segunda-feira, 21 de maio de 2018

AS CORRENTES DA IGNORÂNCIA QUE OS TOLOS VENERAM


"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O impressionante da sociedade (principalmente, entre os religiosos) é que a culpa é sempre do oprimido, e nunca do opressor. A vítima é sempre a culpada, mas o bandido é o “coitadinho e excluído” da sociedade. Se a mulher é estuprada, a mulher que é uma “vagabunda e safada”, porque o estuprador é um “coitadinho que sofreu muito na vida”, ou seja, a culpa é sempre da mulher. Se os filhos (crianças, adolescentes e jovens) são oprimidos, espancados, abusados e humilhados, a culpa é sempre dos filhos, sobrinhos e netos, porque os pais “pagam as contas e sustentam a casa”, portanto, as crianças, os adolescentes e os jovens, devem ser espancados, abusados, oprimidos e humilhados mesmo, porque essa é a “vontade de Deus”. Se a mulher apanha do marido, não é valorizada, não é respeitada, não é honrada, não é protegida, é traída, é tratada como “empregada e escrava”, o marido está “certo e coberto de razão”, porque ele também “paga as contas e sustenta a casa”, portanto, a esposa tem que “levar porrada mesmo”, porque essa é a “vontade de Deus”. Se o pastor só sabe explorar e extorquir as ovelhas, ele tem esse direito, porque o pastor é o “ungido do Senhor”. O interessante é que os seres humanos (principalmente, os crentes) inventam essas “merdas”, aí falam que foi Deus quem disse. Colocam palavras na boca de Deus que Deus nunca falou, e depois jogam a culpa na Bíblia. Os religiosos fazem “a cagada” aí depois quem leva a culpa é Deus, como sempre. (Filipe Levi)

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