sexta-feira, 18 de outubro de 2019

JUSTA CAUSA (AQUELES QUE ENFRENTAM A MORTE)



Filipe Levi 18/10/19
JUSTA CAUSA (AQUELES QUE ENFRENTAM A MORTE)

Primeiramente, quero falar sobre o Mandamento “Não Matarás”, que é uma tradução errada da Bíblia em português, porque a sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Há diferença entre um assassinato criminoso e um homicídio lícito. O verbo hebraico “ratsach” usado no Sexto Mandamento no Antigo Testamento se refere ao homicídio ilícito. O verbo grego “foneuo” usado para esse mesmo Mandamento no Novo Testamento também é usado para se referir ao assassinato criminoso. Portanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, condena apenas o assassinato, e não a legítima defesa e a pena capital. Sobre a pena de morte, o apóstolo Paulo deixa transparecer em suas Cartas que ele era favorável a pena capital. Na Carta aos Romanos, no capítulo 13 (Romanos 13:1-7), Paulo conta sobre o Estado (que segundo ele é instituído por Deus); e no versículo 4, a palavra grega usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena de morte. Portanto, o apóstolo Paulo era um defensor da lei e da ordem. Para Paulo, a função do governo é punir os maus e louvar os bons, porque essa é a vontade de Deus.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo foi um grande servo de Deus que se preocupava com a evangelização dos gentios. Se não fosse por Paulo, o Evangelho não teria chegado até nós, porque ele se empenhou em propagar o Evangelho sobre várias regiões da Terra. Por incrível que pareça, existem “cristãos” que pregam que o apóstolo Paulo era um servo do Demônio, e que apenas pregou asneiras. Eu não perco mais o meu precioso tempo debatendo e discutindo com religiosos imbecis que pensam dessa forma. Não dou mais as coisas santas aos cães; e não jogo mais pérolas aos porcos.

Paulo foi o autor da Carta aos Romanos (eu sei que quem escreveu essa Carta foi Tércio a mando de Paulo). Nesta Carta, Paulo ensina aos cristãos qual deve ser a sua relação com o Estado. Paulo afirmou que as autoridades são instituídas por Deus (há diferença entre instituir e apenas permitir). Segundo o apóstolo Paulo, o Estado é estabelecido por Deus, ou seja, o governo não foi criado pelo Diabo, mas, sim, por Deus. Paulo disse que todas as autoridades governamentais procedem de Deus, isto é, Deus estabelece os governantes da Terra. Paulo também ensinou que os cristãos devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro dos impostos é necessário para a manutenção do Estado. Para Paulo, o Estado é ministro de Deus; e tem a autorização do Altíssimo para castigar os malfeitores, e enaltecer os homens que praticam o bem. Por isso, os homens devem ser submissos às autoridades.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro também ensinou que os cristãos devem se sujeitar as autoridades; e que a função do Estado é punir os malfeitores, e enaltecer os cidadãos de bem. Quando Pedro evangelizou o centurião Cornélio, em nenhum momento ele recriminou Cornélio por ser militar, pelo contrário, Pedro reconheceu a sua bondade e honestidade, e ainda ordenou que Cornélio fosse batizado (ainda sendo um oficial romano).

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e também o maior de todos os profetas, também legitimava e apoiava a profissão do militar, pois ele mesmo batizou alguns soldados, e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos hipócritas da época).

O Pacifismo sempre foi muito pregado entre os cristãos desde a Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e nem o direito que todos os seres humanos têm de lutar por suas vidas. Os religiosos pacifistas costumam usar versículos bíblicos fora de contexto para sustentar o Pacifismo biblicamente, mas qualquer pessoa inteligente e sábia verá que a Bíblia nunca sustentou tal heresia.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

O interessante desse trecho bíblico é que ele foi escrito pelo mesmo autor da Carta aos Romanos, ou seja, o apóstolo Paulo. Em nenhum momento, na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo pregou o Pacifismo, até porque o contexto não fala de Guerra Física, mas, sim, de Guerra Espiritual. Na Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo ensinou que as autoridades governamentais foram estabelecidas por Deus e que os magistrados e militares são seus ministros para castigar os malfeitores. Então, seria contraditório o autor da Carta aos Romanos pregar o Pacifismo na Carta aos Efésios. O apóstolo Paulo quis dizer que a função da Igreja é se preocupar com a Guerra Espiritual, mas os cristãos que são agentes do Estado devem cumprir com o seu dever, que é castigar os que praticam o mal; porque eles são investidos de autoridade por Deus para essa função. (Eu sei que quem escreveu a Carta aos Romanos foi Tércio a mando de Paulo).

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores para que os criminosos fossem punidos de forma justa. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita e o seu olho direito te fizerem pecar, se deve amputar a mão e arrancar o olho fora, mas tudo isso é simbólico e não se deve fazer no sentido literal.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas simplesmente falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e a profecia era que Jesus fosse crucificado e não salvo por Pedro.

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo também ensinou que todos os cristãos têm o dever de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos homens investidos de autoridade. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado, portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo.

“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a Guarda Pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a Palavra de Deus”. (Filipenses 1:12-14)

Esse mito (mentira diabólica) de que os cristãos primitivos eram contra o Estado e as autoridades não está de acordo com a Bíblia. Os apóstolos, Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17), e também João Batista (Lucas 3:14) reconheciam que é necessária a existência das autoridades governamentais e de que não é errado combater (lutar mesmo). O centurião Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano. O Carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque foi esse carcereiro que libertou Paulo e Silas no dia seguinte após a sua conversão. Os reis, Abgaro de Edessa da Síria e Polímio da Armênia, eram reis cristãos (do primeiro século). Os cônsules, Mânio Acílio Glabrio e Tito Flávio Clemente, ocuparam cargos públicos durante o século I. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (ou Quinto Sérgio Paulo) governou Chipre durante três anos enquanto era um cristão. Paulo se refere aos guardas pretorianos que evangelizou como “santos e irmãos”, ou seja, isso indica que os Santos da Casa de César (Filipenses 4:22) eram mesmo esses guardas pretorianos que se converteram ao Cristianismo. Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa. Essas são provas inquestionáveis.

Segundo Agostinho de Hipona, o maior teólogo da Igreja, não há problema nenhum em um cristão trabalhar no governo e nem em participar de uma Guerra Justa se for para promover a justiça. Nós, protestantes, não devemos ser pacifistas hipócritas antissociais que se desligam da realidade, mas devemos fazer a diferença em todos os setores da sociedade dando bom testemunho.

Paulo é o autor da Carta aos Romanos, e no capítulo 13 desta Carta, ele conta a sua opinião sobre as autoridades governamentais.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”. (Romanos 13:1)

O verbo grego usado para sujeição é “upotasso” que significa estar subordinado ou sujeito. A Palavra de Deus é clara quando afirma que toda autoridade procede de Deus. Há diferença entre instituir e permitir, ou seja, Deus não apenas permite que os reis governem o mundo, mas Ele estabelece os reis da Terra. Todos os cristãos devem se submeter ao Estado e interceder a favor dele.

“De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”. (Romanos 13:2)

A condenação significa punição do Estado, isto é, qualquer cidadão que se rebelar contra o governo será castigado, porque é ordenação de Deus que os homens se submetam ao Estado.

“Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela”; (Romanos 13:3)

As autoridades existem para castigar os malfeitores e enaltecer os que praticam o bem. Os cidadãos que são trabalhadores e honestos não precisam temer as autoridades, porque a função delas é punir os bandidos e não os cidadãos de bem.

“visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”. (Romanos 13:4)

O apóstolo Paulo foi claro quando disse que o Estado é ministro de Deus para o nosso bem, ou seja, a função do Estado é castigar os malfeitores e proteger os cidadãos de bem. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital, isto é, o Estado tem a autorização de Deus para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros.

“É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência”. (Romanos 13:5)

Os cidadãos de bem devem obedecer às autoridades e não cometer crimes, não por causa do medo de serem presos ou mortos, mas, sim, porque é o certo a se fazer.

“Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço”. (Romanos 13:6)

O verbo grego usado por Paulo (Jesus usou o mesmo verbo) para pagar os tributos é “apodote” (de apodidomi - que significa: dar o que é devido, devolver, pagar de volta). Os cristãos devem pagar os tributos e os impostos para a manutenção do Estado, porque a obrigação dos governantes, que são ministros de Deus, é dar segurança aos cidadãos de bem. 

“Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:7)

Neste versículo, o apóstolo Paulo também usou o verbo grego “apodote”, e esse servo de Deus foi inspirado pelo Espírito Santo para ensinar aos cristãos os seus deveres cívicos. Infelizmente, o governo brasileiro está longe do ideal de governo idealizado por Deus, mas a obrigação da Igreja é orar a favor das autoridades governamentais, porque essa é a vontade de Deus. O Estado é necessário para manter a lei e a ordem no mundo; e os cristãos que não aceitam isso, não acreditam na Bíblia. Deus estabelece os governantes do mundo e o dever da Igreja é interceder a favor deles e ajudá-los no que for necessário. 

Paulo evangelizou o procônsul Lúcio Sérgio Paulo e o carcereiro de Filipos, que mesmo depois de se converterem, permaneceram em suas profissões testemunhando de Cristo para as pessoas. A História relata que Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos; e a Bíblia relata que o carcereiro de Filipos permaneceu na carceragem depois de sua conversão (portando a sua espada). Portanto, o apóstolo não tinha nada contra os cristãos exercerem cargos públicos, pois os cristãos podiam ganhar almas para Cristo por meio de suas profissões seculares.

O apóstolo Pedro também era a favor da existência do Estado para manter a segurança e a estabilidade do mundo. Na Primeira Epístola de Pedro, no capítulo 2 (1 Pedro 2:13-17), o apóstolo conta que a função das autoridades é castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. Quando Pedro evangelizou o centurião Cornélio, em nenhum momento ele recriminou o centurião pelo fato dele ser militar, e ordenou que Cornélio fosse batizado ainda sendo um oficial romano.

Basear-se no fato de quase todos os cristãos primitivos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos (existiam alguns cristãos, que eram militares e políticos, mas eram poucos) para demonizar o serviço militar e a política, é inaceitável. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos, porque os agentes do Estado que não cultuassem o imperador e nem sacrificassem aos deuses eram condenados à morte (alguns cristãos, nos dois primeiros séculos, foram martirizados por causa disso, como os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente). No século II, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército, mas foram nos séculos III e IV, que inúmeros cristãos, que eram militares e políticos, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus, como o seu único e suficiente Salvador. Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Jorge (tribuno militar), e Expedito (comandante de uma legião), foram torturados e executados por se recusarem a negar a sua fé em Cristo.

Os Pais da Igreja, Policarpo de Esmirna, Clemente de Roma (Clemente Romano), Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Ambrósio de Milão, Agostinho de Hipona, e Jerônimo de Strídon, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais (Romanos 13:1-7). Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio, também eram favoráveis à Guerra Justa. Nós, cristãos, devemos travar batalhas para proteger os inocentes e indefesos. Devemos evitar contendas, mas, muitas vezes, é necessário lutar. A omissão é hedionda, pois a omissão diante do mal também é pecado.

“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a;
Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38)

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores, se o próprio Jesus fosse um “pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.


JESUS E O PORTE DE ARMA (AS DUAS ESPADAS)


“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a;
Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38)
Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores, se o próprio Jesus fosse um “pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia. (Filipe Levi)

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O CRISTÃO E O COMBATE (A LEGÍTIMA DEFESA E A GUERRA JUSTA)



Filipe Levi 11/10/19
O CRISTÃO E O COMBATE (A LEGÍTIMA DEFESA E A GUERRA JUSTA)

Primeiramente, quero falar sobre o Mandamento “Não Matarás”, que é uma tradução errada da Bíblia em português, porque a sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Há diferença entre um assassinato criminoso e um homicídio lícito. O verbo hebraico “ratsach” usado no Sexto Mandamento no Antigo Testamento se refere ao homicídio ilícito. O verbo grego “foneuo” usado para esse mesmo Mandamento no Novo Testamento também é usado para se referir ao assassinato criminoso. Portanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, condena apenas o assassinato, e não a legítima defesa e a pena capital. Sobre a pena de morte, o apóstolo Paulo deixa transparecer em suas Cartas que ele era favorável a pena capital. Na Carta aos Romanos, no capítulo 13 (Romanos 13:1-7), Paulo conta sobre o Estado (que segundo ele é instituído por Deus); e no versículo 4, a palavra grega usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena de morte. Portanto, o apóstolo Paulo era um defensor da lei e da ordem. Para Paulo, a função do governo é punir os maus e louvar os bons, porque essa é a vontade de Deus.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo foi um grande servo de Deus que se preocupava com a evangelização dos gentios. Se não fosse por Paulo, o Evangelho não teria chegado até nós, porque ele se empenhou em propagar o Evangelho sobre várias regiões da Terra. Por incrível que pareça, existem “cristãos” que pregam que o apóstolo Paulo era um servo do Demônio, e que apenas pregou asneiras. Eu não perco mais o meu precioso tempo debatendo e discutindo com religiosos imbecis que pensam dessa forma. Não dou mais as coisas santas aos cães; e não jogo mais pérolas aos porcos.

Paulo foi o autor da Carta aos Romanos (eu sei que quem escreveu essa Carta foi Tércio a mando de Paulo). Nesta Carta, Paulo ensina aos cristãos qual deve ser a sua relação com o Estado. Paulo afirmou que as autoridades são instituídas por Deus (há diferença entre instituir e apenas permitir). Segundo o apóstolo Paulo, o Estado é estabelecido por Deus, ou seja, o governo não foi criado pelo Diabo, mas, sim, por Deus. Paulo disse que todas as autoridades governamentais procedem de Deus, isto é, Deus estabelece os governantes da Terra. Paulo também ensinou que os cristãos devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro dos impostos é necessário para a manutenção do Estado. Para Paulo, o Estado é ministro de Deus; e tem a autorização do Altíssimo para castigar os malfeitores, e enaltecer os homens que praticam o bem. Por isso, os homens devem ser submissos às autoridades.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro também ensinou que os cristãos devem se sujeitar as autoridades; e que a função do Estado é punir os malfeitores, e enaltecer os cidadãos de bem. Quando Pedro evangelizou o centurião Cornélio, em nenhum momento ele recriminou Cornélio por ser militar, pelo contrário, Pedro reconheceu a sua bondade e honestidade, e ainda ordenou que Cornélio fosse batizado (ainda sendo um oficial romano).

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo também ensinou que todos os cristãos têm o dever de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos homens investidos de autoridade. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado, portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo.

Paulo evangelizou até a Guarda Pretoriana que o vigiava em uma ocasião. O apóstolo aproveitou que os guardas pretorianos o vigiavam para lhes falar da Salvação de Cristo. Em sua Carta aos Filipenses, Paulo até menciona sobre os santos do palácio de César, que provavelmente eram esses guardas e outros funcionários do governo que se converteram através dele.

Paulo é o autor da Carta aos Romanos, e no capítulo 13 desta Carta, ele conta a sua opinião sobre as autoridades governamentais.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”. (Romanos 13:1)

O verbo grego usado para sujeição é “upotasso” que significa estar subordinado ou sujeito. A Palavra de Deus é clara quando afirma que toda autoridade procede de Deus. Há diferença entre instituir e permitir, ou seja, Deus não apenas permite que os reis governem o mundo, mas Ele estabelece os reis da Terra. Todos os cristãos devem se submeter ao Estado e interceder a favor dele.

“De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”. (Romanos 13:2)

A condenação significa punição do Estado, isto é, qualquer cidadão que se rebelar contra o governo será castigado, porque é ordenação de Deus que os homens se submetam ao Estado.

“Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela”; (Romanos 13:3)

As autoridades existem para castigar os malfeitores e enaltecer os que praticam o bem. Os cidadãos que são trabalhadores e honestos não precisam temer as autoridades, porque a função delas é punir os bandidos e não os cidadãos de bem.

“visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”. (Romanos 13:4)

O apóstolo Paulo foi claro quando disse que o Estado é ministro de Deus para o nosso bem, ou seja, a função do Estado é castigar os malfeitores e proteger os cidadãos de bem. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital, isto é, o Estado tem a autorização de Deus para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros.

“É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência”. (Romanos 13:5)

Os cidadãos de bem devem obedecer às autoridades e não cometer crimes, não por causa do medo de serem presos ou mortos, mas, sim, porque é o certo a se fazer.

“Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço”. (Romanos 13:6)

O verbo grego usado por Paulo (Jesus usou o mesmo verbo) para pagar os tributos é “apodote” (de apodidomi - que significa: dar o que é devido, devolver, pagar de volta). Os cristãos devem pagar os tributos e os impostos para a manutenção do Estado, porque a obrigação dos governantes, que são ministros de Deus, é dar segurança aos cidadãos de bem. 

“Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:7)

Neste versículo, o apóstolo Paulo também usou o verbo grego “apodote”, e esse servo de Deus foi inspirado pelo Espírito Santo para ensinar aos cristãos os seus deveres cívicos. Infelizmente, o governo brasileiro está longe do ideal de governo idealizado por Deus, mas a obrigação da Igreja é orar a favor das autoridades governamentais, porque essa é a vontade de Deus. O Estado é necessário para manter a lei e a ordem no mundo; e os cristãos que não aceitam isso, não acreditam na Bíblia. Deus estabelece os governantes do mundo e o dever da Igreja é interceder a favor deles e ajudá-los no que for necessário. 

Paulo evangelizou o procônsul Lúcio Sérgio Paulo e o carcereiro de Filipos, que mesmo depois de se converterem, permaneceram em suas profissões testemunhando de Cristo para as pessoas. A História relata que Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos; e a Bíblia relata que o carcereiro de Filipos permaneceu na carceragem depois de sua conversão (portando a sua espada). Portanto, o apóstolo não tinha nada contra os cristãos exercerem cargos públicos, pois os cristãos podiam ganhar almas para Cristo por meio de suas profissões seculares.

O apóstolo Pedro também era a favor da existência do Estado para manter a segurança e a estabilidade do mundo. Na Primeira Epístola de Pedro, no capítulo 2 (1 Pedro 2:13-17), o apóstolo conta que a função das autoridades é castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. Quando Pedro evangelizou o centurião Cornélio, em nenhum momento ele recriminou o centurião pelo fato dele ser militar, e ordenou que Cornélio fosse batizado ainda sendo um oficial romano.

Basear-se no fato de quase todos os cristãos primitivos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos (existiam alguns cristãos, que eram militares e políticos, mas eram poucos) para demonizar o serviço militar e a política, é inaceitável. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos, porque os agentes do Estado que não cultuassem o imperador e nem sacrificassem aos deuses eram condenados à morte (alguns cristãos, nos dois primeiros séculos, foram martirizados por causa disso, como os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente). No século II, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército, mas foram nos séculos III e IV, que inúmeros cristãos, que eram militares e políticos, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus, como o seu único e suficiente Salvador. Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Jorge (tribuno militar), e Expedito (comandante de uma legião), foram torturados e executados por se recusarem a negar a sua fé em Cristo.

Os Pais da Igreja, Policarpo de Esmirna, Clemente de Roma (Clemente Romano), Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), Ireneu de Lyon, Eusébio de Cesaréia, Ambrósio de Milão, Agostinho de Hipona, e Jerônimo de Strídon, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais (Romanos 13:1-7). Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino, e Ulrico Zuínglio, também eram favoráveis à Guerra Justa. Nós, cristãos, devemos travar batalhas para proteger os inocentes e indefesos. Devemos evitar contendas, mas, muitas vezes, é necessário lutar. A omissão é hedionda, pois a omissão diante do mal também é pecado.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

BIZARRICES DO CRISTIANISMO (A DEGENERAÇÃO EVANGÉLICA)



Filipe Levi 11/10/19
BIZARRICES DO CRISTIANISMO (A DEGENERAÇÃO EVANGÉLICA)


INTRODUÇÃO:


"Religião é a busca do homem a Deus, por isso, há muitas religiões. Mas, o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso, só há um Evangelho". (Stanley Jones)

Antes de eu começar “a meter o pau e a descer a lenha” nas religiões cristãs, quero deixar bem claro que admiro muito Jesus Cristo e para mim Ele é um bom exemplo a ser seguido, ou seja, não tenho nada contra o Filho de Deus, mas, sim, contra os cristãos que denigrem a imagem do Evangelho, do Cristianismo.

Desde o primeiro século, a Igreja Cristã se envolveu com a hipocrisia e os cristãos primitivos pregavam ensinamentos que Jesus e seus apóstolos nunca pregaram, como, por exemplo, a demonização das autoridades governamentais, o Antissemitismo e a satanização da sexualidade e do sexo. Os cristãos e os hebreus não se davam bem e se odiavam, e a maioria dos seguidores de Cristo não se alistava no Exército e nem ocupava cargos públicos, pois acreditava que as instituições humanas eram demoníacas. O apóstolo Paulo disse que as autoridades governamentais são instituídas (estabelecidas, colocadas no poder) por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7), mas os “cristãos pacifistas” ignoraram isso descaradamente. Pedro ensinou exatamente a mesma coisa (1 Pedro 2:13-17). João Batista apoiava o serviço militar, portanto, que os soldados exercessem a sua função e dever com honestidade (Lucas 3:14). O próprio Jesus reconheceu que a autoridade que Pilatos tinha fora concedida por Deus, e Ele mesmo ensinou que é para dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

A Igreja Primitiva se auto-intitulava “Ekklesia”, e esse nome em sua origem significava “assembléia popular”, formada por cidadãos, que se reuniam para discutir sobre política, em Atenas, na Grécia. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. Então, será mesmo que as autoridades constituídas são do Diabo ou elas foram instituídas por Deus como as Escrituras Sagradas ensinam?

AS HERESIAS DOS PAIS DA IGREJA:

Agora, eu contarei os podres de alguns “santos” Pais da Igreja, homens que se diziam “ungidos de Deus”, mas que pregavam heresias.

Tertuliano de Cartago no começo realmente combatia ensinamentos heréticos, e em seu livro “APOLOGÉTICUM”, ele usava como bons exemplos os cristãos que eram soldados e políticos; mas, quando Tertuliano aderiu uma seita chamada Montanismo (a seita do “ungido” do Montano), ele passou a endiabrar as autoridades instituídas pelo próprio Deus e a satanizar o casamento, a sexualidade e o sexo, e até escreveu um livro chamado “A COROA DOS MILITARES” em que o Exército é demonizado.

Hipólito de Roma era um encrenqueiro que caluniava todo mundo e ele criou uma lista ridícula de profissões proibidas em que certos ofícios eram endiabrados. Em sua “lista santa” os cristãos que exerciam cargos nas Forças Armadas, no magistrado civil, ou na política tinham que ser expulsos das igrejas, porque exerciam profissões profanas. Eu gostaria de saber onde esse “santo” viu isso na Bíblia ou será que ele teve uma revelação extra-bíblica?

Orígenes de Alexandria acreditava na reencarnação e no Universalismo (teoria em que até Satanás e seus demônios serão salvos). Apesar dele não concordar com as guerras que o Império Romano promovia, ele não endiabrava o serviço militar em si, mas esse “santo” também cometeu a burrice de satanizar a sexualidade e o sexo, porque ele chegou ao ponto insano de se castrar (cortar a piroca fora mesmo).

Cipriano de Cartago ensinava que o Diabo é o pai dos judeus e era outro que também adorava demonizar as autoridades constituídas. Ele odiava os hebreus como muitos outros Pais da Igreja também odiavam. Se os judeus não prestam, então, Jesus não devia prestar, pois Ele também era judeu. Sem contar, que o “santo e ungido” do Cipriano também pregava que quem salva é a Igreja e não o sacrifício de Jesus. Quanta incoerência!

Lactâncio era apologista do imperador Constantino, porém, foi outro que também endiabrou o Exército, algo que eu acho um tremendo absurdo, porque na sua época o culto imperial foi abolido e o próprio Constantino era simpatizante do Cristianismo, portanto, não havia mais perseguições e nem práticas idolátricas no serviço militar.

Com o Concílio de Nicéia, em 325, surgiu o Catolicismo, e no começo a Igreja Católica buscava a Deus e não se envolvia com a idolatria e nem com a corrupção, entretanto, com o passar do tempo, a Igreja Cristã passou à idolatrar os santos e a Maria, pois o Paganismo foi introduzido no Cristianismo.

Durante a Idade Média, a Igreja Católica perseguiu, torturou e assassinou inúmeras pessoas inocentes, apenas, porque discordavam de seus preceitos religiosos. As supostas “bruxas” (mulheres inocentes que foram mortas sem piedade, apenas, por terem uma religião diferente) e os “hereges” (cristãos autênticos e verdadeiros) eram queimados vivos nas fogueiras da Inquisição.

O Catolicismo pregava o “Evangelho do Medo” (algo que muitas igrejas evangélicas pregam hoje), e por meio desse falso evangelho, o Clero explorava constantemente os homens leigos que não conheciam a Bíblia, pois as Sagradas Escrituras eram escritas em latim, e poucos sabiam essa língua. A Igreja Católica usava as imagens de Satanás e do Inferno para amedrontar os cristãos ignorantes que temiam o Príncipe das Trevas e seu reino infernal, por isso, que os católicos medievais (que eram até sinceros na sua fé) acatavam os ensinamentos do Catolicismo por temerem ir para o Inferno.

A Igreja Católica defendia a Escravidão e usava, inclusive, versículos bíblicos para justificar essa abominação. O Clero condenava a escravização indígena, mas apoiava a Escravidão dos africanos. Os teólogos católicos alegavam que os índios eram pessoas puras e alvos da evangelização, mas os negros por serem descendentes de Cam (o filho de Noé que zombou de seu pai por esse estar nu, ou pode ter molestado sexualmente o próprio pai mesmo) eram amaldiçoados e, portanto, deviam ser escravizados pelos brancos. Infelizmente, existiram até protestantes que eram favoráveis a Escravidão, algo que Jesus reprova, porque todos os homens têm direito a liberdade e a vida.


JESUS CRISTO (OLHAR DE AMOR E DE COMPAIXÃO):

Jesus sempre olhou com amor e com compaixão para os "pecadores", mas sempre foi agressivo e incisivo com os religiosos hipócritas e falsos moralistas. Cristo sempre abominou e teve aversão ao legalismo religioso e ao falso moralismo. Se seguir doutrinas e regras baseadas em preceitos dos homens agradassem a Deus, os fariseus teriam sido "heróis da fé". Se usar "terno e gravata" fosse sinal de "santidade", em Brasília somente teriam políticos honestos. Jesus nos ensinou que não devemos julgar segundo a aparência, mas, sim, devemos julgar segundo a reta justiça. Existem "crentes santos" que são como sepulcros caiados, que são belos por fora, mas que fedem a carniça e são podres por dentro.

A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE (BIZARRICES EVANGÉLICAS):

Espiritualidade não tem nada a ver com rodopiar, cambalear feito bêbado, gritos histéricos, rolar no chão e ficar babando. Isso é uma distorção maligna ensinada por muitos crentes e evangélicos, doutrinas de demônios, que os evangélicos costumam atribuir ao Espírito Santo. Essas são manifestações esquizofrênicas e, muitas vezes, até mesmo demoníacas (são do Diabo mesmo) e que não tem nada a ver com Deus. O culto a Deus deve ser feito com ordem e decência (questão de bom senso), sem misticismo “cristão”, sem feitiçaria evangélica, sem macumba gospel ou ataques esquizofrênicos. Nada disso e nenhuma dessas bizarrices diabólicas têm a ver com espiritualidade.

A CURA DO MAL (JESUS):

A epidemia viral chamada pecado se alastra sobre a Terra, dizimando incontáveis vidas. Esse vírus mortal é o responsável pela degeneração humana. Essa doença levou todos os homens a morrerem espiritualmente e os afastou de Deus. A infecção tomou conta de tudo. O contágio é total. A Depravação Total cegou os homens para as coisas de Deus, mas existe uma CURA. Essa CURA é Jesus. O sangue de Jesus é a CURA, para esse vírus mortal chamado pecado. O sangue de Jesus pode impedir a proliferação dessa epidemia viral. Se você reconhecer o sacrifício de Jesus por você na Cruz do Calvário, Deus, através de seu Santo Espírito, ressuscitará você dentre os mortos e te dará a vida eterna. Venha para Jesus, o Messias Libertador, o Grande Salvador que veio libertar o seu povo da opressão. Reconheça o sacrifício de Cristo por você na Cruz, e você será salvo das chamas do Inferno e viverá eternamente com Deus.

OS ANIMES E AS ARTES MARCIAIS (ENSINAMENTOS ALTRUÍSTAS E BÍBLICOS):

Vejo mais ensinamentos bíblicos nos animes e nas artes marciais do que em muitas igrejas evangélicas. Nas artes marciais e nos animes vejo ensinamentos de coragem, de valentia, de empatia, de compaixão, de honra, de altruísmo e de amizade, ao contrário, da grande maioria esmagadora das igrejas evangélicas. Vejo mais ensinamentos da Bíblia nos animes e nas artes marciais, ensinamentos nobres que os evangélicos deveriam aprender, mas, infelizmente, os crentes preferem as bizarrices, heresias e mediocridade ensinadas nas igrejas evangélicas.

O VEROSSÍMIL DO DIABO (O MALDITO E DIABÓLICO MOVIMENTO BATALHA ESPIRITUAL):

O Movimento Batalha Espiritual (Magia Branca Gospel) é satânico, diabólico e demoníaco. Os hereges que lideram esse Movimento do Demônio distorcem e deturpam o verdadeiro contexto de Efésios 6. A Batalha Espiritual é bíblica sim, mas não como o Movimento Batalha Espiritual prega. Apenas o Nome de Jesus e o poder de sua Palavra (Bíblia) representam alguma ameaça para o Diabo e seus anjos. Mandingas, simpatias, magia e misticismo não representam nenhuma ameaça contra Satanás e seus demônios. Apenas a oração sincera, as Escrituras Sagradas, a fé em Deus e o poderoso Nome de Jesus são as armas necessárias para o cristão lutar na Guerra Espiritual.

OS HEREGES DA IGREJA ATUAL:

Hoje, os hereges têm enganado inúmeros cristãos com suas heresias e qualquer um que ouse criticá-los é perseguido por seus seguidores fanáticos que alegam que seus ídolos são “ungidos de Deus” e, por isso, é pecado criticar os seus ensinamentos heréticos e diabólicos.

David Miranda, o missionário fundador da Igreja Deus é Amor, foi um dos maiores falsos profetas de nosso tempo, pois ele pregava que suas doutrinas são mais “sagradas” que os Mandamentos de Deus e esse safado também usava o Evangelho do Medo para explorar os membros de sua igreja alegando que eles iriam para o Inferno se ousassem questioná-lo. Para mim, a Igreja Deus é Amor é uma seita; e conheço cristãos da Igreja Adventista do Sétimo Dia que dão mais exemplo que os membros dessa igrejinha herética do Diabo.

Josué Yrion sente “tesão” quando fala mal de desenhos animados e de videogames; tem mania de ver o Diabo em todo lugar, e fica procurando pêlo em ovo. Eu aprendi bons valores e princípios éticos em vários desenhos japoneses, virtudes que é difícil de aprender na Igreja Evangélica, já que os religiosos alienados que pregam uma coisa e vivem outra, tomam conta dessa instituição religiosa. Na Bíblia ensina que devemos reter de tudo o que é bom, e eu retive muitas coisas boas em desenhos animados que o Josué Yrion adora endiabrar. Esse missionário mete o pau na Walt Disney e na Toei Animation para se autopromover.

Os hereges, Neuza Itioka, Rebecca Brown e Daniel Mastral pregam heresias envolvendo “rituais místicos” de libertação e de exorcismo, isto é, a famigerada Teologia da Maldição Hereditária e o diabólico e satânico “Movimento Batalha Espiritual”. Esses hereges exaltam mais o Diabo do que o próprio Deus. O legalismo religioso cegou esses cães e porcos do Inferno. O fundamentalismo religioso é a fonte de todas as suas heresias satânicas e ensinamentos diabólicos.

Entre os pentecostais e neopentecostais tem havido um tremendo sincretismo religioso, e dons do Espírito Santo têm sido confundidos com manifestações esquizofrênicas ou até mesmo demoníacas. Se alguém entrar em um Terreiro de Macumba ou Templo Satânico e depois frequentar determinadas igrejas pentecostais e neopentecostais, não verá grande diferença entre uma coisa e outra. Os evangélicos pregam que os dons de línguas e de profecia que se manifestam na Igreja Católica Carismática e nos terreiros de macumba são profanos, mas se são manifestados nas igrejas evangélicas são “santos”. As Escrituras Sagradas ensinam que os dons do Espírito Santo devem se manifestar com ordem e decência, mas o que vejo em certas igrejas pentecostais e neopentecostais é um “espetáculo dos horrores” e não a manifestação do poder de Deus. O “Movimento Pentecostal” é o espetáculo mais bizarro da Terra.

A heresia do momento na Igreja Evangélica tem sido a Teologia da Prosperidade, e os seus adeptos são avarentos, pois amam mais o dinheiro do que o próprio Deus. Eu realmente acredito que Deus pode abençoar os cristãos financeiramente, mas devemos buscar a Deus por amor, e não por interesse para termos riquezas em troca. Com Deus não se barganha.

Os “jargões e chavões” tomaram o lugar dos verdadeiros Mandamentos de Deus. Respeito e liderança se tornaram em “bordões” para legitimar e justificar a opressão em Nome de Deus. Honrar os pais virou “bordão” para oprimir, humilhar, espancar e para estuprar os filhos (EM NOME DE DEUS). Submissão ao marido virou “bordão” para oprimir, trair, humilhar, violentar, escravizar e para descer a porrada e o cassete nas esposas (EM NOME DE DEUS). Respeitar os mais velhos virou “bordão” para humilhar, oprimir, espancar e abusar sexualmente dos mais jovens (EM NOME DE DEUS). Os “cristãos” até hoje não entenderam que o sentido bíblico de liderança é servir e proteger, e não pisar em seus subordinados em Nome de Deus. Os líderes devem honrar, respeitar e proteger os seus subalternos.

O “jargão” conhecido como o famoso “Não julgueis” virou desculpa e justificativa para pregar a omissão diante do mal e o conformismo perante o pecado. Jesus ensinou que não devemos julgar segundo a aparência, mas, sim, que devemos julgar segundo a reta justiça. O interessante dos “Não Julguetes” é que eles falam mal de todo mundo (principalmente, dos políticos, dos gays, das putas, das bruxas, dos macumbeiros, das feministas, dos muçulmanos e dos desviados), porque para esses hipócritas, o chavão “Não julgueis” só é válido quando é conveniente para eles.

O SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (SERVIR E PROTEGER):

O verdadeiro sentido bíblico de LIDERANÇA é servir aos outros e não ser servido por eles. A obrigação do marido é servir a sua esposa (a sua amada), honrá-la e respeitá-la, a protegendo de todo o mal. A obrigação dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos e prepará-los para o Reino de Deus (para fazerem a diferença aqui na Terra, serem profetas da sua geração). A obrigação do pastor é servir ao seu rebanho, o protegendo e o orientando (o verdadeiro pastor está disposto a dar a sua própria vida pelas suas ovelhas). A obrigação do Estado (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) é servir ao seu povo (cidadãos de bem), o protegendo (dando segurança) e punindo os culpados (castigando, exemplarmente, os malfeitores e corruptos). O dever do líder é servir e não impor a sua autoridade (abuso de autoridade) por meio da força e da opressão. O verdadeiro líder é aquele que desperta admiração e não medo. O bom marido, o bom pai, o bom pastor, o bom governante e o bom soldado (Lucas 3:14) é aquele que se importa mais com os outros do que consigo mesmo. Aprendi na Bíblia, a Palavra de Deus, que devemos fazer mais pelos outros do que por nós mesmos.

BUSHIDO (CÓDIGO SAMURAI):

As principais virtudes do Bushido são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina). Todos nós, cristãos e homens de Deus, devemos seguir esses princípios. Os valores de um verdadeiro guerreiro devem estar em nossos corações. Sejamos íntegros. Sejamos honrados. Sejamos valentes e corajosos. A nossa missão e dever é defender e proteger o mais fraco. Morrer é fácil, mas para viver é preciso coragem.

MINISTROS DE DEUS (SERVOS DA JUSTIÇA):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Segundo, o apóstolo Paulo, considerado o maior dos apóstolos de Jesus, as autoridades são estabelecidas por Deus para poder se manter a lei e a ordem no mundo decaído pelo pecado. Por causa da maldade humana, o próprio Deus reconhece que é necessária a existência da polícia e das Forças Armadas para os cidadãos de bem terem segurança. Segundo, Paulo, a função do Estado é punir os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem, porque essa é a vontade de Deus. Os religiosos anarquistas e pacifistas podem espernear e fazer escândalo à vontade, porque é isso o que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina para os cristãos. Para Paulo, é dever dos cristãos pagarem os seus impostos e tributos, porque é com esse dinheiro que o governo mantém a segurança na sociedade. Eu tenho consciência de que os impostos do Brasil são abusivos e injustos, mas o Império Romano também cobrava tributos abusivos, e nem por isso, Jesus e Paulo falaram para os cristãos sonegarem os seus impostos. O dinheiro dos tributos e impostos deve servir para garantir a manutenção da polícia e das Forças Armadas (pelo menos, essa era a opinião e visão política de Paulo). Todos os cristãos devem ser submissos às autoridades.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro tinha a mesma opinião e visão política do apóstolo Paulo, ou seja, de que é o dever do Estado castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Pedro também ensinava a submissão às autoridades governamentais, entretanto, os apóstolos nos ensinaram que devemos nos submeter às autoridades constituídas sim, portanto, que elas não exijam algo contrário a Palavra de Deus.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.

O Sexto Mandamento “Não Matarás” sempre se referiu ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa ou a pena capital (Machaira) aplicada pelo Estado (que é instituído por Deus). O verbo hebraico “ratsach” usado para esse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado no Novo Testamento para o mesmo Mandamento, se referem ao homicídio ilícito, e não ao homicídio lícito aprovado por Deus. Muitas vezes, a guerra é necessária, porque vivemos num mundo cheio de bandidos e de terroristas, portanto, muitas vezes, é necessário guerrear.

O Pacifismo sempre foi muito pregado entre os cristãos desde a Igreja Primitiva, mas o próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e nem o direito que todos os seres humanos têm de lutar por suas vidas. Os religiosos pacifistas costumam usar versículos bíblicos fora de contexto para sustentar o Pacifismo biblicamente, mas qualquer pessoa inteligente e sábia verá que a Bíblia nunca sustentou tal heresia.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

O interessante desse trecho bíblico é que ele foi escrito pelo mesmo autor da Carta aos Romanos, ou seja, o apóstolo Paulo. Em nenhum momento, na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo pregou o Pacifismo, até porque o contexto não fala de Guerra Física, mas, sim, de Guerra Espiritual. Na Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo ensinou que as autoridades governamentais foram estabelecidas por Deus e que os magistrados e militares são seus ministros para castigar os malfeitores. Então, seria contraditório o autor da Carta aos Romanos pregar o Pacifismo na Carta aos Efésios. O apóstolo Paulo quis dizer que a função da Igreja é se preocupar com a Guerra Espiritual, mas os cristãos que são agentes do Estado devem cumprir com o seu dever, que é castigar os que praticam o mal; porque eles são investidos de autoridade por Deus para essa função. (Eu sei que quem escreveu a Carta aos Romanos foi Tércio a mando de Paulo).

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores para que os criminosos fossem punidos de forma justa. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita e o seu olho direito te fizerem pecar, se deve amputar a mão e arrancar o olho fora, mas tudo isso é simbólico e não se deve fazer no sentido literal.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas simplesmente falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e a profecia era que Jesus fosse crucificado e não salvo por Pedro.

“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a Guarda Pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a Palavra de Deus”. (Filipenses 1:12-14)

Esse mito (mentira diabólica) de que os cristãos primitivos eram contra o Estado e as autoridades não está de acordo com a Bíblia. Os apóstolos, Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17), e também João Batista (Lucas 3:14) reconheciam que é necessária a existência das autoridades governamentais e de que não é errado combater (lutar mesmo). O centurião Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano. O Carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque foi esse carcereiro que libertou Paulo e Silas no dia seguinte após a sua conversão. Os reis, Abgaro de Edessa da Síria e Polímio da Armênia, eram reis cristãos (do primeiro século). Os cônsules, Mânio Acílio Glabrio e Tito Flávio Clemente, ocuparam cargos públicos durante o século I. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (ou Quinto Sérgio Paulo) governou Chipre durante três anos enquanto era um cristão. Paulo se refere aos guardas pretorianos que evangelizou como “santos e irmãos”, ou seja, isso indica que os Santos da Casa de César (Filipenses 4:22) eram mesmo esses guardas pretorianos que se converteram ao Cristianismo. Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa. Essas são provas inquestionáveis.

Segundo Agostinho de Hipona, o maior teólogo da Igreja, não há problema nenhum em um cristão trabalhar no governo e nem em participar de uma Guerra Justa se for para promover a justiça. Nós, protestantes, não devemos ser pacifistas hipócritas antissociais que se desligam da realidade, mas devemos fazer a diferença em todos os setores da sociedade dando bom testemunho.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens que não têm palavra (pessoas mentirosas), e que precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que eles estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramentos. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge.

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

CONCLUSÃO:

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre defendeu a sexualidade, o sexo e o prazer sexual (TESÃO MESMO). No Novo Testamento tem dois capítulos que defendem o serviço militar e a política (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17), já a sexualidade e o sexo tem vários capítulos no Antigo Testamento e no Novo Testamento, e ainda um Livro inteiro (Cantares – Cântico dos Cânticos) que mostram, claramente, que Deus apoia a área sexual dos cristãos (no contexto do casamento, óbvio). A Bíblia sempre defendeu a Guerra Justa, o serviço militar, a política e a legítima defesa, mas sempre enfatizou o apoio de Deus muito mais em relação ao sexo e a sexualidade.

Nesse texto mostrei as principais bizarrices do Cristianismo, ou seja, as suas principais heresias satânicas e diabólicas, e reconheço que existem cristãos que seguem verdadeiramente a Cristo, porém, existem muitos hereges que difamam a Palavra de Deus com seus ensinamentos heréticos. Não tenho nada contra Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo, mas somente não suporto as heresias que incontáveis cristãos têm pregado durante a História negando o verdadeiro Evangelho, com seus ensinamentos satânicos, diabólicos e demoníacos.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.