sexta-feira, 29 de março de 2019

OS CRISTÃOS DEVEM PRATICAR ARTES MARCIAIS?



Filipe Levi 29/03/19
OS CRISTÃOS DEVEM PRATICAR ARTES MARCIAIS?


SOBRE O COMBATE:

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco" (Bruce Lee)

"Vocês não sabem que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado". (1 Coríntios 9:24-27)


O apóstolo Paulo nesse trecho da Bíblia se referiu à corrida esportiva e também ao Pancrácio (arte marcial grega). Assim, como Paulo sempre usou o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã, ele também se referiu ao esporte como bom exemplo a ser seguido pelos crentes em Jesus. O contexto desse capítulo não é a demonização do esporte, pelo contrário, é o lado positivo do esforço dos atletas em alcançar a sua meta nos campeonatos. Esse contexto ensina exatamente o que as artes marciais sempre ensinaram, que o verdadeiro guerreiro deve lutar contra si mesmo, ou seja, que o homem deve dominar a sua própria natureza (exatamente o que Paulo ensina nesse capítulo). O contexto desse capítulo é a luta contra o pecado, isto é, é a batalha que todo servo de Deus deve travar contra a sua própria natureza pecaminosa.

"Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras". (2 Timóteo 2:5)


Novamente, Paulo se referiu ao Pancrácio neste versículo, porque para ele, assim, como o serviço militar, o esporte também é um excelente exemplo para os cristãos seguirem na sua vida cristã.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo reconheceu o uso legítimo da força aplicada pelas autoridades constituídas contra os criminosos, portanto, os militares e policiais, têm a autorização e a aprovação de Deus para usarem a violência contra os bandidos, porque essa é a vontade de Deus. Paulo indicou o uso legítimo de armas letais contra os marginais quando necessário. Portanto, até o “Apóstolo dos Gentios” apoiava o combate.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro também reconheceu que a função dos militares e policiais é usar a violência (dentro da lei) para castigar os malfeitores. Tanto Paulo quanto Pedro reconheciam o uso legítimo da força bruta e até de armas letais para se punir os criminosos. Se a Bíblia autoriza até militares e policiais matarem na guerra se for necessário (segundo Paulo, os soldados e policiais são ministros de Deus), seria uma grande incoerência a Palavra de Deus condenar a prática de lutas esportivas.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Para João Batista nunca houve nenhum problema em homens de Deus serem soldados, portanto, que eles sejam militares honrados e íntegros, ou seja, que exerçam a sua função e dever com integridade e honestidade.

A Bíblia, a Palavra de Deus, também conta sobre guerreiros que lutavam em prol da justiça. Homens que guerreavam e nem por isso deixaram de ser bons.

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era um bom exemplo de militar, pois ele era honesto, justo, íntegro, sabia amar ao próximo, e ainda buscava a Deus. A Bíblia não compara o centurião Cornélio a uma prostituta (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas fazem), mas, sim, exalta as virtudes desse centurião como homem, militar e cidadão. Cornélio, segundo a Bíblia, é um bom exemplo a ser seguido.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)

O centurião de Cafarnaum também era um bom exemplo a ser seguido, pois o próprio Jesus o admirou como ser humano e militar. Cristo elogiou até a sua fé, e desprezou a religiosidade dos fariseus (as Testemunhas de Jeová e os evangélicos legalistas da época). Jesus Cristo andava com prostitutas e ladrões, e até elogiou um militar por sua fé e integridade, mas desprezou o legalismo e o fanatismo religioso dos fariseus. A Palavra de Deus afirma que os governantes, magistrados e soldados são servos de Deus, isto é, estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade.

O centurião Júlio mencionado no capítulo 27 do Livro de Atos, também era um oficial romano muito digno e honrado, que tratou o apóstolo Paulo com muita humanidade e dignidade. Todos os centuriões mencionados no Novo Testamento eram justos e honestos, isto é, bons exemplos a serem seguidos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente era na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo (olho por olho e dente por dente era um ensinamento para que os criminosos fossem punidos de forma justa e não de maneira exagerada). Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo.

Um Pai da Igreja chamado Tito Flávio Clemente, conhecido como Clemente de Alexandria, foi um grande teólogo e filósofo cristão do século II. Clemente defendia a prática de esportes (inclusive, do Pancrácio, a arte marcial grega). Clemente de Alexandria relata que a prática do Pancrácio era comum entre os cristãos primitivos do segundo século. No século II, surgiram os primeiros filósofos e historiadores cristãos. Desde o primeiro século, existiam soldados cristãos, mas eram bem poucos, devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses. Com certeza, no século I já existiam lutadores de Pancrácio cristãos (até porque todos os soldados aprendiam Pancrácio para poderem lutar nas guerras). No século II, o alistamento militar e a prática do Pancrácio se tornaram mais comuns entre os cristãos primitivos.

Existem cristãos que defendem o serviço militar e que condenam as artes marciais, mas isso é uma tremenda incoerência. Para eles, o cristão pode dar facada e dar tiro, só não pode dar porrada. Artes marciais significam literalmente "artes militares". O nome militar é derivado do nome marcial, ou seja, militar significa marcial. Wushu significa literalmente "Técnica Militar". Os cristãos se abstendo da idolatria e usando a luta para o bem, não implica em problema algum a prática de artes marciais.

A APATIA E A OMISSÃO DOS EVANGÉLICOS:

"A apatia está por toda a parte, ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso." (Charles H. Spurgeon)

Verossímil ou Sofisma é contar uma “meia verdade”, acrescentando alguns erros e mentiras nessa “verdade”. Tipo, o que os hereges do “Movimento Batalha Espiritual”, Rebecca Brown e Daniel Mastral, fazem para satanizar as artes marciais. Tipo, o que o Josué Yrion faz para satanizar desenhos animados e videogames. Tipo, o que o David Miranda fazia para satanizar vestimentas e a televisão. Os religiosos legalistas são peritos em usar “meias verdades”, ou seja, o Verossímil e o Sofismo para pregar as suas mentiras diabólicas. O que interessa e importa é o que a Bíblia ensina e não o seu achismo. Primeiro, a Bíblia, depois a sua opinião pessoal.


A Origem das Artes Marciais Chinesas:

O Kung Fu é uma arte marcial chinesa tão antiga a ponto de se desconhecer a sua origem. Lendas chinesas contadas por volta de 2.000 anos antes de Cristo, mais escritos e desenhos encontrados em construções antigas datadas dessa mesma época, mencionam uma arte marcial conhecida como Wushu, que expressava algo como poderio da dinastia "Wu" e esse é o nome original do Kung Fu.
O Templo Shaolin, a Meca dos praticantes de Wushu, somente apareceu no século V da era cristã e foi nesse mosteiro, perto de Cantão, que se desenvolveram os principais e mais famosos estilos de Kung Fu praticados hoje. Influenciados pela filosofia budista, os alunos de Wushu não se distinguem por faixas e suas regras são muito rígidas. O nome atual surgiu a partir do contato com o Ocidente, pois para explicar aos estrangeiros o segredo dessa arte milenar, os chineses diziam "Kung Fu", devido à dificuldade dos estrangeiros de pronunciarem corretamente "Wushu" e o nome popularizou-se sendo aceito até mesmo na China. Na década de 70, o Kung Fu ganhou projeção mundial graças aos filmes estrelados por Bruce Lee e à série de TV Kung Fu com David Carradine.
1- É dito que todas as artes marciais tiveram a sua origem no Wushu ou, pelo menos, sofreram algum tipo de influência.
2- O Kung Fu é a luta mais diversificada do mundo, possuindo tanto técnicas de pernas quanto de braços de longo e curto alcance, arremessos e imobilizações.
3- É a arte marcial que possui o maior número de estilos, aproximadamente mais de 300 estilos diferentes e, por isso, é considerada a mais abrangente.
4- O Wushu também é a luta que possui o maior arsenal de armas, porque cada estilo possui as suas próprias armas.
5- O Kung Fu possui como uma de suas características principais a imitação do movimento dos animais, que acaba tornando essa arte milenar uma das mais belas e chegando a ser considerada por alguns como sendo a mais bonita.

O que é Kung Fu?

Kung Fu é o nome conhecido pelos ocidentais como a luta chinesa e originalmente significa "Habilidade Desenvolvida", o nome foi apresentado pelo famoso Bruce Lee ao mundo e que na China tem o nome específico de "Wushu" que significa "Técnica Militar". O Kung Fu é uma arte marcial completa, isto é, trabalha tanto a força como a suavidade, a rigidez como a flexibilidade, o físico como a mente, unindo em uma só, buscando os seus equilíbrios e a conformidade entre o interno com o externo. Por ser completo, qualquer um que esteja disposto a aprender essa luta, desenvolverá com as mais variadas finalidades realizando assim os seus objetivos de maneira natural e saudável em plena harmonia com o seu corpo, mente e natureza.
- É uma filosofia, ou seja, um meio de vida que nos dá força interna para suportarmos os problemas diários.
- Nos dá coragem para enfrentarmos todos os obstáculos.
- Proporciona uma ginástica saudável, tanto física quanto mental.
- Além disso, nos dá uma disciplina rígida.

Benefícios da prática do Kung Fu:

1- Longevidade e prevenção da lesão
Todas as aulas de Wushu começam com o aquecimento muscular e das articulações para depois iniciar os exercícios de flexibilidade; isto é feito com a finalidade de prevenir contusões, lesões de tendões e de músculos. É importante para todas as idades evitando envelhecimento precoce e também ideal para prevenção de processo inflamatório que pode ocorrer nas pessoas que trabalham com computadores.
2- Melhor capacidade aeróbica
Visa desenvolvimento progressivo de capacidade cardiovascular a fim de melhorar a aptidão corporal nos exercícios específicos de Kung Fu. Os benefícios são semelhantes aos da ginástica aeróbia, como queima de calorias, resistência física, fortalecimento muscular, coordenação motora e agilidade.
3- Modelagem corporal
O trabalho muscular de Wushu é de forma dinâmica e multi-direcional (não é estática como no halterofilismo); a energia de alto impacto bem como a força explosiva dessa luta se gera através de contração muscular acelerada. Portanto, a modelagem corporal dos praticantes é de forma definida e proporcional sem hipertrofia local, porque o desenvolvimento do Kung Fu é direcionado para proporcionar o seu melhor uso técnico e não apenas para fins estéticos.
4- Qualidade mental
Os exercícios físicos de Wushu ajudam “descarregar” as tensões geradas por estresse vivido no dia-a-dia e os treinamentos de meditação melhoram o nível de concentração e direcionam os praticantes buscando o seu conhecimento próprio e proporcionando assim o estado de estabilidade emocional tornando-os autoconfiantes e tranqüilos, gerando assim alta produtividade no trabalho.
5- Qualidade espiritual
No Kung Fu, "o espírito" representa doutrina e disciplina de vida, pois é uma aprendizagem de ser, pensar e viver. A essência espiritual dessa arte é desenvolvida através de constante reflexão e desafio próprio e os praticantes através desse processo vêm desenvolvendo progressivamente as qualidades espirituais como a coragem, retidão, sacrifício, respeito, perseverança, paciência, paz, fraternidade e etc. O Espírito do Wushu vem sendo moldado durante vários séculos e transmitido para as gerações; O Kung Fu não é um esporte somente de exercício muscular, mas também de exercício intelectual, espiritual e sobretudo cultural.
6- Defesa pessoal
Por ser uma arte marcial, todas as técnicas de Wushu tem a sua prática voltada para a defesa própria, mesmo aqueles estilos que aparentemente são direcionados para finalidade de terapia ou promover um melhor estado de saúde. O Kung Fu tem como objetivo o desenvolvimento técnico global visando dominar todas as distâncias e direções de luta, executando assim com eficiência e simplicidade.

Diferença entre Shaolin do Norte e Shaolin do Sul:
“Muitas pessoas me perguntam qual a diferença entre o Kung Fu Shaolin do Norte e o do Sul. Historicamente falando, é um assunto muito rico e detalhado e que provavelmente não caberia em um post só. De uma forma geral, cada estilo foi desenvolvido de acordo com as condições geográficas do Norte e Sul da China. A parte Norte da China é uma região montanhosa, por isso, o uso das pernas no Shaolin do Norte é mais acentuado. Ter uma base sólida com pernas fortes e resistentes. No Sul da China se cultivam os arrozais, que são campos alagados, onde as pessoas tinham que se equilibrar em cima das barcas. Por isso, o uso acentuado dos braços, com ataques rápidos e fortes.
Lembrando que os dois estilos tem movimentos que envolvem o uso de pernas e braços, mas cada um com suas características específicas".

O MEDO É A MAIOR ARMA DO OPRESSOR:

O medo é a maior arma dos opressores. O ditador que oprime o seu povo. O marido que oprime a sua esposa. Os pais que oprimem os seus filhos. O pastor que oprime as suas ovelhas. O Diabo que oprime os seus seguidores. A maior arma da opressão é o medo. O opressor lhes conquistou o espírito. Tenha a coragem e a ousadia de enfrentá-los e desafiá-los. A coragem não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo. Seja corajoso! Tenha coragem! Enfrente o seu medo. Combata o mal.

O TIGRE E O DRAGÃO (DOMÍNIO PRÓPRIO):

“Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se”. (Provérbios 25:28)

O Tigre é um animal irracional, uma fera, que somente age por instinto. O Tigre não pensa nas consequências dos seus atos, e sai matando e destruindo tudo o que encontra pelo caminho. O Dragão (no contexto oriental, e não no contexto do Apocalipse, seus crentes burros) representa a Sabedoria, porque o Dragão é sábio e teme pelo poder de sua força, porque ele tem consciência de que o seu poder pode causar dano nos outros. Os nossos punhos e as nossas armas somente devem ser usados em Nome da Justiça. Não Justiça para nós mesmos, mas Justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. Não devemos usar os nossos punhos em causa própria e as nossas armas devem ser usadas em prol da Justiça.

SAMURAI (AQUELE QUE SERVE):

Samurai significa "Aquele Que Serve". O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Um samurai deve proteger as pessoas que estão sob a sua proteção. A sua espada e as suas flechas só devem ser usadas em prol da justiça, em prol dos outros. Seja como um samurai, lute em favor dos outros. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Fale por aqueles que não têm voz. Proteja os indefesos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja um defensor e protetor, seja um verdadeiro herói.

SOBRE A IDOLATRIA:

“Não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas cousas, com o uso, se destroem”. (Colossenses 2:21-22)

Alguns “ex-satanistas” costumam propagar mentiras sobre as lutas esportivas, pois eles mentem descaradamente deturpando o contexto de versículos bíblicos (que não tem nada a ver com o assunto), e também distorcem o contexto histórico das artes marciais. Os leigos, ou seja, as pessoas que não conhecem as lutas esportivas, acabam acreditando em suas mentiras baseadas apenas em seu preconceito religioso ridículo.

“Um assunto controvertido no Cristianismo de hoje é se um cristão deve ou não praticar artes marciais. Alguns dizem que por causa de sua origem não-cristã (misticismo oriental), nenhuma forma de arte marcial deveria ser praticada por cristãos. Entretanto, uma origem não-cristã, por si só, não pode ser um fundamento suficiente para se rejeitar as artes marciais, uma vez que este ponto de vista comete o erro que chamamos de "falácia genética". O que isto quer dizer? Uma falácia é um argumento enganoso e sem fundamento. O termo "genética" quer dizer neste caso "origem". Assim, uma falácia genética é um argumento infundado que pressupõe que uma vez que a procedência de uma crença ou prática esteja errada (por não ter uma raiz cristã), sem considerar as suas modificações, ela ainda estaria errada hoje”.

“De fato, se fôssemos coerentes ao aplicar esse tipo de lógica, nós deveríamos abandonar a astronomia, porque suas raízes encontram-se no método da astrologia. Entre os movimentos religiosos que usam e abusam da falácia genética se encontram as chamadas "Testemunhas de Jeová"; estas se recusam a comemorar aniversários natalícios, Natal e Ano-Novo, pelo simples fato de estas comemorações terem origem no paganismo. Em nenhum momento se leva em conta o desenvolvimento e a evolução de uma crença ou prática. Ao invés de cometer a falácia genética, seria melhor tentar verificar o quanto de influência as crenças originais podem ter sobre um objeto de discussão, antes de descartá-lo prematuramente”.


A primeira arte marcial a surgir foi à luta “Vajramushti”, que surgiu há mais de 5.000 anos atrás. Essa é uma arte marcial de origem indiana. Não sei muito sobre essa luta, mas sei que como todas as artes marciais, a sua origem é militar, isto é, ela foi criada para o combate, e não necessariamente para se cultuar os deuses. Se essa luta se originou na religião hindu ou qualquer outra religião pagã não importa, porque a origem não quer dizer nada. O que importa é o desenvolvimento dessa coisa durante o curso da História, pois muitas coisas (como as artes marciais) mudaram com o passar dos séculos, e sua influência idolátrica não é tão forte hoje como foi no passado. Portanto, há como separar a luta da idolatria. Inclusive, a aliança matrimonial também tem origem na religião hindu, mas nem por causa disso os religiosos que condenam as lutas esportivas deixam de usá-la.

O homem que criou o Kung Fu original foi Huang Di, o Imperador Amarelo, que além de ser militar, também era médico e um grande intelectual. Ao contrário do que muitos pensam, não foi Bodhidharma quem criou o Kung Fu, mas, sim, Huang Di. Tanto Huang Di quanto Bodhidharma eram homens bons que tinham caráter, ou seja, eles não eram maus por não terem conhecido a Deus. Ninguém lhes pregou o Evangelho da Salvação, portanto, não teria como esses grandes guerreiros se converterem mesmo. O Imperador Amarelo viveu há mais de 4.000 anos atrás, então, ele foi do Antigo Testamento (da Dinastia Qin). O 28º patriarca do Budismo foi do Novo Testamento, mas o Evangelho não havia chegado à China naquela época, portanto, não teria como ele se converter ao Cristianismo também. Mas, apesar desses precursores do Kung Fu não terem sido cristãos, eles ensinavam princípios e valores parecidos com os ensinamentos judaico-cristãos. Kwan Kun, o guerreiro lendário do Kung Fu, também era um bom exemplo a ser seguido, pois ele era muito íntegro, honesto, e honrado. Não devemos idolatrar esses homens, mas podemos seguir como bons exemplos os seus princípios de honra e de justiça.

A guerra é uma arte, e artes marciais significam “artes militares”, ou seja, a sua origem não é religiosa, mas, sim, militar. As artes marciais não são um culto ao deus romano Marte, até porque, essas lutas esportivas são orientais, e Marte, é um deus ocidental. Wushu significa “Técnica Militar”, isto é, a origem do Kung Fu é o serviço militar chinês e não o culto ao Buda, até porque, Siddhartha Gautama nasceu provavelmente 1.500 anos depois de surgir o Wushu, portanto, não teria como essa arte marcial ter origem budista. Lao-Tsé também nasceu depois do surgimento do Kung Fu, portanto, o Wushu também não tem origem taoísta. Bodhidharma não foi o criador do Kung Fu, porque o Wushu surgiu há vários séculos antes dele nascer. O 28º patriarca do Budismo recodificou essa arte milenar, mas não a criou. Ele é apenas o criador do Kung Fu Shaolin, mas não do Wushu primitivo.

O teatro surgiu como um culto a Dionísio, conhecido também como Baco, o deus do bacanal. Hoje, o teatro é um excelente instrumento de evangelismo e não tem mais nada a ver com sua origem idólatra e pervertida, portanto, não vejo problema algum em usar esse talento dado por Deus para abençoar as vidas das pessoas. Deus já falou comigo através de peças teatrais e fui muito abençoado por cristãos que usam essa arte cênica para pregarem o Evangelho resgatando inúmeras vidas do Reino das Trevas. Os filmes bíblicos são feitos graças aos atores que vieram do teatro.


A saudação “Kin Lai” tem origem pagã, mas o aperto de mão também se originou no paganismo. Então, será que teremos que parar de apertar as mãos dos outros? Claro, que não. Condenar as coisas por causa de sua origem é falácia genética, ou seja, algo sem fundamento algum. A saudação do Wushu é o mesmo que bater continência, isto é, é um gesto de respeito. 

Alguns religiosos hipócritas condenam muitos estilos de Kung Fu pelo simples fato dos lutadores imitarem os movimentos dos animais. Os lutadores que fazem isso não estão cultuando os animais, porque os mestres que criaram esses estilos não os criaram com a intenção de se cultuar os animais, mas, apenas, eles observavam os animais lutando pela sobrevivência e copiaram os seus movimentos. Outros fariseus condenam as artes marciais por causa das cores das faixas, mas foi Deus quem criou todas as cores e não o Diabo. Em cada cultura as cores têm os seus significados, mas nenhuma cor influencia as vidas dos cristãos.

Um argumento muito usado pelos religiosos fanáticos é que tudo o que o Diabo usa é dele. O interessante é que Satanás usou a Palavra de Deus para tentar Jesus no deserto. Os versículos bíblicos usados fora de contexto podem levar a perdição. Portanto, todas as coisas podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal.

Alguns “ex-satanistas” adoram demonizar as lutas esportivas alegando que são coisas do Diabo. O interessante desses “ex-satanistas” é que eles aparentemente permanecem satanistas, porque continuam ensinando os ensinamentos satânicos que aprenderam no Satanismo (doutrinas de demônios). A verdade bíblica é que Satanás não é dono de nada, porque nem a chave da própria casa ele tem. Jesus Cristo tem as chaves da morte e do Inferno.

Muitos "ex-bruxos" e "ex-satanistas" adoram se basear no famoso "discurso competente". O que é o discurso competente? É quando um especialista ou profissional (no caso dos "ex-adoradores do Diabo", que porque eles tinham "pacto" com o Capiroto eles podem sair satanizando tudo o que verem e encontrarem pelo caminho, que não tem problema, porque eles têm "toda a autoridade" para fazerem isso) se gaba de seu "status" e, por isso, ninguém que não tenha o seu "título" ou "patente" pode se quer ousar questioná-lo. Muitos "cientistas" e "doutores" das universidades e faculdades costumam apelar também para o "discurso competente" para poderem silenciar e calar os seus adversários. O interessante desses "ex-bruxos" e "ex-satanistas" é que eles nunca se baseiam nas Escrituras (Bíblia) para pregarem as suas besteiras e asneiras, mas sempre se baseiam em suas "supostas experiências pessoais" que tiveram com o Cramulhão, mas nunca com embasamento bíblico (os hereges do maldito e famigerado "Movimento Batalha Espiritual" são com certeza os piores em fazer isso). O que importa é o que as Escrituras ensinam, e não as "experiências bizarras e sobrenaturais" dos “ex-seguidores de Satã". Primeiro o que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina, talvez, quem sabe, depois, a sua opinião, o que você acha ou deixa de achar.

Um argumento muito usado pelos religiosos legalistas para satanizar as coisas "seculares" é porque Satanás usa muitas vezes esses instrumentos e ferramentas do "mundo" para destruir as vidas das pessoas (como se o "Capiroto" não usasse a Bíblia também para disseminar heresias nas igrejas evangélicas para destruir vidas). A "falácia" do maldito e famigerado "Movimento Batalha Espiritual" é que as artes marciais e a defesa pessoal em geral é tudo coisa do "Cramulhão", porque existem "bruxos", "satanistas" e "feiticeiros" que praticam essas lutas. Como se o fato de bandidos e terroristas portarem armas "endiabrasse" e proibisse os militares e policiais de portarem armas também (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Em vez, desses hereges otários estudarem a Bíblia (Teologia) ficam exaltando o poder do "Tinhoso" e dando armamento e munição para o Inferno. Estudar a Bíblia que é bom, nada, não é mesmo, ô bando de fariseus? Tudo pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal. Se um satanista pode usar as artes marciais para o mal, um cristão (crente em Jesus) pode usar as artes marciais para o bem. Se os bandidos e os terroristas podem usar as armas para o mal, os soldados e policiais (honestos) podem usar as armas para o bem.

PRINCÍPIOS E VALORES BÍBLICOS NAS ARTES MARCIAIS:

As principais virtudes do Bushido (Código do Guerreiro) são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios morais e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

CÓDIGO SAMURAI (INTEGRIDADE E HONRA):

“O caminho do valente não segue os passos da estupidez. Quando um samurai diz que fará algo, é como se já o tivesse feito. Nada nesta terra o deterá na realização do que disse que fará”.

Nós, homens de Deus, somos servos da justiça. Os nossos atos devem ser de justiça. Nós lutamos em prol da justiça. Se for preciso, nos tornaremos na própria justiça. As nossas flechas só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para nós mesmos, mas justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. A nossa espada nunca deve ser usada por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a paz e a justiça. Os servos de Deus são homens de palavra. Homens de honra devem defender e proteger os fracos. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Os líderes devem servir aos outros e não ser servido por eles. Sejamos guerreiros honrados e íntegros. Sejamos homens de verdade. As nossas armas e os nossos punhos devem ser usados para proteger os indefesos e para a promoção da justiça. O dever do homem, do cavaleiro, do guerreiro, do soldado e do líder, é cuidar de seus protegidos. Sejamos homens valentes e corajosos. Sejamos homens íntegros e honrados. Sejamos homens de Deus. Sejamos heróis. Já tem homens demais fazendo o mal, então, ouse fazer o bem.

UMA NODACHI (O PODER DO IMPACTO PSICOLÓGICO):

“Uma Nodachi (野太刀) é uma espécie de Katana longa, e era utilizada por um dos mais famosos e habilidosos espadachins do Japão Feudal, Sasaki Kojirō (佐々木 小次郎). Kojirō aperfeiçoou suas habilidades no manuseio da nōdachi, e ganhou excelência em uma técnica própria chamada "Tsubame Gaeshi" (Rasante da Andorinha), capaz de cortar uma andorinha em pleno voo. Kojiro foi morto na ilha de Ganryūjima pelo lendário Miyamoto Musashi, que sabia que Kojirõ só poderia ser superado por um método que não se baseasse exclusivamente nas habilidades com a espada. Kojiro era muito orgulhoso, e Musashi se aproveitou desse orgulho utilizando de alguns truques psicológicos para desestabilizá-lo emocionalmente. Conta a história, baseada nas próprias narrativas de Musashi, que este, entendendo que superar o estilo de Sasaki Kojirō seria muito difícil e arriscado, propositalmente se atrasou mais de 2 horas da hora marcada para chegar no local do duelo enquanto esculpia em um remo do barco uma bokken (espada de madeira), um pouco maior que a nodachi de Kojirō. A ideia era enfurecer o adversário com o atraso e com a ofensa de batalhar contra uma espada de madeira, pois somente principiantes ou crianças lutavam com bokken. Musashi também planejou descer na praia exatamente na direção oposta à do sol, com a intenção de ofuscar a visão do oponente. Ao desembarcar na praia, estava usando vestes surradas e tinha os cabelos visivelmente desgrenhados, com a bokken recém-esculpida em uma mão e um cobertor na outra. Kojirō tomou isso como mais um insulto, pois no código samurai, apresentar-se desalinhado para um duelo significa completa desconsideração pelo adversário, ainda mais sem portar a espada, usando a bokken de madeira em vez da katana. Para a infelicidade de Kojirō, este caiu no jogo psicológico de Musashi, e, irritadíssimo com o menosprezo com que o adversário lhe demonstrava, correu exasperado em sua direção. A luta real durou apenas o lance do seu momento decisivo, embora Musashi tenha escrito que a luta começou no momento em que meditava e esculpia sua espada no barco. Apesar do jogo psicológico, Musashi considerou Kojirō como sendo o seu maior rival”. (autor desconhecido)

CONCLUSÃO:

Como podemos ver na Bíblia, há casos em que a violência pode ser usada, se for para se defender ou para proteger alguém. Nós, cristãos, não devemos ter prazer na violência, ou seja, gostar de machucar os outros, mas muitas vezes, precisamos usar a força bruta para combater o mal por um bem maior. Eu, particularmente, sou totalmente contra UFC/MMA, porque para mim isso apenas denigre a imagem das artes marciais. As lutas esportivas devem ser usadas para a defesa pessoal, e até mesmo como esporte (como no caso dos torneios). Nessas lutas, geralmente, os lutadores usam protetores, que é justamente, porque o objetivo verdadeiro das artes marciais não é ferir o semelhante por prazer, mas, sim, aprimorar as técnicas de luta. O objetivo dos torneios é mostrar as técnicas e não ferir o oponente. Condenar as artes marciais por causa de sua origem é coisa de gente imbecil e idiota, pois teria que se condenar outras coisas de origem pagã também, e não só as lutas esportivas. Segundo João Batista (Lucas 3:14) e os apóstolos, Pedro e Paulo (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17), combater não é errado. Na Igreja Primitiva, existiam militares cristãos que combatiam e não se envolviam com a idolatria grego-romana, portanto, é possível lutar sem cultuar outros deuses. Hoje, existem academias cristãs onde os alunos não reverenciam quadros, estátuas e tatames (no caso específico do Kung Fu), ou seja, eles não se envolvem com práticas idolátricas. Todos os cristãos têm o direito de pensarem como quiser, mas eles não podem condenar o que não conhecem e nem julgar injustamente irmãos inocentes. Os cristãos podem lutar artes marciais sim, portanto, que se abstenham da idolatria, e não usem a luta para o mal.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

DEVOCIONAL DA MANHÃ - SEU TEMPO VAI CHEGAR


DEVOCIONAL DA MANHÃ - SEU TEMPO VAI CHEGAR

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3. 1)
Quem já se pegou pensando assim: “Deus eu não estou entendendo, o porque isto esta acontecendo justo comigo!”
Eu já fiz isso! Ninguém é super homem e nem super mulher, a perfeição encontramos somente em Deus!
Diante de um problema, uma perca, uma doença, um tempo de espera, é automático vir essa frase a nossa mente.
Sabe qual foi à resposta que eu tive quando falei isso? Deus me disse: há um propósito, a minha glória será revelada, se você permanecer firme!
Existem momentos que não compreendemos os caminhos do Senhor, mas é nesses momentos que devemos dar a Ele a nossa adoração. Vai valer a pena!
Lembremos de Lázaro, as irmãs dele se apavoraram quando ele ficou doente, Jesus não veio no momento em que elas queriam, então lázaro morreu. Jesus esperou o tempo certo! O que aconteceu quando chegou o tempo certo? Lázaro ressuscitou!
Não sei qual é o seu problema, pode ser o impossível para você, mas eu quero te dizer para ficar firme.
Deus não vai vir no seu tempo e sim no tempo excelente que Ele preparou exclusivamente para você!
Então, fique firme o seu tempo vai chegar! Você vai conquistar, vai se realizar, vai festejar, quando a glória de Deus vir sobre você! Sendo assim busque a Sua presença em adoração e louvor sincero! Deus é fiel e vem chegando com sua vitória!!! (autor desconhecido)

quinta-feira, 28 de março de 2019

FORÇA E HONRA (COMBATENDO O BOM COMBATE)



Filipe Levi 28/03/19
FORÇA E HONRA (COMBATENDO O BOM COMBATE)



INTRODUÇÃO:

"Uma pessoa se torna muito forte quando seu objetivo é proteger algo ou alguém."

A sociedade e a Igreja Cristã têm sofrido com um problema chamado Anestesia Moral, que é a banalização da vida humana, ou seja, a omissão e o conformismo diante do mal. Quando os nazistas estupravam, torturavam, e assassinavam as suas vítimas, eles sofreram com a Anestesia Moral, porque eles eram indiferentes ao sofrimento de suas vítimas. Quando os bandidos violentam, torturam, e matam as suas vítimas, eles são indiferentes ao seu sofrimento.

Com a guerra veio à fome, a peste e a morte. O mal deve ser combatido. Alguém tem que se opor aos malfeitores. O fato de inocentes também morrerem nas guerras (algo inevitável) não deve ser usado como “desculpa” para justificar a omissão diante do mal. Você querendo lutar ou não, os malfeitores, os bandidos e os terroristas continuarão praticando as suas maldades. O seu discurso hipócrita e sua demagogia falsa moralista não serve para nada nesse caso.

Inúmeros cristãos pregam que Deus é pacifista, porque Jesus é “paz e amor” e por causa disso, os servos de Deus não podem se defender de agressões injustas e nem proteger os indefesos. Será mesmo que é isso o que as Escrituras ensinam? Não importa o que você acha ou deixa de achar. Não interessa o que você pensa ou deixa de pensar. Deus não está nem aí para o que você quer acreditar. A única coisa que interessa e importa é o que as Escrituras ensinam, e não o seu achismo. Primeiro, o que a Bíblia ensina, depois, talvez, quem sabe, a sua opinião pessoal.

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre reprovou e condenou a omissão diante do mal, ou seja, quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante da opressão, nós somos cúmplices do opressor. Portanto, devemos combater o mal e os malfeitores tanto com duras palavras quanto com armas bélicas e com os nossos punhos mesmo.

CONTRA A “UNÇÃO” DOS SUPOSTOS “UNGIDOS DO SENHOR”:
“Pastor não é "ungido de Deus". A palavra ungido, no hebraico, é o mesmo título "Messias" (mashiach), que no grego é traduzido como o título Cristo. No Antigo Testamento três ofícios eram alvo de unção: o rei, o sacerdote e o profeta, ofícios estes assumidos por Jesus, o ungido (Cristo). Pastores no Novo Testamento ocupam um ofício, mas não são ungidos, são ordenados, não formam uma casta especial de crentes e não estão livres de erros e críticas (assim como não estavam os reis, sacerdotes e profetas no AT). Devem, inclusive, pelo bem do Corpo de Cristo, ser confrontados e disciplinados, havendo sobre estes maior juízo, pois devem ser mestres do rebanho (Tiago 3.1). Devem ser respeitados e até obedecidos, como guias, aqueles que pastoreiam a alma do rebanho que é de Cristo (não deles!) Hebreus 13.7. Dizer que pastor não pode ser tocado porque é ungido é desconhecer o texto da Bíblia e ler mal o Salmo 105:15 e 1 Crônicas 16:22: nestes dois textos o ungido é o povo de Deus! Se alguém é ungido hoje é a igreja de Cristo, seu corpo, no sacerdócio universal de todos os crentes”. (autor desconhecido)

É PECADO JULGAR?

Jesus disse: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mateus 7:1). Este versículo é citado por muitas pessoas para condenar qualquer pessoa que critica as doutrinas ou práticas religiosas de outros. Ironicamente, as pessoas que assim usam o texto não percebem que estão julgando a outra pessoa culpada de desobedecer esta proibição! É pecado julgar? Como é que devemos entender essas palavras de Jesus? Jesus condena o julgamento hipócrita. Ele emprega uma imagem engraçada para ilustrar o ponto. Uma pessoa está sofrendo por causa de um cisco no olho, quando vem a outra oferecendo tirá-lo. Só que a outra, o juiz hipócrita, tem uma viga no olho dela! Jesus disse que temos que tirar nossas próprias vigas antes de remover os ciscos dos outros. Não devemos condenar os probleminhas dos outros quando praticamos pecados mais graves. Jesus condena a atitude negativa do censor. Algumas pessoas vivem para criticar, sempre procurando e destacando as falhas dos outros. Tais pessoas convidam outros a ser críticos, também. Quando condenamos as pequenas falhas de outros, eles terão motivo para nos condenar (considere o exemplo do servo que não perdoou o outro, Mateus 18:23-35). Jesus não condena a avaliação dos outros. Mateus 7 mostra claramente que Jesus não está condenando a avaliação dos outros. Temos que discernir entre o certo e o errado, e entre as pessoas que praticam as coisas de Deus e as que andam no erro. No versículo 6, Jesus exige o julgamento de pessoas que ouvem o evangelho, e a rejeição dos "porcos" e "cães". Do versículo 15 ao 20, ele ensina sobre o julgamento de professores pelos frutos (veja Mateus 16:6,11-12). Paulo exige o julgamento. Não é o bastante dizer que o servo de Cristo pode julgar. O discípulo de Jesus é obrigado a julgar! Às vezes, alguém na igreja terá que julgar outros irmãos para resolver problemas (1 Coríntios 6:1-5). Em geral, todos nós temos que julgar todas as coisas, retendo o bem e rejeitando o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22). Para discernir entre essas coisas, é necessário crescer espiritualmente (Hebreus 5:12-14). As pessoas incapazes de julgar continuam como crianças, como pessoas carnais (1 Coríntios 3:1). O propósito do julgamento que Deus exige de nós não é para condenar ninguém ao castigo, mas para evitar o pecado e ajudar outros, também, ficarem livres do mal. (Dennis Allan)

O CONHECIMENTO É UMA MALDIÇÃO:

Quando eu era criança e adolescente, quando não tinha o conhecimento que tenho hoje, eu era mais feliz. Saber da seriedade e gravidade do pecado; enxergar a corrupção no meio evangélico; ver famílias sendo destruídas e vidas tão jovens se destruindo, isso me entristece grandemente. Preferia ser ignorante e não ter conhecimento, com certeza eu seria mais feliz.

METAS NOBRES E SENSO DE HONRA (A CARÊNCIA DA IGREJA EVANGÉLICA):

Metas nobres e senso de honra são o que mais falta nas igrejas evangélicas. “Bordões e chavões” são o que mais tem no meio "gospel". Hipocrisia e mais hipocrisia. Falso moralismo e mais falso moralismo. Apatia e mais apatia. Essa é a omissão diante do mal pregada pelos evangélicos. Essa é a maldita e a desgraçada apostasia evangélica. “Chavões e bordões” como “Não Julgueis” e “Não toqueis no Ungido do Senhor” são usados como armas para propagar a omissão e a apatia diante da maldade nas igrejas evangélicas. Maridos que oprimem as suas esposas. Pais que oprimem os seus filhos. Os mais velhos que humilham, espancam e estupram os mais jovens (em Nome de Deus). O sentido bíblico de liderança é servir e proteger, mas parece que os evangélicos não querem aceitar isso. Esses hipócritas e falsos só acreditam no que eles querem acreditar.

A SOBERBA E A ARROGÂNCIA DOS METIDOS A “INTELECTUAIS”:

“Muitos indivíduos não têm o conhecimento necessário para opinar com propriedade sobre um fato, e, mesmo, assim, opinam, inclusive, não aceitando que ninguém os contrarie”. (Marcel Camargo)

Considero extremamente ridículo os metidos a “intelectuais” (quando na verdade são burros e não sabem nada), e ainda querem humilhar os outros abaixo deles. Adoro dar “carteirada” nesses idiotas. Ficam arrotando experiência de vida e santidade, quando na verdade não conhecem o assunto que estão falando e nem sabem o que estão dizendo. Como essas pessoas são patéticas e ridículas! Eu sou historiador, seria o mesmo que eu querer bancar o “matemático”, ou seja, eu iria me expor ao ridículo (não sei nada de matemática). As pessoas tem que se tocarem e pararem com essas palhaçadas.

Geralmente, as pessoas perguntam a minha opinião esperando que a opinião delas saia pela minha boca. A intolerância desses insuportáveis chega a me enojar. Falam sobre coisas que não conhecem e dizem sobre coisas que nem sabem. Bancam os "intelectuais", mas não tem o básico do conhecimento, e ainda querem humilhar os outros. Inventam as coisas da cabeça deles e ainda não aceitam serem contrariados. Não sabem nada da Bíblia e pensam que são teólogos. Não sabem nada de História e pensam que são historiadores. Não sabem nem escrever direito, não tem o hábito de ler, e, muitas vezes, não terminaram nem o Ensino Fundamental, e gostam de humilhar e pisar nas pessoas. Só sabem ser corajosos e valentes com os mais fracos e com quem não pode revidar. Não respeitam o semelhante e ainda se acham superiores e os maiorais.

HOMENS DE DEUS SÃO SOFREDORES (HERÓIS DA FÉ):
"... se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados." (Rm 8:17b)
Não se espante com a oposição, com a controvérsia, ser desdenhado, ser injuriado e até odiado. Todo servo de Deus passa por isto!
Talvez, esse seja nosso maior quinhão em vida. Não é de se admirar homens como Spurgeon, Edwards e Pink; foram abandonados por suas próprias igrejas, o zelo deles pela glória de Deus lhes custaram o próprio pescoço. São como Elias, remanescentes entre desviados, como Atanásio que era um grito quase ilhado em meio de muitos que negavam a Trindade, como Agostinho ao defender a Graça não se deixou levar pelo politicamente correto, como MacArthur que denuncia o caos que os carismáticos criaram.
Todo homem de Deus está na contra mão, remando contra a maré, uma voz que clama no deserto, são os incompreendidos do seu tempo e a voz de Deus entre os que se deleitam da apostasia.
Assim, como Israel que vivia em constante rebelião e recebia constante exortação, igualmente é a Igreja que abandona os seus pastores e vão se associando a mentira.
Padecemos sim com Cristo hoje! Porém, chegará o dia em que aqueles que foram comunicado todo conselho de Deus lamentarão de não ter os ouvido.
Que o Senhor tenha misericórdia de nossa alma!
"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste!" (Mt 23:37)
(Flaviano Pereira)

A LUTA DA IGREJA (A GUERRA ESPIRITUAL):

"A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo". (Leonard Ravenhill)

A Bíblia, a Palavra de Deus, relata que existem dois tipos de guerras, dois tipos de batalhas que os homens devem travar (principalmente, os cristãos, os servos de Deus). A guerra de Romanos 13 e a guerra de Efésios 6, ou seja, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. Nós, jovens cristãos, somos os Guerreiros dos Sonhos, os Guerreiros do Futuro; e, em Nome do Senhor dos Exércitos, devemos combater Satanás, o Diabo (o Mestre dos Pesadelos) para poder salvar e libertar as vidas e as almas que estão acorrentadas por meio da opressão do pecado. A nossa missão é pregar o Evangelho; orar e interceder por essas pessoas para poder libertá-las das garras de Satanás, o Diabo. Esse é o nosso chamado, esse é o nosso destino. 

A nossa luta é principalmente contra os antigos espíritos do mal, mas isso não significa que temos que nos omitir diante da maldade. Tanto os demônios quanto os malfeitores são os nossos inimigos. Tanto os espíritos malignos quanto os bandidos devem ser combatidos. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7). Portanto, as autoridades são estabelecidas por Deus para castigar os malfeitores (os soldados e policiais são ministros de Deus). Guerra Espiritual não é sinônimo de Pacifismo, pelo contrário, é a Guerra Santa entre o bem e o mal. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. Paulo não era esquizofrênico e nem bipolar, portanto, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém, não encontra. Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim, também acontecerá a esta geração perversa”. (Mateus 12:43-45)

Os demônios (espíritos malignos) gostam de lugares áridos, sombrios, mórbidos, que fedem a podridão, fungos e decadência; com um histórico de dor, de sofrimento e de morte. Satanás joga sujo e não sente pena de ninguém. Ele não conhece o remorso e nem a piedade. Lúcifer é extremamente cruel e vil. Ele é sádico e impiedoso. O seu coração é cheio de vilania e maldade. Ele é pérfido e extremamente astuto. Portanto, não podemos vacilar, o Diabo não perdoa.

A GUERRA DO CRISTÃO (A TEOLOGIA E A ORAÇÃO):

"A única preocupação do Diabo é impedir os cristãos de alcançarem o território da oração. Satanás não teme estudos bíblicos separados da oração, labor cristão sem oração e vida religiosa distante da oração. Ele até ri da nossa labuta, zomba da nossa sabedoria, mas treme quando oramos." (Leonard Ravenhill)

A oração e o estudo bíblico (Teologia) são as coisas mais importantes para o cristão. A oração é o seu relacionamento com Deus, e a sua maior arma de guerra, ou melhor, dizendo, a oração é a sua própria guerra. Orar e interceder pelas pessoas. Lutar em prol dos outros. Buscar ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus. Essa é a importância da oração. O estudo das Escrituras é importantíssimo para o cristão, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, é a Espada que o cristão empunha e maneja para poder combater as forças satânicas deste mundo. O Diabo teme e se sente ameaçado com aquele crente que ora e estuda a Bíblia. Portanto, o cristão, o crente em Jesus, deve se dedicar a oração e ao estudo da Palavra.

A ESPADA DO ESPÍRITO:

"Os guerreiros também são feridos e chegam até ser derrotados, mas jamais largam a espada".
(Sid Aguiar)

“A frase "Espada do Espírito" é encontrada apenas uma vez nas Escrituras, em (Efésios 6:17). A espada é parte da armadura espiritual que Paulo diz aos cristãos para colocar a fim de poderem lutar eficazmente contra o mal (Efésios 6:13). A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo. Era necessário que um soldado tivesse um treinamento rígido sobre o uso correto de sua espada para obter dela o máximo benefício. Todos os soldados cristãos precisam do mesmo treinamento rígido para saberem como lidar corretamente com a Espada do Espírito, "que é a Palavra de Deus". Já que cada cristão encontra-se em uma batalha espiritual contra as forças satânicas deste mundo, precisamos saber como manusear a Palavra corretamente. Só, então, ela será uma defesa eficaz contra o mal e uma ofensa valiosa para "destruir fortalezas" do erro e da mentira (2 Coríntios 10:4-5). A Palavra também é chamada de espada em (Hebreus 4:12). Aqui, a Palavra é descrita como viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes. A espada romana era comumente de dois gumes, tornando-a melhor para perfurar e cortar em ambos os sentidos. A ideia das Escrituras penetrando significa que a Palavra de Deus atinge o "coração", o centro de ação, e traz à tona os motivos e sentimentos daqueles em quem ela toca. O propósito da Espada do Espírito -- a Bíblia -- é nos fortificar e capacitar a suportar os ataques de Satanás (Salmo 119:11; 119:33-40; 119:99-105). O Espírito Santo usa o poder da Palavra para salvar almas e dar-lhes força espiritual para serem soldados maduros para o Senhor. Quanto melhor conhecermos e compreendermos a Palavra de Deus, mais úteis seremos em fazer a vontade de Deus e mais eficazes em enfrentar o inimigo de nossas almas”.


A LUTA DO ESTADO (A GUERRA FÍSICA):

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso, e não a matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada como uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros). Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão somente devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça.

SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE”:

O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. O próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

O DEVER DOS COMBATENTES (DEFENSORES E PROTETORES):

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo foi o maior teólogo que já existiu. Ele era conhecido como o “Apóstolo dos Gentios”, porque, ao contrário, dos outros apóstolos, ele se preocupava com a Salvação das pessoas que não pertenciam ao povo judeu, ou seja, Paulo acreditava que todos os homens de todas as etnias e nacionalidades podem ser salvos, se reconhecerem Jesus Cristo em seus corações como o seu único e suficiente Salvador. Paulo destacou muito em suas Cartas a submissão às autoridades, e, assim, como Jesus, ele também ensinou que os cristãos devem pagar todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Esse apóstolo afirmou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, militares, policiais, e políticos) são ministros de Deus e os seus vingadores para castigarem os malfeitores. Além disso, Paulo, afirmou com convicção, que as autoridades não são apenas permitidas por Deus, mas, sim, estabelecidas por Ele. Portanto, não há nada de Demônio nas autoridades constituídas, porque Deus as instituiu para o bem-estar da população; e para manter a lei e a ordem na sociedade. Para Paulo, o governo é necessário para punir os criminosos (usando a violência mesmo) e exaltar os cidadãos de bem.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

Segundo o apóstolo Pedro, os cristãos também têm o dever moral e cívico de se sujeitarem as autoridades governamentais, e também reconheceu que a função dos agentes do Estado é punir os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Para Pedro, os enviados do rei (magistrados e soldados) têm a obrigação e o dever (autorizados por Deus) de castigar os bandidos usando a força se for necessário. Portanto, tanto Paulo quanto Pedro legitimavam a repressão contra o crime.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e também o maior de todos os profetas, também legitimava e apoiava a profissão do militar, pois ele mesmo batizou alguns soldados, e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos hipócritas da época).

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)

O centurião Cornélio era muito admirado e respeitado pelos judeus, pois ele era um homem justo e temente a Deus. Esse militar era honesto e piedoso. A Bíblia relata que Cornélio era um bom exemplo de ser humano e de cidadão romano. Esse guerreiro não deixou de ser bom e piedoso porque combatia, mas, sim, ele alcançou até elogios do próprio Deus e dos judeus. Em nenhum momento, Pedro o recriminou por ser militar, pelo contrário, o apóstolo o evangelizou, e ainda ordenou que Cornélio fosse batizado, ainda sendo um oficial romano. Tudo indica que Cornélio permaneceu em sua centúria, mesmo após a sua conversão.

“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)

O centurião de Cafarnaum era amigo do povo judeu, o povo de Deus; pois ele até edificou uma sinagoga para eles. Esse militar tinha tanta fé, mas tanta fé, que Jesus se admirou, porque nem os judeus tinham uma fé como aquela. A Palavra de Deus relata que o centurião de Cafarnaum era honesto e íntegro, pois ele era admirado por todos, e tinha muitos amigos que o amavam e o ajudavam. Tanto o centurião Cornélio como o centurião de Cafarnaum são relatados na Bíblia como exemplos de homens de bom caráter, portanto, eles são bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Tanto Jesus quanto Pedro não recriminaram esses centuriões pelo fato de eles serem militares.

“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)

Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

Paulo também ensinou que os cristãos têm o dever e a obrigação de intercederem em favor das autoridades governamentais, porque também é da vontade de Deus que os governantes conheçam a Cristo. Com esses relatos bíblicos que usei, espero ter sido claro e objetivo. Quem não aceita a legitimidade do governo legalmente constituído é no mínimo muito ingênuo ou moralmente delinquente mesmo.

REFUTANDO OS ARGUMENTOS DOS “CRISTÃOS” PACIFISTAS:

“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado”?
(Leonard Ravenhill)

O Pacifismo sempre foi muito pregado entre os cristãos desde a Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e nem o direito que todos os seres humanos têm de lutar por suas vidas. Os religiosos pacifistas costumam usar versículos bíblicos fora de contexto (falta de hermenêutica e de exegese) para sustentar o Pacifismo biblicamente, mas qualquer pessoa inteligente e sábia verá que a Bíblia nunca sustentou tal heresia.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

É difícil para os crentes entenderem e compreenderem o verdadeiro contexto de Efésios 6. Esses cristãos desprezam Romanos 13 como se o autor de Efésios 6 não fosse o mesmo autor de Romanos 13. Paulo não era bipolar e nem incoerente. O apóstolo Paulo jamais iria pregar o serviço militar e a Guerra Justa em Romanos 13 e depois pregar o Pacifismo em Efésios 6. A luta da Igreja (instituição religiosa) é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado (Romanos 13) é a Guerra Física.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, o interessante que arrancar o "olho direito" e cortar a "mão direita" ninguém quer. É óbvio que tudo isso é alegórico (simbólico). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas guardá-la. O próprio Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Jesus sobre o mau uso da espada. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.

NÃO SEJA COMO UMA TREPADEIRA (TENHA PERSONALIDADE):

A Bíblia, toda a Bíblia e nada mais do que a Bíblia, é a religião da Igreja de Cristo. - C. H. Spurgeon

Para as pessoas é muito mais fácil deixar os outros pensarem por elas, do que pensar por si mesmas. Com certeza, é mais conveniente não ter personalidade, vivendo como uma trepadeira nas árvores sem cortar algumas raízes. Não ter opinião própria e fazer tudo o que os outros mandam sem questionar é mais confortável. Nós, cristãos, devemos ser como os cristãos Bereanos, sempre devemos verificar (verificar sempre mesmo) se o que os líderes religiosos (pastores e padres) pregam está de acordo com os ensinamentos contidos na Bíblia. Não seja um “cordeirinho” e nem uma “trepadeira”, mas estude a Bíblia, mesmo, que você tenha que cortar algumas raízes (ervas daninhas) para saber a Verdade.

NÓS NÃO SOMOS ESPECIAIS (NÓS SOMOS DEPRAVADOS):

"A Cruz de Cristo não mostra o quanto somos preciosos, mas o quanto somos depravados". (Paul Washer)

Nós não somos Ouro de Ofir, mas, sim, somos promíscuos e depravados. Sem Deus eu sou deplorável, inferior e insignificante. A Graça de Deus me justifica. Se sou salvo é pela Graça de Deus por meio do sacrifício de Jesus Cristo. A Cruz de Cristo me mostra que sou indigno, mas amado. Jesus teve que morrer em meu lugar, porque eu sou um depravado (por natureza), mas a Graça de Deus tem me mudado, me tornando aos poucos numa pessoa melhor. É a Graça de Deus que inclina o meu coração mau para fazer o bem. Eu não sou Ouro de Ofir, mas, sim, um desgraçado, maldito e depravado por causa do pecado que foi salvo pela Graça de Deus. Não posso salvar a mim mesmo.

AS FILHAS DA ESPERANÇA (A INDIGNAÇÃO E A CORAGEM):

Segundo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), a esperança tem duas filhas, a indignação e a coragem. A esperança é esperar aquilo que não podemos ver, mas que acreditamos que está lá. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, e a coragem nos dá força e ousadia para mudá-las. Nunca se cale diante da injustiça! Jamais se omita diante da opressão. Sempre defenda a causa dos oprimidos. Não fique do lado do opressor. Faça a diferença! Proteja os fracos! Faça o bem sem esperar alguma recompensa em troca. Faça o certo, porque é o certo a se fazer. Faça a coisa certa. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Seja a esperança dos perdidos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja a mudança que deseja ver no mundo. Não se conforme com o que está errado. Concerte as coisas que estão erradas. Mude tudo aquilo que precisa ser mudado. Se não tem quem faça, faça você mesmo. Se todos são covardes, seja valente! Se todos se omitem, não se omita! Se todos são corruptos, seja honesto! Se todos são maus, seja bom! Se todos temem a morte, encare a morte! Se todos tem medo do Diabo, enfrente o Diabo! Faça o que ninguém mais quer fazer! Se ninguém quiser fazer o "trabalho sujo" faça você mesmo. Se omitir é a pior coisa que podemos fazer. Seja corajoso e indignado com as coisas erradas. Seja diferente, faça a diferença.

NÃO EXISTE PERFEIÇÃO NESTE MUNDO, MAS DEVEMOS BUSCÁ-LA:

Não existe perfeição neste mundo. O nosso objetivo é superar aqueles que vieram antes de nós. A perfeição é uma meta inalcançável. Nós nunca seremos perfeitos aqui na Terra, mas devemos sempre procurar melhorar e nos aprimorar, sermos pessoas melhores. Nós devemos superar aqueles que vieram antes de nós, e não cometermos os seus mesmos erros. Devemos aprender com a História. Devemos aprender com o passado, para podermos criar um mundo melhor para os próximos que virão depois de nós. Devemos perpetuarmos os nossos nomes. Os nossos nomes devem ficar registrados na História, como aqueles que ousaram fazer a diferença quando todos queriam ser iguais. Nunca seremos perfeitos, mas devemos procurar chegar o mais próximo da perfeição.

A SÍNDROME DE ADÃO:

"A Síndrome de Adão é quando as pessoas costumam jogar a culpa nos outros e em seres inanimados para não ter que assumir a própria responsabilidade. Como, por exemplo, os desarmamentistas que jogam a culpa nas armas, os "ex-satanistas" que jogam a culpa nas artes marciais, os religiosos tapados que jogam a culpa em animes e videogames, os bandidos e psicopatas que jogam a culpa no Diabo ou na sua psicose ou situação social, o fornicário e o adúltero que jogam a culpa nos seus órgãos genitais, o bêbado que joga a culpa na cachaça, o drogado que joga a culpa nas drogas, e o religioso fanático que sempre joga a culpa no Diabo ou nos "pecadores". Essa é a Síndrome de Adão, a mania de sempre jogar a culpa nas outras pessoas ou em seres inanimados, porque não se tem coragem e nem dignidade para assumir os próprios erros e arcar com a própria responsabilidade".

OS PUNHOS E AS ARMAS EM PROL DA JUSTIÇA (LUTAR EM PROL DOS OUTROS):

Os punhos e as armas do cristão só devem ser usados em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. Devemos lutar com o coração em paz, para poder combater o mal em nome da justiça. Proteja os fracos! Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Os meus punhos são para serem usados para me proteger e defender os outros. Isso é ser um verdadeiro guerreiro. É isso o que um herói faz. Lute em prol da justiça. Lute em prol dos outros.

PROTEGER O QUE AMA (A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS HERÓIS):

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Todos nós devemos decidir o que queremos proteger. Todos querem proteger algo, alguém ou alguma coisa. Queremos sempre proteger algo ou alguém que seja importante para nós. A verdadeira força não está no ódio que sentimos pelos nossos inimigos, mas, sim, no poder do amor que é liberado quando protegemos a quem amamos. Não é o ódio que libera a nossa verdadeira força, mas, sim, o poder do amor. A principal característica de um herói é o amor.

Quando todos se omitem diante do mal. Quando todos se conformam com as coisas erradas. Quando todos folgam com a injustiça. Quando todos te perseguem, porque você ousa questionar o que está errado. Os heróis são aqueles que fazem o que ninguém mais quer fazer. Se não tem quem faça, se não tem ninguém para fazer, o herói tem que tomar a iniciativa e fazer. Muitas vezes, os heróis são desprezados, rejeitados, abandonados e excluídos. Mesmo, você sabendo que levará a pior e que se dará mal por fazer o bem, mas mesmo, assim, você ousa fazer o que é correto, você é corajoso de verdade. Quando você ousar desafiar os malfeitores. Quando não temer o perigo e nem a morte. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você estiver disposto a morrer lutando pelo que você acredita. Quando você amar tanto os seus amigos que você estaria disposto a morrer no lugar deles para salvá-los. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você estiver na lista dos mais procurados do Diabo. Sinta-se honrado, pois é isso o que te faz ser um herói.

A “CARICATURA” DIABÓLICA DE JESUS:

Essa "caricatura" diabólica de Jesus construída há mais de dois mil anos. Essa "visão" distorcida que as pessoas têm de Jesus que não é o Jesus da Bíblia. Cristo nunca foi "Hippie" (paz e amor); nem um "grande pacifista" (apático e omisso) e nem o “Bob Marley” (o que importa é ser feliz e não o que a Bíblia ensina). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, ofendia e insultava os fariseus e os saduceus (religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia andava com os pecadores com a intenção de salvá-los, porque Ele era o “AMIGO DOS PECADORES”. O Jesus da Bíblia respeitava e valorizava as mulheres de seu tempo, por isso, Ele era conhecido como o “AMIGO DAS PROSTITUTAS”. O Jesus da Bíblia era incisivo, agressivo e justo. O Jesus da Bíblia desceu a chicotada nos cambistas lá do Templo de Jerusalém e saiu chutando as mesas. O Jesus da Bíblia reconheceu que o poder que Pôncio Pilatos tinha foi concedido por Deus, porque as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (Romanos 13:1-7). O Jesus da Bíblia admirou a fé e a integridade de um centurião, mas desprezou a religiosidade e o falso moralismo dos fariseus. O homem que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. O AMIGO DOS PUBLICANOS E DAS PROSTITUTAS. Esse é o Jesus da Bíblia.

A APATIA E A OMISSÃO DOS EVANGÉLICOS:

"A apatia está por toda a parte, ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso." (Charles H. Spurgeon)

Verossímil ou Sofisma é contar uma “meia verdade”, acrescentando alguns erros e mentiras nessa “verdade”. Tipo, o que os hereges do “Movimento Batalha Espiritual”, Rebecca Brown e Daniel Mastral, fazem para satanizar as artes marciais. Tipo, o que o Josué Yrion faz para satanizar desenhos animados e videogames. Tipo, o que o David Miranda fazia para satanizar vestimentas e a televisão. Os religiosos legalistas são peritos em usar “meias verdades”, ou seja, o Verossímil e o Sofismo para pregar as suas mentiras diabólicas. O que interessa e importa é o que a Bíblia ensina e não o seu achismo. Primeiro, a Bíblia, depois a sua opinião pessoal.

A LÓGICA DA TIRANIA E DA OPRESSÃO (NÃO SEJA UM COVARDE):

A lógica da tirania e da opressão é sempre descontar a sua frustração e fúria no mais fraco (em quem não pode revidar), ou seja, em quem está “abaixo de você”. Geralmente, aquele cara “machão” que mais lambe as botas do patrão é quem humilha mais a faxineira. Geralmente, o “opressor covarde” só sabe ser “corajoso e valentão” com os mais fracos (aquele cara que é tão macho, mas tão macho, que só sabe descer a porrada em mulheres, em adolescentes e em crianças). O interessante que peitar bandidos, terroristas e os anjos do Inferno, ninguém quer (nessas horas ninguém é macho, não é)? Podem acreditar, geralmente, aquele cara que precisa humilhar e subjugar os outros para se autoafirmar como “homem”, geralmente, é um “gay enrustido”, ou seja, é uma “tremenda de uma BICHONA”. Para mim, o cara que é homem mesmo, tem atitudes de um homem de verdade. O homem de verdade respeita as mulheres, as crianças e os mais fracos. O homem que é macho mesmo está disposto a se sacrificar lutando em prol dos outros. O homem de verdade é corajoso e valente quando é preciso ser (não só com quem é mais fraco e não pode revidar). O homem de verdade honra, respeita e protege a sua esposa. O homem de verdade respeita e cuida dos seus filhos, ou seja, protege e honra a sua prole. Homem de verdade é honesto e íntegro quando ninguém está olhando (há diferença entre reputação e caráter). Ser homem não é só ter uma “piroca e um saco escrotal” entre as pernas, mas é ter atitudes de um macho de verdade.

A TENTATIVA DE EXTERMÍNIO DAS GERAÇÕES FUTURAS (A ESTRATÉGIA DE SATANÁS):

"Que o seu nome seja conhecido no Céu e temido no Inferno". (Leonard Ravenhill)

Uma tática suja muito usada por ditadores, conquistadores e genocidas é matar as crianças e os jovens, para que não haja resistência no futuro. Assim, eliminando as gerações futuras, não haverá resistência. É exatamente isso o que Satanás, o Diabo (Mestre dos Pesadelos) faz. O maior alvo de Satanás são as crianças e os jovens, pois assim, ele impedirá que existam os Guerreiros dos Sonhos, os Guerreiros do Futuro. O Diabo (Guilty) costuma desviar a atenção, o foco das pessoas (todos os bandidos e terroristas espertos fazem isso) para que as pessoas não foquem no que realmente importa. Satanás, o Diabo, quer destruir as vidas dos jovens, os usando em seus planos maléficos, para depois descartá-los. A Igreja precisa de homens de verdade (só tem frouxo na Igreja), de Guerreiros dos Sonhos, Cavaleiros da Esperança, para fazerem a diferença, porque alguém tem que lutar por esses jovens. Alguém tem que proteger as crianças. Alguém tem que salvá-los e livrá-los das garras de Satanás. Alguém tem que ter a coragem e a ousadia de libertá-los das correntes infernais do Diabo.

O LEGALISMO RELIGIOSO (O CÂNCER DA IGREJA CRISTÃ):

Infelizmente, os religiosos legalistas são pragas que existem desde o Cristianismo Primitivo. Esses hipócritas sempre impondo um padrão de falsa “santidade” para os outros que nem eles mesmos conseguem viver. Sempre distorcendo as Escrituras para forçar a Bíblia, a Palavra de Deus, a pregar somente o que lhes é conveniente, ou seja, apenas o que lhes convêm. Os “bordões”, “chavões”, “jargões”, “frases feitas”, “frases clichês” e “frases de efeito ruim” dos crentes comprovam isso. A apatia está por toda parte e a omissão dita às regras.

NUNCA PERCA A SUA INTEGRIDADE (FAÇA A DIFERENÇA, SEJA A DIFERENÇA):

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

O verdadeiro contexto de (Romanos 13:1-7) é justamente esse, o trabalho da Polícia no combate ao crime. Deus nunca foi e nem será pacifista. Os “cristãos” banalizaram e vulgarizaram “a paz, o amor e o perdão”. No primeiro século, no Império Romano, quem fazia o trabalho da Polícia atual, era o Exército (a Polícia é uma instituição do Estado Moderno). Hoje, a Segurança Privada é uma extensão da Segurança Pública. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimaram o uso da força bruta e de armas letais para se combater o crime e para castigar os malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). O grande profeta, João Batista, que segundo o próprio Cristo, foi o maior profeta que já existiu, quando batizou alguns soldados, ele incentivou os militares a continuarem sendo combatentes, portanto, que esses guerreiros fossem honestos e justos (Lucas 3:14). O amor não folga com a injustiça, mas defende a verdade. O marido tem o dever e a obrigação de honrar e proteger a sua esposa. Os pais têm a obrigação e o dever de cuidar e de proteger os seus filhos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O Estado (Romanos 13:1-7) tem a autorização de Deus para usar a espada (Machaira) para combater os malfeitores e corruptos, porque o dever do governo é louvar e proteger os bons, ou seja, os cidadãos de bem.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

CONCLUSÃO:

Deus, o Altíssimo, nunca condenou as pessoas inocentes se defenderem de agressores injustos e jamais reprovou o serviço militar e a Guerra Justa. Yahweh, o Eterno, sempre foi a favor da verdadeira paz e da promoção da justiça. Deus estabeleceu as autoridades governamentais para que os magistrados e soldados castiguem os malfeitores severamente e protejam os cidadãos de bem. Quem diz isso, não sou eu, mas é a Bíblia, a Palavra de Deus. A luta da Igreja é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado é a Guerra Física, porque essa guerra também não deve ser ignorada e nem desprezada. Tanto a Guerra Física quanto a Guerra Espiritual devem ser travadas com coragem e valentia. Essa é a Guerra Santa entre o bem e o mal.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.