sexta-feira, 14 de novembro de 2014

EM FAVOR DOS OPRIMIDOS


Muito se tem pregado no meio evangélico sobre a omissão diante do mal, como se fosse obrigação dos cristãos se omitirem perante as coisas erradas e serem apáticos diante da maldade. Neste texto, eu mostrarei o que a Bíblia ensina que nós, cristãos, devemos fazer quando nos deparamos perante o mal, e qual deve ser a nossa postura diante da maldade.
“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)
A Bíblia é bem clara quando diz que a nossa obrigação é defender aqueles que não podem se defender, ou seja, o nosso dever é lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Portanto, é a nossa obrigação lutar por eles.
“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)
Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.
“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)
Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.
“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)
Quem condena o inocente e absolve o culpado é abominável para Deus, porque Deus abomina a injustiça. Deus é tão santo e tão justo que Ele se enoja de gente mesquinha e medíocre que adora defender bandidos e condenar inocentes.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
            Segundo o apóstolo Paulo (o apóstolo Pedro ensinou exatamente a mesma coisa) é obrigação do Estado castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. O dever do governo é punir os maus e louvar os bons. Quem diz isso não sou eu, mas é o apóstolo Paulo, e também o apóstolo Pedro (1 Pedro 2:13-17). Para esses apóstolos, o papel do governo é garantir a segurança dos cidadãos de bem e punir severamente os criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros. Paulo também ensinou que devemos interceder em favor das autoridades governamentais (1 Timóteo 2:1-4) para que elas cumpram com a sua obrigação, que é zelar pela sociedade. Portanto, Deus estabeleceu as autoridades governamentais (governantes, magistrados e soldados) para castigo dos malfeitores e para louvor dos que praticam o bem.
           Nós, servos de Deus, não temos desculpas para nos omitirmos diante do mal e “passar a mão na cabeça” dos malfeitores. Nós temos o dever e a obrigação de lutarmos em favor dos fracos e oprimidos. Portanto, a omissão diante do mal é coisa do Diabo, e não de Deus. O Pacifismo é uma heresia; e a maior arma a favor dos bandidos. O Pacifismo não tem base bíblica; e é condenado por Deus, porque Deus abomina a omissão.               

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