quarta-feira, 24 de junho de 2020

O CRISTÃO E O SERVIÇO MILITAR



Filipe Levi
O CRISTÃO E O SERVIÇO MILITAR

Muito se tem pregado no meio do Cristianismo que o serviço militar não é de Deus e que as autoridades constituídas são do Demônio. Desde a Igreja Primitiva, existem movimentos “cristãos” anarquistas e pacifistas que pregam que o Estado é uma instituição demoníaca, ou seja, de que as autoridades não são estabelecidas por Deus. Então, o que será que a Bíblia diz a esse respeito? Qual era a opinião dos Pais da Igreja e dos reformadores? Neste texto, pretendo mostrar o que a Palavra de Deus diz sobre a relação dos cristãos com o governo, e quem realmente instituiu as autoridades, se foi Deus ou o Diabo. Começarei pelo Antigo Testamento.

“Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)

Segundo o Profeta Daniel, Deus estabelece os reis e remove os reis, ou seja, o Todo-Poderoso estabelece os governantes da Terra, e consequentemente os seus soldados também. Para Daniel, Deus coloca os reis no poder e os remove quando quer.

“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)

Daniel afirmou que Deus, o Altíssimo, domina os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer, isto é, Deus estabelece os reis e os reinos da Terra. O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou isso.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou, ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “Machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Nós, cristãos, devemos nos submeter às autoridades e pagar os impostos e tributos (Paulo e Jesus ensinaram que os cristãos devem pagar todos os seus tributos e impostos sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército). Devemos obedecer às autoridades sempre, portanto, que o governo não nos obrigue a fazer algo contrário aos Mandamentos de Deus, porque importa mais obedecer a Deus do que aos homens. Mas, é lícita a sujeição às autoridades governamentais. Os agentes do Estado são servos de Deus, ministros de Deus, para castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem.

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo também ensinou que é dever dos cristãos interceder em favor das autoridades governamentais (reis, governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que os homens investidos de autoridade também conheçam a Verdade e se convertam para reinarem e julgarem com justiça. Paulo novamente se mostra favorável às autoridades, e reconhece mais uma vez a sua legitimidade.

“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)

Para Paulo, o serviço militar é um bom exemplo a ser seguido pelos cristãos, porque os cristãos devem ser altamente disciplinados, cumprir com o seu dever, e obedecer às ordens de seu Senhor exemplarmente.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

Para o apóstolo Pedro, a função das autoridades governamentais é punir os maus e louvar os bons (o mesmo que Paulo ensinou no capítulo 13 da Carta aos Romanos). Para esses apóstolos, é a obrigação do Estado castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem. Ambos os apóstolos ensinaram que é legítimo se submeter às autoridades, portanto, que elas não obriguem os cristãos a fazer algo contrário à vontade de Deus. Portanto, Deus autoriza as autoridades a usarem a força (a violência mesmo) para punir os criminosos.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

Para João Batista, o serviço militar é algo lícito para o servo de Deus exercer como profissão. O precursor do Messias, que é considerado o maior de todos os profetas, e o homem mais justo que já existiu sobre a Terra, quando batizou alguns soldados, não os recriminou por serem militares, pelo contrário, lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem justos e honestos.

A Bíblia menciona sobre centuriões que eram homens bons que exerciam a sua profissão com honra, ou seja, que eram honestos e íntegros. O centurião Cornélio até se converteu ao Cristianismo. Na Bíblia não está escrito que Cornélio abandonou a sua centúria e a Bíblia relata que ele foi batizado ainda sendo um oficial romano.

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do Pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem Guerra Espiritual com Pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe, claramente, a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao Pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o Pacifismo. Efésios 6 é a luta da Igreja (instituição religiosa) e Romanos 13 é a luta do Estado.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana e as vãs filosofias; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as Leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo. Olho por olho e dente por dente era justamente para que os criminosos não fossem punidos e castigados de forma exagerada. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia (no mesmo contexto e capítulo), ensinou que se deve arrancar o olho direito e cortar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar, mas tudo isso é simbólico e não se deve fazer no sentido literal.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao Pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. A profecia era que Jesus fosse crucificado e não salvo por Pedro; não era essa a profecia.

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

Quase todos os cristãos nunca compreenderam o Sexto Mandamento “Não Matarás”. A tradução correta do Sexto Mandamento é “Não Assassinarás”. Os religiosos alienados usam e abusam da tradução errada desse Mandamento para ficarem atacando pedras nos guerreiros que matam para se defenderem ou para protegerem os indefesos. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado.

Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.

Sobre os juramentos (como, por exemplo, o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foi o juramento de homens e mulheres que não têm palavra (pessoas mentirosas e falsas), que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que eles estão dizendo a verdade. Esse é o verdadeiro contexto. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Além dos militares, os médicos também fazem juramento. O casamento também é um juramento de lealdade ao seu cônjuge (ser fiel até que a morte os separe).

No Concílio de Jerusalém, os judeus cristãos decidiram que todos os seguidores de Jesus não devem comer alimentos sacrificados aos ídolos, nem praticar relações sexuais ilícitas e nem beber sangue. Na 1 Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que os cristãos podem comer alimentos sacrificados aos ídolos sim, portanto, que não escandalizem os irmãos “fracos” na fé. Se os cristãos orarem para Deus abençoar os alimentos sacrificados aos ídolos, não há problema nenhum em comê-los. O sexo deve ser praticado somente dentro do casamento mesmo. O sangue foi proibido de ser ingerido, porque no contexto daquela época, os pagãos bebiam sangue para adorar os seus deuses. Entretanto, hoje, não há problema algum em comer frango ao molho pardo, chouriço ou até mesmo beber sangue de galinha para sobreviver na selva.

Em relação a “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.

Muito se tem pregado que o Cristianismo Primitivo era contra o serviço militar, mas será que isso é verdade? Será mesmo que os cristãos primitivos condenavam o trabalho dos soldados? Pais da Igreja, como, por exemplo, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizavam o serviço militar, mas será que existiram Pais da Igreja que pensavam diferente deles? Será mesmo que os primeiros cristãos eram anarquistas e pacifistas? Já vimos que a Bíblia apóia o serviço militar. Então, existiram bispos que apoiavam?

Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.

Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a ser seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.

Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é digno pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.

Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a Guerra Justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar a Guerra Justa, também apoiava a Resistência ao Tirano contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e se alistar no Exército.

Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.

Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a Teologia da Guerra Justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.

Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável a pena capital e apoiava a Guerra Justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.

Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a Guerra Justa.

Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a Guerra Justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma Teologia para discutir sobre esse assunto.

Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a Guerra Justa e eram favoráveis a pena de morte. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.

No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Sérgio Paulo, e os cônsules, Acílio Glábrio e Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar.

Um argumento (até coerente) que os pacifistas usam é a crítica à situação de cristãos se matarem em uma guerra. O interessante é que no Antigo Testamento tinham os tementes a Deus em outros povos e nem por isso Israel deixou de guerrear contra esses mesmos povos. Usarei como exemplo a Segunda Guerra Mundial. Tiveram cristãos que se alistaram nos exércitos do Eixo do Mal e consequentemente tiveram cristãos que se alistaram nos exércitos dos Aliados. Os cristãos devem ser seletivistas, isto é, eles não podem participar de qualquer guerra, mas, sim, de uma guerra que seja justa. Os cristãos têm que estar do lado certo em uma guerra. Os cristãos que combateram o Nazismo e o Fascismo estavam certos; e os cristãos que combateram ao lado dos nazistas e fascistas estavam errados. Os bons soldados devem pelejar para proteger os indefesos e não massacrá-los. Os nazistas pregavam o extermínio de todos os judeus e negros, algo abominável para Deus, já que o Todo-Poderoso ama todos os povos. Portanto, Adolf Hitler e seus aliados precisavam ser combatidos para que a paz prevalecesse. A guerra é necessária em casos extremos.

A ARTE DA GUERRA



Filipe Levi
A ARTE DA GUERRA

Desde criança eu sou apaixonado pelas artes marciais e sempre sofri muito preconceito dentro da Igreja Cristã por causa dessa minha paixão pelas lutas esportivas. Muitos cristãos condenam as artes marciais por causa de sua natureza violenta, no entanto, eles descem a porrada em seus filhos, sobrinhos e netos (digo isso por experiência pessoal do que presenciei). Outros condenam as lutas esportivas por causa da idolatria (nesse caso, o preconceito é mais coerente), entretanto, é possível separar a luta das práticas idolátricas, pois conheço mestres de artes marciais, que são cristãos, que não reverenciam quadros, estátuas e tatames. Portanto, é possível separar a luta da idolatria oriental.

Alguns “ex-satanistas” com os seus falsos testemunhos mirabolantes enganam a Igreja de Cristo com as suas heresias destruidoras. Hereges, como Rebecca Brown e Daniel Mastral demonizam as lutas esportivas e caluniam injustamente todos os cristãos que as praticam. Eu duvido que a Elaine (amiguinha da Rebecca Brown) e o Daniel Mastral realmente abandonaram o Satanismo, porque mesmo depois de suas supostas “conversões” eles continuaram a ensinar os ensinamentos satânicos que aprenderam no Satanismo. O interessante de quase todos os “ex-satanistas” é que eles parecem que permanecem satanistas, pois os seus ensinamentos são totalmente contrários a Palavra de Deus e eles parecem que se orgulham de seu passado macabro. Infelizmente, inúmeros cristãos são ludibriados pelas suas heresias satânicas.

A guerra é uma arte, e artes marciais significam “artes militares”, ou seja, a sua origem não é religiosa, mas, sim, militar. As artes marciais não são um culto ao deus romano Marte, até porque, essas lutas esportivas são orientais, e Marte, é um deus ocidental. Wushu significa “Técnica Militar”, isto é, a origem do Kung Fu é o serviço militar chinês e não o culto ao Buda, até porque, Siddhartha Gautama nasceu provavelmente milhares de anos depois de surgir o Wushu, portanto, não teria como essa arte marcial ter origem budista. Lao-Tsé também nasceu depois do surgimento do Kung Fu, portanto, o Wushu também não tem origem taoísta. Bodhidharma não foi o criador do Kung Fu, porque o Wushu surgiu há vários séculos antes de ele nascer. O 28º patriarca do Budismo recodificou essa arte milenar, mas não a criou. Mesmo, que as lutas esportivas tivessem uma origem idolátrica, não teria problema nenhum, pois o Teatro surgiu como um culto a Dionísio, conhecido também como Baco, o deus do bacanal, e nem por isso os cristãos deixam de usá-lo como instrumento de evangelismo para abençoar as vidas das pessoas. Deus torna o que é maldito em bendito e transforma o mal em benção.

A saudação “Kin Lai” tem origem pagã, mas o aperto de mão também se originou no paganismo. Então, será que teremos que parar de apertar as mãos dos outros? Claro, que não. Condenar as coisas por causa de sua origem é falácia genética, ou seja, algo sem fundamento algum. A saudação do Wushu é o mesmo que bater continência, isto é, é um gesto de respeito.

Alguns religiosos hipócritas condenam muitos estilos de Kung Fu pelo simples fato dos lutadores imitarem os movimentos dos animais. Os lutadores que fazem isso não estão cultuando os animais, porque os mestres que criaram esses estilos não os criaram com a intenção de se cultuar os animais, mas, apenas, eles observavam os animais lutando pela sobrevivência e copiaram os seus movimentos. Outros fariseus condenam as artes marciais por causa das cores das faixas, mas foi Deus quem criou todas as cores e não o Diabo. Em cada cultura as cores têm os seus significados, mas nenhuma cor influencia as vidas dos cristãos.

Sobre o combate em si, também não há problema algum, pois quando João Batista batizou alguns soldados, ele não lhes disse que combater é moralmente errado e os incentivou a continuarem combatendo (Lucas 3:14). O centurião Cornélio era militar, portanto, ele combatia. O apóstolo Pedro em nenhum momento o recriminou por causa disso, e Cornélio, não cultuava o imperador e nem sacrificava aos deuses, pois ele era um homem justo e temente a Deus. Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17) legitimavam o uso da violência em prol da justiça. A violência deve ser usada como uma contingência.

Na Igreja Primitiva, existiam militares cristãos que combatiam e não se envolviam com a idolatria grego-romana, portanto, é possível lutar sem cultuar outros deuses. Hoje, existem academias cristãs onde os alunos não reverenciam quadros, estátuas e tatames, ou seja, eles não se envolvem com práticas idolátricas. Todos os cristãos têm o direito de pensarem como quiser, mas eles não podem condenar o que não conhecem e nem julgar injustamente irmãos inocentes. Os cristãos podem praticar artes marciais sim (para se defender e proteger os outros), portanto, que se abstenham da idolatria.

terça-feira, 23 de junho de 2020

O DIREITO DE RESISTIR AO ESTADO



Filipe Levi
O DIREITO DE RESISTIR AO ESTADO



“Obedeçam às autoridades governamentais, porque Deus foi quem estabeleceu todas elas. Não há governo, em parte alguma, que Deus não tenha colocado no poder. Portanto, aqueles que se recusam a obedecer às autoridades estão se recusando a obedecer a Deus, e o castigo virá sobre eles. Pois os governantes devem ser temidos apenas por aqueles que praticam o mal. Assim, se você não quiser ter medo da autoridade, guarde as leis e pratique o bem e tudo irá bem. Pois a autoridade é enviada por Deus para o seu bem. Mas, se você estiver fazendo algo errado, é natural que deve ter medo, pois ela terá de castigá-lo. Ela é serva de Deus, agente da justiça para castigar quem pratica o mal. Assim, vocês precisam obedecer às autoridades por duas razões: para evitar o castigo e por uma questão de consciência. Paguem também seus impostos, por essas mesmas razões. Porque as autoridades do governo estão a serviço de Deus, dedicadas a continuar a fazer essa obra. Dêem a cada um o que lhe é devido; paguem seus impostos e tributos, obedeçam aos seus superiores, e honrem e respeitem a todos aqueles a quem isso for devido”. (Romanos 13:1-7)

Em várias partes da Bíblia (principalmente, no Novo Testamento), Deus ensina que os homens devem se sujeitar as autoridades, porque o Estado é instituído por Deus. Os cristãos que não aceitam isso, não acreditam na Palavra de Deus. Todos os governantes do mundo são estabelecidos por Deus, porém, nem todos eles fazem a vontade de Deus. Então, o que fazer quando o governo é contrário aos Mandamentos de Deus? Neste artigo, eu pretendo mostrar a posição dos cristãos durante a História em relação às autoridades governamentais.

Os cristãos primitivos pagavam os seus impostos e se submetiam aos seus governantes pagãos. Entretanto, a maioria deles não se alistava no Exército e nem ocupava cargos públicos, por causa do culto imperial e dos sacrifícios aos deuses. Muitos dos primeiros cristãos eram militares e políticos (apesar de terem sido a minoria), como, por exemplo, os oficiais romanos Cornélio, Marino, Maurício, Marcelo, Sebastião, Jorge e Expedito; e o procônsul Sérgio Paulo e os cônsules Flávio Clemente e Acilius Glabrio. O Império Romano era repressor e escravocrata, mas nem por isso os apóstolos, Pedro e Paulo, negaram a sua legitimidade. Jesus Cristo em nenhum momento desrespeitou o Herodes Antipas e o Pôncio Pilatos, pelo contrário, Ele se submeteu a eles, porque reconhecia que Herodes e Pilatos eram autoridades estabelecidas por Deus (mesmo eles sendo homens maus). Os cristãos primitivos geralmente eram bons cidadãos (apesar de terem existido anarquistas e antissemitas entre eles), mas, muitas vezes, os primeiros cristãos desobedeceram ao governo para poderem pregar o Evangelho e por se recusarem a cultuar o imperador e os deuses pagãos. Jesus Cristo e os apóstolos sempre ensinaram a submissão às autoridades governamentais, portanto, que elas não obriguem os cristãos a desobedecerem aos Mandamentos de Deus. Em primeiro lugar, devemos obedecer a Deus e depois o Estado.

A Igreja Reformada teve uma postura diferente da Igreja Primitiva, porque os protestantes se rebelaram contra os seus governos repressores. Martinho Lutero ensinava a total submissão ao Estado; já João Calvino e Ulrico Zuínglio apoiavam as revoluções armadas contra os governos repressores. Os luteranos, os huguenotes e os puritanos pelejaram ferozmente contra os seus opressores. Houve muitas batalhas sangrentas entre católicos e protestantes. Muitos cristãos reformados eram guerrilheiros que empunhavam armas para poderem combater a Igreja Católica (que mandava nos governos seculares).

Eu sou historiador e professor de História; e com o conhecimento que adquiri, pude perceber que quase todas as revoluções resultam em novas ditaduras. Houve exceções, como, por exemplo, o capitão Jeú, que no Antigo Testamento, se rebelou contra os reis, Jorão e Acazias (nesse caso, Jeú, teve a aprovação de Deus); e as revoluções de alguns países que lutaram por suas independências.

Existem governos comunistas e islâmicos que perseguem os cristãos sem piedade, e nesse caso os cristãos desobedecem ao Estado para poderem pregar o Evangelho. Inúmeros cristãos durante a História foram torturados e mortos por governos repressores, porque amavam a Deus acima de todas as coisas.

Na minha humilde opinião, eu não sou muito a favor de revoluções armadas contra o Estado, mas sou totalmente favorável que os cidadãos de bem cobrem das autoridades os seus deveres e se oponham pacificamente. A vontade de Deus é que o governo não seja corrupto e nem repressor, mas, sim, um ministro de Deus para o bem-estar da sociedade. Deus instituiu as autoridades governamentais para estabelecer a lei e a ordem no mundo. Por causa do pecado, o homem é ruim por natureza; por isso, Deus estabeleceu o Estado para que ele seja um intermediador entre os homens. Há diferença entre a vingança pessoal e a correta justiça aplicada pelo Estado. A justiça pertence a Deus e as autoridades legalmente constituídas. É errado fazer justiça com as próprias mãos. Os homens precisam de regras para poder viver em sociedade. Existem religiosos alienados que dizem que os cristãos são embaixadores de Cristo e, por isso, eles não podem se envolver com a política. Isso é mentira do Diabo, porque Deus nunca condenou a política. A obrigação de todos os cristãos é intercederem a favor das autoridades governamentais, para que os governantes governem com sabedoria e justiça.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

O CRISTÃO PODE PRATICAR ARTES MARCIAIS?



Filipe Levi
O CRISTÃO PODE PRATICAR ARTES MARCIAIS?

Sempre houve muito preconceito no meio evangélico em relação às artes marciais; e muitos religiosos demonizam as lutas esportivas alegando que os cristãos não podem praticá-las. Muitos dizem que os cristãos não devem praticar as artes marciais por causa de sua natureza violenta, entretanto, esses mesmos religiosos descem a porrada em crianças indefesas alegando que estão educando. Outros crentes endiabram as lutas esportivas por causa da idolatria (nesse caso, o preconceito é mais coerente). Neste artigo, eu pretendo mostrar a verdade sobre as artes marciais. Tentarei não usar termos pejorativos para me referir aos meus opositores, e serei o mais objetivo possível.

As artes marciais literalmente significam “artes militares”, isto é, a sua origem não é religiosa, mas, sim, militar. As lutas esportivas não têm relação com o deus romano, Marte, até porque as artes marciais são orientais, e Marte é um deus ocidental. As lutas esportivas não têm origem budista, porque Siddhartha Gautama nasceu milhares de anos depois do surgimento das artes marciais. Lao-Tsé também nasceu muito tempo depois do surgimento das lutas esportivas, portanto, as artes marciais não têm origem taoísta. Bodhidharma não foi o criador do Kung Fu, mas ele apenas recodificou essa arte milenar. O Wushu (Kung Fu) surgiu há mais de 4.000 anos atrás, ou seja, bem antes de Bodhidharma existir. O Wushu significa “Técnica Militar”, isto é, a sua origem é o serviço militar chinês; e não o culto ao Buda. Mesmo, se as artes marciais tivessem uma origem idolátrica, não teria problema nenhum, pois o Teatro tem origem no culto a Dionísio, conhecido também como Baco, o deus do bacanal, e nem por causa disso o Teatro deixa de ser um instrumento de benção nas mãos dos servos de Deus.

Muitos evangélicos condenam as lutas esportivas por causa do cumprimento de reverência aos mestres e aos colegas de treino. A saudação “Kin Lai” do Kung Fu tem origem idolátrica, mas o “aperto de mão” também tem a sua origem na idolatria. Se formos radicalizar, teremos que parar de cumprimentar os outros. O errado é reverenciar quadros, estátuas e tatames, mas não há problema algum em cumprimentar as pessoas de forma respeitosa. A saudação “Kin Lai” é o mesmo que bater continência, ou seja, é apenas um gesto de respeito.

Outros crentes condenam as artes marciais por causa das cores das faixas. Na minha opinião pessoal, acreditar que as cores influenciam nas nossas vidas é a mesma coisa que acreditar que as constelações influenciam alguma coisa nas nossas vidas. Todas as cores foram criadas por Deus; e acreditar que existem cores boas ou ruins é coisa de gente que não conhece a Bíblia e nem a Deus. Portanto, isso é pura ignorância.

Alguns religiosos condenam muitos estilos de luta pelo simples fato dos lutadores imitarem os movimentos dos animais. Os mestres que criaram os estilos em que os lutadores imitam os movimentos dos animais não os criaram com a intenção de se adorar os animais, mas eles apenas se basearam nos combates entre os animais na natureza para criarem esses estilos.

Alguns “ex-satanistas” adoram demonizar as lutas esportivas alegando que são coisas do Diabo. O interessante desses “ex-satanistas” é que eles aparentemente permanecem satanistas, porque continuam ensinando os ensinamentos satânicos que aprenderam no Satanismo. A verdade bíblica é que Satanás não é dono de nada, porque nem a chave da própria casa ele tem. Jesus Cristo tem as chaves da morte e do Inferno.

Muitos cristãos condenam as artes marciais por causa da luta em si, mas João Batista, o precursor do Messias, batizou alguns soldados, e lhes incentivou a continuarem combatendo (Lucas 3:14). O centurião Cornélio foi batizado ainda sendo um oficial romano, e em nenhum momento, Pedro, o recriminou por ser militar. Paulo (Romanos 13:1-7) e Pedro (1 Pedro 2:13-17) legitimam a violência em prol da justiça. Portanto, não há problema nenhum em combater.

Um argumento muito usado pelos religiosos fanáticos é que tudo o que o Diabo usa é dele. O interessante é que Satanás usou a Palavra de Deus para tentar Jesus no deserto. Os versículos bíblicos usados fora de contexto podem levar a perdição. Portanto, todas as coisas podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal.

Deus em nenhum momento na Bíblia nos ensinou que é errado combater; e nem ensinou que os cristãos devem obedecer a doutrinas que são preceitos dos homens; ou acatar proibições ridículas. Os cristãos têm consciência para decidirem o que é certo ou errado. Não há problema nenhum os cristãos lutarem para se defender ou para proteger os outros, portanto, que eles se abstenham da idolatria.

ABAIXO AO RACISMO



Filipe Levi
ABAIXO AO RACISMO

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. (Martin Luther King)

Eu sou de cor branca, mas digo com muito orgulho que os meus ancestrais eram negros e índios. O sangue africano e o sangue indígena correm nas minhas veias. Eu tenho muitos parentes negros. Os meus bisavós por parte de pai eram índios. Tenho muitos parentes nordestinos também. Apesar de eu ser “branquinho e clarinho”, sou fruto da miscigenação de várias etnias (não digo raças, porque esse termo já é ultrapassado). Eu nunca saberei dimensionar como é sofrer preconceito racial, porque eu não sou negro, portanto, nunca senti o racismo na pele, mas já sofri outros preconceitos (tenho autismo), por isso, sei como é desagradável sofrer preconceito. Eu sou branco, mas a minha alma é negra e indígena.

Antes, de usar os meus argumentos bíblicos e históricos contra o racismo, quero dedicar este artigo aos meus queridos amigos, William e Everaldo, e a minha linda e inteligente amiga, Camila, (ela é uma grande amiga), e ao meu amado primo, Klayton. Todos eles são negros, e quero usar o meu talento de escrever para mostrar como essas pessoas negras são importantes na minha vida. Conheço outras pessoas negras maravilhosas também, mas se eu fosse contar sobre todas elas, eu teria que escrever um livro. Neste texto, pretendo esclarecer que a Bíblia nunca apoiou o racismo, ou seja, Deus não é racista. Quero contar bem resumidamente os principais fatores históricos e distorções da Bíblia que, infelizmente, têm fortalecido o racismo em nossos dias. O preconceito racial é uma praga que deve ser erradicada.

Primeiramente, quero afirmar que a sociedade está em débito com os negros, devido às atrocidades cometidas pela Escravidão, que dizimou incontáveis vidas e destruiu inúmeras famílias; e as bizarrices geradas por teorias baratas como o darwinismo social de Herbert Spencer, que resultou na desgraça do Nazismo décadas mais tarde, dizimando milhões de judeus, e incontáveis povos de outras etnias (inclusive, negros), porque os nazistas acreditavam que os judeus, negros, homossexuais, ciganos, e outros povos eram “macacos mal evoluídos”; além de seitas bizarras como a maldita da Ku Klux Klan (formada por crentes fanáticos e racistas). Esses fatores demoníacos resultaram na desgraça do racismo, que até hoje persiste em nossos dias, assombrando a humanidade. A intolerância racial e religiosa ceifou inúmeras vidas inocentes, porque os homens se esqueceram que os seres humanos foram criados a imagem e a semelhança de Deus, portanto, todos os homens são iguais.

Começarei pela distorção do trecho bíblico que conta sobre o mito de Cam, conhecido também como Cão, (o filho de Noé que foi amaldiçoado por ver a nudez de seu pai, quando este estava embriagado). Em Gênesis no capítulo 9 do versículo 20 ao 29, a Bíblia narra sobre os filhos de Noé, e sobre a maldição que Noé lançou sobre Cam e sua descendência (há a distorção diabólica que diz que os descendentes amaldiçoados de Cam são os africanos). Outros hereges também costumam usar a maldição contra Caim (filho de Adão e Eva) para justificar que os africanos são amaldiçoados. Tanto Caim como Cam são usados durante séculos para justificar a suposta inferioridade dos negros, para, assim, poder se justificar a Escravidão e o racismo. Quero dizer desde já, que esses argumentos são distorções e não são verdadeiros. A Igreja Católica, no passado, usou a maldição de Cam para justificar a escravização dos africanos. Hoje, existem evangélicos que praticam esse mesmo absurdo para poderem justificar o racismo. Quero destacar, que a esposa de Moisés, Zípora, era negra, e que o profeta Sofonias também era negro. No Novo Testamento, o diácono Filipe, se importou com a Salvação de um etíope que era eunuco, e o evangelizou e o batizou. No Cristianismo Primitivo, os cristãos de diversas etnias se tratavam como iguais, isto é, todos se consideravam como irmãos (independente se eram brancos ou negros, livres ou escravos).

Jesus Cristo sofreu e morreu numa Cruz por todos os homens, tanto negros quanto brancos. Os asiáticos, os africanos, e os indígenas, que sofrem tanto preconceito, são alvos do amor de Deus da mesma forma que os brancos são. A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (homens de todas as etnias). O que importa não é a cor da pele, mas, sim, se as pessoas têm caráter, princípios, e valores. Gostaria de escrever mais sobre esse assunto, mas encerrarei aqui. Que Deus abençoe todos os povos, etnias e nações.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

sábado, 20 de junho de 2020

A IGREJA PRIMITIVA E O ESTADO



Filipe Levi
A IGREJA PRIMITIVA E O ESTADO



“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Em muitos sites da Internet, religiosos alienados propagam mentiras a respeito da posição da Igreja Primitiva em relação ao serviço militar e a política. O apóstolo Paulo foi bem claro quando afirmou na Carta aos Romanos que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, ou seja, as autoridades constituídas procedem de Deus. Os militares, os policiais, os magistrados, e os políticos, são ministros de Deus que têm a autorização do próprio Altíssimo para poderem castigar os malfeitores.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro também foi claro quando afirmou que a função das autoridades enviadas pelos governantes é castigar os criminosos. Tanto Paulo quanto Pedro afirmaram com convicção que o dever do Estado é punir os que praticam o mal e enaltecer os que praticam o bem.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

João Batista era o precursor do Messias; e foi o maior de todos os profetas. Esse grande servo de Deus foi o homem mais justo que já existiu sobre a Terra. Quando alguns soldados foram batizados por João Batista, esse grande profeta não os recriminou por serem combatentes, pelo contrário, ele lhes incentivou a continuarem sendo soldados, portanto, que eles exercessem a sua função com honestidade.

Alguns Pais da Igreja, como, por exemplo, o Tertuliano de Cartago, o Hipólito de Roma, o Orígenes de Alexandria, o Cipriano de Cartago, e o Lactâncio, demonizavam as autoridades instituídas pelo próprio Deus. Devo destacar que alguns dos Pais da Igreja além de demonizarem o Estado (que é instituído por Deus), eles também pregavam o Antissemitismo. Devo destacar também que nos três primeiros séculos da Era Cristã, os militares e políticos eram obrigados a cultuarem o imperador e a sacrificarem aos deuses. Entretanto, existiram cristãos investidos de autoridade durante esse período (que pagaram com as suas próprias vidas por se recusarem a se envolverem com essas práticas idolátricas).

Os Pais Apostólicos, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma, reconheceram que as autoridades governamentais são necessárias na ordem estabelecida por Deus. Os Pais Apostólicos conheceram pessoalmente os apóstolos, e tanto esses Pais Apostólicos quanto os apóstolos ensinavam a submissão às autoridades e a intercessão em favor dos homens investidos de autoridade. Portanto, nem todos os cristãos primitivos endiabravam o Estado. Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não condenavam o serviço militar e a política, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade.

A Igreja Primitiva era também a Noiva de Cristo, mas isso não significa que ela não tenha cometido erros. Admiro muito a determinação e a fé dos primeiros cristãos diante da perseguição. Nós, cristãos atuais, devemos reter as coisas boas do Cristianismo Primitivo.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.

O SENHOR DA GUERRA



Filipe Levi
O SENHOR DA GUERRA


“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Eu havia decidido não escrever mais sobre os assuntos “serviço militar e política”, mas os religiosos alienados continuam propagando as suas mentiras na Internet caluniando todos os cristãos que são militares, policiais e políticos (no caso dos políticos, infelizmente, têm muitos que dão mau testemunho, mas têm os que são cristãos autênticos também). Não criticarei mais a Igreja Primitiva, porque agora eu sei como era difícil viver o Evangelho naquela época dominada pela idolatria greco-romana. Fato inegável é que o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, os rituais idolátricos, e os juramentos pelos deuses dificultavam os cristãos se envolverem com o Estado. Portanto, tem explicação o não envolvimento dos cristãos primitivos com o serviço militar e a política. Têm pacifistas que falam que eu sou a favor do “ministério da morte”, então, a Bíblia também é favorável ao “ministério da morte”, porque a Palavra de Deus, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento, afirma que o Estado é estabelecido por Deus, ou seja, Deus estabelece os governantes da Terra. Infelizmente, existem “cristãos” que demonizam até a Bíblia e a desprezam. A Palavra de Deus apóia o serviço militar e a política e somente não enxerga isso quem não quer.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

Um argumento (até coerente) que os pacifistas usam é a crítica à situação de cristãos se matarem em uma guerra. O interessante é que no Antigo Testamento tinham os tementes a Deus em outros povos e nem por isso Israel deixou de guerrear contra esses mesmos povos. Usarei como exemplo a Segunda Guerra Mundial. Tiveram cristãos que se alistaram nos exércitos do Eixo do Mal e consequentemente tiveram cristãos que se alistaram nos exércitos dos Aliados. Os cristãos devem ser seletivistas, isto é, eles não podem participar de qualquer guerra, mas, sim, de uma guerra que seja justa. Os cristãos têm que estar do lado certo em uma guerra. Os cristãos que combateram o Nazismo e o Fascismo estavam certos; e os cristãos que combateram ao lado dos nazistas e fascistas estavam errados. Os bons soldados devem pelejar para proteger os indefesos e não massacrá-los. Os nazistas pregavam o extermínio de todos os judeus e negros, algo abominável para Deus, já que o Todo-Poderoso ama todos os povos. Portanto, Adolf Hitler e seus aliados precisavam ser combatidos para que a paz prevalecesse. A guerra é necessária em casos extremos.

“Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lucas 3:14)

Adonai, o Deus de Israel, também conhecido como o Senhor dos Exércitos, sempre teve uma natureza belicosa; mas, mesmo, assim, os religiosos pacifistas afirmam que Deus mudou de personalidade no Novo Testamento por causa da Graça. Essa é mais uma mentira dos cristãos pacifistas, porque os apóstolos, Pedro e Paulo, afirmaram que a função das autoridades governamentais é punir os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Os centuriões mencionados no Novo Testamento eram honestos e piedosos, e quem diz essas coisas não sou eu, mas, sim, a Bíblia. Jesus Cristo e os apóstolos nunca demonizaram o serviço militar e a política, até porque Graça para nós, cristãos, é sinônimo de Salvação e não de demonização das autoridades constituídas. Se o Estado for repressor e contrário aos Mandamentos de Deus, então, os cristãos têm todo o direito de não obedecê-lo, porque antes importa obedecer a Deus do que aos homens.

Já escrevi milhares de artigos e reflexões sobre os temas, serviço militar, Guerra Justa e política, e fico muito feliz em saber que estou ajudando os meus irmãos em Cristo que são governantes, militares e policiais, já que, infelizmente, esses agentes da justiça e ministros de Deus sofrem muito preconceito no meio evangélico (sobre as Testemunhas de Jeová não irei nem comentar). O problema é que os religiosos pacifistas não querem aceitar a natureza bélica de Deus, como se o Deus do Novo Testamento não fosse o mesmo do Antigo Testamento. Deus é imutável, ou seja, Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Deus é o Senhor da Guerra.

O CRISTÃO E A POLÍTICA



Filipe Levi
O CRISTÃO E A POLÍTICA


“A desgraça dos que não se interessam por política é serem governados pelos que se interessam”. (Francisco Weffort)

Durante toda a história do Cristianismo, sempre tiveram os santarrões que demonizam a política alegando que Jesus disse que o Reino d’Ele não é desse mundo, mas esses alienados também esquecem que o próprio Cristo reconheceu que o poder que Pilatos tinha foi concedido por Deus, e Ele também ordenou aos cristãos que pagassem os tributos e impostos ao Estado. O pior analfabeto é o analfabeto político, pois ele não sabe de nada sobre o que acontece em seu país. A omissão também é uma postura política, porque o sujeito que se omite se conforma com o que está acontecendo de errado. O imbecil não sabe que é a sua omissão que causa a corrupção e o descaso das autoridades em relação ao povo. É fácil dizer “os políticos são todos corruptos” ou “os políticos não se importam com o povo mesmo”, pois assim é mais cômodo do que cobrar das autoridades o seu dever, que é suprir as necessidades básicas do povo.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

Existiram Pais da Igreja (como o Tertuliano de Cartago, o Hipólito de Roma, o Orígenes de Alexandria, o Cipriano de Cartago e o Lactâncio) que sentiam prazer em demonizar as autoridades governamentais. O interessante é que o próprio Jesus Cristo e os apóstolos ensinaram a submissão às autoridades e em nenhum momento eles as demonizaram. Na Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7), o apóstolo Paulo deixou bem claro que o Estado é uma instituição estabelecida por Deus para castigo dos malfeitores e louvor dos que praticam o bem. Na Primeira Epístola de Pedro (1 Pedro 2:13-17) é ensinado a mesma coisa que o apóstolo Paulo ensinou. Ambos os apóstolos afirmaram que a função do Estado é promover a justiça.

Contarei algo que poucos sabem, pois pesquisando na Internet (em sites sérios) e também em livros descobri que os Pais Apostólicos, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma, reconheceram que as instituições políticas são estabelecidas por Deus, e de que os políticos são alvos das orações dos cristãos e do amor de Deus. Jesus Cristo sofreu e morreu numa cruz para salvar políticos também. Policarpo e Clemente sabiam que a oração do justo pode muito em seus efeitos e ensinavam os cristãos a interceder a favor das autoridades constituídas. Jesus e os apóstolos ensinaram que os cristãos devem orar a favor de seus perseguidores e amar os seus inimigos. Durante os três primeiros séculos, as autoridades governamentais eram os inimigos dos cristãos e os perseguiam implacavelmente.

Não importa se o cristão escolhe a esquerda ou à direita como preferência política, mas o que o servo de Deus não pode fazer é se alienar politicamente. Esse papo furado do Diabo de alegar que a tendência no mundo é piorar mesmo é desculpa de vagabundo que prefere cruzar os braços a fazer algo para mudar. Os cristãos devem fazer a diferença em todos os setores da sociedade e não ficar com frescura sentados nos bancos das igrejas sem tomar atitude nenhuma. Os cristãos devem orar pelos governantes e cobrar deles as suas obrigações, no entanto, Deus às vezes coloca homens perversos no poder com algum propósito, e, mesmo, assim, os cristãos devem interceder a favor deles para que eles tenham mais consciência e se convertam. Portanto, os cristãos não podem se omitir diante das coisas erradas, porque os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão.

Eu posso até ser chato em insistir sempre nos mesmos assuntos, mas faço isso, porque a Igreja despreza essas coisas. Eu somente quero que a Igreja faça a sua parte, para que os políticos sejam realmente ministros de Deus para o nosso bem.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

A MINHA DECEPÇÃO COM A ESQUERDA BRASILEIRA



Filipe Levi
A MINHA DECEPÇÃO COM A ESQUERDA BRASILEIRA

Durante toda a minha juventude, eu fui esquerdista, pois admirava homens como Carlos Lamarca, Carlos Marighela e Che Guevara. Eu realmente acredito que esses guerrilheiros eram homens que tinham “boas intenções” e que queriam mudar o mundo da maneira deles (equivocada). Infelizmente, a esquerda de hoje (especialmente, a brasileira) é nojenta. Hoje, os esquerdistas pregam coisas que Karl Marx nunca ensinou, como, por exemplo, a legalização das drogas, o apoio ao aborto, à depravação sexual, e a defesa compulsiva em favor dos marginais. A esquerda brasileira se tornou repugnante; e qualquer um que ouse questionar os esquerdistas é taxado de reacionário e conservador. Realmente, se não apoiar essas bizarrices que os esquerdistas apoiam é ser reacionário e conservador, então, eu sou reacionário e conservador mesmo. Os marxistas brasileiros pouco se importam com os direitos dos trabalhadores, porque eles estão mais preocupados em ficar fumando maconha enquanto pregam as suas bizarrices. Neste texto, quero contar sobre a minha decepção com a esquerda brasileira, que se tornou numa aberração.

“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)

Os marxistas brasileiros pregam que a pena capital é selvageria e barbárie, mas eles apoiam o aborto com unhas e dentes. O interessante desses dementes, é que para eles matar os bandidos tem problema, porque os bandidos são uns “coitadinhos”, mas matar as crianças inocentes que nem nasceram não tem problema nenhum. Isso é incoerente demais para eu entender. Isso para mim é doentio.

Os marxistas apoiam revoluções armadas contra ditaduras de direita, mas eles pregam o Desarmamento. Pelo que eu saiba, revoluções armadas são feitas através das armas, e não com buquês de flores. Para os marxistas, os cidadãos de bem não podem portar armas, porque é o dever do Estado protegê-los, mas eles mesmos pregam que a polícia não presta pelo simples fato dela ser positivista. Esses babacas dizem que admiram Che Guevara, Carlos Marighela e Carlos Lamarca, mas eles são contra as armas. Isso é incoerência demais para eu entender. Esses guerrilheiros usaram armas para combater nas revoluções pelo que eu saiba.

Os marxistas brasileiros estão dispostos a fazer campanhas em favor da maconha, do Desarmamento, e do aborto, mas eu não os vejo fazendo campanhas sérias e com moral contra a corrupção e a favor do emprego. Acredito que eles estão mais preocupados em usar drogas, e em sair transando com todo mundo, do que em lutar pelos direitos dos trabalhadores.

No meu Curso de História, eu era obrigado a falar e a escrever coisas que eu não concordo somente para ganhar nota, porque eu apenas falava e escrevia o que os meus professores marxistas queriam ouvir e ler. Os Cursos de História do Brasil são ditaduras. Se você acredita em Deus e na Bíblia você é motivo de chacota. Ninguém respeita a sua fé (seja ela qual for). Esses marxistas alienados pregam coisas que eles não praticam (parecem até os religiosos hipócritas), porque esses tapados pregam contra o Capitalismo, mas eles mesmos usufruem das coisas do Capitalismo, ou seja, esses marxistas são hipócritas mesmo.

Outro absurdo que os esquerdistas brasileiros pregam é que a função da cadeia é ressocializar os presos, mas segundo a própria Bíblia, a Palavra de Deus, o dever do Estado é punir os criminosos, e não ser brando com eles. No capítulo 13 da Carta aos Romanos (Romanos 13:1-7), e no capítulo 2 da Primeira Epístola de Pedro (1 Pedro 2:13-17), Deus é muito claro quando mostra através dos seus apóstolos, Paulo e Pedro, a sua vontade em relação ao governo. A vontade de Deus é que o Estado castigue os malfeitores, e enalteça os cidadãos de bem. Portanto, essa “historinha” de que é o dever do governo ressocializar os presos é papo-furado do Diabo, porque Deus instituiu o Estado para punir os marginais, e para louvar os homens que praticam o bem. A justiça deve ser punitiva, e não ressocializadora. Os bandidos precisam ser punidos para pagarem por seus crimes.

Eu, particularmente, não tenho nada pessoal contra Karl Marx, pois considero até interessantes algumas teorias dele (apesar de não concordar), mas já estou farto da hipocrisia dos marxistas brasileiros. Se os marxistas brasileiros lutassem pelos direitos dos trabalhadores e por mais igualdade, eu até os apoiaria, mas esses imbecis estão mais preocupados em defender as drogas, o aborto, e os marginais. Por isso, decidi me tornar num conservador de direita, isto é, num reacionário mesmo.

Espero ter sido claro e objetivo no meu texto, pois eu quis desabafar sobre a minha revolta com a esquerda brasileira, que se tornou na coisa mais bizarra da Terra. Prefiro defender o que é certo.

PENA CAPITAL



Filipe Levi
PENA CAPITAL

“Certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem. Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem”. (Gênesis 9:5-6)

Depois do Dilúvio, Deus instituiu a pena de morte para que os assassinos paguem com as suas próprias vidas por seus assassinatos. O Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento, ou seja, Ele tem o mesmo padrão de justiça, e os mesmos princípios. O Altíssimo não mudou de personalidade, e nem mudou a sua ética no Novo Testamento. Adonai continua sendo o mesmo hoje e sempre. Yahweh castiga pessoalmente os malfeitores, mas Ele também estabeleceu o Estado para punir os criminosos. Quando as autoridades governamentais não cumprem com o seu dever, Deus se encarrega de castigar os culpados.

O Sexto Mandamento em muitas traduções da Bíblia é traduzido na forma errada “Não Matarás”; mas a sua tradução correta é “Não Assassinarás”. Há diferença entre um homicídio lícito e um assassinato. O verbo hebraico “ratsach” usado para o Sexto Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado para esse mesmo Mandamento no Novo Testamento, são usados para se referir ao assassinato criminoso, e não a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, os cristãos matarem na guerra para se defenderem ou para protegerem alguém, ou o Estado aplicar a pena de morte, não é pecado; porque Deus condena o assassinato criminoso, e não a legítima defesa e a pena capital.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo foi muito claro quando afirmou que o Estado é ministro de Deus para o nosso bem; e que Deus lhe autorizou a usar a espada para punir os malfeitores. A palavra grega usada para espada na Bíblia original é “Machaira” que é um símbolo da pena de morte. Nos 7 primeiros versículos do capítulo 13 da Carta aos Romanos, Paulo afirma, categoricamente, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, e que os homens investidos de autoridade são ministros de Deus e seus vingadores para castigarem os que praticam o mal. A função do Estado é punir os malfeitores, e enaltecer os cidadãos de bem.

“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence à vingança; eu retribuirei, diz o Senhor”. (Romanos 12:17-19) 

O capítulo 12 da Carta aos Romanos foi tão inspirado pelo Espírito Santo quanto o capítulo 13 dessa mesma Carta. Muitos cristãos adoram deturpar o contexto do capítulo 12 da Carta aos Romanos, e ignoram o capítulo 13 descaradamente. Há diferença entre a vingança pessoal e a justiça aplicada devidamente pelas autoridades legalmente constituídas. Desde o Antigo Testamento, Deus nos ensina que a vingança pertence a Ele. Nós devemos entregar a nossa vingança nas mãos de Deus. Muitas vezes, Deus usa o Estado para aplicar a sua justiça. Os únicos que têm o direito de fazer justiça são o próprio Deus, e as autoridades governamentais (dentro da lei).

Escrevi este texto para mostrar aos cristãos que a pena de morte tem embasamento bíblico sim. Somente não enxerga isso quem não quer. O Pacifismo é antibíblico e nunca esteve na Bíblia.