sábado, 16 de junho de 2018

OS CAVALEIROS DA ESPERANÇA (JURAMENTO DE HONRA E DE JUSTIÇA)



Filipe Levi 15/06/18
OS CAVALEIROS DA ESPERANÇA (JURAMENTO DE HONRA E DE JUSTIÇA)
                                                 


SOBRE A PERSEGUIÇÃO ESTATAL:


“Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. E, quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós. Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores, e os matarão. Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do homem”. (Mateus 10:16-23)

Estamos à beira de um grande colapso mundial, porque há várias possibilidades de se começar o Apocalipse (ou algum tipo de apocalipse antes do verdadeiro acontecer). Por causa da Globalização, o mundo não viverá em paz, mas qualquer conflito pode resultar numa Guerra Mundial. Os países têm vários aliados militares, e, por isso, pode ocorrer a Terceira Grande Guerra há qualquer momento. Os Illuminati, a Irmandade, ou seja, lá quem for, pretendem instalar um governo mundial na Terra, e para isso, eles têm que reduzir a humanidade em poucos habitantes, isto é, eles querem dizimar mais da metade da raça humana, para poderem controlar os habitantes da Terra com mais facilidade. Por causa da guerra na Síria, ou se o governo norte-coreano usar o seu arsenal nuclear para atacar os Estados Unidos e os seus aliados, pode acontecer uma catástrofe mundial. Os governos comunistas e islâmicos odeiam o Cristianismo e perseguem severamente todos os cristãos que ousam pregar o Evangelho. Pode ocorrer uma grande guerra capaz de devastar a Terra.


SOBRE AS GUERRAS:


"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)

Há muita distorção por parte de muitos “cristãos” mal-intencionados que costumam propagar mentiras através da Internet. Esses religiosos hipócritas e mentirosos distorcem o contexto de versículos bíblicos (alguns demonizam a própria Bíblia), e deturpam a História para poderem demonizar o Estado. Esses fanáticos usam e abusam do fato da maioria dos cristãos primitivos ter se recusado a se alistar no Exército e ocupar cargos públicos para poderem demonizar o serviço militar e a política, alegando que as autoridades constituídas são do Demônio. Quem é esperto e usa, pelo menos, um pouquinho da inteligência que Deus lhe deu, verá nesse trecho bíblico do Livro de Daniel, que o profeta Daniel reconheceu que os governantes da Terra são estabelecidos por Deus, isto é, Deus estabelece os reis e depõe os reis como bem entende, porque Ele é Soberano. Com certeza, alguns religiosos alegarão que isso foi no Antigo Testamento, então, eu mostrarei o que o Novo Testamento diz a esse respeito.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

A Bíblia sempre nos ensinou que nós, cristãos, devemos nos sujeitar as autoridades governamentais, porque os agentes do Estado são servos de Deus para castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem, mas quando o governo é contrário aos Mandamentos de Deus, e não se submete a autoridade do Altíssimo, então, temos todo o direito de nos rebelarmos contra ele, com a aprovação de Deus.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, quando batizou alguns soldados, ele não lhes recriminou por serem combatentes, pelo contrário, João Batista lhes incentivou a serem soldados, portanto, que eles fossem militares honestos, honrados e íntegros.

O combate nunca foi moralmente errado para Deus, pois a Bíblia mostra vários exemplos de homens que combatiam e não deixaram de serem bons e honrados por causa disso. Mostrarei alguns exemplos de guerreiros mencionados no Novo Testamento que davam bom exemplo e que foram até elogiados por seu caráter pelo próprio Deus. Primeiro, defenderei a guerra justa aplicada pelos militares, mas, logo, pretendo comentar sobre as revoluções armadas.

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era considerado por Deus e pelos próprios judeus como um exemplo de ser humano bom e piedoso, pois esse militar era justo e temente a Deus. O apóstolo Pedro, em nenhum momento o recriminou pelo fato de ele ser militar, mas, sim, pelo fato de ele ser gentio. Mas, mesmo, Cornélio sendo um oficial do exército romano, Deus olhou para esse combatente, com amor e compaixão, e, principalmente, com admiração. O centurião Cornélio é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)

O centurião de Cafarnaum, assim, como o centurião Cornélio, era um bom exemplo de militar, que ganhou elogios do próprio Jesus Cristo, que viu uma tremenda fé nesse oficial romano, que nem os próprios judeus, que eram de Israel, o povo de Deus, tinham. Esse militar era honesto e íntegro. Portanto, a própria Palavra de Deus elogia o trabalho dos militares, quando estes, são bons e justos.

O centurião Júlio mencionado no capítulo 27 do Livro de Atos, também era um oficial romano muito digno e honrado, que tratou o apóstolo Paulo com muita humanidade e dignidade. Todos os centuriões mencionados no Novo Testamento eram justos e honestos, isto é, bons exemplos a serem seguidos.


SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:


O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras ou a pena capital. O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” sempre eram usados para se referir ao homicídio ilícito e não a matar para se defender ou para proteger alguém. A violência pode ter um bom uso, se essa violência for usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” só eram usados para condenar o assassinato e não a matar por uma causa justa.


SOBRE O SERVIÇO MILITAR:


Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou totalmente os juramentos, mas, sim, aquelas pessoas que não tem palavra e nem moral e que precisam fazer “juramentos” para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou os juramentos que são feitos em nome da verdade, da paz, da justiça e do amor (o casamento é um juramento de lealdade a sua esposa).

Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.


AS ESCRITURAS NUNCA ENSINARAM O PACIFISMO:


Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus.

Usei esses exemplos e estou legitimando a função do soldado, porque é provável que haja uma grande guerra, então, nós, cristãos, devemos estar preparados para guerrear nas batalhas que logo surgirão. Durante anos, tenho escrito artigos sobre esse tema para trabalhar a consciência e o ideológico dos cristãos, ou seja, estou preparando a Igreja de Cristo para uma possível guerra.


SOBRE AS REVOLUÇÕES:


Sobre as revoluções, João Calvino e Ulrico Zuínglio (e, posteriormente, Martinho Lutero) as apoiavam, quando os governos eram repressores e anticristãos. João Calvino defendia que o povo pode se rebelar contra as autoridades constituídas, portanto, que outras autoridades (ele usou os magistrados populares como exemplo, ou seja, os defensores do povo) os apoiem. Calvino usou os éforos espartanos, os demarcas atenienses, e os tribunos romanos como exemplos de defensores dos direitos dos cidadãos de bem. Para Calvino, um magistrado popular ou um comandante militar liderando o povo legitimaria a revolução. Zuínglio era capelão do Exército, e também se rebelou contra as autoridades católicas, morrendo em combate. Lutero passou a apoiar a resistência armada contra o Estado, devido às perseguições religiosas que os protestantes sofriam. Esses homens estão entre os maiores teólogos da História do Cristianismo, e acredito que as suas opiniões são válidas.

Oliver Cromwell liderou os puritanos na Revolução Inglesa, conhecida também como Revolução Puritana, e os protestantes tiveram êxito nessa revolução, porque eles destituíram Carlos I do poder, e o mataram, vencendo a guerra civil.

No Antigo Testamento, Jeú, um capitão do exército de Israel, se rebelou contra Jorão, rei de Israel, e contra Acazias, rei de Judá. Jeú teve a ordem de Deus para destituir esses reis do poder e matá-los, porque Deus ordenou que ele fizesse isso. Tanto no caso de Jeú, como no caso de Oliver Cromwell, as revoluções tiveram sucesso, porque Deus as apoiou.

Não sabemos ainda se os militares ou os comunistas darão um golpe aqui no Brasil, mas seja quem for que dê o golpe, devemos estar preparados para uma possível guerra civil, ou seja, revolução. Duvido muito que os militares conservadores de direita molestem os cristãos, até porque muitos desses militares são cristãos também (só quero esclarecer uma coisa, eu não sou a favor da Ditadura Militar (fascista) e nem da ditadura do proletariado (socialista ou comunista). Mas, a minha preocupação, é que os comunistas tomem o poder e instalem um governo socialista aqui no Brasil. Se isso acontecer, nós, servos de Deus, devemos estar preparados para empunharmos armas e combatermos a ditadura do proletariado. Os regimes comunistas não toleram o Cristianismo, e eles são capazes de praticarem as maiores e piores atrocidades para extinguir o Cristianismo da Terra. Se houver perseguição, estejamos preparados para nos escondermos em cavernas e florestas, e nos preparemos para a batalha. O governo é instituído por Deus, mas nós podemos nos defender de sua tirania e repressão se precisarmos. Com as perseguições religiosas durante toda a História da Igreja, os cristãos fugiram de suas cidades e se espalharam pelo mundo pregando o Evangelho. Quando há perseguição, há mais amor e comunhão entre os cristãos. Com a tribulação, a Igreja será purificada das heresias pecaminosas que tanto a ameaçam. As igrejas nunca deixaram de existir por causa das perseguições, mas, sim, por causa das heresias.


O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:


Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais (macacos), porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.


CONCLUSÃO:


Muitos Pais da Igreja, como, por exemplo, Hipólito de Roma, Tertuliano de Cartago, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago, Lactâncio, e outros hereges desse meio, pregavam o Pacifismo (muitos deles pregavam o antissemitismo e satanizavam à sexualidade e o sexo também). Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e a política, pelo contrário, eles reconheciam que as autoridades governamentais são instituídas por Deus para o bem-estar do povo. Para os grandes teólogos da História do Cristianismo, até os governantes tiranos e maus são levantados por Deus, para serem usados para os seus propósitos grandiosos. Os temas, guerra e revolução, sempre foram polêmicos na História da Igreja Cristã. Até o ano 170 da Era Cristã, poucos cristãos se alistavam no Exército, devido às práticas idolátricas que os militares romanos eram obrigados a se comprometerem. Apesar da idolatria greco-romana enraizada no Estado, e do Exército perseguir os cristãos primitivos injustamente, os apóstolos e os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade do Império Romano. Claro, que eles não concordavam com a repressão governamental e com a Escravidão, mas, os apóstolos e os Pais Apostólicos eram conscientes e politizados, e sabiam melhor do que ninguém, que é necessário que haja um Estado para manter a lei e a ordem, castigando os malfeitores e protegendo os cidadãos de bem. Portanto, os apóstolos e os Pais Apostólicos do primeiro século, nunca condenaram o serviço militar e a política, apesar dos cristãos primitivos, em sua maioria, não ter se envolvido com o Estado.

Quando Constantino, o Grande, ascendeu ao poder e deu liberdade religiosa aos cristãos, em 313, com o Édito de Milão, e depois organizou o Concílio de Arles, em 314, onde a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo legítimo e bíblico, e o Concílio de Nicéia, em 325, onde surgiu a Bíblia, o Estado passou a ser aliado dos cristãos, e não mais o seu inimigo. Os Doutores da Igreja (os Pais da Igreja da época) incentivavam os cristãos a servirem o Exército e a se sujeitarem as autoridades constituídas, porque, agora, o governo era cristão, e não mais pagão. Como o Estado não perseguia mais os cristãos, então, não havia mais desculpas para não se envolver com o serviço militar e com a política.

Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão, Jerônimo de Strídon, e outros Pais da Igreja legitimavam a guerra justa. Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma (Clemente Romano), que eram Pais Apostólicos, reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias para se manter a lei e a ordem no mundo, porque as autoridades constituídas são necessárias na ordem estabelecida por Deus. Policarpo de Esmirna reconheceu que o Estado é legítimo antes de ser martirizado. Clemente de Roma ensinou aos cristãos primitivos que eles tinham o dever, cristão, moral, e cívico de intercederem em favor das instituições políticas (Clemente Romano também admirava a coragem e a disciplina dos militares). Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio apoiavam as revoluções armadas. Portanto, não temos desculpas para sermos apáticos e para nos omitirmos na grande batalha que está por vir. Sejamos corajosos e estejamos preparados, porque as guerras e as perseguições são inevitáveis. Pelejaremos em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que tem o total controle sobre os governos do mundo. O Altíssimo domina sobre os reinos dos homens, e coloca no poder a quem Ele quer. O Todo-Poderoso estabelece reis e remove reis (Daniel 2:20-21), ou seja, Ele levanta reinos e derruba reinos. Deus tem o total domínio sobre o mundo. Portanto, se houver uma Guerra Mundial, ou uma perseguição universal contra a Igreja, saibam que Deus ainda é Soberano, e nada foge de seu controle. Deus ainda mantêm as rédeas da História em suas poderosas mãos. Ninguém pode contra o nosso Deus. Deus é Soberano. Ele é Yahweh, o Eterno. Adonai, o Único Deus. O Deus de Israel, o Deus dos hebreus, o Deus Único.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

QUERO COMPREENDER O PROPÓSITO


Respondeu Jesus: "Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá". (João 13:7)

Passei por tantas dores e tantas angústias durante a minha vida, que quero mesmo acreditar que houve algum propósito para tudo isso. Presenciei tantas injustiças e atrocidades sendo praticadas em Nome de Deus. A hipocrisia e a falsidade sempre me rodearam (religiosos hipócritas e falsos sempre foram a minha companhia). Bordões e chavões, frases feitas e desculpas esfarrapadas, sempre estiveram nas bocas dos religiosos, que sempre quiseram impor um padrão de “santidade” para as outras pessoas que o próprio Deus nunca cobrou de ninguém; e que esses mesmos hipócritas não vivem, mas que adoram cobrar dos outros. Desilusões e frustrações amorosas (isso sempre foi o que mais me feriu e me machucou) destroçaram o meu coração e deixaram a minha alma em migalhas. Será que durante a minha vida toda eu fui preparado para alguma missão? Será que existe algum propósito para o meu nascimento? Será que existe mesmo alguma razão para a minha existência? Quero acreditar que sim. Espero não ter nascido e nem ter vivido em vão. Espero mesmo que o meu nascimento e a minha existência tenham valido à pena. (Filipe Levi)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

BIZARRICES DO CRISTIANISMO (HERESIAS DIABÓLICAS)



Filipe Levi 13/06/18
BIZARRICES DO CRISTIANISMO (HERESIAS DIABÓLICAS)

"Religião é a busca do homem a Deus, por isso, há muitas religiões. Mas, o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso, só há um Evangelho". (Stanley Jones)
Antes de eu começar a meter o pau nas religiões cristãs, quero deixar bem claro que admiro muito Jesus Cristo e para mim Ele é um bom exemplo a ser seguido, ou seja, não tenho nada contra o Filho de Deus, mas, sim, contra os cristãos que denigrem a imagem do Evangelho, do Cristianismo.
Desde o primeiro século, a Igreja Cristã se envolveu com a hipocrisia e os cristãos primitivos pregavam ensinamentos que Jesus e seus apóstolos nunca pregaram, como, por exemplo, a demonização das autoridades governamentais, o antissemitismo e a satanização da sexualidade e do sexo. Os cristãos e os hebreus não se davam bem e se odiavam, e a maioria dos seguidores de Cristo não se alistava no Exército e nem ocupava cargos públicos, pois acreditava que as instituições humanas eram demoníacas. O apóstolo Paulo disse que as autoridades governamentais são instituídas (estabelecidas, colocadas no poder) por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7), mas os “cristãos pacifistas” ignoraram isso descaradamente. Pedro ensinou exatamente a mesma coisa (1 Pedro 2:13-17). João Batista apoiava o serviço militar, portanto, que os soldados exercessem a sua função e dever com honestidade (Lucas 3:14). O próprio Jesus reconheceu que a autoridade que Pilatos tinha fora concedida por Deus, e Ele mesmo ensinou que é para dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
A Igreja Primitiva se auto-intitulava “Ekklesia”, e esse nome em sua origem significava “assembléia popular”, formada por cidadãos, que se reuniam para discutir sobre política, em Atenas, na Grécia. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. Então, será mesmo que as autoridades constituídas são do Diabo ou elas foram instituídas por Deus como as Escrituras Sagradas ensinam?
Agora, eu contarei os podres de alguns “santos” Pais da Igreja, homens que se diziam “ungidos de Deus”, mas que pregavam heresias.
Tertuliano de Cartago no começo realmente combatia ensinamentos heréticos, e em seu livro “APOLOGÉTICUM”, ele usava como bons exemplos os cristãos que eram soldados e políticos; mas, quando Tertuliano aderiu uma seita chamada Montanismo (a seita do “ungido” do Montano), ele passou a endiabrar as autoridades instituídas pelo próprio Deus e a satanizar o casamento, a sexualidade e o sexo, e até escreveu um livro chamado “A COROA DOS MILITARES” em que o Exército é demonizado.
Hipólito de Roma era um encrenqueiro que caluniava todo mundo e ele criou uma lista ridícula de profissões proibidas em que certos ofícios eram endiabrados. Em sua “lista santa” os cristãos que exerciam cargos nas Forças Armadas, no magistrado civil, ou na política tinham que ser expulsos das igrejas, porque exerciam profissões profanas. Eu gostaria de saber onde esse “santo” viu isso na Bíblia ou será que ele teve uma revelação extra-bíblica?
Orígenes de Alexandria acreditava na reencarnação e no Universalismo (teoria em que até Satanás e seus demônios serão salvos). Apesar dele não concordar com as guerras que o Império Romano promovia, ele não endiabrava o serviço militar em si, mas esse “santo” também cometeu a burrice de satanizar a sexualidade e o sexo, porque ele chegou ao ponto insano de se castrar (cortar a piroca fora mesmo).
Cipriano de Cartago ensinava que o Diabo é o pai dos judeus e era outro que também adorava demonizar as autoridades constituídas. Ele odiava os hebreus como muitos outros Pais da Igreja também odiavam. Se os judeus não prestam, então, Jesus não devia prestar, pois Ele também era judeu. Sem contar, que o “santo e ungido” do Cipriano também pregava que quem salva é a Igreja e não o sacrifício de Jesus. Quanta incoerência!
Lactâncio era apologista do imperador Constantino, porém, foi outro que também endiabrou o Exército, algo que eu acho um tremendo absurdo, porque na sua época o culto imperial foi abolido e o próprio Constantino era simpatizante do Cristianismo, portanto, não havia mais perseguições e nem práticas idolátricas no serviço militar.
Com o Concílio de Nicéia, surgiu o Catolicismo, e no começo a Igreja Católica buscava a Deus e não se envolvia com a idolatria e nem com a corrupção, entretanto, com o passar do tempo, a Igreja Cristã passou à idolatrar os santos e a Maria, pois o Paganismo foi introduzido no Cristianismo.
Durante a Idade Média, a Igreja Católica perseguiu, torturou e assassinou inúmeras pessoas inocentes, apenas, porque discordavam de seus preceitos religiosos. As supostas “bruxas” (mulheres inocentes que foram mortas sem piedade, apenas, por terem uma religião diferente) e os “hereges” (cristãos autênticos e verdadeiros) eram queimados vivos nas fogueiras da Inquisição.
O Catolicismo pregava o “Evangelho do Medo” (algo que muitas igrejas evangélicas pregam hoje), e por meio desse falso evangelho, o Clero explorava constantemente os homens leigos que não conheciam a Bíblia, pois as Sagradas Escrituras eram escritas em latim, e poucos sabiam essa língua. A Igreja Católica usava as imagens de Satanás e do Inferno para amedrontar os cristãos ignorantes que temiam o Príncipe das Trevas e seu reino infernal, por isso, que os católicos medievais (que eram até sinceros na sua fé) acatavam os ensinamentos do Catolicismo por temerem ir para o Inferno.
A Igreja Católica defendia a Escravidão e usava, inclusive, versículos bíblicos para justificar essa abominação. O Clero condenava a escravização indígena, mas apoiava a Escravidão dos africanos. Os teólogos católicos alegavam que os índios eram pessoas puras e alvos da evangelização, mas os negros por serem descendentes de Cam (o filho de Noé que zombou de seu pai por esse estar nu, ou pode ter molestado sexualmente o próprio pai mesmo) eram amaldiçoados e, portanto, deviam ser escravizados pelos brancos. Infelizmente, existiram até protestantes que eram favoráveis a Escravidão, algo que Jesus reprova, porque todos os homens têm direito a liberdade e a vida.
Hoje, os hereges têm enganado inúmeros cristãos com suas heresias e qualquer um que ouse criticá-los é perseguido por seus seguidores fanáticos que alegam que seus ídolos são “ungidos de Deus” e, por isso, é pecado criticar os seus ensinamentos heréticos e diabólicos.
David Miranda, o missionário fundador da Igreja Deus é Amor, foi um dos maiores falsos profetas de nosso tempo, pois ele pregava que suas doutrinas são mais “sagradas” que os Mandamentos de Deus e esse safado também usava o Evangelho do Medo para explorar os membros de sua igreja alegando que eles iriam para o Inferno se ousassem questioná-lo. Para mim, a Igreja Deus é Amor é uma seita; e conheço cristãos da Igreja Adventista do Sétimo Dia que dão mais exemplo que os membros dessa igrejinha herética do Diabo.
Josué Yrion sente “tesão” quando fala mal de desenhos animados e de videogames; tem mania de ver o Diabo em todo lugar, e fica procurando pêlo em ovo. Eu aprendi bons valores e princípios éticos em vários desenhos japoneses, virtudes que é difícil de aprender na Igreja Evangélica, já que os religiosos alienados que pregam uma coisa e vivem outra, tomam conta dessa instituição religiosa. Na Bíblia ensina que devemos reter de tudo o que é bom, e eu retive muitas coisas boas em desenhos animados que o Josué Yrion adora endiabrar. Esse missionário mete o pau na Walt Disney e na Toei Animation para se autopromover.
Os hereges, Neuza Itioka, Rebecca Brown e Daniel Mastral pregam heresias envolvendo “rituais místicos” de libertação e de exorcismo, isto é, a famigerada Teologia da Maldição Hereditária e o diabólico e satânico “Movimento Batalha Espiritual”. Esses hereges exaltam mais o Diabo do que o próprio Deus. O legalismo religioso cegou esses cães e porcos do Inferno. O fundamentalismo religioso é a fonte de todas as suas heresias satânicas e ensinamentos diabólicos.
Entre os pentecostais e neopentecostais tem havido um tremendo sincretismo religioso, e dons do Espírito Santo têm sido confundidos com manifestações esquizofrênicas ou até mesmo demoníacas. Se alguém entrar em um Terreiro de Macumba ou Templo Satânico e depois freqüentar determinadas igrejas pentecostais e neopentecostais, não verá grande diferença entre uma coisa e outra. Os evangélicos pregam que os dons de línguas e de profecia que se manifestam na Igreja Católica Carismática e nos terreiros de macumba são profanos, mas se são manifestados nas igrejas evangélicas são “santos”. As Escrituras Sagradas ensinam que os dons do Espírito Santo devem se manifestar com ordem e decência, mas o que vejo em certas igrejas pentecostais e neopentecostais é um “espetáculo dos horrores” e não a manifestação do poder de Deus. O “Movimento Pentecostal” é o espetáculo mais bizarro da Terra.
A heresia do momento na Igreja Evangélica tem sido a Teologia da Prosperidade, e os seus adeptos são avarentos, pois amam mais o dinheiro do que o próprio Deus. Eu realmente acredito que Deus pode abençoar os cristãos financeiramente, mas devemos buscar a Deus por amor, e não por interesse para termos riquezas em troca. Com Deus não se barganha.
Os “bordões e chavões” tomaram lugar dos verdadeiros Mandamentos de Deus. Respeito e liderança se tornaram em “bordões” para legitimar e justificar a opressão em Nome de Deus. Honrar os pais virou “bordão” para oprimir, humilhar, espancar e para estuprar os filhos (EM NOME DE DEUS). Submissão ao marido virou “bordão” para oprimir, trair, humilhar, violentar, escravizar e para descer a porrada e o cassete nas esposas (EM NOME DE DEUS). Respeitar os mais velhos virou “bordão” para humilhar, oprimir, espancar e abusar sexualmente dos mais jovens (EM NOME DE DEUS). Os “cristãos” até hoje não entenderam que o sentido bíblico de liderança é servir e proteger, e não pisar em seus subordinados em Nome de Deus. Os líderes devem honrar, respeitar e proteger os seus subalternos.
O “bordão” conhecido como o famoso “Não julgueis” virou desculpa e justificativa para pregar a omissão diante do mal e o conformismo perante o pecado. Jesus ensinou que não devemos julgar segundo a aparência, mas, sim, que devemos julgar segundo a reta justiça. O interessante dos “Não Julguetes” é que eles falam mal de todo mundo (principalmente, dos políticos, dos gays, das putas, das bruxas, dos macumbeiros, das feministas, dos muçulmanos e dos desviados), porque para esses hipócritas, o bordão “Não julgueis” só é válido quando é conveniente para eles.
A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre defendeu a sexualidade, o sexo e o prazer sexual (TESÃO MESMO). No Novo Testamento tem dois capítulos que defendem o serviço militar e a política (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17), já a sexualidade e o sexo tem vários capítulos no Antigo Testamento e no Novo Testamento, e ainda um Livro inteiro (Cantares – Cântico dos Cânticos) que mostram, claramente, que Deus apoia a área sexual dos cristãos (no contexto do casamento, óbvio). A Bíblia sempre defendeu a guerra justa, o serviço militar, a política e a legítima defesa, mas sempre enfatizou o apoio de Deus muito mais em relação ao sexo e a sexualidade.
Nesse texto mostrei as principais bizarrices do Cristianismo, ou seja, as suas principais heresias satânicas e diabólicas, e reconheço que existem cristãos que seguem verdadeiramente a Cristo, porém, existem muitos hereges que difamam a Palavra de Deus com seus ensinamentos heréticos. Não tenho nada contra Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo, mas somente não suporto as heresias que incontáveis cristãos têm pregado durante a História negando o verdadeiro Evangelho, com seus ensinamentos satânicos, diabólicos e demoníacos.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O VALE DE ACOR (AINDA HÁ ESPERANÇA)


“E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito”.

Encontre-me no Vale de Acor, o Vale da Sombra da Morte, ou o Inferno, chamem como quiser. O ambiente é pesado e tem cheiro de morte. Estou diante dos Portões do Submundo. As Portas do Inferno estão abertas. As trevas e a escuridão escurecem a minha visão e assombram o meu ser. O meu coração apodrece de tal forma que já cheira até mal. O pus e a gangrena saem de dentro do meu peito. Eu estou morto, sem alma, só que o meu corpo ainda não sabe disso. Vejo uma luz, tímida, mas ela existe, bem no fundo, em meio à escuridão. Talvez, seja isso o que chamam de fé. Tornei-me num guerreiro, pois descobri que tenho habilidade com as armas e com os punhos. Quero usar os meus punhos e as armas apenas em nome da justiça. Não justiça para mim mesmo, mas justiça para aqueles a quem eu jurei proteger. Juramento de honra e de lealdade. Já presenciei muitas injustiças e atrocidades serem praticadas em Nome de Deus. Pessoas boas morrem, e pessoas ruins continuam vivas praticando as suas maldades, aparentemente na impunidade. O mundo não é perfeito, mas se pessoas boas, praticarem o bem, as coisas podem melhorar. Esse vitimismo e derrotismo, pregado pelos evangélicos, me enoja. Esses bordões e chavões me dão ânsia de vômito. Sempre amei e aguardei alguém que não tenho certeza que existe, mas sempre quis acreditar em sua doce e bela existência. Dizem que a esperança é esperar aquilo que não podemos ver ou sentir ou tocar. O que me mantém vivo? O que me faz continuar? O que me faz permanecer buscando a Deus e tentando fazer o bem? Como que um autista (Síndrome de Asperger) consegue tomar a iniciativa para fazer várias coisas? Como que um depressivo, infeliz e diagnosticado com tendência suicida ainda não se suicidou? Como que um historiador e professor de História é capaz de acreditar em Deus e na Bíblia? Alguma coisa dentro de mim, uma voz, ainda me diz para continuar e insistir e lutar. Essa voz me diz que eu devo fazer, porque se eu não fizer, ninguém vai fazer. Talvez, o meu nascimento não tenha sido um erro. Talvez, haja alguma razão para a minha existência. Talvez, essa seja a minha missão. Talvez, esse seja o meu propósito. Talvez, esse seja o meu destino. Fazer o que mais ninguém quer fazer. Fazer o “trabalho sujo” que os outros não querem fazer. Alguém tem que fazer. Alguém tem que ficar e lutar. Alguém tem que fazer a diferença. Talvez, esse alguém seja eu. (Filipe Levi)

ALGUÉM TEM QUE FICAR E LUTAR (ALGUÉM TEM QUE FAZER A DIFERENÇA)


“Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda”. (Apocalipse 22:11)

Muitos caíram fora por causa da hipocrisia, falso moralismo, legalismo e jugo pesado dos fariseus (religiosos hipócritas e fundamentalistas atuais). Alguém tem que ficar e lutar. Não tem homem para fazer, alguém tem que fazer. Se todos são hipócritas, alguém tem que ser sincero e verdadeiro. O legalismo afastou inúmeros adolescentes e jovens das igrejas. Filhos, sobrinhos e netos que foram oprimidos, humilhados, espancados e abusados sexualmente (EM NOME DE DEUS). Maridos que oprimem, humilham, escravizam, estupram e descem o cassete em suas esposas (EM NOME DE DEUS). Geralmente, feministas, militantes gays, criminosos, prostitutas, ateus, relativistas e muitos outros são filhos de pais crentes (que abandonaram as igrejas por não suportarem a hipocrisia e religiosidade maldita dos fariseus). Alguém tem que se opor a toda essa “surubada evangélica”. Alguém tem que acabar com essa “putaria gospel”. Esses crentes safados fazem mau uso do Santo Nome de Deus para sacanear as pessoas lhes impondo um jugo pesado e diabólico, cobrando uma “santidade” das pessoas que o próprio Deus nunca cobrou de ninguém (uma “santidade” que esses hipócritas mesmos não vivem, mas que adoram cobrar dos outros). Há dois mil anos a Igreja Cristã é assolada pelas mesmas heresias demoníacas de sempre. Satanás, o Diabo (o Pai da Mentira, ou seja, o Pai das construções ideológicas), tem assolado o Cristianismo com suas mentiras nefastas. Alguém tem que ser o “profeta rebelde e desocupado dessa história”. Alguém tem que fazer a diferença. (Filipe Levi)

SEJA ESTRATÉGICO (SEJA TÁTICO)


"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente." (2 Timóteo 2:4-5)

Quando se é um guerreiro (lutador e combatente) se deve pensar várias vezes antes de agir (pelo menos, em alguns casos específicos). Um grande guerreiro, um herói de verdade, não se importa em ser ferido ou morto, mas ele deve se importar com os civis (inocentes) que podem ser feridos ocasionalmente por um golpe ou bala perdida. Eu, jamais, poderei sacar uma arma e trocar tiros com bandidos ou terroristas em um lugar muito movimentado (cheio de pessoas), porque a probabilidade de algum inocente ser atingido sem querer é muito grande. Eu, jamais, posso beber bebida alcoólica (encher o caneco, encher a cara) e sair dirigindo por aí, porque o problema não é somente eu me ferrar, mas, sim, envolver pessoas inocentes no meio dessa merda que eu estou fazendo. Em uma ocasião, quando Ryu e Ken, estavam na Índia, quando esses grandes lutadores (duas feras) iam descer a porrada e o cassete em alguns bandidos, Dhalsim, o líder da aldeia chamou-lhes a atenção, para que pensassem antes de agir, pois aldeões inocentes poderiam sair feridos nesse combate. Sempre quando Goku vai enfrentar algum inimigo muito poderoso, ele leva a batalha para algum lugar isolado, para que civis inocentes não sejam atingidos e acabem sendo feridos em suas batalhas. A polícia quando invade uma favela (comunidade periférica) deve pensar nisso, para não envolver os moradores inocentes (civis indefesos) em seus combates bélicos e conflitos armados contra os traficantes. A Bíblia, a Palavra de Deus, apoia o combate (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Tanto Jesus, quanto, João Batista, e os apóstolos, Pedro e Paulo, nunca, jamais, ensinaram que combater é moralmente errado. A violência pode ser muito útil, se essa violência for usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros). Não devemos jamais usar os “bordões e chavões”, como, por exemplo, “amor, paz e perdão” para justificar e legitimar a omissão diante do mal, porque as Escrituras nunca ensinaram que amar e perdoar é se omitir perante a maldade. Quando você se cala diante da injustiça e da opressão e se omite em nome “do amor e do perdão”, você não é da “paz”, você só é covarde mesmo. Sempre esteja disposto a lutar (usar a violência mesmo), mas sempre em prol dos outros, e não de si mesmo. (Filipe Levi)

domingo, 10 de junho de 2018

O PUBLICANO E O FARISEU (HÁ DIFERENÇA ENTRE O CRISTÃO E O RELIGIOSO)


“Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras”. (Francisco de Assis)

Na história do publicano e do fariseu, Jesus nos mostra, claramente, que o publicano, reconhecia que era pecador e falho, estava verdadeiramente arrependido de seus pecados, e queria melhorar. Já o fariseu, hipócrita e falso moralista, legalista e fundamentalista, soberbo, arrogante e cheio de si, “arrotava santidade” se achando o “santarrão”, “bom pra caramba”, “cheio de unção” e mais superior do que os outros. Na história do Bom Samaritano, os religiosos hipócritas e falsos moralistas, se recusaram a ajudar um necessitado, fraco, indefeso e moribundo que precisava ser ajudado, ou seja, os religiosos “santos”, “cheios da unção e do poder” e “bons pra caramba” não tiveram compaixão pelo “pecador imundo” que precisava de ajuda. Já o “Bom Samaritano”, que era o “grande pecador imundo”, o “servo de Satã”, o “adorador do Diabo”, “o endemoniado”, “o revoltado e rebelde sem causa”, foi lá, se compadeceu do “pecador” que precisava de ajuda, teve compaixão dele e o ajudou. Um cavaleiro prova o seu valor por meio dos seus atos. Não são suas palavras que mostram quem você é de fato, mas, sim, suas atitudes de justiça, de virtude, de honra, de bondade e de compaixão, é que mostrarão quem você realmente de fato é. Ser “crente religioso” que vai à Igreja só para “bater cartão”, porque acredita na ilusão de que assim “garantirá um lugarzinho no Céu”; que dentro da Igreja é “santo”, mas fora é o Diabo em pessoa, é fácil. Ser “luz” dentro da Igreja, na frente do pastor e dos irmãos é fácil. Quero ver ser luz nas trevas, lá no mundo, onde é preciso ser homem de verdade para fazer a diferença. (Filipe Levi)

PROTESTANTE OU EVANGÉLICO?


PROTESTANTE OU EVANGÉLICO?

Ser protestante é não ser evangélico. Evangélico no sentido desse caldeirão cultural supersticioso existente DEVE SER NEGADO pelo protestantismo histórico, não o Evangelho. Ser protestante não nega o Evangelho, nega ser evangélico nos moldes atuais. Ser protestante é não ser evangélico como muitos dizem ser e não são seguidores do Evangelho de Cristo. O protestante tem de lutar para não ser enquadrado no evangelicalismo atual, tem que protestar contra a máquina gospel, protestar incansavelmente contra os mercenários. O protestante tem de protestar, não é opção nem pode haver acomodação. O protestante deve ser consciente de quem ele é e qual o seu propósito. O protestante deve ser histórico, conhecer suas raízes e sua origem, e não ser evangélico nos moldes de hoje. Não ser evangélico nos moldes de hoje é não se conformar com o mundanismo. O protestante deve ser confessional, deve estudar teologia reformada e história da igreja. Saber quem é e quem não é evangélico, como muitos se dizem ser. Evangélicos atuais não sabem o que é calvinismo, teologia reformada, confissão de fé, apologética, não sabem o que é ortodoxia protestante nem o seu valor. Evangélicos nunca debatem escritos teológicos de Lutero, Calvino, Owen, Edwards, Warfield, Hodge… – O que será que os seminários evangélicos discutem em sala de aula? O que os evangélicos estudam em classes de escolas dominicais? Algo relevante, doutrinário e profundo? Que tipo de evangelismo é gerado? Que tipo de igreja é desenvolvido? Que tipo de adoração é realizado? Ser protestante e não evangélico é não dormir o sono da acomodação, é ser inconformista, ter atitude, fazer alguma coisa por amor a Deus. Ser protestante é estar disposto a entrar no corredor da morte do mundo gospel, é ser mártir em espírito, é ser contestador e ser perseguido por causa da verdade de Cristo. Não ser palhaço de púlpito, encantador de serpentes nem animador de auditório. Não ser psicólogo nem filósofo, mas ser bíblico, radicalmente bíblico. Não apenas usar a Bíblia, mas ser desgastado por ela, usá-la como uma espada afiada contra os erros doutrinários. Usá-la não para enriquecimento vil, mas para a edificação dos fiéis e glorificação a Deus. Ser protestante e não ser evangélico é não construir seu sistema teológico em cima de letras de louvor gospel nem em frases de camisas. Muitos evangélicos são infrutíferos, pois alegam não ter tempo por causa do corre-corre do mundo, estão sempre ocupados. Ser protestante é “ser desocupado”, pois sempre arranja-se tempo para servir a Deus e a Igreja. Sendo assim, a Igreja precisa demais desses “desocupados” para avançar, para fazer algo e ter atitude. Igreja não é mercado, o Evangelho não é mercadoria e protestante não é evangélico marqueteiro. Ser protestante é tomar a sua rude cruz e seguir o Cristo crucificado e ressurreto, não é carregar a cruz de neon dos evangélicos. Ser protestante é não fazer alianças com o Egito gospel. É não aceitar os valores e os chavões do evangelicalismo atual. Evangélicos de hoje são conformados, ignorantes do conhecimento são; da sã doutrina. O protestante deve escrever em letras grandes que não acredita nos evangélicos contemporâneos, mas não deixa de crer no Evangelho. Importa que a mentira evangélica dos dias de hoje se espalhe para que a verdade apareça. — 1 Coríntios 11:19 diz: Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio. – O protestante deve declarar publicamente este manifesto anti-evangélico, pois é importante e fundamental que haja essa tensão entre protestantes e evangélicos. Ser protestante é não aplaudir a produção cultural do mundo gospel. Ser protestante é criticar o evangelicalismo sentimentalista e mercenário, é protestar contra o circo evangélico, é contestar a falta de substância de muitas igrejas evangélicas e dar graças por um povo fiel. A igreja evangélica em grande parte tem criado membros estúpidos e alienados. Qual é a identidade dos evangélicos de hoje? Mercado? Mundo? Mediocridade? Não ser evangélico é buscar, resgatar e fortalecer uma identidade sólida e histórica. Podemos traçar uma linha do tempo até a Igreja Primitiva. Os evangélicos atuais, em grande parte, são penetras no Banquete de Cristo e ainda tentam a todo momento expulsar o Anfitrião da festa. Em contrapartida os servos fiéis e protestantes pregam com reverência, honra e autoridade; uma voz que clama no deserto ou em meio à multidão gospel. Precisamos usar os meios de comunicação acessíveis para protestar contra esse caos evangélico. Protestante não é evangélico. Evangélico não é protestante. Evangélico não é anti-evangélico. Ser anti-evangélico é contestar os evangélicos mundanizados, é protestar. É ser contra os fiéis consumidores e honrar os adoradores. O protestantismo necessita resgatar seu vigor histórico e iconoclasta. É preciso quebrar os ídolos do mundo gospel. Se os protestantes não criarem essa tensão entre o evangelicalismo e o verdadeiro Evangelho quem irá criar? Quem irá protestar?

- Ricardo Murilo.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

AS FLECHAS DA JUSTIÇA E A ESPADA DO ESPÍRITO (FAÇA A DIFERENÇA)


"O sentimento de luta não deve ser medido pela probabilidade de vitória, mas, sim, pelos valores em defesa dos quais a luta foi feita".

Mesmo, sem ver e sem sentir, eu quero continuar tentando. Mesmo, olhando para o horizonte e não vendo nada. Olho para o futuro, e não vejo futuro. Mesmo, assim, quero continuar tentando. Quando vemos alguma coisa errada no mundo, nós temos duas escolhas. Nós podemos escolher não fazermos nada, ou podemos escolher tentar mudar o que está errado. O nada, eu já tentei. Eu prefiro tentar fazer alguma coisa. Quando nos omitimos diante da injustiça e da opressão, nós escolhemos o lado dos tiranos e dos opressores. Mesmo, não vendo resultados, continuarei orando e intercedendo pelas pessoas. Continuarei pregando o Evangelho, falando do Jesus da Bíblia. Mesmo, sem ver resultados e não vendo nada acontecer, eu tentarei fazer a diferença. Os meus textos, os meus escritos, são flechas lançadas do meu coração. A Bíblia é a minha arma (ESPADA DO ESPÍRITO). Quero usar todo o meu conhecimento e inteligência para fazer o bem. Não quero ser mais um religioso hipócrita que só vai à Igreja para “bater cartão”. Eu quero mesmo tentar mudar o que precisa ser mudado. Não me importo em ser ferido ou morto, se for para lutar em prol dos outros. Eu quero lutar por aqueles que não podem se defender sozinhos. Eu quero falar por aqueles que não tem voz para falar. Se ninguém faz nada, eu quero fazer. Não consigo olhar para tudo isso, e fingir que não estou vendo nada. Não consigo fingir que o pecado, o Diabo e seus anjos, os malfeitores e os mercenários religiosos que usam o Nome de Deus para fazer o mal, não são problemas meus e que eu não tenho nada a ver com isso. Se não tem homem para fazer, então, eu farei. (Filipe Levi)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (SERVIR E PROTEGER)


“Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco”. (Bruce Lee)

O legalismo religioso é o câncer da Igreja Cristã, um mal maligno, que sustentado em seus alicerces diabólicos e satânicos, fazem os religiosos cometerem atrocidades em Nome de Deus. São pais que espancam, oprimem, humilham e estupram os seus filhos em nome da desonra (“honrar os pais”). São maridos que oprimem, traem, humilham, escravizam e que descem a porrada em suas esposas em nome de um abuso de autoridade diabólico (“submissão ao marido”). Os “mais velhos” que oprimem, humilham, espancam e abusam sexualmente os mais jovens em nome do desrespeito (“respeitar os mais velhos”). Jesus só é o “paz e amor” quando convém. Deus só é “amor e misericórdia” quando é conveniente. Esses religiosos hipócritas comem um mosquito e arrotam um camelo (mania de arrotar santidade)! Esses desgraçados e malditos não entram no Céu, e também não querem deixar ninguém entrar. Para esses hipócritas e falsos moralistas, o serviço militar, as armas, a defesa pessoal e a legítima defesa é “tudo coisa do Satanás” (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Mas, na hora de descer a porrada e o cassete na mulher e nos filhos, eles não se lembram disso. A sexualidade, o sexo e o prazer sexual (TESÃO MESMO) é “tudo coisa do Satanás” (Cantares – Cântico dos Cânticos), mas na hora de abusar de mulheres, de meninas e de meninos, eles não se lembram de nada disso. O principal ministério de um homem é a sua esposa. Os filhos são heranças do Senhor (Deus). A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre ensinou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, ou seja, os soldados, policiais, magistrados e governantes são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. A obrigação e o dever do marido é honrar, respeitar e proteger a sua esposa. A obrigação e o dever dos pais é proteger, respeitar e cuidar dos filhos. A obrigação e o dever do pastor é orientar e proteger as ovelhas. A obrigação e o dever do governo (Estado) é servir e proteger o seu povo, os cidadãos de bem. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O dever dos mais fortes é defender e proteger os mais fracos. Deus criou o homem para ser um guerreiro e líder nato, mas o pecado desfigurou e desvirtuou isso. Quando as pessoas tem uma visão distorcida de sua referência paterna, elas costumam ter sérias dificuldades para se relacionar com Deus e com as outras pessoas. Nós, homens de Deus e cristãos verdadeiros, devemos, em Nome de Jesus (o Jesus da Bíblia), quebrar essas construções ideológicas macabras e satânicas. Nós, servos de Deus, devemos desconstruir esses ensinamentos diabólicos e demoníacos, que, infelizmente, se tornaram nos alicerces macabros e satânicos do Cristianismo. O legalismo religioso (hipocrisia e falso moralismo) deve ser extirpado da Igreja de Cristo. Essas tradições diabólicas, satânicas, macabras e demoníacas que se tornaram nos “bordões e chavões” dos cristãos devem ser quebradas, em Nome de Deus (o Deus da Bíblia), para o próprio bem da humanidade e da própria Igreja. (Filipe Levi)

HÁ DIFERENÇA ENTRE SER PACIFISTA E SER PACIFICADOR (A OMISSÃO DIANTE DO MAL)


Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Dietrich Bonhoeffer, Desmond Doss, Martin Luther King e Albert Einstein nunca pregaram a omissão diante do mal, pelo contrário, eles sempre pregaram contra isso. Esses homens nunca pregaram que ser da "paz" e "amar" é se omitir perante as coisas erradas. Eles nunca foram pacifistas, mas, sim, pacificadores. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser justo e ser idiota. Há diferença entre ser correto e ser retardado. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre amar e se omitir. Há diferença entre amor e omissão. Há diferença entre lutar pelo que é certo e acobertar os erros dos malfeitores. Há diferença entre ser “paz e amor” e ter compaixão pelos inocentes. Há diferença entre pregar a verdadeira paz e se omitir diante do mal por ser covarde mesmo. (Filipe Levi)

quarta-feira, 6 de junho de 2018

NUNCA SE CALE DIANTE DA INJUSTIÇA


“Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.”

Talvez, eu morra lutando, mas se eu morrer em um combate, que, pelo menos, seja em uma batalha com propósito. Eu quero mesmo mudar tudo o que precisa ser mudado. Não quero ser mais um hipócrita que vai se omitir. Vejo tanta impunidade e injustiça ao meu redor, que fico enjoado de tanto nojo. Pessoas boas morrem, e pessoas ruins continuam vivas praticando a maldade. A religiosidade vazia e hipócrita, a apostasia, tomou conta das igrejas evangélicas. Alguém precisa fazer o “serviço sujo” que os crentes da Igreja não querem fazer. Alguém precisa dar um basta nisso. Alguém precisa confrontá-los. Alguém precisa fazer a diferença. Eu sei que não posso barganhar com um Deus que não precisa de mim. Deus não precisa de mim, porque Ele é Soberano. Se Deus me der esse privilégio, aceitarei essa honra com muito prazer. Não posso fugir do meu chamado. Talvez, essa seja a minha missão. Talvez, esse seja o meu propósito. O fato de um autista (TEA – Transtorno do Espectro do Autismo - Síndrome de Asperger) ter como o seu tema principal de obsessão, a Bíblia e a História da Igreja, isso não pode ser só coincidência. Um historiador e professor de História que acredita em Deus e na Bíblia, também não deve ser só coincidência. Deus deve ter algum propósito nisso tudo. Eu tenho depressão e tendência suicida, e mesmo desejando a morte todos os dias, eu nunca me suicidei. Com certeza, tudo isso deve ser livramento de Deus. Tudo o que eu escrevo é com sinceridade. Eu realmente sou verdadeiro e autêntico (por isso, que muitas pessoas me odeiam e me detestam, por causa da minha sinceridade). Os meus textos são flechas lançadas do meu coração. Não sou santo e nem perfeito, pois reconheço que não mereço ser salvo, e que eu mereço o Inferno mesmo. Se sou salvo, é por causa da Graça de Deus, e não porque eu sou “santo” e “bom pra caramba”. Sou muito sincero quando escrevo textos sobre a Bíblia e sobre os heróis, porque eu realmente, de verdade, eu acredito mesmo nas coisas que escrevo. Eu quero mesmo fazer a diferença. Eu quero fazer algo para mudar o que precisa ser mudado. Eu sempre quis ser forte, eu sempre quis ser um grande guerreiro, para poder proteger os fracos e indefesos (eu escrevo essas coisas com o meu coração). Eu não me importo mesmo em ser ferido ou ser morto, se for por uma boa causa. Eu quero lutar pelo que é certo. Eu quero fazer o que é correto. Eu quero fazer o bem. Se um dia eu morrer, quero olhar para trás e saber que o meu nascimento não foi um erro, que a minha existência teve um propósito, e que eu realmente consegui fazer a diferença. Quando eu morrer, quero ter a certeza, de que fiz a coisa certa. (Filipe Levi)

SEPULCROS CAIADOS (BELOS POR FORA, MAS PODRES POR DENTRO)


“Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto”. (Marcos 4:22)

A sociedade (principalmente, os religiosos legalistas) sempre foi hipócrita. Para esses falsos moralistas, você não pode falar o que pensa, mas pecar escondido pode. Deve ser por isso que os “mais velhos” se incomodam tanto com os mais jovens, deve ser porque os adolescentes e jovens de hoje falam o que pensam. Claro, que antigamente era melhor. Antigamente, a mulher apanhava do marido e tinha que ficar quieta, porque a “empregada, saco de pancada e escrava” devia submissão ao “machão e valentão” do marido. Antigamente, as crianças, os adolescentes e os jovens, eram oprimidos, humilhados, espancados e abusados, e não podiam reclamar, porque os pais “pagavam as contas e sustentavam a casa”. Antigamente, mulher não merecia ser respeitada, porque “mulher é tudo vagabunda e tem que comer mesmo”. Antigamente, os “machões e valentões” costumavam ir aos prostíbulos e “puteiros” (muitas vezes, para serem as “mulherzinhas” dos garotos de programa), que não tinha problema, porque no domingo eles estavam lá “batendo cartão” na Igreja como sempre. Esses otários esquecem que o Deus que formou o olho sempre viu tudo isso (e continua vendo). Esses trouxas esquecem que o Diabo (o olho que tudo vê) não é conhecido como “o Tinhoso”, porque é burro e não sabe das coisas. Essa sociedade nojenta e hipócrita continua com sua hipocrisia e falsa moralidade como sempre, pensando que podem enganar a Deus e o Diabo. O mais ridículo são aqueles crentes safados que a vida inteira viveram na “putaria e na sacanagem”, aí depois ficam “arrotando santidade” apontando o seu “dedo imundo” para os “pecadores”. Só sabem usar “bordões” e “chavões”, pois são como robôs sem personalidade nenhuma. Bando de hipócritas! Raça de Víboras! Até quando vocês pensam que permanecerão na impunidade? Vocês não podem esconder e ocultar a sua hipocrisia e falso moralismo de Deus, o Deus que conhece todos os pensamentos e as intenções do coração, sabiam? Vocês prestarão contas por todos os adolescentes e jovens que vocês traumatizaram com o seu legalismo, jugo pesado e falso moralismo, sabiam disso? Bando de falsos! Um dia, vocês pagarão por todas as maldades e atrocidades que vocês cometeram em Nome de Deus, seus malditos. (Filipe Levi)

terça-feira, 5 de junho de 2018

O GOVERNO DE DEUS (O ESTADO IDEALIZADO POR DEUS)



Filipe Levi 06/06/18
O GOVERNO DE DEUS (O ESTADO IDEALIZADO POR DEUS)

INTRODUÇÃO:

O tema guerra sempre foi muito polêmico no Cristianismo, pois desde a Igreja Primitiva esse tema é discutido. Alguns Pais da Igreja demonizaram o serviço militar, mas outros Pais da Igreja defenderam a guerra justa abertamente. Devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses, a maior parte dos cristãos se recusaram a se alistar no Exército. Os cristãos primitivos começaram a se alistar em grande número no Exército a partir do ano 170, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos. O serviço militar era voluntário na época em que Roma estava em paz. Todos sabem que o Antigo Testamento ordenava até a pena de morte, e apoiava abertamente as guerras. Então, é lícito os cristãos hoje participarem de guerras, quando elas são travadas por razões justas? Neste artigo, pretendo mostrar as opiniões dos grandes teólogos da História do Cristianismo e o que a Bíblia diz a esse respeito.

No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). O apóstolo Paulo foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos.

Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, às práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem.

Neste artigo, mostrarei os argumentos bíblicos a favor do serviço militar e da política, e também as opiniões dos apóstolos, dos Pais da Igreja, e dos reformadores sobre esses assuntos tão polêmicos. Mostrarei que o Pacifismo não é bíblico, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, nunca apoiou tal ideologia, mas, sim, sempre defendeu o direito das pessoas inocentes se defenderem de agressores injustos, e de que é o dever do Estado punir os maus e louvar os bons.

A OPINIÃO DO PROFETA DANIEL:

“Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)

O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.

"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)


O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.

JESUS E AS AUTORIDADES DO SEU TEMPO:

“Jesus, aquele a quem em tudo devemos imitar, veio ao mundo em uma época difícil. O seu país estava sob o domínio do poderoso Império Romano e muitos dos direitos dos cidadãos do seu povo não eram respeitados. César era o soberano senhor de um vasto império e mantinha o poder com mão de ferro. Além disso, as autoridades religiosas do seu país haviam se corrompido a tal ponto que foi preciso Ele fazer uma "limpeza" no Templo expulsando os camelôs e os cambistas de lá.

Contudo, por pelo menos duas vezes, Jesus defrontou-se com momentos decisivos na área de submissão a autoridade. A primeira delas foi quando os cobradores do imposto do Templo confrontaram a Pedro perguntando se Jesus pagava ou não o imposto das duas dracmas (Mt 17:24-27). A segunda foi quando alguns espertalhões, que o queriam pegar em cilada, lhe perguntaram se era certo ou não pagar imposto a César (Mt 22:15-22; Mc 12:13-17; Lc 20:20-25).

Na primeira ocasião, Jesus disse a Pedro, que fosse ao mar e lançasse o anzol, pois no primeiro peixe que ele fisgasse teria uma moeda de valor suficiente para pagar o imposto de Jesus e o dele. Na segunda ocasião, a resposta d’Ele foi: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Ou seja, ao filho de Deus é certo pagar imposto ao Estado. Mas a autoridade do Estado não é ilimitada, acima dele está Deus. O Deus que a tudo vê e conhece o coração de todos os homens. Até mesmo o de César! A César o imposto; a Deus, e somente a Ele, a adoração.

Atentar para o verbo grego usado por Jesus, nos ajudará a entender a força e o sentido do Mandamento do Senhor. Ele usou o verbo apodote (de apodidomi - que significa: dar o que é devido; devolver; pagar de volta; entregar) em lugar de dounai (de didomi - que significa simplesmente dar). Os três evangelistas usaram a mesma palavra, significando assim que temos uma obrigação tributária para com o Estado.

Quando caiu nas mãos das autoridades judaicas que o entregaram para as autoridades romanas, Jesus, não questionou o seu poder, aliás, o seu abuso de poder. Por que Ele não fez isso? Creio que a sua resposta a Pilatos nos ajuda a entender a sua atitude aparentemente apática. Pilatos lhe disse que tinha autoridade para matá-lo ou para livrá-lo da morte. Então, Jesus lhe disse: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada" (Mt 22:37). Ou seja, Jesus sabia que acima de Pilatos, acima do Império Romano estava aquele que tem o controle total da situação, Deus. Pilatos estava no poder porque Deus, por mais contraditório que pareça, o havia colocado ali.

Assim, sendo, podemos notar que até mesmo aquele que tem todo o poder do Universo, o Senhor Jesus, quando se fez homem respeitou e obedeceu a lei dos homens.”
(Jabesmar A. Guimarães)

A OPINIÃO DO APÓSTOLO PAULO:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou, ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

“Estas são as minhas instruções: Ore, faça súplicas, pedidos e dê graças por todos os homens. Ore dessa forma pelos reis e por todos os outros que exercem autoridade sobre nós ou que ocupam cargos de alta responsabilidade, a fim de que possamos viver em paz e tranqüilidade, passando o nosso tempo vivendo piedosa e dignamente. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador. Pois ele deseja que todos sejam salvos e compreendam esta verdade”: (1 Timóteo 2:1-4)


O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.


“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)


Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.

Paulo evangelizou até a Guarda Pretoriana que o vigiava em uma ocasião. O apóstolo aproveitou que os guardas pretorianos o vigiavam para lhes falar da Salvação de Cristo. Em sua Carta aos Filipenses, Paulo até menciona sobre os santos do palácio de César, que provavelmente eram esses guardas e outros funcionários do governo que se converteram através dele.


A OPINIÃO DO APÓSTOLO PEDRO:


“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.


A OPINIÃO DE JOÃO BATISTA:


“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, quando batizou alguns soldados, ele não lhes recriminou por serem combatentes, pelo contrário, João Batista lhes incentivou a serem soldados, portanto, que eles fossem militares honestos, honrados e íntegros.


BONS EXEMPLOS DE MILITARES BÍBLICOS:


“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era um bom exemplo de militar, pois ele era honesto, justo, íntegro, sabia amar ao próximo, e ainda buscava a Deus. A Bíblia não compara o centurião Cornélio a uma prostituta (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas fazem), mas, sim, exalta as virtudes desse centurião como homem, militar e cidadão. Cornélio, segundo a Bíblia, é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)

O centurião de Cafarnaum também era um bom exemplo a ser seguido, pois o próprio Jesus o admirou como ser humano e militar. Cristo elogiou até a sua fé, e desprezou a religiosidade dos fariseus (as Testemunhas de Jeová e os evangélicos legalistas da época). Jesus Cristo andava com prostitutas e ladrões, e até elogiou um militar por sua fé e integridade, mas desprezou o legalismo e o fanatismo religioso dos fariseus. A Palavra de Deus afirma que os governantes, magistrados e soldados são servos de Deus, isto é, estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade.

REFUTANDO OS ARGUMENTOS BÍBLICOS DOS PACIFISTAS:

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do Pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com Pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao Pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o Pacifismo. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. A Igreja (instituição religiosa) não deve se engajar em lutas armadas, mas o Estado (que é ministro de Deus) tem a obrigação de lutar nas guerras físicas. A guerra da Igreja é espiritual; e a guerra do Estado é física. Paulo não era bipolar e nem esquizofrênico, ou seja, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente era na verdade um ensinamento sobre as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores (para que os criminosos não fossem punidos de maneira exagerada, mas, sim, de forma justa) e não um incentivo a represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo (Alegorismo).

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

Os heróis podem matar os vilões para proteger os inocentes se for necessário, pois o Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta significa “Não Assassinarás”. O Sexto Mandamento em hebraico é “Lo Tirsah”, e em grego é “Ou Foneuseis”, e em ambas as línguas usadas na Bíblia original, esse Mandamento se refere somente ao assassinato criminoso e nunca a legítima defesa. Portanto, os inocentes têm o direito de se defender ou de serem defendidos por alguém.

O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar).

SOBRE O SERVIÇO MILITAR:

Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou totalmente os juramentos, mas, sim, aquelas pessoas que não tem palavra e nem moral e que precisam fazer “juramentos” para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou os juramentos que são feitos em nome da verdade, da paz, da justiça e do amor (o casamento é um juramento de lealdade a sua esposa).

Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL:

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

Para mim, a omissão diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante o mal é tão culpado quanto aquele que o pratica. Os cristãos costumam se omitir diante das coisas erradas alegando um falso amor e uma falsa paz, mas Deus nunca aprovou a omissão perante as coisas erradas. A vontade de Deus é que nós, cristãos, defendamos os fracos e oprimidos. O Altíssimo quer que nós lutemos em favor dos indefesos. É nossa obrigação proteger os inocentes.

"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O Livro de Provérbios critica muito a injustiça e a omissão diante do mal, portanto, o conformismo perante as coisas erradas não é bíblico. Deus, o Altíssimo, deseja que nós pelejemos em favor dos fracos e necessitados, porque é da vontade d’Ele, que nós defendamos os indefesos e desamparados.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Deus estabeleceu o Estado (governo) para ser um servo de Deus (ministro de Deus). A função e o dever do governo é servir o povo, e não explorá-lo e oprimi-lo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores e louve os homens que praticam o bem.

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

Desejar ser herói (proteger os fracos e indefesos) não é coisa de “criança e de gente infantil”, mas é o que a Bíblia manda. As Escrituras ordenam que todos os servos de Deus sejam heróis (protetores e defensores). A vontade de Deus é que os fortes protejam e defendam os fracos.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.

O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais (macacos), porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O NOSSO PROPÓSITO (A NOSSA MISSÃO):

Os heróis lutam em prol dos outros. Os guerreiros honrados e íntegros usam os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça. Há diferença entre vingança e justiça. Nós queremos justiça, não, vingança. Criminosos são como ervas daninhas; quando se arranca uma, cresce, logo, outra no lugar. Seja íntegro. Lute em nome da honra. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Proteja os inocentes e os indefesos. Os verdadeiros heróis fazem o bem sem esperar nada em troca. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Fale por eles. Lute por aqueles que não podem lutar. Lute as batalhas deles. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Ajude-os. Se importe com aqueles que ninguém se importa. Tenha compaixão pelos fracos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja a esperança dos perdidos. Liberte os oprimidos da opressão. Faça a diferença. Seja um herói.

AS OPINIÕES DOS PAIS DA IGREJA E DOS REFORMADORES:

Muito se tem pregado que o Cristianismo Primitivo era contra o serviço militar, mas será que isso é verdade? Será mesmo que os cristãos primitivos condenavam o trabalho dos soldados? Pais da Igreja, como, por exemplo, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizavam o serviço militar, mas será que existiram Pais da Igreja que pensavam diferente deles? Será mesmo que os primeiros cristãos eram anarquistas e pacifistas? Já vimos que a Bíblia apóia o serviço militar. Então, existiram bispos que apoiavam?

Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.

Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.

Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é lícito pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.

Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores (Resistência ao Tirano). Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega, muito praticado pelos cristãos primitivos). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.

Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.

Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a Teologia da Guerra Justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.

Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável à pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.

Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.

Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa e a Resistência ao Tirano, pois ele desenvolveu uma Teologia para discutir sobre esses assuntos.

Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte, além de apoiarem a legítima defesa e as revoluções contra governos opressores e injustos também. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.

CRISTÃOS PRIMITIVOS QUE OCUPARAM CARGOS DE AUTORIDADE:

No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito, legítimo e bíblico para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, e os cônsules, Mânio Acílio Glábrio e Tito Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar. Os oficiais romanos, Sebastião, Jorge, Expedito, Marino, Marcelo e Maurício foram bons exemplos de militares cristãos que combateram na época da Igreja Primitiva.

CONCLUSÃO:

A vontade de Deus é que o governo não seja corrupto e nem repressor, mas, sim, um ministro de Deus para o bem-estar da sociedade. Deus instituiu as autoridades governamentais para estabelecer a lei e a ordem no mundo. Por causa do pecado, o homem é ruim por natureza; por isso, Deus estabeleceu o Estado para que ele seja um intermediador entre os homens. Há diferença entre a vingança pessoal e a correta justiça aplicada pelo Estado. A justiça pertence a Deus e as autoridades legalmente constituídas. É errado fazer justiça com as próprias mãos. Os homens precisam de regras para poder viver em sociedade. Existem religiosos alienados que dizem que os cristãos são embaixadores de Cristo e, por isso, eles não podem se envolver com a política e nem com o serviço militar. Isso é mentira do Diabo, porque Deus nunca condenou a política e nem o serviço militar. Não existe um versículo sequer na Bíblia que proíba os cristãos de ocuparem cargos de autoridade. A obrigação de todos os cristãos é intercederem a favor das autoridades governamentais, para que os governantes governem com justiça.

Durante a História, existiram incontáveis guerreiros honrados que lutavam em prol da justiça, e que não deixaram de ser bons por causa disso. Incrédulos e cristãos que combatiam baseados em princípios morais e valores éticos que fizeram a diferença no mundo. Os samurais (apesar da prática do ritual suicida quando eles eram derrotados) e os cavaleiros medievais eram guerreiros que tinham princípios éticos e bons valores. Como eu gostaria de ter vivido nas épocas em que os samurais e os cavaleiros existiam. As flechas do cristão só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça. A Bíblia não condena os homens lutarem, portanto, que eles lutem por causas nobres e justas. Mesmo, que tenham cristãos no exército inimigo, se esses “cristãos” estiverem combatendo do lado errado, eles devem ser combatidos também. Na Segunda Guerra Mundial, tiveram muitos “cristãos” que apoiaram Adolf Hitler, isto é, que eram nazistas mesmo, e eles pediram para morrer, porque escolheram o lado errado da guerra. Na Guerra Civil Americana, muitos “cristãos” eram assassinos cruéis, torturadores, estupradores e apoiavam a Escravidão, e esses mereceram morrer também. Em guerras justas, os cristãos devem optar pelo lado justo do conflito, e não pelo lado do opressor. Portanto, os cristãos que se alistam em exércitos mal-intencionados, estão arcando com as conseqüências desse ato, e vão colher exatamente o que plantarem. Quando os cristãos se omitem em situações de injustiça, eles escolhem o lado do opressor. Essa desculpa de que se o cristão matar os bandidos e os terroristas irá impedi-los de se converter não têm embasamento bíblico, pois tanto no Arminianismo Clássico quanto no Calvinismo, Deus já predestinou os salvos antes da fundação do mundo. Espero ter sido claro e objetivo neste meu artigo.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.