sexta-feira, 29 de junho de 2018

UM INIMIGO À ALTURA (UM HOMEM QUE VALE À PENA MATAR)


"A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo". (Leonard Ravenhill)

Diante de tanta covardia e omissão, o mal impera no mundo e na Igreja de Cristo. A Igreja Cristã se corrompeu de tal forma, que no meio secular (mundano) é possível encontrar mais bondade e integridade entre os “pecadores” do que entre os “cristãos” da Igreja. Vejo mais decência e honra em muitos incrédulos do que em muitos evangélicos hipócritas e falsos que foram criados dentro da Igreja. Falta homem de verdade na Igreja! Satanás quer um inimigo à altura. O Diabo quer um homem que o desafie, que o afronte, que bata de frente com ele (sem ser legalista, fanático e fundamentalista); um homem que tenha peito e coragem para desafiá-lo, um homem que vale à pena matar. O Predador, o Diabo Caçador de Homens. Estou diante dos Portões do Submundo (As Portas do Inferno estão abertas). Os Assassinos estão livres. Um lugar com histórico de morte, terror, horror, angústia e sofrimento. Um ambiente hostil fedendo a carniça e morte. Cheio de vermes e de dor. Esse é o meu coração. Mesmo, em meio à escuridão, ainda há uma luz, tímida, mas existente. Talvez, seja isso o que chamam de fé. O ambiente é pesado e tem cheiro de morte. Vejo cadáveres por todos os lados. Gente mutilada e morta. A degeneração humana. A Depravação Total. A maldade do ser humano. Talvez, ainda brote a esperança em meu coração um dia, quem sabe. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando. Se eu cair, eu caio atirando. Se eu morrer, levarei todos os meus inimigos junto comigo. A morte, o Inferno e o Diabo são tão naturais para mim. Não busco a Deus por ter “medinho” do Inferno. Sempre desejei a morte. A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo. Um homem sem medo é um homem sem esperança. Eu não tenho nada a perder. Todos nós iremos morrer. Mas, podemos escolher, se morreremos como heróis ou como covardes. A morte é inevitável. Não tem como escapar da morte. Anseio muito por esse dia, quando a morte e eu nos encontraremos. Quero morrer como um herói. Almejo ter uma morte gloriosa. Desejo ter uma morte honrada. Não há honra no medo, na covardia e no desespero. Eu quero ser um inimigo a altura. Eu quero ser um homem que vale à pena matar. Eu quero ser um herói. Talvez, morrer lutando em prol dos outros seja a única coisa que vale à pena nessa minha miserável vida. Há uma grande vantagem em não ter nada a perder, assim é muito mais fácil para morrer e também para matar. Não ter com o que se preocupar. Quero que o meu nome e os meus feitos fiquem registrados na História, como o homem que ousou fazer o que mais ninguém quis fazer, fazer a diferença. Eu sou a ponta da lança. Eu sou a Espada de Miguel. Eu sou uma arma. Matei muitos dos meus sentimentos, mas garanto, foi tudo por legítima defesa. Eu serei protegido (Duro de Matar) até cumprir com o meu propósito. Acredito que enquanto eu fizer o bem e o que é certo, eu serei protegido. Não ferirei ninguém inocente, nem oprimirei os fracos (sempre abominei os homens que fazem isso). Eu prometi a Deus que jamais usaria as armas para o mal, nem os meus punhos para oprimir e subjugar os fracos (ao contrário dos crentes da Igreja, eu não sou violento com quem não pode revidar). Eu realmente tenho o desejo sincero e verdadeiro de fazer o bem. Quero mesmo fazer o que é certo. Quero fazer a coisa certa. Alguém tem que ficar e lutar. Alguém tem que proteger os fracos e socorrer os feridos (a Igreja é o único exército que abandona os seus feridos de guerra). Há diferença entre vingança e justiça. A vingança é apenas uma resposta emocional baseada no ódio e no rancor. A justiça dentro da Lei (tanto nas Leis dos homens quanto nas Leis de Deus) é o correto a ser feito. A violência pode ter um bom uso quando essa violência é usada como uma contingência (na legítima defesa ou na proteção dos indefesos). Eu quero justiça, não, vingança. Há diferença entre ser herói e ser justiceiro. O justiceiro é tão criminoso quanto os bandidos que ele assassina e executa. O herói somente usa os seus punhos e suas armas em prol dos outros, ou seja, para proteger os inocentes. O verdadeiro herói só deve usar a sua força, as suas armas e o seu treinamento marcial (militar) para promover a justiça e a paz. Há diferença entre ser pacifista e ser pacificador. O pacifista é aquele covarde que adora usar “amor, paz e perdão” como bordões para poder justificar e legitimar a sua covardia e omissão. O pacificador é aquele que luta em nome da justiça para poder promover a verdadeira paz. Por meio da Bíblia, descobri que Deus sempre apoiou o combate (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14) se esta batalha for travada por uma causa nobre e por motivos justos. Eu não tenho nada a perder, mas nem por isso usarei isso como “bordão e desculpa” para fazer o mal. Eu quero mesmo fazer o bem. Eu quero fazer a diferença. Eu quero fazer a coisa certa. Eu quero ser um herói, mesmo, que eu seja ferido mortalmente, pereça e acabe morrendo por causa disso. (Filipe Levi)

terça-feira, 26 de junho de 2018

NINGUÉM QUER SER PROFETA (NINGUÉM QUER SER HERÓI)


"Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela”.

As pessoas, geralmente, não gostam de amigos verdadeiros, mas, sim, de bajuladores, baba-ovo e puxa-saco. Se você não fala o que elas querem ouvir, então, você não é um amigo “legal”. Deve ser por isso que eu sou tão odiado, porque eu costumo dizer e falar às verdades que as pessoas não gostam de ouvir. Deve ser por isso que eu não sou querido, mas, sim, tolerado. Eu já estou me acostumando a ser odiado pelos outros, porque as pessoas, cegadas por sua própria hipocrisia e falsidade não suportam alguém autêntico, verdadeiro e sincero como eu. Deve ser porque eu não uso uma “máscara” e não fico com “encenação teatral ridícula” fingindo ser alguém que eu não sou. Por isso, que me odeiam tanto. Será que um namoro, um casamento, um emprego e uma faculdade é sempre benção mesmo? Os crentes de hoje trabalham e estudam tanto que não sobra tempo nem para Deus. Será que um carro, uma casa na praia ou um sítio é mesmo sempre benção? O que vejo são crentes “birrentos e mimados” (tanto velhos, quanto jovens) que não aceitam um “não” de Deus, aí só querem uma desculpa para saírem da Igreja, ou somente buscam a Deus quando estão na MERDA!!! Não digo isso só de pessoas que abomino e tenho aversão, mas falo de pessoas que eu amo e que admirei muito no passado, mas que, hoje, não só se esqueceram da própria família e dos amigos, mas também se esqueceram de Deus. Só sabem buscar a Deus por interesse (ou por causa do “medo clássico” de irem para o Inferno). Existem os fariseus hipócritas que só vão à Igreja para “bater cartão” (para garantir o seu lugarzinho no Céu, claro), mas existem aqueles crentes também que só aparecem na Igreja quando a namorada ou a mulher dão um “pé na bunda” deles ou quando estão desempregados, ou seja, quando estão “ferrados e fodidos”. Só sabem usar o bordão “Não julgueis”, porque eles querem pecar em paz. Só buscam a Deus por medo ou para ganhar alguma vantagem em troca (malandragem gospel). Eu não tenho nada a perder (eu sou um ferrado e um fodido mesmo), mas não deixarei de fazer a minha parte e de fazer o que é certo por causa disso. Quando a guerra vier e a destruição se alastrar. Quando a perseguição começar e a “mordomia” de vocês acabar, depois não venham dizer que vocês não foram avisados. Receio que quando vocês “acordarem” já será tarde demais. Eu estou preparado para morrer e não tenho nada a perder, e vocês? (Filipe Levi)

segunda-feira, 25 de junho de 2018

SEMENTES DE ESPERANÇA


“A única coisa necessária para que o mal triunfe é os homens de bem não fazerem absolutamente nada”. (Edmund Burke)

Provavelmente, eu não verei os frutos das sementes que eu plantar, mas quero ter a certeza de algum dia, os frutos surgirão. Bem sei que não verei os frutos do meu trabalho, mas quero mesmo acreditar, que, mesmo, após a minha morte, os frutos ainda possam trazer esperança, sementes de esperança. Eu tenho a inteligência acima da média, e também conhecimento teológico, histórico, filosófico e militar. Espero que com esse conhecimento de alguma forma eu possa fazer a diferença. Não forço simpatia com ninguém, e odeio e detesto do fundo do meu coração a hipocrisia religiosa e o falso moralismo. Os meus textos, os meus escritos, são flechas da justiça, flechas lançadas do meu coração. A Bíblia, a Palavra de Deus, é a minha espada (Espada do Espírito). Se não tem homem para fazer (falta homem de verdade na Igreja), então, alguém tem que fazer. Se ninguém faz, o “autista cabaço e infantil” aqui tem que fazer. Se ninguém toma a iniciativa, então, o autista com “Síndrome de Asperger” aqui tem que tomar. Deus transformou o meu coração. No passado, eu era extremamente machista e tinha um ódio latente pelas mulheres. Deus tratou isso em mim. Eu tinha um sério problema com pornografia e lascívia. Antigamente, as mulheres eram apenas objetos sexuais e pedaços de carne para mim, mas Deus mudou isso no meu coração. Hoje, eu enxergo as mulheres (principalmente, as minhas amigas) como jóias preciosas, tesouros que eu devo honrar, respeitar e proteger. Eu tenho depressão e sou diagnosticado com tendência suicida (até hoje eu não me suicidei, e nem tenho a intenção de fazer isso). Eu sempre fui desprezado, rejeitado e desdenhado pelas pessoas, mas, mesmo, assim, eu quero tentar mudar tudo que precisa ser mudado. Eu não consigo ser indiferente com a opressão. Não folgo com a injustiça. Eu não consigo não me indignar com as coisas erradas. Quando vemos alguma coisa errada no mundo, nós temos duas escolhas. Nós podemos escolher não fazermos nada (omissão diante do mal), ou podemos escolher tentar mudar o que está errado. Eu prefiro escolher fazer a diferença. Eu escolho morrer lutando. Eu sempre irei protestar contra o mal. Eu sempre pregarei contra a maldade. Eu nunca me calarei diante da injustiça e da opressão. Quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante do mal, nós somos cúmplices. A omissão é satânica. O silêncio diante do mal é diabólico. A omissão não é de Deus. A Bíblia nunca ensinou que amor, paz e perdão são se omitir diante da maldade e acobertar os erros dos malfeitores. A Bíblia nos ensina a amar os “pecadores” e não pregar a incitação ao ódio contra eles. Os militantes gays, as feministas, os ateus, os macumbeiros, as bruxas, os muçulmanos e qualquer pessoa (que, muitas vezes, são pessoas boas, mas com pensamentos e religiões diferentes), são alvos do amor de Deus. Façam o bem sem esperar nada em troca. Façam o que é certo por ser o certo a se fazer. Façam a coisa certa. Amparem os órfãos e as viúvas. Acolham os estrangeiros. Protejam os fracos. Defendam os oprimidos. Respeitem as crianças e as mulheres. Ajudem aqueles que ninguém ajuda. Se importem com aqueles que ninguém se importa. Não se omitam perante o mal. Façam justiça aos oprimidos. Se o poder de ajudar os outros e de fazer o bem estiver em suas mãos, faça. É provável que eu não veja os meus frutos. Eu sou protegido (duro de matar), mas nem eu escaparei da morte (anseio muito em encontrá-la). Mas, realmente espero poder ter feito à diferença e ter dado esperança a alguém. (Filipe Levi)

A CURA DO MAL



Filipe Levi 25/06/18
A CURA DO MAL

O homem que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões
O amigo dos pecadores
O amigo das prostitutas
Ele comia e bebia com os pecadores
O profeta e agitador político que andava com os excluídos e com a escória da sociedade
Este homem nasceu numa humilde manjedoura
Ele é o verdadeiro Rei dos judeus
O Rei legítimo de Israel
Assim, como Caifás usurpou o cargo eclesiástico de João Batista,
Herodes usurpou o trono do verdadeiro Rei dos judeus
O Grande Libertador de Israel
Aquele que venceu a morte
Ele combatia o legalismo religioso
Não suportava a hipocrisia e o falso moralismo
Os religiosos hipócritas o odiavam
Os falsos moralistas o detestavam
Ele é a ponte entre Deus e os homens
Ele é o Único Caminho para se chegar até Deus
Ele é a Única Salvação
Só Ele pode nos salvar
Da morte eterna
Do castigo eterno
Quem reconhecer Jesus como o seu único e suficiente Salvador em seu coração será salvo
A epidemia se alastra sobre a Terra
O vírus mortal dizima incontáveis vidas
Os homens podem conhecer a morte
Mas Ele conhece a vida
Ele é a própria Vida
Esse homem é Jesus
O Cristo anunciado pelos profetas do passado
O Messias que Israel sempre aguardou
O Rei dos reis
O Senhor dos senhores
O Único que pode nos salvar
O seu sangue é a cura
Para o vírus mortal
Chamado pecado
Que se alastra sobre a Terra
Desde a queda do homem
No Jardim do Éden
O seu sangue nos purifica de todo o pecado
Para nos libertar da opressão
Que é o jugo do pecado
A escravidão que os homens sem Deus são submetidos
Muitos homens de Deus também são escravizados
Mas eles têm a certeza de que um dia serão livres
De que Cristo irá libertá-los
De que Cristo irá nos libertar
Da escravidão do pecado
Desse vírus maldito que tenta nos eliminar
O sangue de Jesus pode nos curar e nos libertar
A Cruz é o símbolo da luta contra o pecado
A Cruz vazia simboliza a vitória da vida sobre a morte
Jesus é a Fonte da Vida
O Pão da Vida
A Água da Vida
Quem comer desse Pão jamais sentirá fome
Quem beber dessa Água nunca mais terá sede
Todos aqueles que estão cansados e oprimidos
Venham até Jesus
Que Ele vos aliviará
Reconheça o sacrifício de Jesus em seu lugar na Cruz
Quem fizer isso, será salvo.
Jesus é o Caminho de volta para Deus
Cristo morreu, mas no terceiro dia ressuscitou,
Vencendo a morte e o pecado
A Vida venceu a Morte
Jesus ressuscitou.

sábado, 23 de junho de 2018

TEMOS O DEVER MORAL DE DESOBEDECER AS LEIS INJUSTAS


“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Nós, homens e mulheres de Deus, temos o dever moral de desobedecer às leis injustas. Tanto Clemente de Alexandria quanto Tomás de Aquino defendiam até a luta armada contra governantes opressores e tiranos (a Resistência ao Tirano), além de apoiarem a Guerra Justa, obviamente. A Bíblia realmente de fato ensina que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Mas, como os próprios apóstolos também ensinaram, nós, servos de Deus, devemos obedecer mais a Deus do que aos homens. A obrigação, função e dever das autoridades constituídas são servir ao seu povo, e não roubá-lo, oprimi-lo e explorá-lo. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. A vontade de Deus é que os governantes, magistrados, policiais e soldados protejam o povo (cidadãos de bem) e castiguem severamente (dentro da legalidade, dentro da lei) os criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros. A obrigação, função e dever dos agentes de repressão ao crime são serem justos e honestos (Lucas 3:14). Se o governo é injusto e opressor, nós, cristãos, devemos desobedecê-lo. (Filipe Levi)

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

AINDA HÁ ESPERANÇA (O PROPÓSITO DE DEUS)


Respondeu Jesus: "Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá". (João 13:7)

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Lamentações 3:21) O que nos mantêm vivos? O que nos faz seguir adiante diante das dificuldades da vida? Por que sonhamos? Tudo tem um propósito. Em tudo há um por que. "Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários". (C. S. Lewis). "Sempre que Deus quer fazer um homem grande, Ele o quebra em pedaços primeiro". (C. H. Spurgeon). A esperança é esperar aquilo que não podemos ver. Isso é ter esperança, isso é ter fé. Eu não sou um erro. Há um propósito para o meu nascimento. Há um propósito para a minha existência. Há alguma razão para eu ainda estar vivo. Os nossos sonhos (quando estão de acordo com a vontade de Deus e com os ensinamentos das Escrituras) e a esperança nos fazem continuar. Os nossos sonhos nos mantêm vivos. Esperar o que não podemos ver, e mesmo assim crendo que um dia alcançaremos, isso é ter fé, isso é a esperança. Deus traz à existência aquilo que não existe. Onde há morte, Deus traz a vida. Em um mundo governado por Deus, não existem coincidências. Tudo tem um propósito. Todos nós temos uma missão. Mesmo que demoremos a vida inteira para descobrirmos, nós devemos procurar saber qual é a nossa missão, qual é o nosso propósito. Os verdadeiros profetas são forjados no deserto. Os verdadeiros heróis são forjados em eventos traumáticos, no fogo da adversidade. O que não nos mata, nos fortalece. As cicatrizes são como medalhas que existem para nos mostrar que sobrevivemos aquilo que tentou nos matar. Todos os heróis passam por eventos traumáticos. Todos os profetas passam pelo deserto. Essa é a preparação dos profetas. Esse é o treinamento dos heróis. Quando Deus nos tira algo, sempre é para nos dar algo melhor no lugar. Deus vai honrar a sua fidelidade. Tenha fé. Não abandone a esperança. Não perca a sua integridade. Seja íntegro. Seja leal. Seja um profeta. Seja um herói. (Filipe Levi)

“Lembre-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não”.
(Deuteronômio 8:2)

QUANDO OS BONS SE OMITEM, OS MAUS VENCEM (A OMISSÃO É PECADO)


“A única coisa necessária para que o mal triunfe é os homens de bem não fazerem absolutamente nada”. (Edmund Burke)

Os que sobrevivem são os que contam a História, nesse oceano de adversidades. Os sobreviventes têm a obrigação e o dever de reconstruir. O planeta está em chamas. A morte está por todo lugar. Só vejo caos e destruição. Só vejo desorientação e desordem. Gente mutilada e morta. Sangue jorrando por todos os lados. Todos estão mortos e somente eu sobrevivi, mas na verdade sou eu que estou morto e eles é que vivem, porque o espírito da morte permanece na memória dos vivos.
O ambiente é pesado e tem cheiro de morte, o sangue dos inocentes transborda como um grande rio vermelho e o fedor de carniça se espalha por todo o planeta.
Sinto o meu coração pesado por causa da maldade do ser humano, as lágrimas dos meus olhos já se secaram e a amargura resseca os meus ossos.
O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, mas a cada dia que passa tem se parecido mais com o Demônio.
A minha alma está abatida, pois a crueldade humana tem me entristecido e o meu coração apodrece devido à angústia que me atormenta há anos. Vejo a impunidade prevalecendo diante de mim, o oprimido está lambendo as botas de seu opressor e se regozijando com a opressão.
A maioria das pessoas prefere buscar válvulas de escape para esquecer os problemas, mas eu prefiro fazer a minha parte para promover a justiça. Muitos preferem se refugiar no álcool, no sexo e nas drogas, mas eu prefiro me preparar para impactar a sociedade e modificar esta geração. Estou disposto a morrer tentando mudar as coisas erradas, não folgo com a injustiça, e irei até as últimas conseqüências para fazer a diferença neste mundo. (Filipe Levi)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

HOMENS DE HONRA (DEFENDER E PROTEGER)



Filipe Levi 22/06/18
HOMENS DE HONRA (DEFENDER E PROTEGER)


O verdadeiro sentido bíblico de LIDERANÇA é servir aos outros e não ser servido por eles. A obrigação do marido é servir a sua esposa (a sua amada), honrá-la e respeitá-la, a protegendo de todo o mal. A obrigação dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos e prepará-los para o Reino de Deus (para fazerem a diferença aqui na Terra, serem profetas da sua geração). A obrigação do pastor é servir ao seu rebanho, o protegendo e o orientando (o verdadeiro pastor está disposto a dar a sua própria vida pelas suas ovelhas). A obrigação do Estado (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) é servir ao seu povo (cidadãos de bem), o protegendo (dando segurança) e punindo os culpados (castigando, exemplarmente, os malfeitores e corruptos). O dever do líder é servir e não impor a sua autoridade (abuso de autoridade) por meio da força e da opressão. O verdadeiro líder é aquele que desperta admiração e não medo. O bom marido, o bom pai, o bom pastor, o bom governante e o bom soldado (Lucas 3:14) é aquele que se importa mais com os outros do que consigo mesmo. Aprendi na Bíblia, a Palavra de Deus, que devemos fazer mais pelos outros do que por nós mesmos.

O DEVER DO MARIDO (HONRAR E PROTEGER):

"Homens com almas cheias do Evangelho não verão as mulheres como coisas para manipular ou controlar, mas como tesouros para honrar e proteger." — John Piper

A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca foi machista. Infelizmente, as pessoas tem uma visão distorcida de Deus, de Jesus e da Bíblia. As Escrituras sempre ensinaram que o dever do homem é cuidar de sua família e proteger os mais fracos. Deus sempre abominou a covardia e teve aversão aos homens covardes. A obrigação dos homens é honrar e proteger as mulheres. O dever do homem, como marido, pai, líder e autoridade, é proteger os mais fracos. Homem de verdade não oprime os fracos. Um líder de verdade não humilha os seus subordinados, mas dá o exemplo. Alguém honrado é íntegro, corajoso, valente, altruísta, cuidadoso e protetor. Não é o que vejo nos homens da Igreja e da sociedade (pelo menos, em sua maioria, não passam de um bando de covardes). Satanás, o Diabo, sabe que quando as pessoas tem uma imagem distorcida de sua referência paterna, elas terão sérias dificuldades em se relacionar e buscar a Deus. Você quer ser um homem de verdade? Então, tenha hombridade e atitudes de um macho de verdade. Os homens devem honrar, valorizar, respeitar e proteger as suas mulheres, mesmo, que isso comprometa a sua integridade física ou até ponha em risco a sua própria vida. O seu dever, homem, é honrar e proteger a sua esposa. Valorize a sua mulher, como sendo um tesouro. O cavaleiro deve proteger a sua princesa. O guerreiro deve defender a sua rainha. Seja um homem de verdade. Respeite e valorize a sua mulher. Um homem cheio do Evangelho deve honrar e proteger a sua amada.

"O marido cristão mostra o que pensa de Cristo pela forma como ele trata a sua esposa." - John Mac Arthur.

O VERDADEIRO SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (SERVIR E PROTEGER):

“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.
(Benjamin Parker – Tio Ben)

Quando se é um líder, a cobrança é maior (principalmente, por parte de Deus). O que muitos evangélicos arrogantes não entendem (ou não querem entender mesmo) é que o sentido bíblico de liderança é servir, e não oprimir e humilhar os seus subordinados. Liderar é servir, no contexto bíblico. O líder (autoridade) não pode usar a ignorância como desculpa (para Deus, ignorância de quem está no poder não cola). Se você tem poder (autoridade) o seu dever é usar o seu poder para fazer o bem. Se você é forte, o seu dever é usar a sua força para proteger os fracos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Se você é um líder e faz mau uso de sua autoridade, Deus, a AUTORIDADE SUPREMA, cobrará essa covardia de você. Se Deus te deu poder e força, o seu dever como homem, líder e autoridade, é usar esse poder e essa força somente para fazer o bem. Faça justiça aos oprimidos. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Lute por aqueles que não podem se defender. Defenda os fracos. Liberte os acorrentados das correntes infernais da opressão. Use o seu poder para o bem.

O QUE A BÍBLIA REALMENTE DE FATO ENSINA SOBRE A “SUBMISSÃO” AO MARIDO E SOBRE “HONRAR OS PAIS”:

“As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo Salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas a seus maridos. Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja, porque somos membros do seu corpo”. (Efésios 5:22-30)

A Bíblia sempre mostra os dois lados da história, isto é, a Palavra de Deus mostra as obrigações dos filhos e das esposas, mas também mostra as obrigações dos pais e dos maridos. (É incrível como os cristãos machistas e opressores não enxergam isso na Bíblia)!

A Palavra de Deus ensina que o marido deve respeitar e honrar a sua esposa (e não descer o cassete nela), portanto, o marido não deve dar porrada na sua mulher, mas, sim, tratá-la com bastante amor e carinho. O marido deve ser fiel e amoroso com sua esposa, porque essa é a vontade de Deus. A esposa não é escrava do marido (nem escrava sexual e nem empregada), menos ainda, saco de pancada. A obrigação do homem é cuidar da sua mulher e protegê-la, porque ela precisa de seu respeito e de seu amor. A mulher precisa de carinho e de proteção.

“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a Terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. (Efésios 6:1-4)

A Bíblia também ensina que os pais devem cuidar dos seus filhos e protegê-los (não estuprá-los e espancá-los). Não é porque os filhos devem honrar pai e mãe, que os pais têm o direito de abusar sexualmente de seus filhos e de espancá-los. Os pais não devem provocar os filhos à ira, e nem usar como argumento o fato do dever dos filhos honrá-los para legitimar a opressão. Há diferença entre honrar os pais e lamber as botas do pai e da mãe. Como falei anteriormente, a Palavra de Deus sempre mostra os dois lados da história.


AS OPINIÕES DOS APÓSTOLOS E DO MAIOR DE TODOS OS PROFETAS SOBRE O ESTADO (GOVERNO):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou (Daniel 2:20-21 e Daniel 5:20-21), ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Para João Batista nunca houve nenhum problema em homens de Deus serem soldados, portanto, que eles sejam militares honrados e íntegros, ou seja, que exerçam a sua função e dever com integridade e honestidade.

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

Os heróis podem matar os vilões para proteger os inocentes se for necessário, pois o Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta significa “Não Assassinarás”. O Sexto Mandamento em hebraico é “Lo Tirsah”, e em grego é “Ou Foneuseis”, e em ambas as línguas usadas na Bíblia original, esse Mandamento se refere somente ao assassinato criminoso e nunca a legítima defesa. Portanto, os inocentes têm o direito de se defender ou de serem defendidos por alguém.

O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar).

SOBRE O SERVIÇO MILITAR:

Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou totalmente os juramentos, mas, sim, aquelas pessoas que não tem palavra e nem moral e que precisam fazer “juramentos” para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou os juramentos que são feitos em nome da verdade, da paz, da justiça e do amor (o casamento é um juramento de lealdade a sua esposa).

Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.

AS ESCRITURAS NUNCA ENSINARAM O PACIFISMO:

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do Pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13) 

Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com Pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao Pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o Pacifismo. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. A Igreja (instituição religiosa) não deve se engajar em lutas armadas, mas o Estado (que é ministro de Deus) tem a obrigação de lutar nas guerras físicas. A guerra da Igreja é espiritual; e a guerra do Estado é física. Paulo não era bipolar e nem esquizofrênico, ou seja, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente era na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo (olho por olho e dente por dente era um ensinamento para que os criminosos fossem punidos de forma justa e não de maneira exagerada). Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL:

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

Para mim, a omissão diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante o mal é tão culpado quanto aquele que o pratica. Os cristãos costumam se omitir diante das coisas erradas alegando um falso amor e uma falsa paz, mas Deus nunca aprovou a omissão perante as coisas erradas. A vontade de Deus é que nós, cristãos, defendamos os fracos e oprimidos. O Altíssimo quer que nós lutemos em favor dos indefesos. É nossa obrigação proteger os inocentes.

"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O Livro de Provérbios critica muito a injustiça e a omissão diante do mal, portanto, o conformismo perante as coisas erradas não é bíblico. Deus, o Altíssimo, deseja que nós pelejemos em favor dos fracos e necessitados, porque é da vontade d’Ele, que nós defendamos os indefesos e desamparados.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Deus estabeleceu o Estado (governo) para ser um servo de Deus (ministro de Deus). A função e o dever do governo é servir o povo, e não explorá-lo e oprimi-lo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores e louve os homens que praticam o bem.

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

Desejar ser herói (proteger os fracos e indefesos) não é coisa de “criança e de gente infantil”, mas é o que a Bíblia manda. As Escrituras ordenam que todos os servos de Deus sejam heróis (protetores e defensores). A vontade de Deus é que os fortes protejam e defendam os fracos.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.

O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.

Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Dietrich Bonhoeffer, Desmond Doss, Martin Luther King e Albert Einstein nunca pregaram a omissão diante do mal, pelo contrário, eles sempre pregaram contra isso. Esses homens nunca pregaram que ser da "paz" e "amar" é se omitir perante as coisas erradas. Eles nunca foram pacifistas, mas, sim, pacificadores. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser justo e ser idiota. Há diferença entre ser correto e ser retardado. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre amar e se omitir. Há diferença entre amor e omissão. Há diferença entre lutar pelo que é certo e acobertar os erros dos malfeitores. Há diferença entre ser “paz e amor” e ter compaixão pelos inocentes. Há diferença entre pregar a verdadeira paz e se omitir diante do mal por ser covarde mesmo.

BUSHIDO (CÓDIGO DO GUERREIRO):

As principais virtudes do Bushido são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.


O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais (macacos), porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O NOSSO PROPÓSITO (A NOSSA MISSÃO):

Os heróis lutam em prol dos outros. Os guerreiros honrados e íntegros usam os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça. Há diferença entre vingança e justiça. Nós queremos justiça, não, vingança. Criminosos são como ervas daninhas; quando se arranca uma, cresce, logo, outra no lugar. Seja íntegro. Lute em nome da honra. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Proteja os inocentes e os indefesos. Os verdadeiros heróis fazem o bem sem esperar nada em troca. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Fale por eles. Lute por aqueles que não podem lutar. Lute as batalhas deles. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Ajude-os. Se importe com aqueles que ninguém se importa. Tenha compaixão pelos fracos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja a esperança dos perdidos. Liberte os oprimidos da opressão. Faça a diferença. Seja um herói.

O MESTRE DE TODOS OS BANDIDOS (O MAIOR DE TODOS OS VILÕES):

Satanás, o Diabo, procura fraquezas (quando estamos com a guarda-baixa, para nos golpear). Ele dissemina heresias destruidoras e ensinamentos satânicos nas igrejas (usa coisas aparentemente "bíblicas", "evangélicas", "cristãs", "fofinhas" e "bonitinhas" para ludibriar e enganar as pessoas). É como se existisse uma cerca elétrica, e Satanás, tenta encontrar algum ponto vulnerável para tentar entrar. Ele é um mestre do disfarce, um mestre do ilusionismo. O Diabo usa coisas com a "patente evangélica" e "gospel", baseadas em versículos bíblicos distorcidos e fora de seus verdadeiros contextos para destruir as vidas das pessoas, e por meio do pecado, levá-las a perdição (morte eterna). Acreditem, o Príncipe das Trevas conhece muito bem as Escrituras, e ele é muito habilidoso com a Bíblia. O Diabo é um grande "teólogo", e também conhece muito bem a História da humanidade. Quando uma mentira é dita mil vezes, ela acaba se tornando numa "verdade”. Assim, se constrói uma construção ideológica. Os mesmos pecados de Gênesis e as mesmas heresias da época da Igreja Primitiva são usados até hoje para proliferar a destruição e para furtar o coração dos homens. Satanás não é ignorante, nem burro e nem um animal. Ele pode ser metódico e sistemático, mas ele conhece muito bem o ser humano e sabe como derrubá-lo. Se nós, cristãos, nos basearmos nas Escrituras (termos uma boa base teológica) teremos grandes chances de vencermos. Temos que ter sustentação na nossa fé. Devemos dar prioridade à oração (nossa relação e comunhão com Deus). Devemos ter "foco de tiro". Devemos sempre manter o foco. Satanás tenta desviar o foco das pessoas para coisas secundárias (para que os cristãos não se importem com o que realmente importa). Devemos buscar sabedoria em Deus, para que possamos resistir às ciladas, armadilhas e ataques do Diabo.

CONCLUSÃO:

Deus estabeleceu os seus Santos Mandamentos (muitas vezes, proibições) para o próprio bem do ser humano. Deus nunca proibiu as coisas, simplesmente, por capricho ou por birra (os Mandamentos de Deus não são arbitrários, mas legítimos e necessários), mas, sim, porque o Altíssimo, mesmo sendo Santo e Soberano, se importa com os homens (Deus não deve nada a ninguém, Ele nunca deveu). Não se pode barganhar com um Deus que não precisa de você. Os Mandamentos de Deus são para o próprio bem do homem, porque o pecado é uma doença degenerativa, um vírus mortal, que leva todas as pessoas a morte (morte eterna). Deus ama o ser humano sem o homem merecer. Isso se chama Graça (favor imerecido). Nós devemos para Deus até o ar que respiramos. Deus tem misericórdia de quem Ele quiser ter misericórdia. Deus tem compaixão de quem lhe aprouver ter compaixão. Deus não nos deve nada. Somos nós que devemos para Deus.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

MATE O PROBLEMA (COISA DE GENTE IDIOTA)


“Se o problema é a gripe suína, mate os porcos, simples assim. Se o problema é a febre amarela, mate os macacos, simples assim. Se o problema é a água contaminada pela “doença dos gatos”, mate os gatos, simples assim. Se o problema é a pobreza, mate os pobres, simples assim. Se o problema é o pecado, mate os pecadores, simples assim. Diante de tanta “inteligência e sabedoria”, eu devo ser o único burro e idiota dessa história, porque eu discordo de tudo isso”. (Filipe Levi)

terça-feira, 19 de junho de 2018

DEUS É SOBERANO (A SOBERANIA DE DEUS)


“Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, até que em toda a sua extensão chegamos à metade da sua altura, pois o povo estava totalmente dedicado ao trabalho. Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode souberam que os reparos nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e causar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles”. (Neemias 4:6-9)

O grande erro dos evangélicos (principalmente, dos ignorantes sem noção do maldito “Movimento Batalha Espiritual”) é que eles não compreendem o contexto e a lógica das Escrituras e com essa ignorância infernal (do Inferno mesmo) distorcem os verdadeiros contextos dos versículos usados para propagarem as suas heresias diabólicas. Em primeiro lugar, quem é Soberano é Deus, e não o Diabo. Em segundo lugar, é muito mais fácil jogar toda a culpa num “cara do mal” (Bode Expiatório), do que assumir a própria responsabilidade dos seus erros (Síndrome de Adão). Em terceiro lugar, não existe essa merda de “legalidade” (só se for à legalidade do legalismo e do fundamentalismo religioso desses fanáticos). Se um crente em Jesus (crente mesmo, de verdade) cometer um deslize ou cair em tentação, esse crente em Jesus não perderá a Salvação por causa disso, porque a Salvação é pela Graça e não pelas obras (nem desenhando essas bestas do Inferno entendem). Satanás, o Diabo, é um oportunista, ou seja, ele se aproveita das situações. Deixar “brecha” é o mesmo que abaixar a guarda (num combate, se o lutador abaixar a sua guarda, ele vai ser golpeado na cara). Se eu abaixar a minha guarda, Satanás vai me socar, me esmurrar, me golpear (entenderam ou querem que eu desenhe)? Isso não significa que eu perderei a minha Salvação e que o Diabo roubará a minha alma por causa de um deslize meu. Foi justamente por isso que Jesus sofreu e morreu na Cruz, porque nós, seres humanos, não podemos nos salvar por conta própria, por causa dos nossos pecados. É por isso que a Salvação é pela Graça (favor imerecido). A Cruz representa a luta contra o pecado. O verdadeiro salvo não sente paz no pecado, mas ele não deixa de ser pecador por causa disso. Nós devemos buscar a santidade por amor e não por medo. A motivação dos crentes para buscar a “santidade” é o amor que eles sentem por Deus ou o medo que eles têm do Diabo e do Inferno? Não busque a Deus por medo ou por interesse, mas busque a Deus por gratidão e por amor. Não busque a Deus para ganhar alguma recompensa ou vantagem em troca, mas que Deus seja a sua recompensa. Busque a Deus por amor e não por medo. O Diabo prefere ser temido, mas Deus prefere ser amado. Busque a Deus pela motivação correta. (Filipe Levi)

sábado, 16 de junho de 2018

OS CAVALEIROS DA ESPERANÇA (JURAMENTO DE HONRA E DE JUSTIÇA)



Filipe Levi 15/06/18
OS CAVALEIROS DA ESPERANÇA (JURAMENTO DE HONRA E DE JUSTIÇA)
                                                 


SOBRE A PERSEGUIÇÃO ESTATAL:


“Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. E, quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós. Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores, e os matarão. Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do homem”. (Mateus 10:16-23)

Estamos à beira de um grande colapso mundial, porque há várias possibilidades de se começar o Apocalipse (ou algum tipo de apocalipse antes do verdadeiro acontecer). Por causa da Globalização, o mundo não viverá em paz, mas qualquer conflito pode resultar numa Guerra Mundial. Os países têm vários aliados militares, e, por isso, pode ocorrer a Terceira Grande Guerra há qualquer momento. Os Illuminati, a Irmandade, ou seja, lá quem for, pretendem instalar um governo mundial na Terra, e para isso, eles têm que reduzir a humanidade em poucos habitantes, isto é, eles querem dizimar mais da metade da raça humana, para poderem controlar os habitantes da Terra com mais facilidade. Por causa da guerra na Síria, ou se o governo norte-coreano usar o seu arsenal nuclear para atacar os Estados Unidos e os seus aliados, pode acontecer uma catástrofe mundial. Os governos comunistas e islâmicos odeiam o Cristianismo e perseguem severamente todos os cristãos que ousam pregar o Evangelho. Pode ocorrer uma grande guerra capaz de devastar a Terra.


SOBRE AS GUERRAS:


"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)

Há muita distorção por parte de muitos “cristãos” mal-intencionados que costumam propagar mentiras através da Internet. Esses religiosos hipócritas e mentirosos distorcem o contexto de versículos bíblicos (alguns demonizam a própria Bíblia), e deturpam a História para poderem demonizar o Estado. Esses fanáticos usam e abusam do fato da maioria dos cristãos primitivos ter se recusado a se alistar no Exército e ocupar cargos públicos para poderem demonizar o serviço militar e a política, alegando que as autoridades constituídas são do Demônio. Quem é esperto e usa, pelo menos, um pouquinho da inteligência que Deus lhe deu, verá nesse trecho bíblico do Livro de Daniel, que o profeta Daniel reconheceu que os governantes da Terra são estabelecidos por Deus, isto é, Deus estabelece os reis e depõe os reis como bem entende, porque Ele é Soberano. Com certeza, alguns religiosos alegarão que isso foi no Antigo Testamento, então, eu mostrarei o que o Novo Testamento diz a esse respeito.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

A Bíblia sempre nos ensinou que nós, cristãos, devemos nos sujeitar as autoridades governamentais, porque os agentes do Estado são servos de Deus para castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem, mas quando o governo é contrário aos Mandamentos de Deus, e não se submete a autoridade do Altíssimo, então, temos todo o direito de nos rebelarmos contra ele, com a aprovação de Deus.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, quando batizou alguns soldados, ele não lhes recriminou por serem combatentes, pelo contrário, João Batista lhes incentivou a serem soldados, portanto, que eles fossem militares honestos, honrados e íntegros.

O combate nunca foi moralmente errado para Deus, pois a Bíblia mostra vários exemplos de homens que combatiam e não deixaram de serem bons e honrados por causa disso. Mostrarei alguns exemplos de guerreiros mencionados no Novo Testamento que davam bom exemplo e que foram até elogiados por seu caráter pelo próprio Deus. Primeiro, defenderei a guerra justa aplicada pelos militares, mas, logo, pretendo comentar sobre as revoluções armadas.

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era considerado por Deus e pelos próprios judeus como um exemplo de ser humano bom e piedoso, pois esse militar era justo e temente a Deus. O apóstolo Pedro, em nenhum momento o recriminou pelo fato de ele ser militar, mas, sim, pelo fato de ele ser gentio. Mas, mesmo, Cornélio sendo um oficial do exército romano, Deus olhou para esse combatente, com amor e compaixão, e, principalmente, com admiração. O centurião Cornélio é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)

O centurião de Cafarnaum, assim, como o centurião Cornélio, era um bom exemplo de militar, que ganhou elogios do próprio Jesus Cristo, que viu uma tremenda fé nesse oficial romano, que nem os próprios judeus, que eram de Israel, o povo de Deus, tinham. Esse militar era honesto e íntegro. Portanto, a própria Palavra de Deus elogia o trabalho dos militares, quando estes, são bons e justos.

O centurião Júlio mencionado no capítulo 27 do Livro de Atos, também era um oficial romano muito digno e honrado, que tratou o apóstolo Paulo com muita humanidade e dignidade. Todos os centuriões mencionados no Novo Testamento eram justos e honestos, isto é, bons exemplos a serem seguidos.


SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:


O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras ou a pena capital. O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” sempre eram usados para se referir ao homicídio ilícito e não a matar para se defender ou para proteger alguém. A violência pode ter um bom uso, se essa violência for usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” só eram usados para condenar o assassinato e não a matar por uma causa justa.


SOBRE O SERVIÇO MILITAR:


Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou totalmente os juramentos, mas, sim, aquelas pessoas que não tem palavra e nem moral e que precisam fazer “juramentos” para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou os juramentos que são feitos em nome da verdade, da paz, da justiça e do amor (o casamento é um juramento de lealdade a sua esposa).

Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.


AS ESCRITURAS NUNCA ENSINARAM O PACIFISMO:


Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus.

Usei esses exemplos e estou legitimando a função do soldado, porque é provável que haja uma grande guerra, então, nós, cristãos, devemos estar preparados para guerrear nas batalhas que logo surgirão. Durante anos, tenho escrito artigos sobre esse tema para trabalhar a consciência e o ideológico dos cristãos, ou seja, estou preparando a Igreja de Cristo para uma possível guerra.


SOBRE AS REVOLUÇÕES:


Sobre as revoluções, João Calvino e Ulrico Zuínglio (e, posteriormente, Martinho Lutero) as apoiavam, quando os governos eram repressores e anticristãos. João Calvino defendia que o povo pode se rebelar contra as autoridades constituídas, portanto, que outras autoridades (ele usou os magistrados populares como exemplo, ou seja, os defensores do povo) os apoiem. Calvino usou os éforos espartanos, os demarcas atenienses, e os tribunos romanos como exemplos de defensores dos direitos dos cidadãos de bem. Para Calvino, um magistrado popular ou um comandante militar liderando o povo legitimaria a revolução. Zuínglio era capelão do Exército, e também se rebelou contra as autoridades católicas, morrendo em combate. Lutero passou a apoiar a resistência armada contra o Estado, devido às perseguições religiosas que os protestantes sofriam. Esses homens estão entre os maiores teólogos da História do Cristianismo, e acredito que as suas opiniões são válidas.

Oliver Cromwell liderou os puritanos na Revolução Inglesa, conhecida também como Revolução Puritana, e os protestantes tiveram êxito nessa revolução, porque eles destituíram Carlos I do poder, e o mataram, vencendo a guerra civil.

No Antigo Testamento, Jeú, um capitão do exército de Israel, se rebelou contra Jorão, rei de Israel, e contra Acazias, rei de Judá. Jeú teve a ordem de Deus para destituir esses reis do poder e matá-los, porque Deus ordenou que ele fizesse isso. Tanto no caso de Jeú, como no caso de Oliver Cromwell, as revoluções tiveram sucesso, porque Deus as apoiou.

Não sabemos ainda se os militares ou os comunistas darão um golpe aqui no Brasil, mas seja quem for que dê o golpe, devemos estar preparados para uma possível guerra civil, ou seja, revolução. Duvido muito que os militares conservadores de direita molestem os cristãos, até porque muitos desses militares são cristãos também (só quero esclarecer uma coisa, eu não sou a favor da Ditadura Militar (fascista) e nem da ditadura do proletariado (socialista ou comunista). Mas, a minha preocupação, é que os comunistas tomem o poder e instalem um governo socialista aqui no Brasil. Se isso acontecer, nós, servos de Deus, devemos estar preparados para empunharmos armas e combatermos a ditadura do proletariado. Os regimes comunistas não toleram o Cristianismo, e eles são capazes de praticarem as maiores e piores atrocidades para extinguir o Cristianismo da Terra. Se houver perseguição, estejamos preparados para nos escondermos em cavernas e florestas, e nos preparemos para a batalha. O governo é instituído por Deus, mas nós podemos nos defender de sua tirania e repressão se precisarmos. Com as perseguições religiosas durante toda a História da Igreja, os cristãos fugiram de suas cidades e se espalharam pelo mundo pregando o Evangelho. Quando há perseguição, há mais amor e comunhão entre os cristãos. Com a tribulação, a Igreja será purificada das heresias pecaminosas que tanto a ameaçam. As igrejas nunca deixaram de existir por causa das perseguições, mas, sim, por causa das heresias.


O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:


Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais (macacos), porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.


CONCLUSÃO:


Muitos Pais da Igreja, como, por exemplo, Hipólito de Roma, Tertuliano de Cartago, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago, Lactâncio, e outros hereges desse meio, pregavam o Pacifismo (muitos deles pregavam o antissemitismo e satanizavam à sexualidade e o sexo também). Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e a política, pelo contrário, eles reconheciam que as autoridades governamentais são instituídas por Deus para o bem-estar do povo. Para os grandes teólogos da História do Cristianismo, até os governantes tiranos e maus são levantados por Deus, para serem usados para os seus propósitos grandiosos. Os temas, guerra e revolução, sempre foram polêmicos na História da Igreja Cristã. Até o ano 170 da Era Cristã, poucos cristãos se alistavam no Exército, devido às práticas idolátricas que os militares romanos eram obrigados a se comprometerem. Apesar da idolatria greco-romana enraizada no Estado, e do Exército perseguir os cristãos primitivos injustamente, os apóstolos e os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade do Império Romano. Claro, que eles não concordavam com a repressão governamental e com a Escravidão, mas, os apóstolos e os Pais Apostólicos eram conscientes e politizados, e sabiam melhor do que ninguém, que é necessário que haja um Estado para manter a lei e a ordem, castigando os malfeitores e protegendo os cidadãos de bem. Portanto, os apóstolos e os Pais Apostólicos do primeiro século, nunca condenaram o serviço militar e a política, apesar dos cristãos primitivos, em sua maioria, não ter se envolvido com o Estado.

Quando Constantino, o Grande, ascendeu ao poder e deu liberdade religiosa aos cristãos, em 313, com o Édito de Milão, e depois organizou o Concílio de Arles, em 314, onde a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo legítimo e bíblico, e o Concílio de Nicéia, em 325, onde surgiu a Bíblia, o Estado passou a ser aliado dos cristãos, e não mais o seu inimigo. Os Doutores da Igreja (os Pais da Igreja da época) incentivavam os cristãos a servirem o Exército e a se sujeitarem as autoridades constituídas, porque, agora, o governo era cristão, e não mais pagão. Como o Estado não perseguia mais os cristãos, então, não havia mais desculpas para não se envolver com o serviço militar e com a política.

Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão, Jerônimo de Strídon, e outros Pais da Igreja legitimavam a guerra justa. Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma (Clemente Romano), que eram Pais Apostólicos, reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias para se manter a lei e a ordem no mundo, porque as autoridades constituídas são necessárias na ordem estabelecida por Deus. Policarpo de Esmirna reconheceu que o Estado é legítimo antes de ser martirizado. Clemente de Roma ensinou aos cristãos primitivos que eles tinham o dever, cristão, moral, e cívico de intercederem em favor das instituições políticas (Clemente Romano também admirava a coragem e a disciplina dos militares). Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio apoiavam as revoluções armadas. Portanto, não temos desculpas para sermos apáticos e para nos omitirmos na grande batalha que está por vir. Sejamos corajosos e estejamos preparados, porque as guerras e as perseguições são inevitáveis. Pelejaremos em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que tem o total controle sobre os governos do mundo. O Altíssimo domina sobre os reinos dos homens, e coloca no poder a quem Ele quer. O Todo-Poderoso estabelece reis e remove reis (Daniel 2:20-21), ou seja, Ele levanta reinos e derruba reinos. Deus tem o total domínio sobre o mundo. Portanto, se houver uma Guerra Mundial, ou uma perseguição universal contra a Igreja, saibam que Deus ainda é Soberano, e nada foge de seu controle. Deus ainda mantêm as rédeas da História em suas poderosas mãos. Ninguém pode contra o nosso Deus. Deus é Soberano. Ele é Yahweh, o Eterno. Adonai, o Único Deus. O Deus de Israel, o Deus dos hebreus, o Deus Único.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.