sábado, 28 de setembro de 2019

EVANGÉLICOS IDÓLATRAS (IDOLATRIA EVANGÉLICA)


A mediocridade cristã em tempos de idolatria política

Em meio ao apoio quase que incondicional de muitos cristãos ao atual presidente, é interessante notar como essa idolatria bolsonarista mostra problemas de conhecimento teológico de muitas igrejas. Antes de dar continuidade, e já respondendo a quem quiser falar que existem cristãos adeptos de uma idolatria lulista, é bom deixar claro que, embora alguns grupos de fato tenham esse sentimento, nunca a igreja brasileira se posicionou deliberada e abertamente como tem feito com a figura de Jair Bolsonaro. Presidentes anteriores até estabeleceram relações amistosas com as igrejas, mas nunca receberam o mesmo tipo de apoio que o atual presidente tem recebido. Vi postagens destacando o fato de o presidente, em seu discurso na ONU, se referir a cristãos perseguidos pelo mundo, falar de Deus, e citar a Bíblia, como algo a ser louvado, legitimando assim o apoio de tantas igrejas ao atual governo. Na prática, parece que falar alguma verdade, acreditar em Deus e citar um trecho bíblico tornam o presidente um instrumento divino de bençãos. Esse pensamento só mostra o nível de superficialidade e falta de conhecimento bíblico de cristãos no Brasil. Afinal, a serpente falou e manipulou uma verdade para induzir ao pecado (Gênesis 3.4-5), os demônios crêem em Deus (Tiago 2.19), e Satanás também cita a Bíblia (Mateus 4.5-6). Não quero dizer com isso que Bolsonaro seja necessariamente um emissário do diabo. Meu ponto é mostrar a mediocridade teológica de tantos cristãos. É lícito apoiar Bolsonaro? Bom, é um direito da pessoa, mas o absurdo está na argumentação superficial, manipulando elementos da teologia cristã, seja com base na ignorância ou na desonestidade.
Há aqueles que associam a sujeição às autoridades (Romanos 13.1-2) como critério para o apoio das igrejas ao governo. Muitas dessas pessoas antes faziam oposição a governos do PT, e aparentemente ignoravam essa interpretação que hoje se propõem a impor. A falta de conhecimento bíblico faz com que tais cristãos ignorem a repreensão de Deus a quem estabelece leis injustas sobre os vulneráveis (Isaías 10.1-2), e a afirmação de que um governante não preocupado com esses grupos mais vulneráveis está em desobediência à vontade divina (Jeremias 22.3-9). Orar por uma autoridade estabelecida (1 Timóteo 2.1-3) é diferente de apoiar quem exerce autoridade. Jesus ensina, por exemplo, que devemos orar por nossos inimigos, amá-los e rogar bençãos sobre quem nos persegue (Mateus 5.43-44), mas isso não indica que devemos apoiar essas pessoas nessas práticas. O mesmo vale para o governo. De nada adianta o presidente falar alguma verdade, invocar a Deus em seus discursos e citar a Bíblia. Não são essas performances que o tornam temente a Deus. Afinal, pelos frutos conhecemos a árvore (Mateus 7.17-24), sendo que a principal marca de um cristão deve ser a demonstração e atitudes de amor uns aos outros (João 13.35). Não é isso que vemos na conduta do presidente, com seus discursos agressivos, mentiras, rejeição de dados científicos, xingamentos a adversários, sua política de retirada de direitos e seu apoio à violência e tortura. No fim das contas, segundo uma expressão atribuída a Gandhi, apenas "uma gota de veneno compromete o balde inteiro", assim como a mentira compromete qualquer pretensão de verdade. De nada adianta Bolsonaro falar "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8.32), se ele está rodeado de mentiras. Triste ver uma postura tão medíocre de tantos cristãos, que tentam ignorar os problemas do atual governo nacional apenas para ver alguém apresentando uma aparência de cristão. Aparência essa tão superficial quanto o conhecimento teológico presente em muitas igrejas.
(Flávio Macedo Pinheiro)

domingo, 22 de setembro de 2019

O TIGRE ACORRENTADO (CONHECIDO NO CÉU E TEMIDO NO INFERNO)



Filipe Levi
O TIGRE ACORRENTADO (CONHECIDO NO CÉU E TEMIDO NO INFERNO)

      Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, mas o ser humano se corrompeu com o pecado se tornando igual ao Demônio. O Altíssimo se comunicou com o seu povo através dos patriarcas, juízes e profetas, mas ainda os homens estavam distantes de Deus, até que o Todo-Poderoso enviou o Rei dos reis e Senhor dos senhores para se sacrificar pelos seus servos e salvá-los.
Satanás, o Príncipe das Trevas, odiava o Criador por ter sido expulso do Céu, mas como ele não podia com Adonai, resolveu descontar a sua fúria na humanidade.
Os judeus sempre esperaram um Messias guerreiro nacionalista e grande libertador, mas Jesus Cristo não veio para derrubar o Império Romano do poder, mas, sim, ensinar a compaixão, o amor e o perdão. O Filho de Deus é o Rei legítimo de Israel, mas Herodes usurpou o seu trono, e até tentou matá-lo quando Ele era apenas uma criança. Jesus Cristo sofreu e morreu por amor de seu povo e resgatou os seus escolhidos da morte eterna por meio de seu sangue derramado na Cruz. O Messias venceu a morte e o pecado, decretando a derrota definitiva do Rei do Mal (Satanás, o Diabo), ressuscitando três dias depois.
O Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo, mas os próprios judeus não aceitavam que um simples carpinteiro pudesse ser o Messias que os libertaria da opressão. Jesus e os seus apóstolos sempre ensinaram a submissão às autoridades legalmente constituídas e nunca apoiaram os Zelotes (movimento de luta armada que pretendia derrubar o Império Romano do poder). Os apóstolos, Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17), e também João Batista (Lucas 3:14) reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas e instituídas por Deus para castigar os malfeitores e louvar os homens bons.
Nos três primeiros séculos, os cristãos foram perseguidos pelo Império Romano; eles eram lançados às feras, crucificados, queimados vivos, espancados até a morte, violentados, torturados das piores formas possíveis e degolados por amarem a Deus acima de todas as coisas. Grande parte dos cristãos do século I não se alistava no Exército e nem ocupava cargos públicos por causa da idolatria que predominava (como o culto ao imperador e os sacrifícios aos deuses pagãos), mas existiram alguns militares e políticos entre eles, como o centurião de Cesaréia, Cornélio, os Santos da Casa de César (soldados da Guarda Pretoriana), os reis, Abgaro de Edessa e Polímio da Armênia, os cônsules, Mânio Acílio Glabrio (em 91) e Tito Flávio Clemente (em 95), e o procônsul Lúcio Sérgio Paulo de Chipre.
Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia foram os grandes teólogos que defenderam e apoiaram o serviço militar e a Guerra Justa entre os cristãos primitivos. Clemente de Alexandria além de defender e apoiar o serviço militar, também defendia e apoiava a Resistência ao Tirano e a prática de esportes.
No século IV, no Concílio de Arles, em 314, o serviço militar foi considerado lícito e bíblico. O imperador Flávio Valério Constantino através do Édito de Milão, em 313, deu liberdade religiosa aos cristãos para poderem buscar o seu Deus em paz. Constantino organizou o Concílio de Nicéia, em 325, onde surgiu o Catolicismo e os Livros do Novo Testamento foram reunidos e considerados oficialmente inspirados pelo Espírito Santo.
No século V, Agostinho de Hipona, o maior de todos os Pais da Igreja, desenvolveu a Teologia da Guerra Justa, porque ele acreditava que os cristãos têm o dever moral de guerrearem para promover a justiça. Esse grande teólogo serviu de inspiração para os reformadores do século XVI reformarem a Igreja Cristã.
Durante a Idade Média, a Igreja Católica perseguiu, torturou e assassinou inúmeras pessoas que discordaram de seus ensinamentos heréticos. As “bruxas” e os “hereges” eram queimados vivos nas fogueiras da Inquisição. Era uma época de escuridão e trevas.
Na Idade Moderna, um monge agostiniano chamado Martinho Lutero não se conformava com as vendas de indulgências, relíquias e cargos eclesiásticos, e se rebelou contra o Catolicismo reformando a Igreja Cristã. Ele ensinava que a Salvação é pela Graça e não pelas obras e defendia a separação entre Igreja e Estado.
João Calvino foi um grande teólogo que também cooperou com a Reforma Protestante e foi o que mais divulgou a Predestinação que passou a ser conhecida como Calvinismo. 
Ulrico Zuínglio era capelão do Exército e foi um grande reformador, em Zurique, na Suíça. Ele morreu lutando contra a Igreja Católica e foi um dos grandes teólogos que cooperaram com a Reforma da Igreja Cristã.
Houve várias guerras entre católicos e protestantes; os luteranos na Alemanha, os huguenotes na França e os puritanos na Inglaterra empunharam armas e pelejaram ferozmente contra os seus opressores.
No século XXI, o Cristianismo era dividido em várias religiões, mas o Protestantismo era o que mais seguia as Escrituras Sagradas. O Satanismo constantemente atacava a Igreja de Cristo com a intenção de destruí-la, mas os cristãos verdadeiros permaneciam firmes no Evangelho.
As organizações secretas (satânicas), Illuminati e Irmandade, pretendiam instalar uma Nova Ordem Mundial onde o Cristianismo seria erradicado da Terra. A mídia era usada para pregar o desarmamento civil e o sincretismo religioso, pois essas organizações secretas não queriam que houvesse resistência armada contra o seu governo de tirania e de opressão e desejavam o fim da Igreja Cristã.
No Brasil, uma organização satânica mundial conhecida como a “Irmandade” tramava expandir o Satanismo e exterminar todos os cristãos do país. Um satanista chamado Lothos, que era sumo sacerdote de Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, almejava dar um golpe de Estado e tomar o poder, e pretendia eliminar os principais heróis que se opunham ao seu domínio maléfico.
Os Adoradores do Diabo além de lutar fisicamente, também invocavam exércitos espirituais, espíritos destrutivos, contra aqueles que os atrapalhavam. Por isso, além dos agentes do Estado (Romanos 13) se engajarem na luta contra o mal, a Igreja também devia lutar, mas no campo da oração (Efésios 6). A luta do Estado é a Guerra Física (luta militar); e a luta da Igreja é a Guerra Espiritual (luta espiritual). Cada ministro de Deus deve ocupar o seu posto na batalha contra o mal. Tanto os agentes do Estado quanto os guerreiros de oração são ministros de Deus na luta contra o mal.
Havia um jovem muito corajoso e devoto a Deus chamado Davi, que era historiador e professor de História. Esse garoto se importava realmente com os fracos e oprimidos e sempre sonhou em se tornar num herói. Davi praticava artes marciais (Muay Thai) e Boxe (Pugilismo), além de ter treinamento na Segurança Privada (Vigilante Patrimonial), pois assim ele aprendeu a manusear armas de fogo. Esse jovem sonhava em poder proteger os indefesos para assim fazer a justiça prevalecer. Davi nunca teve um pai de verdade e sofreu muito na sua infância, mas ele buscou o seu Deus de todo o seu coração e o Deus Vivo transformou a sua vida. Adonai sempre auxiliava Davi e na maioria das vezes realizava os seus sonhos. Yahweh, o Eterno, tornou Davi num grande guerreiro e o ajudou a superar todos os seus traumas. Davi tinha grandes amigos que sempre o ajudavam a combater os malfeitores que surgiam para ameaçar a sociedade, por meio das armas, das artes marciais e da oração.
Apolo era mestre de Capoeira e também missionário da JOCUM (Jovens Com Uma Missão). Esse capoeirista era negro e foi um babalorixá no passado, mas se converteu reconhecendo Jesus Cristo em seu coração como o seu único e suficiente Salvador. Apolo era muito amigo de Davi e juntos eles eram imbatíveis tanto na Guerra Física como na Guerra Espiritual. 
Jeú era um capitão do Exército Brasileiro altamente disciplinado e treinado, isto é, ele era um dos melhores oficiais do país. Jeú era um judeu com cidadania brasileira que sempre acompanhava Davi em suas aventuras. Jeú era lutador de Krav Magá.
Shiro era um guerreiro oriental mestre na Arte da Espada que foi budista no passado, mas ele decidiu deixar Buda de lado para poder seguir Jesus Cristo. Shiro era um mestre de artes marciais muito famoso e sempre participava de torneios e treinava constantemente sem cessar. Esse guerreiro oriental ensinou a Davi algumas de suas melhores técnicas e assim eles se tornaram grandes amigos.
Davi era jurado de morte por organizações criminosas e também por seitas satânicas, que colocaram a sua cabeça a prêmio. O Herói estava na lista dos mais procurados do Diabo. O seu nome era conhecido no Céu e temido no Inferno. Por meio das armas e das artes marciais, Davi, combatia o crime e os malfeitores, mas a sua verdadeira força estava nos seus joelhos, na oração.
O Herói constantemente lutava contra o seu lado obscuro (o Velho Adão, o Velho Homem). A fera que vivia dentro dele sempre tentava se libertar e sair, mas Davi, com a ajuda de Deus, sempre mantinha essa fera interior aprisionada.
Esses heróis eram amigos e constantemente atrapalhavam os planos maléficos de Lothos, o líder da Irmandade no Brasil. Esse satanista era caucasiano, tinha cabelo comprido loiro e olhos azuis, e era um dos feiticeiros mais poderosos do mundo que tinha poderes sobrenaturais concedidos pelo Inferno. Ele era protegido por quatro guerreiros especiais que já haviam matado centenas de pessoas.
Loki, o deus do fogo, era branco, tinha cabelo longo escuro e olhos castanhos; ele era mestre em três estilos de Kung Fu e tinha o poder de produzir e manipular o fogo, e com o auxílio de um espírito maligno podia se transformar num lobisomem. Loki trajava vestimentas pretas e usava uma capa vermelha, e sua personalidade era muito agressiva e ele adorava subjugar os mais fracos.
Morgan, o Guerreiro do Gelo, era caucasiano, tinha cabelo comprido negro e olhos verdes; ele era mestre de Ninjitsu e tinha o poder de congelar tudo o que desejasse apenas com o estender de suas mãos. Morgan trajava vestimentas azuis e uma capa preta. O seu coração era tão frio quanto o seu dom maldito e sua alma era corrompida pelo pecado.
Kwan Kun era chinês, tinha cabelo longo preto, olhos castanhos e usava barba grande, e era mestre de artes marciais e um perito na Arte da Espada. Ele trajava vestimentas coloridas e carregava em sua cintura uma Chien (espada chinesa imperial). Kwan Kun era extremamente forte e habilidoso em combate e tinha o poder de criar bolas de energia e lançá-las contra os seus adversários. 
Jack da Lanterna era um psicótico que pensava ser o personagem mítico do Halloween que foi expulso do Céu e do Inferno, porque tanto Deus quanto o Diabo não suportaram as suas travessuras, então, ele foi condenado a vagar eternamente pela Terra. Essa história é somente uma lenda celta, porém, esse lunático acreditava nisso e trajava vestimentas de cores, roxa, laranja e preta, e carregava uma foice em suas mãos que ele usava para decapitar as suas vítimas. Jack da Lanterna usava uma máscara de abóbora e era sádico e impiedoso, e tinha os poderes da telecinese e do teletransporte.
Lothos, junto com os sacerdotes do deus de Ecrom, criaram um monstro terrível com corpo de homem e cabeça de animal. Eles degolaram um homem branco e costuraram a cabeça de um bode preto ao seu corpo, e um espírito maligno se apoderou do cadáver, e o batizaram de Baphomet, o deus das bruxas, conhecido também como o Bode de Mendes. Essa besta assassina tinha duas grandes asas em suas costas e todos os poderes sobrenaturais dos filhos das trevas comandados por Lothos, e sobrevoava os principais pontos da Capital de São Paulo matando quase todos os que atravessavam o seu caminho deixando rastros de destruição e morte por onde passava.
Algumas mulheres lindas e formosas (desertoras que se converteram ao Cristianismo) foram capturadas pelos súditos de Lothos e levadas para o templo de Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, que ficava localizado em um lugar isolado da sociedade onde poucos conheciam, para serem sacrificadas a esse falso deus. 
Davi e seus companheiros se encontraram próximo ao local e decidiram invadir o templo satânico. Jeú era o único que portava arma de fogo, pois ele sabia que nesse lugar tinham inimigos perigosos e se preveniu. Os heróis invadiram cautelosamente o recinto e se dividiram para poderem procurar as moças. O templo era protegido por satanistas armados com pistolas Glock calibre 9mm, fuzis e submetralhadoras de diversos tipos de calibres.
O Herói entrou em uma sala que em seu centro tinha um pentagrama invertido rodeado por velas acesas e foi surpreendido por três satanistas empunhando pistolas. Um dos facínoras se aproximou de Davi e foi rapidamente desarmado e nocauteado com duas coronhadas na cara. Os comparsas trocaram tiros com o Herói e foram mortos. Um foi baleado na fronte e o outro ferido mortalmente no coração. Davi não gostava de matar os seus semelhantes, mas ele mesmo sabia que às vezes não há alternativa, e apenas matava por legítima defesa. O jovem lutador guardou a arma e seguiu adiante.
De repente, um homem surgiu caminhando lentamente até o Herói e disse:
__Você deve ser Davi, o historiador, não é mesmo?
__Sou eu mesmo. E quem é você?
__Eu sou Loki, o deus do fogo.
__Eu e meus amigos viemos aqui para salvar as garotas que vocês sequestraram.
__É mesmo? Então, terá que me derrotar.
__Isso não será problema.
__Eu sou um dos feiticeiros mais poderosos do Brasil, portanto, você não pode me vencer.
__Você vem contra mim com uma força descomunal e com poderes sobrenaturais concedidos pelo Inferno, mas eu venho contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos que você e seus comparsas do Inferno têm afrontado.
Apolo foi até uma sala infestada de estátuas de deuses pagãos e se deparou com Morgan, o Guerreiro do Gelo. O vilão se aproximou dele e lhe perguntou:
__Você é Apolo, aquele que era um babalorixá?
__Sou eu mesmo.
__Eu sou Morgan, o Guerreiro do Gelo.
__Eu vim impedir o sacrifício que vocês pretendem realizar nesse templo profano.
__Você é um traidor. Antigamente você servia aos orixás, mas agora serve a Jesus Cristo.
__Antes eu vivia na escuridão, mas hoje sou guiado pela luz do Salvador.
__Veremos quem é o verdadeiro deus, o Deus judaico-cristão ou Baal-Zebube, o Senhor das Moscas. Hahahahahahahahahaha. 
Shiro entrou numa sala que tinha vários tipos de espadas e lanças penduradas nas paredes e foi surpreendido por Kwan Kun.
__Você deve ser Shiro, o mestre na Arte da Espada?
__Sim, sou eu. E você é Kwan Kun, acertei?
__Isso mesmo.
__Onde estão as garotas?
__Terá que me vencer primeiro se quiser saber a localização delas.
__Então, eu te vencerei.
Jeú estava se aproximando da sala real, onde se encontrava Lothos, quando foi barrado por Jack da Lanterna.
__Se você quiser entrar nesse recinto terá que passar por cima de mim.
__A época do Halloween já passou, então, por que você continua usando essa fantasia ridícula, seu otário?
__Você é bem engraçadinho, seu palhaço, mas eu acabarei com a sua graça agora mesmo.
O militar sacou uma pistola Colt calibre 45 e efetuou um disparo na direção de seu oponente, mas o satanista escapou da bala usando o seu teletransporte surgindo atrás do capitão. Quando o herói se virou para contra-atacar foi desarmado e arremessado contra a parede pela telecinese do feiticeiro.
Loki assoprou as suas chamas infernais e Davi escapou da morte se jogando para o lado. O deus do fogo lançou várias bolas de fogo e o Herói se esquivou das magias.
__Você é bastante habilidoso, mas não poderá se esquivar para sempre.
Davi desferiu um soco uke em seu abdômen e três socos cruzados em seu rosto; o vilão se irou e o espancou brutalmente.
__Fiquei sabendo que você além de ser praticante de artes marciais também é historiador. Então, você sabe que o Diabo está no controle da História.
__Deus é o Senhor da História!
__A opressão sempre foi o alicerce das civilizações humanas. Quando os maus vencem, eles passam a ser os bons, e quando os bons perdem, eles passam a ser os maus. Por isso, os que ganham as guerras é que contam a História.
__Idiota! Deus sempre esteve no controle da situação e regeu a História da humanidade. Ele sempre ergueu heróis para castigar os maus e exaltar os bons. O bem sempre triunfará sobre o mal, porque o Messias quando morreu na cruz e ressuscitou vencendo a morte e o Inferno decretou a derrota definitiva de Satanás. Durante a História, grandes impérios considerados invencíveis nas suas épocas foram derrubados e todos os malfeitores colheram o que plantaram, pois Deus levanta reis e poderosos e os derruba quando quer, ou seja, Ele é soberano e tem o poder para fazer o que bem entende com os habitantes da Terra. Deus sempre vencerá o Diabo e isso é algo que ninguém pode mudar.
O Herói avançou com ímpeto e fúria no seu adversário e ambos trocaram socos e chutes espancando um ao outro com eficiência.
Morgan tentou congelar o capoeirista com o seu poder congelante, mas Apolo se esquivou das rajadas de gelo e desferiu um chute frontal em seu estômago, um chute faca em seu tórax e uma giratória em sua cara. O Guerreiro do Gelo se enfureceu e golpeou diversas vezes o missionário. Apolo estava decidido a ganhar essa batalha, porque ele sabia que se perdesse pessoas inocentes morreriam, e desferiu diversos tipos de chutes no abdômen e no rosto do feiticeiro o derrotando.
Kwan Kun empunhava a sua Chien e Shiro desembainhou a sua Katana (espada de samurai) e os dois duelaram ferindo um ao outro gravemente, mas o guerreiro cristão conseguiu desarmar o seu inimigo jogando a arma longe, e tentou traspassar a sua Katana no coração dele, mas o guerreiro das trevas se desviou do ataque e a espada ficou encravada num pilar. Kwan Kun juntou as suas mãos criando uma bola de energia e a lançou contra o seu adversário que se esquivou da magia que atingiu uma parede a despedaçando. Shiro avançou em seu oponente e ambos se surraram. O vilão juntou as suas mãos novamente criando outra bola de energia e a lançou contra o seu inimigo e o herói se esquivou da magia que atingiu um pilar que acabou caindo em cima de Kwan Kun e ele foi derrotado.
Jack da Lanterna paralisava Jeú e o arremessava em todos os cantos da sala usando a sua telecinese, mas Jeú com a sua força de vontade conseguiu resistir a esse poder maléfico e avançou desferindo um potente soco direto na cara do satanista o derrubando. Jack da Lanterna se levantou tentando retalhá-lo com a sua foice, mas o herói se esquivou várias vezes da lâmina mortal, lhe tomou a arma e a quebrou ao meio. O feiticeiro escapava dos ataques do militar usando o seu teletransporte, mas quando Jeú conseguiu pegá-lo o espancou e o venceu. 
Davi desferiu diversos tipos de socos no estômago e no rosto de Loki o deixando zonzo e, em seguida, lhe golpeou com um potente soco gancho no queixo e o derrubou.
__Você é muito forte mesmo! Mas, eu ainda não fui vencido.
O satanista se levantou e foi possuído por um espírito maligno e se transformou num lobisomem que rugiu terrivelmente fazendo o templo estremecer. O Herói saltou desferindo um chute lateral e uma giratória em sua cara, e correu até próximo de um precipício; ele sacou a sua arma e efetuou vários disparos na besta infernal, mas de nada adiantou. Quando o monstrengo avançou com a intenção de estraçalhá-lo, Davi deu uma cambalhota entre as pernas da criatura demoníaca e o vilão caiu no abismo. 
Os heróis invadiram o recinto onde as mulheres raptadas seriam sacrificadas e os satanistas fortemente armados os cercaram. Quando os guerreiros cristãos iam ser fuzilados, a polícia invadiu o local e houve troca de tiros; vários satanistas morreram e quase todos os criminosos sobreviventes foram presos e as garotas resgatadas. Lothos conseguiu escapar fugindo por uma passagem secreta.
Baphomet voltou a atacar a população e os heróis se armaram e foram ao seu encalço. O deus das bruxas se encontrava no Bairro Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, e ele resistia aos disparos efetuados pelos guerreiros cristãos. Os heróis tentaram bater nele, mas foram espancados. O Exército também tentava deter o Bode de Mendes, mas o monstro macabro parecia invencível. Jeú pegou um lança-granadas M-79 e efetuou diversos disparos em Baphomet o despedaçando. Os soldados recolheram os pedaços do deus das bruxas e agradeceram os guerreiros cristãos pela ajuda. Assim, foi à derrota do Bode de Mendes.
Os heróis pensavam que haviam derrotado todos os vilões, mas Davi, devido a sua ótima percepção, desconfiava que ainda tinha sobrado mais um inimigo. O Herói seguindo a sua intuição e instinto foi guiado para outro local, a Represa Guarapiranga.
Davi chegou até um campo aberto e viu um homem formoso, alto e forte, revestido por uma armadura negra e trajando vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Era outro guerreiro também muito antigo. Era Lothos, o Terrível.
Davi e Lothos pelejaram de forma brutal. Ambos se espancaram e ficaram gravemente feridos. O Herói e o “Cafetão” se surravam até ambos ficarem esgotados. Nem os fortes punhos e as poderosas magias de Lothos conseguiam fazer Davi desistir da luta. Lothos era muito mais forte e ágil de que Davi, mas o guerreiro cristão não estava sozinho nessa batalha. Os companheiros de Davi chegaram para auxiliar o seu amigo. Quando os heróis juntaram as suas forças e habilidades, Lothos começou a perder.
Lothos, o Terrível, sabendo que não conseguiria matar os heróis, decidiu fugir para poder lutar outro dia. Assim, os servos de Deus venceram Lothos (o Terrível) e Baphomet (Azazel), o deus das bruxas, o Bode de Mendes.
Davi e seus companheiros de batalha libertaram todos os escravos e “prostitutas” do domínio maligno de Lothos. Todas as “desertoras” que se converteram a Cristo e os demais prisioneiros foram libertados e agora estavam livres para servir a Deus. 
Davi e seus amigos cumpriram a sua missão e ficaram contentes pelo mal ter sido derrotado novamente. A Irmandade foi vencida, mas ainda pretendia dominar o país. Entretanto, os heróis sempre os impediriam fazendo a justiça prevalecer.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.


 

A LUTA DO CRISTÃO - 2


Separamos alguns comentários de grandes homens de Deus sobre esse assunto: Charles Hodge, William Spurstowe, George Whitefield, William Hendriksen, Thomas Watson, William Perkins e John Bunyan.
• CHARLES HODGE (1797-1878)
"Como flechas ardentes não apenas perfuravam, mas incendiavam o que perfuravam, eram duplamente perigosas. Eles servem aqui, portanto, como o símbolo dos ferozes ataques de Satanás. Ele lança flechas de fogo na alma do crente; quem, se desprotegido pelo escudo da fé, logo pereceria. É uma experiência comum do povo de Deus que, às vezes, pensamentos horríveis, profanos, blasfemos, céticos, malignos se aglomeram na mente, que não podem ser explicados por nenhuma lei comum da ação mental e que não podem ser desalojados. Eles grudam como flechas ardentes; e encha a alma de agonia. Eles podem ser extintos apenas pela fé; chamando por Cristo por ajuda. Esses, no entanto, não são o único tipo de dardos ardentes; nem são os mais perigosos. Há outros que despertam paixão, inflamam ambição, excitam cupidez, orgulho, descontentamento ou vaidade; produzindo uma chama que nosso coração enganoso não é tão pronto para extinguir, e que muitas vezes é permitido queimar até produzir um grande dano e até destruição. Contra essas armas mais perigosas do maligno, a única proteção é a fé. É somente olhando para Cristo e invocando sinceramente sua interposição em nosso favor que podemos resistir a esses ataques insidiosos, que inflamam o mal sem o aviso da dor." (Charles Hodge, Comentário sobre a epístola aos Efésios, p. 270)
• WILLIAM SPURSTOWE (1605-1666)
"O diabo insiste persistentemente os homens em um pecado específico. Ele insere maus pensamentos na mente (João 13:2). Ele pressiona persistentemente até que os homens sucumbam, como Dalila fez com Sansão (Juízes 16:16)."
(William Spurstowe, citado por Joel Beeke e Mark Jones, A Puritan Theology, capítulo "Os Puritanos sobre Demônios")
• GEORGE WHITEFIELD (1714-1770)
"Mas deixe-me observar para você que tudo que deve ser proferido no discurso a seguir é projetado apenas para aqueles que realmente entraram na vida divina; e não para quase cristãos carnais, que têm a forma de piedade, mas nunca sentiram o poder disso em seus corações. [...] Quarto dispositivo que vou mencionar, ele está incomodando você com pensamentos blasfemos, profanos e incrédulos; e, às vezes, em tal grau, que eles são tão atormentadores. Alguns, de fato, estão aptos a atribuir todos esses maus pensamentos a uma desordem do corpo. Mas aqueles que conhecem alguma coisa da vida espiritual, podem informá-lo, com maior certeza, que, para a generalidade, procedem daquele perverso, o diabo; que, sem dúvida, tem o poder que lhe foi dado de cima, e agora como antes, para perturbar o corpo, como fez com Jó, para que, com mais sigilo e sucesso, trabalhe, agite e atormente a alma. Você que sentiu os dardos inflamados dele, pode se apegar à verdade disso e, por experiência fatal, pode dizer quantas vezes ele ordenou que você 'amaldiçoe a Deus e morra' e lançou em seus pensamentos mil sugestões blasfemas, mesmo em suas aposentadorias mais secretas e solenes; o bar olhando para trás, o que faz seus corações tremerem. Eu apelo à sua própria consciência; Alguns de vocês, quando levantaram as mãos sagradas em oração, foram incomodados com uma multidão de insinuações tão horríveis, que muitas vezes foram tentados a se levantar de joelhos e levados a acreditar que suas orações eram uma abominação ao Senhor? Não, quando, com o resto de seus irmãos cristãos, você se amontoou em volta da mesa sagrada e tomou em suas mãos os símbolos sagrados do corpo e sangue mais abençoados de Cristo, em vez de se lembrar da morte de seu Salvador, você não trabalhou em expulsando maus pensamentos, como Abraão expulsou os pássaros, que vieram devorar seu sacrifício; e assim ficou aterrorizado, para que você não coma e beba sua própria condenação? Mas não se surpreenda, como se algo estranho lhe tivesse acontecido; pois esse tem sido o lote comum de todos os filhos de Deus. Lemos, mesmo no tempo de Jó, 'que quando os filhos de Deus apareceram diante de seu Criador, (no culto público), Satanás também veio entre eles', para perturbar suas devoções.
E não pense que Deus está zangado com você por esses pensamentos perturbadores, embora sempre tão blasfemos: Não, ele sabe que não é você, mas Satanás trabalhando em você; e, portanto, não obstante, ele pode estar descontente e certamente o punirá; no entanto, ele terá pena e recompensará você. E, embora seja difícil fazer as pessoas em suas circunstâncias acreditarem nisso; todavia, duvido que não, mas você é mais aceitável a Deus, ao cumprir seus santos deveres no meio de tais distrações involuntárias, do que quando você é envolvido por devoção, por assim dizer, no terceiro céu; pois você está sofrendo e fazendo a vontade de Deus ao mesmo tempo; e, como os servos de Neemias na construção do templo, estão segurando uma espátula em uma mão e uma espada na outra. Não se deixe levar pelo uso de qualquer ordenança, por causa daquelas sugestões abomináveis; pois então você deixa Satanás obter a vantagem desejada sobre você; sendo seu principal objetivo, por esses pensamentos, fazer você cair nos meios da graça; e para tentá-lo a acreditar, você não agrada a Deus, por nenhuma outra razão, senão porque não se agrada a si mesmo. Antes, perseverar no uso da sagrada comunhão, especialmente, e em todos os outros meios; e quando essas tentações tiverem causado em você a resignação, pela qual foram permitidas, Deus o visitará com novos sinais de seu amor, como ele conheceu Abraão, quando ele voltou da matança dos cinco reis; e enviará um anjo do céu, como ele fez ao seu Filho, com o propósito de fortalecer você."
(George Whitefield, Dispositivos de Satanás, disponível http://www.ccel.org/ccel/whitefield/sermons.l.html)
• WILLIAM HENDRIKSEN (1900-1982)
"Pedro não estava possuído quando repreendeu o Senhor e disse-lhe que não deveria ir a Jerusalém para ser morto (Mateus 16:22), mas de onde ele tirou esse pensamento? De onde veio? Originou - se do coração de Pedro? O Senhor parece pensar diferente quando se voltou para Pedro e se dirigiu diretamente a Satanás. Hendriksen, em seu comentário de Matthew, diz nesta passagem:
'...o Senhor reconhece que Satanás está usando Pedro como seu agente na tentativa de seduzir Jesus para tentar obter a coroa sem suportar a cruz. Então, Jesus, ao falar com Pedro, está realmente se dirigindo a Satanás, ou, se preferir, está se dirigindo ao que quer que tenha sido perversamente influenciado pelo príncipe do mal...Jesus continua: você é uma armadilha para mim, porque você está olhando para as coisas não do ponto de vista de Deus, mas do homem. Jesus imediatamente reconhece a armadilha que Satanás está preparando. Nem por um momento ele aceita a sugestão do diabo. Ele sabe que está sendo confrontado pelo mesmo tentador que em uma ocasião anterior tentou invocá-lo com uma falsa promessa...'
'Pedro, deixando-se influenciar por Satanás, estava falando do ponto de vista tolamente humano...[e] não percebeu que estava pedindo sua própria condenação eterna [se Cristo não tivesse ido à cruz].' (Wm Hendriksen Commentary on Matthew, p. 655, 656)
Este é um exemplo de ambos serem influenciados por Satanás e terem seus pensamentos e até vontade infiltrados. Por infiltrado, refiro-me à má sugestão do diabo se enraizando na mente de Pedro e depois expresso e falado com Jesus. O diabo havia entrado na mente de Pedro e seus pensamentos foram canalizados através dele. O Senhor reprovou isso instantaneamente e, sem dúvida, Pedro foi atingido por essa temível repreensão de Cristo e se arrependeu instantaneamente. Isso foi feito pelo Senhor, mas às vezes os maus conselhos - sugeridos por Satanás - criam raízes no coração das pessoas." (William Hendriksen, Evangelho de Mateus)
• THOMAS WATSON (1620-1686)
"O diabo, se ele não puder nos impedir do dever, nos impedirá no dever. Quando vamos diante do Senhor, ele está à nossa direita para resistir a nós (Zc 3:1). Como quando um homem escreve, e outro fica ao seu lado, para que ele não possa escrever uniformemente. Satanás colocará objetos vãos para causar um desvio. O diabo não se opõe à formalidade, mas ao fervor. Se ele perceber que estamos nos empenhando seriamente em buscar a Deus, ele estará sussurrando coisas em nossos ouvidos, para que mal possamos prestar atenção ao que estamos fazendo." (Thomas Watson, The Godly Man's Picture, p. 162-163)
• WILLIAM PERKINS (1558-1602)
"O diabo transmite à mente [de um homem], por sugestão interna ou objeto externo, o movimento ou a cognição desse pecado que ele gostaria que ele cometesse."
(William Perkins, The Combat between Christ and the Devil Displayed, p. 376)
• JOHN BUNYAN (1628-1688)
"Na oração, também, fiquei muito perturbado neste momento; às vezes pensei que deveria ver o diabo; antes, pensei que eu o sentisse, atrás de mim, puxar minhas roupas; ele também estaria continuamente comigo na hora da oração; pare, apresse-se, você já orou o suficiente e não fique mais, ainda me afastando a mente. Às vezes, também, ele lançava pensamentos perversos como estes: que devo orar a ele ou por ele. Algumas vezes eu pensei nisso - Caia, ou 'se você cair e me adorar' (Mt 4:9). Além disso, quando, por ter tido pensamentos errantes no tempo deste dever, trabalhei para compor minha mente e fixá-la em Deus, então, com grande força, o tentador trabalhou para me distrair e me confundir, e desviar minha mente, apresentando ao meu coração e imaginando a forma de um arbusto, um touro, uma vassoura ou algo semelhante, como se eu devesse orar a eles; para eles, ele também, em alguns momentos, especialmente, de modo que eu pensava que eu era como se não pudesse pensar em mais nada, ou rezar para mais nada a não ser a esses, ou como eles. Contudo, às vezes eu deveria ter algumas apreensões fortes e comoventes de Deus, e a realidade da verdade de Seu evangelho; mas oh! como meu coração, nesses momentos, se manifestava com gemidos inexprimíveis. Minha alma inteira estava então em cada palavra; Eu deveria chorar de dor por Deus, para que Ele fosse misericordioso comigo; mas então eu deveria estar assombrado novamente com conceitos como esses: eu deveria pensar que Deus zombou dessas, minhas orações, dizendo, e que na platéia dos santos anjos, este pobre coitado simples me deseja como se eu tivesse nada a ver com a Minha misericórdia, mas conceder isso a ele. Ai, pobre tolo! como foste enganado; Não é para você como ter favor com o Altíssimo. Então o tentador veio sobre mim, também, com desânimos como estes: Você é muito ardente por misericórdia, mas eu vou esfriar você; esse quadro não deve durar sempre; muitos têm sido tão quentes quanto você por um espírito, mas eu apaguei o zelo deles. E com isso, aqueles e aqueles que caíam seriam postos diante dos meus olhos. Então eu deveria ter medo de fazê-lo também; mas, pensei eu, fico feliz que isso venha à minha mente. Bem, vou assistir e tomar o máximo de atenção que puder. Embora você faça, disse Satanás, serei muito difícil para você; Vou esfriar você insensivelmente, aos poucos, aos poucos. Que cuidado eu, diz ele, embora eu tenha sete anos arrepiando seu coração se eu puder fazê-lo finalmente? O balanço contínuo embalará uma criança chorando no sono. Vou dobrá-lo para perto, mas terei meu fim realizado. Embora você esteja ardendo de calor no momento, ainda assim, se eu puder puxá-lo deste fogo, terei seu frio antes que demore."
(John Bunyan, Graça Abundante ao Principal dos Pecadores)
VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ NESSA BATALHA!

sábado, 21 de setembro de 2019

GUERREIROS DA ESPERANÇA (JUSTIÇA E HONRA)



Filipe Levi
GUERREIROS DA ESPERANÇA (JUSTIÇA E HONRA)



Deus, o Criador, o Eterno, criou o Universo, as galáxias, os astros e os planetas. Yahweh, o Único Deus, criou a Terra e todos os seus habitantes. Deus também criou o homem a sua imagem e semelhança, mas por causa da desobediência do homem, o pecado afastou o homem de Deus. O pecado era como uma doença, um vírus mortal que se alastrava sobre o mundo, contaminando todos os seres humanos. Por causa do pecado, a morte, a agonia, a dor, o sofrimento, o tormento e a destruição assolavam o planeta. Essa epidemia viral se alastrava sobre a Terra, levando todos os homens a morte. Deus, por amor do seu povo (que Ele mesmo elegeu, escolheu e predestinou antes da fundação do mundo), enviou o seu Único Filho (Jesus) para sofrer e morrer no lugar do seu povo, para que o seu sangue inocente resgatasse os escolhidos de Deus das trevas e os livrasse da morte eterna, os trazendo para a sua maravilhosa luz.
Jesus Cristo, o Messias, andava com as pessoas que eram a escória da sociedade. O Messias Libertador se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Jesus comia e bebia com os pecadores. Cristo era conhecido como o “Amigo das prostitutas e dos pecadores”. Apesar de Jesus nunca ter se envolvido com os Zelotes (grupo armado de guerrilheiros radicais que pretendiam derrubar o Império Romano do poder), Ele nunca foi “Hippie” (paz e amor) e nem um grande pacifista. Jesus elogiou a fé e a integridade de um centurião e reconheceu que o poder que Pôncio Pilatos tinha foi concedido por Deus. João Batista, o seu precursor, em uma ocasião, batizou alguns soldados que lhe perguntaram o que eles deveriam fazer para agradar a Deus, e em nenhum momento, João Batista lhes recriminou por serem militares, pelo contrário, ele lhes incentivou a permanecerem no serviço militar, portanto, que eles fossem soldados justos e honestos (Lucas 3:14).
Jesus Cristo, o Messias, foi traído por um dos seus apóstolos, que se enforcou mais tarde por causa do remorso de tê-lo traído. O Messias foi ferozmente espancado e torturado com torturas indescritíveis. Depois, Jesus foi obrigado a carregar a sua própria cruz onde Ele seria crucificado. Cristo foi pregado vivo numa cruz, onde Ele derramou o seu precioso e poderoso sangue, pelo qual purificaria todos os nossos pecados. Jesus Cristo, o Messias, morreu, mas no terceiro dia ressuscitou, vencendo a morte e o pecado, porque Ele é o Grande Libertador de Israel (Aquele Que Venceu a Morte). Cristo tem as chaves da morte e do Inferno. O Nome de Jesus é o Nome que está sobre todos os nomes. O Rei dos reis e o Senhor dos senhores. O Rei legítimo de Israel. O verdadeiro herdeiro do trono de Davi. O verdadeiro Rei dos judeus. Esse é Jesus, o Filho de Deus.
Os primeiros seguidores de Jesus eram conhecidos como os nazarenos, mas em Antioquia da Síria, eles passaram a serem conhecidos como “cristãos”. Os seus doze apóstolos eram os principais líderes da Igreja Cristã. Paulo e Pedro foram os mais importantes deles. Nas primeiras décadas, o Império Romano não importunou os cristãos, mas, sim, o Sinédrio (liderado pelos malditos fariseus, os religiosos hipócritas e falsos moralistas que Jesus tanto combatia). Em 64, com o incêndio que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, e com isso, começou uma grande perseguição contra a Igreja Cristã. Em 66, começou a Revolta Judaica, liderada principalmente pelos Zelotes. Em 68, com a morte de Nero, quando o imperador foi cercado pela própria Guarda Pretoriana, que pretendia torturá-lo e matá-lo, Nero, preferiu se suicidar a ser capturado e sofrer nas mãos dos guardas pretorianos. Em 69, Vespasiano, que liderava o Exército Romano contra os judeus, teve que voltar para Roma para assumir o trono. O general Tito, o Abominável da Desolação, liderou os soldados romanos em seu lugar. Em 70, Tito destruiu o Templo de Jerusalém e derrotou a resistência, sufocando a rebelião, dizimando os Zelotes. Flávio Josefo, um historiador judeu, que participou da Revolta Judaica, relatou em seus escritos sobre esta grande guerra, e também sobre João Batista e Jesus Cristo.
No Concílio de Jerusalém, em 50, os cristãos judeus e gentios se reuniram para discutir sobre os costumes judaicos na Igreja. Foi decidido entre eles, que os cristãos não praticassem relações sexuais ilícitas, não bebessem sangue e nem comessem animais que morressem estrangulados ou sufocados, e nem comessem alimentos sacrificados aos ídolos. Paulo explica que se os cristãos orarem antes de comerem alimentos sacrificados aos ídolos, e, portanto, que não escandalizassem os irmãos fracos na fé, não seria pecado ingeri-los. Sobre beber sangue, isso era uma prática do contexto judaico, assim como não comer animais que morressem estrangulados ou sufocados, até porque, os pagãos tinham o costume de beber sangue como um ato de adoração para adorarem os seus deuses. Isso era do contexto histórico da época, e não implica em nada os cristãos de hoje, comerem toicinho, galinha ao molho pardo ou ingerir sangue de animais na selva para sobreviver. Sobre as práticas sexuais ilícitas, a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina mesmo que o sexo somente deve ser praticado entre um homem e uma mulher no contexto do casamento, fora disso, é pecado e desagrada a Deus.
Nos três primeiros séculos da Igreja Cristã, os cristãos foram perseguidos sem piedade. Os seguidores de Jesus eram presos, espancados, torturados, violentados e mortos das mais terríveis formas possíveis. A maior parte dos cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses pagãos. Muitos soldados romanos que se convertiam ao Cristianismo eram exonerados de seus cargos e executados como traidores, porque se recusavam a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses. Apesar de toda essa perseguição por parte do Estado, existiam cristãos entre a Guarda Pretoriana (Os Santos da Casa de César) e um centurião de Cesaréia conhecido como Cornélio. Houve um procônsul cristão em Chipre chamado Sérgio Paulo e o rei de Edessa da Síria chamado Abgaro. Existiram dois cônsules cristãos, Acílio Glabrio e Flávio Clemente. Esses homens investidos de autoridade estavam entre os poucos cristãos primitivos do primeiro século que ocupavam cargos no governo. Apesar de terem existido muitos cristãos primitivos que satanizavam as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades legalmente constituídas eram legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17), reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons.
Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. A Guerra Física cabe ao Estado lutar; e a Guerra Espiritual cabe a Igreja combater. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo (Alegorismo) nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus para punir os malfeitores (dentro da legalidade, de acordo com as leis).
O Sexto Mandamento (Lo Tirsah em hebraico e Ou Foneuseis em grego) sempre se referiu somente ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras e a pena capital. O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” só eram usados para se referir ao homicídio ilícito, e nunca a matar quando realmente há necessidade, como, por exemplo, na legítima defesa, nas pelejas e na pena capital (pena de morte). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” são usados somente quando se trata de assassinato, ou seja, do homicídio criminoso. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. A violência pode ter um bom uso quando essa violência é usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros).
Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou os juramentos em si, mas, sim, aquelas pessoas mentirosas e sem palavra que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. Além do serviço militar, os médicos fazem juramentos, assim, como o casamento é um juramento de lealdade ao seu companheiro (esposa ou marido).
Os Pais da Igreja, Ireneu de Lyon, Clemente de Alexandria e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa (muito antes de Agostinho de Hipona existir). Clemente de Alexandria além de defender o combate bélico, também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Clemente de Alexandria também defendia a Resistência ao Tirano, quando um governante era opressor.
Com o Édito de Milão, em 313, os cristãos finalmente conseguiram a sua tão almejada liberdade religiosa e com isso, cessou a perseguição. Em 314, no Concílio de Arles, a Igreja Primitiva reconheceu oficialmente que o serviço militar é bíblico e que é lícito os cristãos se alistarem no Exército. Em 325, no Concílio de Nicéia, o imperador Flávio Valério Constantino, organizou essa reunião entre 318 bispos cristãos que vieram de várias regiões. Neste Concílio, os 27 Livros do Novo Testamento foram reunidos e junto com os 39 Livros do Antigo Testamento, os 66 Livros da Bíblia foram considerados inspirados pelo Espírito Santo de Deus. O Imperador Constantino não poderia ter manipulado este Concílio, pois ele não sabia ler e nem escrever. Constantino apenas se preocupava em resolver as desavenças entre os cristãos (por questões políticas, obviamente), pois ele pouco se importava com a fé cristã de fato (esse imperador somente se converteu ao Cristianismo no final de sua vida). A Igreja Primitiva passou a ser conhecida como Igreja Católica. Antes do Concílio de Nicéia a Bíblia dos cristãos primitivos era o Antigo Testamento (os Livros e Cartas do Novo Testamento só foram reunidos no Concílio de Nicéia).
No começo, o Catolicismo era verdadeiramente bíblico e cristão, mas com o passar do tempo, a corrupção, a idolatria e as heresias dominaram a Igreja Católica, a corrompendo de tal modo, que foi necessária uma Reforma, que só aconteceria no século XVI, provocada por um monge agostiniano chamado Martinho Lutero, um gênio, rebelde e libertador, que ousou questionar e se opor ao poder do Clero e da Igreja Católica. Um homem a frente do seu tempo.
Durante a Idade Média, antes da Reforma Protestante, inúmeras pessoas inocentes acusadas de serem bruxas ou hereges foram queimadas vivas nas fogueiras da Inquisição. Incontáveis pessoas inocentes foram torturadas, violentadas e mortas, acusadas por crimes que nunca cometeram. Com as vendas de relíquias, indulgências e cargos eclesiásticos, muitos homens de Deus (muitos eram do próprio Clero) passaram a discordar e a combater as heresias pregadas pela Igreja Católica e ousaram se opor ao seu domínio e opressão. Durante este tempo, também houve as Cruzadas, que os cavaleiros medievais (apesar de muitos deles serem guerreiros honrados) foram enganados pelo Clero, que distorceu a teologia da Guerra Justa ensinada por Agostinho de Hipona. Tomás de Aquino também apoiava a Guerra Justa, e também a legítima defesa e a Resistência ao Tirano (quando um governante era corrupto e ditador).
Durante a Idade Moderna, no século XVI, os Reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio, foram os principais provocadores da Reforma Protestante. Os luteranos na Alemanha, os huguenotes na França e os puritanos na Inglaterra (XVII) e muitos outros protestantes empunharam armas para combater os seus perseguidores e para restituir a identidade da Igreja de Cristo.
Com o Avivamento Puritano, que ocorreu depois da Reforma Protestante, a Igreja de Cristo se fortaleceu, mas depois veio à apostasia, e a Igreja passou a se esfriar novamente. Com o declínio do Cristianismo, as heresias passaram a dominar as igrejas evangélicas novamente, e Satanás, o Diabo, distorcendo as Escrituras (como ele sempre fez desde o início dos tempos), passou a ludibriar e a enganar os cristãos com mentiras e heresias destruidoras.
No século XX, aconteceram as Duas Grandes Guerras, onde vários genocídios foram praticados. Com o Nazismo e com o Fascismo, a intolerância ideológica tomou conta de vários corações pré-dispostos para o mal (assim, como o maldito Socialismo que pregava a igualdade social, mas na prática só igualava a miséria dos pobres e enriquecia os seus governantes que eram ditadores cruéis e corruptos). Na União Soviética, na China e na Coreia do Norte foram onde os religiosos (principalmente, cristãos) foram os mais perseguidos. Os cristãos sofreram torturas terríveis, violência sexual e assassinatos bárbaros. Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, a Itália e o Japão foram os responsáveis por vários crimes de guerra e atentados contra a humanidade. Adolf Hitler e seus comparsas (Eixo do Mal) praticaram atrocidades em nome do ódio e da intolerância, mas no final, foram derrotados pelos Aliados.
No século XXI, o Terrorismo se fortaleceu e passou a aterrorizar a Europa e os Estados Unidos da America. A China, a Rússia e a Coreia do Norte declararam guerra contra os Estados Unidos e seus aliados. Armas nucleares e bombas de hidrogênio foram usadas, sem contar com armas químicas e biológicas. Armas de destruição em massa foram usadas para dizimar diversos povos. O planeta ficou em chamas. Depois dessa Grande Guerra, houve muita fome na Terra e poucos conseguiram sobreviver.
Por causa da Primavera Árabe (que ocorreu antes da Terceira Guerra Mundial), surgiram muitos grupos terroristas extremistas. Já não bastavam a Al-Qaeda e o Talibã, também acabaram surgindo o Boko Haram e o Daesh, conhecido também como ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria). O Boko Haram e o EI (Estado Islâmico) torturavam e assassinavam os seus desafetos das maneiras mais brutais possíveis. Esses terroristas malditos capturavam mulheres inocentes e as escravizavam as tornando em suas escravas sexuais. Existiam muçulmanos moderados, que eram homens bons e guerreiros honrados, que não concordavam com os métodos sujos e brutais do Estado Islâmico, como os Peshmergas (Aqueles Que Enfrentam a Morte) e os Yazidis, que tinham a sua religião própria (existiam mulheres e até cristãos que se alistavam nos exércitos Peshmergas para poderem combater o Estado Islâmico). 
Com o avanço da Ciência, animais pré-históricos foram ressuscitados e deformidades e aberrações genéticas também foram criadas em laboratórios clandestinos. A Inteligência Artificial foi criada, e com ela máquinas de matar com autonomia própria passaram a caçar os seres humanos, porque enxergavam a raça humana como ameaça. Os cientistas quiseram criar o soldado perfeito, e acabaram criando mortos-vivos que ficaram fora de controle e que começaram a matar e a comer os vivos. Vampiros e zumbis se espalharam pelo mundo, conquistando e dominando muitas cidades.
Ditadura após ditadura; revoluções e mais revoluções; rebeliões e motins tomavam conta de muitas nações. Os reinos dos homens se destruíam entre si. Nação se levantava contra nação; e reino se levantava contra reino. Era só genocídio e carnificina. Os homens não se entendiam entre si. Na verdade, a humanidade nunca soube se entender.
Depois do cataclisma global, os homens se tornaram mais bárbaros do que já eram. Com o colapso mundial, os homens passaram a se matar e a se massacrar como nunca aconteceu antes. Eles se devoravam literamente entre si. A fome e a miséria assolavam a Terra. A sociedade estava totalmente desestruturada.
Os homens se esqueceram de Deus e dos seus Santos Mandamentos. A corrupção, a maldade, o sadismo, a crueldade, a vilania, a prostituição, a perversão, a depravação, a ganância, a avareza, a idolatria, a feitiçaria, o assassinato criminoso, a covardia, a opressão, a violência sexual, a tortura, o egoísmo e o individualismo das pessoas. O pecado tomou conta de tudo. 
No Brasil, a apostasia também tomava conta das igrejas evangélicas, mas aos poucos, os verdadeiros cristãos se posicionavam e o avivamento (de volta as Escrituras) começou a aflorar. Existiam jovens crentes em Jesus que eram profetas de Deus na sua geração. Rapazes que faziam a diferença, porque amavam a Deus e não se contaminavam com a corrupção desse mundo. Existia um grupo de jovens cristãos, praticantes de artes marciais e com treinamento militar que combatiam todos os homens maus que ameaçavam os indefesos e as pessoas que eles amavam.
Carlos era historiador e professor de História. Ele tinha treinamento militar e na Segurança Privada (Vigilante Patrimonial). Carlos praticou Kung Fu, Jiu-Jitsu, Boxe (Pugilismo) e praticava Muay Thai. O Herói era um historiador que acreditava piamente na inerrância das Escrituras, pois para ele a Bíblia era realmente de fato a Palavra de Deus. Carlos era um homem valente que lutava pela verdade e pela justiça, pois ele sempre lutava pelos direitos dos outros.
A Irmandade além de lutar fisicamente (com lutas e armas bélicas) também invocava exércitos espirituais contra aqueles que os atrapalhavam. Carlos estava na lista dos mais procurados dos Adoradores do Diabo. O Herói sempre orava por Adélia, a sua melhor amiga, por quem ele orava e intercedia durante anos por sua Salvação. Chanclas (Satanás, o Diabo) havia aprisionado e escravizado Adélia, que estava sendo preparada para ser sua sacerdotisa. Carlos se reuniu com seus companheiros de armas e formaram um grupo de resgate para resgatar Adélia das mãos de Chanclas (o Símbolo dos ímpios, o Vilão de Gibi).
Baphomet, o deus das bruxas, conhecido também como o Bode de Mendes, era quem junto com Chanclas escravizava Adélia e a subjugava com seu grande poder. Além de seus mercenários e assassinos que lutavam fisicamente, Chanclas e Baphomet também tinham espíritos destruidores sob seu comando que eles enviavam para matar e destruir todos aqueles que os atrapalhavam.
Jericho era um policial íntegro e honesto que apesar das tentações nunca aceitou propinas e subornos. Jericho era um grande aliado de Carlos na luta contra a Irmandade (seita satânica) que constantemente tentava matá-los para tirá-los da jogada.
Dante era um oficial do Exército que era muito amigo de Carlos, pois ambos eram grandes aliados na luta contra o mal. Dante era mestre de artes marciais e um exímio atirador. Um grande guerreiro e combatente que lutava em prol da justiça, sempre protegendo os indefesos e combatendo o mal.
Leonardo era um grande pregador e um valente guerreiro que tinha como a maior ambição de sua vida estar na lista dos mais procurados do Diabo. O seu nome era conhecido no Céu e temido no Inferno. Leonardo era um grande companheiro de Carlos e ambos juntaram as suas forças para combater o Reino das Trevas. Leonardo era um homem de oração que sempre orava e intercedia em favor dos outros.
Lucas era médico e um jovem guerreiro perito em vários tipos de armas e conhecedor de diversos estilos de artes marciais. Lucas era valente e corajoso e estava disposto a morrer lutando pelos seus ideais. Ele não temia a morte e estava disposto a morrer pelos seus amigos.
Satanás, o Diabo, queria destruir esses heróis que tanto atrapalhavam e ameaçavam os seus planos maléficos. Lúcifer reuniu um grupo de deuses pagãos, os demônios mais fortes e poderosos do Inferno para poder eliminar de uma vez por todas esses grandes heróis que tanto ameaçavam o seu reinado de medo, terror e morte.
Merodach, conhecido como Marduk, era o maior dos deuses babilônicos. O Antigo Testamento tremia ao ouvir o seu nome. Esse terrível deus babilônio desafiava o poder e a Soberania do Deus de Israel, o Único Deus digno de ser louvado. O Deus Vivo derrotou Merodach no passado, mas, agora, Marduk queria vingança, e decidiu descontar a sua fúria na Igreja de Cristo, o povo de Deus. Merodach era um homem de barba grande que tinha várias asas nas costas, e carregava uma grande espada consigo com a qual ele decapitava as suas vítimas.
Assur, o antigo deus da Assíria, era o maior deus dos terríveis e sanguinários assírios. Os assírios costumavam retalhar e empalar os seus inimigos. A Assíria era uma nação banhada em sangue. Os assírios eram cruéis e perversos, assim, como, o seu deus, Assur. O maior deus da Assíria tinha muitos poderes e também era extremamente forte.
Moloque, conhecido como Milcom, era um deus amonita temido pelos antigos que exigia o sacrifício de crianças para poder aplacar a sua fúria e a sua sede por sangue inocente. Ele amedrontava as nações do Antigo Testamento. O povo de Israel muitas vezes o adorou no lugar do Deus Único, o Deus Verdadeiro dos hebreus. Moloque era um homem com cabeça de touro que carregava um machado de combate consigo com o qual ele esquarteja as suas vítimas.
Baal, o deus fenício e cananeu que tinha o poder de controlar as estações e a natureza, foi adorado em várias ocasiões pelo povo de Israel no Antigo Testamento. Baal foi derrotado pelo profeta Elias no passado, e jurou vingança contra o povo de Deus por essa derrota humilhante. O povo de Israel estava em dúvida em qual Deus servir, mas Elias e outros profetas exortaram o povo a escolher a qual Deus servir, o deus Baal, ou o Deus de Israel, o Único Deus digno de ser adorado e cultuado.
Baphomet, o deus das bruxas, conhecido como o Bode de Mendes, era um homem com cabeça de bode, que tinha os poderes sobre a telecinese, fogo e gelo. Esse deus celta (de outras mitologias também) era muito adorado e cultuado por todos os bruxos e feiticeiros. Ele era um grande inimigo do povo de Deus, e constantemente afrontava o Altíssimo, o Deus Verdadeiro. O falso deus, Baphomet, era um vilão terrível, mas ele também sucumbiria diante do poderio e coragem dos servos de Yahweh, o Deus de Israel. Baphomet tinha duas asas nas suas costas.
Os heróis foram até uma região onde apenas a escuridão e as trevas reinavam. O ambiente era pesado e tinha cheiro de morte. O local tinha um histórico de dor, de sofrimento e de morte. Apenas a decadência e o sofrimento ditavam as regras nesse lugar. Era o Vale da Sombra da Morte, onde os deuses pagãos (demônios) aguardavam os heróis para enfrentá-los num combate até a morte. Os soldados de Cristo entraram numa fortaleza, que era onde os demônios os aguardavam para lutar.
Moloque, o Milcom, aguardava por Dante, que quando chegou teve que se esquivar várias vezes das machadadas do machado de combate de Moloque. Milcom e Dante trocaram socos, e o herói começou a ser espancado e surrado sem piedade. O deus amonita tinha mãos muito ágeis e Dante não conseguia acompanhar os seus poderosos golpes. O herói com muito esforço e determinação conseguiu contra-atacar Moloque desferindo diversos socos e chutes no deus amonita, que depois de apanhar tanto, ficou desfalecido no chão.
Baal aguardava por Jericho e quando o policial chegou já foi recebido na base da pancada, sendo surrado e espancado sem piedade. Baal usou os seus poderes para matar Jericho e pensou que havia vencido, mas Jericho começou a se defender e a se esquivar de todos os seus ataques e finalmente começou a devolver todos os golpes que recebeu do deus pagão. Baal foi espancado até ficar estirado no chão sem forças.
Merodach, o Marduk, aguardava por Leonardo para lutar contra ele numa batalha até a morte. O deus babilônico sabia que Leonardo era um grande pregador e um grande lutador de artes marciais, e queria enfrentá-lo. Leonardo chegou empunhando um machete (facão) e duelou com Merodach. O deus pagão cortou diversas vezes Leonardo, mas o guerreiro cristão conseguiu desarmar Marduk e feri-lo gravemente, o fazendo recuar, o derrotando vergonhosamente.
Assur aguardava por Lucas para combatê-lo. O deus assírio conhecia bem a fama do lutador cristão, pois ele sabia que Lucas era um grande guerreiro. Quando Lucas chegou, Assur usou todos os seus poderes e suas técnicas de combate para exterminar o jovem lutador, mas o combatente, apesar de gravemente ferido e sangrando muito, usando toda a sua força, e se baseando na sua fé, derrotou Assur usando as suas melhores técnicas.
Carlos entrou em uma sala cheia de ossos e crânios humanos e de animais e de repente foi paralisado pela telecinese de Baphomet.
__Você deve ser Carlos, o historiador cristão, não é mesmo?
__Sim, e você deve ser Baphomet, o deus das bruxas, não é?
__Isso mesmo.
__Pare com essa palhaçada e lute de forma justa comigo!
__Por que eu deveria lutar de maneira justa com você? Eu sou um demônio e não um cavaleiro. Honra e nobreza não servem para mim.
__O que quer de mim?
__Eu soube que você é um historiador. Então, você deve saber que Satanás sempre esteve no controle da História da humanidade.
Carlos se concentrou e usando toda a sua força conseguiu se libertar da telecinese de Baphomet, e, falou, dizendo:
__Errado! Deus é o Senhor da História.
__O que é injusto hoje pode se tornar justo no futuro. Muitas coisas que eram injustas no passado se tornaram justas com o passar do tempo. O que Satanás faz hoje pode parecer injusto, mas no futuro as pessoas agradecerão a ele, e as coisas que ele faz parecerão justas para os humanos. Muitas vezes é necessário praticar atrocidades para se atingir um grande objetivo. O certo e o errado dependem de quem está avaliando. O que pode ser certo para você, pode ser errado para mim, e vice-versa. As coisas que Deus fazia no Antigo Testamento na época eram certas, mas na época da Graça são consideradas erradas. O Diabo não é o vilão da História, mas, sim, Deus. Grandes impérios conquistaram outros povos e dominaram o mundo, porque foram cruéis e dissimulados. A força dita as regras. Os fracos devem servir aos mais fortes sem questionar, porque o forte sobreviverá, e o fraco irá sofrer. Essa é a lei da vida. Essa é a lei da História.
__Idiota!
__O que você disse?
__O mal não é nada além do mal; e a justiça será para sempre justiça. Os mesmos impérios que você citou, caíram e não perduraram. O dever dos fortes é proteger os fracos, e não subjugá-los. Os fortes devem defender os fracos. O certo sempre será certo, e o errado sempre será errado. As Leis de Deus são imutáveis. Deus é imutável. Os seus atributos são imutáveis. Jesus Cristo veio cumprir a Lei, e não aboli-la. Deus estabelece os reis e remove os reis. O Altíssimo coloca no poder a quem Ele quer. Ele levanta os reinos e derruba os reinos como bem entende. Jeová tem o total controle sobre os exércitos da Terra, porque Ele é o Senhor dos Exércitos.
__Se você me derrotar, o seu Deus estará certo. Mas, se eu vencer, Satanás estará com a razão. Que vença o melhor!
__Eu vou contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que você e seus comparsas têm afrontado. Deus te entregará em minhas mãos. Deus salva, não com lança, nem com espada. Deus salva, não com arma, nem com luta, porque do Senhor é a guerra. Hoje, mesmo, te matarei e entregarei o seu corpo para as aves do céu e para as bestas do campo. Todos saberão que o Deus de Israel é Deus. Que Deus é o Senhor da História! A injustiça nunca será justiça.
Carlos ficou em posição de combate e encarou bravamente o Bode de Mendes, olhando bem dentro dos seus olhos, sem demonstrar nenhum temor.
Baphomet lançou bolas de fogo e rajadas de gelo na direção de Carlos, que se esquivou das magias e avançou desferindo diversos tipos de socos em seu abdômen e rosto. O deus das bruxas o agarrou na traqueia e o suspendeu no ar e começou a socá-lo diversas vezes no estômago e na cara sem dó. Carlos ficou muito machucado com os golpes desferidos contra o seu corpo, e o deus celta o arremessou com tudo contra um pilar. O Herói ficou zonzo, e o Bode de Mendes se aproximou gargalhando sadicamente decidido a matá-lo.
__Prepare-se para morrer! A sua hora chegou! Esse é o seu fim!
__Eu não tenho medo de morrer. Se for necessário, eu me explodo junto com você. Se eu morrer, levarei você junto comigo.
__De que adianta você vencer, se você também morrerá?
__Se for por uma boa causa e por um motivo justo, não pensarei duas vezes em sacrificar a minha vida. Eu estou disposto a morrer lutando contra você. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando.
Carlos se levantou cambaleando, e o deus das bruxas desferiu um soco direto em sua direção, mas o Herói se esquivou, e o golpe desferido acertou o pilar, que se partiu ao meio, e o pilar caiu bem em cima de Baphomet. Carlos aproveitou a situação e subiu em cima de Baphomet e desferiu vários socos cruzados em seu rosto. O Herói pegou uma grande pedra, e começou a golpear a cabeça do Bode de Mendes, até desfigurá-la e destruí-la.
Os combatentes cristãos foram até a Sala Real, que era onde o rei (comandante e líder dos demônios) se encontrava. Satanás, o Diabo, os aguardava para o confronto. O Rei do Mal os esperava.
Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, se levantou de seu trono e ele estava revestido por uma armadura negra, trajava vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Nas ombreiras de sua armadura tinham várias lâminas pontiagudas e tinham lâminas cortantes em seus braceletes também. Ele segurava um grande tridente e carregava uma grande espada guardada em uma bainha presa a sua cintura.
A Sala Real estava repleta de cabeças humanas por todos os lados (de homens, de mulheres e até de crianças) e em volta de seu trono havia vários cadáveres de pessoas empaladas em estacas de madeira e lanças de ferro.
__Finalmente, vocês chegaram! Eu aguardava por todos vocês. Devo lhes dar os parabéns por terem conseguido derrotar os meus melhores guerreiros e por terem chegado até aqui. Tenho uma proposta para fazer a vocês. Quero evitar derramamento de sangue desnecessário. Eu proponho uma trégua.
Carlos, o historiador, mirava a sua pistola para o rosto do Príncipe das Trevas, e falou, dizendo, com ódio no olhar:
__Com esse cenário na sua Sala Real, deu para perceber que você quer evitar derramamento de sangue mesmo. Não queremos negociar com você. Não adianta fazer papel de bonzinho para cima da gente, que nós não vamos cair na sua conversa fiada.
__Gostaria que você soubesse que eu não tenho nada a ver com a sua infelicidade. Todas as vezes que tentei te matar, não foi nada pessoal. Eu só precisava tirar o que me atrapalhava no caminho. Eu nunca afastei as mulheres de você. Não fui eu que matei os seus amigos. Se você quiser, eu posso te tornar no maior guerreiro que já existiu na face da Terra. Eu posso te tornar num grande lutador. Eu posso trazer os seus amigos de volta. Eu posso te dar uma linda e maravilhosa mulher do jeito que você gosta. Claro, se você se prostrar diante de mim e me adorar.
__Por que eu deveria confiar em você?
__Não fui eu que te sacaneei. Eu não sou o vilão, eu não sou o bandido. Foi Deus quem te sacaneou. Não eu. Eu posso devolver tudo o que você perdeu. Eu posso realizar todos os seus sonhos. Eu posso te tornar num homem verdadeiramente feliz. Não resista, Carlos! Venha comigo massacrar todos os homens e construir um mundo novo. Torne-se um discípulo do salvador da Terra. Eu pretendo construir um mundo novo. Quero ser um deus muito melhor do que o Altíssimo. Junte-se a mim, Carlos! Eu posso te dar um lugar de honra no meu reino. Ajoelhe-se diante de mim, Carlos, e jure obedecer ao verdadeiro governador! Eu sou o verdadeiro deus!
__Eu sei que vou me ferrar! Eu sei que vou levar a pior! Sei que nunca serei feliz aqui na Terra, mas, mesmo, assim, eu serei leal ao Deus de Israel. Eu busco a Deus por amor, e não por medo. Eu não o busco para poder barganhar para poder conseguir algo em troca. Eu busco a Deus pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode me dar. Mesmo, que eu seja infeliz aqui na Terra, não tem problema. Eu terei muito tempo para ser feliz no Céu.
Os Guerreiros de Adonai cercaram Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, e o Rei do Mal se movendo na velocidade da luz os golpeou diversas vezes. Os heróis lutavam com muita bravura contra o Senhor das Sombras. Os Guerreiros de Cristo apanhavam muito do Príncipe das Trevas, mas continuaram lutando bravamente e não se entregaram. Satanás, o Diabo, usou diversos poderes e magias para feri-los, mas eles permaneciam de pé pelejando. Lúcifer não era uma ninfeta tocando harpa, mas ele era um mestre na arte da guerra. Um perito em batalhas. Uma máquina de matar. Um exímio lutador. Um grande guerreiro. Carlos e seus amigos começaram a golpeá-lo algumas vezes, o ferindo consideravelmente. O Rei do Mal percebendo que os heróis não desistiriam, resolveu fugir, para poder enfrentá-los num outro dia.
Os Guerreiros de Deus saíram da fortaleza, junto com Adélia, que agora era livre, voltando para a Civilização. O pecado continuava contaminando os homens e a maldade ainda se alastrava sobre o planeta, mas os verdadeiros cristãos eram o sal da Terra e a luz do mundo. A Guerra entre o bem e o mal ainda estava longe de acabar. Faltavam muitas coisas ainda para acontecer antes de Jesus retornar para buscar a sua Santa Igreja, pois ainda havia profecias para serem cumpridas.
O que confortava os cristãos era a certeza da vida eterna (conquistada através do sacrifício de Jesus). Por meio da Graça de Deus, os homens podiam ser salvos da condenação do pecado. A Cruz vazia era o verdadeiro símbolo da vitória da vida sobre a morte. Jesus venceu a morte e o pecado. O sangue de Jesus é a cura para o pecado. Essa é a vitória da vida sobre a morte.
Assim, os heróis conseguiram derrotar os assassinos enviados por Satanás. Os guerreiros de Deus, os soldados de Cristo, triunfaram mais uma vez, mas a Guerra entre o bem e o mal ainda não havia acabado. Era apenas o começo.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.