domingo, 23 de agosto de 2020

SOLDADOS DO CAOS (SOCIEDADE EM COLAPSO)

 

Filipe Levi

SOLDADOS DO CAOS (SOCIEDADE EM COLAPSO)

 

 



Deus, o Criador do Universo, o Altíssimo, criou os céus e a Terra. Yahweh, o Eterno, criou o homem a sua imagem e semelhança, mas o pecado corrompeu o homem, o separando de Deus. A maldade se apoderou do coração humano e se espalhou sobre toda a Terra. Satanás, o Diabo, passou a escravizar a humanidade por meio do pecado (vírus mortal). Tudo parecia estar perdido, mas havia uma esperança. Deus enviou o seu Único Filho, para morrer pelo seu povo. Deus salvaria e vingaria o seu povo. Jesus era o Grande Libertador do povo de Deus. O Cristo anunciado pelos profetas do passado. O homem que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Ele comia e bebia com os pecadores. Os religiosos hipócritas o odiavam. Os falsos moralistas o detestavam. O Messias que veio quebrar as velhas tradições. As tradições dos velhos fariseus (Sinédrio). O profeta que andava com os mais humildes e com a escória da sociedade (os pecadores). Um agitador político? Seria Jesus um líder dos Zelotes (revolucionários que desafiavam o poder de Roma)? Um revolucionário que tentava derrubar o Império Romano? Não! Ele era o Messias (o Ungido de Deus) que veio instalar o Reino de Deus na Terra, mas não como os judeus esperavam. 

Jesus, o Cristo, foi traído por um dos seus apóstolos, e crucificado. Ele sofreu terríveis torturas e dores intensas, por amor ao seu povo. Cristo Jesus sofreu e morreu para que o seu sangue resgatasse os escolhidos de Deus da escuridão e das trevas. Satanás, o Diabo, não teria mais poder sobre eles, os predestinados para a Salvação antes da fundação do mundo. Jesus morreu, mas no terceiro dia ressuscitou, triunfando sobre a morte e o pecado. Jesus tem as chaves da morte e do Inferno. O Grande Salvador chegou para resgatar o seu povo e vencer Satanás de uma vez por todas. 

No século XXI, o mundo se encontrava num verdadeiro caos. A desordem e a destruição assolavam o planeta Terra. Nação se levantava contra nação; e reino se levantava contra reino. Por causa da fome, os homens se matavam e se devoravam uns aos outros. Os crimes mais bárbaros eram cometidos pelos homens. Pais matavam os seus filhos; e filhos matavam os seus pais. Irmãos matavam irmãos. As mulheres e crianças eram espancadas e violentadas sem piedade. Os governos, ao invés de cumprirem com o seu dever de louvar os bons e castigar os maus (como os apóstolos, Pedro e Paulo, ensinaram), eles oprimiam e exploravam o povo. As autoridades governamentais que foram estabelecidas por Deus (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) não cumpriam com o seu papel. 

Paulo e Pedro afirmaram, claramente, que a função dos oficiais do rei é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17). Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens (Alegorismo). Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus, para poder castigar os corruptos e os bandidos. 

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades legalmente constituídas têm o dever e a obrigação de castigar os malfeitores (bandidos e corruptos), se o próprio Jesus fosse um “grande pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Hikanon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Hikanon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha direita de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia. 

O apóstolo Paulo ensinou, claramente, que todos os cristãos têm o dever cívico de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos seus governantes (1 Timóteo 2:1-4). Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades legalmente constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado (Cristianismo Primitivo), portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo, ocupando cargos públicos ou militares. 

João Batista, o precursor do Messias, em uma ocasião, batizou alguns combatentes que lhe perguntaram o que eles deveriam fazer para agradar a Deus, e em nenhum momento, João Batista, lhes recriminou por serem militares, pelo contrário, ele lhes incentivou a permanecerem no serviço militar, portanto, que eles fossem soldados justos e honestos (Lucas 3:14). 

Quase todos os cristãos nunca compreenderam o Sexto Mandamento “Não Matarás”. A tradução correta do Sexto Mandamento é “Não Assassinarás”. Os religiosos alienados sempre usaram e abusaram da tradução errada desse Mandamento para ficarem atacando pedras nos guerreiros que matavam para se defenderem ou para protegerem os indefesos. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre foram usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). 

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas Confissões de Fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor. Os médicos também (não somente os militares) faziam juramentos, mas sempre, com a intenção de fazer o bem. 

Os homens se diziam civilizados, mas procuravam a sua própria destruição. Os homens buscavam a sua própria extinção, e ainda chamavam isso de civilização. Grupos extremistas como o ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria) e o Boko Haram sequestravam garotas jovens (principalmente, cristãs) e as tornavam em suas escravas sexuais. Elas eram violentadas todos os dias e eram obrigadas a recitar o Alcorão enquanto eram abusadas sexualmente. Mulheres cristãs adultas tinham os seus maridos assassinados e eram transformadas em escravas sexuais também. A barbárie era a lei nos países árabes. Até a rede terrorista Al-Qaeda, que era também vil e cruel, considerava os métodos do EI (Estado Islâmico) e do Boko Haram extremamente brutais. O Boko Haram era aliado do Estado Islâmico, enquanto a Al-Qaeda era rival desses grupos extremistas islâmicos. O Talibã, aliado da Al-Qaeda, também aterrorizava as pessoas (principalmente, as mulheres). Esses grupos extremistas proibiam as mulheres de estudarem e lhes privavam da sua liberdade, além de estuprá-las e espancá-las impiedosamente. Esses terroristas islâmicos deturpavam os ensinamentos de Maomé, assim, como os cristãos distorceram os ensinamentos de Jesus Cristo durante as Cruzadas e a Inquisição. Tanto Maomé quanto Jesus nunca ensinaram a assassinar, a torturar e a estuprar mulheres e crianças indefesas. Os religiosos hipócritas e falsos moralistas faziam isso por conta própria, porque Deus nunca teve nada a ver com isso. Deus jamais apoiou a barbárie. 

Existiam muçulmanos moderados, que eram homens bons e guerreiros honrados, que não concordavam com os métodos sujos e brutais do Estado Islâmico, como os Peshmergas (Aqueles Que Enfrentam a Morte) e os Yazidis, que tinham a sua religião própria (existiam mulheres e até cristãos que se alistavam nos exércitos Peshmergas para poderem combater o Estado Islâmico). 

Muitas vezes, o Senhor esteve ao lado dos rejeitados e desprezados. O Altíssimo sempre se compadeceu com a dor dos desamparados e oprimidos. Deus, em sua Palavra (Bíblia), sempre ensinou aos seus servos que eles deveriam ser os defensores dos inocentes e indefesos. A vontade de Deus sempre foi que os fortes protegessem os fracos. O sentido bíblico de liderança sempre foi servir, e não oprimir. Deus sempre vingou a dignidade humana. O dever do governo sempre foi servir e proteger o seu povo. O dever dos pais sempre foi cuidar de sua prole e proteger os seus filhos. O dever do marido sempre foi honrar e proteger a sua esposa (o principal ministério do homem é a sua mulher), se entregando em sacrifício por ela se fosse preciso (como Cristo fez pela Igreja). 

O Brasil foi convocado para participar da guerra contra o terror. A Coréia do Norte, a Rússia e a China declararam guerra contra os Estados Unidos da América e seus aliados. Foi uma guerra brutal. Armas nucleares foram usadas para destruir ainda mais a Terra. Bilhões de pessoas foram mortas nessa catástrofe mundial. Foi um grande cataclisma global. Por meio da Ciência, armas biológicas foram usadas nos campos de batalha. Aberrações genéticas e máquinas assassinas foram criadas para destruir os inimigos na guerra. A inteligência artificial ganhou autonomia e se voltou contra a humanidade. Monstros e máquinas eram usados para matar pessoas. 

Com a hecatombe nuclear, nações foram destruídas. O planeta Terra se tornou num lugar insuportável para se viver. O mundo já era muito ruim, e se tornou ainda pior. Essa foi à consequência pelos homens terem se afastado de Deus. Os seres humanos se esqueceram de Deus e desobedeceram aos seus Santos Mandamentos. A prostituição, a idolatria, a feitiçaria, a mentira, a corrupção, a maldade, a vilania, a crueldade, a falsidade, o falso moralismo religioso, a depravação e a hipocrisia da sociedade, fizeram os homens colherem coisas muito desagradáveis, porque o que o homem semear, ele também ceifará. Essa é a Lei de Deus. Essa é a Lei da Bíblia. Essa é a Lei da História. 

Animais pré-históricos foram ressuscitados através da clonagem. O primeiro animal pré-histórico a ser trazido de volta foi o Mamute. O primeiro espécime a ser clonado foi levado para viver em um parque na Sibéria. Depois do Mamute, outros mamíferos pré-históricos foram clonados e trazidos de volta à vida. Com o passar do tempo, dinossauros foram também ressuscitados, e levados para viverem em ilhas e parques, mas tudo ficou fora de controle. Os dinossauros carnívoros passaram a matar e a devorar os homens. A Ciência se multiplicou ao máximo, e essa foi a sua consequência. Foi um verdadeiro pesadelo. 

Os cientistas conseguiram criar células-zumbis, e esse foi o primeiro passo para ressuscitar pessoas e animais, mas não perfeitamente. Uma epidemia viral tomou conta de várias cidades, e os mortos-vivos passaram a se alimentar dos vivos, e a contagiá-los os tornando em zumbis também. Com o vampirismo, pessoas se tornaram em vampiras. Os vampiros se alimentavam do sangue das pessoas, e as tornavam também em chupadores de sangue. Essas criaturas eram ávidas por sangue e mordiam as suas vítimas com muito prazer, se alimentando de suas vidas. 

Os computadores e as máquinas ficaram muito inteligentes e ganharam autonomia para pensarem e agirem por si mesmas, e passaram a caçar a humanidade. Robôs e ciborgues com força sobre-humana e fortemente armados caçavam os homens e os que eram mantidos vivos se tornavam em escravos para trabalhar nos campos de concentração, para construírem mais máquinas. A inteligência artificial comandava tudo. Ela era intelectualmente superior aos seres humanos. Ela era muito mais inteligente do que os homens, e podia prever todos os seus passos e intenções. Os homens criaram um poder que não podiam controlar. A criatura se rebelou contra o seu criador, e passou a caçá-lo e a dominá-lo. 

Vulcões que estavam inativos entraram em erupção. Terremotos e maremotos assolavam a Terra. Pestes e doenças dizimavam incontáveis pessoas. A fome assolava os homens e os tornavam em canibais e assassinos cruéis. Mulheres e crianças eram escravizadas e oprimidas pelos homens. Nunca a humanidade se tornou tão bárbara em sua História. Nunca houve tantas guerras como nesse período. Por causa da falta de água e de combustível, muitas guerras eram travadas. O que tinha em fartura, agora, era escasso. As coisas que, antes, os homens descartavam e desperdiçavam, agora, eram disputadas até a morte. 

Os Illuminati e a Irmandade dominavam o mundo ocultamente (claro, que com a autorização de Deus, pois o próprio Deus era quem colocava os governantes no poder). Deus estabelecia os reis e removia os reis (Daniel 2:20-21). O Altíssimo tinha o domínio sobre todos os reinos dos homens e Ele mesmo escolhia quem queria para governá-los (Daniel 5:20-21). Os satanistas somente faziam o que Deus autorizava, porque o Todo-Poderoso tinha o total controle da situação, apesar de não parecer. Tudo ocorria de acordo com os propósitos de Deus. Nem homens, nem máquinas, nem animais pré-históricos, nem mortos-vivos, nem mutantes, estavam fora do domínio de Deus. Deus era Soberano do mesmo jeito. Mesmo assim, Deus ainda tinha o controle da situação, pois Ele é Adonai, o Soberano Senhor. Ele é o Eterno, que realizou proezas e maravilhas no passado, e que ainda realizaria muito mais. Jesus tem o poder sobre a morte, portanto, nem os mortos-vivos podiam diante do seu grandioso poder. Os homens podiam conhecer a morte, mas Jesus Cristo sempre conheceu a vida. O Messias, o Único Caminho para se chegar até Deus, ainda era fiel aos seus eleitos que foram escolhidos antes da fundação do mundo. Jesus era o Libertador do seu povo. Deus salvaria e vingaria o seu povo. 

Existiam homens bons que faziam a diferença na sociedade (homens dos quais o mundo não era digno). Grandes guerreiros que lutavam tanto com as armas e as lutas quanto com o conhecimento e a sabedoria. Jovens e velhos valentes que não temiam os homens e nem os deuses (somente ao Deus de Israel, o Deus Único). Homens que desafiavam a morte e o perigo. Nem os bandidos e os terroristas eram páreos para eles, porque Deus estava com eles. Os monstros os temiam, e as máquinas não compreendiam como que simples humanos ousavam desafiá-las e ainda as derrotavam. Esses homens eram os servos do Deus Vivo, o Deus Altíssimo que fez os céus e a Terra. Adonai, o Grande Criador. O Grande “Eu Sou o Que Sou”. Yahweh, o Eterno, mais conhecido como o Deus judaico-cristão, o Deus dos hebreus e dos cristãos. O Senhor dos Exércitos que reinava sobre o mundo e que toda a Terra estava cheia da sua glória. O Verdadeiro Rei das Nações. O Deus que mantinha o Diabo preso como um Cão a sua coleira. Até Satanás não fazia nada sem a autorização de Deus. Os poderosos agiam bem ou mal de acordo com os propósitos grandiosos de Deus. Os homens eram responsáveis por seus atos, mas fazendo o certo ou o errado, eles faziam tudo conforme os propósitos de Deus. O Todo-Poderoso pode tornar o mal em benção; e trazer à existência aquilo que não existe. 

Depois do cataclisma global, os homens se tornaram mais bárbaros do que já eram. Com o colapso mundial, os homens passaram a se matar e a se massacrar como nunca aconteceu antes. Eles se devoravam literalmente entre si. A fome e a miséria assolavam a Terra. A sociedade estava totalmente desestruturada. 

Os homens se esqueceram de Deus e dos seus Santos Mandamentos. A corrupção, a maldade, o sadismo, a crueldade, a vilania, a prostituição, o homossexualismo, a perversão, a depravação, a ganância, a avareza, a idolatria, a feitiçaria, o assassinato criminoso, a covardia, a opressão, a violência sexual, a tortura, o egoísmo e o individualismo das pessoas. O pecado tomou conta de tudo. 

No Brasil, a apostasia também tomava conta das igrejas evangélicas, mas aos poucos, os verdadeiros cristãos se posicionavam e o Avivamento (de volta as Escrituras) começou a aflorar. Existiam jovens crentes em Jesus que eram profetas de Deus na sua geração. Rapazes que faziam a diferença, porque amavam a Deus e não se contaminavam com a corrupção desse mundo. Existia um grupo de jovens cristãos, praticantes de artes marciais e com treinamento militar que combatiam todos os homens maus que ameaçavam os indefesos e as pessoas que eles amavam. Jericho, Natan, Thiago (Phill), Arthur, Victor, Lucas, Willy, Carlos, Rian, William, Alexandre, Oseias e Augusto. 

Jericho era Graduado em História e praticava defesa pessoal (Boxe e Muay Thai). Ele tinha treinamento na Segurança Privada e também militar, pois fez vários cursos de manuseio de armas de fogo. O Herói era um historiador e professor de História que acreditava piamente na inerrância das Escrituras, pois para ele, a Bíblia era realmente a Palavra de Deus. Para Jericho, os 66 Livros da Bíblia foram realmente de fato inspirados pelo Espírito Santo de Deus. Jericho aprendeu a falar com dois anos de idade, e desde essa época, ele tinha o costume de conversar com Deus. Com dez anos de idade, começou a ler as Escrituras Sagradas com afinco, e se apaixonou ardentemente pela Palavra de Deus. As suas maiores paixões eram a Bíblia, as artes marciais, as armas de fogo, animes e videogames. Com o seu interesse obsessivo pela Bíblia, Jericho adquiriu uma boa base teológica, e não era tão facilmente enganado como a maioria dos cristãos era enganada pelos falsos profetas. Deus usou a sua paixão pelas artes marciais para que Jericho adquirisse aversão ao Movimento Batalha Espiritual (o maldito movimento herético e diabólico liderado por “ex-satanistas” que mesmo após as suas supostas “conversões” continuavam ensinando os ensinamentos satânicos que eles aprenderam no Satanismo). Deus conversava com Jericho por meio dos desenhos animados, séries e filmes. Deus usava esse método (Alegorismo) para se comunicar com o Herói. O Altíssimo entrava no mundo de Jericho para conversar com ele. O Herói, apesar de sua irreverência (ele era irônico e sarcástico), ele no fundo do seu coração, tinha um profundo respeito e grande admiração pelo Deus de Israel. Jericho se importava mais com os outros do que consigo mesmo. Ele era um homem que estava disposto a morrer pelos seus amigos. Jericho vivia para a justiça, e não para si mesmo. O Herói queria ser a voz daqueles que não podiam falar. A sua maior ambição na vida era estar na lista dos mais procurados do Diabo. 

Natan, o Pugilista, era um dos melhores amigos de Jericho. Natan era um grande boxeador formado na área da informática. Ele era íntegro e corajoso. Combatia o mal e amava os seus semelhantes. Natan era cunhado de Alexandre, outro grande amigo de Jericho, que também era um homem íntegro que lutava em prol da justiça. 

Carlos era mestre de Jiu-Jitsu e também praticou Kung Fu. Ele era um grande guerreiro que sempre perseverava nas batalhas. Carlos e Jericho não se davam bem quando eram crianças, mas quando cresceram se tornaram grandes amigos. Carlos também era amigo de infância do missionário Arthur, outro homem honrado que era amigo de Jericho. 

Arthur era missionário da JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e chegou a pregar o Evangelho em alguns países da Europa, na África e na China (onde o Evangelho era proibido de ser pregado). Arthur era um profeta na sua geração, um jovem que realmente fazia a diferença. Ele também era amigo de infância de Jericho. 

Alexandre era cunhado de Natan e filho de um pastor íntegro que vivia o Evangelho e que não se aproveitava da boa fé das pessoas leigas. Alexandre era lutador de Krav Magá (a arte marcial dos hebreus) e usava os seus punhos para lutar pela verdade e pela justiça. Ele lutava pelos direitos dos outros. 

William, o oficial Paixão, era tenente da Marinha do Brasil. Durante a sua mocidade, William se revoltou contra Deus, mas com o passar do tempo, ele reconheceu a Soberania de Deus e voltou a trilhar o Verdadeiro Caminho. William também gostava de animes e videogames, assim, como Jericho. O Herói e William eram grandes amigos e lutaram um ao lado do outro até o fim dos seus dias. 

Oseias, o delegado Ribeiro, era amigo de Jericho e de William desde a adolescência. Maciel, o Miau, também convivia com eles e era um grande amigo de Oseias e de Jericho, mas acabou se envolvendo com a criminalidade e foi assassinado por bandidos rivais. Oseias era um policial honesto que através de sua integridade impactava a vida das pessoas. 

Augusto, o oficial Marques, era tenente do Exército Brasileiro e conheceu Jericho no ENA 2013 (Encontro Nacional de Adolescentes) do ministério JOCUM na base de Pitangui em Minas Gerais. Augusto era um idealista e sonhador que sonhava em mudar o mundo. O oficial Marques pelejava por causas nobres e por motivos justos. Ele estava disposto a morrer por isso. O militar estava disposto a se sacrificar por uma causa maior. 

Thiago (Phill) era um grande gênio e intelectual que sempre ajudava Jericho quando o Herói precisava de ajuda. Phill era um amigo leal e verdadeiro, e um homem extremamente íntegro e correto em seus caminhos. Ele tinha um espírito reto e um coração puro. Phill praticava Muay Thai (Boxe Tailandês), ele era um grande lutador. 

Lucas praticava defesa pessoal e também tinha treinamento militar. Assim, como Jericho, ele também não teve boas experiências amorosas durante a sua existência. Tanto Jericho quanto Lucas não tinham sorte na área sentimental, pois ambos sempre foram desprezados e rejeitados pelas mulheres. Apesar de Jericho e Lucas serem jovens íntegros e corretos em seus caminhos, tanto as garotas do mundo como as garotas da Igreja os desprezavam e os rejeitavam. Mas, esses heróis tinham um objetivo em comum, um propósito, uma missão, que era mudar o mundo, proteger os fracos e fazer a diferença. 

Rian era também amigo de infância de Jericho, que também praticava artes marciais e servia na Força Aérea Brasileira (FAB). Ele também era um homem íntegro e correto em seus caminhos. Tinha um espírito reto e era um homem honesto. 

Willy era um jovem inteligente, muito amigo de Jericho. Ele era temente a Deus e puro em seus caminhos. Willy lutava pelo que acreditava e também queria mudar as coisas erradas. Ele também se indignava com tudo o que estava errado, e também queria fazer a diferença. Willy praticava Kung Fu (Shaolin do Sul) e usava os seus punhos em prol da justiça, combatendo o mal e protegendo os fracos e indefesos. 

Victor era irmão de Lucas, e era um oficial da Marinha, assim, como William. Victor era um grande lutador de Karatê e um grande e corajoso guerreiro. A honra e a integridade faziam parte de seu caráter. O seu coração era cheio de compaixão e de bondade. Victor era um homem digno e honrado. 

Satanás, o Diabo, convocou vários deuses pagãos que serviam no seu exército infernal, e os enviou a Terra para executar os seus desafetos. Os alvos desses falsos deuses eram os Guerreiros de Yahweh, ou seja, Jericho e seus amigos. 

Baphomet, o Bode de Mendes, conhecido como o deus das bruxas, era um homem caucasiano com uma cabeça de bode preto. Ele tinha os poderes sobre o fogo e o gelo e a telecinese. Ele foi um deus de várias religiões pagãs que costumavam usar a sua imagem para representar o Satanismo e para zombar do sacrifício de Cristo (o Cordeiro de Deus). 

Sobek era um homem com cabeça de crocodilo que tinha o poder sobre as águas e era extremamente habilidoso em combate. Ele era forte e poderoso. Todos os seus inimigos o temiam, com exceção dos servos do Deus Altíssimo, que ousaram desafiar o seu poder e o seu domínio. 

Hórus, o Senhor dos Céus, filho de Osíris e Ísis, irmão de Anúbis, que derrotou Seth na mitologia egípcia, tinha o poder sobre as chamas. Ele era um homem com cabeça de falcão e era terrível em força e poder. Não seria fácil vencer esse deus pagão, temido na Antiguidade pelos egípcios. 

Anúbis, o Guardião dos Mortos, irmão de Hórus, e também filho de Ísis e Osíris. Esse deus pagão era um homem com cabeça de chacal que carregava um cetro mágico consigo. Anúbis era um oponente terrível, e somente um grande guerreiro poderia derrotá-lo. Esse deus podia ficar invisível e conhecia várias magias. 

Moloque, conhecido como Milcom, era um deus amonita temido pelos antigos que exigia o sacrifício de crianças para poder aplacar a sua fúria e a sua sede por sangue inocente. Ele amedrontava as nações do Antigo Testamento. O povo de Israel muitas vezes o adorou no lugar do Deus Único, o Deus Verdadeiro dos hebreus. Moloque era um homem com cabeça de touro que carregava um machado de combate consigo com o qual ele esquarteja as suas vítimas. 

Dagom, o deus dos filisteus, era um homem-peixe muito temido e adorado na Antiguidade. Quando a Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus e colocada no Templo de Dagom, a estátua desse falso deus caiu diante da Arca do Verdadeiro Deus, o Deus de Israel. Dagom cuspia bolhas de ácido em seus adversários e também tinha garras afiadas com as quais feria mortalmente os seus inimigos. 

Baal, o deus fenício e cananeu, que tinha o poder de controlar as estações e a natureza, foi adorado em várias ocasiões pelo povo de Israel no Antigo Testamento. Baal foi derrotado pelo profeta Elias no passado, e jurou vingança contra o povo de Deus por essa derrota humilhante. O povo de Israel estava em dúvida em qual Deus servir, mas Elias e outros profetas exortaram o povo a escolher a qual Deus servir, o deus Baal, ou o Deus de Israel, o Único Deus digno de ser adorado e cultuado. 

Mitra, o “Solis Invictus”, conhecido como o Sol Invencível, era um deus persa muito poderoso que tinha o poder de se movimentar na velocidade da luz, e de lançar cápsulas de energia e raios de luz para destruir os seus inimigos. Mitra era muito adorado na Antiguidade e até rivalizou com o Cristianismo entre os antigos. Mitra era o deus patrono do Exército romano, que era enraizado pela idolatria pagã, principalmente, pela idolatria greco-romana. Todos os soldados romanos que se convertiam ao Cristianismo se não prestassem culto ao imperador e não sacrificassem aos deuses pagãos eram condenados a morte por alta traição. O Sol Invencível era um adversário muito poderoso, e os heróis cristãos teriam grandes dificuldades para vencê-lo e mostrar para todos, que o Deus de Israel é Deus. 

Nosferatu era um poderoso vampiro, parceiro de Vlad Tepes, conhecido como Drácula, ou Vlad, o Empalador. Nosferatu era de natureza sádica e se divertia mutilando e matando as pessoas. Esse vampiro era uma verdadeira desgraça sobre a Terra. 

Vlad Tepes, o Drácula, era um mestre na Arte da Guerra, pois ele era um grande e habilidoso guerreiro. Com os seus milhares de anos de experiência lutando em incontáveis batalhas, ele se tornou num dos guerreiros mais brutais e sanguinários da História. Ele lutou ao lado de grandes guerreiros e em diversas pelejas. Drácula participou de diversas guerras e adquiriu técnicas de batalhas que somente poderiam ser aprendidas em várias vidas, se tornando num grande mestre na arte de lutar e de matar. Não seria fácil derrotar Drácula, porque ele nunca havia perdido uma batalha. 

Ares, conhecido como Marte, era o deus da guerra. Ele era uma máquina de matar e um mestre na arte de tirar vidas. Ares era cruel e não tinha piedade de ninguém. Marte era terrível em força e grande em poder. Um mestre na arte de guerrear, um mestre da guerra, que já havia ceifado incontáveis vidas. O nome militar (marcial) derivava de Marte, o deus da guerra. Nem por isso, Deus deixava de estabelecer as autoridades bélicas (soldados e policiais), que eram ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons (Romanos 13:1-7). O serviço militar também era estabelecido por Deus (Lucas 3:14). 

Samhain era um demônio poderoso (conhecido como o demônio do Halloween). Ele tinha um exército de mortos-vivos sob seu comando e era cultuado por diversas bruxas (assim, como Azazel, o Baphomet). Samhain era sádico e impiedoso. Esse demônio era pura vilania e maldade. O banditismo e a crueldade tomavam conta de seu negro e perverso coração. Samhain era cruel mesmo. 

Pã, o deus do pânico, era um terrível deus grego, que com sua flauta maldita encantava pessoas e animais. Ele era grotesco e cruel. Pã causava medo e terror nas pessoas por meio de sua “toxina do medo”, que fazia os homens serem tomados pelo horror e serem dominados pelos seus piores pesadelos. 

Augusto caminhava em um vale escuro e sombrio e se deparou com Moloque, o deus amonita assassino de crianças. O homem com cabeça de touro tentou esquartejá-lo com seu machado de combate, mas o tenente Marques se esquivou das machadadas e desferiu um chute faca em seu estômago, e, em seguida, lhe desferiu um chute lateral e uma giratória na cara. Milcom tentou revidar, mas foi golpeado por um chute frontal no tórax e quase foi derrubado. 

__Você é mesmo forte, garoto! Mas saiba que tenho a força de cem homens. A minha força é sobre-humana. Você não é páreo para mim. 

Moloque revidou os ataques espancando brutalmente Augusto, o deixando todo estourado no chão. Milcom começou a pisoteá-lo impiedosamente. O jovem militar sacou uma pistola Beretta calibre 9mm e efetuou vários disparos no rosto do deus amonita, que ficou com a face toda esburacada, mas, logo, se regenerou. 

__Eu vingarei todas as crianças e todos os jovens que você matou! 

__Você será apenas mais um menino que irei matar! 

O combatente se levantou e chutou os testículos de Milcom e saltou desferindo uma giratória na cara do deus amonita, o nocauteando. 

Oseias corria procurando os deuses e de repente foi atingido por uma cápsula de energia no estômago e foi arremessado longe. Quando se levantou foi atingido no abdômen e no rosto por vários golpes desferidos na velocidade da luz. 

__Você deve ser o delegado Ribeiro, não é mesmo? 

__Sou sim. E você dever ser Mitra, o “Solis Invictus”? 

__Isso mesmo. 

__Lute no meu nível, seu covarde! 

__Por que eu deveria? Não darei a menor chance de você me derrotar, agente federal! Saiba, que eu posso me movimentar na velocidade da luz, ou seja, é impossível você ao menos tocar em mim. 

Nesse momento, Oseias desferiu um soco cruzado na cara de Mitra. 

__Pelo visto, eu consegui te acertar, seu vacilão! 

__Pagará caro por sua ousadia, Oseias! 

Mitra, o Sol Invencível, avançou se movimentando na velocidade da luz. O delegado Ribeiro sacou uma pistola Glock calibre ponto 40 e efetuou diversos disparos na direção do deus persa, mas Mitra se desviou da trajetória das balas e desferiu um potente soco uke no estômago de Oseias, o fazendo cair de joelhos, sem fôlego. 

__Seu tolo! Pensa mesmo que pode vencer o invencível? Eu sou o Todo-Poderoso! Ninguém pode comigo! Ninguém! 

Mitra estava revestido por uma armadura de ouro e trajava vestimentas brancas, e uma capa também branca. O Sol Invencível o segurou pelo colarinho e o levantou, o suspendendo no ar, e, falou, dizendo: 

__Você vai morrer! 

__Não, vou, não! 

Oseias, usando as suas duas pernas, chutou os dois lados do rosto de Mitra, o deixando atordoado, e aproveitou a situação para desferir vários socos diretos e cruzados na cara do deus persa, e, em seguida, lhe desferiu um potente soco gancho no queixo e o derrotou. 

William empunhava um FAL (Fuzil Automático Leve) calibre 7.62 e carregava na sua cintura uma pistola Colt calibre 45. Quando o marinheiro encontrou o seu adversário, foi logo golpeado por uma voadora no rosto e caiu. 

__Mas é o oficial Paixão em pessoa! Hahahahahahahahahaha. 

__E você é Sobek, suponho? 

__Eu vou esmigalhar todos os seus ossos. Você desejará nunca ter nascido, servo do Deus Vivo! 

O militar efetuou vários disparos com seu fuzil contra o homem com cabeça de crocodilo, e o deus egípcio socou o chão, abrindo uma cratera, onde caiu William. O deus pagão começou a vomitar correntes de águas dentro do buraco, afogando o herói. Sobek pulou dentro do buraco onde estava William. 

__Eu estou em meu território, tenente Paixão! Você não tem a menor chance de sobreviver. Esse é o seu fim. Você morrerá. 

William se atracou com Sobek, e ambos trocaram socos e chutes. O herói golpeou muito o homem com cabeça de crocodilo, e apesar de apanhar bastante, conseguiu derrotá-lo. 

Alexandre estava bem atento contra qualquer ameaça e de repente foi atacado por várias bolhas de ácido. O lutador se esquivou de todas com eficiência, e disse: 

__Dagom! Era de se esperar! Só podia ser um covarde como você mesmo! 

__Todos no Antigo Testamento me temiam, e muitos me adoravam, até o seu Deus estragar tudo. Eu me vingarei do Deus dos hebreus matando você, que é servo d’Ele. Prepare-se, porque você irá morrer! 

__Durante muito tempo fiquei afastado dos Caminhos de Deus, mas graças às orações dos meus amigos, eu voltei a buscar a Deus. Para honrar o Nome do Deus de Israel, eu derrotarei você, Dagom, deus dos filisteus. 

Alexandre foi ferido diversas vezes pelas garras afiadas de Dagom por todo o seu corpo, mas com poderosos chutes e socos que ele aprendeu no Krav Magá, ele conseguiu derrotar o homem-peixe de cor acinzentada e de olhos amarelos. 

Lucas e Willy caminhavam juntos e foram cercados por Hórus e Anúbis. Um círculo de fogo os cercou. O homem com cabeça de falcão usou as suas chamas para cercá-los. Anúbis apontou o seu cetro para os irmãos na fé e lançou vários tipos de magias na sua direção e os feriu gravemente. Hórus também os feriu com suas chamas ardentes. Lucas os encarou, e, falou, dizendo: 

__Quem são vocês? 

__Eu sou Hórus, o Senhor dos Céus! 

__E eu sou Anúbis, o Guardião dos Mortos! 

Os dois deuses egípcios começaram a gargalhar sadicamente. Willy avançou neles, mas os falsos deuses se esquivaram e se desviaram de todos os seus ataques. O lutador de Kung Fu olhou friamente em seus olhos, e disse: 

__Nós não nos renderemos. Mesmo, que morramos, levaremos vocês juntos conosco. Lutaremos até o fim! 

Lucas e Willy saltaram por cima do círculo de fogo e pelejaram contra os filhos de Ísis e Osíris. Lucas desferiu várias joelhadas e cotoveladas no estômago e no rosto de Hórus, o Senhor dos Céus. Willy chutou e socou diversas vezes todo o corpo de Anúbis, o Guardião dos Mortos. Assim, os dois irmãos na fé derrotaram os filhos de Osíris e Ísis. 

Thiago (Phill), empunhando uma Shotgun (espingarda calibre 12), foi surpreendido por Baal, o deus dos cananeus e dos fenícios. 

__Você demorou, Phill! Eu estava esperando por você. 

__Baal! 

__Os profetas de Deus me envergonharam no passado. Deus pagará por isso! 

__Você perderá, Baal, assim, como perdeu no passado. Assim, como os seus profetas foram envergonhados pelo profeta Elias, eu envergonharei você, para que Deus seja louvado. 

__É muita ousadia de sua parte pensar que pode me derrotar, não é mesmo, Phill? Hahahahahahahahahaha. Pensa que pode vencer um deus? 

__Com a ajuda do Verdadeiro Deus, eu posso vencê-lo sim. 

Phill efetuou um disparo com sua espingarda calibre 12 na direção de Baal, mas o deus cananeu e fenício pegou a bala com uma das mãos e a esmigalhou como se não fosse nada. O grande lutador efetuou mais alguns disparos que esburacaram o corpo de Baal, mas o falso deus se regenerou dos ferimentos. O jovem guerreiro avançou e trocou socos e chutes com seu inimigo o golpeando algumas vezes, mas foi surrado até ficar estirado no chão. Baal começou a pisoteá-lo sem piedade, lhe quebrando algumas costelas. O combatente rolou para o lado, escapando dos pés mortais de Baal, e se levantou cambaleante. Quando o deus falso ia agredi-lo mais, Phill lhe aplicou uma chave de braço, o imobilizando, e socou o seu abdômen e sua cara diversas vezes até derrotá-lo. 

Victor empunhava a sua pistola Colt calibre 45 e foi barrado por Pã, o deus do pânico, que lançou a sua toxina do medo contra o militar. O herói foi tomado pelo horror, tendo terríveis alucinações. Pã aproveitou a situação deplorável em que Victor se encontrava e começou a espancá-lo. 

__Você já era, cristão! Ninguém consegue escapar da minha toxina do medo. Esse é o seu fim! Hahahahahahahahahaha. 

O oficial da Marinha lutou contra os seus maiores medos e temores e conseguiu vencer a toxina do medo, e saltou desferindo um chute frontal na cara de Pã. 

__Mas como? Como você conseguiu se livrar da minha toxina do medo? Não importa! Você não escapará da melodia maldita da minha flauta! Hahahahahahahahahaha. 

Victor ficou paralisado por causa da melodia, e Pã aproveitou para continuar a espancá-lo, mas o herói também conseguiu quebrar o encanto da melodia da flauta de Pã, e revidou toda a surra que recebeu do deus grego. Pã apanhou tanto que caiu de joelhos. Victor saltou rodopiando e desferiu um potente chute lateral no rosto do deus do pânico, o derrotando com maestria. 

Carlos, o mestre de Jiu-Jitsu, foi surpreendido por Baphomet, o Bode de Mendes. O guerreiro cristão saltou por cima do deus das bruxas dando uma cambalhota no ar para continuar a sua jornada, mas Baphomet usou a sua telecinese e o paralisou. 

__Venha aqui! 

Carlos se contorceu de dor, mas conseguiu quebrar o poder da telecinese e avançou em Baphomet o golpeando diversas vezes com socos e chutes em todo o seu corpo. O deus das bruxas se enfureceu e desferiu um potente soco direto na cara de Carlos e o arremessou contra um pilar, que se partiu. 

__Pagará caro por sua arrogância e ousadia! 

O Bode de Mendes lançou várias bolas de fogo e várias rajadas de gelo contra Carlos. O mestre de artes marciais se esquivou das magias, mas foi ferido de raspão por várias delas, ficando parcialmente ferido. O deus pagão bateu as suas duas grandes asas e voou até o herói o golpeando. O lutador começou a ser brutalmente espancado pelo deus das bruxas. 

__Tolo! Pensa mesmo que pode vencer um deus? Hahahahahahahahahaha. 

__Eu posso sim. Eu posso vencer você. 

Baphomet tentou socar Carlos, mas o lutador cristão lhe aplicou uma chave de braço lhe quebrando o braço direito. O herói socou diversas vezes o seu abdômen e rosto, o deixando atordoado e cambaleante por causa do impacto dos golpes. Carlos deu um giro de 360 graus chutando a cara de Baphomet (Azazel) e o derrotou. 

Rian estava próximo do local onde Alexandre combateu Dagom, e foi golpeado por um potente chute lateral na cara e voou longe. Nosferatu o tinha golpeado usando a sua velocidade vampírica. O vampiro, usando a sua velocidade especial, desferia diversos tipos de socos e chutes no abdômen e no rosto do militar. 

__Você jamais conseguirá! Jamais! 

__Saia do meu caminho, chupador de sangue! Não tenho tempo para perder com um lixo como você! 

__Prepare-se para morrer, Rian! Esse é o seu fim! Hahahahahahahahahaha. Não tem como você me vencer! Você sabe que morrerá, então, por que ainda continua lutando? De que adianta lutar, se você sabe que perderá? 

__Eu não perderei para alguém como você, Nosferatu! 

__Acha mesmo que vocês, cristãos, tem alguma chance contra nós? Pensam mesmo que podem nos vencer? Aceitem a sua derrota que é melhor. Por que vocês continuam lutando, sabendo que vão perder? 

__Nós lutamos por uma causa maior. Maior até do que você e eu. Mesmo, que eu morra, eu sei que não morrerei em vão. Se eu morrer, morrerei lutando em uma batalha com propósito. Eu morrerei lutando por algo que vale à pena. 

O jovem oficial da Força Aérea Brasileira desferiu cotoveladas, joelhadas e caneladas em todo o corpo de Nosferatu e o venceu. 

Natan, o Pugilista, se deparou com Ares, o deus da guerra, que o aguardava para o confronto. Marte estava ansioso para enfrentá-lo, pois a fama de Natan o precedia. Todos no Inferno o conheciam. 

__Ora, ora. Você deve ser Natan, o Pugilista? Eu soube de sua grande fama, boxeador. Eu estava ansioso para conhecê-lo pessoalmente. Enfim, um homem que vale à pena matar. 

__Saiba, que não tenho medo da morte. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando. Se for preciso, morrerei aqui, mas terei uma morte honrada. Eu lutarei até o fim! 

__É de homens, assim, que eu gosto de enfrentar. Matar os covardes não tem graça. Eu gosto de matar os grandes guerreiros. Faço questão de sujar a lâmina de minha espada com o sangue dos heróis. Admiro esse seu olhar firme de determinação. É de homens, assim, que eu gosto. Homens, que valem à pena matar. 

Natan e Ares lutaram com ferocidade, espancando um ao outro com muita selvageria. Ambos se feriam e se golpeavam com extrema violência. Era uma batalha épica, entre o deus da guerra e um dos maiores e grandes lutadores que existiam na face da Terra. Natan, mesmo tendo levado a maior surra de sua vida, pois ficou gravemente ferido na peleja, conseguiu derrotar Marte, o deus da guerra. 

Samhain e Arthur se enfrentaram na maior batalha de suas vidas. O missionário nunca enfrentara alguém tão forte e poderoso como Samhain, e o deus do Halloween nunca havia enfrentado um jovem com tanta coragem, ousadia e determinação como Arthur. 

__Admiro a sua coragem, garoto! Nunca enfrentei alguém como você antes. Em todos esses meus séculos de existência, nunca tinha conhecido alguém tão corajoso. Você é realmente ousado, menino. Matarei você com muito gosto. Você é um grande guerreiro. Você é um jovem muito divertido. Você é alguém que vale à pena matar. 

__Lamento te informar, mas não tenho nenhuma intenção de morrer lutando aqui com você. Tenho um propósito, uma missão a cumprir. Não posso morrer aqui. Eu não posso perder. O fracasso não é uma opção. 

Samhain tentou com a sua telecinese e grande força destruir Arthur, mas o missionário, com muita coragem e determinação, conseguiu vencer o demônio do Halloween. 

Jericho corria a procura de mais inimigos para enfrentar e chegou até uma floresta conhecida como “Inferno Verde”, e viu uma mulher nua empalada em uma estaca de madeira. 

De repente, gargalhadas sádicas tomaram conta do local. Drácula surgiu diante de Jericho, segurando a cabeça decepada de outra mulher pelos cabelos em uma de suas mãos. 

__Ora, se não é o Senhor Gospel! Eu aguardava por você, Garoto da Bíblia! 

__Você é doente, cara! Precisava fazer isso? 

__Então, o que pretende fazer, Garoto da Bíblia? Lute comigo, Senhor Gospel! Mostre-me que você é um guerreiro de verdade. 

Vlad, o Empalador, soltou a cabeça decepada que saiu rolando até os pés de Jericho. O Herói avançou com ímpeto e fúria para cima do vampiro, que usando a sua velocidade vampírica se esquivou e se defendeu de todos os golpes desferidos por Jericho. 

__Eu conheci Huangi Di e Bodhidharma. Eu lutei ao lado de Gengis Khan. Eu combati os árabes durante as Cruzadas. Eu lutei ao lado de grandes guerreiros, como Júlio César e Alexandre Magno. Eu tenho, pelo menos, dez mil anos de prática. Acha mesmo que pode me vencer, menino? Eu cheguei a conhecer os samurais e os cavaleiros medievais que você tanto admira. Saiba, que você é não como eles, seu covarde! Eu te matarei aqui mesmo, e darei a sua carne e os seus ossos para as aves do céu e para as bestas do campo. Jericho, você vai morrer! 

__Você pode vim contra mim com uma força sobre-humana e com poderes sobrenaturais, mas eu vou contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que você tem afrontado. Deus salva, não com armas, nem com lutas. Porque do Senhor é a guerra. Hoje, mesmo, Ele te entregará em minhas mãos. E todos saberão, que de eternidade a eternidade, o Deus de Israel é Deus. 

Vlad Tepes estava revestido por uma armadura negra e trajava vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Ele empunhava em suas mãos uma grande lança feita de aço, com pequenas lâminas em sua ponta. Vlad, o Empalador, era um guerreiro muito experiente em batalhas. Muitos pereceram lutando contra ele. Incontáveis homens e mulheres sucumbiram diante da ponta de sua lança e perante a lâmina de sua espada. O jovem historiador viu uma espada ao lado de um esqueleto humano e a pegou para si, e duelou com Vlad Tepes. O vampiro, usando a sua velocidade especial, espancava com selvageria o Herói. Jericho chutou a lança, a jogando longe. Drácula desembainhou a sua espada e tentou esquartejar Jericho. O Herói foi cortado algumas vezes pela lâmina da espada de seu adversário, mas conseguiu desarmá-lo. O historiador desferiu dois socos ukes em seu estômago, vários socos cruzados em sua cara, e um soco gancho em seu queixo. Drácula desferiu um potente soco direto no coração do Herói, fazendo jorrar muito sangue. O jovem profeta pegou um punhal de prata e o encravou no coração de Drácula, triunfando sobre seu inimigo. 

Jericho chegou até um campo aberto e viu um homem formoso, alto e forte, revestido por uma armadura negra e trajando vestimentas vermelhas e uma capa também vermelha. Era outro guerreiro também muito antigo. Era Satanás, o Diabo. 

__Você deve ser Jericho, o jovem historiador? Devo lhe dar os parabéns por ter chegado até aqui. Eu o subestimei. Pelo jeito, eu mesmo terei que fazer o serviço pessoalmente. Eu te garanto que você nunca enfrentou alguém como eu antes. Pode ter certeza disso. 

__Eu já derrotei inimigos muito mais poderosos do que eu. Já lutei contra os piores bandidos e terroristas e os derrotei. Você não será problema para mim. 

__Todos os malfeitores e monstros que você combateu foram enviados por mim. Todos eles estavam sob o meu comando, obedecendo as minhas ordens. 

__Como assim? 

__Você sabe quem eu sou. Você só não quer acreditar. Tem certeza de que não sabe quem eu sou mesmo, Jericho? 

__Quem é você, afinal? Quem é você de verdade? 

__Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Hahahahahahahahahaha. 

__Agora, já sei quem você é. Já desconfiava, mas, agora, eu tenho certeza. 

Jericho avançou com ímpeto e fúria tentando golpear Satanás, mas o Príncipe das Trevas se defendeu e se esquivou de todos os seus golpes e se movendo na velocidade da luz, o espancou ferozmente, o deixando muito ferido. 

__A sua sorte de estar vivo até hoje, é que eu não tinha autorização para matá-lo. Dessa vez, você não escapará de minhas mãos. Não consegui matá-lo por meio da depressão e da angústia. Quando te empurrei do beliche foi apenas um aviso, mas você continuou se metendo no meu caminho, ameaçando os meus planos. Você já trouxe problemas demais para o meu reino. Dessa vez, você vai mesmo morrer. Já era para você ter morrido há muito tempo, mas mesmo você não acreditando em si mesmo, Deus sempre acreditou em você. Sinceramente, eu não sei o que o Altíssimo viu em você. Fracassados como você, devem morrer. Hahahahahahahahahaha. 

__ Você já tentou me matar antes e não teve êxito em seu intento. Se eu morrer, antes, irei te dar muito trabalho e dor de cabeça. Eu estou preparado para morrer, mas eu escolho morrer lutando. 

Jericho, mesmo, muito ferido, conseguiu golpear várias vezes com alguns tipos de socos o abdômen e o rosto de Satanás, mas acabou sendo atingido por algumas magias, e ficou desfalecido no meio do campo de batalha. 

Os amigos de Jericho chegaram e viram o seu companheiro ferido, estirado no chão. Os guerreiros de Yahweh avançaram e lutaram com bravura contra o Diabo. O Senhor das Sombras usou várias magias e feitiços para derrubá-los, mas eles caíam e se levantavam em seguida, para continuarem lutando. Os companheiros de Jericho conseguiram golpear algumas vezes o Príncipe das Trevas, que mesmo usando uma parte de seu poder, não conseguia vencer os guerreiros de Adonai. 

__O que torna os guerreiros de Deus tão poderosos, que eles não se rendem? Eu não entendo! Como vocês depois de receberem as minhas magias e os meus golpes continuam de pé, ainda lutando? Por quê? Eu não compreendo tamanha determinação! Eu sou temido desde a Antiguidade. Os camponeses e os aldeões se amedrontavam só em ouvir o meu nome. Mas, vocês não me temem! 

Satanás, o Diabo, sabendo que não conseguiria matar os heróis, decidiu fugir para poder lutar outro dia. Assim, os servos de Deus venceram Lúcifer e os falsos deuses. 



AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História. 



SOLDADOS DE CRISTO (NA LISTA DOS MAIS PROCURADOS DO DIABO)

 

Filipe Levi

SOLDADOS DE CRISTO (NA LISTA DOS MAIS PROCURADOS DO DIABO)

 

 



Deus, o Criador, o Eterno, criou o Universo, as galáxias, os astros e os planetas. Yahweh, o Único Deus, criou a Terra e todos os seus habitantes. Deus também criou o homem a sua imagem e semelhança, mas por causa da desobediência do homem, o pecado afastou o homem de Deus. O pecado era como uma doença, um vírus mortal que se alastrava sobre o mundo, contaminando todos os seres humanos. Por causa do pecado, a morte, a agonia, a dor, o sofrimento, o tormento e a destruição assolavam o planeta. Essa epidemia viral se alastrava sobre a Terra, levando todos os homens a morte. Deus, por amor do seu povo (que Ele mesmo elegeu, escolheu e predestinou antes da fundação do mundo), enviou o seu Único Filho (Jesus) para sofrer e morrer no lugar do seu povo, para que o seu sangue inocente resgatasse os escolhidos de Deus das trevas e os livrasse da morte eterna, os trazendo para a sua maravilhosa luz. 

Jesus Cristo, o Messias, andava com as pessoas que eram a escória da sociedade. O Messias Libertador se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Jesus comia e bebia com os pecadores. Cristo era conhecido como o “Amigo das prostitutas e dos pecadores”. Apesar de Jesus nunca ter se envolvido com os Zelotes (grupo armado de guerrilheiros radicais que pretendiam derrubar o Império Romano do poder), Cristo nunca foi “Hippie” (paz e amor) e nem um grande pacifista (essa era uma construção ideológica criada pelos cristãos que durante séculos assombrou a Igreja). Jesus elogiou a fé e a integridade de um centurião e reconheceu que o poder que Pôncio Pilatos tinha foi concedido por Deus. Cristo sempre ensinou a submissão aos governantes e a pagar os impostos. João Batista, o seu precursor, em uma ocasião, batizou alguns soldados que lhe perguntaram o que eles deveriam fazer para agradar a Deus, e em nenhum momento, João Batista lhes recriminou por serem militares, pelo contrário, ele lhes incentivou a permanecerem no serviço militar, portanto, que eles fossem soldados justos e honestos (Lucas 3:14). 

Jesus Cristo, o Messias, foi traído por um dos seus apóstolos, que se enforcou mais tarde por causa do remorso de tê-lo traído. O Messias foi ferozmente espancado e torturado com torturas indescritíveis. Depois, Jesus foi obrigado a carregar a sua própria cruz onde Ele seria crucificado. Cristo foi pregado vivo numa cruz, onde Ele derramou o seu precioso e poderoso sangue, pelo qual purificaria todos os nossos pecados. Jesus Cristo, o Messias, morreu, mas no terceiro dia ressuscitou, vencendo a morte e o pecado, porque Ele é o Grande Libertador de Israel (Aquele Que Venceu a Morte). Cristo tem as chaves da morte e do Inferno. O Nome de Jesus é o Nome que está sobre todos os nomes. O Rei dos reis e o Senhor dos senhores. O Rei legítimo de Israel. O verdadeiro herdeiro do trono de Davi. O verdadeiro Rei dos judeus. Esse é Jesus, o Filho de Deus. 

Os primeiros seguidores de Jesus eram conhecidos como os nazarenos, mas em Antioquia da Síria, em 37, eles passaram a serem conhecidos como “cristãos”. Os seus doze apóstolos eram os principais líderes da Igreja Cristã. Paulo e Pedro foram os mais importantes deles. Nas primeiras décadas, o Império Romano não importunou os cristãos, mas, sim, o Sinédrio (liderado pelos malditos fariseus, os religiosos hipócritas e falsos moralistas que Jesus tanto combatia). Em 64, com o incêndio que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, e com isso, começou uma grande perseguição contra a Igreja Cristã. Em 66, começou a Revolta Judaica, liderada principalmente pelos Zelotes. Em 68, com a morte de Nero, quando o imperador foi cercado pela própria Guarda Pretoriana, que pretendia torturá-lo e matá-lo, Nero, preferiu se suicidar a ser capturado e sofrer nas mãos dos guardas pretorianos. Neste mesmo ano, os soldados romanos massacraram vários grupos judaicos na Judéia, incluindo os essênios. Em 69, Vespasiano, que liderava o Exército Romano contra os judeus, teve que voltar para Roma para assumir o trono. O general Tito, o Abominável da Desolação, liderou os soldados romanos em seu lugar. Em 70, Tito destruiu o Templo de Jerusalém e derrotou grande parte da resistência, sufocando a rebelião, dizimando quase todos os Zelotes. Em 74, houve outro levante armado dos Zelotes (cerco de Massada), que foi sufocado brutalmente pelos romanos. Flávio Josefo, um historiador judeu, que participou da Revolta Judaica, relatou em seus escritos sobre esta grande guerra, sobre João Batista (que provavelmente era também um essênio), sobre Tiago, o Justo, irmão de Jesus, e também sobre o próprio Cristo. 

No Concílio de Jerusalém, em 50, os cristãos judeus e gentios se reuniram para discutir sobre os costumes judaicos na Igreja. Foi decidido entre eles, que os cristãos não praticassem relações sexuais ilícitas, não bebessem sangue e nem comessem animais que morressem estrangulados ou sufocados, e nem comessem alimentos sacrificados aos ídolos. Paulo explica que se os cristãos orarem antes de comerem alimentos sacrificados aos ídolos, e, portanto, que não escandalizassem os irmãos fracos na fé, não seria pecado ingeri-los. Sobre beber sangue, isso era uma prática do contexto judaico, assim como não comer animais que morressem estrangulados ou sufocados, até porque, os pagãos tinham o costume de beber sangue como um ato de adoração para adorarem os seus deuses. Isso era do contexto histórico da época, e não implica em nada os cristãos de hoje, comerem toicinho, galinha ao molho pardo ou ingerir sangue de animais na selva para sobreviver. Sobre as práticas sexuais ilícitas, a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina mesmo que o sexo somente deve ser praticado entre um homem e uma mulher no contexto do casamento, fora disso, é pecado e desagrada a Deus. Paulo e Barnabé não seguiam os rituais mosaicos, já Tiago, o Justo, e Pedro sim. 

Nos três primeiros séculos da Igreja Cristã, os cristãos foram perseguidos sem piedade. Os seguidores de Jesus eram presos, espancados, torturados, violentados e mortos das mais terríveis formas possíveis. A maior parte dos cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses pagãos. Muitos soldados romanos que se convertiam ao Cristianismo eram exonerados de seus cargos e executados como traidores, porque se recusavam a prestar culto ao imperador e a sacrificar aos deuses. Apesar de toda essa perseguição por parte do Estado, existiam cristãos entre a Guarda Pretoriana (Os Santos da Casa de César) e um centurião aposentado (que nunca renunciou à sua centúria) de Cesaréia conhecido como Cornélio, um militar justo e temente a Deus. Houve um procônsul cristão chamado Lúcio Sérgio Paulo que governou Chipre durante três anos e depois se tornou um curador em Roma; e o rei de Edessa da Síria chamado Abgaro, e também o rei Polímio da Armênia. Existiram dois cônsules cristãos, Mânio Acílio Glabrio (cônsul em 91) e Tito Flávio Clemente (cônsul em 95). Esses homens investidos de autoridade estavam entre os poucos cristãos primitivos do primeiro século que ocupavam cargos no governo. Apesar de terem existido muitos cristãos primitivos que satanizavam as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades legalmente constituídas eram legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (1 Pedro 2:13-17), reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons. 

Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. O Estado não pode ter uma igreja; e a Igreja não pode ter uma milícia. A Guerra Física cabe ao Estado lutar; e a Guerra Espiritual cabe a Igreja combater. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo (Alegorismo) nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus para punir os malfeitores (dentro da legalidade, de acordo com as leis). 

Seria muito incoerente a Bíblia ensinar em (Romanos 13:1-7) e (1 Pedro 2:13-17) que as autoridades legalmente constituídas têm o dever e a obrigação de castigar os malfeitores (bandidos e corruptos), se o próprio Jesus fosse um “grande pacifista”. Muitos alegam que Jesus usou uma figura de linguagem e que os discípulos não entenderam que quando Cristo mandou comprar espadas, Ele se referia a Palavra de Deus. A palavra grega “Hikanon” usada na Bíblia original para “basta” significa bastante ou suficiente, ou seja, quando Jesus disse “basta”, eles quis dizer que duas espadas eram o suficiente. A palavra grega “Hikanon” é sempre usada para se referir a uma quantia suficiente ou bastante. Esse trecho da Bíblia deixa bem claro que Cristo realmente ordenou aos seus discípulos para que eles comprassem armas (espadas). Quando Pedro cortou a orelha direita de Malco, Jesus repreendeu o mau uso da espada, e não o seu porte em si. Cristo mandou Pedro guardar a espada, e não jogá-la fora. A espada mencionada em Romanos 13 é escrita em grego “Machaira”, que era uma espada usada para executar criminosos perigosos e para se combater nas guerras. O Pacifismo é antibíblico, pois a Bíblia nunca ensinou tal ideologia. 

O Sexto Mandamento (Lo Tirsah em hebraico e Ou Foneuseis em grego) sempre se referiu somente ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa, a matar nas guerras e a pena capital. O verbo hebraico “ratsach” e o verbo grego “foneuo” só eram usados para se referir ao homicídio ilícito, e nunca a matar quando realmente há necessidade, como, por exemplo, na legítima defesa, nas pelejas e na pena capital (pena de morte). Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” são usados somente quando se trata de assassinato, ou seja, do homicídio criminoso. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. A violência pode ter um bom uso quando essa violência é usada como uma contingência (para a defesa própria ou para a proteção dos outros). 

Sobre os juramentos, Jesus nunca condenou os juramentos em si, mas, sim, aquelas pessoas mentirosas e sem palavra que precisam se garantir em juramentos para que os outros acreditem que elas estão dizendo a verdade. Além do serviço militar, os médicos fazem juramentos, assim, como o casamento é um juramento de lealdade ao seu companheiro (esposa ou marido). 

O apóstolo Paulo ensinou, claramente, que todos os cristãos têm o dever cívico de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos seus governantes (1 Timóteo 2:1-4). Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades legalmente constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado (Cristianismo Primitivo), portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo, ocupando cargos públicos ou militares. 

Os Pais da Igreja, Ireneu de Lyon, Clemente de Alexandria e Eusébio de Cesaréia defendiam abertamente o serviço militar e a Guerra Justa (muito antes de Agostinho de Hipona existir). Clemente de Alexandria além de defender o combate bélico, também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega). Clemente de Alexandria também defendia a Resistência ao Tirano, quando um governante era opressor. 

Havia duas Escolas Teológicas famosas na época da Igreja Primitiva: a Escola de Antioquia (Síria) que pregava que tudo na Bíblia é literal; e a Escola de Alexandria (Egito) que pregava que tudo na Bíblia é alegórico. 

Os próprios apóstolos nem imaginavam que os seus Livros e Cartas seriam reunidos e se tornariam no Novo Testamento da Bíblia. A Bíblia dos primeiros cristãos era somente o Antigo Testamento, mas os bispos da Igreja Primitiva em sua grande maioria acreditavam que os Escritos dos apóstolos foram inspirados pelo Espírito Santo de Deus. 

Com o Édito de Milão, em 313, os cristãos finalmente conseguiram a sua tão almejada liberdade religiosa e com isso, cessou a perseguição. Em 314, no Concílio de Arles, a Igreja Primitiva reconheceu oficialmente que o serviço militar é bíblico e que é lícito os cristãos se alistarem no Exército (Lucas 3:14). Em 325, no Concílio de Nicéia, o imperador Flávio Valério Constantino, organizou essa reunião entre 318 bispos cristãos que vieram de várias regiões. Neste Concílio foi discutida a data da Páscoa e confirmada a Divindade de Jesus. A Divindade do Espírito Santo somente foi confirmada no Concílio de Constantinopla, em 381. Apenas, em 380, com o Édito de Tessalônica, é que o Cristianismo se tornou na religião oficial do Império Romano. No começo, o Catolicismo era verdadeiramente bíblico e cristão, mas com o passar do tempo, a corrupção, a idolatria e as heresias dominaram a Igreja Católica, a corrompendo de tal modo, que foi necessária uma Reforma, que só aconteceria no século XVI, provocada por um monge agostiniano chamado Martinho Lutero, um gênio, rebelde e libertador, que ousou questionar e se opor ao poder do Clero e da Igreja Católica. Um homem à frente do seu tempo. 

Durante a Idade Média, antes da Reforma Protestante, inúmeras pessoas inocentes acusadas de serem bruxas ou hereges foram queimadas vivas nas fogueiras da Inquisição. Incontáveis pessoas inocentes foram torturadas, violentadas e mortas, acusadas por crimes que nunca cometeram. Com as vendas de relíquias, indulgências e cargos eclesiásticos, muitos homens de Deus (muitos eram do próprio Clero) passaram a discordar e a combater as heresias pregadas pela Igreja Católica e ousaram se opor ao seu domínio e opressão. Durante este tempo, também houve as Cruzadas, que os cavaleiros medievais (apesar de muitos deles serem guerreiros honrados) foram enganados pelo Clero, que distorceu a teologia da Guerra Justa ensinada por Agostinho de Hipona. Tomás de Aquino também apoiava a Guerra Justa, e também a legítima defesa e a Resistência ao Tirano (quando um governante era corrupto e ditador). 

Durante a Idade Moderna, no século XVI, os Reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio, foram os principais provocadores da Reforma Protestante. Os luteranos na Alemanha, os huguenotes na França e os puritanos na Inglaterra (XVII) e muitos outros protestantes empunharam armas para combater os seus perseguidores e para restituir a identidade da Igreja de Cristo. 

Com o Avivamento Puritano, que ocorreu depois da Reforma Protestante, a Igreja de Cristo se fortaleceu, mas depois veio à apostasia, e a Igreja passou a se esfriar novamente. Com o declínio do Cristianismo, as heresias passaram a dominar as igrejas evangélicas novamente, e Satanás, o Diabo, distorcendo as Escrituras (como ele sempre fez desde o início dos tempos), passou a ludibriar e a enganar os cristãos com mentiras e heresias destruidoras. 

No século XX, aconteceram as Duas Grandes Guerras, onde vários genocídios foram praticados. Com o Nazismo e com o Fascismo, a intolerância ideológica tomou conta de vários corações pré-dispostos para o mal (assim, como o maldito Socialismo que pregava a igualdade social, mas na prática só igualava a miséria dos pobres e enriquecia os seus governantes que eram ditadores cruéis e corruptos). Na União Soviética, na China e na Coreia do Norte foram onde os religiosos (principalmente, cristãos) foram os mais perseguidos. Os cristãos sofreram torturas terríveis, violência sexual e assassinatos bárbaros. Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, a Itália e o Japão foram os responsáveis por vários crimes de guerra e atentados contra a humanidade. Adolf Hitler e seus comparsas (Eixo do Mal) praticaram atrocidades em nome do ódio e da intolerância, mas no final, foram derrotados pelos Aliados. 

No século XXI, o Terrorismo se fortaleceu e passou a aterrorizar a Europa e os Estados Unidos da América. A China, a Rússia e a Coreia do Norte declararam guerra contra os Estados Unidos e seus aliados. Armas nucleares e bombas de hidrogênio foram usadas, sem contar com armas químicas e biológicas. Armas de destruição em massa foram usadas para dizimar diversos povos. O planeta ficou em chamas. Depois dessa Grande Guerra, houve muita fome na Terra e poucos conseguiram sobreviver. 

Por causa da Primavera Árabe (que ocorreu antes da Terceira Guerra Mundial), surgiram muitos grupos terroristas extremistas. Já não bastavam a Al-Qaeda e o Talibã, também acabaram surgindo o Boko Haram e o Daesh, conhecido também como ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria). O Boko Haram e o EI (Estado Islâmico) torturavam e assassinavam os seus desafetos das maneiras mais brutais possíveis. Esses terroristas malditos capturavam mulheres inocentes e as escravizavam as tornando em suas escravas sexuais. Existiam muçulmanos moderados, que eram homens bons e guerreiros honrados, que não concordavam com os métodos sujos e brutais do Estado Islâmico, como os Peshmergas (Aqueles Que Enfrentam a Morte) e os Yazidis, que tinham a sua religião própria (existiam mulheres e até cristãos que se alistavam nos exércitos Peshmergas para poderem combater o Estado Islâmico). 

Em uma época de escuridão e trevas, o caos e a desordem assolavam o mundo. As nações guerreavam entre si, dizimando incontáveis vidas. A fome se espalhava pela Terra. Novas doenças mortais se desenvolviam ameaçando a existência da raça humana. 

Os Estados Unidos e a Rússia, juntos com outras nações, pelejaram um contra o outro. Armas nucleares e químicas foram usadas, resultando na morte de bilhões de pessoas. Metade da humanidade foi dizimada por armas que os homens criaram para a sua própria proteção. 

A Ciência era usada para o mal, pois criaturas bizarras criadas em laboratórios se revoltaram contra os homens. As máquinas também se rebelaram contra os seres humanos. Animais pré-históricos foram ressuscitados através da clonagem. Alguns mamutes congelados foram encontrados bem preservados no Alasca e na Sibéria. Outros mamíferos pré-históricos também foram trazidos de volta à vida. Ovos de dinossauros em perfeito estado de conservação foram encontrados. Dinossauros de várias espécies foram ressuscitados através da Ciência. O que era um grande sonho da humanidade (conhecer esses animais extintos) se tornou num grande pesadelo. 

Com o avanço da Ciência, animais pré-históricos foram ressuscitados e deformidades e aberrações genéticas também foram criadas em laboratórios clandestinos. A Inteligência Artificial foi criada, e com ela máquinas de matar com autonomia própria passaram a caçar os seres humanos, porque enxergavam a raça humana como ameaça. Os cientistas quiseram criar o soldado perfeito, e acabaram criando mortos-vivos que ficaram fora de controle e que começaram a matar e a comer os vivos. Vampiros e zumbis se espalharam pelo mundo, conquistando e dominando muitas cidades. 

Ditadura após ditadura; revoluções e mais revoluções; rebeliões e motins tomavam conta de muitas nações. Os reinos dos homens se destruíam entre si. Nação se levantava contra nação; e reino se levantava contra reino. Era só genocídio e carnificina. Os homens não se entendiam entre si. Na verdade, a humanidade nunca soube se entender. 

Depois do cataclisma global, os homens se tornaram mais bárbaros do que já eram. Com o colapso mundial, os homens passaram a se matar e a se massacrar como nunca aconteceu antes. Eles se devoravam literalmente entre si. A fome e a miséria assolavam a Terra. A sociedade estava totalmente desestruturada. 

Os homens se esqueceram de Deus e dos seus Santos Mandamentos. A corrupção, a maldade, o sadismo, a crueldade, a vilania, a prostituição, a perversão, a depravação, a ganância, a avareza, a idolatria, a feitiçaria, o assassinato criminoso, a covardia, a opressão, a violência sexual, a tortura, o egoísmo e o individualismo das pessoas. O pecado tomou conta de tudo. 

No Brasil, a apostasia também tomava conta das igrejas evangélicas, mas aos poucos, os verdadeiros cristãos se posicionavam e o avivamento (de volta as Escrituras) começou a aflorar. Existiam jovens crentes em Jesus que eram profetas de Deus na sua geração. Rapazes que faziam a diferença, porque amavam a Deus e não se contaminavam com a corrupção desse mundo. Existia um grupo de jovens cristãos, praticantes de artes marciais e com treinamento militar que combatiam todos os homens maus que ameaçavam os indefesos e as pessoas que eles amavam. 

Leonardo era Graduado em História e praticava defesa pessoal. Ele tinha treinamento na Segurança Privada e também militar, pois fez vários cursos de manuseio de armas de fogo. O Herói era um historiador e professor de História que acreditava piamente na inerrância das Escrituras, pois para ele, a Bíblia era realmente a Palavra de Deus. Para Leonardo, os 66 Livros da Bíblia foram realmente de fato inspirados pelo Espírito Santo de Deus. Leonardo aprendeu a falar com dois anos de idade, e desde essa época, ele tinha o costume de conversar com Deus. Com dez anos de idade, começou a ler as Escrituras Sagradas com afinco, e se apaixonou ardentemente pela Palavra de Deus. As suas maiores paixões eram a Bíblia, as artes marciais, as armas de fogo, animes e videogames. Com o seu interesse obsessivo pela Bíblia, Leonardo adquiriu uma boa base teológica, e não era tão facilmente enganado como a maioria dos cristãos era enganada pelos falsos profetas. Deus usou a sua paixão pelas artes marciais para que Leonardo adquirisse aversão ao Movimento Batalha Espiritual (o maldito movimento herético e diabólico liderado por “ex-satanistas” que mesmo após as suas supostas “conversões” continuavam ensinando os ensinamentos satânicos que eles aprenderam no Satanismo). Deus conversava com Leonardo por meio dos desenhos animados, séries e filmes. Deus usava esse método (Alegorismo) para se comunicar com o Herói. O Altíssimo entrava no mundo de Leonardo para conversar com ele. O Herói, apesar de sua irreverência (ele era irônico e sarcástico), ele no fundo do seu coração, tinha um profundo respeito e grande admiração pelo Deus de Israel. Leonardo se importava mais com os outros do que consigo mesmo. Ele era um homem que estava disposto a morrer pelos seus amigos. Leonardo vivia para a justiça, e não para si mesmo. O Herói queria ser a voz daqueles que não podiam falar. A sua maior ambição na vida era estar na lista dos mais procurados do Diabo. 

Natan era um dos melhores amigos de Leonardo e era um homem honrado e íntegro. Natan era pugilista (um grande boxeador) que usava os seus punhos para lutar em nome da verdade e da justiça. Natan era um cientista da computação, pois ele era um perito na área da informática. O pugilista era casado e era leal aos seus amigos e sua família. Um homem forte e destemido, cheio de valentia e coragem. Um homem honesto que fazia a diferença na sua geração. 

William, o oficial Paixão, era tenente da Marinha do Brasil que durante uma grande parte de sua vida se desviou do Caminho da Verdade e guardava rancor de Deus. Com o passar dos anos, o Espírito Santo tocou no coração de William, e trocou o seu coração de pedra por um coração de carne. O oficial Paixão se reconciliou com Deus e voltou a lutar em prol da justiça. William, assim como Leonardo, era um Geek (fã de gibis, séries, animes e videogames). 

Oseias, o delegado Ribeiro, era amigo de Leonardo desde a mocidade, pois eles estudaram juntos na escola. Oseias era delegado da PF (Polícia Federal) e trabalhava combatendo os maiores traficantes e contrabandistas do país. Oseias era praticante de Kung Fu e era um exímio atirador. O delegado Ribeiro era um policial honesto que apesar das tentações sempre recusou aceitar suborno e sempre permaneceu íntegro. 

Augusto, o oficial Marques, era tenente do Exército Brasileiro que era um mestre na arte da guerra e da estratégia militar, que usava todo o seu conhecimento bélico adquirido lutando em várias batalhas, para lutar em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem ele jurou proteger. Augusto somente usava os seus punhos e suas armas para lutar por aqueles que não podiam lutar por si mesmos. O oficial Marques dedicava a sua vida em favor dos oprimidos. 

Um demônio muito poderoso pretendia destruir Leonardo e seus amigos, e junto com os seus mais fortes e poderosos guerreiros, armou uma emboscada contra os heróis. Esse demônio era Baphomet (Azazel), o deus das bruxas, conhecido como o Bode de Mendes. Os seus capangas eram Screwface (Cara-Ferrada), Adrian, Cassius, Cipriano (Capa Preta) e Kenzo. 

Screwface, o Cara-Ferrada, era um narcotraficante jamaicano, que era um grande espadachim e também um grande feiticeiro, perito em magia negra. Por meio das vendas de suas armas ilegais e entorpecentes ilícitos, ele dominava grande parte do país. Screwface era temido por seus inimigos e sua maior ambição era derrotar Leonardo e seus amigos, que constantemente atrapalhavam os seus negócios e destruíam os seus planos de expandir o seu império do crime. 

Adrian era irmão de Cassius e um grande guerreiro que usava a sua grande força e habilidade em batalha para oprimir e subjugar os mais fracos. Adrian era um poderoso feiticeiro, ganancioso e cruel, que pelejava apenas porque gostava de ferir e de matar as pessoas, e não por causas nobres ou por motivos justos. O seu coração era perverso e sua alma totalmente corrompida. 

Cassius era extremamente forte e de grande porte. Cruel e vil. Sádico e impiedoso, que guerreava somente para ver o sangue jorrar. Assassino frio e sem escrúpulos. Não sentia pena ou remorso quando destruía uma vida ou uma família. Cassius era extremamente corrupto e corrompido. Não tinha nenhum princípio ou código de honra. Ele era mau caráter mesmo. 

Cipriano era um feiticeiro mestre na arte da magia negra e um grande guerreiro também, mas que não lutava pelos outros, mas somente por si próprio. Ele não sabia o que era altruísmo e nem amizade. Cipriano só pensava em roubar, matar e destruir. Esse feiticeiro tinha uma mente doentia e um coração ainda mais doentio, que só guardava ódio e desejo de destruir tudo o que encontrasse pelo caminho. Cipriano não sabia o que era lealdade e nem se importava com ninguém, a não ser consigo mesmo. 

Kenzo era um mestre de artes marciais e também um mestre na arte da espada, que não seguia os princípios e valores do Bushido (Código do Guerreiro), pelo contrário, Kenzo era ganancioso e egoísta, uma vergonha para os seus ancestrais. 

Os heróis cristãos eram verdadeiros combatentes, eles eram soldados de Cristo, que estavam dispostos a serem feridos ou até mesmo mortos para lutar pelo que é certo. Eles queriam fazer a coisa certa, pois esses grandes guerreiros preferiam ser punidos por fazer o bem do que por fazer o mal. Leonardo e seus amigos se importavam mais com os outros do que consigo mesmos. O motivo deles era justo, e eles estavam dispostos a morrer por isso. Esses soldados de Cristo foram até a fortaleza onde Azazel (Baphomet) e seus comparsas estavam aguardando a chegada dos heróis. Leonardo empunhava uma espingarda calibre 12 (Shotgun), e carregava em sua cintura uma pistola IMBEL calibre 380 e um revólver Taurus calibre 38. William, o oficial Paixão, empunhava um FAL (Fuzil Automático Leve) calibre 7.62 e carregava em sua cintura duas pistolas Colt calibre 45. Augusto, o oficial Marques, empunhava um fuzil IA-2 (calibre 556), e carregava em sua cintura duas pistolas Beretta calibre 9mm. Oseias, o delegado Ribeiro, empunhava um fuzil M-16, e carregava em sua cintura duas pistolas Glock calibre ponto 40. Natan, o pugilista, empunhava um revólver Magnum calibre 357 e os seus punhos eram as suas melhores armas. 

Quando os heróis invadiram a fortaleza foram recebidos a bala. Vários bandidos fortemente armados, com armas de grosso calibre, trocaram tiros com os invasores. Houve uma violenta troca de tiros. Dezenas de bandidos foram alvejados e mortos pelos soldados de Cristo. A maior parte desses marginais eram capangas de Screwface (Cara-Ferrada), e o restante satanistas que serviam a Azazel. 

Os heróis se separaram e cada um foi por um corredor a procura dos líderes e de Baphomet, o deus das bruxas, para poderem detê-los, antes que esses maus elementos causassem ainda mais problemas para a sociedade e para a Igreja de Cristo. Screwface foi até onde Leonardo estava. Adrian e Cassius foram ao encontro de Oseias e William. Cipriano foi ao encalço de Natan, e Kenzo correu em direção a Augusto. 

Na sala onde o historiador cristão estava, tinham vários tipos de armas brancas penduradas na parede (lanças, espadas e machados de combate). O Herói pegou uma espada longa para si, para poder duelar com Screwface. O feiticeiro jamaicano era um mestre na arte do Vodu (magia negra), mas mesmo com todos os seus poderes concedidos pelo Inferno, o guerreiro cristão ainda permanecia de pé, pelejando bravamente contra o feiticeiro. Ambos cortavam um ao outro com suas espadas, afiadas e mortais. Leonardo conseguiu desarmar Screwface, mas como o Herói não era covarde, ele jogou a sua espada longe, pois queria enfrentar o seu adversário numa luta justa. O que Leonardo tinha de honrado, Screwface tinha de corrompido. O jovem lutador apanhou muito do feiticeiro, mas se sobressaiu na batalha, espancando o seu oponente com diversos tipos de socos no abdômen e no rosto, conseguindo derrotá-lo. 

Adrian, mesmo usando todas as suas magias e táticas de batalha, não conseguia matar Oseias, que mesmo muito ferido, permanecia lutando e golpeando fortemente o feiticeiro. Adrian não entendia, como que um homem aparentemente comum, conseguia resistir aos seus poderosos golpes. Oseias, mesmo tendo apanhado muito, conseguiu golpear Adrian de tal forma, que o derrotou. 

Cassius enchia William de porrada, mas mesmo assim, o militar ainda persistia resistindo aos golpes de Cassius e também golpeava com bastante eficiência o seu inimigo. O feiticeiro espancava William, mas o oficial Paixão, determinado em vencer a batalha, revidou em dobro todos os ataques que recebeu, vencendo Cassius. 

Cipriano usou vários de seus encantos e magias para tentar destruir Natan, mas o pugilista, mesmo todo arrebentado e ferido, persistia, socando o feiticeiro com ferocidade. Cipriano e o boxeador trocavam socos, esmurrando um ao outro com selvageria. Natan, se aproveitando de um descuido de Cipriano, que acabou deixando a sua guarda baixa, lhe desferiu um potente soco na cara e o nocauteou. 

Kenzo desembainhou uma Katana e tentava esquartejar Augusto, que armado com um Machete, duelava com o espadachim. O militar se esquivava diversas vezes da lâmina mortal de seu inimigo, mas mesmo assim, acabou sendo ferido algumas vezes. Kenzo era um mestre na arte da guerra, mas Augusto também era um grande combatente que tinha muita experiência no campo de batalha. O oficial Marques, com muita dificuldade e seriamente ferido, conseguiu ganhar vantagem na batalha e derrotar Kenzo, o espadachim. 

Os heróis se reuniram novamente e foram até a arena de combate, onde se encontrava Baphomet (Azazel). No centro da arena tinha o símbolo de um pentagrama invertido e várias velas acesas em volta, de repente, uma chama surgiu no local, e do meio do fogo, surgiu um homem com cabeça de bode e de olhos amarelos. Era Baphomet, o Bode de Mendes. Os soldados de Cristo o cercaram e avançaram para atacá-lo, mas o deus das bruxas usando a sua telecinese os arremessou longe. Azazel estendeu as suas mãos, lançando bolas de fogo e rajadas de gelo na direção dos heróis, que se esquivaram das magias e tentaram atacá-lo novamente. Leonardo desferiu um potente soco no estômago de Baphomet, que gargalhou sadicamente, e falou, dizendo: 

__É só isso o que você pode fazer? Vejo que você é tão fraco e indefeso quanto um recém-nascido. Hahahahahahahahahaha. Você deve ser Leonardo, o historiador cristão, não é mesmo? 

Baphomet estendeu uma de suas mãos e suspendeu Leonardo no ar, o deixando paralisado usando a sua telecinese. 

__Sim, e você deve ser Baphomet, o deus das bruxas, não é? 

__Isso mesmo. 

__Pare com essa palhaçada e lute de forma justa comigo! 

__Por que eu deveria lutar de maneira justa com você? Eu sou um demônio e não um cavaleiro. Honra e nobreza não servem para mim. 

__O que quer de mim? 

__Eu soube que você é um historiador. Então, você deve saber que Satanás sempre esteve no controle da História da humanidade. 

Leonardo se concentrou e usando toda a sua força conseguiu se libertar da telecinese de Baphomet, e, falou, dizendo: 

__Errado! Deus é o Senhor da História. 

__O que é injusto hoje pode se tornar justo no futuro. Muitas coisas que eram injustas no passado se tornaram justas com o passar do tempo. O que Satanás faz hoje pode parecer injusto, mas no futuro as pessoas agradecerão a ele, e as coisas que ele faz parecerão justas para os humanos. Muitas vezes é necessário praticar atrocidades para se atingir um grande objetivo. O certo e o errado dependem de quem está avaliando. O que pode ser certo para você, pode ser errado para mim, e vice-versa. As coisas que Deus fazia no Antigo Testamento na época eram certas, mas na época da Graça são consideradas erradas. O Diabo não é o vilão da História, mas, sim, Deus. Grandes impérios conquistaram outros povos e dominaram o mundo, porque foram cruéis e dissimulados. A força dita as regras. Os fracos devem servir aos mais fortes sem questionar, porque o forte sobreviverá, e o fraco irá sofrer. Essa é a lei da vida. Essa é a lei da História. 

__Idiota! 

__O que você disse? 

__O mal não é nada além do mal; e a justiça será para sempre justiça. Os mesmos impérios que você citou, caíram e não perduraram. O dever dos fortes é proteger os fracos, e não subjugá-los. Os fortes devem defender os fracos. O certo sempre será certo, e o errado sempre será errado. As Leis de Deus são imutáveis. Deus é imutável. Os seus atributos são imutáveis. Jesus Cristo veio cumprir a Lei, e não aboli-la. Deus estabelece os reis e remove os reis. O Altíssimo coloca no poder a quem Ele quer. Ele levanta os reinos e derruba os reinos como bem entende. Jeová tem o total controle sobre os exércitos da Terra, porque Ele é o Senhor dos Exércitos. 

__Se você me derrotar, o seu Deus estará certo. Mas, se eu vencer, Satanás estará com a razão. Que vença o melhor! 

__Eu vou contra você, em Nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos, que você e seus comparsas têm afrontado. Deus te entregará em minhas mãos. Deus salva, não com lança, nem com espada. Deus salva, não com arma, nem com luta, porque do Senhor é a guerra. Hoje, mesmo, te matarei e entregarei o seu corpo para as aves do céu e para as bestas do campo. Todos saberão que o Deus de Israel é Deus. Que Deus é o Senhor da História! A injustiça nunca será justiça. 

Leonardo avançou com ímpeto e fúria para cima de Baphomet desferindo diversos tipos de socos em seu abdômen e em seu rosto. Azazel o agarrou na traqueia e o ergueu, o suspendo no ar novamente, e começou a espancá-lo violentamente, o ferindo gravemente. 

Os amigos do Herói golpeavam o deus das bruxas com brutalidade e o demônio arremessou Leonardo contra a parede, e começou a pelejar com os demais. O Bode de Mendes os espancava, mas apesar dos heróis receberem os seus poderosos golpes, eles ainda continuavam de pé, lutando com determinação e ousadia. 

Azazel estendeu as suas mãos, e vários fios mortais saíram das pontas de seus dedos que prenderam os jovens guerreiros, e começaram a dilacerá-los. O Herói se levantou meio cambaleante e atordoado por causa do impacto, se recompôs e partiu para cima de Baphomet. 

__Mesmo, que morramos aqui lutando com você, você vem conosco. Nós podemos até sermos destruídos, mas nós levaremos você conosco também. Se morrermos, você também morre. 

__De que adianta você vencer, se você também morrerá? 

__Eu não tenho medo de morrer. Se for preciso, eu me explodo junto com você. Se ainda estou vivo é por causa da misericórdia de Deus. Se eu morrer, que seja por algo que vale a pena. Se for para perecer, que seja em uma batalha com propósito. Quero ter uma morte honrada. 

Os soldados de Cristo, cheios de ousadia e de coragem, estavam determinados a vencer Baphomet, e continuaram lutando, desferindo diversos tipos de socos e de chutes no Bode de Mendes. O deus das bruxas apanhou tanto, e mesmo golpeando diversas vezes os heróis, os combatentes cristãos ainda continuavam de pé, pelejando sem demonstrar fraqueza diante do inimigo. Azazel, sabendo que não ganharia a batalha, e suspeitando de que se continuasse, acabaria sendo derrotado, decidiu recuar, para poder lutar num outro dia, e fugiu humilhado como um covarde. 

Screwface, Adrian, Cassius, Cipriano e Kenzo foram capturados e presos pelas autoridades, para serem julgados e condenados por todos os seus crimes. A organização criminosa liderada por Screwface foi desmantelada pelas autoridades, e todos os seus subordinados e subalternos foram encarcerados ou mortos. O império do crime de Cara-Ferrada foi derrubado, e a sociedade pôde viver mais segura e em paz. Os soldados de Cristo venceram, porque confiavam em Deus e acreditavam em seus ideais. 



AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.