quarta-feira, 22 de março de 2017

SOBRE O MEU AUTISMO

Eu sempre me isolei durante a minha infância e adolescência, mas a minha igreja me ajudou muito na minha socialização. Os meus amigos de infância (todos homens) sempre foram leais a mim. Sempre tive dificuldade na escola (apesar de ter a inteligência acima da média e do normal). Sou muito bom na área de humanas, mas péssimo na área de exatas. Por ser um asperger, sou obcecado por alguns temas (Bíblia, História da Igreja, armas, artes marciais, animes, videogames, e a luta entre o bem e o mal, ou seja, os heróis e os bandidos). Eu sempre sonhei em ser um herói, apesar de não ser um bom guerreiro. Sou diagnosticado com tendência suicida e ansiedade e depressão crônicas. Tenho TEA (Transtorno do Espectro Autista). Já fui diagnosticado (diagnósticos errados) como psicopata, esquizofrênico, bipolar e borderline (antes de saber que eu era autista, o borderline era o mais aceito pelos médicos). Não queria ter nascido e nem existir, mas eu nasci e existo. Trato a morte, o Inferno e o Diabo com muita naturalidade. Não tenho medo de morrer e não busco a Deus por medo do Inferno, e sempre quis conhecer o Diabo para poder enfrentá-lo. Eu sou obcecado pela luta entre o bem e o mal, ou seja, eu sou extremamente maniqueísta. O meu maior tema de obsessão é a Bíblia, a Palavra de Deus. Eu sou formado em História, isto é, eu sou historiador e professor de História. Sou formado na segurança privada e em TI (Tecnologia da Informação). E me considero um teólogo autodidata. Tenho pesadelos com a escola até hoje. Eu prefiro sonhar com o Diabo e com bandidos e monstros do que com o colégio. Sempre tenho pesadelos com provas de matemática ou com as garotas me rejeitando. A escola realmente me traumatizou. O colégio foi a pior experiência que eu tive na minha vida (sem contar com a rejeição das garotas e com a perseguição religiosa por parte dos crentes safados). Eu sempre quis saber usar armas e saber lutar artes marciais para poder proteger os indefesos e nunca para subjugá-los. Eu sempre quis combater o mal e fazer o bem sem esperar nada em troca. Eu quero fazer o certo por ser o certo a se fazer. Eu evito fazer o errado não por medo de uma punição, mas eu evito fazer o mal por uma questão de consciência. Eu não faço o certo esperando uma recompensa em troca, mas faço o certo porque acredito que é o certo a se fazer. Infelizmente, os religiosos são incapazes de compreender isso. Não tenho amor pela vida e não faço questão nenhuma de continuar vivo, mas já que estou vivo, quero viver para fazer a diferença. Espero ter ajudado.


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