sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

PROFETAS DE DEUS (AQUELES QUE ENFRENTAM A MORTE)



Filipe Levi 29/12/18
PROFETAS DE DEUS (AQUELES QUE ENFRENTAM A MORTE)


“A única coisa necessária para que o mal triunfe é os homens de bem não fazerem absolutamente nada”. (Edmund Burke)


Neste texto, pretendo contar sobre os homens que me inspiram a fazer a vontade de Deus, e divulgar as mensagens do Altíssimo para o seu povo, a Igreja. No Antigo Testamento, muitos homens foram levantados por Deus para alertar o seu povo sobre os pecados da idolatria e da prostituição, ou seja, o sincretismo religioso e a imoralidade que muitas vezes dominaram Israel (Reino do Norte) e Judá (Reino do Sul). Quero cumprir o meu papel de emissário de Deus, que é alertar a Igreja sobre os seus pecados, isto é, a sua desobediência a Deus. Ser profeta de verdade não é dar “profetadas”, mas é alertar o povo de Deus sobre os seus pecados que tanto o afastam d’Ele.

Os profetas mais famosos e que mais gosto são Samuel, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Elias, e Eliseu. Neste artigo, pretendo contar os pontos principais das vidas desses grandes homens de Deus, que não apenas fizeram a diferença, mas foram à diferença. Os antigos profetas exortavam o povo de Deus, e nós, cristãos, devemos fazer o mesmo nos dias de hoje.

Samuel foi um homem muito digno e honrado, que ao contrário dos filhos de Eli (sumo sacerdote do Templo), Hofni e Fineias, que desagradaram o coração de Deus, ele obedecia todos os Mandamentos do Senhor. Deus se revelou a Samuel, quando ele ainda era muito novo, para mostrar qual seria o fim de Eli e sua casa. Samuel ungiu os dois primeiros reis de Israel, Saul e Davi. O primeiro se corrompeu e teve um fim trágico (ele se suicidou depois de ser derrotado numa batalha). O segundo serviu ao Senhor até o fim dos seus dias. Davi andou segundo o coração de Deus, e foi o maior rei da história de Israel. Jesus Cristo é descendente de Davi, e um dia, Ele retornará, e estabelecerá o seu Reino de paz e de justiça na Terra. Samuel foi o último dos Juízes e o primeiro dos profetas.

Isaías foi um grande profeta que profetizou sobre grandes impérios como a Assíria e a Babilônia. Israel se aliou a Síria para resistirem ao domínio da Assíria, mas os assírios os derrotaram. O Reino do Norte foi destruído e muitos israelitas foram levados cativos. A Assíria foi derrotada pela Babilônia, que depois se tornou a maior potência militar da época. Isaías profetizou sobre a libertação dos judeus que sofreriam com o cativeiro babilônico que duraria setenta anos. Deus revelou para esse profeta que Ciro, o Grande, nasceria, cresceria, e reinaria sobre os medos e os persas. Ciro, liderando os medos e os persas, derrotou os babilônios, libertando os judeus do cativeiro. Isaías havia profetizado sobre Ciro muito tempo antes dele nascer. Ciro quase foi morto quando criança pelo seu avô, mas ele foi salvo por um pastor de ovelhas. O filho da união de duas nações derrotaria a Babilônia e libertaria o povo de Deus da opressão. Isaías realizou muitas profecias e foi usado grandemente por Deus. Provavelmente, Isaías foi martirizado sendo serrado ao meio.

Jeremias é o profeta da Bíblia com quem eu mais me identifico, pois ele era melancólico e depressivo (além de não ter se casado), assim, como eu. Jeremias tentou alertar os judeus sobre o julgamento divino que viria através do exército de Nabucodonosor, rei dos caldeus. O rei Zedequias, viu os seus filhos serem assassinados diante dos seus olhos, e depois foi cegado. Os príncipes, que tanto perseguiam Jeremias, foram castigados e depois mortos. Jeremias amava o seu povo, mas o seu povo o desprezou, preferindo dar ouvidos aos falsos profetas que pregavam o que o povo queria ouvir. O Templo de Jerusalém foi saqueado, e inúmeros judeus foram levados cativos.

Ezequiel também foi um grande profeta que deu esperança para os cativos dizendo que um dia eles seriam libertados e teriam o seu reino restaurado. Ezequiel estava cativo, mas tinha esperança de que o seu povo um dia voltaria a ser livre.

Depois da queda do império assírio, o Egito, governado pelo Faraó Neco, e as forças babilônicas, disputavam por territórios. Ezequiel viveu durante esse período. Israel e Judá pecaram, porque preferiram confiar em outros reinos do que em Deus, e o Altíssimo usou a Assíria para punir o Reino do Norte, e a Babilônia para castigar o Reino do Sul. O povo de Deus deve depositar a sua confiança somente n’Ele.

Ezequiel teve a visão do Vale de Ossos Secos, que gosto muito. Esse profeta apesar de ter sido levado cativo pelos babilônios, não perdeu a esperança. Ezequiel teve intimidade com Deus, assim, como os outros profetas tiveram.

Daniel e seus amigos, Hananias, Misael, e Azarias, foram levados cativos ainda jovens para a Babilônia. Eles se tornaram grandes políticos, que eram honestos e íntegros (bem que os políticos brasileiros poderiam seguir o mesmo exemplo).

Os amigos de Daniel foram lançados numa fornalha ardente, porque se recusaram a adorar a estátua de Nabucodonosor. O rei da Babilônia ordenou que se esquentasse o fogo da fornalha sete vezes mais, depois que esses políticos de Deus o afrontaram, se negando a adorar a estátua. Os melhores soldados do exército babilônico amarraram os amigos de Daniel, e os jogaram na fornalha ardente. Deus matou os guerreiros que lançaram Hananias, Misael, e Azarias na fornalha, e os livrou milagrosamente. Daniel interpretou os sonhos de Nabucodonosor, e prosperou muito no seu reino.

Quando Nabonido estava reinando no lugar de Nabucodonosor, ele decidiu estudar História e religião em outra nação, e Belsazar, seu filho, reinou em seu lugar. Belsazar profanou os cálices e objetos do Templo de Deus que tinham sido levados pelo seu avô para a Babilônia, e, por isso, Deus decretou a derrota dos babilônios através dos medos e dos persas. Uma mão descarnada escreveu defronte do candeeiro, a condenação do reino babilônico. Daniel interpretou o que estava escrito, e naquela mesma noite, os medos e os persas invadiram o reino, e Belsazar, o rei dos caldeus, foi assassinado.

Daniel se tornou o governador-geral da Babilônia, e por inveja de seus inimigos políticos, o rei Dario, o Medo (talvez, fosse um tio de Ciro, o Persa, ou Gobrias, um general babilônico que desertou e se aliou a Ciro), foi obrigado pelas leis dos medos e dos persas, que não podiam ser revogadas, a condenar Daniel à morte (contra a sua própria vontade). Deus livrou Daniel dos leões, e os seus inimigos políticos e suas famílias, foram jogados na cova dos leões em seu lugar, e as feras os destroçaram. Daniel prosperou nos reinados de Dario, o Medo, e de Ciro, o Persa.

Elias foi um grandioso profeta que profetizava nas épocas dos reinados de Acabe e de Jorão. Jezabel, a rainha, esposa de Acabe, mãe de Jorão, era a sua maior inimiga. Elias desafiou os profetas de Baal, e os envergonhou, exaltando o Nome do Deus Vivo. Elias profetizou o fim da casa de Acabe e a morte de Jezabel. A parte que mais me emociona na Bíblia (além da sarça ardente, quando Deus falou com Moisés) é quando Deus fala com Elias no Monte Horebe. Elias havia se escondido dentro de uma caverna, e desejava ardentemente morrer, porque estava deprimido (outro profeta com quem eu me identifico bastante). Elias, como todos os verdadeiros profetas, era amigo de Deus. Elias criticava muito o sincretismo religioso que predominava em Israel (o povo queria adorar a Deus e a Baal ao mesmo tempo. Em outras épocas, o povo queria cultuar a Deus e a Moloque ao mesmo tempo também). Os israelitas somente ouviam os falsos profetas que pregavam o que eles queriam ouvir. Elias foi arrebatado sem conhecer a morte, mas antes, ele ungiu Eliseu, profeta em seu lugar.

Eliseu também foi grandemente usado por Deus. Naamã, o comandante do exército da Síria, foi curado da lepra. Os soldados sírios foram cegados. Pessoas foram curadas e ressuscitadas. Pessoas que zombaram do profeta foram estraçalhadas por ursos. Jorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá, assim, como Jezabel, foram mortos. Eliseu, assim, como todos os profetas, exortaram o povo de Deus. Nós devemos fazer o mesmo.

Um grave erro cometido por muitas igrejas pentecostais (reconheço que existem igrejas pentecostais sérias) é que os profetas ficam dando profetadas sem pé nem cabeça. Se analisarmos o que os profetas do Antigo Testamento faziam, esses profetas verdadeiramente de Deus exortavam o povo de Deus a buscá-lo, e muitas vezes esses profetas julgavam o povo em relação aos seus pecados. Portanto, ficar usando o chavão “Não Julgueis” é algo totalmente anti-bíblico. Quando Jesus disse que se julgarmos os outros seremos julgados por Deus, Ele se referiu ao julgamento simplesmente crítico e sem moral, tanto que em outra parte da Bíblia, Cristo ensinou que devemos julgar segundo a reta justiça. Muitos cristãos confundem o amor com a omissão diante do mal e com a conivência com o pecado, e não é isso o que a Palavra de Deus ensina. Cristo nunca disse para sermos apáticos perante as coisas erradas.

“Não julgueis segundo a aparência, e, sim, pela reta justiça”. (João 7:24)

No Antigo Testamento, o Altíssimo usou nações como a Síria, a Assíria, e a Babilônia, para poder castigar o seu povo. Deus levantou vários profetas em várias épocas diferentes para alertar o seu povo, mas o seu povo preferia viver na prática do pecado em vez de buscá-lo de todo o coração. Grandes profetas, como, por exemplo, Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, e outros profetas foram usados grandemente pelo Deus Vivo para profetizar os julgamentos de Deus sobre as nações e sobre o seu próprio povo. O Senhor dos Exércitos sempre teve o controle sobre a História, tanto controle militar como político. Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. O Todo-Poderoso levantou nações como a Assíria e a Babilônia para julgar os povos da Terra. Essas potências militares da época foram usadas grandemente por Deus para realizar os seus objetivos gloriosos.

Eu li os livros dos profetas Sofonias, Naum, e Habacuque, e adorei ler esses livros, que contam sobre os julgamentos divinos através da Babilônia e da Assíria. Os profetas da Bíblia com quem eu mais me identifico são Elias e Jeremias, porque eu sou tão melancólico e depressivo quanto eles eram. O profeta Daniel era um homem também digno da minha admiração, devido a sua integridade e honestidade. Daniel foi um político de Deus muito honesto. A profecia do profeta Isaías sobre Ciro, o Grande, o libertador dos judeus, também me emociona muito. Isaías profetizou que Deus levantaria Ciro, o Persa, para derrotar a Babilônia e libertar o povo de Deus da opressão babilônica. O profeta Samuel (o último dos juízes e o primeiro dos profetas) ungiu a Davi, rei sobre Israel. Samuel ungiu o herói da Palavra de Deus que eu mais admiro, um homem que andava segundo o coração de Deus. Todos os profetas da Bíblia foram usados por Adonai para exortar o seu povo sobre os seus pecados, como, por exemplo, a idolatria e o sincretismo religioso (infelizmente, algo muito comum em muitas igrejas evangélicas hoje).

“Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois acaso indignos de julgar as cousas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos; quanto mais às cousas desta vida? Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja”! (1 Coríntios 6:2-4)

Usar as desculpas ridículas como o “Não Julgueis” ou o “Não toqueis nos ungidos de Deus” é algo extremamente diabólico, porque Deus nunca apoiou a omissão diante das coisas erradas, tampouco ensinou na sua Palavra que nós, cristãos, devemos ser coniventes com o pecado por causa de um falso amor ou de uma falsa unção mirabolante. Portanto, nós devemos exortar sim, como os antigos profetas fizeram.

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre reprovou e condenou a omissão diante do mal, ou seja, quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante da opressão, nós somos cúmplices do opressor. Portanto, devemos combater o mal e os malfeitores tanto com duras palavras quanto com armas bélicas e com os nossos punhos mesmo.

Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua espada (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

Criminosos são como ervas daninhas. Você arranca uma, e aparece logo outra no lugar. Por isso, que os homens bons devem sempre estar preparados para combatê-los. Sejam esses homens bons investidos de autoridade ou não. Não devemos nos igualar aos criminosos, pois não devemos pagar o mal com o mal. (nós somos diferentes deles). A nossa compaixão nos torna diferentes dos malfeitores. Devemos usar a força bruta e as armas sim, mas dentro da legalidade e em confrontos justos. Olho por olho e dente por dente nunca foi um incentivo ao ódio e a vingança, pelo contrário, é um ensinamento que ensina justamente que devemos combater os maus numa luta justa, baseada na honra e na justiça, e para que os criminosos sejam punidos de forma justa, e não de forma exagerada. Os heróis sempre existirão. Mesmo, que as pessoas céticas digam que não, sempre existirão homens valentes, cheios de coragem e ousadia, que ousarão se opor ao mal e aos malfeitores. Os heróis existem sim, podem acreditar.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou (Daniel 5:20-21), ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.


“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)


João Batista, o precursor do Messias, e também o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho dos soldados, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem combatentes honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. João Batista não condenou o serviço militar, tampouco, Jesus e os apóstolos.


“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado”?
(Leonard Ravenhill)


O Pacifismo sempre foi muito pregado entre os cristãos desde a Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e nem o direito que todos os seres humanos têm de lutar por suas vidas. Os religiosos pacifistas costumam usar versículos bíblicos fora de contexto para sustentar o Pacifismo biblicamente, mas qualquer pessoa inteligente e sábia verá que a Bíblia nunca sustentou tal heresia.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

O interessante desse trecho bíblico é que ele foi escrito pelo mesmo autor da Carta aos Romanos, ou seja, o apóstolo Paulo. Em nenhum momento, na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo pregou o Pacifismo, até porque o contexto não fala de guerra física, mas, sim, de guerra espiritual. Na Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo ensinou que as autoridades governamentais foram estabelecidas por Deus e que os magistrados e militares são seus ministros para castigar os malfeitores. Então, seria contraditório o autor da Carta aos Romanos pregar o Pacifismo na Carta aos Efésios. O apóstolo Paulo quis dizer que a função dos cristãos civis é se preocupar com a guerra espiritual, mas os cristãos que são magistrados e militares devem cumprir com o seu dever, que é castigar os que praticam o mal; porque eles são investidos de autoridade por Deus para essa função. (Eu sei que quem escreveu a Carta aos Romanos foi Tércio a mando de Paulo). A luta da Igreja é espiritual e a luta do Estado é física. Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque o ensinamento “olho por olho e dente por dente” era sobre as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores (para que os criminosos não fossem punidos de forma exagerada) e não um incentivo a represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo (Alegorismo).

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.


AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

FAÇA O BEM SEM ESPERAR RECOMPENSA


"Faça do seu trabalho, a sua paixão, se dedique a ele, com todas as suas forças, nunca pense em recompensa, ela nunca marcou hora com você, mas quando você menos esperar, ela virá! Fruto da sua luta e por você simplesmente ter se recusado a desistir! Então, irmão, você verá o surpreendente acontecer”!

“NUNCA RECUE"! 

OS PROFETAS DE ISRAEL


"Nesse tempo de gente competitiva, de corações endurecidos, de moral afrouxada, as pessoas não gostam de ouvir palavras que lhe desafiem à responsabilidade sobre suas escolhas, seus ouvidos coçam por ouvir palavras motivacionais; querem descanso de um trabalho que não executaram, querem ser recompensados por um Senhor a quem não serviram; esses tempos difíceis nos fazem lembrar os profetas de Israel que eram censurados porque não prediziam "coisas boas" a um povo sob juízo iminente". (Saulo de Souza)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

ÉTICA CRISTÃ (A GUERRA JUSTA E A RESISTÊNCIA AO TIRANO)



Filipe Levi 26/12/18
ÉTICA CRISTÃ (A GUERRA JUSTA E A RESISTÊNCIA AO TIRANO)

INTRODUÇÃO:

Desde os primórdios da humanidade existem guerras, pois os homens sempre inventaram diversos meios de se matarem. Deus provocou o Dilúvio por causa da violência que dominava a Terra, mas o próprio Deus estabeleceu o governo humano e a pena de morte para poder conter a violência e a maldade do homem. No Antigo Testamento, o Todo-Poderoso ordenava o povo de Israel a matar nas guerras, pois isso nunca invalidou o Sexto Mandamento “Não Matarás”, porque esse Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a matar quando há necessidade. Então, será que Deus apóia os cristãos matarem nas guerras sob as ordens de seus governos estabelecidos pelo próprio Deus (Romanos 13:1-7)? Será que Deus aprova a legítima defesa, quando realmente há necessidade de se defender? Neste artigo, pretendo como historiador e professor de História, e, principalmente, como cristão e admirador dos guerreiros, mostrar o que a Bíblia e o próprio Deus ensinam a respeito do combate.

JESUS, O AMIGO DOS PECADORES (PUBLICANOS E PROSTITUTAS):

Os fariseus eram escarnecedores (esses religiosos zombavam e ridiculizavam as coisas de Deus). Jesus era conhecido como "O AMIGO DAS PROSTITUTAS - O AMIGO DOS PECADORES", porque esses "grandes pecadores" tinham muito mais respeito por Jesus e por Deus do que os fariseus. Cristo está mais próximo da prostituta que sabe que é pecadora do que do religioso que pensa que é "santo". O próprio Jesus disse que os publicanos e as prostitutas são mais dignos do Céu do que os fariseus (religiosos hipócritas e falsos moralistas). Jesus sempre andou, comeu e bebeu com os pecadores com a intenção de salvá-los. Os "pecadores" estavam mais dispostos a ouvir as palavras de Jesus do que os fariseus, porque esses religiosos eram "santos" demais para poderem dar ouvidos a Jesus.

O JESUS DISTORCIDO E IDEALIZADO PELOS CRISTÃOS DURANTE A HISTÓRIA DA IGREJA:

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

A GRANDE AMEAÇA (JESUS):

"Jesus não foi apenas um cara legal que fez o bem no mundo. Você não crucifica caras legais. Você crucifica ameaças". (Tim Keller)

No primeiro século, no tempo de Jesus, Israel era dominada religiosamente pelas quatro seitas principais do Judaísmo: Os fariseus, os saduceus, os herodianos e os essênios. Os fariseus e os saduceus mandavam no Sinédrio. No começo, os seguidores de Jesus eram conhecidos como “Nazarenos” e não pregavam contra o serviço militar e nem satanizavam a sexualidade. Jesus defendia muito as mulheres de sua época (por isso, Ele era conhecido como o AMIGO DAS PROSTITUTAS). Jesus comia e bebia com os pecadores. Cristo estava mais próximo dos publicanos e das prostitutas que sabiam que eram “pecadores” do que dos fariseus que pensavam que eram “santos”. Existem historiadores que defendem até a teoria de que Jesus era um líder dos Zelotes (um Revolucionário que pretendia reunir um exército de guerreiros para poder derrubar o Império Romano do poder). Tanto a Bíblia, a Palavra de Deus, quanto esses historiadores (que são ateus) são as maiores provas de que Jesus nunca foi “paz e amor”, ou seja, o Jesus histórico, o Jesus da Bíblia, nunca foi um “grande pacifista”. Cristo sempre se indignou com as coisas erradas e criticou as injustiças que o povo sofria. O Messias amava os “pecadores” e defendia os fracos e oprimidos. O Grande Libertador de Israel, Jesus Cristo (AQUELE QUE VENCEU A MORTE), não foi crucificado porque era um cara “bonzinho”, mas, sim, porque Jesus representava uma grande ameaça para os fariseus (religiosos da época) e para os próprios romanos (os conquistadores daquele tempo).

A RESISTÊNCIA AO TIRANO (A LUTA CONTRA A TIRANIA E A OPRESSÃO):

Nós, homens e mulheres de Deus, temos o dever moral de desobedecer às leis injustas. Tanto Clemente de Alexandria quanto Tomás de Aquino defendiam até a luta armada contra governantes opressores e tiranos (a Resistência ao Tirano), além de apoiarem a Guerra Justa, obviamente. A Bíblia realmente de fato ensina que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Mas, como os próprios apóstolos também ensinaram, nós, servos de Deus, devemos obedecer mais a Deus do que aos homens. A obrigação, função e dever das autoridades constituídas são servir ao seu povo, e não roubá-lo, oprimi-lo e explorá-lo. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. A vontade de Deus é que os governantes, magistrados, policiais e soldados protejam o povo (cidadãos de bem) e castiguem severamente (dentro da legalidade, dentro da lei) os criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros. A obrigação, função e dever dos agentes de repressão ao crime são serem justos e honestos (Lucas 3:14). Se o governo é injusto e opressor, nós, cristãos, devemos desobedecê-lo.

O CRISTÃO E O COMBATE (LUTAR EM PROL DA JUSTIÇA):

Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua espada (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

Criminosos são como ervas daninhas. Você arranca uma, e aparece logo outra no lugar. Por isso, que os homens bons devem sempre estar preparados para combatê-los. Sejam esses homens bons investidos de autoridade ou não. Não devemos nos igualar aos criminosos, pois não devemos pagar o mal com o mal. (nós somos diferentes deles). A nossa compaixão nos torna diferentes dos malfeitores. Devemos usar a força bruta e as armas sim, mas dentro da legalidade e em confrontos justos. Olho por olho e dente por dente nunca foi um incentivo ao ódio e a vingança, pelo contrário, é um ensinamento que ensina justamente que devemos combater os maus numa luta justa, baseada na honra e na justiça, e para que os criminosos sejam punidos de forma justa, e não de forma exagerada. Os heróis sempre existirão. Mesmo, que as pessoas céticas digam que não, sempre existirão homens valentes, cheios de coragem e ousadia, que ousarão se opor ao mal e aos malfeitores. Os heróis existem sim, podem acreditar.

Paulo e Pedro afirmaram, claramente, que a função dos oficiais do rei é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens (Alegorismo). Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus para punir os maus e louvar os bons.

O grande profeta, João Batista, o precursor do Messias, em uma ocasião, batizou alguns soldados que lhe perguntaram o que eles deveriam fazer para agradar a Deus, e em nenhum momento, João Batista lhes recriminou por serem militares, pelo contrário, ele lhes incentivou a permanecerem no serviço militar, portanto, que eles fossem soldados justos e honestos (Lucas 3:14).

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL (O MAIOR PECADO DA “IGREJA”):

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão; põem o amargo por doce, e o doce por amargo”! (Isaías 5:20)

Infelizmente, muitos cristãos consideram o que é mau, bom, e o que é bom, mau. Muitos crentes consideram o errado, certo, e o certo, errado.

A omissão diante do mal é pecado e sempre será pecado. Passar a mão na cabeça dos bandidos e dos terroristas não acabará com a maldade no mundo, pelo contrário, aumentará ainda mais a violência. Onde diz na Bíblia que eu devo encobrir os erros dos outros e ser conivente com o pecado?

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

Para mim, a omissão diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante o mal é tão culpado quanto aquele que o pratica. Os cristãos costumam se omitir diante das coisas erradas alegando um falso amor e uma falsa paz, mas Deus nunca aprovou a omissão perante as coisas erradas. A vontade de Deus é que nós, cristãos, defendamos os fracos e oprimidos. O Altíssimo quer que nós lutemos em favor dos indefesos. É nossa obrigação proteger os inocentes.

"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O Livro de Provérbios critica muito a injustiça e a omissão diante do mal, portanto, o conformismo perante as coisas erradas não é bíblico. Deus, o Altíssimo, deseja que nós pelejemos em favor dos fracos e necessitados, porque é da vontade d’Ele, que nós defendamos os indefesos e desamparados.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Deus estabeleceu o Estado (governo) para ser um servo de Deus (ministro de Deus). A função e o dever do governo é servir o povo, e não explorá-lo e oprimi-lo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores e louve os homens que praticam o bem.

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

Desejar ser herói (proteger os fracos e indefesos) não é coisa de “criança e de gente infantil”, mas é o que a Bíblia manda. As Escrituras ordenam que todos os servos de Deus sejam heróis (protetores e defensores). A vontade de Deus é que os fortes protejam e defendam os fracos.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.

O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo, que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.

Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Dietrich Bonhoeffer, Desmond Doss, Martin Luther King e Albert Einstein nunca pregaram a omissão diante do mal, pelo contrário, eles sempre pregaram contra isso. Esses homens nunca pregaram que ser da "paz" e "amar" é se omitir perante as coisas erradas. Eles nunca foram pacifistas, mas, sim, pacificadores. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser justo e ser idiota. Há diferença entre ser correto e ser retardado. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre amar e se omitir. Há diferença entre amor e omissão. Há diferença entre lutar pelo que é certo e acobertar os erros dos malfeitores. Há diferença entre ser “paz e amor” e ter compaixão pelos inocentes. Há diferença entre pregar a verdadeira paz e se omitir diante do mal por ser covarde mesmo.

AS TRADUÇÕES DE ROMANOS 13:1-7:

“Obedeçam às autoridades governamentais, porque Deus foi quem estabeleceu todas elas. Não há governo, em parte alguma, que Deus não tenha colocado no poder. Portanto, aqueles que se recusam a obedecer às autoridades estão se recusando a obedecer a Deus, e o castigo virá sobre eles. Pois os governantes devem ser temidos apenas por aqueles que praticam o mal. Assim, se você não quiser ter medo da autoridade, guarde as leis e pratique o bem e tudo irá bem. Pois a autoridade é enviada por Deus para o seu bem. Mas, se você estiver fazendo algo errado, é natural que deve ter medo, pois ela terá de castigá-lo. Ela é serva de Deus, agente da justiça para castigar quem pratica o mal. Assim, vocês precisam obedecer às autoridades por duas razões: para evitar o castigo e por uma questão de consciência. Paguem também seus impostos, por essas mesmas razões. Porque as autoridades do governo estão a serviço de Deus, dedicadas a continuar a fazer essa obra. Dêem a cada um o que lhe é devido; paguem seus impostos e tributos, obedeçam aos seus superiores, e honrem e respeitem a todos aqueles a quem isso for devido”. (Romanos 13:1-7)


“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)


“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo foi muito claro quando escreveu o capítulo 13 da Carta aos Romanos (uma grande pedra no sapato dos cristãos pacifistas e anarquistas). Paulo reconheceu que as autoridades governamentais são instituídas por Deus, isto é, Deus coloca no poder os governantes da Terra. Os magistrados, os soldados, os policiais e os políticos são estabelecidos por Deus para zelarem pelo bem-estar da sociedade. O Estado é servo de Deus, ministro de Deus, para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. As Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas podem negar isso até a morte, mas o capítulo 13 da Carta aos Romanos não sumirá da Bíblia por causa disso (para o azar deles). Paulo ensinou que os cristãos devem se submeter às autoridades em várias de suas Cartas (ele insistiu bastante nesse assunto). Paulo vivia usando o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. Claro, que se o governo for injusto e opressor (ditatorial e corrupto) ou exigir que os cristãos façam coisas contrárias ao que a Bíblia ensina, nós, cristãos, devemos obedecer mais a Deus do que aos homens.

AS TRADUÇÕES DE 1 PEDRO 2:13-17:

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

“Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

“Pelo amor que vocês têm ao Senhor, obedeçam a todas as leis do governo; sejam as do rei, como a autoridade maior, sejam as que são dos oficiais do rei, pois ele os enviou para castigar todos os que fazem o mal e honrar aqueles que fazem o bem. É da vontade de Deus que a vida correta de vocês faça com que se calem aqueles que insensatamente condenam o Evangelho sem saberem o que ele pode fazer por eles, pois nunca experimentaram o seu poder. Vocês estão livres da lei, porém, isso não quer dizer que estão livres para fazer o mal. Vivam como aqueles que são livres para fazer somente a vontade de Deus em todas as ocasiões. Mostrem respeito para com todos. Amem os irmãos em toda parte. Temam a Deus e respeitem o governo”. (1 Pedro 2:13-17)


O apóstolo Pedro também reconheceu a legitimidade dos reis e das autoridades enviadas por eles (soldados e magistrados) para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo e Pedro ensinaram, claramente, que a função do Estado é punir os maus e louvar os bons.

ORAR E INTERCEDER EM FAVOR DAS AUTORIDADES:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo também ensinou que o dever de todos os cristãos é interceder em favor dos homens investidos de autoridade, porque é da vontade de Deus que, inclusive, os governantes e os soldados se convertam e sejam salvos. Paulo, mais uma vez, reconhece a legitimidade das autoridades.

SOBRE O SERVIÇO MILITAR:

Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou totalmente os juramentos, mas, sim, aquelas pessoas que não tem palavra e nem moral e que precisam fazer “juramentos” para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou os juramentos que são feitos em nome da verdade, da paz, da justiça e do amor (o casamento é um juramento de lealdade a sua esposa).

Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.

O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA:

O verdadeiro campo de batalha de todo ser humano é a mente. Satanás atua principalmente usando sugestões diabólicas ocultamente as infiltrando nas mentes das pessoas. O verdadeiro contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja (isso não invalida a luta do Estado, que é ministro de Deus, ensinado em Romanos 13). O primeiro alvo do ataque de Satanás será sempre uma necessidade física sua. O Diabo é o Pai da Mentira, mas muitas vezes, ele distorce a verdade ou não a conta totalmente para poder enganar as pessoas (assim, como ele fez com Adão e Eva no Jardim do Éden). Lúcifer costuma usar muito as Escrituras (as distorcendo totalmente usando versículos bíblicos fora de seus verdadeiros contextos apenas para pregar o que lhe é conveniente, claro). Eu sou um "pouquinho" mais esperto do que a grande maioria dos evangélicos, mas ainda tenho a mera impressão de que o Diabo é muito mais esperto do que penso, acho e imagino que ele seja. Estudem a Bíblia, a Palavra de Deus! Procurem ter comunhão com Deus! Busquem a santidade (santidade bíblica, e não o maldito legalismo religioso hipócrita)! Busquem ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus! Assim, vocês sairão vitoriosos contra o Diabo e seus anjos.

A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS HERÓIS:

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Todos nós devemos decidir o que queremos proteger. Todos querem proteger algo, alguém ou alguma coisa. Queremos sempre proteger algo ou alguém que seja importante para nós. A verdadeira força não está no ódio que sentimos pelos nossos inimigos, mas, sim, no poder do amor que é liberado quando protegemos a quem amamos. Não é o ódio que libera a nossa verdadeira força, mas, sim, o poder do amor. A principal característica de um herói é o amor.

Quando todos se omitem diante do mal. Quando todos se conformam com as coisas erradas. Quando todos folgam com a injustiça. Quando todos te perseguem, porque você ousa questionar o que está errado. Os heróis são aqueles que fazem o que ninguém mais quer fazer. Se não tem quem faça, se não tem ninguém para fazer, o herói tem que tomar a iniciativa e fazer. Muitas vezes, os heróis são desprezados, rejeitados, abandonados e excluídos. Mesmo, você sabendo que levará a pior e que se dará mal por fazer o bem, mas mesmo, assim, você ousa fazer o que é correto, você é corajoso de verdade. Quando você ousar desafiar os malfeitores. Quando não temer o perigo e nem a morte. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você estiver disposto a morrer lutando pelo que você acredita. Quando você amar tanto os seus amigos que você estaria disposto a morrer no lugar deles para salvá-los. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você estiver na lista dos mais procurados do Diabo. Sinta-se honrado, pois é isso que te faz ser um herói.

O PROPÓSITO DOS HERÓIS:

"Se Deus impor as mãos sobre você todo o mundo saberá. E você não será conhecido aqui, você será conhecido no Inferno." (Leonard Ravenhill)

Existem pessoas que são pontos de luz no escuro. Pessoas boas que fazem a diferença nesse mundo decaído e pervertido. Homens e mulheres que ousam questionar as coisas erradas e fazer a diferença. Pessoas que se importam mais com os outros do que consigo mesmas. O herói, apesar de toda a escuridão que tem dentro de si, ainda a chama da esperança queima em seu coração. A sua luz interior ilumina o seu caminho para combater o mal e fazer justiça aos oprimidos. Os heróis são homens que vivem e morrem em nome da honra. O cavaleiro prova o seu valor por meio dos seus atos. O verdadeiro herói é aquele que usa os seus punhos e as suas armas somente para lutar em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

Há um herói dentro de cada um de nós. Que nos incentiva a sermos íntegros, que nos enobrece. Muitas vezes, para fazer o bem, precisamos desistir do que mais queremos. Desistir até mesmo dos nossos sonhos. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Se importar mais com os outros do que consigo mesmo. São homens assim que fazem a diferença. São homens assim que mudam o mundo. Homens que também tem as suas fraquezas, mas eles as superam, por algo maior do que eles próprios. A coragem não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo. Homens que resistem à dor e vencem o medo. Homens cheios de coragem e de ousadia que ousam fazer o que ninguém mais quer fazer. Homens que estão dispostos a se sacrificar pelo semelhante. A inteligência deve ser usada para o bem da humanidade. Isso é um privilégio. Quando Deus nos escolhe para fazer a diferença e mudar a História, Ele não está tapando buraco (não se pode barganhar com um Deus que não precisa de você). Se Deus te escolher para fazer a diferença, Ele está te dando um privilégio. Isso é uma grande honra. Então, honre e valorize essa oportunidade que Deus lhe deu.

É muita ingenuidade acreditar que quando você invadir o território do seu inimigo, travando batalhas contra os seus soldados, resgatando os perdidos das trevas, libertando os acorrentados das correntes infernais, libertando os oprimidos da opressão, causando o caos e a desordem em seu reino, e ainda querer sair com os reféns resgatados e não querer ser notado. Quando você prega o Evangelho e busca fazer a vontade de Deus, isso chamará a atenção do Diabo e seus anjos (de todos os malfeitores em geral, tanto criminosos comuns quanto religiosos maus). Se você ousar se opor ao Diabo e seus seguidores, eles virão para cima de você. Se Deus impor as suas mãos sobre você, e as pessoas ao seu redor verem a Glória de Deus em sua vida, por meio de suas atitudes e gestos de justiça, de compaixão e de bondade, você não será conhecido somente aqui na Terra, mas também será conhecido no Inferno. Faço das palavras de Leonard Ravenhill minhas palavras também: “A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo”. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando.

PRINCÍPIOS E VALORES BÍBLICOS NAS ARTES MARCIAIS:

As principais virtudes do Bushido (Código do Guerreiro) são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios morais e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

CÓDIGO SAMURAI (INTEGRIDADE E HONRA):

“O caminho do valente não segue os passos da estupidez. Quando um samurai diz que fará algo, é como se já o tivesse feito. Nada nesta terra o deterá na realização do que disse que fará”.

Nós, homens de Deus, somos servos da justiça. Os nossos atos devem ser de justiça. Nós lutamos em prol da justiça. Se for preciso, nos tornaremos na própria justiça. As nossas flechas só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para nós mesmos, mas justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. A nossa espada nunca deve ser usada por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a paz e a justiça. Os servos de Deus são homens de palavra. Homens de honra devem defender e proteger os fracos. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Os líderes devem servir aos outros e não ser servido por eles. Sejamos guerreiros honrados e íntegros. Sejamos homens de verdade. As nossas armas e os nossos punhos devem ser usados para proteger os indefesos e para a promoção da justiça. O dever do homem, do cavaleiro, do guerreiro, do soldado e do líder, é cuidar de seus protegidos. Sejamos homens valentes e corajosos. Sejamos homens íntegros e honrados. Sejamos homens de Deus. Sejamos heróis. Já tem homens demais fazendo o mal, então, ouse fazer o bem.

UMA NODACHI (O PODER DO IMPACTO PSICOLÓGICO):


“Uma Nodachi (野太刀) é uma espécie de Katana longa, e era utilizada por um dos mais famosos e habilidosos espadachins do Japão Feudal, Sasaki Kojirō (佐々木 小次郎). Kojirō aperfeiçoou suas habilidades no manuseio da nōdachi, e ganhou excelência em uma técnica própria chamada "Tsubame Gaeshi" (Rasante da Andorinha), capaz de cortar uma andorinha em pleno voo. Kojiro foi morto na ilha de Ganryūjima pelo lendário Miyamoto Musashi, que sabia que Kojirõ só poderia ser superado por um método que não se baseasse exclusivamente nas habilidades com a espada. Kojiro era muito orgulhoso, e Musashi se aproveitou desse orgulho utilizando de alguns truques psicológicos para desestabilizá-lo emocionalmente. Conta a história, baseada nas próprias narrativas de Musashi, que este, entendendo que superar o estilo de Sasaki Kojirō seria muito difícil e arriscado, propositalmente se atrasou mais de 2 horas da hora marcada para chegar no local do duelo enquanto esculpia em um remo do barco uma bokken (espada de madeira), um pouco maior que a nodachi de Kojirō. A ideia era enfurecer o adversário com o atraso e com a ofensa de batalhar contra uma espada de madeira, pois somente principiantes ou crianças lutavam com bokken. Musashi também planejou descer na praia exatamente na direção oposta à do sol, com a intenção de ofuscar a visão do oponente. Ao desembarcar na praia, estava usando vestes surradas e tinha os cabelos visivelmente desgrenhados, com a bokken recém-esculpida em uma mão e um cobertor na outra. Kojirō tomou isso como mais um insulto, pois no código samurai, apresentar-se desalinhado para um duelo significa completa desconsideração pelo adversário, ainda mais sem portar a espada, usando a bokken de madeira em vez da katana. Para a infelicidade de Kojirō, este caiu no jogo psicológico de Musashi, e, irritadíssimo com o menosprezo com que o adversário lhe demonstrava, correu exasperado em sua direção. A luta real durou apenas o lance do seu momento decisivo, embora Musashi tenha escrito que a luta começou no momento em que meditava e esculpia sua espada no barco. Apesar do jogo psicológico, Musashi considerou Kojirō como sendo o seu maior rival”. (autor desconhecido)

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

CONCLUSÃO:

O guerreiro que não respeita a sua espada não é digno de sua espada. O policial que não respeita o seu distintivo não é digno de seu distintivo. O oficial que não respeita a sua patente não é digno de sua patente. O marido que não respeita a sua esposa não é digno de sua esposa. Os pais que não respeitam os seus filhos não são dignos de seus filhos. O governante que não respeita o seu povo não é digno de seu povo. O pastor que não respeita as suas ovelhas não é digno de suas ovelhas. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.