quinta-feira, 17 de maio de 2018

GUERREIROS DE DEUS (NA LISTA DOS MAIS PROCURADOS DO DIABO)



Filipe Levi 18/05/18
GUERREIROS DE DEUS (NA LISTA DOS MAIS PROCURADOS DO DIABO)

A LUTA DA IGREJA (A GUERRA ESPIRITUAL):

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo”. (Isaías 14:12-14)
Satanás, o Diabo, é o maior adversário dos cristãos. Os servos de Deus, querendo ou não, estão dentro de uma grande guerra, a Guerra Espiritual. Quero deixar bem claro, que apesar do tema deste meu texto ser a Guerra Espiritual, não sou adepto e nem simpatizante do Movimento Batalha Espiritual, idealizado por Neuza Itioka, Rebecca Brown, Daniel Mastral, e companhia. Não sou fã desses hereges; e tampouco acredito em suas heresias demoníacas. Neste meu artigo, quero tratar da Batalha Espiritual de uma maneira séria e totalmente bíblica. Portanto, usarei embasamento totalmente bíblico, neste meu texto.
“Peso do deserto do mar. Como os tufões de vento do Sul, que tudo assolam, ele virá do deserto, da terra horrível. Visão dura se me manifesta: o pérfido trata perfidamente, e o destruidor anda destruindo. Sobe, ó Elão, sitia, ó medo, que já fiz cessar todo o seu gemido. Pelo que os meus lombos estão cheios de grande enfermidade; angústias se apoderaram de mim como as angústias da que dá à luz; estou tão atribulado, que não posso ouvir, e tão desfalecido, que não posso ver. O meu coração está anelante, e o horror apavora-me; o crepúsculo, que desejava, se me tornou em tremores”. (Isaías 21:1-4)
Muitas vezes, me senti assim, por causa das investidas do Diabo. Constantemente sou tentado a praticar coisas horríveis. Sugestões diabólicas sempre assombram a minha mente. Satanás me sugere sempre o suicídio para eu poder resolver os meus problemas, mas na verdade, eu apenas seria um empecilho a menos para ele se preocupar. Se Lúcifer me quer tanto morto, é porque eu sou importante e represento alguma ameaça para o seu reino. Jesus Cristo se sacrificou por mim na Cruz, porque Ele me ama; portanto, eu sou importante e valioso. Por isso, não posso me suicidar. O Vendaval do Dragão me deixa atribulado, mas resistirei até o fim.
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)
A nossa luta é principalmente contra os antigos espíritos do mal, mas isso não significa que temos que nos omitir diante da maldade. Tanto os demônios quanto os malfeitores são os nossos inimigos. Tanto os espíritos malignos quanto os bandidos devem ser combatidos. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7). Portanto, as autoridades são estabelecidas por Deus para castigar os malfeitores (os soldados e policiais são ministros de Deus). Guerra Espiritual não é sinônimo de Pacifismo, pelo contrário, é a Guerra Santa entre o bem e o mal. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. Paulo não era esquizofrênico e nem bipolar, portanto, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6. 
“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém, não encontra. Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim, também acontecerá a esta geração perversa”. (Mateus 12:43-45)
Satanás joga sujo e não sente pena de ninguém. Ele não conhece o remorso e nem a piedade. Lúcifer é extremamente cruel e vil. Ele é sádico e impiedoso. O seu coração é cheio de vilania e maldade. Ele é pérfido e extremamente astuto. Portanto, não podemos vacilar.
“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)
As armas letais são necessárias na Guerra Física (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14), mas na Guerra Espiritual, as nossas armas, são a fé, a oração, e a Palavra de Deus. Portanto, em cada guerra devemos usar as armas certas. O Diabo teve a sua derrota decretada, mas ele ainda está em combate e sedento de sangue. Nós, cristãos, temos o direito e o dever, de lutarmos por nossas vidas e por nossas almas.

A LUTA DO ESTADO (A GUERRA FÍSICA):

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)
A Bíblia, a Palavra de Deus, faz várias críticas à omissão diante do mal, ou seja, Deus abomina quando as pessoas se omitem perante a maldade. Neste texto, pretendo mostrar as principais partes da Bíblia em que Deus critica a omissão diante do mal. Deus sempre condenou a omissão, porque os pecados de omissão são tão graves (ou até piores) do que os pecados de comissão. Omitir-se perante o mal é abominável, e é a pior de todas as covardias. Se uma pessoa pode fazer o bem, e não o faz, nisso ela está pecando.
“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)
A vontade de Deus sempre foi que os seus servos defendessem os fracos e oprimidos, porque o Altíssimo sempre se importou com os desamparados e necessitados. O Senhor dos Exércitos deseja que os homens que têm força defendam os inocentes, porque os indefesos precisam de alguém que os defenda.
“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)
As pessoas que condenam os inocentes e defendem os culpados também são abomináveis para Deus, porque o Todo-Poderoso abomina os homens que praticam injustiças, como, por exemplo, que inocentam malfeitores e condenam inocentes.
“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)
Se nós, cristãos, podemos ajudar as pessoas, devemos ajudá-las, porque essa é a vontade de Deus. Se nós temos a capacidade e o poder de ajudar os fracos e necessitados, temos a obrigação de ajudá-los. Se nós nos recusarmos a fazer o bem em favor dos oprimidos, estamos pecando contra Deus, e Ele cobrará isso de nós.
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
O apóstolo Paulo afirmou na Carta aos Romanos, que a obrigação do Estado, isto é, das autoridades governamentais, é castigar os malfeitores e honrar os cidadãos de bem. Nós, servos de Deus, devemos pagar os nossos impostos e interceder em favor dos homens investidos de autoridade, para que os maus sejam punidos exemplarmente e os bons sejam exaltados.
“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro ensinou praticamente a mesma coisa que o apóstolo Paulo, ou seja, de que é o dever do governo zelar pela segurança dos cidadãos de bem e punir os criminosos. É a função do Estado fazer justiça, mas nós, cidadãos comuns, também podemos fazer a nossa parte.

SOBRE O COMBATE (LUTAR EM PROL DA JUSTIÇA):

Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa é apenas justiça. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça.
Apesar de terem existido muitos cristãos primitivos que satanizavam as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades eram legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (I Pedro 2:13-17), reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons. Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais (macacos), porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O NOSSO PROPÓSITO (A NOSSA MISSÃO):

Os heróis lutam em prol dos outros. Os guerreiros honrados e íntegros usam os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça. Há diferença entre vingança e justiça. Nós queremos justiça, não, vingança. Criminosos são como ervas daninhas; quando se arranca uma, cresce, logo, outra no lugar. Seja íntegro. Lute em nome da honra. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Proteja os inocentes e os indefesos. Os verdadeiros heróis fazem o bem sem esperar nada em troca. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Fale por eles. Lute por aqueles que não podem lutar. Lute as batalhas deles. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Ajude-os. Se importe com aqueles que ninguém se importa. Tenha compaixão pelos fracos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja a esperança dos perdidos. Liberte os oprimidos da opressão. Faça a diferença. Seja um herói.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.






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