quarta-feira, 19 de setembro de 2018

GUERREIROS DE DEUS (A GUERRA ENTRE O BEM E O MAL)



Filipe Levi
GUERREIROS DE DEUS (A GUERRA ENTRE O BEM E O MAL)

Com a queda do homem, o pecado se alastrou sobre toda a Terra. O pecado afastou os homens de Deus, e a maldade e a depravação tomaram conta da raça humana. Esse vírus maldito se alastrava como uma epidemia no mundo, e como consequência, todos os homens eram levados à morte. Por meio do pecado, Satanás, o Diabo, escravizava a humanidade. O salário do pecado era a morte, mas Deus quis resgatar o seu povo das trevas. Yahweh, o Eterno, enviou o seu Único Filho para sofrer e morrer no lugar do seu povo para que o seu santo sangue os purificasse de todo o pecado. Jesus Cristo veio a Terra e habitou entre os pecadores, mesmo Ele sendo Santo, e não tendo cometido pecado algum. Jesus se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Ele comia e bebia com os pecadores. Cristo combatia o legalismo religioso, pois Ele nunca suportou a hipocrisia religiosa e o falso moralismo. Os fariseus do Sinédrio o odiavam, porque Ele não aceitava as suas doutrinas baseadas nos preceitos dos homens. A religião sempre escravizou as pessoas, mas o Evangelho veio para libertá-las. Jesus Cristo era o Grande Libertador de Israel, que veio libertar o seu povo da opressão.
Jesus, o Messias, já havia sido anunciado pelos profetas do passado. Cristo sofreu torturas terríveis, foi humilhado pelo seu próprio povo. Ele foi brutalmente espancado e crucificado, para que o seu sacrifício salvasse os seus escolhidos da escuridão. Jesus sofreu e morreu, mas no terceiro dia ressuscitou, vencendo a morte e o pecado. Cristo tem as chaves da morte e do Inferno. Satanás não tem nem a chave de sua própria casa. Jesus veio libertar as pessoas da opressão do Maligno, para trazê-las para a sua maravilhosa Graça. A Salvação não é pelas obras, mas é pela Graça. Somente a Graça de Deus, por meio de Jesus Cristo, pode salvar os homens da opressão do pecado e das chamas do Inferno. Jesus é o Único Caminho para se chegar até Deus. Não existe outro caminho. Jesus é o Caminho de volta para Deus. Somente Cristo pode salvar o ser humano de sua natureza pecaminosa. Ele é o Salvador e o Grande Libertador que os judeus sempre esperaram. O Messias veio para nos salvar. Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o Grande Salvador. O Livro Sagrado já anunciava sobre o Salvador que viria. O Messias e Grande Libertador que salvaria e vingaria o seu povo.
Nos três primeiros séculos, a Igreja Cristã sofreu perseguições terríveis. Os cristãos eram torturados, espancados até a morte, violentados, açoitados, crucificados, queimados vivos, jogados as feras, e os cristãos que tinham a cidadania romana, tinham o privilégio de serem decapitados. Soldados que se convertiam ao Cristianismo se recusavam a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses, e, por isso, eram martirizados. Muitos soldados cristãos desertavam das Legiões Romanas, porque se recusaram a adorar os falsos deuses.
O centurião Cornélio e os guardas pretorianos evangelizados pelo apóstolo Paulo conhecidos como os “Santos da Casa de César” estavam entre os poucos cristãos que permaneceram no Exército no primeiro século. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, os cônsules, Mânio Acílio Glabrio e Tito Flávio Clemente, e o rei Abgaro, foram os poucos governantes cristãos do século I. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos a se envolverem com o Estado.
No século II, no reinado do imperador Marco Aurélio, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército por causa das invasões bárbaras. Apesar de terem existido Pais da Igreja que satanizavam as autoridades governamentais e que pregavam o antissemitismo, existiram Pais da Igreja que também defenderam a legitimidade das autoridades legalmente constituídas. Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio foram os bispos que endiabraram as autoridades. Mas, os bispos, Clemente de Roma, Policarpo de Esmirna, Ireneu de Lyon, Justino Mártir, Teófilo de Antioquia e Melitão de Sardes reconheciam que as autoridades governamentais eram legítimas e estabelecidas por Deus (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).
Clemente de Alexandria, Eusébio de Cesaréia, Ambrósio de Milão, Agostinho de Hipona e Jerônimo de Strídon apoiavam abertamente o serviço militar e a guerra justa. Clemente de Alexandria, além de defender o serviço militar, também apoiava a prática de esportes e as revoltas armadas contra governos tirânicos e opressores.
Tanto os apóstolos, Pedro e Paulo, quanto o Grande Salvador, Jesus Cristo, e o precursor do Messias, João Batista, sempre foram favoráveis à lei e a ordem, pois eles nunca satanizaram as autoridades governamentais, tampouco, o serviço militar (Lucas 3:14).
Paulo e Pedro afirmaram, claramente, que a função dos oficiais do rei é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la.
O Sexto Mandamento sempre se referiu somente ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras e a pena capital (Machaira). O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” só eram usados para se referir ao homicídio ilícito, e nunca a matar quando realmente há necessidade, como na legítima defesa, nas pelejas e na pena de morte.
Com o Édito de Milão, em 313, os cristãos conseguiram a sua tão almejada liberdade religiosa. Em 314, no Concílio de Arles, o serviço militar foi reconhecido como legítimo e bíblico pela Igreja Primitiva (Lucas 3:14). No Concílio de Nicéia, em 325, os Livros do Novo Testamento foram reunidos, pois foram considerados inspirados pelo Espírito Santo de Deus; e a Igreja Primitiva passou a ser conhecida como a Igreja Católica. Assim, o Cristianismo Primitivo se tornou o Catolicismo. No início, a Igreja Católica era fiel a Deus, mas a corrupção e a idolatria se tornaram os seus alicerces, e com isso, o Cristianismo se corrompeu. Claro, que havia cristãos fiéis a Deus, mas eram bem poucos.
Durante a Idade Média (Idade das Trevas), a Igreja Católica, por meio da Inquisição, queimou incontáveis pessoas inocentes nas fogueiras as acusando de Bruxaria ou de heresia. As mulheres foram as suas principais vítimas. Torturas e mais torturas. Assassinatos e mais assassinatos. Tudo em Nome de Deus. O Altíssimo e a Bíblia levaram toda a culpa, pelas atrocidades que a Igreja Católica cometeu em seu Santo Nome. Deus nunca aprovou essa barbárie e nem ordenou para que os cristãos queimassem inocentes nas fogueiras da Inquisição. A Igreja Católica enriquecia cada vez mais, explorando e roubando o povo, que não sabia ler e nem escrever. Todos temiam o poder da Igreja, mas houve homens que ousaram questioná-la. Homens dos quais o mundo não era digno. John Hus, John Wycliffe, Jerônimo de Praga e muitos outros que ousaram se opor ao domínio reinante da Igreja Católica.
Na Idade Moderna, o monge agostiniano, Martinho Lutero, no dia 31 de outubro de 1517, por meio de suas 95 Teses desafiou o Papa e o Clero, ameaçando assim o poder da Igreja Católica. Outros reformadores, como João Calvino e Ulrico Zuínglio também contribuíram muito com a Reforma Protestante. Os luteranos na Alemanha, os huguenotes na França, os puritanos na Inglaterra, e muitos outros movimentos protestantes empunharam armas para combater os católicos em sangrentas guerras que ocorreram durante essa época.
Na Idade Contemporânea, em países islâmicos e socialistas, inúmeros cristãos foram torturados e mortos com extrema crueldade por governantes sádicos que não aceitavam a pregação do Evangelho. Na China, na União Soviética, na Coréia do Norte, no Camboja e no Vietnã foram onde os cristãos mais sofreram com as perseguições. Com a queda da União Soviética, os comunistas não tinham mais como se sustentar, e muitos países socialistas caíram. Cuba, China e Coréia do Norte estavam entre as poucas que conseguiram se manter no poder. Cuba era branda em suas perseguições religiosas, pois a nação cubana se importava mais com os seus inimigos políticos. Já a China e a Coréia do Norte eram extremamente cruéis e sádicas com os seguidores de Jesus Cristo.
No século XX, houve as Duas Grandes Guerras Mundiais, que arrasaram com a Europa. A Alemanha foi a maior culpada pela causa delas. Na Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler, Benito Mussolini e Hideki Tojo foram os grandes vilões que quase levaram o planeta a total destruição, se os Aliados não tivessem se envolvido nesta grande batalha. 
Com a Guerra Fria, as ditaduras capitalistas foram financiadas pelos Estados Unidos (como o Regime Militar no Brasil), e as ditaduras do proletariado foram financiadas pela União Soviética. Em ambas as ditaduras, pessoas inocentes foram estupradas, torturadas e mortas por causa da insanidade ideológica tanto dos capitalistas quanto dos marxistas.
No século XXI, com a ascensão do EI (Estado Islâmico) e do Boko Haram, além do Talibã e da rede terrorista Al-Qaeda, houve a Terceira Grande Guerra Mundial. Sem contar que nessa mesma época, a Coréia do Norte, a China e a Rússia declararam guerra contra os Estados Unidos da America e seus aliados.
Os arsenais nucleares e armas químicas foram usados nessa Grande Guerra. Com a multiplicação da Ciência, máquinas assassinas, a inteligência artificial, e aberrações genéticas criadas em laboratórios foram usadas nessa guerra. Não apenas os homens se matavam uns aos outros, mas, agora, máquinas inteligentes e monstros sanguinários também estavam envolvidos nessa batalha.
Com a clonagem, animais considerados extintos foram trazidos de volta à vida (como mamíferos e répteis pré-históricos). Os cientistas trabalharam arduamente com células-zumbis com a intenção de ressuscitar os mortos e de criar o soldado perfeito, e acabaram criando mortos-vivos ávidos pelo sangue dos vivos. Vampiros e zumbis causaram o caos na sociedade, e por pouco a Civilização não sucumbiu.
Os terroristas do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria) destruíram monumentos históricos de civilizações antigas, e sequestravam mulheres de vários povoados (principalmente, mulheres cristãs), e eles as violentavam por puro sadismo e diversão. Os extremistas islâmicos torturavam e assassinavam pessoas inocentes só por esporte. O Boko Haram também tinha o hábito de sequestrar garotas, meninas, e mulheres e as estupravam somente por maldade mesmo, porque eles consideravam as mulheres seres inferiores que existiam apenas para satisfazer os homens. Esses extremistas islâmicos eram um bando de “homossexuais enrustidos” que diante de opressores piores do que eles eram umas verdadeiras moças e bonecas (só sabiam ser homens com mulheres e crianças indefesas mesmo). Esses extremistas islâmicos acreditavam que quando morriam herdariam o Paraíso, mas na verdade, eles iam para o Inferno sofrerem nas mãos do Diabo e seus anjos. Tudo o que os homens plantam, eles com certeza irão colher. De Deus não se zomba, ainda mais um bando de religiosos idiotas que cometiam atrocidades em Nome de Deus, como se Deus tivesse algo a ver com os horrores que esses religiosos fanáticos e fundamentalistas praticavam. Bando de parasitas imbecis.
Com as explosões nucleares e com o alastramento das armas químicas, o mundo se tornou num verdadeiro Inferno. O planeta estava em agonia. A grande tormenta havia começado. Por causa dos massacres, toda a Terra ficou banhada em sangue. Mães choravam a morte de seus filhos, esposas pranteavam a morte de seus maridos e filhos se angustiavam com a morte de seus pais, que morreram pelejando nas batalhas. Por causa das consequências da maldade e da ganância humana, a humanidade quase foi extinta.
Apesar de toda a maldade e corrupção do gênero humano, ainda existiam homens que praticavam o bem e que guardavam os Santos Mandamentos de Deus. Guerreiros que lutavam em prol da justiça. Eles não temiam o mal e não se amedrontavam diante do terror da morte. Enquanto outros homens eram consumidos pelo pecado, esses guerreiros buscavam a Deus, porque o amavam, e não porque temiam o castigo divino ou o Inferno. Eles buscavam a santidade por amor, e não por medo. Esses heróis não somente faziam a diferença, mas eles eram a própria diferença. Eles viviam para a justiça, e não para si mesmos. Eles estavam dispostos a morrer pelos outros.
Levi era historiador e professor de História, mas nunca trabalhou na área de sua formação. Ele teve treinamento militar, praticava artes marciais e era um especialista em armas de fogo e armas brancas. Levi tinha tendência suicida, mas ele viveu até cumprir o seu propósito. Ele não temia a morte, pelo contrário, ele a desejava. Mas, o Herói sabia que ainda precisava viver para completar a sua obra. Levi era leal ao seu Deus e aos seus amigos. Não temia o mal e nem a perversidade dos homens. Mesmo, sendo historiador, Levi acreditava piamente na inerrância das Escrituras, porque para ele, a Bíblia era de fato a Palavra de Deus. Levi não tinha expectativa no futuro. Ele era um homem que não tinha nada a perder. Com o tempo, Levi descobriu que as armas, as artes marciais, e nem uma mulher poderiam preencher o vazio do seu coração. Apenas Deus poderia preencher esse vazio. O vazio em seu coração era do tamanho de Deus. Levi não se casou e nem teve filhos.
Natan, o Pugilista, era um dos melhores amigos de Levi. Natan era um grande boxeador formado na área da informática. Ele era íntegro e corajoso. Combatia o mal e amava os seus semelhantes. Natan era cunhado de Alexandre, outro grande amigo de Levi, que também era um homem íntegro que lutava em prol da justiça.
Gabriel era mestre de Jiu-Jitsu e também praticou Kung Fu. Ele era um grande guerreiro que sempre perseverava nas batalhas. Gabriel e Levi não se davam bem quando eram crianças, mas quando cresceram se tornaram grandes amigos. Gabriel também era amigo de infância do missionário Arthur, outro homem honrado que era amigo de Levi.
Arthur era missionário da JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e chegou a pregar o Evangelho em alguns países da Europa, na África e na China (onde o Evangelho era proibido de ser pregado). Arthur era um profeta na sua geração, um jovem que realmente fazia a diferença. Ele também era amigo de infância de Levi.
Alexandre era cunhado de Natan e filho de um pastor íntegro que vivia o Evangelho e que não se aproveitava da boa fé das pessoas leigas. Alexandre era lutador de Krav Magá (a arte marcial dos hebreus) e usava os seus punhos para lutar em nome da verdade e em nome da justiça.
William, o oficial Paixão, era tenente da Marinha do Brasil. Durante a sua mocidade, William se revoltou contra Deus, mas com o passar do tempo, ele reconheceu a Soberania de Deus e voltou a trilhar o Verdadeiro Caminho. William também gostava de animes e videogames, assim, como Levi. O Herói e William eram grandes amigos e lutaram um ao lado do outro até o fim dos seus dias.
Oseias, o delegado Ribeiro, era amigo de Levi e de William desde a adolescência. Maciel, o Miau, também convivia com eles e era um grande amigo de Oseias e de Levi, mas acabou se envolvendo com a criminalidade e foi assassinado por bandidos rivais. Oseias era um policial honesto que através de sua integridade impactava a vida das pessoas.
Augusto, o oficial Marques, era tenente do Exército Brasileiro e conheceu Levi no ENA 2013 (Encontro Nacional de Adolescentes) do ministério JOCUM na base de Pitangui em Minas Gerais. Augusto era um idealista e sonhador que sonhava em mudar o mundo. O oficial Marques pelejava por causas nobres e por motivos justos. Ele estava disposto a morrer por isso. O militar estava disposto a se sacrificar por uma causa maior.
Ernesto era mestre de Aikido, praticou Jiu-Jitsu durante sete anos e praticou Boxe durante mais de dez anos. Ele era graduado em História e Direito e tinha pós-graduação em Economia. Ernesto foi ateu, mas Deus tocou em seu coração e ele se converteu.
Marcelo era um grande intelectual que Levi conheceu em um curso de TI (Tecnologia da Informação). Ele praticou o Estilo Garça (Shaolin) durante nove anos, Jiu-Jitsu durante três anos e praticava Krav Magá (a arte marcial do Exército de Israel). Marcelo era um gênio, que também foi ateu, mas o Espírito Santo de Deus tocou no mais íntimo de seu ser e ele se tornou num seguidor de Jesus Cristo.
Guilherme era primo de Levi (a sua semelhança física com seu primo era incrível). Ele praticava Karatê e era muito habilidoso em combate. Guilherme passou a lutar pela justiça ao lado de Levi e seus amigos, e todos juntos combatiam qualquer mal ou opressão que se levantasse para oprimir e subjugar os inocentes.
Thiago era pastor, irmão de Klayton e primo de Levi. Esse pastor foi um homem violento e promiscuo no passado, mas Deus transformou a sua vida, tornando o mal em benção. Thiago se tornou num exemplo de cristão e passou a lutar pelo que é certo. Ele praticava Muay Thai (Boxe Tailandês) e usava os seus punhos em favor dos indefesos.
Klayton era primo de Levi e irmão de Thiago. Ele praticava o Estilo Serpente (Shaolin) e também pelejava em favor das coisas certas. Klayton era um bom exemplo de pai e marido, e também obedecia aos Mandamentos de Deus e seguia os ensinamentos de Jesus Cristo.
Marjorie era uma grande guerreira que Levi admirava. O Herói admirava o seu caráter e o seu jeito. O que Marjorie tinha de forte e inteligente, ela tinha de linda. Marjorie era extremamente forte e bela. Ela era uma mulher muito mais forte e poderosa do que muitos guerreiros homens. Marjorie era uma mulher extraordinária. A heroína não sabia o valor que ela tinha para Levi. Ela não fazia ideia de como era importante para o Herói. Levi estava disposto a sofrer e morrer em seu lugar somente para salvá-la se isso fosse necessário. Levi a amava como a sua própria alma.
Natre era uma linda mestiça lutadora de Aikido, que também gostava de animes e videogames, assim, como William e Levi. O Herói orava e intercedia em favor da vida de Natre, até que um dia Deus entrou em seu coração, e ela se converteu ao Evangelho, e se tornou numa mulher cristã.
Sílvia era também uma grande lutadora, pois praticou vários estilos de luta, mas se dedicou mais a praticar o Karatê. Ela não acreditava na Bíblia e não conhecia a Deus, mas o Espírito Santo tocou em seu coração, e ela compreendeu a mensagem do Evangelho, e se tornou numa seguidora de Cristo.
Fábio, o Teólogo, era mestre de Tae Kwon Do e era um grande amigo do Herói. Fábio tinha um conhecimento profundo das Escrituras e vivia uma vida reta e justa. Ele se juntou aos heróis para poder combater o mal, e, assim, fazer a justiça prevalecer.
Fábio, o Fabinho, conhecido também como Batoré, foi um traficante de drogas no passado, também usuário de entorpecentes ilícitos e de bebidas alcoólicas, mas Deus transformou a sua vida, o tornando num novo homem, numa nova criatura. Fabinho era um amigo muito querido por Levi, pois o Herói durante anos orou e intercedeu em favor de sua vida. Maciel pereceu no crime, mas Fabinho conseguiu se salvar há tempo.
Saulo, o Arqueiro, foi um feiticeiro no passado. Ele cursou História junto com Levi na faculdade. Saulo também era historiador e professor de História. Deus resgatou Saulo das trevas e o trouxe para a sua maravilhosa luz. O ex-feiticeiro foi salvo pela Graça de Deus, que por meio do sacrifício de Jesus o resgatou da escuridão. Saulo, o Arqueiro, se tornou num guerreiro cristão; e passou a lutar pela justiça junto com Levi e seus companheiros.
Vários deuses pagãos a serviço de Satanás foram até a Terra para tentar assassinar os heróis, que eram conhecidos como os “Guerreiros de Deus”. Os Guerreiros de Yahweh que lutavam em nome da verdade e da justiça estavam dispostos a morrer nessa grande batalha. O motivo deles era justo, e estavam dispostos a se sacrificar por essa causa.
Baphomet, o deus das bruxas, conhecido como o Bode de Mendes, era um homem caucasiano com cabeça de bode preto. Ele tinha duas grandes asas como as de uma águia em suas costas. Baphomet tinha os poderes sobre a telecinese, o fogo e o gelo. Esse demônio era um adversário terrível. Baphomet era adorado por vários povos pagãos no passado, e ele era o principal símbolo do Satanismo. Ele representava uma zombaria ao Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, o Messias.
Assur era o maior deus da antiga Assíria, a nação mais bárbara e macabra que já existiu. A Assíria era uma nação banhada em sangue. Os assírios costumavam retalhar e empalar os seus inimigos ainda vivos. Eles eram extremamente brutais e cruéis. Assur era muito forte e habilidoso. A vilania e a maldade tomavam conta de seu duro e negro coração.
Merodach era o maior deus da antiga Babilônia, e ele era terrivelmente cruel e sádico com os seus inimigos. Merodach era conhecido também como Marduk. Os babilônios eram um povo muito cruel e vil que costumavam conquistar e escravizar outros povos. Marduk era um grande inimigo do povo de Deus e do próprio Deus.
Ishtar era a maior deusa da Babilônia e parceira de Merodach. Essa deusa cruel e perversa era extremamente bela e sensual, e sempre estava montada em seu leão. Ishtar era muito poderosa, forte e ágil em combate.
Moloque, conhecido também como Milcom, era um grande inimigo de Deus e de seu povo. Esse homem extremamente forte com cabeça de touro carregava consigo um machado de combate, com o qual ele esquartejava as suas vítimas. Moloque exigia o sacrifício de crianças para poder aplacar a sua fúria e sua sede por sangue. Milcom era sádico e impiedoso, pois ele não sentia pena, ou dó, ou remorso quando torturava e matava os seus inimigos.
Pã, o deus do pânico, era um terrível e horripilante deus grego, que com a sua flauta maldita encantava as suas vítimas, e também dispunha de sua poderosa toxina do medo com a qual fazia os seus inimigos ficarem totalmente tomados pelo terror. Pã era um oponente totalmente ímpio, pois a impiedade tomava conta de seu duro e perverso coração.
Mitra, o “Solis Invictus”, era um poderoso deus persa que podia se mover na velocidade da luz. Mitra sempre estava revestido por sua armadura de ouro e trajava vestimentas brancas e uma capa também branca. Ele era o deus patrono das Legiões Romanas na Antiguidade. O Império Romano conquistava e escravizava outros povos em seu nome. Mitra era o principal rival de Cristo no passado. Os cristãos e os seguidores de Mitra rivalizavam nos primeiros séculos.
Baal era um deus cananeu e fenício que foi adorado pelo povo de Israel no passado. Os reis, Acabe e Jezabel, induziam os hebreus a adorarem esse falso deus. Os profetas de Deus, como Elias, combatiam o culto a Baal. Houve uma ocasião em que o profeta Elias e centenas de profetas de Baal se enfrentaram em um confronto de fé para verem qual era o Verdadeiro Deus. O Deus de Israel, o Único Deus, humilhou Baal e seus seguidores. Baal foi humilhado e envergonhado pelo Deus dos hebreus, e jurou se vingar.
Apep, conhecido como Apophis, era o principal rival do deus Rá, na mitologia egípcia. Apep era um homem-serpente de cor amarronzada e de olhos vermelhos como sangue. Ele podia vomitar ácido em seus inimigos, e também podia se transformar em uma serpente gigante. Apophis era um deus do caos, assim, como Seth, outro deus cruel do antigo Egito.
Seth, o deus do caos, era o principal rival de Osíris e de seu filho Hórus. Seth tinha os poderes sobre os ventos e a eletricidade. Ele era um deus perverso e cruel, que não poupava ninguém que atravessasse o seu caminho. Seth era um terrível adversário e também inimigo do povo de Deus.
Kwan Kun, o guerreiro lendário do Kung Fu, também estava entre os vilões. Kwan Kun representava toda a idolatria pagã das artes marciais. As artes marciais (artes militares) eram excelentes lutas para combate e defesa pessoal, portanto, que os cristãos não se envolvessem com a idolatria. A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre apoiou a legítima defesa e o combate, pois a Bíblia nunca ensinou que é moralmente errado combater, mas sempre condenou a idolatria. Os cristãos podiam praticar artes marciais, portanto, que adorassem somente a Deus.
Morgan, o Coletor, era um guerreiro extremamente forte e habilidoso. Tinha uma força sobre-humana e podia se regenerar de qualquer ferimento que fosse causado em batalha. Morgan tinha centenas de anos de idade, e durante todos esses séculos adquiriu muita experiência em combate, devido a todas as batalhas e guerras em que ele pelejou. Ele odiava tudo o que lembrasse Deus e a Bíblia. O seu coração era cheio de ódio e sua alma totalmente corrompida. O pecado o consumia por dentro, de tal modo que o seu coração endureceu de tal maneira que não enxergava mais.
Dagom era o deus dos filisteus, os grandes inimigos do povo de Deus no Antigo Testamento. Dagom era um homem-peixe de cor acinzentada e de olhos amarelos. Ele costumava cuspir bolhas de ácido em seus inimigos e com suas garras terríveis os retalhava sem piedade. Dagom odiava os hebreus e os cristãos, e tudo o que lembrasse o Deus de Israel, o Deus Único. Dagom, assim, como Baal, jurou se vingar de Deus e do seu povo.
Leviathan era o mais alto dos demônios e ele era o demônio responsável por desgraçar o Brasil. Levi sempre orava para que Deus salvasse e abençoasse o Brasil e com isso o Herói despertou a fúria de Leviathan. Esse demônio desejava ardentemente matar o historiador e não via a hora de enfrentá-lo. Leviathan tinha o poder sobre as águas e costumava afogar os seus inimigos ainda vivos até matá-los com extrema crueldade.
Asmodeus era um demônio poderoso e também almejava destruir Levi e seus amigos. Esse demônio da mitologia hebraica era sádico e impiedoso; e estava disposto a tudo para alcançar os seus objetivos. Ele tinha o poder sobre a eletricidade e as tempestades. Asmodeus era o demônio mais poderoso do Inferno abaixo de Lúcifer.
Astaroth tinha o poder de controlar o clima e ele foi o demônio que escravizou Ariel, o teólogo amigo de Levi. Ariel foi bruxo da Goetia, mas graças a Deus ele se converteu reconhecendo Jesus Cristo como o seu único e suficiente Salvador. Astaroth podia usar tanto a forma de homem como de mulher. Esse demônio era cruel e perverso; e estava decidido a eliminar os Guerreiros de Cristo.
Belphegor era conhecido como o Senhor do Fogo, isto é, ele tinha o poder de produzir e manipular as chamas. Esse demônio era insensível; e se divertia torturando e matando as pessoas. Belphegor era muito poderoso e usaria todo o seu poder para tentar varrer a Igreja de Cristo da Terra. Belphegor podia se transformar num enorme lobo (lobisomem) e assim multiplicava a sua força e seu poder.
Belial era um demônio muito citado na Bíblia (a Palavra de Deus). Esse anjo caído usava o Santo Nome de Deus para enganar os ignorantes. Os filhos de Belial eram religiosos hipócritas que levavam o Santo Nome de Deus para o esgoto. Belial era falso e enganador; e desejava ardentemente destruir o povo de Deus. Belial tinha o poder sobre os ventos e uma força prodigiosa.
Azazel era um dos demônios mais fiéis a Lúcifer e almejava extinguir os cristãos para que a humanidade se perdesse para sempre. Azazel sabia que os cristãos eram o sal da Terra e a luz do mundo, por isso, ele os odiava tanto. Esse demônio era vil; e estava disposto a usar todos os recursos para exterminar os heróis para que Satanás triunfasse na guerra do bem contra o mal. Azazel usava fios mortais que saíam das pontas de seus dedos para prender os seus inimigos e dilacerá-los até a morte, e se divertia vendo a sua agonia e sofrimento enquanto os matava lentamente.
Satanás, o Diabo, conhecido também como Lúcifer e por vários outros nomes estava em todas as mitologias da face da Terra. Os povos antigos o temiam e o adoravam. Os aldeões da Antiguidade e os camponeses medievais tremiam só em ouvir o seu nome. A Igreja Católica durante séculos (principalmente na Idade Média) usou a imagem do Diabo e do Inferno para botar medo nas pessoas, para assim, poder escravizá-las e oprimi-las. Muitas igrejas evangélicas usavam a mesma tática que a Igreja Católica usou no passado para poder subjugar e explorar as pessoas leigas que não conheciam a Bíblia, a Palavra de Deus. Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, era a total oposição a Deus e ao Evangelho. Ele era o principal inimigo da Igreja de Cristo, o povo de Deus.
Os Guerreiros de Adonai foram até o palácio de Baal-Zebube, que ficava localizado numa região isolada conhecida como o “Vale da Sombra da Morte”, onde criaturas nefastas, assassinos e salteadores da pior espécie habitavam. Bandidos, monstros e até gigantes habitavam essa região. O ambiente era pesado e tinha cheiro de morte. O mal tomava conta desse lugar. Quase todas as pessoas que entravam nesse lugar não saíam mais de lá.
Os heróis quando entraram no castelo se depararam com várias portas que levavam para lugares diferentes do palácio e se separaram. Levi correu até uma sala de armas e foi surpreendido por Morgan, o Coletor, que empunhava uma grande espada e avançou no Herói. O historiador empunhava uma pistola IMBEL calibre 380 e efetuou quatro disparos que atingiram em cheio o abdômen de Morgan, mas pequenas chamas saíram dos orifícios causados pelas balas e as feridas sararam.
__Lamento lhe dizer, mas armas convencionais não funcionam contra mim.
__Quem é você?
__Eu me chamo Morgan. E você deve ser Levi, o historiador cristão que também é profeta. Pelo menos, essa é a sua fama.
__Eu não tenho tempo para perder com um lixo como você. Saia do meu caminho!
__A única maneira de você passar será me derrotando. Saiba, que nunca fui derrotado por ninguém. Eu nunca perdi uma batalha. Você não conseguirá me vencer.
__Você é um dos anjos caídos?
__Não, eu sou um Coletor. Eu fiz um pacto com o Diabo há muito tempo atrás, muito antes de você nascer. Eu sou muito mais antigo do que aparento ser. Já vi muitas gerações surgirem e desaparecerem. Eu vi reinos e impérios se erguerem e declinarem. Já participei de muitas batalhas. Eu lutei em incontáveis guerras. Eu lutei ao lado de grandes guerreiros. Adquiri muita experiência nas batalhas que travei. Com os meus anos de experiência me tornei numa verdadeira máquina de matar. Muitos homens já pereceram em minhas mãos. Muitos sucumbiram diante da ponta de minha lança e da lâmina de minha espada.
Levi pegou uma das espadas que se encontrava no recinto e avançou em Morgan, duelando contra ele. O Coletor e o historiador pelejaram ferozmente. O Herói feria Morgan, mas as pequenas chamas que saíam das suas feridas as saravam, enquanto quando Levi era ferido, as chagas permaneciam.
Marcelo corria por um corredor até chegar a uma arena de combate e foi surpreendido por Assur, o deus dos assírios. O maior deus da Assíria olhou com desprezo para Marcelo e lhe falou, dizendo:
__Você deve ser Marcelo? Eu soube que você é um hebreu imundo. Eu sempre odiei o povo de Israel. Principalmente, eu odeio o Deus do seu povo. Aquele Deus invisível que não tem nem sequer um rosto. Eu sou um deus de verdade. Sou temido e reverenciado desde a Antiguidade. A Assíria se tornou a nação mais bárbara e brutal da História graças a mim. Tudo o que os assírios faziam, eles aprenderam comigo. Eu ensinei os assírios a matar e a combater. Eu os ensinei a serem implacáveis e impiedosos com os seus inimigos.
__Você fala demais, Assur! Por que você não me mostra do que você é capaz? Pare de tagarelar e lute comigo! Quero lutar com um adversário que seja a minha altura, e espero que você seja esse adversário.
__Você é muito ousado e arrogante para alguém tão jovem! Então, eu lhe mostrarei o que faço com os meus inimigos que me encaram de frente. Eu farei você ter uma morte bastante dolorosa para que aprenda a não ser tão arrogante e imprudente em desafiar um deus tão poderoso como eu.
Marcelo avançou com ímpeto e fúria desferindo diversos tipos de golpes contra Assur, mas o deus dos assírios se defendia de todas as investidas contra ele. Marcelo sacou a sua espada e tentou decepar Assur, mas o deus da Assíria desembainhou a sua espada e se defendeu do ataque.
__Fui forçado a sacar a minha espada contra um simples humano. Que vergonha!
__Se ofendeu é? Mas você precisará sacar sua espada se quiser me derrotar.
O lutador hebreu era um guerreiro muito habilidoso e partia pra cima mesmo de Assur, sem temer o que poderia lhe acontecer. Marcelo era destemido, pois ele não temia a morte e nem ser ferido em batalha. O herói hebreu atacava sem cessar Assur, até que conseguiu ferir o seu rosto com a espada que empunhava em suas mãos.
__Você se expõe na batalha de uma forma impressionante! Você não teme ser ferido ou ser morto em combate. Você se diverte desafiando o perigo e arriscando a sua própria vida. Você não se importa com as consequências. Isso não é lutar para ganhar! É lutar por esporte!
Assur se enfureceu de tal forma, que começou a espancar ferozmente Marcelo e o desarmou, o deixando estirado no chão. Marcelo, mesmo muito ferido, se erguia sempre que era derrubado, pois ele sempre perseverava e nunca se dava por vencido.
__Eu nunca enfrentei alguém como você antes! Você é mesmo um guerreiro formidável, Marcelo! Mas, a brincadeira acabou. Reconheço que você é um jovem muito divertido, um grande desafio, mas tenho ordens para elimina-lo. Então, esse será o seu fim, hebreu!
Marcelo conseguiu aproveitar um descuido de Assur e desferiu vários socos cruzados e diretos na cara do deus pagão. Em seguida, lhe desferiu muitos socos solos no estômago e um soco gancho no queixo, deixando Assur atordoado por causa dos golpes. O deus da Assíria tentou com várias magias matar Marcelo, mas o guerreiro hebreu se esquivou delas e saltou desferindo uma giratória na cara de Assur, fazendo o deus dos assírios cair sem forças.
Ernesto foi barrado por Merodach e Ishtar, e com as duas espadas que empunhava em suas mãos, duelou com os deuses babilônicos de forma feroz. Ernesto era um guerreiro exemplar, pois ele era muito valente, determinado e disciplinado. O herói também era hebreu, assim, como Marcelo. Ernesto era muito inteligente, e também extremamente forte e ágil.
Merodach conseguiu ferir Ernesto, que caiu de joelhos, e lhe falou, dizendo:
__Você é realmente um guerreiro extraordinário, Ernesto! Mas ponha-se no seu lugar. Nós somos deuses, e você é apenas um homem. Não tem como você nos vencer, mesmo você sendo um grande guerreiro.
__Eu não tenho medo de vocês. Lutarei com vocês, até derrotá-los. Não temo ser ferido ou morto em batalha. Se eu perecer, é porque essa é a vontade de Deus. Mas, se Deus quiser, eu derrotarei vocês, e continuarei a minha jornada.
Ishtar, montada em seu leão, feriu ainda mais Ernesto, e lhe disse:
__Desista, Ernesto! Você não pode vencer esta batalha. Você vai morrer e sabe disso. Então, por que continuar lutando, se você sabe que vai perder?
__Porque eu prefiro morrer lutando do que implorar pela minha vida. Só os covardes imploram pela vida. Eu prefiro morrer em combate. É melhor tentar até o fim, do que desistir no meio do caminho. Eu escolho morrer lutando.
Ernesto se levantou e lutou com toda a sua bravura e força, ferindo incontáveis vezes os deuses da Babilônia, e os derrotou com maestria, porque ele foi determinado e não desistiu, mesmo, as circunstâncias não sendo favoráveis a ele.
William, o oficial Paixão, continuou a sua caminhada e Moloque saltou na sua frente tentando esquartejá-lo, mas o militar foi mais rápido e se desviou das machadadas, escapando da morte certa.
__Você deve ser o oficial Paixão, amigo de Levi? A sua fama é grande William. Eu ouvi falar muito dos seus feitos. Mas, saiba, que você é um verme diante de mim. Você não tem a menor chance de me vencer.
__Eu sei quem você é. Você é Moloque, o deus dos amonitas que exige o sacrifício de crianças. Eu derrotarei você, para vingar todas as crianças inocentes que você matou.
Milcom e William lutaram corpo a corpo. Apesar de Moloque ter uma força sobre-humana, o herói o golpeava com bastante frequência e o feria com eficiência. William era um guerreiro extraordinário que não se amedrontava diante do perigo e persistia mesmo diante dos problemas sendo maiores do que ele. Milcom o espancava com ferocidade, mas o herói o golpeava com brutalidade também. O militar apanhou demais, mas com força e determinação, conseguiu derrotar Moloque, o deus dos amonitas.
Natan, o Pugilista, se deparou com Seth, o deus do caos, que o paralisou com uma poderosa corrente de ar, e depois o eletrocutou com várias descargas elétricas. Seth segurou Natan pelo colarinho e começou a socá-lo sem parar e depois o jogou com tudo no chão, e lhe falou, dizendo:
__Eu sou um dos deuses mais poderosos do Egito. Não resista, Natan! Você não pode me vencer! Desista enquanto pode. Um guerreiro verdadeiramente inteligente reconhece a sua derrota quando é derrotado.
__Eu não me curvarei diante de você, seu falso deus! Saia do meu caminho, seu lixo! Se você não sair da minha frente, eu vou te exorcizar na base da porrada, seu maldito!
O boxeador se levantou e trocou socos com Seth o golpeando algumas vezes com socos ukes no estômago e com socos diretos e cruzados no rosto. O deus pagão era bem mais forte e mais ágil do que Natan, e revidava com extrema ferocidade. O Pugilista não se rendeu, continuando lutando e golpeando Seth com diversos tipos de socos no abdômen e no rosto, até derrotá-lo.
Augusto, o oficial Marques, corria empunhando o seu fuzil IA-2 e se deparou com Baal, o deus dos fenícios e dos cananeus. O militar efetuou vários disparos contra Baal. O deus pagão usou a sua espada para se defender e desviar as balas disparadas pelo fuzil de Augusto.
__Você é tolo mesmo, Augusto! De pensar que pode me derrotar com um simples fuzil. Eu lhe mostrarei o meu verdadeiro poder. Você saberá, porque eu era temido e reverenciado na Antiguidade pelos fenícios e pelos cananeus. Até o povo de Israel se curvou diante de mim para me adorar. Agora, você saberá qual é o poder de um deus!
Baal feriu o militar algumas vezes com sua espada e com várias magias que ele lançou contra o oficial. O tenente do Exército, mesmo muito ferido, avançou desferindo um potente chute faca no seu estômago e o arremessou contra a parede. O deus pagão tentou revidar, mas foi atingido por um chute lateral e uma giratória na cara, ficando atordoado. Augusto começou a desferir vários socos cruzados no rosto de Baal. O falso deus agarrou Augusto pela traqueia e o suspendeu no ar. Baal começou a socar sem parar o abdômen do militar.
__Você não irá vencer, servo do Deus Vivo! Você vai morrer!
__Eu não vou perder para alguém como você, seu desgraçado!
O oficial Marques chutou com as suas duas pernas os dois lados da face de Baal, o deixando tonto, e se libertou das garras do deus pagão. Augusto tentou chutar o estômago de Baal, mas o vilão segurou a sua perna. O militar deu um salto mortal para trás chutando a cara de Baal com a outra perna, vencendo o falso deus com bravura.
Oseias empunhava a sua pistola Glock calibre ponto 40 e foi barrado por Pã, o deus do pânico, que lançou a sua toxina do medo contra o policial. O herói foi tomado pelo horror, tendo terríveis alucinações. Pã aproveitou a situação deplorável em que Oseias se encontrava e começou a espancá-lo.
__Você já era, cristão! Ninguém consegue escapar da minha toxina do medo. Esse é o seu fim! Hahahahahahahahahaha.
O delegado da PF (Polícia Federal) lutou contra os seus maiores medos e temores e conseguiu vencer a toxina do medo, e saltou desferindo um chute frontal na cara de Pã.
__Mas como? Como você conseguiu se livrar da minha toxina do medo? Não importa! Você não escapará da melodia maldita da minha flauta! Hahahahahahahahahaha.
Oseias ficou paralisado por causa da melodia, e Pã aproveitou para continuar a espancá-lo, mas o herói também conseguiu quebrar o encanto da melodia da flauta de Pã, e revidou toda a surra que recebeu do deus grego. Pã apanhou tanto que caiu de joelhos. Oseias saltou rodopiando e desferiu um potente chute lateral no rosto do deus do pânico, o derrotando com maestria.
Gabriel, o mestre de Jiu-Jitsu, foi surpreendido por Baphomet, o Bode de Mendes. O guerreiro cristão saltou por cima do deus das bruxas dando uma cambalhota no ar para continuar a sua jornada, mas Baphomet usou a sua telecinese e o paralisou.
__Venha aqui!
Gabriel se contorceu de dor, mas conseguiu quebrar o poder da telecinese e avançou em Baphomet o golpeando diversas vezes com socos e chutes em todo o seu corpo. O deus das bruxas se enfureceu e desferiu um potente soco direto na cara de Gabriel e o arremessou contra um pilar, que se partiu.
__Seu atrevido! Pagará caro por sua insolência e ousadia, garoto!
O Bode de Mendes lançou várias bolas de fogo e várias rajadas de gelo contra Gabriel. O mestre de artes marciais se esquivou das magias, mas foi ferido de raspão por várias delas, ficando parcialmente ferido. O deus pagão bateu as suas duas grandes asas e voou até o herói o golpeando. O lutador começou a ser brutalmente espancado pelo deus das bruxas.
__Tolo! Pensa mesmo que pode vencer um deus? Hahahahahahahahahaha.
__Eu posso sim. Eu posso vencer você. Pelo menos, morrerei tentando.
Baphomet tentou socar Gabriel, mas o lutador cristão lhe aplicou uma “chave de braço” lhe quebrando o braço direito. O herói socou diversas vezes o seu abdômen e rosto, o deixando atordoado e cambaleante por causa do impacto dos golpes. Gabriel deu um giro de 360 graus chutando a cara de Baphomet e o derrotou, triunfando bravamente.
Alexandre, o lutador de Krav Magá, se encontrou com Mitra, o Sol Invencível. O deus persa se movendo na velocidade da luz, espancava o guerreiro cristão sem piedade. Alexandre tentava golpear Mitra, mas o “Solis Invictus” era incrivelmente rápido. O deus patrono das antigas Legiões Romanas lançou vários raios de luz fazendo Alexandre capotar diversas vezes para trás, o deixando muito ferido.
__Os persas e os romanos me temiam e me reverenciavam no passado. Acho que você agora deve saber o porquê. Hahahahahahahahahaha. Eu sou o maior e mais poderoso deus da antiga Pérsia. Nenhum deus se compara a mim. Todos os homens sucumbem diante de minha glória e do meu poder. Ninguém pode comigo! Ninguém! Todos devem me adorar ou morrer. Hahahahahahahahahaha.
Mitra lançou uma poderosa cápsula de energia que atingiu o tórax de Alexandre o arremessando longe. O lutador da arte marcial dos hebreus se levantou com muita dificuldade e cambaleando.
__Pelo que percebi, você se acha demais, Mitra. Eu e meus amigos estamos aqui para derrotar vocês, para que a paz e a justiça sejam restabelecidas. Eu vencerei você, mesmo que eu tenha que morrer junto para isso.
Alexandre aproveitou uma brecha na defesa de Mitra e começou a golpeá-lo sem parar. O herói esmurrava e chutava Mitra sem cessar. O Sol Invencível recebeu tantos socos e chutes na cara que caiu desfalecido e foi vencido.
Klayton foi surpreendido por Apep que vomitou ácido em sua direção. O lutador de Kung Fu deu uma cambalhota para o lado escapando da morte certa. O homem-serpente correu na direção do herói e começou a socá-lo e a chutá-lo com muita brutalidade.
__Seu verme! Eu vou acabar com você! Hahahahahahahahahaha.
__Nós venceremos você e seus comparsas! Nós não tememos a morte. Nós não temos medo de vocês!
O lutador Shaolin se defendeu de vários ataques de Apophis e desferiu diversos tipos de chutes e de socos em seu abdômen e rosto. O homem-serpente agarrou na garganta de Klayton para tentar asfixiá-lo, mas o lutador cristão torceu o seu braço lhe quebrando a mão. Apep ficou irritado, mas quando tentou reagir, foi atingido por tantos golpes na cabeça, que perdeu a consciência e foi derrotado.
O pastor Thiago foi atacado por Dagom, o homem-peixe que era adorado e temido pelos antigos filisteus. Dagom o feriu várias vezes com suas garras afiadas e mortais. Thiago ficou muito ferido, mas persistiu na batalha. Dagom cuspiu várias bolhas de ácido na direção de Thiago, mas o lutador de Boxe Tailandês se esquivou delas e avançou desferindo socos, chutes, joelhadas, cotoveladas e caneladas em Dagom o ferindo também.
__Você até que luta bem, Thiago! Será muito divertido quebrar todos os seus ossos!
__Eu te derrotarei antes disso acontecer.
Thiago avançou socando e chutando diversas vezes todo o corpo de Dagom, o espancando ferozmente e o venceu. O deus dos filisteus caiu aos pés de Thiago, o encarou friamente e depois desfaleceu.
Guilherme enfrentou Kwan Kun, o guerreiro lendário das artes marciais. O primo de Levi e Kwan Kun trocaram chutes e socos espancando um ao outro com extrema selvageria. Kwan Kun era um guerreiro extraordinário e batia em Guilherme com muita ferocidade. O herói era derrubado constantemente, mas sempre se levantava para continuar lutando. O grande guerreiro chinês segurou o jovem lutador pelo colarinho e o ergueu, o suspendendo no ar. Quando Kwan Kun ia lhe aplicar uma técnica mortal, Guilherme se desvencilhou do ataque se libertando de sua mão, e como que por um milagre viu uma brecha na defesa de Kwan Kun e o golpeou de tal maneira que o feriu gravemente e o derrotou.
Marjorie pelejou contra Asmodeus, o segundo demônio mais poderoso do Inferno. A grande guerreira e o príncipe do Inferno lutaram com extrema violência. Marjorie estava revestida por uma armadura feita de titânio e trajava vestimentas verdes e uma capa também verde. Ela empunhava uma espada com cabo de titânio e lâmina de diamante, e portava um arco e muitas flechas explosivas e envenenadas. A heroína foi atingida várias vezes pelas descargas elétricas e tempestades de Asmodeus, mas permaneceu de pé pelejando contra o anjo caído. Marjorie usando a sua espada de diamante e suas flechas especiais contra o demônio, conseguiu feri-lo diversas vezes, e o venceu.
Leviathan lutou contra Sílvia, que quase morreu afogada com as correntes de águas vomitadas pelo demônio, mas conseguiu sobreviver e golpeá-lo várias vezes com muita eficácia. Sílvia e Leviathan pelejaram bravamente. O vilão ficou impressionado com a bravura e persistência de Sílvia, que não desistia diante do perigo e não se amedrontava diante do terror da morte e o golpeava sem parar, mesmo ele sendo muito mais forte do que ela. A grande guerreira batia muito em Leviathan, até que conseguiu feri-lo com tanta eficiência que conseguiu derrotá-lo.
Astaroth foi atacado por Natre, que lutava de forma extraordinária contra ele. O demônio congelou o chão para torná-lo escorregadio, para dificultar Natre na batalha, mas a lutadora mesmo assim conseguia lutar com muita destreza contra o demônio controlador do clima. Natre teve as suas duas pernas congeladas por Astaroth, que começou a socá-la sem parar até machucá-la bastante. Natre conseguiu quebrar o gelo que prendia suas pernas, e usando as suas técnicas de Aikido deslocou vários ossos de Astaroth e o socou e o chutou tanto, que ele acabou sendo derrotado.
Belphegor, o Senhor do Fogo, pelejou com Fábio, o Teólogo, que usando as suas técnicas de Tae Kwon Do chutava o demônio com muita eficiência. O Senhor do Fogo cuspia chamas e lançava bolas de fogo contra o Teólogo, que se esquivava das magias mortais, mas acabou sendo ferido por algumas delas. Belphegor se tornou num grande lobo e com suas garras feria Fábio várias vezes, sujando todo o chão da sala com o sangue do Teólogo. Fábio se esforçou ao máximo usando toda a sua força e sua experiência nas batalhas em que travou durante a sua existência e conseguiu golpear tantas vezes Belphegor que conseguiu derrotá-lo de uma forma gloriosa.
Fabinho lutou contra Belial, o Pai dos fariseus, e o ex-traficante apanhou muito de Belial e foi arremessado diversas vezes pelos ventos do demônio contra as paredes do palácio. O ex-bandido avançou em Belial o golpeando com diversos golpes, até conseguir feri-lo de tal forma que o derrotou.
Saulo, o Arqueiro, atirava as suas flechas contra Azazel, que se esquivava e se defendia delas. O demônio usou os fios mortais que saíam das pontas de seus dedos para prender Saulo. O Arqueiro começou a ser dilacerado vivo e Azazel se divertia com a sua dor e agonia. O ex-feiticeiro, usando uma grande faca conseguiu cortar os fios e se libertar. Azazel foi surpreendido por algumas flechas explosivas e envenenadas disparadas por Saulo e foi derrotado.
Levi e Morgan continuavam lutando e o historiador apanhava muito do Coletor, mas persistiu na batalha conseguindo desarmar Morgan, espancá-lo e derrotá-lo. Os Guerreiros de Deus foram até a Sala Real e Satanás, o Diabo, estava sentado em um trono feito de ouro.
Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, se levantou de seu trono e ele estava revestido por uma armadura negra, trajava vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Nas ombreiras de sua armadura tinham várias lâminas pontiagudas e tinham lâminas cortantes em seus braceletes também. Ele segurava um grande tridente e carregava uma grande espada guardada em uma bainha presa a sua cintura.
A Sala Real estava repleta de cabeças humanas por todos os lados (de homens, de mulheres e até de crianças) e em volta de seu trono havia vários cadáveres de pessoas empaladas em estacas de madeira e em lanças de ferro.
__Finalmente, vocês chegaram! Eu aguardava por todos vocês. Devo lhes dar os parabéns por terem conseguido derrotar os meus melhores guerreiros e por terem chegado até aqui. Tenho uma proposta para fazer a vocês. Quero evitar derramamento de sangue desnecessário. Eu proponho uma trégua.
Levi, o historiador, mirava a sua pistola para o rosto do Príncipe das Trevas, e falou, dizendo, com ódio no olhar:
__Com esse cenário na sua Sala Real, já deu para perceber que você quer evitar derramamento de sangue mesmo. Não queremos negociar com você. Não adianta fazer papel de bonzinho para cima da gente, que nós não vamos cair na sua conversa fiada.
__Gostaria que você soubesse que eu não tenho nada a ver com a sua infelicidade. Todas as vezes que tentei te matar, não foi nada pessoal. Eu só precisava tirar o que me atrapalhava no caminho. Eu nunca afastei as mulheres de você. Não fui eu que matei o seu amigo. Se você quiser, eu posso te tornar no maior guerreiro que já existiu na face da Terra. Eu posso te tornar num grande lutador. Eu posso trazer o seu amigo Maciel de volta. Eu posso te dar uma linda e maravilhosa mulher do jeito que você gosta. Claro, se você se prostrar diante de mim e me adorar.
__Por que eu deveria confiar em você, seu mentiroso?
__Não fui eu que te sacaneei. Eu não sou o vilão, não sou eu o bandido. Foi Deus quem te sacaneou. Não eu. Eu posso devolver tudo o que você perdeu. Eu posso realizar todos os seus sonhos. Eu posso te tornar num homem verdadeiramente feliz. Não resista, Levi! Venha comigo massacrar todos os homens e construir um mundo novo. Torne-se um discípulo do salvador da Terra. Eu pretendo construir um mundo novo. Quero ser um deus muito melhor do que o Altíssimo. Junte-se a mim, Levi! Eu posso te dar um lugar de honra no meu reino. Ajoelhe-se diante de mim, Levi, e jure obedecer ao verdadeiro governador! Eu sou o verdadeiro deus!
__Eu sei que vou me ferrar! Eu sei que levarei a pior! Sei que nunca serei feliz aqui na Terra, mas mesmo assim, eu serei leal ao Deus de Israel. Eu busco a Deus por amor, e não por medo. Eu não busco a Deus para poder barganhar ou conseguir alguma recompensa em troca. Eu busco a Deus pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode me dar. Mesmo, que eu seja infeliz aqui na Terra, não tem problema. Eu terei muito tempo para ser feliz no Céu.
Os Guerreiros de Adonai cercaram Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, e o Rei do Mal se movendo na velocidade da luz os golpeou diversas vezes. Os heróis lutavam com muita bravura contra o Senhor das Sombras. Os Guerreiros de Cristo apanhavam muito do Príncipe das Trevas, mas continuaram lutando bravamente e não se entregaram. Satanás, o Diabo, usou diversos poderes e magias para feri-los, mas eles permaneciam de pé pelejando. Lúcifer não era uma ninfeta tocando harpa, mas ele era um mestre na arte da guerra. Um perito em batalhas. Uma máquina de matar. Um exímio lutador. Um grande guerreiro e estrategista. Levi e seus amigos começaram a golpeá-lo algumas vezes, o ferindo consideravelmente. O Rei do Mal percebendo que os heróis não desistiriam, resolveu fugir, para poder enfrentá-los num outro dia.
Os Guerreiros de Deus saíram do palácio e foram embora do Vale da Sombra da Morte, voltando para a Civilização. O pecado continuava contaminando os homens e a maldade ainda se alastrava sobre o planeta, mas os verdadeiros cristãos eram o sal da Terra e a luz do mundo. A guerra entre o bem e o mal ainda estava longe de acabar. Faltavam muitas coisas ainda para acontecer antes de Jesus retornar para buscar a sua Santa Igreja, pois ainda havia profecias para serem cumpridas. Ainda não era o fim.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

ÉTICA CRISTÃ (GUERRA JUSTA E LEGÍTIMA DEFESA)



Filipe Levi 19/09/18
ÉTICA CRISTÃ (GUERRA JUSTA E LEGÍTIMA DEFESA)


INTRODUÇÃO:


Desde os primórdios da humanidade existem guerras, pois os homens sempre inventaram diversos meios de se matarem. Deus provocou o Dilúvio por causa da violência que dominava a Terra, mas o próprio Deus estabeleceu o governo humano e a pena de morte para poder conter a violência e a maldade do homem. No Antigo Testamento, o Todo-Poderoso ordenava o povo de Israel a matar nas guerras, pois isso nunca invalidou o Sexto Mandamento “Não Matarás”, porque esse Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a matar quando há necessidade. Então, será que Deus apóia os cristãos matarem nas guerras sob as ordens de seus governos estabelecidos pelo próprio Deus (Romanos 13:1-7)? Será que Deus aprova a legítima defesa, quando realmente há necessidade de se defender? Neste artigo, pretendo como historiador e professor de História, e, principalmente, como cristão e admirador dos guerreiros, mostrar o que a Bíblia e o próprio Deus ensinam a respeito do combate.


SOBRE A LEGÍTIMA DEFESA:


“Se um ladrão for achado arrombando uma casa, e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue”. (Êxodo 22:2)

O Governo Federal e algumas organizações não governamentais como o Viva Rio e Sou da Paz têm contado mentiras em relação ao porte legal de arma. Esses alienados mentem descaradamente, manipulam dados, e omitem fatos para convencer os cidadãos de bem a entregarem as suas armas em troca de uma mixaria de dinheiro (sendo que as armas entregues são muito mais caras). Eu, como conhecedor da Palavra de Deus e das leis, sei que não há problema algum as pessoas lutarem por suas vidas. A função do Estado, que é instituído por Deus, é proteger os cidadãos. Entretanto, o governo tem desarmado os cidadãos de bem e não os defendido. Contarei a verdade sobre a farsa do desarmamento, pois o meu compromisso é com a verdade baseada na reta justiça.

Muitas das armas entregues as ONGs anti-armas e ao governo são extraviadas, isto é, elas vão parar nas mãos dos criminosos. As armas de fogo são tiradas dos cidadãos de bem e colocadas nas mãos de assassinados impiedosos que massacram os inocentes todos os dias.

Jogar a culpa em seres inanimados, ou seja, nas armas de fogo, não resolverá o problema da violência no Brasil. As armas que os bandidos usam não são compradas nas lojas, mas, sim, no contrabando. Todo mundo sabe que quase todas as armas que os marginais usam não são fabricadas no Brasil, mas, sim, entram pelas fronteiras do país que não são vigiadas como deveriam. Quase todas as armas, que eram legalizadas, que são usadas pelos delinqüentes pertenciam a militares, policiais e seguranças. Então, será que teremos que desarmar as autoridades e os vigilantes para que as armas não parem mais nas mãos dos bandidos? Viver num mundo cor-de-rosa e viajar na maionese não acabará com a criminalidade no Brasil.

Outra desculpa que usam para poderem desarmar os cidadãos de bem é alegarem que acontecem acidentes domésticos com as armas de fogo. O interessante é que acontecem acidentes domésticos entre os militares, policiais e seguranças também. Acidentes domésticos acontecem com pessoas despreparadas para poderem portar uma arma (inclusive, militares, policiais e seguranças despreparados). Se o cidadão fizer um exame psicológico e um curso de tiro semanalmente comprovando que ele tem condições de portar uma arma, não vejo problema nenhum o cidadão ter o seu direito de legítima defesa respeitado.

Na minha humilde opinião, se o Estado garantisse a segurança dos cidadãos e não fosse tão ausente, eu até poderia apoiar o desarmamento. O ideal é que os agentes do Estado e os seguranças portem armas, mas, infelizmente, o governo e as empresas de segurança privada não cumprem com o seu dever, que é proteger os cidadãos de bem e as propriedades de trabalhadores honestos que pagam os seus impostos e obedecem as leis. Se o Estado garantisse a segurança do cidadão, não teria necessidade do cidadão andar armado.

Eu sou totalmente favorável que em regiões rurais os cidadãos portem armas de fogo, até porque eles já provaram que têm maturidade para portarem armas. Houve vários casos em cidades do interior em que cidadãos e bandidos se confrontaram e os cidadãos levaram a melhor. As pessoas do interior geralmente são pacíficas e honestas, por isso, dou o maior apoio para elas portarem armas de fogo.

No passado, a mídia golpista fazia lavagem cerebral para poder desarmar os cidadãos de bem. A Rede Globo manipulava as pessoas para desarmá-las, mas, depois, passou a defender o porte de arma. Atualmente, voltou a defender o desarmamento de novo. Essa maldita emissora nem sabe no que acredita.

A falácia de que as armas dos cidadãos de bem sustentam o crime organizado já foi desmentida várias vezes por mim. Qualquer pessoa inteligente sabe que os bandidos compram armas ilegais e não legalizadas. O Estatuto do Desarmamento nunca acabará com o crime, porque os criminosos não entregarão as suas armas.

Desarmar os cidadãos de bem não diminuirá em nada a criminalidade, porque os marginais continuarão armados, roubando, estuprando e matando. O que vai de fato diminuir a criminalidade é o governo investir em segurança pública, isto é, valorizar os militares e policiais, pagando salários decentes para eles e os preparando melhor para poderem combater o crime. Portanto, desarmar o cidadão não é a solução.

Eu sou totalmente favorável de que os cidadãos de bem possam portar armas para se defenderem, porque os países em que ocorreu o desarmamento, a violência aumentou assustadoramente. E justo, nos países, em que o porte de arma é liberado (com certas restrições, claro), a criminalidade é controlada. Portanto, armas legalizadas não geram violência. Os acidentes com automóveis matam muito mais do que as armas de fogo, e os crimes mais bárbaros são praticados com armas brancas.

“A seguir Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos porventura alguma coisa? Nada, disseram eles. Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma”. (Lucas 22:35-36)
Esse trecho bíblico tem duplo sentido, porque Jesus se referiu ao cumprimento de uma profecia, e também pode ter indicado o uso legítimo de armas para a proteção pessoal. Usar versículos bíblicos fora de contexto e distorcer o contexto histórico em que a Igreja Primitiva estava inserida para demonizar o serviço militar (Lucas 3:14) e as armas é o cúmulo da hipocrisia religiosa.


SOBRE A GUERRA JUSTA:


“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O governo idealizado por Deus no capítulo 13 da Carta aos Romanos é um governo que protege o cidadão e não o deixa desamparado a mercê dos criminosos. As autoridades governamentais, que foram estabelecidas por Deus, têm a obrigação e o dever de garantir a segurança do cidadão, porque foi para isso que elas foram instituídas. Enquanto, o Estado não garantir a tranqüilidade e a paz da sociedade, nós, cidadãos de bem, temos o direito, garantido pela Constituição, de nos defendermos. Portanto, temos que portar armas.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

Pedro também defendia o uso legítimo da violência em prol da justiça. Tanto Pedro quanto Paulo legitimavam o uso da força por parte do Estado. Até os apóstolos de Cristo reconheciam que a violência pode ter um bom uso, se a violência for usada para promover a justiça e para proteger os indefesos.

Os heróis podem matar os vilões para proteger os inocentes se for necessário, pois o Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta significa “Não Assassinarás”. O Sexto Mandamento em hebraico é “Lo Tirsah”, e em grego é “Ou Foneuseis”, e em ambas as línguas usadas na Bíblia original, esse Mandamento se refere somente ao assassinato criminoso e nunca a legítima defesa. Portanto, os inocentes têm o direito de se defender ou de serem defendidos por alguém.

O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar).


O VERDADEIRO CONTEXTO DE EFÉSIOS 6 (A GUERRA ESPIRITUAL):


Em Efésios 6, quando Paulo fala que a nossa luta não é contra carne e sangue, ele se refere a luta da Igreja, ou seja, que a Igreja não deve se engajar em lutas armadas (Igreja, instituição, ou quer que eu desenhe?). Em Romanos 13, (o autor é o mesmo de Efésios 6, ou seja, ele não era bipolar), Paulo ensina, claramente, que a luta do Estado (que é ministro de Deus) é contra os malfeitores. Como, Paulo, não era bipolar e nem esquizofrênico, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6. Paulo não era pacifista, ele simplesmente disse que a guerra da Igreja é espiritual, e a guerra do Estado é física.


O QUE A BÍBLIA REALMENTE DE FATO ENSINA SOBRE “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE”:


Na verdade, o ensinamento do "olho por olho e dente por dente" nunca se referiu ao ódio e a vingança pessoal (isso era distorção dos fariseus). Moisés nunca pregou esse tipo de coisa, até porque foi ele quem ensinou primeiro que a vingança pertence a Deus e de que se deve amar o próximo como a ti mesmo. Olho por olho e dente por dente sempre se referiu à legítima defesa e as punições aplicadas pelas autoridades legalmente constituídas contra os malfeitores. Olho por olho e dente por dente significa que a reação contra um agressor injusto ou a punição aplicada contra um malfeitor deve ser de acordo com a agressão sofrida ou com o delito cometido, ou seja, na mesma proporção, e nunca de forma exagerada.


O VERDADEIRO ENSINAMENTO SOBRE “OFERECER A OUTRA FACE”:


Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente era na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo (olho por olho e dente por dente era um ensinamento para que os criminosos fossem punidos de forma justa e não de maneira exagerada). Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina (Mateus 5:38-39). Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto (Mateus 5:27-30). Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo (Alegorismo).


SOBRE O VERDADEIRO ENSINAMENTO A RESPEITO DAS ARMAS ESPIRITUAIS:


Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá (2 Coríntios 10:3-4). Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; como, por exemplo, as heresias, as opiniões pessoais dos religiosos, as experiências mirabolantes baseadas apenas em misticismo e delírios (doutrinas de demônios), legalismo, fanatismo e fundamentalismo religioso. Para se combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.


JESUS CONDENOU A VINGANÇA E A VIOLÊNCIA COMO MEIO DE VIDA (CRISTO NUNCA CONDENOU A LEGÍTIMA DEFESA):


Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse (Mateus 26:52). O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada (Lucas 22:35-36). Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).


AS OPINIÕES DOS MAIORES TEÓLOGOS DA HISTÓRIA DO CRISTIANISMO:


Muitos dos grandes teólogos que participaram da História da Igreja de Cristo eram favoráveis a pena capital e não viam problema algum em cristãos ingressarem nas Forças Armadas ou ocuparem cargos públicos.

Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.

Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é lícito pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.

Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente) além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoltas armadas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega, muito praticado pelos cristãos primitivos). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras justas e revoltas armadas (Resistência ao Tirano).

Agostinho de Hipona desenvolveu a Teologia da Guerra Justa, pois ele acreditava que os cristãos têm o dever moral de participar de guerras justas para promover a justiça. Agostinho é considerado por muitos cristãos, o maior de todos os Pais da Igreja, e ele escreveu muitas obras que beneficiaram a Cristandade. Esse grande teólogo era a favor da pena de morte e os Reformadores do século XVI se inspirariam nele para reformar a Igreja Cristã.

Tomás de Aquino foi um dos maiores teólogos que já existiu e falava positivamente sobre a legítima defesa e considerava necessária a execução de criminosos perigosos para o bem-estar da sociedade. Tomás de Aquino foi o maior teólogo da Idade Média e também defendia a “Resistência ao Tirano”.

Martinho Lutero era um monge agostiniano e acreditava que a pena capital era indispensável em casos de crimes bárbaros; inclusive, ele incentivou os príncipes alemães a exterminarem os camponeses que se rebelaram contra as autoridades constituídas, e os anabatistas, que se diziam pacifistas, participaram dessa rebelião.

João Calvino foi um grande teólogo francês e era favorável a pena de morte até nos casos de heresias; ele condenou o médico, Miguel Serveto, que blasfemou contra a Trindade, a morrer na fogueira. Entretanto, João Calvino, se arrependeu de ter mandado matar, Miguel Serveto, mas ele nunca mudou a sua opinião em relação a executar malfeitores.

Ulrico Zuínglio era capelão do Exército e morreu em combate lutando contra os cantões católicos. Ele foi um dos principais responsáveis pela Reforma da Igreja na Suíça, e como João Calvino, Ulrico Zuínglio era também a favor da pena capital em caso de heresia.

Eu não concordo com a execução de hereges (nem de bruxas), mas sou totalmente favorável a pena de morte (espada-machaira) em casos de crimes hediondos e de que nós, cristãos, temos a obrigação moral de guerrear para promover a justiça, porque Deus não se agrada da omissão diante do mal. Portanto, devemos pelejar em favor dos fracos e oprimidos. O nosso dever é proteger os inocentes e indefesos.


CRISTÃOS PRIMITIVOS QUE OCUPARAM CARGOS DE AUTORIDADE:


No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, e os cônsules, Mânio Acílio Glábrio e Tito Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar. Os oficiais romanos, Sebastião, Jorge, Expedito, Marino, Marcelo e Maurício foram bons exemplos de militares cristãos que combateram na época da Igreja Primitiva.


CONCLUSÃO:


Durante a História, existiram incontáveis guerreiros honrados que lutavam em prol da justiça, e que não deixaram de ser bons por causa disso. Incrédulos e cristãos que combatiam baseados em princípios e valores que fizeram a diferença no mundo. Os samurais (apesar da prática do ritual suicida quando eles eram derrotados) e os cavaleiros medievais eram guerreiros que tinham princípios morais e bons valores. Como eu gostaria de ter vivido nas épocas em que os samurais e os cavaleiros existiam. As flechas do cristão só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a paz e a justiça. A Bíblia não condena os homens lutarem, portanto, que eles lutem por causas nobres e justas. Mesmo, que tenham cristãos no exército inimigo, se esses “cristãos” estiverem combatendo do lado errado, eles devem ser combatidos também. Na Segunda Guerra Mundial, tiveram muitos cristãos que apoiaram Adolf Hitler, isto é, que eram nazistas mesmo, e eles pediram para morrer, porque escolheram o lado errado da guerra. Na Guerra Civil Americana, muitos cristãos eram assassinos e estupradores que apoiavam a Escravidão, e esses mereceram morrer também. Em guerras justas, os cristãos devem optar pelo lado justo do conflito, e não pelo lado do opressor. Portanto, os cristãos que se alistam em exércitos mal-intencionados, estão arcando com as conseqüências desse ato, e vão colher exatamente o que plantarem. Quando os cristãos se omitem em situações de injustiça, eles escolhem o lado do opressor. Essa desculpa de que se o cristão matar os bandidos e os terroristas irá impedi-los de se converter não têm embasamento bíblico, pois tanto no Arminianismo Clássico quanto no Calvinismo, Deus já predestinou os salvos antes da fundação do mundo. Espero ter sido claro e objetivo neste meu artigo.


AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.