque defender o uso das armas, contrário a uma primeira interpretação do Novo Testamento. Apenas quando a Igreja se constitui em Império Cristão é que surge a necessidade de se pegar em armas para defender esse Império que já era encarado por muitos cristãos como o Reino de Deus na Terra (GARCÍA FITZ, 99-103; 119-125).
Tendo essas questões como premissa, podemos a partir daqui analisar as obras do pensador que mais influenciou a teologia e o pensamento medieval, e, conseqüentemente, refletiu sobre a utilização da guerra: Santo Agostinho.
Santo Agostinho, o doutor de Hipona, vive no momento crítico da crise e queda do Império Romano – as invasões bárbaras. Porém, quando nasce, o Edito de Milão já havia sido proclamado e a igreja já gozava de liberdade de culto e de alguns favores do Império. Por isso os cristãos já tinham também as suas responsabilidades para com o império, como no caso em questão, defender Roma.
Portanto, podemos observar que no século IV, o uso de armas e a guerra, já eram considerados como atitudes comuns no Império cristianizado, tanto que, em seus escritos, Agostinho não precisou argumentar longamente sobre o problema de se fazer ou não fazer guerra, a não ser com grupos ou seitas mais radicais que lutavam pelo pacifismo a todo custo – como o caso dos maniqueus. No geral o que podemos notar é a argumentação de Santo Agostinho sobre como uma guerra deve ser feita por cristãos, ou seja, como uma guerra pode ser considerada justa.
Essa concepção de Santo Agostinho está diretamente relacionada à sua interpretação da História, que difere da interpretação clássica de um dualismo metafísico. Fazendo emergir o conceito de Providência, em que Deus tem total controle da história e dos fatos, fazendo com que todos os fatos, sejam eles bons ou maus – embora a interpretação desse mal para Agostinho também representará um mal totalmente diferente do mal dualista –, levem ao final determinado por Deus onipotente (LEÃO, 2002, p. 17 – 21). Tal idéia sobre a história não poderia deixar de inferir sobre o conceito de guerra, em que podemos observar a idéia de Providência nas próprias palavras de Agostinho:

Assim escapou à morte a maioria desses caluniadores de nossa era cristã, que atribuem ao Cristo os males que Roma sofreu; o beneficio da vida, por eles devido ao nome do Cristo, não é a nosso Cristo, porém, que atribuem, e sim ao destino, quando, se maduramente refletissem, no que suportaram de infortúnios poderiam reconhecer a providência, que se vale do flagelo da guerra para corrigir e pulverizar a corrupção humana e, atormentando com semelhantes aflições almas justas e meritórias, faz que, depois da prova , passem a melhor destino ou as retém na Terra para outros desígnios. (SANTO AGOSTINHO, 2002, p. 28 – 29).

A interpretação agostiniana da guerra é fundamental para que possamos entender a construção do conceito de guerra justa na Idade Média. Tal explicação, ou interpretação, nasce da experiência pessoal do Doutor de Hipona e de sua opinião sobre a natureza humana, como afirma García Fitz:

Su experiência personal y su sombria opinión sobre la natureza humana le llevaron a aceptar que el pecado era consustancial al hombre y que la guerra, que no era sino su consecuencia, debía considerarse como um mal menor, inevitable y necesario, em um mundo en el que la paz completa no podría alcanzarse nunca. Esta última convicção le obligó a reiterpretar la ética cristiana de la no violencia a la luz de aquella realidad insoslayable. Los cristianos no podían obviar que la paz era imposible en la tierra y, por tanto, no tenían otra opcíon que aceptar la existencia de la guerra y tomar parte en Ella para combatir el pecado, la maldade y la injusticia, al menos bajo ciertas condiciones. De esta forma, la guerra, que originalmente es fruto Del pecado, se convierte también en herramienta de Dios para luchar contra El. (GARCÍA FITZ, 2003, p. 123 – 124).

Em suas obras, Santo Agostinho, transmite sua visão sobre a guerra, às vezes direta, às vezes indiretamente, mas pensando em como tais escritos puderam influenciar o mundo medieval, vamos tentar observar esses dois modos que podem ter influenciado grandemente na elaboração do conceito medieval de guerra justa. Por exemplo, em uma passagem das suas Confissões ele diz:

Há certos atos que se assemelham a delitos ou a maldades, e contudo não são pecados porque nem Vos ofende a Vós, Senhor nosso, nem ao convívio social. Por exemplo, quando se procura alcançar alguma coisa útil à vida e aos tempos, não se sabendo se é por desejo desregrado de possuir, ou quando uma autoridade, legalmente estabelecida, castiga pelo desejo de corrigir, duvidando-se se o pratica pelo prazer de fazer o mal.
Desta forma muitas ações que aos homens parecem reprováveis são, pelo Vosso testemunho, aprovadas (SANTO AGOSTINHO, 1992, p. 71).

Neste momento Santo Agostinho esta falando sobre a moral, e se inserirmos nesse texto o ideal de guerra justa, fica claro como acontece essa adaptação, principalmente se relacionarmos as atitudes do príncipe, citadas pelo nosso autor, à declaração de uma guerra que, seguindo alguns preceitos, só deve ser feita por uma autoridade estabelecida.
Podemos ver também um posicionamento mais direto de Agostinho no terceiro volume de uma de suas obras de maior prestigio, A cidade de Deus, escrita durante as invasões bárbaras dos séculos IV e V, o que dá certo peso à sua argumentação sobre a guerra que vemos abaixo:

Quem quer observe um pouco as questões humanas e a nossa comum natureza reconhecerá comigo que, assim como não há quem não procure a alegria, também não há quem não queira possuir a paz. Realmente, mesmo quando alguém faz a guerra, mais não quer que vencer; portanto, é a uma paz gloriosa que pretende chegar, lutando. Na verdade, que mais é a vitória senão a sujeição dos que resistem? Logo que isto se tenha conseguido, será a paz. As próprias guerras, portanto, são conduzidas tendo em vista a paz, mesmo por aqueles que se dedicam ao exercício da guerra, quer comandando quer combatendo. Donde se evidencia que a paz é o fim desejado da guerra. Efetivamente, todo homem procura a paz, mesmo fazendo a guerra; mas ninguém procura a guerra ao fazer a paz. (SANTO AGOSTINHO, 2000, p. 1909).

Em outra passagem da obra deste pensador, a menção a uma guerra justa é bastante evidente. Quando se refere às guerras que visam à expansão do Império Romano, Santo Agostinho diz:

Considerem se é próprio de gente de bem regozijar-se com a grandeza do reino. A iniqüidade daqueles contra quem se travaram guerras justas auxiliou o crescimento do reino. Esse, na realidade, seria pequeno, se a justiça e a paz dos povos vizinhos não o levassem, por causa de alguma ofensa, a declarar-lhes guerra. Desse modo, gozando todos os reinos, em boa vizinhança, da maior felicidade nas coisas humanas, seriam pequenos e, assim, haveria no mundo muitíssimos reinos de nações, como há na cidade muitíssimas casas de cidadãos. Por isso, guerrear e dilatar o reino, senhoreando povos, aos maus parece ventura, e aos bons, necessidade. Mas, por que seria pior que os mais justos se vissem dominados pelos injustos, não sem motivo se chama também a isso felicidade.
Sem dúvida alguma, porém, é maior felicidade viver em paz como bom vizinho que subjugar pelas armas o mau. Maus desejos são desejar ter a quem odiar ou a quem temer, para poder ter a quem vencer... (SANTO AGOSTINHO, 2002, p. 164 – 165).

Nesse ponto a critica de Agostinho se centraliza, não no “fazer a guerra”, mas na motivação que está por trás dessa guerra: “desejar ter quem odiar ou quem temer, para poder ter quem vencer” (SANTO AGOSTINHO, 2002, p.165). Vemos, então, que a motivação ou a causa de uma guerra podem defini-la muitas vezes como injusta. A guerra para ser justa deve ser feita contra a iniqüidade, ou seja, sempre deve ser tomada com uma reação, ou defesa às afrontas inimigas. “É, na verdade, a iniqüidade da parte adversa que impõe ao sábio que empreenda a guerra justa” (SANTO AGOSTINHO, 2002, p. 1899). Além desse ponto há ainda outro fator que deve ser observado para que uma guerra seja considerada justa, e segundo Santo Agostinho, será essencial que a guerra seja declarada por uma autoridade legitima, seja essa autoridade o próprio Deus ou o príncipe.
Nas palavras do próprio Bispo de Hipona, “[...] o soldado que mata por obediência à autoridade legítima não é considerado homicida por nenhuma lei civil” (SANTO AGOSTINHO, 2002, p. 56). Assim, de acordo com Santo Agostinho, o soldado será apenas uma ferramenta e não poderá ser condenado por homicídio, ainda mais por fazer o bem, ao ser usado por Deus ou pelo príncipe, para levar a justiça, a paz e punir criminosos:

A mesma autoridade divina estabeleceu, porém, certas exceções à proibição de matar alguém. Algumas vezes, seja como lei geral, seja por ordem temporária e particular, Deus ordena o homicídio. Ora, não é moralmente homicida quem deve à autoridade o encargo de matar, pois não passa de instrumento, como a espada que fere. Desse modo, não infringiu o preceito quem, por ordem de Deus, fez guerra ou, no exercício do poder público e segundo as leis, quer dizer, segundo a vontade da razão mais justa, puniu de morte criminosos; assim também não acusam Abraão de crueldade, mas gabam-lhe a piedade, quando, assassino por obediência, quer matar o filho...(SANTO AGOSTINHO, 2002, p. 51 – 52).

Como temos observado até aqui, a formação do conceito de guerra justa passa por vários estágios, mas encontra em Santo Agostinho, reconhecidamente um dos pilares da Igreja cristã, seu ponto chave, a base que influenciará por toda a Idade Média, o pensamento militar diretamente relacionado ao cristianismo, e que, posteriormente, alcançara o seu clímax com a idéia de guerra santa.
A guerra justa não se relacionará, pelo menos entre os defensores dessa idéia na Idade Média, com destruição e morte, pelo contrário. Graças a tais contribuições agostinianas, ela será entendida como a busca do pacifismo e da ordem no contexto de uma sociedade que vive o caos. Uma guerra conduzida diretamente por Deus encontraria facilmente sua legitimidade em uma sociedade com a mentalidade totalmente voltada para a religião. Sendo assim da mesma forma que Agostinho se refere a Abraão – “Si Abrahán hubiese sacrificado por própria iniciativa a su hilo, no havia sido una pessoa horripilante y loca? En cambio, al hecerlo por mandato de Dios, no aparece como un hombre fiel y devoto?” (SANTO AGOSTINHO, 1993, p. 602) -  os cavaleiros passaram, embora também após um longo processo, a encontrar a sua maior honra em lutar e derramar sangue inimigo, mas sempre em nome da fé; e assim puderam ser vistos como fiéis e devotos Cavaleiros de Cristo.




REFERÊNCIAS

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