quarta-feira, 25 de julho de 2018

OS CRISTÃOS E O SERVIÇO MILITAR (SOLDADOS DE CRISTO)



Filipe Levi 25/07/18
OS CRISTÃOS E O SERVIÇO MILITAR (SOLDADOS DE CRISTO)

INTRODUÇÃO:

Será mesmo verdade que todos os cristãos primitivos eram pacifistas e pregavam contra o serviço militar? Tenho a mera impressão de que Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), que Ireneu de Lyon, que Eusébio de Cesaréia, que Policarpo de Esmirna e que Clemente de Roma discordariam dessa afirmação, pois todos esses Pais da Igreja reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam a guerra justa abertamente. Paulo declarou abertamente que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (e não por Satanás) e que são ministros de Deus (e não do Diabo) para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7). Pedro reconhecia a legitimidade das autoridades legalmente constituídas também e considerava o uso da força por parte do Estado para castigar os malfeitores legítimo também (1 Pedro 2:13-17). João Batista quando batizou alguns soldados não lhes aconselhou a abandonar o serviço militar, pelo contrário, ele lhes aconselhou a serem bons soldados (Lucas 3:14). A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o serviço militar, tampouco, Jesus e os seus apóstolos.

No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). O apóstolo Paulo foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos.

Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, às práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

AQUELE QUE PROTEGE (NÃO FUJA DO SEU CHAMADO):

"O sentimento de luta não deve ser medido pela probabilidade de vitória, mas, sim, pelos valores em defesa dos quais a luta foi feita".

Há batalhas que são travadas para proteger uma vida inocente; e há batalhas que são travadas para preservar a honra. Quantas vezes, você acha que pode escapar com vida da toca do leão sem ter nenhuma estratégia? Nunca deixe à ira e a paixão te desviarem do seu verdadeiro propósito. Não fuja do seu chamado! A ira entorpece a sua espada, portanto, não seja descuidado. Seja prudente. Seja sábio. Pense antes de agir. Seja estratégico. Seja tático. Sempre que tiver dúvidas sobre o que fazer, busque a Deus. Busque o seu Deus em oração. Cuide de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Não aja como um animal irracional (Tigre). Um animal apenas responde e reage por instinto. Um grande guerreiro (um homem prudente e sábio) pensa antes de agir, e procura outros caminhos e outros meios para vencer a batalha. Tenha domínio próprio (tenha autocontrole). O verdadeiro guerreiro é aquele que vence a si mesmo. Vença o Velho Adão, o Velho Homem (Demônio Interior). O verdadeiro campo de batalha é a mente. Um grande guerreiro precisa ter vontade, força e concentração. Seja forte e corajoso! Lute sempre em prol dos outros. O seu chamado, o seu propósito, a sua missão é proteger os inocentes. Use as suas armas e os seus punhos para proteger os indefesos. O seu dever é lutar em prol da justiça. Os verdadeiros heróis são Aqueles Que Enfrentam a Morte. Você é Aquele Que Protege. Não tenha medo da morte. Se for possível, morra com um sorriso no rosto (rindo da cara da morte). Combata o mal e os malfeitores. Proteja e defenda os fracos. Faça o bem.

RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (PERSEVERE NA FÉ):

"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente." (2 Timóteo 2:4-5)

Um guerreiro sempre procura explorar as fraquezas do seu inimigo. Espera o momento oportuno em que ele abaixa a guarda para poder acertá-lo. Assim, Satanás faz. O primeiro alvo de seu ataque sempre será uma necessidade física sua. O Diabo conhece o ser humano, portanto, ele sabe como derrubá-lo. Durante milhares de anos, Satanás analisou os homens e os estudou para poder conhecer todas as suas forças e as suas fraquezas. No meu caso, Satanás sabe quando a minha libido está alta (para usar a promiscuidade sexual contra mim) e quando as minhas, endorfina e serotonina, estão baixas (para usar a depressão e se aproveitar de minha tendência suicida). Lúcifer sabe quando a minha adrenalina (química da coragem) está alta, e quando eu estou cheio de adrenalina, me torno num “homem-bomba ou kamiquaze”, isso pode ser vantajoso para mim ou não. O Diabo não é esse tolo e sonso que os crentes pregam por aí. Satanás não é conhecido como o “Tinhoso” porque ele é bobo e burro. Ele não é conhecido como o “olho que tudo vê”, porque é cego. Satanás, o Diabo, não era só músico, mas também era um líder militar. Ficar com legalismo, fanatismo e fundamentalismo religioso não vai ajudar na luta contra o Diabo. As mandingas dos hereges do Movimento Batalha Espiritual não representam nenhuma ameaça contra Satanás. Somente, o Nome de Jesus e o poder de sua Palavra (Bíblia) representam uma verdadeira ameaça para o Diabo e seus anjos. Se fortaleça em Deus e na sua Palavra. Dedique-se a oração e estude profundamente as Escrituras (Bíblia). Busque a santidade bíblica (por amor e não por medo). Não busque a Deus por interesse, mas busque-o por gratidão. Seja forte e corajoso. Não demonstre medo diante de seus inimigos. Os malfeitores e os demônios sentem o cheiro do seu medo. Implorar pela vida ou para não ser ferido, apenas atiçará o sadismo desses sádicos e aumentará a sensação de poder desses opressores. Nunca pare de lutar enquanto a luta não acabar. Muito mais do que saber bater (há diferença entre ter técnica para lutar e simplesmente bater como uma mula), você tem que ser resistente para aguentar apanhar também. Se você tem poder, use o seu poder para salvar aqueles que não tem poder. Se você é forte, use a sua força para proteger os fracos. Se você tem voz, fale por aqueles que não podem falar. Liberte os acorrentados das correntes infernais da opressão. Lute em favor dos fracos e oprimidos. Ajude os excluídos e desamparados. Tenha compaixão por aqueles que ninguém se importa. Coloque-se no lugar do outro, sinta a dor do outro, para, assim, você poder compreendê-lo. Faça justiça aos oprimidos. Defenda os fracos. Proteja os inocentes e indefesos. Quando o poder de fazer o bem estiver em suas mãos, não deixe de fazer o bem a quem de direito. Faça a diferença. Faça o bem. Se não tem ninguém para fazer, faça você mesmo. Alguém tem que fazer.

A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS HERÓIS:

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Todos nós devemos decidir o que queremos proteger. Todos querem proteger algo, alguém ou alguma coisa. Queremos sempre proteger algo ou alguém que seja importante para nós. A verdadeira força não está no ódio que sentimos pelos nossos inimigos, mas, sim, no poder do amor que é liberado quando protegemos a quem amamos. Não é o ódio que libera a nossa verdadeira força, mas, sim, o poder do amor. A principal característica de um herói é o amor.

Quando todos se omitem diante do mal. Quando todos se conformam com as coisas erradas. Quando todos folgam com a injustiça. Quando todos te perseguem, porque você ousa questionar o que está errado. Os heróis são aqueles que fazem o que ninguém mais quer fazer. Se não tem quem faça, se não tem ninguém para fazer, o herói tem que tomar a iniciativa e fazer. Muitas vezes, os heróis são desprezados, rejeitados, abandonados e excluídos. Mesmo, você sabendo que levará a pior e que se dará mal por fazer o bem, mas mesmo, assim, você ousa fazer o que é correto, você é corajoso de verdade. Quando você ousar desafiar os malfeitores. Quando não temer o perigo e nem a morte. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você estiver disposto a morrer lutando pelo que você acredita. Quando você amar tanto os seus amigos que você estaria disposto a morrer no lugar deles para salvá-los. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você estiver na lista dos mais procurados do Diabo. Sinta-se honrado, pois é isso que te faz ser um herói.

O PROPÓSITO DOS HERÓIS:

"Se Deus impor as mãos sobre você todo o mundo saberá. E você não será conhecido aqui, você será conhecido no Inferno." (Leonard Ravenhill)

Existem pessoas que são pontos de luz no escuro. Pessoas boas que fazem a diferença nesse mundo decaído e pervertido. Homens e mulheres que ousam questionar as coisas erradas e fazer a diferença. Pessoas que se importam mais com os outros do que consigo mesmas. O herói, apesar de toda a escuridão que tem dentro de si, ainda a chama da esperança queima em seu coração. A sua luz interior ilumina o seu caminho para combater o mal e fazer justiça aos oprimidos. Os heróis são homens que vivem e morrem em nome da honra. O cavaleiro prova o seu valor por meio dos seus atos. O verdadeiro herói é aquele que usa os seus punhos e as suas armas somente para lutar em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

Há um herói dentro de cada um de nós. Que nos incentiva a sermos íntegros, que nos enobrece. Muitas vezes, para fazer o bem, precisamos desistir do que mais queremos. Desistir até mesmo dos nossos sonhos. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Se importar mais com os outros do que consigo mesmo. São homens assim que fazem a diferença. São homens assim que mudam o mundo. Homens que também tem as suas fraquezas, mas eles as superam, por algo maior do que eles próprios. A coragem não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo. Homens que resistem à dor e vencem o medo. Homens cheios de coragem e de ousadia que ousam fazer o que ninguém mais quer fazer. Homens que estão dispostos a se sacrificar pelo semelhante. A inteligência deve ser usada para o bem da humanidade. Isso é um privilégio. Quando Deus nos escolhe para fazer a diferença e mudar a História, Ele não está tapando buraco (não se pode barganhar com um Deus que não precisa de você). Se Deus te escolher para fazer a diferença, Ele está te dando um privilégio. Isso é uma grande honra. Então, honre e valorize essa oportunidade que Deus lhe deu.

É muita ingenuidade acreditar que quando você invadir o território do seu inimigo, travando batalhas contra os seus soldados, resgatando os perdidos das trevas, libertando os acorrentados das correntes infernais, libertando os oprimidos da opressão, causando o caos e a desordem em seu reino, e ainda querer sair com os reféns resgatados e não querer ser notado. Quando você prega o Evangelho e busca fazer a vontade de Deus, isso chamará a atenção do Diabo e seus anjos (de todos os malfeitores em geral, tanto criminosos comuns quanto religiosos maus). Se você ousar se opor ao Diabo e seus seguidores, eles virão para cima de você. Se Deus impor as suas mãos sobre você, e as pessoas ao seu redor verem a Glória de Deus em sua vida, por meio de suas atitudes e gestos de justiça, de compaixão e de bondade, você não será conhecido somente aqui na Terra, mas também será conhecido no Inferno. Faço das palavras de Leonard Ravenhill minhas palavras também: “A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo”. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando.

O PERIGO DAS CONSTRUÇÕES IDEOLÓGICAS (AS MENTIRAS DO DIABO DURANTE A HISTÓRIA DA IGREJA):

Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica. Satanás, o Diabo, desde o início sempre distorceu as Escrituras e as "filosofias humanas". Satanás é o Pai da Mentira, um mestre na arte da enganação. O Diabo não é esse bobo e sonso que os crentes pregam por aí. Podem acreditar que o "olho que tudo vê" não é cego. O Tinhoso não é ingênuo e nem burro (ao contrário do que os evangélicos pensam). Mentiras diabólicas e ensinamentos satânicos (como o Pacifismo, a antisexualização dos cristãos, o antissemitismo, a Teologia da Prosperidade, o famoso bordão "Não julgueis" e a famosa "imunidade parlamentar" do "não toqueis no ungido do Senhor", essas são as maiores mentiras criadas por Satanás que imperam dentro da Igreja de Cristo). Infelizmente, a inteligência nunca foi o ponto forte dos "cristãos", mas, sim, o legalismo religioso e a ignorância teológica mesmo. Enquanto, o pecado idiotiza as pessoas, ou seja, emburrece o homem, o mundo e a Igreja, continuam fazendo do "jeito que o Diabo gosta".

Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a paz e a justiça.

O QUE A BÍBLIA (A PALAVRA DE DEUS) ENSINA REALMENTE DE FATO SOBRE O COMBATE E AS GUERRAS:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou (Daniel 5:20-21), ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)


João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do Pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com Pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao Pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o Pacifismo. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. A Igreja (instituição religiosa) não deve se engajar em lutas armadas, mas o Estado (que é ministro de Deus) tem a obrigação de lutar nas guerras físicas. A guerra da Igreja é espiritual; e a guerra do Estado é física. Paulo não era bipolar e nem esquizofrênico, ou seja, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque o ensinamento “olho por olho e dente por dente” era sobre as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores (para que os criminosos não fossem punidos de forma exagerada) e não um incentivo a represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo (Alegorismo).

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

A ESPADA DO ESPÍRITO:


“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.



BUSHIDO (CÓDIGO DO GUERREIRO):


As principais virtudes do Bushido são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais (macacos), porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O MESTRE DE TODOS OS BANDIDOS (O MAIOR DE TODOS OS VILÕES):

Satanás, o Diabo, procura fraquezas (quando estamos com a guarda-baixa, para nos golpear). Ele dissemina heresias destruidoras e ensinamentos satânicos nas igrejas (usa coisas aparentemente "bíblicas", "evangélicas", "cristãs", "fofinhas" e "bonitinhas" para ludibriar e enganar as pessoas). É como se existisse uma cerca elétrica, e Satanás, tenta encontrar algum ponto vulnerável para tentar entrar. Ele é um mestre do disfarce, um mestre do ilusionismo. O Diabo usa coisas com a "patente evangélica" e "gospel", baseadas em versículos bíblicos distorcidos e fora de seus verdadeiros contextos para destruir as vidas das pessoas, e por meio do pecado, levá-las a perdição (morte eterna). Acreditem, o Príncipe das Trevas conhece muito bem as Escrituras, e ele é muito habilidoso com a Bíblia. O Diabo é um grande "teólogo", e também conhece muito bem a História da humanidade. Quando uma mentira é dita mil vezes, ela acaba se tornando numa "verdade”. Assim, se constrói uma construção ideológica. Os mesmos pecados de Gênesis e as mesmas heresias da época da Igreja Primitiva são usados até hoje para proliferar a destruição e para furtar o coração dos homens. Satanás não é ignorante, nem burro e nem um animal. Ele pode ser metódico e sistemático, mas ele conhece muito bem o ser humano e sabe como derrubá-lo. Se nós, cristãos, nos basearmos nas Escrituras (termos uma boa base teológica) teremos grandes chances de vencermos. Temos que ter sustentação na nossa fé. Devemos dar prioridade à oração (nossa relação e comunhão com Deus). Devemos ter "foco de tiro". Devemos sempre manter o foco. Satanás tenta desviar o foco das pessoas para coisas secundárias (para que os cristãos não se importem com o que realmente importa). Devemos buscar sabedoria em Deus, para que possamos resistir às ciladas, armadilhas e ataques do Diabo.

O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA:

O verdadeiro campo de batalha de todo ser humano é a mente. Satanás atua principalmente usando sugestões diabólicas ocultamente as infiltrando nas mentes das pessoas. O verdadeiro contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja (isso não invalida a luta do Estado, que é ministro de Deus, ensinado em Romanos 13). O primeiro alvo do ataque de Satanás será sempre uma necessidade física sua. O Diabo é o Pai da Mentira, mas muitas vezes, ele distorce a verdade ou não a conta totalmente para poder enganar as pessoas (assim, como ele fez com Adão e Eva no Jardim do Éden). Lúcifer costuma usar muito as Escrituras (as distorcendo totalmente usando versículos bíblicos fora de seus verdadeiros contextos apenas para pregar o que lhe é conveniente, claro). Eu sou um "pouquinho" mais esperto do que a grande maioria dos evangélicos, mas ainda tenho a mera impressão de que o Diabo é muito mais esperto do que penso, acho e imagino que ele seja. Estudem a Bíblia, a Palavra de Deus! Procurem ter comunhão com Deus! Busquem a santidade (santidade bíblica, e não o maldito legalismo religioso hipócrita)! Busquem ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus! Assim, vocês sairão vitoriosos contra o Diabo e seus anjos.

CONCLUSÃO:

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie", um "grande pacifista", ou o "Bob Marley", menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

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