quinta-feira, 28 de novembro de 2019

HOMENS DE HONRA (A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA E A PROTEÇÃO DOS INOCENTES)



Filipe Levi 28/11/19
HOMENS DE HONRA (A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA E A PROTEÇÃO DOS INOCENTES)


INTRODUÇÃO:

“A consciência de uma alma justa se firma na busca constante em livrar da opressão as almas injustiçadas”.
(Anísio Ferreira Souza)

Os cristãos sempre tiveram esse “fetiche” pelo Pacifismo, como se ser a favor da paz ou ser pacificador tivesse algo a ver com essa ideologia diabólica e demoníaca. A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca proibiu os cristãos de se defenderem e nem de protegerem as pessoas que ama. O Pacifismo é uma ideologia antibíblica e satânica que nunca esteve no Novo Testamento, mas que os cristãos, com esse seu “fetiche” doentio, sempre quiseram que estivesse na Bíblia.

As mulheres, os adolescentes e as crianças precisam de proteção. Quem irá protegê-los? Quem defenderá nossas mulheres? Quem salvará nossos jovens? Seja você a Terceira Barreira. Seja você Aquele Que Protege. Seja você o Protetor dos fracos e indefesos. Alguém tem que ficar e lutar. Alguém tem que fazer a diferença. Alguém tem que fazer.

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre reprovou e condenou a omissão diante do mal, ou seja, quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante da opressão, nós somos cúmplices do opressor. Portanto, devemos combater o mal e os malfeitores tanto com duras palavras quanto com armas bélicas e com os nossos punhos mesmo.

O PRINCIPAL MINISTÉRIO DO HOMEM (ESPOSA):

No meio evangélico, o casamento foi banalizado a uma simples licença para transar. Ou seja, os crentes só casam para fazer sexo e depois se divorciam na primeira crise, porque se casaram pela motivação errada. É óbvio que o tesão, o prazer sexual é de Deus, e não do Diabo (como é pregado desde a Igreja Primitiva por muitos Pais da Igreja). Deus criou a sexualidade e o sexo, e não Satanás. Mas, casamento não se resume só a isso. Casamento, segundo a Bíblia, não é só para compartilhar uma paixão emocional ou para se satisfazer sexualmente, mas é para compartilhar uma missão, um ministério. O principal ministério do homem é a sua mulher. O marido deve tratar a sua esposa com dignidade e respeito, ele deve honrar a sua mulher. O marido deve amar a sua esposa como Cristo amou a Igreja, dando a sua própria vida por ela. O principal ministério do marido é a sua esposa.

O MESTRE DA ENGANAÇÃO (O PAI DA MENTIRA):

Satanás, o Diabo, é o Mestre do Verossímil. O Pai da Mentira também usa meias verdades para enganar as pessoas. O campo das convicções é o grande alvo do Diabo. A grande estratégia do Adversário é atacar os pensamentos com sugestões diabólicas. O verdadeiro campo de batalha é a mente. Satanás costuma usar mais “meias verdades” do que “mentiras descaradas”. Uma mentira descarada chocará de imediato, mas uma “mentirinha bonitinha e fofinha” não chocará tanto, pelo contrário, será aceita, inclusive, pelos crentes da Igreja. Versículos bíblicos usados fora de seus verdadeiros contextos (falta de exegese) são o que Satanás e os seus falsos profetas mais fazem. Sempre distorcendo as Escrituras para forçar a Bíblia, a Palavra de Deus, a pregar somente o que lhes é conveniente, ou seja, apenas o que lhes convêm. O Mestre da Enganação, o Enganador, também usa meias verdades.

A OMISSÃO DOS CRENTES (A COVARDIA DA IGREJA):

Mulheres e crianças são espancadas, estupradas e mortas todos os dias. Famílias são desestruturadas. Casamentos acabam em divórcio. Vidas são destruídas. Enquanto vocês brincam de ser crentes "batendo cartão" na Igreja ou só indo atrás de entretenimento (Pão e Circo), Satanás está matando pessoas e as levando para o Inferno. Vidas estão se perdendo por causa das drogas, do crime e do sexo ilícito. Enquanto vocês ficam com sua religiosidade hipócrita, quando deveriam lutar por essas vidas e libertá-las das correntes da opressão e livrá-las das garras do Diabo.

NUNCA SE OMITA DIANTE DO MAL (LUTE EM PROL DOS OUTROS):

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco". (Bruce Lee)

Quando você pode impedir um criminoso de cometer um crime e se omite, você também está cometendo um crime. Quando você se cala, se silencia e se omite diante do mal, você é cúmplice. Quando você se omite diante da opressão, você escolhe o lado do opressor. Se você pode fazer o bem, e não faz, você está pecando. A omissão também é pecado. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O dever do forte é defender o mais fraco. Seja um defensor. Seja um protetor. Lute em prol do outro. Lute em defesa do mais fraco. Nunca use o amor como desculpa para se omitir diante do mal, porque o amor nunca folga com a injustiça. Faça a diferença, seja a diferença. Mude tudo aquilo que precisa ser mudado. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Proteja os fracos.

SEJA UM GRANDE GUERREIRO (LUTE EM PROL DAS PESSOAS):

"Que o seu nome seja conhecido no Céu e temido no Inferno". 
(Leonard Ravenhill)

Ore pelas pessoas. Pregue o Evangelho sempre. Lute em prol dos outros. Use os seus punhos e as armas para o bem. Lute em defesa do mais fraco. Nunca se omita diante do mal. Jamais se curve diante da opressão. Liberte os oprimidos pelo Diabo. Quebre as correntes da opressão. Livre as pessoas das garras de Satanás. Interceda pelas pessoas. Ore em favor delas. Nunca pare de orar. Fale de Jesus para todos que você puder. Fale da Salvação de Cristo. Conte às pessoas que ainda há esperança. Que Jesus pode salvá-las e libertá-las da opressão do pecado. Que Cristo pode salvá-las do Inferno e dar-lhes a vida eterna. O Diabo luta para levar as pessoas para o Inferno. Então, lute por essas pessoas para conquistá-las para Cristo.

NUNCA PERCA A SUA INTEGRIDADE (SEJA ÍNTEGRO):

Melhor é ser bom e íntegro, mesmo sendo rejeitado e desprezado. Melhor é levar a pior por fazer o bem do que por fazer o mal. Melhor é sair prejudicado por ser honesto do que ser recompensado por ser corrupto. Entre ser um cavaleiro do ódio e um cavaleiro da esperança, melhor é lutar pela esperança. Não podemos mudar o nosso passado. Não importa o quanto seu passado foi traumático. Quem te define é Cristo, e não o seu passado. Muitas vezes, passamos por adversidades para que o nosso caráter seja forjado. Muitas vezes, Deus nos leva pelo caminho mais longo não para nos punir, mas para nos preparar. Todos nós temos uma missão, que só nós mesmos podemos cumprir. Para tudo há um propósito. Em um Universo governado por Deus, não existem coincidências. Nós só morreremos quando cumprirmos com o nosso propósito aqui na Terra, até lá, nós seremos imortais. Essa é a grande batalha entre o bem e o mal! De qual lado você está? Do lado de Deus ou do lado de Satanás? A degeneração humana se alastra, a doença chamada pecado continua ceifando vidas. Os nossos pecados ofendem a Deus. Deus não nos deve nada, Ele nunca deveu. Nós homens é que estamos devendo para Deus. Eu tinha tudo para ser um cavaleiro do ódio, um vilão, um bandido. Pela misericórdia de Deus, eu ainda tenho consciência. Ignorar o mal não fará o mal deixar de existir. Pregar um "falso amor" e uma "paz falsificada", não impedirá os malfeitores de praticarem as suas maldades. Não é pecado lutar pela justiça, ao contrário, é uma boa ação, existem inimigos que não são convencidos com palavras. Precisamos ser cavaleiros da esperança.

O DIABO DEVE SER COMBATIDO (ELE NÃO DEVE SER TEMIDO):

"A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo". (Leonard Ravenhill)

O Diabo não deve ser temido, ele deve ser combatido. O medo que as pessoas têm dele resultou na Inquisição e depois na covardia das pessoas em insistir em ignorar a sua existência. O maior trunfo do Diabo foi convencer o mundo de que ele não existe. Satanás costuma distorcer as coisas, tornando a mentira em verdade, o feio em bonito, o errado em certo e o mal em bem. Desde o princípio, Lúcifer, distorce a Palavra de Deus para enganar os tolos. Se os cristãos não se unirem na Verdade das Escrituras para se opor ao seu domínio, o Rei do Mal ainda ceifará muitas vidas, destruirá casamentos e famílias, e a culpa será da Igreja, que se omite diante dessa barbárie e carnificina.

A FORÇA PARA COMBATER A VIOLÊNCIA INJUSTA:

Eu preciso ter a força para combater a violência injusta. As novas eras não são criadas pelas espadas ou pelas armas, mas, sim, pelas pessoas que as manejam. A tática básica de combate é sempre atacar a fraqueza do seu inimigo. Proteja as pessoas que você ama. Quando você está em combate, se você perder e morrer, aqueles que você está protegendo também morrerão. Você não tem a opção de perder. Seja um protetor. Seja um defensor. Seja Aquele Que Protege. Fale por aqueles que não têm voz. Seja a voz daqueles que não podem falar. Lute pela verdade e pela justiça. Lute pelos direitos dos outros. Seja diferente, faça a diferença, seja a diferença.

EM DEFESA DO MAIS FRACO:

Com certeza, a ideia de que o forte deve sobreviver e o fraco deve morrer é uma ideia equivocada. Nós devemos lutar em defesa do mais fraco. Nós devemos usar os nossos punhos e nossas armas para proteger os inocentes. Os indefesos precisam de alguém que os proteja e os defenda. Se na era atual estamos certos ou errados, as gerações futuras decidirão. Mas, com certeza, lutar pelo mais fraco é o correto. Ser honesto e íntegro é o certo. Proteger os fracos e os inocentes é a coisa certa a se fazer. Proteger os oprimidos e nunca abusar dos fracos é o que devemos fazer. Libertar os oprimidos e acorrentados das correntes da opressão. Ajudar os desamparados e defender os indefesos. Isso é o que todos nós deveríamos fazer. É nisso que eu acredito. Esse é o meu sonho, uma sociedade que aprenda a proteger os mais fracos.

A VIDA É UMA GUERRA (PREPARE-SE PARA A BATALHA):

A vida é uma guerra. Esse mundo é um campo de batalha e não uma colônia de férias. Então, pegue as suas armas e fique em posição de combate. Um guerreiro não deve morrer em batalha sem antes ter usado as suas armas. Lute pela verdade e pela justiça. Lute pelos direitos dos outros. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. O que todo bom soldado quer? O bom soldado luta não porque ele odeia o que está enfrentando, mas, sim, porque ele ama o que está defendendo. O dever de um soldado é salvar vidas. O dever dos fortes é proteger os fracos. O dever do combatente é combater em prol da justiça. O que um bom soldado mais deseja? O que um grande guerreiro mais almeja? O que um herói mais procura? Proteger o que ama e ter uma morte honrada.

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL (O MAIOR PECADO DA “IGREJA”):

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão; põem o amargo por doce, e o doce por amargo”! (Isaías 5:20)

Infelizmente, muitos cristãos consideram o que é mau, bom, e o que é bom, mau. Muitos crentes consideram o errado, certo, e o certo, errado.

A omissão diante do mal é pecado e sempre será pecado. Passar a mão na cabeça dos bandidos e dos terroristas não acabará com a maldade no mundo, pelo contrário, aumentará ainda mais a violência. Onde diz na Bíblia que eu devo encobrir os erros dos outros e ser conivente com o pecado?

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

Para mim, a omissão diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante o mal é tão culpado quanto aquele que o pratica. Os cristãos costumam se omitir diante das coisas erradas alegando um falso amor e uma falsa paz, mas Deus nunca aprovou a omissão perante as coisas erradas. A vontade de Deus é que nós, cristãos, defendamos os fracos e oprimidos. O Altíssimo quer que nós lutemos em favor dos indefesos. É nossa obrigação proteger os inocentes.

"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O Livro de Provérbios critica muito a injustiça e a omissão diante do mal, portanto, o conformismo perante as coisas erradas não é bíblico. Deus, o Altíssimo, deseja que nós pelejemos em favor dos fracos e necessitados, porque é da vontade d’Ele, que nós defendamos os indefesos e desamparados.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Deus estabeleceu o Estado (governo) para ser um servo de Deus (ministro de Deus). A função e o dever do governo é servir o povo, e não explorá-lo e oprimi-lo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores e louve os homens que praticam o bem.

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

Desejar ser herói (proteger os fracos e indefesos) não é coisa de “criança e de gente infantil”, mas é o que a Bíblia manda. As Escrituras ordenam que todos os servos de Deus sejam heróis (protetores e defensores). A vontade de Deus é que os fortes protejam e defendam os fracos.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.

O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo, que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.

Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Dietrich Bonhoeffer, Desmond Doss, Martin Luther King e Albert Einstein nunca pregaram a omissão diante do mal, pelo contrário, eles sempre pregaram contra isso. Esses homens nunca pregaram que ser da "paz" e "amar" é se omitir perante as coisas erradas. Eles nunca foram pacifistas, mas, sim, pacificadores. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser justo e ser idiota. Há diferença entre ser correto e ser retardado. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre amar e se omitir. Há diferença entre amor e omissão. Há diferença entre lutar pelo que é certo e acobertar os erros dos malfeitores. Há diferença entre ser “paz e amor” e ter compaixão pelos inocentes. Há diferença entre pregar a verdadeira paz e se omitir diante do mal por ser covarde mesmo.

OS AGENTES DO ESTADO (INSTRUMENTOS DA JUSTIÇA DE DEUS):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (colocadas por Deus no poder) para punir os maus e louvar os bons. A função e o dever das autoridades legalmente constituídas é reprimir o mal e louvar o bem. O Estado tem o poder da espada para punir criminosos e malfeitores dentro de sua jurisdição, e também para defender a sua nação de invasores externos (homens maus) que ameacem a segurança de seu país. Paulo pregou, claramente, que os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus, ou seja, estão a serviço de Deus para castigar os malfeitores e para proteger os cidadãos de bem. Deus não apenas permitiu as autoridades governamentais, mas as instituiu (colocou no poder) para fazer justiça. As autoridades legalmente constituídas são instituídas por Deus para reprimir o mal, ou seja, os magistrados, soldados e policiais são instrumentos da justiça de Deus. O sentido bíblico de liderança é “servir e proteger”. O governante deve servir ao seu povo. Os soldados e magistrados devem proteger os cidadãos de bem e reprimir o crime. A palavra usada para espada é “Machaira”, que é um símbolo da pena capital (espada que era usada para combater nas guerras e para executar criminosos perigosos). Paulo não só legitimava o uso da força bruta (combate físico), mas também o uso de armas letais (matar os malfeitores). 

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro era a favor da lei e da ordem, assim, como o apóstolo Paulo, pois até ele reconhecia que era necessário que os agentes do Estado (ministros de Deus) usassem a força bruta (castigos físicos) para castigar os criminosos. Além de Paulo, Pedro também defendia o uso da força (combate bélico) por parte do Estado para se fazer justiça. Os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus para o bem-estar da sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

O grande e poderoso profeta, João Batista, quando batizou alguns soldados, ele não lhes condenou por serem combatentes, pelo contrário, esse grande e extraordinário profeta lhes aconselhou a serem militares, portanto, que exercessem a sua função (o seu trabalho) com honestidade e integridade. João Batista foi o maior de todos os profetas e o homem mais justo que existiu sobre a Terra (além de Jesus, obviamente).

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais comum). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado para poder pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (arma usada para matar mesmo). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens que não têm palavra (pessoas mentirosas), e que precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que eles estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramentos. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge.

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa) e a matar na guerra (soldados cumprindo com o seu dever). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso e não a matar quando realmente há necessidade. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

JESUS E O PORTE DE ARMA (AS DUAS ESPADAS):

“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38)

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores, se o próprio Jesus fosse um “pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.

O MITO DE QUE TODOS OS CRISTÃOS PRIMITIVOS ERAM CONTRA A GUERRA JUSTA E O SERVIÇO MILITAR (OS SANTOS DA CASA DE CÉSAR):

“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a Guarda Pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a Palavra de Deus”. (Filipenses 1:12-14)

Esse mito (mentira diabólica) de que os cristãos primitivos eram contra o Estado e as autoridades não está de acordo com a Bíblia. Os apóstolos, Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17), e também João Batista (Lucas 3:14) reconheciam que é necessária a existência das autoridades governamentais e de que não é errado combater (lutar mesmo). O centurião Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano. O Carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque foi esse carcereiro que libertou Paulo e Silas no dia seguinte após a sua conversão. Os reis, Abgaro de Edessa da Síria e Polímio da Armênia, eram reis cristãos (do primeiro século). Os cônsules, Mânio Acílio Glabrio e Tito Flávio Clemente, ocuparam cargos públicos durante o século I. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (ou Quinto Sérgio Paulo) governou Chipre durante três anos enquanto era um cristão. Paulo se refere aos guardas pretorianos que evangelizou como “santos e irmãos”, ou seja, isso indica que os Santos da Casa de César (Filipenses 4:22) eram mesmo esses guardas pretorianos que se converteram ao Cristianismo. Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa. Essas são provas inquestionáveis.

Segundo Agostinho de Hipona, o maior teólogo da Igreja, não há problema nenhum em um cristão trabalhar no governo e nem em participar de uma Guerra Justa se for para promover a justiça. Nós, protestantes, não devemos ser pacifistas hipócritas antissociais que se desligam da realidade, mas devemos fazer a diferença em todos os setores da sociedade dando bom testemunho.

NUNCA PERCA A SUA INTEGRIDADE (FAÇA A DIFERENÇA, SEJA A DIFERENÇA):

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

O verdadeiro contexto de (Romanos 13:1-7) é justamente esse, o trabalho da Polícia no combate ao crime. Deus nunca foi e nem será pacifista. Os “cristãos” banalizaram e vulgarizaram “a paz, o amor e o perdão”. No primeiro século, no Império Romano, quem fazia o trabalho da Polícia atual, era o Exército (a Polícia é uma instituição do Estado Moderno). Hoje, a Segurança Privada é uma extensão da Segurança Pública. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimaram o uso da força bruta e de armas letais para se combater o crime e para castigar os malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). O grande profeta, João Batista, que segundo o próprio Cristo, foi o maior profeta que já existiu, quando batizou alguns soldados, ele incentivou os militares a continuarem sendo combatentes, portanto, que esses guerreiros fossem honestos e justos (Lucas 3:14). O amor não folga com a injustiça, mas defende a verdade. O marido tem o dever e a obrigação de honrar e proteger a sua esposa. Os pais têm a obrigação e o dever de cuidar e de proteger os seus filhos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O Estado (Romanos 13:1-7) tem a autorização de Deus para usar a espada (Machaira) para combater os malfeitores e corruptos, porque o dever do governo é louvar e proteger os bons, ou seja, os cidadãos de bem.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

A LUTA MILITAR E A LUTA ESPIRITUAL (A LUTA DO ESTADO E A LUTA DA IGREJA):

"A coragem é contagiosa. Quando um homem valente permanece firme, os outros também endurecem.” (Billy Graham)

A luta de Romanos 13 é a Guerra Física e a luta de Efésios 6 é a Guerra Espiritual. Assim, como o Estado não pode ter uma igreja, a Igreja não pode ter uma milícia. O Estado deve se dedicar a luta militar e a Igreja deve se dedicar a luta espiritual. Os Adoradores do Diabo além de lutar fisicamente, também invocam exércitos espirituais contra aqueles que os atrapalham. A luta militar é função dos agentes do Estado, mas a luta espiritual é função da Igreja. Os agentes do Estado (que também são ministros de Deus) devem usar e combater com armas bélicas sim, mas os ministros da Igreja devem lutar e combater no campo da oração. O mesmo autor de Efésios 6, também é o autor de Romanos 13. Efésios 6 não invalida Romanos 13. Simplesmente, Romanos 13 retrata a luta do Estado (luta militar) e Efésios 6 retrata a luta da Igreja (luta espiritual).

CONCLUSÃO:

“Você invade o quintal do seu inimigo, causa a maior zona com essas lutas, e ainda quer se erguer e sair sem ser notado”.

Quando você ousa buscar a Deus e fazer o que é certo, o “Universo” conspirará contra você. As circunstâncias sempre irão favorecer o pecado. Para ser um herói, sempre é preciso pagar um preço (muitas vezes, um preço caro demais). A maioria das pessoas é apenas “massa” para fazer volume, mas existem homens que são corajosos, valentes e ousados. São esses homens que são os que mudam o mundo. São esses que fazem a diferença. Quando você ousa fazer a coisa certa, as Forças do Mal virão para cima de você. Há diferença entre ser uma vítima covarde e um inimigo a altura. Você quer ser uma vítima ou um inimigo? A escolha é sua. Se você ousar (ter a ousadia) de fazer a vontade de Deus e de “bater de frente” com o Diabo e seus anjos, com os religiosos hipócritas e falsos moralistas, com os corruptos e com os malfeitores, prepare-se, porque você terá que pagar um preço por isso. Ser “machão” e “valentão” com os mais fracos e indefesos (com quem não pode revidar) é fácil. Quero ver ser “corajoso” e “valente” com alguém mais forte ou armado, ou com Satanás, o Diabo. Aí sim, eu acreditarei na sua “macheza”. Falar grosso, bater em quem é mais fraco, humilhar os outros para se sentir superior e “passar o rodo” nas meninas não é ser “macho”. Ser “macho” é ter honra e integridade, ser corajoso e valente de verdade. Vocês querem ser “homens” e “machos”? Então, tenham hombridade e atitudes de macho. O mundo e a Igreja precisam de homens de verdade. Conheço homossexuais que têm mais atitudes de “macho” do que muitos “machões” que conheci durante essa minha infeliz existência. Não queria ter nascido e nem existir, mas já que nasci e existo, eu faço questão de viver para ainda trazer muita dor de cabeça para o Diabo. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando. Se eu cair, eu caio atirando. Eu serei uma pedra-no-sapato do Diabo (se quiser me matar, venha pessoalmente fazer o serviço). “A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo”. (Leonard Ravenhill).

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.


Casar só com virgens?


Casar só com virgens?

Ha, infelizmente, uma ideia um tanto comum (e errada) na igreja evangélica acerca do que é tal “moça para se casar”. Devemos ser cuidadosos com essa ideia. Muitos pensam que, para ser uma boa opção, é preciso que uma moça tenha nascido em lar evangélico, tenha levado uma vida ilibada e seja virgem. Mas Deus não exige isso. Deus manda que homem cristão se case com mulher cristã. Não manda que tenha sido alguém com a vida “perfeita” e que tenha sido salva na infância. Conheço ao menos uma Rute que é mulher virtuosa, mesmo tendo passado pagão. E sei de homens tolos que deixaram de se casar com verdadeiras Rutes por não conseguirem lidar com o passado delas. Muitas vezes são os pais que inculcam esse padrão não bíblico na mente dos filhos. Sejamos atentos. Há verdadeiros tesouros sendo preteridos por conta da tolice de nosso povo acerca dessas coisas. (As boas novas em Rute, Pg 119)
SDG

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

ZONA DE GUERRA (OS ÚLTIMOS DA LISTA)



Filipe Levi
ZONA DE GUERRA (OS ÚLTIMOS DA LISTA)



Deus, o Criador, o Eterno, criou o Universo, as galáxias, os astros e os planetas. Yahweh, o Único Deus, criou a Terra e todos os seus habitantes. Deus também criou o homem a sua imagem e semelhança, mas por causa da desobediência do homem, o pecado afastou o homem de Deus. O pecado era como uma doença, um vírus mortal que se alastrava sobre o mundo, contaminando todos os seres humanos. Por causa do pecado, a morte, a agonia, a dor, o sofrimento, o tormento e a destruição assolavam o planeta. Essa epidemia viral se alastrava sobre a Terra, levando todos os homens a morte. Deus, por amor do seu povo (que Ele mesmo elegeu, escolheu e predestinou antes da fundação do mundo), enviou o seu Único Filho (Jesus) para sofrer e morrer no lugar do seu povo, para que o seu sangue inocente resgatasse os escolhidos de Deus das trevas e os livrasse da morte eterna, os trazendo para a sua maravilhosa luz.
Jesus Cristo, o Messias, andava com as pessoas que eram a escória da sociedade. O Messias Libertador se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Jesus comia e bebia com os pecadores. Cristo era conhecido como o “Amigo das prostitutas e dos pecadores”. Apesar de Jesus nunca ter se envolvido com os Zelotes (grupo armado de guerrilheiros radicais que pretendiam derrubar o Império Romano do poder), Ele nunca foi “Hippie” (paz e amor) e nem um grande pacifista. Jesus elogiou a fé e a integridade de um centurião e reconheceu que o poder que Pôncio Pilatos tinha foi concedido por Deus. João Batista, o seu precursor, em uma ocasião, batizou alguns soldados que lhe perguntaram o que eles deveriam fazer para agradar a Deus, e em nenhum momento, João Batista lhes recriminou por serem militares, pelo contrário, ele lhes incentivou a permanecerem no serviço militar, portanto, que eles fossem soldados justos e honestos (Lucas 3:14).
Jesus Cristo, o Messias, foi traído por um dos seus apóstolos, que se enforcou mais tarde por causa do remorso de tê-lo traído. O Messias foi ferozmente espancado e torturado com torturas indescritíveis. Depois, Jesus foi obrigado a carregar a sua própria cruz onde Ele seria crucificado. Cristo foi pregado vivo numa cruz, onde Ele derramou o seu precioso e poderoso sangue, pelo qual purificaria todos os nossos pecados. Jesus Cristo, o Messias, morreu, mas no terceiro dia ressuscitou, vencendo a morte e o pecado, porque Ele é o Grande Libertador de Israel (Aquele Que Venceu a Morte). Cristo tem as chaves da morte e do Inferno. O Nome de Jesus é o Nome que está sobre todos os nomes. O Rei dos reis e o Senhor dos senhores. O Rei legítimo de Israel. O verdadeiro herdeiro do trono de Davi. O verdadeiro Rei dos judeus. Esse é Jesus, o Filho de Deus.
Os primeiros seguidores de Jesus eram conhecidos como os nazarenos, mas em Antioquia da Síria, eles passaram a serem conhecidos como “cristãos”. Os seus doze apóstolos eram os principais líderes da Igreja Cristã. Paulo e Pedro foram os mais importantes deles. Nas primeiras décadas, o Império Romano não importunou os cristãos, mas, sim, o Sinédrio (liderado pelos malditos fariseus, os religiosos hipócritas e falsos moralistas que Jesus tanto combatia). Em 64, com o incêndio que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, e com isso, começou uma grande perseguição contra a Igreja Cristã. Em 66, começou a Revolta Judaica, liderada principalmente pelos Zelotes. Em 68, com a morte de Nero, quando o imperador foi cercado pela própria Guarda Pretoriana, que pretendia torturá-lo e matá-lo, Nero, preferiu se suicidar a ser capturado e sofrer nas mãos dos guardas pretorianos. Em 69, Vespasiano, que liderava o Exército Romano contra os judeus, teve que voltar para Roma para assumir o trono. O general Tito, o Abominável da Desolação, liderou os soldados romanos em seu lugar. Em 70, Tito destruiu o Templo de Jerusalém e derrotou a resistência, sufocando a rebelião, dizimando os Zelotes. Flávio Josefo, um historiador judeu, que participou da Revolta Judaica, relatou em seus escritos sobre esta grande guerra, e também sobre João Batista e Jesus Cristo.
No Concílio de Jerusalém, em 50, os cristãos judeus e gentios se reuniram para discutir sobre os costumes judaicos na Igreja. Foi decidido entre eles, que os cristãos não praticassem relações sexuais ilícitas, não bebessem sangue e nem comessem animais que morressem estrangulados ou sufocados, e nem comessem alimentos sacrificados aos ídolos. Paulo explica que se os cristãos orarem antes de comerem alimentos sacrificados aos ídolos, e, portanto, que não escandalizassem os irmãos fracos na fé, não seria pecado ingeri-los. Sobre beber sangue, isso era uma prática do contexto judaico, assim como não comer animais que morressem estrangulados ou sufocados, até porque, os pagãos tinham o costume de beber sangue como um ato de adoração para adorarem os seus deuses. Isso era do contexto histórico da época, e não implica em nada os cristãos de hoje, comerem toicinho, galinha ao molho pardo ou ingerir sangue de animais na selva para sobreviver. Sobre as práticas sexuais ilícitas, a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina mesmo que o sexo somente deve ser praticado entre um homem e uma mulher no contexto do casamento, fora disso, é pecado e desagrada a Deus.
Nos três primeiros séculos da Igreja Cristã, os cristãos foram perseguidos sem piedade. Os seguidores de Jesus eram presos, espancados, torturados, violentados e mortos das mais terríveis formas possíveis. A maior parte dos cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses pagãos. Muitos soldados romanos que se convertiam ao Cristianismo eram exonerados de seus cargos e executados como traidores, porque se recusavam a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses. Apesar de toda essa perseguição por parte do Estado, existiam cristãos entre a Guarda Pretoriana (Os Santos da Casa de César) e um centurião de Cesaréia conhecido como Cornélio. Houve um procônsul cristão em Chipre chamado Sérgio Paulo e o rei de Edessa da Síria chamado Abgaro. Existiram dois cônsules cristãos, Acílio Glabrio e Flávio Clemente. Esses homens investidos de autoridade estavam entre os poucos cristãos primitivos do primeiro século que ocupavam cargos no governo. Apesar de terem existido muitos cristãos primitivos que satanizavam as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades legalmente constituídas eram legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17), reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons.
Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. A Guerra Física cabe ao Estado lutar; e a Guerra Espiritual cabe a Igreja combater. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo (Alegorismo) nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus para punir os malfeitores (dentro da legalidade, de acordo com as leis).
Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores, se o próprio Jesus fosse um “pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.
O Sexto Mandamento (Lo Tirsah em hebraico e Ou Foneuseis em grego) sempre se referiu somente ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras e a pena capital. O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” só eram usados para se referir ao homicídio ilícito, e nunca a matar quando realmente há necessidade, como, por exemplo, na legítima defesa, nas pelejas e na pena capital (pena de morte). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” são usados somente quando se trata de assassinato, ou seja, do homicídio criminoso. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. A violência pode ter um bom uso quando essa violência é usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros).
Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou os juramentos em si, mas, sim, aquelas pessoas mentirosas e sem palavra que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. Além do serviço militar, os médicos fazem juramentos, assim, como o casamento é um juramento de lealdade ao seu companheiro (esposa ou marido).
Os Pais da Igreja, Ireneu de Lyon, Clemente de Alexandria e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa (muito antes de Agostinho de Hipona existir). Clemente de Alexandria além de defender o combate bélico, também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Clemente de Alexandria também defendia a Resistência ao Tirano, quando um governante era opressor.
Com o Édito de Milão, em 313, os cristãos finalmente conseguiram a sua tão almejada liberdade religiosa e com isso, cessou a perseguição. Em 314, no Concílio de Arles, a Igreja Primitiva reconheceu oficialmente que o serviço militar é bíblico e que é lícito os cristãos se alistarem no Exército. Em 325, no Concílio de Nicéia, o imperador Flávio Valério Constantino, organizou essa reunião entre 318 bispos cristãos que vieram de várias regiões. Neste Concílio, os 27 Livros do Novo Testamento foram reunidos e junto com os 39 Livros do Antigo Testamento, os 66 Livros da Bíblia foram considerados inspirados pelo Espírito Santo de Deus. O Imperador Constantino não poderia ter manipulado este Concílio, pois ele não sabia ler e nem escrever. Constantino apenas se preocupava em resolver as desavenças entre os cristãos (por questões políticas, obviamente), pois ele pouco se importava com a fé cristã de fato (esse imperador somente se converteu ao Cristianismo no final de sua vida). A Igreja Primitiva passou a ser conhecida como Igreja Católica. Antes do Concílio de Nicéia a Bíblia dos cristãos primitivos era o Antigo Testamento (os Livros e Cartas do Novo Testamento só foram reunidos no Concílio de Nicéia).
No começo, o Catolicismo era verdadeiramente bíblico e cristão, mas com o passar do tempo, a corrupção, a idolatria e as heresias dominaram a Igreja Católica, a corrompendo de tal modo, que foi necessária uma Reforma, que só aconteceria no século XVI, provocada por um monge agostiniano chamado Martinho Lutero, um gênio, rebelde e libertador, que ousou questionar e se opor ao poder do Clero e da Igreja Católica. Um homem a frente do seu tempo.
Durante a Idade Média, antes da Reforma Protestante, inúmeras pessoas inocentes acusadas de serem bruxas ou hereges foram queimadas vivas nas fogueiras da Inquisição. Incontáveis pessoas inocentes foram torturadas, violentadas e mortas, acusadas por crimes que nunca cometeram. Com as vendas de relíquias, indulgências e cargos eclesiásticos, muitos homens de Deus (muitos eram do próprio Clero) passaram a discordar e a combater as heresias pregadas pela Igreja Católica e ousaram se opor ao seu domínio e opressão. Durante este tempo, também houve as Cruzadas, que os cavaleiros medievais (apesar de muitos deles serem guerreiros honrados) foram enganados pelo Clero, que distorceu a teologia da Guerra Justa ensinada por Agostinho de Hipona. Tomás de Aquino também apoiava a Guerra Justa, e também a legítima defesa e a Resistência ao Tirano (quando um governante era corrupto e ditador).
Durante a Idade Moderna, no século XVI, os Reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio, foram os principais provocadores da Reforma Protestante. Os luteranos na Alemanha, os huguenotes na França e os puritanos na Inglaterra (XVII) e muitos outros protestantes empunharam armas para combater os seus perseguidores e para restituir a identidade da Igreja de Cristo.
Com o Avivamento Puritano, que ocorreu depois da Reforma Protestante, a Igreja de Cristo se fortaleceu, mas depois veio à apostasia, e a Igreja passou a se esfriar novamente. Com o declínio do Cristianismo, as heresias passaram a dominar as igrejas evangélicas novamente, e Satanás, o Diabo, distorcendo as Escrituras (como ele sempre fez desde o início dos tempos), passou a ludibriar e a enganar os cristãos com mentiras e heresias destruidoras.
No século XX, aconteceram as Duas Grandes Guerras, onde vários genocídios foram praticados. Com o Nazismo e com o Fascismo, a intolerância ideológica tomou conta de vários corações pré-dispostos para o mal (assim, como o maldito Socialismo que pregava a igualdade social, mas na prática só igualava a miséria dos pobres e enriquecia os seus governantes que eram ditadores cruéis e corruptos). Na União Soviética, na China e na Coreia do Norte foram onde os religiosos (principalmente, cristãos) foram os mais perseguidos. Os cristãos sofreram torturas terríveis, violência sexual e assassinatos bárbaros. Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, a Itália e o Japão foram os responsáveis por vários crimes de guerra e atentados contra a humanidade. Adolf Hitler e seus comparsas (Eixo do Mal) praticaram atrocidades em nome do ódio e da intolerância, mas no final, foram derrotados pelos Aliados.
No século XXI, o Terrorismo se fortaleceu e passou a aterrorizar a Europa e os Estados Unidos da America. A China, a Rússia e a Coreia do Norte declararam guerra contra os Estados Unidos e seus aliados. Armas nucleares e bombas de hidrogênio foram usadas, sem contar com armas químicas e biológicas. Armas de destruição em massa foram usadas para dizimar diversos povos. O planeta ficou em chamas. Depois dessa Grande Guerra, houve muita fome na Terra e poucos conseguiram sobreviver.
Por causa da Primavera Árabe (que ocorreu antes da Terceira Guerra Mundial), surgiram muitos grupos terroristas extremistas. Já não bastavam a Al-Qaeda e o Talibã, também acabaram surgindo o Boko Haram e o Daesh, conhecido também como ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria). O Boko Haram e o EI (Estado Islâmico) torturavam e assassinavam os seus desafetos das maneiras mais brutais possíveis. Esses terroristas malditos capturavam mulheres inocentes e as escravizavam as tornando em suas escravas sexuais. Existiam muçulmanos moderados, que eram homens bons e guerreiros honrados, que não concordavam com os métodos sujos e brutais do Estado Islâmico, como os Peshmergas (Aqueles Que Enfrentam a Morte) e os Yazidis, que tinham a sua religião própria (existiam mulheres e até cristãos que se alistavam nos exércitos Peshmergas para poderem combater o Estado Islâmico). 
Em uma época de escuridão e trevas, o caos e a desordem assolavam o mundo. As nações guerreavam entre si, dizimando incontáveis vidas. A fome se espalhava pela Terra. Novas doenças mortais se desenvolviam ameaçando a existência da raça humana.
Os Estados Unidos e a Rússia, juntos com outras nações, pelejaram um contra o outro. Armas nucleares e químicas foram usadas, resultando na morte de bilhões de pessoas. Metade da humanidade foi dizimada por armas que os homens criaram para a sua própria proteção.
A Ciência era usada para o mal, pois criaturas bizarras criadas em laboratórios se revoltaram contra os homens. As máquinas também se rebelaram contra os seres humanos. Animais pré-históricos foram ressuscitados através da clonagem. Alguns mamutes congelados foram encontrados bem preservados no Alasca e na Sibéria. Outros mamíferos pré-históricos também foram trazidos de volta à vida. Ovos de dinossauros em perfeito estado de conservação foram encontrados. Dinossauros de várias espécies foram ressuscitados através da Ciência. O que era um grande sonho da humanidade (conhecer esses animais extintos) se tornou num grande pesadelo.
Com o avanço da Ciência, animais pré-históricos foram ressuscitados e deformidades e aberrações genéticas também foram criadas em laboratórios clandestinos. A Inteligência Artificial foi criada, e com ela máquinas de matar com autonomia própria passaram a caçar os seres humanos, porque enxergavam a raça humana como ameaça. Os cientistas quiseram criar o soldado perfeito, e acabaram criando mortos-vivos que ficaram fora de controle e que começaram a matar e a comer os vivos. Vampiros e zumbis se espalharam pelo mundo, conquistando e dominando muitas cidades.
Ditadura após ditadura; revoluções e mais revoluções; rebeliões e motins tomavam conta de muitas nações. Os reinos dos homens se destruíam entre si. Nação se levantava contra nação; e reino se levantava contra reino. Era só genocídio e carnificina. Os homens não se entendiam entre si. Na verdade, a humanidade nunca soube se entender.
Depois do cataclisma global, os homens se tornaram mais bárbaros do que já eram. Com o colapso mundial, os homens passaram a se matar e a se massacrar como nunca aconteceu antes. Eles se devoravam literamente entre si. A fome e a miséria assolavam a Terra. A sociedade estava totalmente desestruturada.
Os homens se esqueceram de Deus e dos seus Santos Mandamentos. A corrupção, a maldade, o sadismo, a crueldade, a vilania, a prostituição, a perversão, a depravação, a ganância, a avareza, a idolatria, a feitiçaria, o assassinato criminoso, a covardia, a opressão, a violência sexual, a tortura, o egoísmo e o individualismo das pessoas. O pecado tomou conta de tudo. 
No Brasil, a apostasia também tomava conta das igrejas evangélicas, mas aos poucos, os verdadeiros cristãos se posicionavam e o avivamento (de volta as Escrituras) começou a aflorar. Existiam jovens crentes em Jesus que eram profetas de Deus na sua geração. Rapazes que faziam a diferença, porque amavam a Deus e não se contaminavam com a corrupção desse mundo. Existia um grupo de jovens cristãos, praticantes de artes marciais e com treinamento militar que combatiam todos os homens maus que ameaçavam os indefesos e as pessoas que eles amavam.
Carlos era historiador e professor de História. Ele tinha treinamento militar (oficial do Exército) e na Segurança Privada (Vigilante Patrimonial). Carlos praticou Kung Fu, Jiu-Jitsu, Boxe (Pugilismo) e praticava Muay Thai (Boxe Tailandês). O Herói era um historiador que acreditava piamente na inerrância das Escrituras, pois para ele a Bíblia era realmente de fato a Palavra de Deus. Carlos era um homem valente que lutava pela verdade e pela justiça, pois ele sempre lutava pelos direitos dos outros.
A Irmandade além de lutar fisicamente (com lutas e armas bélicas) também invocava exércitos espirituais contra aqueles que os atrapalhavam. Carlos estava na lista dos mais procurados dos Adoradores do Diabo. O Herói sempre orava por Adélia, a sua melhor amiga, por quem ele orava e intercedia durante anos por sua Salvação. Chanclas (Satanás, o Diabo) havia aprisionado e escravizado Adélia, que estava sendo preparada para ser sua sacerdotisa. Carlos se reuniu com seus companheiros de armas e formaram um grupo de resgate para resgatar Adélia das mãos de Chanclas (o Símbolo dos ímpios, o Vilão de Gibi).
Baphomet, o deus das bruxas, conhecido também como o Bode de Mendes, era quem junto com Chanclas escravizava Adélia e a subjugava com seu grande poder. Além de seus mercenários e assassinos que lutavam fisicamente, Chanclas e Baphomet também tinham espíritos destruidores sob seu comando que eles enviavam para matar e destruir todos aqueles que os atrapalhavam.
Centenas de textos foram escritos por Carlos, geralmente, com as temáticas, guerra, artes marciais, pena de morte, animes, e videogames. O Herói sofreu muito nas mãos dos religiosos hipócritas e falsos moralistas que demonizavam as coisas que ele gostava, sempre distorcendo o contexto histórico das coisas e usando versículos bíblicos fora de contexto para sustentar o seu fanatismo religioso.
Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), no século II já defendia a Guerra Justa, o serviço militar e a Resistência ao Tirano. Agostinho de Hipona no século IV já havia esclarecido sobre o tema guerra. Tomás de Aquino no século XIII já havia esclarecido sobre a temática da legítima defesa. No século XX, muitos teólogos já haviam esclarecido sobre o tema artes marciais.
Carlos se baseou nos argumentos desses grandes teólogos e ainda acrescentou argumentos muito melhores para defender o direito dos cristãos lutarem para se defenderem e para protegerem os outros. O historiador do Exército também defendia constantemente os animes e videogames, porque ele amava essas coisas. Carlos sempre usava a Bíblia e a História a seu favor para defender tudo o que ele gostava. O Herói começou a praticar artes marciais durante a sua adolescência. Ele praticou alguns estilos de Kung Fu, como, por exemplo, o Estilo Serpente (Shaolin), o Sanshou (Boxe Chinês), o Kuoshu Lei Tai, e o Estilo Integração de defesa pessoal. Alguns anos depois, Bruno, praticou durante alguns meses Jiu-Jítsu e passou a lutar Boxe (Pugilismo) se tornando num grande pugilista (boxeador). O militar cristão no passado também fez alguns cursos de segurança e de armas, pois ele adorava armas de fogo, e sempre praticava tiro esportivo. O Herói entrou no Exército depois que se graduou em História, e ele se especializou em História do Cristianismo e Ciências da Religião. Carlos amava a Bíblia, a Palavra de Deus. O Herói obedecia a todos os Mandamentos de Deus, porque ele amava o Altíssimo mais do que a sua própria vida e do que os seus próprios sonhos.
Desde a Igreja Primitiva, os cristãos sempre tiveram dúvidas sobre se era certo ou não tirar a vida de outras pessoas. Somente no século II, no ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército. No século III, incontáveis soldados romanos já eram cristãos, tanto que quando o imperador Diocleciano começou a perseguir os cristãos no começo do século IV (a última perseguição do Império Romano contra o Cristianismo), muitos oficiais e comandantes militares, que eram cristãos, foram martirizados, como, por exemplo, Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Jorge (tribuno militar), e Expedito (comandante de uma legião).
Os apóstolos, Paulo e Pedro, em suas Cartas, legitimavam o Estado dizendo que Deus autorizou o governo a castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem para poder se manter a lei e a ordem na sociedade promovendo a justiça (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Os Pais Apostólicos, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma, reconheciam que Deus estabeleceu as autoridades governamentais. Policarpo antes de ser martirizado reconheceu que o Estado é instituído por Deus. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconheceu que as instituições políticas são necessárias na ordem estabelecida por Deus, e que é dever da Igreja interceder em favor dos governantes. Apesar de poucos cristãos terem se alistado no Exército e ocupado cargos públicos no século I, os apóstolos e os Pais Apostólicos reconheciam que o governo é necessário para se manter a paz, e que tem a autorização de Deus para punir os maus e louvar os bons.
Os reformadores da Igreja, Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio, e João Calvino, apoiavam as guerras justas e a pena capital. Pais da Igreja como Agostinho de Hipona, Ambrósio de Milão, e Jerônimo de Strídon, também legitimavam o Estado a promover guerras justas e aplicar a pena de morte nos malfeitores. Os Pais da Igreja que defendiam a existência do Estado reconheciam que apenas o governo tinha o monopólio da violência, ou seja, que somente os agentes do Estado podem derramar sangue em nome da justiça. O teólogo Tomás de Aquino defendia que todos os cidadãos têm o direito de se defenderem de agressores injustos na mesma medida, isto é, sem exageros na legítima defesa. Os reformadores também legitimavam as revoluções armadas contra o Estado, quando este é injusto e repressor. Lutero no começo ensinava a total submissão ao governo, mas por causa das perseguições religiosas passou a apoiar as revoltas armadas por parte dos protestantes. Ulrico Zuínglio era capelão do Exército, e morreu em combate lutando contra autoridades católicas. João Calvino defendia o direito de resistir ao Estado, portanto, que um magistrado popular ou um comandante militar apoiasse a revolução. Mas, Calvino defendia que os cristãos devem sempre priorizar lutar dentro da lei, e não se rebelar contra o governo. Todos esses homens concordavam que os cristãos devem obedecer mais a Deus do que aos homens.
Carlos sabia de tudo isso sobre as opiniões dos apóstolos, dos Pais da Igreja, e dos reformadores a respeito das guerras, da legítima defesa, da pena de morte, e das revoluções armadas. O Herói tinha a consciência tranqüila para matar nas guerras, até porque, ele participou da Terceira Guerra Mundial, quando o mundo entrou em colapso. O governo brasileiro ainda existia, mas estava se deteriorando aos poucos. Apesar de a corrupção ter diminuído bastante nos últimos anos, ainda existiam corruptos que contaminavam as instituições. Sem contar que muitos Illuminati e membros da Irmandade estavam infiltrados na política e nas Forças Armadas. Os satanistas da Irmandade também se infiltravam nas autoridades constituídas. O historiador do Exército tinha dúvidas se era certo ou não participar de revoluções, mas ele estava decidido a morrer lutando pelo que era certo, e se os Illuminati ou os satanistas da Irmandade tomassem o poder, com certeza, ele se rebelaria contra o governo e morreria ou mataria lutando pelo seu povo, a Igreja de Cristo, o povo de Deus.
Jericho era um policial íntegro e honesto que apesar das tentações nunca aceitou propinas e subornos. Jericho era um grande aliado de Carlos na luta contra a Irmandade (seita satânica) que constantemente tentava matá-los para tirá-los da jogada.
Dante era um oficial do Exército que era muito amigo de Carlos, pois ambos eram grandes aliados na luta contra o mal. Dante era mestre de artes marciais e um exímio atirador. Um grande guerreiro e combatente que lutava em prol da justiça, sempre protegendo os indefesos e combatendo o mal.
Leonardo era um grande pregador e um valente guerreiro que tinha como a maior ambição de sua vida estar na lista dos mais procurados do Diabo. O seu nome era conhecido no Céu e temido no Inferno. Leonardo era um grande companheiro de Carlos e ambos juntaram as suas forças para combater o Reino das Trevas. Leonardo era um homem de oração que sempre orava e intercedia em favor dos outros.
Lucas era médico e um jovem guerreiro perito em vários tipos de armas e conhecedor de diversos estilos de artes marciais. Lucas era valente e corajoso e estava disposto a morrer lutando pelos seus ideais. Ele não temia a morte e estava disposto a morrer pelos seus amigos.
Satanás, o Diabo, queria destruir esses heróis que tanto atrapalhavam e ameaçavam os seus planos maléficos. Lúcifer reuniu um grupo de deuses pagãos, os demônios mais fortes e poderosos do Inferno para poder eliminar de uma vez por todas esses grandes heróis que tanto ameaçavam o seu reinado de medo, terror e morte.
Merodach, conhecido como Marduk, era o maior dos deuses babilônicos. O Antigo Testamento tremia ao ouvir o seu nome. Esse terrível deus babilônio desafiava o poder e a Soberania do Deus de Israel, o Único Deus digno de ser louvado. O Deus Vivo derrotou Merodach no passado, mas, agora, Marduk queria vingança, e decidiu descontar a sua fúria na Igreja de Cristo, o povo de Deus. Merodach era um homem de barba grande que tinha várias asas nas costas, e carregava uma grande espada consigo com a qual ele decapitava as suas vítimas.
Assur, o antigo deus da Assíria, era o maior deus dos terríveis e sanguinários assírios. Os assírios costumavam retalhar e empalar os seus inimigos. A Assíria era uma nação banhada em sangue. Os assírios eram cruéis e perversos, assim, como, o seu deus, Assur. O maior deus da Assíria tinha muitos poderes e também era extremamente forte.
Moloque, conhecido como Milcom, era um deus amonita temido pelos antigos que exigia o sacrifício de crianças para poder aplacar a sua fúria e a sua sede por sangue inocente. Ele amedrontava as nações do Antigo Testamento. O povo de Israel muitas vezes o adorou no lugar do Deus Único, o Deus Verdadeiro dos hebreus. Moloque era um homem com cabeça de touro que carregava um machado de combate consigo com o qual ele esquarteja as suas vítimas.
Baal, o deus fenício e cananeu que tinha o poder de controlar as estações e a natureza, foi adorado em várias ocasiões pelo povo de Israel no Antigo Testamento. Baal foi derrotado pelo profeta Elias no passado, e jurou vingança contra o povo de Deus por essa derrota humilhante. O povo de Israel estava em dúvida em qual Deus servir, mas Elias e outros profetas exortaram o povo a escolher a qual Deus servir, o deus Baal, ou o Deus de Israel, o Único Deus digno de ser adorado e cultuado.
Baphomet, o deus das bruxas, conhecido como o Bode de Mendes, era um homem com cabeça de bode, que tinha os poderes sobre a telecinese, fogo e gelo. Esse deus celta (de outras mitologias também) era muito adorado e cultuado por todos os bruxos e feiticeiros. Ele era um grande inimigo do povo de Deus, e constantemente afrontava o Altíssimo, o Deus Verdadeiro. O falso deus, Baphomet, era um vilão terrível, mas ele também sucumbiria diante do poderio e coragem dos servos de Yahweh, o Deus de Israel. Baphomet tinha duas asas nas suas costas.
Os heróis foram até uma região onde apenas a escuridão e as trevas reinavam. O ambiente era pesado e tinha cheiro de morte. O local tinha um histórico de dor, de sofrimento e de morte. Apenas a decadência e o sofrimento ditavam as regras nesse lugar. Era o Vale da Sombra da Morte, onde os deuses pagãos (demônios) aguardavam os heróis para enfrentá-los num combate até a morte. Os soldados de Cristo entraram numa fortaleza, que era onde os demônios os aguardavam para lutar.
Moloque, o Milcom, aguardava por Dante, que quando chegou teve que se esquivar várias vezes das machadadas do machado de combate de Moloque. Milcom e Dante trocaram socos, e o herói começou a ser espancado e surrado sem piedade. O deus amonita tinha mãos muito ágeis e Dante não conseguia acompanhar os seus poderosos golpes. O herói com muito esforço e determinação conseguiu contra-atacar Moloque desferindo diversos socos e chutes no deus amonita, que depois de apanhar tanto, ficou desfalecido no chão.
Baal aguardava por Jericho e quando o policial chegou já foi recebido na base da pancada, sendo surrado e espancado sem piedade. Baal usou os seus poderes para matar Jericho e pensou que havia vencido, mas Jericho começou a se defender e a se esquivar de todos os seus ataques e finalmente começou a devolver todos os golpes que recebeu do deus pagão. Baal foi espancado até ficar estirado no chão sem forças.
Merodach, o Marduk, aguardava por Leonardo para lutar contra ele numa batalha até a morte. O deus babilônico sabia que Leonardo era um grande pregador e um grande lutador de artes marciais, e queria enfrentá-lo. Leonardo chegou empunhando um machete (facão) e duelou com Merodach. O deus pagão cortou diversas vezes Leonardo, mas o guerreiro cristão conseguiu desarmar Marduk e feri-lo gravemente, o fazendo recuar, o derrotando vergonhosamente.
Assur aguardava por Lucas para combatê-lo. O deus assírio conhecia bem a fama do lutador cristão, pois ele sabia que Lucas era um grande guerreiro. Quando Lucas chegou, Assur usou todos os seus poderes e suas técnicas de combate para exterminar o jovem lutador, mas o combatente, apesar de gravemente ferido e sangrando muito, usando toda a sua força, e se baseando na sua fé, derrotou Assur usando as suas melhores técnicas.
Carlos entrou em uma sala cheia de ossos e crânios humanos e de animais e de repente foi paralisado pela telecinese de Baphomet.
__Você deve ser Carlos, o historiador cristão, não é mesmo?
__Sim, e você deve ser Baphomet, o deus das bruxas, não é?
__Isso mesmo.
__Pare com essa palhaçada e lute de forma justa comigo!
__Por que eu deveria lutar de maneira justa com você? Eu sou um demônio e não um cavaleiro. Honra e nobreza não servem para mim.
__O que quer de mim?
__Eu soube que você é um historiador. Então, você deve saber que Satanás sempre esteve no controle da História da humanidade.
Carlos se concentrou e usando toda a sua força conseguiu se libertar da telecinese de Baphomet, e, falou, dizendo:
__Errado! Deus é o Senhor da História.
__O que é injusto hoje pode se tornar justo no futuro. Muitas coisas que eram injustas no passado se tornaram justas com o passar do tempo. O que Satanás faz hoje pode parecer injusto, mas no futuro as pessoas agradecerão a ele, e as coisas que ele faz parecerão justas para os humanos. Muitas vezes é necessário praticar atrocidades para se atingir um grande objetivo. O certo e o errado dependem de quem está avaliando. O que pode ser certo para você, pode ser errado para mim, e vice-versa. As coisas que Deus fazia no Antigo Testamento na época eram certas, mas na época da Graça são consideradas erradas. O Diabo não é o vilão da História, mas, sim, Deus. Grandes impérios conquistaram outros povos e dominaram o mundo, porque foram cruéis e dissimulados. A força dita as regras. Os fracos devem servir aos mais fortes sem questionar, porque o forte sobreviverá, e o fraco irá sofrer. Essa é a lei da vida. Essa é a lei da História.
__Idiota!
__O que você disse?
__O mal não é nada além do mal; e a justiça será para sempre justiça. Os mesmos impérios que você citou, caíram e não perduraram. O dever dos fortes é proteger os fracos, e não subjugá-los. Os fortes devem defender os fracos. O certo sempre será certo, e o errado sempre será errado. As Leis de Deus são imutáveis. Deus é imutável. Os seus atributos são imutáveis. Jesus Cristo veio cumprir a Lei, e não aboli-la. Deus estabelece os reis e remove os reis. O Altíssimo coloca no poder a quem Ele quer. Ele levanta os reinos e derruba os reinos como bem entende. Jeová tem o total controle sobre os exércitos da Terra, porque Ele é o Senhor dos Exércitos.
__Se você me derrotar, o seu Deus estará certo. Mas, se eu vencer, Satanás estará com a razão. Que vença o melhor!
__Eu vou contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que você e seus comparsas têm afrontado. Deus te entregará em minhas mãos. Deus salva, não com lança, nem com espada. Deus salva, não com arma, nem com luta, porque do Senhor é a guerra. Hoje, mesmo, te matarei e entregarei o seu corpo para as aves do céu e para as bestas do campo. Todos saberão que o Deus de Israel é Deus. Que Deus é o Senhor da História! A injustiça nunca será justiça.
Carlos ficou em posição de combate e encarou bravamente o Bode de Mendes, olhando bem dentro dos seus olhos, sem demonstrar nenhum temor.
Baphomet lançou bolas de fogo e rajadas de gelo na direção de Carlos, que se esquivou das magias e avançou desferindo diversos tipos de socos em seu abdômen e rosto. O deus das bruxas o agarrou na traqueia e o suspendeu no ar e começou a socá-lo diversas vezes no estômago e na cara sem dó. Carlos ficou muito machucado com os golpes desferidos contra o seu corpo, e o deus celta o arremessou com tudo contra um pilar. O Herói ficou zonzo, e o Bode de Mendes se aproximou gargalhando sadicamente decidido a matá-lo.
__Prepare-se para morrer! A sua hora chegou! Esse é o seu fim!
__Eu não tenho medo de morrer. Se for necessário, eu me explodo junto com você. Se eu morrer, levarei você junto comigo.
__De que adianta você vencer, se você também morrerá?
__Se for por uma boa causa e por um motivo justo, não pensarei duas vezes em sacrificar a minha vida. Eu estou disposto a morrer lutando contra você. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando.
Carlos se levantou cambaleando, e o deus das bruxas desferiu um soco direto em sua direção, mas o Herói se esquivou, e o golpe desferido acertou o pilar, que se partiu ao meio, e o pilar caiu bem em cima de Baphomet. Carlos aproveitou a situação e subiu em cima de Baphomet e desferiu vários socos cruzados em seu rosto. O Herói pegou uma grande pedra, e começou a golpear a cabeça do Bode de Mendes, até desfigurá-la e destruí-la.
Os combatentes cristãos foram até a Sala Real, que era onde o rei (comandante e líder dos demônios) se encontrava. Satanás, o Diabo, os aguardava para o confronto. O Rei do Mal os esperava.
Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, se levantou de seu trono e ele estava revestido por uma armadura negra, trajava vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Nas ombreiras de sua armadura tinham várias lâminas pontiagudas e tinham lâminas cortantes em seus braceletes também. Ele segurava um grande tridente e carregava uma grande espada guardada em uma bainha presa a sua cintura.
A Sala Real estava repleta de cabeças humanas por todos os lados (de homens, de mulheres e até de crianças) e em volta de seu trono havia vários cadáveres de pessoas empaladas em estacas de madeira e lanças de ferro.
__Finalmente, vocês chegaram! Eu aguardava por todos vocês. Devo lhes dar os parabéns por terem conseguido derrotar os meus melhores guerreiros e por terem chegado até aqui. Tenho uma proposta para fazer a vocês. Quero evitar derramamento de sangue desnecessário. Eu proponho uma trégua.
Carlos, o historiador, mirava a sua pistola para o rosto do Príncipe das Trevas, e falou, dizendo, com ódio no olhar:
__Com esse cenário na sua Sala Real, deu para perceber que você quer evitar derramamento de sangue mesmo. Não queremos negociar com você. Não adianta fazer papel de bonzinho para cima da gente, que nós não vamos cair na sua conversa fiada.
__Gostaria que você soubesse que eu não tenho nada a ver com a sua infelicidade. Todas as vezes que tentei te matar, não foi nada pessoal. Eu só precisava tirar o que me atrapalhava no caminho. Eu nunca afastei as mulheres de você. Não fui eu que matei os seus amigos. Se você quiser, eu posso te tornar no maior guerreiro que já existiu na face da Terra. Eu posso te tornar num grande lutador. Eu posso trazer os seus amigos de volta. Eu posso te dar uma linda e maravilhosa mulher do jeito que você gosta. Claro, se você se prostrar diante de mim e me adorar.
__Por que eu deveria confiar em você?
__Não fui eu que te sacaneei. Eu não sou o vilão, eu não sou o bandido. Foi Deus quem te sacaneou. Não eu. Eu posso devolver tudo o que você perdeu. Eu posso realizar todos os seus sonhos. Eu posso te tornar num homem verdadeiramente feliz. Não resista, Carlos! Venha comigo massacrar todos os homens e construir um mundo novo. Torne-se um discípulo do salvador da Terra. Eu pretendo construir um mundo novo. Quero ser um deus muito melhor do que o Altíssimo. Junte-se a mim, Carlos! Eu posso te dar um lugar de honra no meu reino. Ajoelhe-se diante de mim, Carlos, e jure obedecer ao verdadeiro governador! Eu sou o verdadeiro deus!
__Eu sei que vou me ferrar! Eu sei que vou levar a pior! Sei que nunca serei feliz aqui na Terra, mas, mesmo, assim, eu serei leal ao Deus de Israel. Eu busco a Deus por amor, e não por medo. Eu não o busco para poder barganhar para poder conseguir algo em troca. Eu busco a Deus pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode me dar. Mesmo, que eu seja infeliz aqui na Terra, não tem problema. Eu terei muito tempo para ser feliz no Céu.
Os Guerreiros de Adonai cercaram Baal-Zebube, o Senhor das Moscas, e o Rei do Mal se movendo na velocidade da luz os golpeou diversas vezes. Os heróis lutavam com muita bravura contra o Senhor das Sombras. Os Guerreiros de Cristo apanhavam muito do Príncipe das Trevas, mas continuaram lutando bravamente e não se entregaram. Satanás, o Diabo, usou diversos poderes e magias para feri-los, mas eles permaneciam de pé pelejando. Lúcifer não era uma ninfeta tocando harpa, mas ele era um mestre na arte da guerra. Um perito em batalhas. Uma máquina de matar. Um exímio lutador. Um grande guerreiro. Carlos e seus amigos começaram a golpeá-lo algumas vezes, o ferindo consideravelmente. O Rei do Mal percebendo que os heróis não desistiriam, resolveu fugir, para poder enfrentá-los num outro dia.
Os Guerreiros de Deus saíram da fortaleza, junto com Adélia, que agora era livre, voltando para a Civilização. O pecado continuava contaminando os homens e a maldade ainda se alastrava sobre o planeta, mas os verdadeiros cristãos eram o sal da Terra e a luz do mundo. A Guerra entre o bem e o mal ainda estava longe de acabar. Faltavam muitas coisas ainda para acontecer antes de Jesus retornar para buscar a sua Santa Igreja, pois ainda havia profecias para serem cumpridas.
O que confortava os cristãos era a certeza da vida eterna (conquistada através do sacrifício de Jesus). Por meio da Graça de Deus, os homens podiam ser salvos da condenação do pecado. A Cruz vazia era o verdadeiro símbolo da vitória da vida sobre a morte. Jesus venceu a morte e o pecado. O sangue de Jesus é a cura para o pecado. Essa é a vitória da vida sobre a morte.
Assim, os heróis conseguiram derrotar os assassinos enviados por Satanás. Os guerreiros de Deus, os soldados de Cristo, triunfaram mais uma vez, mas a Guerra entre o bem e o mal ainda não havia acabado. Ainda demoraria para Jesus voltar, pois haviam profecias a serem cumpridas. Era apenas o começo do fim.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.