sexta-feira, 27 de março de 2020

O MEU TESTAMENTO:


O MEU TESTAMENTO:

O meu nome é Filipe Levi Viasoni da Silva. Tenho Graduação em História e me considero um teólogo autodidata. Não sei se sobreviverei a Pandemia Viral (Covid-19) que se alastra sobre o planeta. Talvez, eu não sobreviva e também sei que inúmeras pessoas irão morrer no Brasil durante o pico dessa Epidemia Viral. Creio que o novo Coronavírus ainda ceifará muitas vidas, e posso estar entre as vítimas. Acredito que não casarei e que nem deixarei herdeiros. No lugar de filhos, deixarei os meus escritos (a descendência da minha alma). Gostarei de pedir para quem ler esse meu testamento, que não deixe os meus textos (escritos) se perderem no esquecimento. Creio que não poderei contribuir mais para o mundo e nem para a Igreja. Na verdade, eu até desejo morrer, porque não existe futuro mesmo. (Filipe Levi)

GUERREIROS MARCIAIS – COMBATENTES MILITARES (COMBATENDO O BOM COMBATE)



Filipe Levi 27/03/20
GUERREIROS MARCIAIS – COMBATENTES MILITARES (COMBATENDO O BOM COMBATE)



INTRODUÇÃO:


"A coragem é contagiosa. Quando um homem valente permanece firme, os outros também endurecem.” (Billy Graham)

As mulheres, os adolescentes e as crianças precisam de proteção. Quem irá protegê-los? Quem defenderá nossas mulheres? Quem salvará nossos jovens? Seja você a Terceira Barreira. Seja você Aquele Que Protege. Seja você o Protetor dos fracos e indefesos. Alguém tem que ficar e lutar. Alguém tem que fazer a diferença. Alguém tem que fazer.

A Bíblia, a Palavra de Deus, sempre reprovou e condenou a omissão diante do mal, ou seja, quando nos calamos, nos silenciamos e nos omitimos diante da opressão, nós somos cúmplices do opressor. Portanto, devemos combater o mal e os malfeitores tanto com duras palavras quanto com armas bélicas e com os nossos punhos mesmo.

O VERDADEIRO LÍDER DEVE SERVIR E NÃO SER SERVIDO:

O verdadeiro sentido bíblico de LIDERANÇA é servir aos outros e não ser servido por eles. A obrigação do marido é servir a sua esposa (a sua amada), honrá-la e respeitá-la, a protegendo de todo o mal. A obrigação dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos e prepará-los para o Reino de Deus (para fazerem a diferença aqui na Terra, serem profetas da sua geração). A obrigação do pastor é servir ao seu rebanho, o protegendo e o orientando (o verdadeiro pastor está disposto a dar a sua própria vida pelas suas ovelhas). A obrigação do Estado (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) é servir ao seu povo (cidadãos de bem), o protegendo (dando segurança) e punindo os culpados (castigando, exemplarmente, os malfeitores e corruptos). O dever do líder é servir e não impor a sua autoridade (abuso de autoridade) por meio da força e da opressão. O verdadeiro líder é aquele que desperta admiração e não medo. O bom marido, o bom pai, o bom pastor, o bom governante e o bom soldado (Lucas 3:14) é aquele que se importa mais com os outros do que consigo mesmo. Aprendi na Bíblia, a Palavra de Deus, que devemos fazer mais pelos outros do que por nós mesmos.

O DEVER DO MARIDO (HONRAR E PROTEGER):

"Homens com almas cheias do Evangelho não verão as mulheres como coisas para manipular ou controlar, mas como tesouros para honrar e proteger." — John Piper

A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca foi machista. Infelizmente, as pessoas tem uma visão distorcida de Deus, de Jesus e da Bíblia. As Escrituras sempre ensinaram que o dever do homem é cuidar de sua família e proteger os mais fracos. Deus sempre abominou a covardia e teve aversão aos homens covardes. A obrigação dos homens é honrar e proteger as mulheres. O dever do homem, como marido, pai, líder e autoridade, é proteger os mais fracos. Homem de verdade não oprime os fracos. Um líder de verdade não humilha os seus subordinados, mas dá o exemplo. Alguém honrado é íntegro, corajoso, valente, altruísta, cuidadoso e protetor. Não é o que vejo nos homens da Igreja e da sociedade (pelo menos, em sua maioria, não passam de um bando de covardes). Satanás, o Diabo, sabe que quando as pessoas tem uma imagem distorcida de sua referência paterna, elas terão sérias dificuldades em se relacionar e buscar a Deus. Você quer ser um homem de verdade? Então, tenha hombridade e atitudes de um macho de verdade. Os homens devem honrar, valorizar, respeitar e proteger as suas mulheres, mesmo, que isso comprometa a sua integridade física ou até ponha em risco a sua própria vida. O seu dever, homem, é honrar e proteger a sua esposa. Valorize a sua mulher, como sendo um tesouro. O cavaleiro deve proteger a sua princesa. O guerreiro deve defender a sua rainha. Seja um homem de verdade. Respeite e valorize a sua mulher. Um homem cheio do Evangelho deve honrar e proteger a sua amada.

"O marido cristão mostra o que pensa de Cristo pela forma como ele trata a sua esposa." - John Mac Arthur.

O VERDADEIRO SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (SERVIR E PROTEGER):

“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.
(Benjamin Parker – Tio Ben)

Quando se é um líder, a cobrança é maior (principalmente, por parte de Deus). O que muitos evangélicos arrogantes não entendem (ou não querem entender mesmo) é que o sentido bíblico de liderança é servir, e não oprimir e humilhar os seus subordinados. Liderar é servir, no contexto bíblico. O líder (autoridade) não pode usar a ignorância como desculpa (para Deus, ignorância de quem está no poder não cola). Se você tem poder (autoridade) o seu dever é usar o seu poder para fazer o bem. Se você é forte, o seu dever é usar a sua força para proteger os fracos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Se você é um líder e faz mau uso de sua autoridade, Deus, a AUTORIDADE SUPREMA, cobrará essa covardia de você. Se Deus te deu poder e força, o seu dever como homem, líder e autoridade, é usar esse poder e essa força somente para fazer o bem. Faça justiça aos oprimidos. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Lute por aqueles que não podem se defender. Defenda os fracos. Liberte os acorrentados das correntes infernais da opressão. Use o seu poder para o bem.

RETROCEDER NUNCA, RENDER-SE JAMAIS (PERSEVERE NA FÉ):

"Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente." (2 Timóteo 2:4-5)

Um guerreiro sempre procura explorar as fraquezas do seu inimigo. Espera o momento oportuno em que ele abaixa a guarda para poder acertá-lo. Assim, Satanás faz. O primeiro alvo de seu ataque sempre será uma necessidade física sua. O Diabo conhece o ser humano, portanto, ele sabe como derrubá-lo. Durante milhares de anos, Satanás analisou os homens e os estudou para poder conhecer todas as suas forças e as suas fraquezas. No meu caso, Satanás sabe quando o meu libido está alto (para usar a promiscuidade sexual contra mim) e quando as minhas, endorfina, dopamina e serotonina, estão baixas (para usar a depressão e se aproveitar de minha tendência suicida). Lúcifer sabe quando a minha adrenalina (química da coragem) está alta, e quando eu estou cheio de adrenalina, me torno num “homem-bomba ou kamiquaze”, isso pode ser vantajoso para mim ou não. O Diabo não é esse tolo e sonso que os crentes pregam por aí. Satanás não é conhecido como o “Tinhoso” porque ele é bobo e burro. Ele não é conhecido como o “olho que tudo vê”, porque é cego. Satanás, o Diabo, não era só músico, mas também era um líder militar. Ficar com legalismo, fanatismo e fundamentalismo religioso não vai ajudar na luta contra o Diabo. As mandingas dos hereges do Movimento Batalha Espiritual não representam nenhuma ameaça contra Satanás. Somente, o Nome de Jesus e o poder de sua Palavra (Bíblia) representam uma verdadeira ameaça para o Diabo e seus anjos. Se fortaleça em Deus e na sua Palavra. Dedique-se a oração e estude profundamente as Escrituras (Bíblia). Busque a santidade bíblica (por amor e não por medo). Não busque a Deus por interesse, mas busque-o por gratidão. Seja forte e corajoso. Não demonstre medo diante de seus inimigos. Os malfeitores e os demônios sentem o cheiro do seu medo. Implorar pela vida ou para não ser ferido, apenas atiçará o sadismo desses sádicos e aumentará a sensação de poder desses opressores. Nunca pare de lutar enquanto a luta não acabar. Muito mais do que saber bater (há diferença entre ter técnica para lutar e simplesmente bater como uma mula), você tem que ser resistente para aguentar apanhar também. Se você tem poder, use o seu poder para salvar aqueles que não tem poder. Se você é forte, use a sua força para proteger os fracos. Se você tem voz, fale por aqueles que não podem falar. Liberte os acorrentados das correntes infernais da opressão. Lute em favor dos fracos e oprimidos. Ajude os excluídos e desamparados. Tenha compaixão por aqueles que ninguém se importa. Coloque-se no lugar do outro, sinta a dor do outro, para, assim, você poder compreendê-lo. Faça justiça aos oprimidos. Defenda os fracos. Proteja os inocentes e indefesos. Quando o poder de fazer o bem estiver em suas mãos, não deixe de fazer o bem a quem de direito. Faça a diferença. Faça o bem. Se não tem ninguém para fazer, faça você mesmo. Alguém tem que fazer.

O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA:

O verdadeiro campo de batalha de todo ser humano é a mente. Satanás atua principalmente usando sugestões diabólicas ocultamente as infiltrando nas mentes das pessoas. O verdadeiro contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja (isso não invalida a luta do Estado, que é ministro de Deus, ensinado em Romanos 13). O primeiro alvo do ataque de Satanás será sempre uma necessidade física sua. O Diabo é o Pai da Mentira, mas muitas vezes, ele distorce a verdade ou não a conta totalmente para poder enganar as pessoas (assim, como ele fez com Adão e Eva no Jardim do Éden). Lúcifer costuma usar muito as Escrituras (as distorcendo totalmente usando versículos bíblicos fora de seus verdadeiros contextos apenas para pregar o que lhe é conveniente, claro). Eu sou um "pouquinho" mais esperto do que a grande maioria dos evangélicos, mas ainda tenho a mera impressão de que o Diabo é muito mais esperto do que penso, acho e imagino que ele seja. Estudem a Bíblia, a Palavra de Deus! Procurem ter comunhão com Deus! Busquem a santidade (santidade bíblica, e não o maldito legalismo religioso hipócrita)! Busquem ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus! Assim, vocês sairão vitoriosos contra o Diabo e seus anjos.

POLÍCIA (UMA INSTITUIÇÃO NECESSÁRIA):

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Há muita polêmica entre os evangélicos sobre a obrigação do Estado, pois muitos cristãos demonizam as autoridades constituídas. O apóstolo Paulo foi bem claro quando afirmou que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, ou seja, os políticos, os magistrados, os militares, e os policiais, são agentes da justiça divina para castigar os que praticam o mal. Os políticos (do Legislativo) criam leis; os magistrados julgam; e os militares e policiais prendem ou matam quando realmente é necessário. A função do Estado é punir os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. Neste texto, pretendo principalmente defender a polícia, porque não somente os evangélicos, mas também inúmeros incrédulos questionam a necessidade de sua existência. Quero mostrar alguns argumentos que provam que a polícia é realmente necessária, pois a polícia sendo boa ou ruim, ela precisa existir.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Ele foi o homem mais justo que já existiu sobre a Terra. João Batista quando batizou alguns soldados, ele não recriminou os combatentes, pelo contrário, esse grande profeta lhes incentivou a continuarem sendo soldados, portanto, que eles exercessem a sua função com honestidade. João Batista ensinou como os militares e policiais devem agir. Os policiais (principalmente os que são cristãos) devem seguir os conselhos de João Batista para serem bons policiais.

Se a polícia não existisse, frequentar espaços públicos, como, por exemplo, praças e praias seria mais perigoso. O convívio social seria muito limitado. Quando houve greves policiais na Bahia, o movimento nos bares caiu muito. Até as cidades seriam menores e cercadas, como já foram no passado.

A insegurança faria surgir mercenários e milícias. Em 1997, a paralisação da polícia em Pernambuco, levou a criação de milícias de vigilantes ilegais. Dificilmente esses vigilantes ilegais respeitariam as leis e a regulamentação dos serviços de segurança.

A segurança ficaria nas mãos de empresas de segurança que competiriam entre si na disputa pelo poder. As maiores usariam agentes equipados com armas potentes e modernas. Essas empresas estariam entre as forças mais influentes da sociedade.

Na falta de equipes de perícia, não haveria nenhum banco de dados unificado. Assim, certamente a justiça seria mais lenta. Detetives particulares poderiam cumprir em parte esse papel, mas não seriam tão eficazes quanto os policiais peritos da área.

Sem a existência da polícia, os bandidos dominariam mais do que já dominam. O caos e a desordem tomariam conta da sociedade. Quase todos criticam a polícia, mas todos quando precisam a chamam. As pessoas falam muito mal da polícia, mas mesmo assim os policiais arriscam as suas vidas por uma mixaria de salário para poder protegê-las.

OS AGENTES DO ESTADO (MINISTROS DE DEUS):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), na Bíblia, o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais (Estado - Governo) são estabelecidas por Deus e não apenas permitidas por Ele. Segundo, Paulo, foi Deus quem estabeleceu as autoridades e não Satanás. Segundo, as Escrituras, os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus e não do Diabo. A Bíblia nunca pregou contra o serviço militar, tampouco ensinou o Pacifismo. O dever das autoridades legalmente constituídas é punir os maus e louvar os bons. Deus, o Altíssimo, estabeleceu os soldados e policiais para combater o mal e promover a justiça. Assim, como o Estado deve reprimir o mal e louvar o bem em sua jurisdição, as Forças Armadas tem o dever de proteger a sua nação de invasores maus também que tentem cruzar as suas fronteiras e conquistar o seu país. Deus é amor, mas também é justiça. Deus instituiu as autoridades governamentais para manter a lei e a ordem no mundo, punindo os maus e louvando os bons. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital (pena de morte), pois essa espada era usada para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros, e para se combater os inimigos nas guerras.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

No Novo Testamento, na Bíblia, nunca foi ensinado que os bandidos e malfeitores devem fazer o que quiserem e ninguém pode se opor a eles, porque Deus é “amor”. Tanto Paulo quanto Pedro (apóstolos) sempre ensinaram que os cristãos devem obedecer as autoridades legalmente constituídas e que o dever dos agentes do Estado (soldados, governantes e magistrados) é castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimam o uso da força por parte do Estado para se reprimir o mal e louvar o bem. Paulo e Pedro nunca foram pacifistas, mas, sim, sempre foram a favor da lei e da ordem. Para esses apóstolos, os soldados são instituídos por Deus para usar a violência mesmo para se combater o mal.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, primo de Jesus e o precursor do Messias, não era pacifista; pois quando ele batizou alguns soldados, não os condenou por serem combatentes, pelo contrário, lhes ensinou que eles deveriam ser soldados honestos e justos. Tanto Paulo quanto Pedro, e também, João Batista, nunca ensinaram o Pacifismo, mas sempre defenderam a lei e a ordem. No Novo Testamento nunca foi ensinado que o serviço militar é coisa do Diabo, pelo contrário, o próprio João Batista batizou soldados e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos legalistas e fundamentalistas da época). 

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais usual). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado e distorcido pelos pacifistas para se pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que você ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (Lucas 22:35-38). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos. Na Bíblia é ensinado que nós, cristãos, devemos depositar a nossa confiança em Deus e não em nós mesmos, mas podemos combater em prol da justiça quando for necessário, portanto, que confiemos em Deus e não em nossa própria força.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como, por exemplo, o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens e mulheres que não têm palavra (pessoas mentirosas e falsas), que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que eles estão dizendo a verdade. Esse é o verdadeiro contexto. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramento. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge (ser fiel até que a morte os separe).

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa e Guerra Justa). O próprio contexto desse Mandamento na Lei de Moisés deixa bem claro isso (falta de interpretação de texto por parte dos ignorantes). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso (homicídio doloso) e não a matar quando realmente há necessidade para se defender ou para proteger alguém. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A moral do Novo Testamento é a mesma moral do Antigo Testamento (Yahweh, o Eterno, ainda é o mesmo Deus).

JESUS E O PORTE DE ARMA (AS DUAS ESPADAS):

“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38)

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades legalmente constituídas tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores (bandidos e corruptos), se o próprio Jesus fosse um “grande pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha direita de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.

ORAÇÃO E INTERCESSÃO PELAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo ensinou, claramente, que todos os cristãos têm o dever cívico de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos seus governantes. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades legalmente constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado (Cristianismo Primitivo), portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo, ocupando cargos públicos ou militares.

A GUERRA SANTA ENTRE O BEM E O MAL (A GUERRA FÍSICA E A GUERRA ESPIRITUAL):

"O sentimento de luta não deve ser medido pela probabilidade de vitória, mas, sim, pelos valores em defesa dos quais a luta foi feita".

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). Os ministros da Igreja devem se dedicar a Batalha Espiritual e os agentes do Estado devem se dedicar a Batalha Física. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, tanto como guerreiro espiritual quanto como soldado, magistrado ou policial. Todos nós, cristãos, somos soldados, com armas nas mãos ou não. A Bíblia, a Palavra de Deus, convoca todos os cristãos a serem heróis, seja como um guerreiro bélico ou como um guerreiro de oração. Cada um tem a sua batalha para travar, seja a física ou a espiritual.

SERVIÇO MILITAR VERSUS PACIFISMO:

Eu sou contra o serviço militar obrigatório, porque só deve se alistar nas Forças Armadas quem tem vocação, desejo e interesse de ser militar (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14). Mas, com certeza, sou mais contra ainda o Pacifismo "obrigatório", porque se você não gosta de armas, não quer se defender e nem proteger os outros, o problema é seu. O legalista sempre quer impor o seu legalismo para os outros, uma falsa "santidade" que, muitas vezes, nem os próprios legalistas conseguem viver, mas adoram cobrar dos outros.

DIFERENÇA ENTRE PACIFICAÇÃO (PACIFICADOR) E PACIFISMO (PACIFISTA):

Há diferença entre Pacificação e Pacifismo. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre ser "paz e amor" e ter compaixão. Há diferença entre amor e omissão. Se omitir diante do mal é ser covarde e conivente com a maldade mesmo, e não ser "paz e amor". Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17) deixam bem claro isso na BÍBLIA (A PALAVRA DE DEUS). João Batista, o precursor do MESSIAS em (Lucas 3:14) deixa bem claro a opinião dele sobre o serviço militar também. Se você quer ser covarde e omisso, ou seja, pacifista, o problema é seu, mas, por favor, não invente coisas na Bíblia que a Bíblia nunca ensinou, e nem coloque palavras na boca de Deus, que Deus nunca disse.

AS FILHAS DA ESPERANÇA (A INDIGNAÇÃO E A CORAGEM):

"Cada época é salva por um pequeno punhado de homens que têm a coragem de não serem atuais".
— G. K. Chesterton.

Segundo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho), a esperança tem duas filhas, a indignação e a coragem. A esperança é esperar aquilo que não podemos ver, mas que acreditamos que está lá. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, e a coragem nos dá força e ousadia para mudá-las. Nunca se cale diante da injustiça! Jamais se omita diante da opressão. Sempre defenda a causa dos oprimidos. Não fique do lado do opressor. Faça a diferença! Proteja os fracos! Faça o bem sem esperar alguma recompensa em troca. Faça o certo, porque é o certo a se fazer. Faça a coisa certa. Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Seja a esperança dos perdidos. Seja a voz daqueles que não podem falar. Seja a mudança que deseja ver no mundo. Não se conforme com o que está errado. Concerte as coisas que estão erradas. Mude tudo aquilo que precisa ser mudado. Se não tem quem faça, faça você mesmo. Se todos são covardes, seja valente! Se todos se omitem, não se omita! Se todos são corruptos, seja honesto! Se todos são maus, seja bom! Se todos temem a morte, encare a morte! Se todos tem medo do Diabo, enfrente o Diabo! Faça o que ninguém mais quer fazer! Se ninguém quiser fazer o "trabalho sujo" faça você mesmo. Se omitir é a pior coisa que podemos fazer. Seja corajoso e indignado com as coisas erradas. Seja diferente, faça a diferença.

OS PUNHOS E AS ARMAS EM PROL DA JUSTIÇA (LUTAR EM PROL DOS OUTROS):

"Covarde não é aquele que evita um combate, covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco". (Bruce Lee)

Os punhos e as armas do cristão só devem ser usados em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. Devemos lutar com o coração em paz, para poder combater o mal em nome da justiça. Proteja os fracos! Lute por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Os meus punhos são para serem usados para me proteger e defender os outros. Isso é ser um verdadeiro guerreiro. É isso o que um herói faz. Lute em prol da justiça. Lute em prol dos outros.

PROTEGER O QUE AMA (A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DOS HERÓIS):

“Um bom soldado não é aquele que luta, porque odeia o que está enfrentando, mas, sim, aquele que luta, porque ama o que está defendendo”.

Todos nós devemos decidir o que queremos proteger. Todos querem proteger algo, alguém ou alguma coisa. Queremos sempre proteger algo ou alguém que seja importante para nós. A verdadeira força não está no ódio que sentimos pelos nossos inimigos, mas, sim, no poder do amor que é liberado quando protegemos a quem amamos. Não é o ódio que libera a nossa verdadeira força, mas, sim, o poder do amor. A principal característica de um herói é o amor.

Quando todos se omitem diante do mal. Quando todos se conformam com as coisas erradas. Quando todos folgam com a injustiça. Quando todos te perseguem, porque você ousa questionar o que está errado. Os heróis são aqueles que fazem o que ninguém mais quer fazer. Se não tem quem faça, se não tem ninguém para fazer, o herói tem que tomar a iniciativa e fazer. Muitas vezes, os heróis são desprezados, rejeitados, abandonados e excluídos. Mesmo, você sabendo que levará a pior e que se dará mal por fazer o bem, mas mesmo, assim, você ousa fazer o que é correto, você é corajoso de verdade. Quando você ousar desafiar os malfeitores. Quando não temer o perigo e nem a morte. Quando você se importar mais com os outros do que consigo mesmo. Quando você estiver disposto a morrer lutando pelo que você acredita. Quando você amar tanto os seus amigos que você estaria disposto a morrer no lugar deles para salvá-los. Quando você encarar uma batalha impossível em prol dos outros. Quando você estiver na lista dos mais procurados do Diabo. Sinta-se honrado, pois é isso o que te faz ser um herói.

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL (O MAIOR PECADO DA “IGREJA”):

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão; põem o amargo por doce, e o doce por amargo”! (Isaías 5:20)

Infelizmente, muitos cristãos consideram o que é mau, bom, e o que é bom, mau. Muitos crentes consideram o errado, certo, e o certo, errado.

A omissão diante do mal é pecado e sempre será pecado. Passar a mão na cabeça dos bandidos e dos terroristas não acabará com a maldade no mundo, pelo contrário, aumentará ainda mais a violência. Onde diz na Bíblia que eu devo encobrir os erros dos outros e ser conivente com o pecado?

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)

Para mim, a omissão diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante o mal é tão culpado quanto aquele que o pratica. Os cristãos costumam se omitir diante das coisas erradas alegando um falso amor e uma falsa paz, mas Deus nunca aprovou a omissão perante as coisas erradas. A vontade de Deus é que nós, cristãos, defendamos os fracos e oprimidos. O Altíssimo quer que nós lutemos em favor dos indefesos. É nossa obrigação proteger os inocentes.

"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo". (Provérbios 17:15)

O Livro de Provérbios critica muito a injustiça e a omissão diante do mal, portanto, o conformismo perante as coisas erradas não é bíblico. Deus, o Altíssimo, deseja que nós pelejemos em favor dos fracos e necessitados, porque é da vontade d’Ele, que nós defendamos os indefesos e desamparados.

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)

Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos”! (Isaías 10:1-2)

Deus estabeleceu o Estado (governo) para ser um servo de Deus (ministro de Deus). A função e o dever do governo é servir o povo, e não explorá-lo e oprimi-lo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores e louve os homens que praticam o bem.

"Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva".
(Isaías 1:17)

Desejar ser herói (proteger os fracos e indefesos) não é coisa de “criança e de gente infantil”, mas é o que a Bíblia manda. As Escrituras ordenam que todos os servos de Deus sejam heróis (protetores e defensores). A vontade de Deus é que os fortes protejam e defendam os fracos.

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)

Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.

O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo, que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.

Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Dietrich Bonhoeffer, Desmond Doss, Martin Luther King e Albert Einstein nunca pregaram a omissão diante do mal, pelo contrário, eles sempre pregaram contra isso. Esses homens nunca pregaram que ser da "paz" e "amar" é se omitir perante as coisas erradas. Eles nunca foram pacifistas, mas, sim, pacificadores. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser justo e ser idiota. Há diferença entre ser correto e ser retardado. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre amar e se omitir. Há diferença entre amor e omissão. Há diferença entre lutar pelo que é certo e acobertar os erros dos malfeitores. Há diferença entre ser “paz e amor” e ter compaixão pelos inocentes. Há diferença entre pregar a verdadeira paz e se omitir diante do mal por ser covarde mesmo.

O NOSSO PROPÓSITO (A NOSSA MISSÃO):

Os heróis lutam em prol dos outros. Os guerreiros honrados e íntegros usam os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça. Há diferença entre vingança e justiça. Nós queremos justiça, não, vingança. Criminosos são como ervas daninhas; quando se arranca uma, cresce, logo, outra no lugar. Seja íntegro. Lute em nome da honra. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Proteja os inocentes e os indefesos. Os verdadeiros heróis fazem o bem sem esperar nada em troca. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Fale por eles. Lute por aqueles que não podem lutar. Lute as batalhas deles. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Ajude-os. Se importe com aqueles que ninguém se importa. Tenha compaixão pelos fracos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja a esperança dos perdidos. Liberte os oprimidos da opressão. Faça a diferença. Seja um herói.

PRINCÍPIOS E VALORES BÍBLICOS NAS ARTES MARCIAIS:

As principais virtudes do Bushido (Código do Guerreiro) são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios morais e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

CÓDIGO SAMURAI (INTEGRIDADE E HONRA):

“O caminho do valente não segue os passos da estupidez. Quando um samurai diz que fará algo, é como se já o tivesse feito. Nada nesta terra o deterá na realização do que disse que fará”.

Nós, homens de Deus, somos servos da justiça. Os nossos atos devem ser de justiça. Nós lutamos em prol da justiça. Se for preciso, nos tornaremos na própria justiça. As nossas flechas só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para nós mesmos, mas justiça para aqueles a quem nós juramos proteger. A nossa espada nunca deve ser usada por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a paz e a justiça. Os servos de Deus são homens de palavra. Homens de honra devem defender e proteger os fracos. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. Os líderes devem servir aos outros e não ser servido por eles. Sejamos guerreiros honrados e íntegros. Sejamos homens de verdade. As nossas armas e os nossos punhos devem ser usados para proteger os indefesos e para a promoção da justiça. O dever do homem, do cavaleiro, do guerreiro, do soldado e do líder, é cuidar de seus protegidos. Sejamos homens valentes e corajosos. Sejamos homens íntegros e honrados. Sejamos homens de Deus. Sejamos heróis. Já tem homens demais fazendo o mal, então, ouse fazer o bem.

NUNCA PERCA A SUA INTEGRIDADE (FAÇA A DIFERENÇA, SEJA A DIFERENÇA):

“Quando os jovens tentarem ser como você. Quando os preguiçosos se incomodarem com você. Quando os poderosos olharem por cima dos ombros para você. Quando os covardes tramarem nas suas costas. Quando os corruptos desejarem que você desapareça e os bandidos desejarem você morto; somente aí, você terá feito a sua parte”. (Phil Messina)

O verdadeiro contexto de (Romanos 13:1-7) é justamente esse, o trabalho da Polícia no combate ao crime. Deus nunca foi e nem será pacifista. Os “cristãos” banalizaram e vulgarizaram “a paz, o amor e o perdão”. No primeiro século, no Império Romano, quem fazia o trabalho da Polícia atual, era o Exército (a Polícia é uma instituição do Estado Moderno). Hoje, a Segurança Privada é uma extensão da Segurança Pública. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimaram o uso da força bruta e de armas letais para se combater o crime e para castigar os malfeitores (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). O grande profeta, João Batista, que segundo o próprio Cristo, foi o maior profeta que já existiu, quando batizou alguns soldados, ele incentivou os militares a continuarem sendo combatentes, portanto, que esses guerreiros fossem honestos e justos (Lucas 3:14). O amor não folga com a injustiça, mas defende a verdade. O marido tem o dever e a obrigação de honrar e proteger a sua esposa. Os pais têm a obrigação e o dever de cuidar e de proteger os seus filhos. A obrigação daqueles que tem poder é salvar aqueles que não tem poder. O Estado (Romanos 13:1-7) tem a autorização de Deus para usar a espada (Machaira) para combater os malfeitores e corruptos, porque o dever do governo é louvar e proteger os bons, ou seja, os cidadãos de bem.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

CONCLUSÃO:

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

Deus estabeleceu os seus Santos Mandamentos (muitas vezes, proibições) para o próprio bem do ser humano. Deus nunca proibiu as coisas, simplesmente, por capricho ou por birra (os Mandamentos de Deus não são arbitrários, mas legítimos e necessários), mas, sim, porque o Altíssimo, mesmo sendo Santo e Soberano, se importa com os homens (Deus não deve nada a ninguém, Ele nunca deveu). Não se pode barganhar com um Deus que não precisa de você. Os Mandamentos de Deus são para o próprio bem do homem, porque o pecado é uma doença degenerativa, um vírus mortal, que leva todas as pessoas a morte (morte eterna). Deus ama o ser humano sem o homem merecer. Isso se chama Graça (favor imerecido). Nós devemos para Deus até o ar que respiramos. Deus tem misericórdia de quem Ele quiser ter misericórdia. Deus tem compaixão de quem lhe aprouver ter compaixão. Deus não nos deve nada. Somos nós que devemos para Deus.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.




A IGREJA CRISTÃ E A GUERRA JUSTA (O CRISTIANISMO E O SERVIÇO MILITAR)



Filipe Levi 27/03/20
A IGREJA CRISTÃ E A GUERRA JUSTA (O CRISTIANISMO E O SERVIÇO MILITAR)


INTRODUÇÃO:


“Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom, não caluniem ninguém, sejam pacíficos, amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens”. (Tito 3:1-2)

Será mesmo verdade que todos os cristãos primitivos eram pacifistas e pregavam contra o serviço militar? Tenho a mera impressão de que Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente), que Ireneu de Lyon, que Eusébio de Cesaréia, que Policarpo de Esmirna e que Clemente de Roma discordariam dessa afirmação, pois todos esses Pais da Igreja reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam a Guerra Justa abertamente. Paulo declarou abertamente que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus (e não por Satanás) e que são ministros de Deus (e não do Diabo) para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7). Pedro reconhecia a legitimidade das autoridades legalmente constituídas também e considerava o uso da força por parte do Estado para castigar os malfeitores legítimo também (1 Pedro 2:13-17). João Batista quando batizou alguns soldados não lhes aconselhou a abandonar o serviço militar, pelo contrário, ele lhes aconselhou a serem bons soldados (Lucas 3:14). A Bíblia, a Palavra de Deus, nunca condenou o serviço militar, tampouco Jesus e os seus apóstolos.

No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). O apóstolo Paulo (Saulo de Tarso) foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos.

Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, às práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17).

AS CONSTRUÇÕES IDEOLÓGICAS DO INFERNO (PACIFISMO, SATANIZAÇÃO DA SEXUALIDADE E ANTISSEMITISMO):

O Pacifismo, a Satanização da Sexualidade e o Antissemitismo são pragas que contaminaram a Igreja Primitiva e que resultaram em desastres que assombram a Igreja até hoje. A Bíblia é bem clara em (Romanos 13:1-7), (1 Pedro 2:13-17) e (Lucas 3:14) a respeito do serviço militar e da Guerra Justa. A Palavra de Deus é bem clara em (Cantares - Cântico dos Cânticos) a respeito da Sexualidade e do Sexo. O Deus da Bíblia é o Deus dos hebreus, o Deus de Israel. Jesus Cristo é o Rei dos judeus, portanto, as Escrituras deixam bem claro a respeito do povo judeu também. O Pacifismo, a Satanização do Prazer Sexual e o Antissemitismo são antibíblicos, ou seja, são do Diabo mesmo. Deus estabeleceu as autoridades governamentais e os soldados e magistrados são ministros de Deus. Deus é o Criador do Sexo, e não o Diabo. Deus criou o Prazer Sexual, e não Satanás. Deus escolheu Israel como o seu povo, assim, como a Igreja, portanto, o Deus da Bíblia ainda é o Deus de Israel. Essas construções ideológicas diabólicas, satânicas e demoníacas devem ser quebradas em Nome de Jesus para o próprio bem da Igreja.

PROVAS BÍBLICAS:

AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS (MINISTROS DE DEUS):

Paulo é o autor da Carta aos Romanos, e no capítulo 13 desta Carta, ele conta a sua opinião sobre as autoridades governamentais.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”. (Romanos 13:1)

O verbo grego usado para sujeição é “upotasso” que significa estar subordinado ou sujeito. A Palavra de Deus é clara quando afirma que toda autoridade procede de Deus. Há diferença entre instituir e permitir, ou seja, Deus não apenas permite que os reis governem o mundo, mas Ele estabelece os reis da Terra. Todos os cristãos devem se submeter ao Estado e interceder a favor dele.

“De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”. (Romanos 13:2)

A condenação significa punição do Estado, isto é, qualquer cidadão que se rebelar contra o governo será castigado, porque é ordenação de Deus que os homens se submetam ao Estado.

“Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela”; (Romanos 13:3)

As autoridades existem para castigar os malfeitores e enaltecer os que praticam o bem. Os cidadãos que são trabalhadores e honestos não precisam temer as autoridades, porque a função delas é punir os bandidos e não os cidadãos de bem.

“visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”. (Romanos 13:4)

O apóstolo Paulo foi claro quando disse que o Estado é ministro de Deus para o nosso bem, ou seja, a função do Estado é castigar os malfeitores e proteger os cidadãos de bem. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital, isto é, o Estado tem a autorização de Deus para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros.

“É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência”. (Romanos 13:5)

Os cidadãos de bem devem obedecer às autoridades e não cometer crimes, não por causa do medo de serem presos ou mortos, mas, sim, porque é o certo a se fazer.

“Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço”. (Romanos 13:6)

O verbo grego usado por Paulo (Jesus usou o mesmo verbo) para pagar os tributos é “apodote” (de apodidomi - que significa: dar o que é devido, devolver, pagar de volta). Os cristãos devem pagar os tributos e os impostos para a manutenção do Estado, porque a obrigação dos governantes, que são ministros de Deus, é dar segurança aos cidadãos de bem. 

“Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:7)

Neste versículo, o apóstolo Paulo também usou o verbo grego “apodote”, e esse servo de Deus foi inspirado pelo Espírito Santo para ensinar aos cristãos os seus deveres cívicos. Infelizmente, o governo brasileiro está longe do ideal de governo idealizado por Deus, mas a obrigação da Igreja é orar a favor das autoridades governamentais, porque essa é a vontade de Deus. O Estado é necessário para manter a lei e a ordem no mundo; e os cristãos que não aceitam isso, não acreditam na Bíblia. Deus estabelece os governantes do mundo e o dever da Igreja é interceder a favor deles e ajudá-los no que for necessário. 

A OPINIÃO DO PROFETA DANIEL (ANTIGO TESTAMENTO):

“Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)

O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.

"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)

O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.

OS AGENTES DO ESTADO (MINISTROS DE DEUS):

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento (Nova Aliança), na Bíblia, o apóstolo Paulo ensinou, claramente, que as autoridades governamentais (Estado - Governo) são estabelecidas por Deus e não apenas permitidas por Ele. Segundo, Paulo, foi Deus quem estabeleceu as autoridades e não Satanás. Segundo, as Escrituras, os agentes do Estado (magistrados, governantes e soldados) são ministros de Deus e não do Diabo. A Bíblia nunca pregou contra o serviço militar, tampouco ensinou o Pacifismo. O dever das autoridades legalmente constituídas é punir os maus e louvar os bons. Deus, o Altíssimo, estabeleceu os soldados e policiais para combater o mal e promover a justiça. Assim, como o Estado deve reprimir o mal e louvar o bem em sua jurisdição, as Forças Armadas tem o dever de proteger a sua nação de invasores maus também que tentem cruzar as suas fronteiras e conquistar o seu país. Deus é amor, mas também é justiça. Deus instituiu as autoridades governamentais para manter a lei e a ordem no mundo, punindo os maus e louvando os bons. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital (pena de morte), pois essa espada era usada para executar criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros, e para se combater os inimigos nas guerras.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

No Novo Testamento, na Bíblia, nunca foi ensinado que os bandidos e malfeitores devem fazer o que quiserem e ninguém pode se opor a eles, porque Deus é “amor”. Tanto Paulo quanto Pedro (apóstolos) sempre ensinaram que os cristãos devem obedecer as autoridades legalmente constituídas e que o dever dos agentes do Estado (soldados, governantes e magistrados) é castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem. Os apóstolos, Pedro e Paulo, legitimam o uso da força por parte do Estado para se reprimir o mal e louvar o bem. Paulo e Pedro nunca foram pacifistas, mas, sim, sempre foram a favor da lei e da ordem. Para esses apóstolos, os soldados são instituídos por Deus para usar a violência mesmo para se combater o mal.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, primo de Jesus e o precursor do Messias, não era pacifista; pois quando ele batizou alguns soldados, não os condenou por serem combatentes, pelo contrário, lhes ensinou que eles deveriam ser soldados honestos e justos. Tanto Paulo quanto Pedro, e também, João Batista, nunca ensinaram o Pacifismo, mas sempre defenderam a lei e a ordem. No Novo Testamento nunca foi ensinado que o serviço militar é coisa do Diabo, pelo contrário, o próprio João Batista batizou soldados e se recusou a batizar os fariseus (os religiosos legalistas e fundamentalistas da época). 

REFUTANDO O PACIFISMO (HERESIA DIABÓLICA):

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

A luta da Igreja é a Guerra Espiritual (Efésios 6) e a luta do Estado é a Guerra Física (Romanos 13). O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. Paulo não era pacifista, pois ele é o autor de ambas as Cartas. Paulo defendia tanto o combate físico quanto o combate espiritual. O autor de Efésios 6 é também o autor de Romanos 13. Seria muito incoerente Paulo pregar o Pacifismo em Efésios 6 e depois pregar a Guerra Justa e a punição de criminosos em Romanos 13. Existem duas guerras que os cristãos devem lutar, a Guerra Física e a Guerra Espiritual. O Estado, que tem o poder da espada (Machaira), só deve se engajar na luta física. A Igreja (instituição religiosa) só deve se engajar na luta espiritual. Satanás, o Diabo, também atua usando os bandidos e os terroristas para fazer o mal. Paulo nunca pregou o Pacifismo, ou seja, a omissão diante do mal, mas apenas ensinou que a luta da Igreja é a Batalha Espiritual (Efésios 6), mas isso não invalida a luta do Estado, a Batalha Física (Romanos 13). Tanto os guerreiros da Igreja quanto os guerreiros do Estado são ministros de Deus.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Esse trecho da Bíblia é muito deturpado pelos “cristãos” pacifistas, pois o verdadeiro contexto não se refere às armas bélicas (serviço militar), mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias (conhecimento humano). Os cristãos, servos de Deus, para poderem combater os Anjos do Inferno e as heresias dos falsos profetas precisam das armas espirituais dadas por Deus, pois eles são incapazes de vencer Satanás e os seus demônios sozinhos. Para se combater os falsos ensinos e as heresias, os cristãos, precisam da sabedoria vinda de Deus e do poder de sua Palavra (a Bíblia). Em nenhum momento, Paulo, está pregando a omissão diante do mal. O Estado tem o poder da espada (Machaira) para reprimir os bandidos, terroristas e malfeitores. Assim, como a Igreja não pode ter uma milícia, o Estado não pode ter uma igreja. Cada ministro de Deus deve exercer a sua função, seja como guerreiro físico ou como guerreiro espiritual.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Sobre se te baterem na "face direita" ter que oferecer a outra, isso é simbólico. Tanto arrancar o "olho direito" quanto cortar a "mão direita" também é simbólico. É óbvio que tudo isso é uma simbologia (Alegorismo). Jesus não está mandando ninguém ser saco de pancadas, mas apenas ensinou que a vingança é errada, mas em nenhum momento Ele condenou a legítima defesa ou a defesa pessoal. Para se bater na “face direita” é preciso bater com as “costas da mão”, se o agressor for destro (que é o mais usual). Esse tipo de agressão é conhecido como “tapa cortês”, ou seja, está se referindo a humilhação moral e não a agressão física. Esse trecho da Bíblia é muito deturpado e distorcido pelos pacifistas para se pregar à apatia e a omissão diante do mal. A obrigação dos fortes é defender os fracos e proteger os indefesos. Não é pecado se defender de agressões injustas e nem proteger as pessoas que você ama.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Quando Pedro cortou a "orelha direita" de Malco, Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardar a espada (Machaira). O próprio Jesus Cristo ordenou a Pedro comprar aquela espada (Lucas 22:35-38). Se alguém viver atacando os outros acabará sendo atacado. Viver pela espada é viver praticando a violência por ser violento, e não se defender de agressões injustas. O apóstolo tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse, por isso, houve essa repreensão de Cristo sobre o mau uso da espada (Jesus nunca condenou a defesa legítima e a correta justiça). A profecia não era para que Pedro salva-se Jesus; não era essa a profecia. O apóstolo Paulo ensinou que Deus estabeleceu o governo e de que o Estado tem o poder da espada (Machaira) para punir os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, guerreiros de Deus, seguidores de Cristo, devemos confiar no Deus de Israel e não em nossa própria força ou em armas bélicas. Entretanto, em nenhum momento, Davi hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos. Na Bíblia é ensinado que nós, cristãos, devemos depositar a nossa confiança em Deus e não em nós mesmos, mas podemos combater em prol da justiça quando for necessário, portanto, que confiemos em Deus e não em nossa própria força.

DEUS NUNCA CONDENOU JURAMENTOS MILITARES (O QUE A BÍBLIA ENSINA DE FATO SOBRE ISSO):

Sobre os juramentos (como, por exemplo, o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens e mulheres que não têm palavra (pessoas mentirosas e falsas), que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que eles estão dizendo a verdade. Esse é o verdadeiro contexto. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramento. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge (ser fiel até que a morte os separe).

O VERDADEIRO CONTEXTO DO SEXTO MANDAMENTO “NÃO MATARÁS” (NÃO ASSASSINARÁS):

O Mandamento “Não Matarás” em sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Isso não implica em matar para se defender (legítima defesa e Guerra Justa). O próprio contexto desse Mandamento na Lei de Moisés deixa bem claro isso (falta de interpretação de texto por parte dos ignorantes). O Sexto Mandamento sempre se referiu ao assassinato criminoso (homicídio doloso) e não a matar quando realmente há necessidade para se defender ou para proteger alguém. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital (Machaira). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. O Sexto Mandamento “Lo Tirsah” em hebraico e “Ou Foneuseis” em grego se refere ao assassinato e não a matar por uma causa justa. A violência deve ser usada enquanto uma contingência (para defesa própria ou para proteger os outros) e não como objetivo. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás” (Não Assassinarás), se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada (lâmina cortante, arma de fogo ou Bíblia) não é digno de sua espada. As armas do cristão só devem ser disparadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a sua arma (Machaira) por motivos ou razões pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz. Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa justa é apenas justiça. Portanto, o cristão só deve usar os seus punhos e suas armas em prol da justiça (para defesa própria e proteção dos outros).

A VERDADE SOBRE O ENSINAMENTO “OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE” (O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA):

As pessoas tem uma “visão” distorcida sobre o ensinamento “olho por olho e dente por dente”. Em primeiro lugar, esse ensinamento nunca foi sobre ódio e vingança. O verdadeiro ensinamento sobre “olho por olho e dente por dente” nunca foi um incentivo a vingança, ao ódio ou a retaliação, mas, pelo contrário, era justamente para que os criminosos (bandidos e malfeitores) fossem punidos de uma forma justa, e não de uma maneira exagerada. Em segundo lugar, o próprio Moisés ensinou que devemos amar os nossos inimigos e que a vingança pertence a Deus. Há diferença entre vingança e justiça. Em terceiro lugar, os criminosos, bandidos, corruptos e malfeitores devem mesmo ser punidos severamente, mas dentro da legalidade (dentro da lei). A vingança pertence a Deus e a justiça deve ser aplicada somente pelas autoridades legalmente constituídas (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). A moral do Novo Testamento é a mesma moral do Antigo Testamento (Yahweh, o Eterno, ainda é o mesmo Deus).

JESUS E O PORTE DE ARMA (AS DUAS ESPADAS):

“E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.
E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta”. (Lucas 22:35-38)

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades legalmente constituídas tem o dever e a obrigação de castigar os malfeitores (bandidos e corruptos), se o próprio Jesus fosse um “grande pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Rikkannon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Rikkannon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha direita de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia.

ORAÇÃO E INTERCESSÃO PELAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS:

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo ensinou, claramente, que todos os cristãos têm o dever cívico de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos seus governantes. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades legalmente constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado (Cristianismo Primitivo), portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo, ocupando cargos públicos ou militares.

A RESISTÊNCIA AO TIRANO (A LUTA CONTRA A TIRANIA E A OPRESSÃO):

Nós, homens e mulheres de Deus, temos o dever moral de desobedecer às leis injustas. Tanto Clemente de Alexandria quanto Tomás de Aquino defendiam até a luta armada contra governantes opressores e tiranos (a Resistência ao Tirano), além de apoiarem a Guerra Justa, obviamente. A Bíblia realmente de fato ensina que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Mas, como os próprios apóstolos também ensinaram, nós, servos de Deus, devemos obedecer mais a Deus do que aos homens. A obrigação, função e dever das autoridades constituídas são servir ao seu povo, e não roubá-lo, oprimi-lo e explorá-lo. O sentido bíblico de liderança é servir e proteger. A vontade de Deus é que os governantes, magistrados, policiais e soldados protejam o povo (cidadãos de bem) e castiguem severamente (dentro da legalidade, dentro da lei) os criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros. A obrigação, função e dever dos agentes de repressão ao crime são serem justos e honestos (Lucas 3:14). Se o governo é injusto e opressor, nós, cristãos, devemos desobedecê-lo.

AS TRÊS REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA (O CORRETO MANUSEIO COM AS ARMAS DE FOGO):

As três regras básicas de segurança para o correto manuseio com armas de fogo são estas. Primeiro, o atirador sempre deve deixar o dedo fora do gatilho para evitar que o gatilho seja acionado por acidente e ferir algum inocente. Só se deve colocar o dedo no gatilho quando você estiver preparado para disparar. Segundo, o atirador deve tratar toda arma como se esta arma estivesse carregada, portanto, sempre verifique (verifique sempre) se a arma está carregada ou não. Terceiro, nunca aponte o cano da arma para ninguém (a não ser que seja para um bandido ou um terrorista), para evitar acertar algum disparo acidental em alguma pessoa inocente. Sempre, aponte o cano da arma para algum local seguro e nunca mire em algo que você não tenha a intenção de destruir.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR:

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. Procure destruir a economia (riquezas) de seus adversários (o dinheiro, a renda de organizações criminosas ou de exércitos inimigos). A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais e soldados, porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

COMPARAÇÃO ENTRE A VIDA MILITAR E A VIDA CRISTÃ:

“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)

Paulo vivia comparando o serviço militar com a vida cristã. Se o serviço militar fosse algo tão diabólico e profano assim, o apóstolo jamais o usaria como comparação e bom exemplo a ser seguido.

PROVAS HISTÓRICAS:

Ao contrário do que Edward Gibbon e outros historiadores ensinam, existiram cristãos primitivos que ocuparam cargos de autoridade no século I sim. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (Lucius Sergius Paullus) governou Chipre durante três anos, permanecendo em sua profissão, e depois se tornou curador de um banco em Roma. Mânio Acílio Glábrio (Manius Acilius Glabrio), que foi cônsul, em 91, e Tito Flávio Clemente (Titus Flavius Clemens), que foi cônsul, em 95, foram cônsules cristãos, que foram martirizados por se recusarem a negar a sua fé em Jesus Cristo. O centurião Cornélio, um dos seis centuriões que serviam em Cesaréia, era considerado adepto do Judaísmo (religião lícita no Império Romano), portanto, ele não era obrigado a prestar culto ao imperador e nem a sacrificar aos deuses (práticas idolátricas obrigatórias entre os militares romanos). Não está escrito na Bíblia que o centurião Cornélio abandonou a sua centúria, e a Palavra de Deus relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano. O meu grande sonho é um dia conseguir uma prova histórica que comprove que Cornélio continuou sendo um centurião depois que se converteu, mas ainda não consegui tal prova. O carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque o próprio Livro de Atos relata isso com clareza. Os soldados da Guarda Pretoriana evangelizados pelo apóstolo Paulo quando ele estava preso em Éfeso eram chamados por Paulo como “irmãos e santos”. Esses soldados cristãos eram os “Santos da Casa de César” relatados na Carta aos Filipenses.

Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja antes do advento de Flávio Valério Constantino demonizavam o serviço militar e a política é mentira do Diabo, porque isso não é verdade. Os Pais da Igreja dos dois primeiros séculos, majoritariamente, reconheciam a legitimidade das autoridades governamentais, e contarei as opiniões dos principais Pais da Igreja que reconheciam a legitimidade do trabalho dos soldados e dos políticos.

Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados (por sua coragem e disciplina) os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.

Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.

Justino Mártir era um homem honrado a quem eu devo desculpas, porque as fontes que eu tinha dele eram de testemunhas de Jeová e de evangélicos hipócritas e tendenciosos, que divulgam mentiras sobre Justino. Nas fontes que eu tinha, esses religiosos hipócritas e falsos moralistas afirmaram que Justino Mártir demonizava as autoridades, mas com o passar do tempo, descobri que isso não é verdade. Em sites e livros sérios, descobri que Justino Mártir foi o primeiro filósofo cristão, e que o seu maior sonho era que o Estado Romano se convertesse, e abolisse a idolatria enraizada no Império. Justino ensinou os cristãos a pagarem os seus impostos e tributos, e a intercederem em favor dos governantes. Reconheço que errei, porque fui injusto com Justino Mártir, mas, agora, eu sei que esse grande filósofo pensava como eu, ou seja, ele reconhecia a legitimidade da política e do serviço militar.

Clemente de Alexandria (Tito Flávio Clemente, assim, como o cônsul de 95) não só reconhecia a legitimidade das autoridades, como também apoiava abertamente o serviço militar, porque ele foi o precursor da Teologia da Guerra Justa (até antes mesmo de Agostinho de Hipona e de Tomás de Aquino). Clemente além de defender as guerras justas, ele também defendia as revoltas justas (Resistência ao Tirano) contra governos tirânicos e opressores. Clemente era mestre de Orígenes de Alexandria, mas ao contrário de Orígenes (que era pacifista), Clemente, como filósofo e teólogo, defendia a justiça. Ele também ensinou os cristãos a pagarem os seus tributos e impostos aos governantes, e incentivava os cristãos a se alistarem no Exército. Também defendia a prática do Pancrácio (arte marcial grega) e a legítima defesa.

Ireneu de Lyon, assim como seu mestre Policarpo de Esmirna, reconhecia que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Teófilo de Antioquia e Melitão de Sardes também reconheciam que o Estado é instituído por Deus e necessário para manter a lei e a ordem no mundo. Eusébio de Cesaréia também apoiava o serviço militar abertamente, pois ele registrou os martírios de vários militares que eram cristãos em seu livro “História Eclesiástica”.

Os Pais da Igreja, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio satanizavam o serviço militar abertamente, mas esses mesmos Pais da Igreja foram os campeões em pregar heresias e eles não tinham nenhum embasamento bíblico sequer para proibir os cristãos de se alistarem no Exército. Tertuliano aderiu à seita do Montano, o Montanismo (que demonizava o casamento e o serviço militar, sem base bíblica, é claro), que pregava inúmeras heresias. Hipólito, assim, como Tertuliano, era um encrenqueiro que arranjava briga e confusão com todo mundo (um herege que inventava as coisas da cabeça dele, ou seja, ele nunca se embasava na Bíblia). Orígenes acreditava em reencarnação e no Universalismo (heresias totalmente contrárias aos ensinamentos da Bíblia). Cipriano afirmou que o Diabo é o Pai dos judeus, e também pregou heresias, como, por exemplo, de que a Salvação depende da Igreja e não do sacrifício de Jesus. Lactâncio também pregou muitas heresias, e ele foi um apologista muito incoerente, porque na época dele os soldados não eram mais obrigados a cultuarem o imperador e nem a sacrificarem aos deuses (os militares que se recusassem a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses eram punidos com a morte). Esses Pais da Igreja não são dignos de serem ouvidos, portanto, não devemos dar créditos ao que eles ensinaram. Não interessa o que os Pais da Igreja ensinaram ou deixaram de ensinar, se os seus ensinamentos são contrários a Bíblia, a Palavra de Deus.

Agora, contarei alguns exemplos de cristãos primitivos que se alistaram no Exército e que fizeram a diferença através de suas profissões. Homens valorosos e corajosos que não se amedrontaram diante do terror da morte. Verdadeiros soldados de Cristo que morreram lutando pelo que acreditavam.

Marino era militar, nobre e rico, que quase se tornou centurião se não tivesse que escolher entre a Palavra de Deus e a espada. Um militar rival tentou lhe tomar a patente de centurião que era sua por direito. Marino teria que sacrificar aos deuses para ser promovido e teve que escolher se queria permanecer fiel ao seu Deus ou se envolver com a idolatria. Esse militar cristão preferiu morrer de que trair o seu Deus. Marino foi apenas um dentre muitos militares que morreram por amor a Cristo.

Durante a última perseguição aos cristãos no Império Romano, o imperador Diocleciano expulsou todos os cristãos do Exército e dos cargos públicos, e nessa época, oficiais das mais altas patentes foram mortos, porque confessaram serem cristãos. Verdadeiros cristãos serviam o Exército e foram fiéis a Deus até a morte.

Marcelo era um centurião de Tingis, hoje, Marrocos, e foi morto, porque denunciou as cerimônias pagãs planejadas para a comemoração do aniversário do imperador. Marcelo foi martirizado por confessar ser cristão e se recusar a se envolver com a idolatria. Ele foi realmente um soldado de Cristo.

Sebastião era capitão da Guarda Pretoriana e ele sempre confortava os cristãos encarcerados e não se envolvia com a idolatria que imperava no serviço militar romano. Quando o imperador descobriu que Sebastião era cristão, ordenou que ele fosse executado a flechadas. Sebastião sobreviveu à execução e foi socorrido por uma cristã chamada Irene. Mais tarde, Sebastião, foi até a presença do imperador e o criticou severamente por perseguir os cristãos. Então, Diocleciano mandou os seus soldados espancarem Sebastião até a morte. Esse militar foi espancado até morrer por não ter negado a Jesus.

Jorge era um tribuno militar muito importante no Império Romano e ele dava um tremendo testemunho. Geralmente, os militares romanos eram corruptos, ladrões, assassinos, estupradores e idólatras; mas, Jorge, assim, como muitos militares cristãos, fazia a diferença no Exército. Esse tribuno cristão confessou que os deuses pagãos adorados nos templos romanos eram falsos deuses, e que o Deus judaico-cristão é o único digno de ser louvado. Por causa de sua ousadia, Jorge, foi torturado e depois decapitado.

Expedito foi comandante de uma legião conhecida como "Fulminante" nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre no distrito de Melitene, na Capadócia, sede de uma das províncias romanas da Armênia, no final do século III. Expedito, antes de sua conversão era um devasso, mas quando se converteu, se tornou num cristão exemplar. Por causa de seu testemunho, Expedito, provocou a ira do imperador, que ordenou que ele fosse torturado e depois degolado. Expedito foi fiel a Cristo até o último suspiro de sua vida.

Outra mentira satânica que as Testemunhas de Jeová e muitos evangélicos contam é que antes do ano 170 não existiam cristãos no Exército, mas existiram sim. Poucos cristãos eram soldados antes do ano 170, mas mesmo sendo poucos, eles existiram. O culto imperial e os sacrifícios aos deuses dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos. O principal obstáculo era a idolatria, que impedia os cristãos de se envolverem com o Estado. Depois do Édito de Milão, em 313, os cristãos conseguiram a sua tão desejada liberdade religiosa, e no Concílio de Arles, em 314, o serviço militar foi reconhecido pela Igreja Primitiva como sendo algo lícito e bíblico. Toda autoridade procede de Deus, inclusive, o Exército.

A VISÃO DISTORCIDA SOBRE JESUS (UMA CONSTRUÇÃO IDEOLÓGICA MACABRA):

“A definição final do amor, para os tais, não está na Bíblia toda, mas apenas no Novo Testamento, interpretado por eles mesmos. Se esquecem que o Novo está latente no Velho Testamento e o Velho está patente no Novo”. (Agostinho de Hipona)

A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie" (paz e amor), um "grande pacifista" (que não tem senso de justiça e que pregou a omissão e a apatia diante do mal), ou o "Bob Marley" (o que importa é que as pessoas sejam felizes e não o que a Bíblia ensina), menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é repetida mil vezes (como se fosse um mantra), ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

O SENTIDO BÍBLICO DE LIDERANÇA (SERVIR E PROTEGER):

O verdadeiro sentido bíblico de LIDERANÇA é servir aos outros e não ser servido por eles. A obrigação do marido é servir a sua esposa (a sua amada), honrá-la e respeitá-la, a protegendo de todo o mal. A obrigação dos pais é cuidar de sua prole e proteger os seus filhos e prepará-los para o Reino de Deus (para fazerem a diferença aqui na Terra, serem profetas da sua geração). A obrigação do pastor é servir ao seu rebanho, o protegendo e o orientando (o verdadeiro pastor está disposto a dar a sua própria vida pelas suas ovelhas). A obrigação do Estado (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) é servir ao seu povo (cidadãos de bem), o protegendo (dando segurança) e punindo os culpados (castigando, exemplarmente, os malfeitores e corruptos). O dever do líder é servir e não impor a sua autoridade (abuso de autoridade) por meio da força e da opressão. O verdadeiro líder é aquele que desperta admiração e não medo. O bom marido, o bom pai, o bom pastor, o bom governante e o bom soldado (Lucas 3:14) é aquele que se importa mais com os outros do que consigo mesmo. Aprendi na Bíblia, a Palavra de Deus, que devemos fazer mais pelos outros do que por nós mesmos.

CONCLUSÃO:

“Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a Guarda Pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a Palavra de Deus”. (Filipenses 1:12-14)

Esse mito (mentira diabólica) de que os cristãos primitivos eram contra o Estado e as autoridades não está de acordo com a Bíblia. Os apóstolos, Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17), e também João Batista (Lucas 3:14) reconheciam que é necessária a existência das autoridades governamentais e de que não é errado combater (lutar mesmo). O centurião Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano. O Carcereiro de Filipos permaneceu em sua profissão (portando a sua espada), porque foi esse carcereiro que libertou Paulo e Silas no dia seguinte após a sua conversão. Os reis, Abgaro de Edessa da Síria e Polímio da Armênia, eram reis cristãos (do primeiro século). Os cônsules, Mânio Acílio Glabrio e Tito Flávio Clemente, ocuparam cargos públicos durante o século I. O procônsul Lúcio Sérgio Paulo (ou Quinto Sérgio Paulo) governou Chipre durante três anos enquanto era um cristão. Paulo se refere aos guardas pretorianos que evangelizou como “santos e irmãos”, ou seja, isso indica que os Santos da Casa de César (Filipenses 4:22) eram mesmo esses guardas pretorianos que se converteram ao Cristianismo. Os Pais da Igreja, Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa. Essas são provas inquestionáveis.

A vontade de Deus, o Altíssimo, sempre foi que os mais fortes protegessem os mais fracos. Yahweh, o Eterno, sempre foi a favor da verdadeira paz e da promoção da justiça. Deus estabeleceu as autoridades governamentais para que os magistrados e soldados castiguem os malfeitores severamente e protejam os cidadãos de bem. Os soldados e policiais devem proteger os inocentes. A luta da Igreja é a Guerra Espiritual, mas a luta do Estado é a Guerra Física, porque essa guerra também não deve ser ignorada e nem desprezada. Tanto a Guerra Física quanto a Guerra Espiritual devem ser travadas com coragem e valentia. Essa é a Guerra Santa entre o bem e o mal.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.