sábado, 28 de abril de 2018

SAMURAIS CONTEMPORÂNEOS



Filipe Levi 28/04/18
SAMURAIS CONTEMPORÂNEOS


"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente."
(2 Timóteo 2:4-5)

A palavra militar se originou da palavra marcial, ou seja, a tradução literal da palavra marcial é militar. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o combate, quando este combate é travado por uma causa justa. Essa “historinha” de que “violência gera violência” não tem na Bíblia (isso não é um versículo bíblico, mas apenas um bordão sem sentido e sem nexo nenhum). As Escrituras ensinam que a violência pode ter um bom uso, se essa violência for usada como uma contingência (para defesa própria ou para a proteção dos outros). Paulo em (Romanos 13:1-7), Pedro em (1 Pedro 2:13-17) e João Batista em (Lucas 3:14) deixam bem claro que combater não é moralmente errado, mas muitas vezes necessário, se for para combater por um bem maior (por uma causa maior). Deus nunca foi e nem será pacifista (esse não é o Deus da Bíblia). O Deus do Antigo Testamento é o mesmo Deus do Novo Testamento (Deus não é bipolar). Deus não é só “paz e amor”, mas Deus também é SANTIDADE, IRA E JUSTIÇA. Deus levanta guerreiros, cavaleiros, combatentes e soldados para combater o mal. A única linguagem que os violentos conhecem é a violência. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Implorar pela vida ou por misericórdia apenas aumentará a sensação de poder dos bandidos. Suplicar por clemência e piedade somente atiçará o sadismo dos sádicos. Com psicopatas e sádicos não dá para argumentar e nem negociar, porque eles nem se darão ao trabalho de te escutar. Os malfeitores, psicopatas, sádicos, estupradores e opressores não sentem pena ou remorso. Não tem como argumentar ou negociar com eles. Sempre existirão homens bons, corajosos, ousados e valentes que ousarão se opor ao mal. Deus sempre levantará guerreiros corajosos para combaterem os homens maus. Tanto os malfeitores quanto os anjos do Inferno sentem o cheiro do seu medo. Não demonstre medo diante deles. Seja forte e corajoso! Proteja os fracos! Seja um guerreiro honrado e íntegro! Nunca perca a sua integridade! Lute sempre em nome da honra! Use sempre os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça! Sinto que sempre serei protegido por Deus, enquanto eu fizer a coisa certa. Eu sou protegido. Enquanto eu não cumprir o meu propósito, a minha missão, aqui na Terra, eu serei imortal. Um dia eu morrerei. O meu lugar na sepultura já está reservado. Mas esse dia não é hoje. Espero fazer o bem e praticar a justiça enquanto eu estiver aqui na Terra. Quando eu morrer, quero sorrir para a morte, e perecer com a certeza, de que fiz a diferença, de que fui uma pedra-no-sapato do Diabo, e que fiz a coisa certa.

Há muita semelhança entre os ensinamentos das artes marciais e das Escrituras. Os princípios e valores são os mesmos. Princípios e valores de honra, de justiça, de integridade, de honestidade, de lealdade, de disciplina, de trabalho, de altruísmo, de compaixão e de coragem. Ensinamentos, estes, que não aprendi na "igreja", mas, sim, nas Escrituras e nas artes marciais. Lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Defender os mais fracos. Proteger os indefesos. Nunca aprendi isso na "igreja", pelo contrário, o que aprendi foi usar o Nome de Deus para "puxar o tapete e passar a perna nos outros" (malandragem gospel). "Paz e amor" só com os malfeitores, porque os fracos e indefesos tem que tratar na base da porrada mesmo (em Nome de Deus). Vejo mais Bíblia e mais princípios bíblicos nas artes marciais do que em muitas igrejas evangélicas por aí. Pais da Igreja como Clemente de Alexandria, Justino Mártir, Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino reconheciam que a Glória de Deus se encontra até nas "filosofias humanas", ou seja, Deus fala por meio das Escrituras (isso é óbvio), mas Ele também pode usar outros métodos e outros meios para se comunicar com seus servos (claro, que não seja nada contrário aos ensinamentos bíblicos). Deus não é "essa coisa" formatada e idealizada pelos evangélicos, Ele é Yahweh, o Eterno.

PRINCÍPIOS E VALORES BÍBLICOS NAS ARTES MARCIAIS:

As principais virtudes do Bushido são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

REFUTANDO OS ARGUMENTOS BÍBLICOS DOS PACIFISTAS:

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do Pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com Pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao Pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o Pacifismo. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. A Igreja (instituição religiosa) não deve se engajar em lutas armadas, mas o Estado (que é ministro de Deus) tem a obrigação de lutar nas guerras físicas. A guerra da Igreja é espiritual; e a guerra do Estado é física. Paulo não era bipolar e nem esquizofrênico, ou seja, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente era na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo (olho por olho e dente por dente era um ensinamento para que os criminosos fossem punidos de forma justa e não de maneira exagerada). Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

Os heróis podem matar os vilões para proteger os inocentes se for necessário, pois o Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta significa “Não Assassinarás”. O Sexto Mandamento em hebraico é “Lo Tirsah”, e em grego é “Ou Foneuseis”, e em ambas as línguas usadas na Bíblia original, esse Mandamento se refere somente ao assassinato criminoso e nunca a legítima defesa. Portanto, os inocentes têm o direito de se defender ou de serem defendidos por alguém.

O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar).

SOBRE O SERVIÇO MILITAR:

“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)

Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas confissões de fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

No Concílio de Jerusalém, em 50, os judeus cristãos decidiram que todos os seguidores de Jesus não devem comer alimentos sacrificados aos ídolos, nem praticar relações sexuais ilícitas, não comer animais que morreram sufocados e nem beber sangue. Na 1 Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que os cristãos podem comer alimentos sacrificados aos ídolos sim, portanto, que não escandalizem os irmãos “fracos” na fé. Se os cristãos orarem para Deus abençoar os alimentos sacrificados aos ídolos, não há problema nenhum em comê-los. O sexo deve ser praticado somente dentro do casamento mesmo. No caso da proibição de comer animais que morreram sufocados isso era um ritual religioso do Judaísmo e não significa nada para os cristãos de hoje. O sangue foi proibido de ser ingerido, porque no contexto daquela época, os pagãos bebiam sangue para adorar os seus deuses. Entretanto, hoje, não há problema algum em comer frango ao molho pardo, chouriço ou até mesmo beber sangue de galinha para sobreviver na selva.

Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.

AS OPINIÕES DOS APÓSTOLOS E DO MAIOR DE TODOS OS PROFETAS:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou (Daniel 2:20-21 e Daniel 5:20-21), ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Esse grande servo de Deus foi o homem mais justo que já existiu sobre a Terra. Quando alguns soldados foram batizados por João Batista, esse grande profeta não os recriminou por serem combatentes, pelo contrário, ele lhes incentivou a continuarem sendo soldados, portanto, que eles exercessem a sua função com honestidade.

A DISTORÇÃO DO SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (UMA CONSTRUÇÃO IDEOLÓGICA PARA DISTORCER O QUE A BÍBLIA ENSINA)

“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.
(Benjamin Parker – Tio Ben)

Quando se é um líder, a cobrança é maior (principalmente, por parte de Deus). O que muitos evangélicos arrogantes não entendem (ou não querem entender mesmo) é que o sentido bíblico de liderança é servir, e não oprimir e humilhar os seus subordinados. Liderar é servir, no contexto bíblico. O líder (autoridade) não pode usar a ignorância como desculpa (para Deus, ignorância de quem está no poder não cola). Se você tem poder (autoridade) o seu dever é usar o seu poder para fazer o bem. Se você é forte, o seu dever é usar a sua força para proteger os fracos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Se você é um líder e faz mau uso de sua autoridade, Deus, a AUTORIDADE SUPREMA, cobrará essa covardia de você. Se Deus te deu poder e força, o seu dever como homem, líder e autoridade, é usar esse poder e essa força somente para fazer o bem. Faça justiça aos oprimidos. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Lute por aqueles que não podem se defender. Defenda os fracos. Liberte os acorrentados das correntes infernais da opressão. Use o seu poder para o bem.

CONCLUSÃO:

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie", um "grande pacifista", ou o "Bob Marley", menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

Nós homens (principalmente, cristãos) temos a obrigação e o dever de defender e de proteger os mais fracos. As mulheres são tesouros que devemos honrar e proteger. Nós somos guerreiros e líderes por natureza, portanto, não podemos ser medrosos e covardes. Um cavaleiro prova o seu valor por meio dos seus atos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja um samurai.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.






Nenhum comentário: